Sobre as Águas http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br Informação e opinião sobre vela, náutica, navegação e mar em geral. Fri, 13 Sep 2019 17:10:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Troca de barcos agita Classe C30 no Circuito Ilhabela de Oceano http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/13/troca-de-barcos-agita-classe-c30-no-circuito-ilhabela-de-oceano/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/13/troca-de-barcos-agita-classe-c30-no-circuito-ilhabela-de-oceano/#respond Fri, 13 Sep 2019 17:10:42 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4495

Flotilha de C30 em Ilhabela (Aline Bassi / Balaio de Ideias)

Após duas etapas, a liderança da Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica – na Classe C30 é do Caiçara com a mesma pontuação do Kaikias Maserati, mas a movimentação da terceira etapa, a partir deste sábado (14/9), ficará por conta de Barracuda e Caballo Loco, depois de os respectivos comandantes, Humberto Diniz e Mauro Dottori anunciarem a troca pura e simples de suas embarcações.

O Caballo Loco vem de um título inédito na Semana de Vela de Ilhabela, em julho, enquanto Barracuda demonstrava necessidade de ajustes para velejar lado dos barcos mais velozes da C30. “É uma grande novidade para a classe. Agora o Caballo Loco é o numeral 01 e o Barracuda passa a ser o 05. O mais importante é que estamos ansiosos para retornar à raia após a Semana de Vela e deveremos contar com seis rivais na C30. Como sempre, a briga será boa e equilibrada”, afirma Dottori.

A tripulação do atual tetracampeão da Copa Suzuki, Caiçara, quer retomar o rumo das vitórias. “Estamos empolgados por retornarmos a Ilhabela nos dois próximos finais de semana. Não tenho dúvidas que as regatas serão novamente muito disputadas na C30. Queremos competir em alto nível, extraindo o melhor do barco para mantermos a liderança na única competição da classe que se estende ao longo do ano todo”, assegura o comandante do Caiçara, Pablo Lynn.

O rival Kaikias Maserati também vem embalado para mais uma disputa que promete duelos acirrados entre os líderes. “Estamos há quase dois meses sem velejar. Correr uma regata, rever os amigos e tomar uma gelada na varanda do Yacht Club Ilhabela, não tem preço. O campeonato está muito equilibrado e o nível das tripulações, elevado. Nossa equipe trabalhou super bem para conquistar o título brasileiro da C30. Estamos ansiosos, porém confiantes. Vamos com tudo rumo à liderança”, deseja o timoneiro do Kaikias Maserati, Beto de Jesus.

Caiçara e Kaikias somam 26 pontos perdidos após 14 regatas, com uma vitória a mais (4 a 3) em favor do Caiçara na C30. A terceira e penúltima etapa da Copa Suzuki de 2019 será disputada nos dias 14 e 15, 21 e 22 de setembro. As demais classes têm os seguintes líderes: Conquest Econ (HPE 25), Kamaiurá (Clássicos), Triton (RGS) e Rudá (IRC). Mais de 30 embarcações são esperadas em Ilhabela.

Copa Suzuki após 14 regatas (dois descartes)

1 – Caiçara (Pablo Lynn): 2 2 RDG 1 3 1 2 (7 DSQ) 4 (5) 2 3 4 1 1 = 26 pp

2 – Kaikias Maserati (E.Mangabeira): (4) 3 2 1 3 1 3 1 3 3 2 2 (6 DNF) 2 = 26 pp

3 – Katana Portobello (Cesar Gomes): 3 2 3 (4) 4 3 4 3 1 1 1 1 2 (6) = 28 pp

4 – Caballo Loco (Mauro Dottori): 1 1 RDG (4) 2 2 4 1 2 4 (5) 4 3 3 4 = 31 pp

5 – eCycle +Realiazado (José Apud): (5) 3 (5) 5 5 5 2 5 2 4 5 5 4 3 = 48 pp

6 – Barracuda (Humberto Diniz): 6 (7) (7) 6 6 6 5 6 6 6 6 6 6 6 = 71 pp

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Reta final no Snipe http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/12/reta-final-no-snipe/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/12/reta-final-no-snipe/#respond Fri, 13 Sep 2019 00:13:33 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4492

Matias Capizzano

A foto de Matias Capizzano é da dupla brasileira Juliana Duque e Rafael Martins.

