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Sobre as Águas

Lars Grael vence Regata VelaShow 2022

Antonio Alonso

22/05/2022 11h48

Neste sábado (21), o segundo dia do VelaShow 2022 foi marcado pela ida dos veleiros ao mar.
Na Regata VelaShow, realizada no Clube Naval Charitas (CNC), em Niterói (RJ), o público presente teve uma experiência ainda mais completa ao ver de perto uma prova da modalidade e a dinâmica do funcionamento das embarcações em uma prova com quase 100 inscritos.

Participaram 46 embarcações de vela oceânica com as classes VPRS, BRA-RGS e Cruzeiro. Além disso, mais de 40 barcos monotipos estiveram na Regata VelaShow com as classes Trimarã Pasquele, Wing Foil, Wind Foil, Prancha com Bolina, Prancha sem Bolina e Dingue.

O fita-azul da prova foi o veleiro Vésper IV (ICRJ), que disputou a classe VPRS. No tempo corrigido, o barco caiu para terceiro lugar na disputa. Com isso, o vencedor foi o Avohai (ICRJ), do comandante medalhista olímpico Lars Grael, seguido pelo time Maximus (CNC).

O VelaShow 2022 foi aberto nesta sexta-feira (20) com mais de 40 expositores da cadeia produtiva da vela, além de palestras com ícones da modalidade, como a medalhista olímpica Isabel Swan e o campeão mundial de Star, Samuel Gonçalves. O evento é realizado pela segunda vez na história depois do sucesso de 2019 em Itajaí (SC).

"A comissão sofreu um pouquinho na largada, muito pouco vento. A gente preferiu ser um pouquinho mais conservador, nosso barco é muito rápido. Largamos um pouco atrás, depois recuperamos rapidamente. Quando o vento aumentou a tripulação já estava preparada, todas as manobras correram muito bem", contou João Marcos Mendes, comandante do veleiro Vésper IV.

O evento conta com estaleiros, marcas de veleria, charter, embarcações expostas, vestuário e outras relacionadas ao meio náutico. O VelaShow tem como propósito proporcionar aos expositores e visitantes um encontro de tendências, inovações e tudo aquilo que o setor da vela náutica tem de melhor em produtos, serviços e treinamentos para velejadores apaixonados pelo mar.

A Regata VelaShow, que também aconteceu na edição de 2019 da feira, é uma forma encontrada pela organização de aproximar ainda mais o público da vida náutica. Apesar do clima competitivo e das premiações, o objetivo maior dos participantes é ajudar a fomentar o esporte fazendo aquilo que mais gostam: velejar.

"Só temos a agradecer a toda a organização do evento. A tripulação ficou muito satisfeita com esse dia de sol e recomendo a quem não correu para vir no ano que vem. Uma grande oportunidade de conhecer melhor a vela!", completou o comandante do veleiro Vésper IV.

Confira os resultados da Regata VelaShow 2022:

Vela Oceânica:

Classe VPRS

1º Avohai (ICRJ); 2º Maximus (CNC); 3º Vésper IV (ICRJ)

Classe BRA-RGS

1º Sabai Sabia (YCB); 2º Katana II (ICB); 3º Nauru (RYC)

Classe Cruzeiro

1º Manos Chopp (ICB); 2º FCinco (ICRJ); 3º Hagar (ICB)

Monotipos:

Classe Dingue

1º Igor de Souza Lima (CNC); 2º Luiz Correia (CNC); 3º Luiz Vieira (CNC)

Classe Trimarã Pasquale

1º Marcelo Barros (PREVELA); 2º Philipe Campos (PREVELA); 3º Luciano Ramos (PREVELA)

Classe Wing Foil

1º Luiz Bolina (sem clube); 2º Fábio Bettini (CNC); 3º Christina Fischer (WINDNIT)

Classe Wind Foil

1º Cleber Magnus (CNC); 2º Rodrigo Paes (CNC); 3º Jaime Labastie (WINDNIT)

Classe Prancha com Bolina

1º Leonel Nascimento (CNC); 2º Nicolas Haubricht; 3º Rafael Bartijotto (RYC)

Classe Prancha sem Bolina

1º Márcia Rennó (CNC); 2º Antonio Carlos (WINDNIT); 3º Geomar Senra (WINDNIT)

Foto: Fred Hoffmann

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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