Os baianos estão, assim como as outras 80 duplas, na reta final de preparação para o Mundial de Snipe, que será de 2 a 12 de outubro.

Ilhabela (SP) recebe pela primeira vez o evento!

O casal Juliana Duque e Rafael Martins foi medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 e quer levar pra Salvador (BA) mais uma conquista.

”Depois do Pan-Americano demos uma descansada e voltamos a treinar! Vamos chegar bem cedo em Ilhabela para treinar na raia da competição e estar preparado pro mundial”, comentou o baiano Rafael Martins. 

A parceira Juliana Duque está confiante em repetir os bons resultados recentes no Mundial de Ilhabela.

”A raia de Ilhabela tem por característica ser de velocidade”.

”Espero que possamos correr bastante regatas e que o vento seja bom. Acredito que vai ser um campeonato muito difícil onde as largadas vão ter muita influência nos resultados”.

Ilhabela foi definida como sede da competição pela Snipe Class International Racing Association após concorrência. O Mundial de Snipe é realizado de dois em dois anos.

Sobre o evento

A competição internacional mais importante da classe será disputada na Escola de Vela Lars Grael entre representantes de 12 países: Argentina, Bélgica, Brasil, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Peru, Portugal e Uruguai.

Realizado de dois em dois anos, o Mundial de Snipe será dividido entre as versões júnior (até 22 anos), de 2 a 5, e na sequência o sênior, aberto a todas as idades.

A tendência é que os atletas comecem a chegar no arquipélago de Ilhabela semanas antes das primeiras regatas para preparação.

A mesma Escola de Vela Lars Grael recebe, de 27 a 29 de setembro, o Campeonato Sul Brasileiro de Snipe, que deverá reunir mais de 100 duplas.

Segundo as primeiras previsões meteorológicas, o evento deve ser disputado com ventos de média para forte intensidade.

”Os velejadores deste nível sempre chegam antes aos locais de prova para treinar! Com a realização do Campeonato Sul Brasileiro de Snipe, mais duplas devem desembarcar em Ilhabela”.

”Esse evento não exige classificação como o Mundial e, por isso, as raias devem lotar. Um bom teste para a nossa organização”, explicou Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do Mundial de Snipe 2019.

Querendo o bicampeonato

Hoje correndo em casa, o gaúcho Alexandre Paradeda sonha em ganhar o bicampeonato mundial da categoria.

O atual treinador da Escola de Vela Lars Grael também segue treinando em alto nível ao lado do proeiro Gabriel Kieling visando ampliar sua sala de troféus.

”Será um grande campeonato, do mais alto nível, onde estamos nos preparando ao máximo possível para fazer um bom campeonato”, contou Alexandre Paradeda.

”No Brasil, a classe é muito forte pela grande tradição, ter fabricante nacional e por fazer também as velas dentro de casa”.

So na Snipe, além do Mundial de Punta del Este 2001, Alexandre Paradeda soma duas medalhas dos Jogos Pan-Americanas, ouro na Rio 2007 e prata em Mar del Plata 1995, dois ouros dos jogos Sul-Americanos e 13 títulos nacionais.

Na última edição do Mundial de Snipe, em La Coruña, na Espanha, em 2017, a dupla Alexandre Paradeda e Lucas Chilatz quase ficou com a prata, mas acabou sendo desclassificada por um protesto, tirando também o Brasil do pódio final.

A dupla porto-riquenha Raul Rios e Mac Agnese foi a campeã. Dois barcos espanhóis completaram o pódio com Gustavo del Castillo Palo/Rafael del Castillo Palo, em segundo, e Rayco Tabares Alvarez/Gonzalo Morales Quintana, em terceiro.

Veja a lista de campeões

Sobre o barco

Classe: Snipe Class International Racing Association

Nº de tripulantes: 2

Designer: William Crosby

Material do casco: madeira ou fibra de vidro

Ano do primeiro projeto: 1931

Comprimento do casco: 4,7 m

Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg

 

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Entre em contato com a equipe On Board Sports:

Flavio Perez
📧 flavio@onboardsports.net | redacao@onboardsports.net
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🔛 www.onboardsports.net

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Robert Scheidt vai ganhar biografia após os Jogos Olímpicos de 2020 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/12/robert-scheidt-vai-ganhar-biografia-apos-os-jogos-olimpicos-de-2020/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/12/robert-scheidt-vai-ganhar-biografia-apos-os-jogos-olimpicos-de-2020/#respond Thu, 12 Sep 2019 23:29:14 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4489

A vida e a carreira de um dos maiores atletas do esporte brasileiro vai virar livro. Enquanto o velejador Robert Scheidt vai ao mar em campanha para disputar a sétima Olimpíada, o jornalista Rafael De Marco segue em terra firme para escrever a história do bicampeão e maior medalhista olímpico do Brasil. A biografia está em fase de apuração e captação de patrocínio via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e será lançada após os Jogos de Tóquio, no segundo semestre de 2020.

“Robert Scheidt não é apenas um dos maiores nomes da história do esporte mundial, mas um atleta que ajudou a revolucionar sua modalidade. Não apenas em termos de técnica de velejada, mas também fora da água ao gerenciar uma carreira em um nível de profissionalismo inédito até sua ascensão, iniciada em 1996, quando conquistou a primeira medalha olímpica”, declara De Marco. “O desafio é, além de contar essa história em detalhes, conseguir apoio para sustentar o trabalho. E nesse sentido, a Lei Rouanet é importante. Sigo em busca de patrocínio”, completa o jornalista, autor do livro “Matador de Dragões, a história e a filosofia de vida do campeão olímpico Joaquim Cruz”, lançado em 2015.

De Marco revela que a ideia inicial era lançar o livro antes da Olimpíada de Tóquio/2020. Porém, como Scheidt decidiu interromper a aposentadoria da vela olímpica e fez o índice para integrar a delegação brasileira, a história ganhou mais um capítulo. “Disputar sete edições de Jogos Olímpicos vai representar mais um recorde na carreira de Scheidt e vai acrescentar algumas páginas importantes à sua biografia. Vale lembrar que, independentemente se ele vai subir ao pódio, garantir vaga na elite da Laser aos 46 anos, na qual seus concorrentes têm, em média, 20, não é pouca coisa”, conta o autor.

Scheidt tem cinco medalhas olímpicas: ouro em Atlanta/96 e Atenas/2004 – ambas na Classe Laser; prata em Sidney/2000 (na Laser) e Pequim/2008 (na Star) e bronze em Londres/2012 (Star). No total, soma 181 títulos na carreira, sendo 89 internacionais e 92 nacionais, com destaque para 11 títulos mundiais na Classe Laser 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013; e 3 na Classe Star (2007, 2011 e 2012).

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Haia na Ocean Race http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/11/haia-na-ocean-race/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/11/haia-na-ocean-race/#respond Wed, 11 Sep 2019 16:17:40 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4486 A cidade holandesa de Haia foi anunciada, nesta quarta-feira (11), como ponto de parada da The Ocean Race, regata de volta ao mundo, que começa em 2021.

Será a terceira vez consecutiva que Haia recebe os barcos do evento, considerado um dos maiores da vela oceânica mundial. Na edição 2014-15, os holandeses fizeram um pit-stop.

Já na temporada passada, ou seja 2017-18, Haia abrigou a última etapa, coroando a emocionante vitória do Dongfeng Race Team.

“É fantástico saber que a The Ocean Race voltará a Haia”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, integrante do Dongfeng Race Team. “Foi uma experiência maravilhosa poder compartilhar nossa vitória na última prova com tantos amigos, familiares e fãs”.

A Holanda tem uma forte presença no evento desde os primeiros anos quando a regata era chamada de Whitbread Round the World. O herói local Connie Van Rietschoten conquistou vitórias consecutivas nas edições 1977-78 e 1981-82 do evento.

Até hoje, o ‘holandês voador’ é o único na função de skipper a conquistar dois triunfos na competição de vela oceânica. Atualmente, Bouwe Bekking tem se destacado, competindo em oito edições. Comandante do Team Brunel nas duas últimas provas, o velejador quer ser campeão na próxima edição da Ocean Race.

“Parabéns a Haia e a todos os envolvidos”, disse Bouwe Bekking. “Acho que a parada na última vez foi a melhor de todas e, como esportista, esse tipo de entusiasmo é uma das razões pelas quais você pratica a vela”.

O processo de seleção das cidades-sede para a edição de 2021-22 da The Ocean Race está em fase de conclusão e mais locais serão anunciados nas próximas semanas, seguidos pelo percurso completo!

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Semana de Vela 2020 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/09/semana-de-vela-2020/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/09/semana-de-vela-2020/#respond Mon, 09 Sep 2019 16:49:32 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4482 O comitê organizador da Semana Internacional de Vela de Ilhabela confirmou a data oficial das regatas de 2020 em Ilhabela (SP).

A 47ª edição do principal evento da modalidade na América do Sul será realizada de 4 a 11 de julho.

A competição será antecipada em uma semana em relação ao ano de 2019 em função dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, que serão disputados de 24 de julho e 9 de agosto.

O evento de 2019 contou com 120 barcos espalhados por nove classes. O campeão da ORC deste ano foi o Pajero, comandado por Eduardo Souza Ramos, que levou seu 11º título da Semana de Vela.

A conquista veio após uma disputa acirrada com o Crioula, que tem o atleta olímpico Samuel Albrecht, representante brasileiro na classe NACRA, como tático.

”A edição 2019 foi de alto nível técnico e com uma organização de excelência. Dentro e fora d’água conseguimos entregar a melhor experiência aos velejadores e participantes, tanto no Yacht Club de Ilhabela e no Race Village”.

”O apoio da Prefeitura de Ilhabela e dos patrocinadores também foi fundamental para a realização da Semana Internacional de Vela de Ilhabela’‘, disse Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.

Os representantes da Semana Internacional de Vela de Ilhabela já trabalham no planejamento das ações da próxima edição, que terá sua abertura esportiva oficial com o Desfile dos Barcos e a regata de longo percurso Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil.

Foto: Marcos Mendez

 

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Te Aihe http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/te-aihe/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/te-aihe/#respond Fri, 06 Sep 2019 20:17:28 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4479 Te Aihe”, o primeiro AC75 a tocar a água, é um produto não apenas da Emirates Team New Zealand, mas também do coletivo de patrocinadores, parceiros e todas a comunidade náutica para a America’s Cup 2021.

A Emirates New Zealand divulgou nome do barco para próxima edição da America’s Cup

O golfinho “Te Aihe”

Nesta semana, o defensor do título da America’s Cup, o Emirates New Zealand, colocou o modelo na água para a alegria dos fãs kiwis

Durante o evento estavam presentes velejadores e suas respectivas famílias, além de patrocinadores e fornecedores do time.

Um dos presentes, Kevin Shoebrigde, que supervisionou o lançamento de diversos barcos ao longo desses últimos anos, ficou surpreso com a embarcação.

“Está é uma ocasião significativa para equipe, não apenas por ser outro barco novo, mas porque quando vencemos a America’s Cup, em 2017, tivemos que criar rapidamente um novo conceito de barco, que continuaria a impulsionar a competição”, disse Kevin.

Na regra da America’s Cup, o detentor do título escolhe o local das regatas e o modelo do veleiro para a competição seguinte! Além disso, o ETNZ já está na final direto.

Foram necessárias mais de 100.000 horas de trabalho para desenvolvimento e construção do barco.

Ao todo, 65 pessoas trabalharam firme no ano passado para finalização do projeto.

Sean Regan, que liderou as ações da construção do “Te Aihe”, contou sobre como foi todo o processo de estudo e preparação da embarcação.

“Nós construímos uma equipe realmente grande, e totalmente comprometidas, que fizeram de tudo para terminar com o maior brilho esse barco. Mesmo para os mais experientes da equipe, essa foi uma construção muito única, porque é uma embarcação tão sofisticada. Pode-se considerar o barco uma vanguarda no sentido de design e desempenho”, exaltou Sean.

Agora a equipe fará um período de testes, que serão realizados na Nova Zelândia durante essas duas próximas estações.

O time conta com a “sorte” de treinar justamente no local da próxima edição da America’s Cup, que será em março de 2021.

 

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Mundial Junior de Snipe 2019 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/mundial-junior-de-snipe-2019/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/mundial-junior-de-snipe-2019/#respond Fri, 06 Sep 2019 16:27:36 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4475 O Mundial de Snipe 2019 ocorre em Ilhabela (SP), na Escola de Vela Lars Grael, no mês de outubro, e deve reunir mais de 80 competidores de 12 países.

O evento disputado de dois em dois anos abre espaço à nova geração da vela com a realização das regatas dedicadas aos atletas com até 22 anos. As provas do Mundial Júnior de Snipe serão de 2 a 5. A versão sênior, que é aberta à todas as idades, será de 8 a 12.

O Brasil tem ao todo oito títulos mundiais júnior desde 1973 quando a organização da classe começou a promover a competição sub-22. A dupla Tiago Brito e Antonio Rosa é a atual campeã mundial na categoria júnior no Snipe. Os velejadores conquistaram o título em 2017, em La Coruña, na Espanha.

”O título na Espanha estava nos nossos planos. Era o nosso último ano e queríamos ser campeões. Treinamos, chegamos mais cedo e investimos no melhor material para correr o Mundial Junior”, explicou Tiago Brito.

A dupla gaúcha Tiago Brito e Antonio Rosa está inscrita para as regatas de Ilhabela (SP), mas agora só na categoria sênior, pois atingiu o limite de idade.

”Para 2019 espero uma disputa muito forte, com previsão de ventos fortes, o que eleva o nível. O campeonato está em aberto e queremos fazer uma competição consistente. Tirando as classes olímpicas, é uma das categorias mais fortes do mundo ao lado da Star”.

Snipe abre espaços em outras classes

Depois das conquistas do Mundial Jr de Snipe em 1996 e 1997, o catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca ganhou projeção internacional, representando o Brasil em Olimpíadas e regatas de Volta ao Mundo, hoje chamada de Ocean Race.

O velejador profissional é um defensor do Snipe, a classe que considera a melhor para a transição do Optimist (classe de introdução à vela) para outro monotipo. ”O Snipe é uma das melhores opções no Brasil. É uma classe numerosa, nível técnico alta e histórico de grandes velejadores”.

”A classe serviu muito na minha carreira porque já estava comandando um barco, e, ao mesmo tempo, aprendi muito” disse André ‘Bochecha’ Fonseca, que hoje é tático da equipe profissional de vela oceânica Pajero, atual campeã da Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

”Quem sabe um dia eu volte a navegar de Snipe, com certeza voltarei. É um barco para navegar com a família, curtir o fim de semana e não requer muita condição financeira”.

Brasileiros campeões mundiais júnior

1978 – Mission Bay (Estados Unidos) – Torben Grael | Eduardo Mascarenhas
1996 – São Paulo (Brasil) – André Fonseca | Pablo Furlan
1997 – Mar Menor (Espanha) – Andre Fonseca | Roberto Paradeda
2005 – Rio de Janeiro (Brasil) – Victor Demaison | Mario Tinoco
2007 – San Remo (Itália) – Mario Tinoco | Matheus Gonçalves
2009 – San Diego (Estados Unidos) – Mario Tinoco | Matheus Gonçalves
2013 – Rio de Janeiro (Brasil ) – Lucas Mesquita | Douglas Gomm
2017 – La Coruña (Espanha) – Tiago Brito | Antonio Rosa

Uma curiosidade: O bicampeão olímpico Torben Grael é o único da lista no País que venceu as duas versões: o júnior e o sênior. O velejador subiu no lugar mais alto do pódio em 1978, no campeonato júnior Mission Bay (Estados Unidos), ao lado de Eduardo Mascarenhas.

”O Snipe é uma categoria muito forte no Brasil e desde cedo os atletas podem escolher entrar na classe. Tanto pela facilidade de ter um barco, quanto pela quantidade de competições vigentes”, explicou Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do evento.

As primeiras duplas devem chegar a Ilhabela (SP) duas semanas antes do evento para treinamento e reconhecimento da raia.

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Empate entre líderes marca retorno da Classe C30 ao Circuito Ilhabela http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/empate-entre-lideres-marca-retorno-da-classe-c30-ao-circuito-ilhabela/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/empate-entre-lideres-marca-retorno-da-classe-c30-ao-circuito-ilhabela/#respond Fri, 06 Sep 2019 16:06:45 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4470

Caiçara: líder do Circuito Ilhabela (Aline Bassi / Balaio de Ideias)

A terceira etapa da Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica – promete regatas acirradas na Classe C30, a mais competitiva entre os barcos de oceano a partir de 14 de setembro. O atual tetracampeão Caiçara e o campeão brasileiro de 2019, Kaikias Maserati, somam exatamente os mesmos 26 pontos perdidos, após 14 regatas e dois descartes. O Caiçara lidera apenas nos critérios de desempate, com quatro vitórias contra três do adversário.

O Caiçara tem sido absoluto nas águas de Ilhabela nas últimas temporadas, dominando Copa Suzuki e Semana de Vela, com o bicampeonato 2017/2018. Neste ano, porém, o barco abriu espaço para o Caballo Loco chegar ao título inédito na Semana de Vela, enquanto Kaikias Maserati conquistou, também pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro da Classe C30, iniciado em Florianópolis e concluído em Ilhabela, paralelamente à Semana de Vela.

O terceiro colocado, Katana Portobello, de Florianópolis, tem apenas dois pontos perdidos a mais do que os dois primeiros (26 a 28), o que projeta disputas casco a casco nas raias do Canal de São Sebastião nos dois próximos finais de semana (14 e 15, 21 e 22/9). As tripulações não velejam desde a Semana de Vela, encerrada em 20 de julho e retornam a Ilhabela mais bem preparadas para competir, após o aprimoramento de seus barcos para a principal competição oceânica do País.

Além das emoções sempre garantidas na Classe C30, a Copa Suzuki, com sede no Yacht Club Ilhabela (YCI), reúne outras classes que têm os seguintes líderes após duas das quatro etapas da temporada: Conquest Econ (HPE 25), Kamaiurá (Clássicos), Triton (RGS) e Rudá (IRC). Mais de 30 embarcações são esperadas na terceira e penúltima etapa de 2019.

Copa Suzuki após 14 regatas (dois descartes)

1 – Caiçara (Airton Schneider): 2 2 RDG 1 3 1 2 (7) 4 (5) 2 3 4 1 1 = 26 pp

2 – Kaikias Maserati (E. Mangabeira): (4) 3 2 1 3 1 3 1 3 3 2 2 (6) 2 = 26 pp

3 – Katana Portobello (C.Gomes Neto): 3 2 3 (4) 4 3 4 3 1 1 1 1 2 (6) = 28 pp

4 – Caballo Loco (Mauro Dottori): 1 1 RDG (4) 2 2 4 1 2 4 (5) 4 3 3 4 = 31 pp

5 – eCycle +Realiazado (José Luis Apud): (5) 3 (5) 5 5 5 2 5 2 4 5 5 4 3 = 48 pp

6 – Barracuda (Humberto Diniz): 6 (7) (7) 6 6 6 5 6 6 6 6 6 6 6 = 71 pp

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11th Hour Racing na Ocean Race http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/05/11th-hour-racing-na-ocean-race/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/05/11th-hour-racing-na-ocean-race/#respond Thu, 05 Sep 2019 21:24:28 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4467 11th Hour Racing confirma presença em mais uma edição da The Ocean Race

Os velejadores Charlie Enright e Mark Towill anunciaram nesta quarta-feira (4) o acordo com a empresa 11th Hour Racing para próxima regata de volta ao mundo, a The Ocean Race.

A equipe disputará, pela terceira vez consecutiva, o evento com o nome do patrocinador.

Em  2014-15, a dupla liderou o Team Alvimedica, e na última, (2017-18) foi a bordo do Vestas.

“Com o apoio da 11th Hour Racing já estamos começando a correr. Em duas campanhas anteriores, nunca tivemos o luxo de qualquer planejamento e preparação de longo prazo igual agora”.

”Desta vez teremos tempo de montar a equipe, planejar e nos prepararmos bem para a regata”, disse Charlie Enright.

Transat Jacques Vabre

Enright e Towill vão disputar entre outubro e novembro outra regata renomada no mundo da vela, a Transat Jacques Vabre.

A prova será entre a cidade de Le Havre, na França, e Salvador, na Bahia. Essa regata parou em Itajaí nos anos de 2013 e 2015.

A equipe vai utilizar o antigo Hugo Boss IMOCA 60, que foi reformado pelos velejadores. O antigo dono era o inglês Alex Thomson.

Sustentabilidade

Vale destacar que a empresa é uma das principais parceiras da The Ocean Race em sustentabilidade.

Inclusive, a 11th Hour conta com uma campanha chamada “O que está sob a superfície nos conecta”, que busca destacar a beleza que o mar proporciona e , com isso, tentar impactar os seres humanos quanto à importância da prevenção da fauna marinha.

“A oportunidade de desenvolver a liderança que Mark e Charlie demonstraram ao longo dos anos, e instituir uma nova campanha sustentável é uma ação extremamente importante”, declarou Rob MacMilan, co-fundador e presidente da 11th Hou Racing.

A próxima Ocean Race, antigamente chamada de Volvo Ocean Race, será entre 2021 e 2022, e o local de partida será a cidade de Alicante, na Espanha.

Ainda não foi definido a cidade brasileira que vai receber a parada da regata de volta ao mundo.

 

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Ilhabela, 214 anos http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/05/ilhabela-214-anos/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2019/09/05/ilhabela-214-anos/#respond Thu, 05 Sep 2019 12:24:08 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4464 Palco das principais regatas do País, Ilhabela completou nesta semana 214 anos.

A cidade se prepara agora para receber o principal evento da classe Snipe, no mês de outubro

As regatas serão de de 1º a 12.

A competição internacional reunirá mais de 80 duplas de 12 países na Escola de Vela Lars Grael.

O sistema de ventos e correntes, existentes no canal que separa o arquipélago do continente, transformou o local em verdadeira raia de competições de vela e esportes náuticos.

Ilhabela foi definida como sede da competição pela Snipe Class International Racing Association após concorrência. O Mundial de Snipe é realizado de dois em dois anos.

”Ilhabela é a Capital Nacional da Vela e sempre recebe grandes eventos da modalidade. Tem uma boa estrutura e mão de obra qualificada para trabalhar em eventos deste porte”, disse o medalhista olímpico Bruno Prada, organizador do Mundial de Snipe 2019.

Há 46 edições, o local recebe a Semana Internacional de Vela, um dos principais eventos da modalidade. Ilhabela teve o título de ‘Capital Nacional da Vela’ oficializada por meio da lei 12.457 sancionada em julho de 2011.

Nesta temporada, além do Mundial de Snipe, Ilhabela sediou o Brasileiro de Optimist, evento com mais de 200 crianças na categoria de introdução.

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