Sobre as Águas http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br Informação e opinião sobre vela, náutica, navegação e mar em geral. Sat, 08 Dec 2018 22:35:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Com Zarif e Trouche, Brasil é campeão da Star Sailors League Finals http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/com-zarif-e-trouche-brasil-e-campeao-da-star-sailors-league-finals/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/com-zarif-e-trouche-brasil-e-campeao-da-star-sailors-league-finals/#respond Sat, 08 Dec 2018 22:35:14 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4059

Zarif e Trouche rumo ao título na Baía de Montagu (Gilles Morelle / SSL)

Três vitórias seguidas no mesmo dia levaram Jorge Zarif e Pedro Trouche ao inédito título da Star Sailors League Finals neste sábado, na sexta edição do campeonato disputado anualmente nas Bahamas. Foi a primeira vez que o campeão venceu quartas de final, semifinal e final. Com mais uma vitória na fase de classificação, a dupla levanta a taça e o prêmio de 40 mil dólares com quatro triunfos em 14 regatas entre as 25 duplas repletas de medalhistas olímpicos e campeões mundiais.

O primeiro título brasileiro em Nassau veio em 2013, com Robert Scheidt e Bruno Prada na edição de estreia da SSL Finals. Neste ano, ao lado de Henry Boenig, Scheidt repetiu a medalha de prata de 2017, após o bronze com o mesmo proeiro em 2016. Foi a primeira dobradinha de um país na SSL Finals. Em um ano vitorioso, Zarif conquistou duas etapas da Copa do Mundo na Classe Finn na França e o título mundial de Star em outubro com Guilherme de Almeida em Oxford (EUA), tornando-se apenas o quarto velejador da história a vencer os mundiais de Star e Finn (2013).

“Não esperávamos três vitórias seguidas. Queríamos apenas ir passando de fase. Tivemos ajuda decisiva do Bruno (Prada) e do Augie (Diaz) que regularam o mastro. Eles são especialistas e eu confio muito neles”, reverenciou Zarif. Velejamos em alto nível. Foi uma experiência incrível para nós. Em quatro participações em Nassau, a melhor colocação de Zarif havia sido o quarto lugar em 2014.

Zarif, paulista de 26 anos, e Trouche, carioca de 27, velejaram juntos pela primeira vez, apesar de se conhecerem há 15 anos. “Não imaginava que seria tão bom. Começamos a treinar apenas a quatro dias do início do campeonato. O barco hoje (sábado) estava perfeito. Durante a semana, evoluímos a cada regata, corrigindo e diminuindo os erros”, enalteceu Trouche.

Das Bahamas para o Japão – Em campanha olímpica para os Jogos Tóquio 2020, Jorginho retorna o foco para a Classe Fim já na próxima semana. “Agora é 100% Finn. A partir de terça-feira já estarei no Rio de Janeiro para iniciar pré-temporada na Baía de Guanabara. Neste ano velejei 250 dias de Finn. Foi bom parar e respirar um pouco. A Classe Star ajuda muito na parte tática e os resultados aumentaram minha confiança”, analisou Zarif.

Quarto colocado nos Jogos Rio 2016, Zarif terá a última oportunidade de correr de Finn em uma olimpíada. A World Sailing (Federação Internacional de Vela) retirou a classe do programa olímpico. “Tomaram uma decisão política que joga no lixo a história da vela. Já haviam feito o mesmo com a Star”, lamentou o campeão da SSL Finals. Zarif fará a maior parte da campanha de Finn em 2019 na Europa, dividido entre Espanha e Itália, que receberá o Campeonato Europeu, seletivo para os Jogos de Tóquio.

Hat-trick na Baía de Montagu – O sábado decisivo, nublado e com vento leste firme, entre 15 e 17 nós (cerca de 30 km/h) começou com vitória brasileira. Zarif e Trouche venceram as quartas de final com 11 segundos de vantagem sobre Melleby (NOR) e Revkin (EUA). A dupla assumiu a liderança na segunda perna de contravento. Dos oito barcos que iniciaram a regata, cinco seguiram à semifinal. Arthur Lopes em sexto lugar com Paul Cayard (EUA), assim como Lars Grael e Samuel Gonçalves, em sétimo, foram eliminados.

Mendelblat e Fatih, segundos colocados na classificação geral, entraram diretamente na semifinal para compor uma flotilha de seis barcos em busca de três vagas na final para se juntarem, em seguida, a Scheidt e Maguila. Zarif e Trouche se mantiveram desde a largada entre os três primeiros. Assumiram a liderança na primeira perna de popa e venceram novamente, com 14 segundos de vantagem sobre Negri (ITA) e Kleef (ALE).

A semifinal marcou a eliminação dos bicampeões Mendelblat e Fatih. Junto com eles, deixaram o campeonato: Kusznierewickz e Zycki (POL), Rohart e Ponsot (FRA). Seguiram à final as duplas: Negri e Kleef, Melleby e Revkin. A regata decisiva foi um passeio para Zarif e Trouche, venceram após 47m33 sem dar chances aos amigos e rivais Scheidt e Maguila, que cruzaram a linha de chegada depois de 32 segundos. Negri e Kleef ficaram com o bronze, seguidos por Melleby e Revkin.

SSL Finals 2018

1 – Zarif / Trouche (BRA)

2 – Scheidt / Boening (BRA)

3 – Negri (ITA) / Kleen (ALE)

4 – Melleby (NOR) / Revkin (EUA)

5 – Mendelblat / Fatih (EUA)

6 – Kusznierewickz / Zycki (POL)

7 – Rohart / Ponsot (FRA)

8 – Cayard (EUA) / Lopes (BRA)

9 – Grael / Gonçalves (BRA)

10 – Loof (SUE) / Natucci (ITA)

16 – Diaz (EUA) / Prada (BRA)

Os campeões da SSL Finals

2013 – Robert Scheidt e Bruno Prada

2014 – Mark Mendelblat e Brian Fatih (EUA)

2015 – George Szabo (EUA) e Eduardo Natucci (ITA)

2016 – Mark Mendelblat e Brian Fatih (EUA)

2017 – Paul Goodison (GBR) e Frthjof Kleen (ALE)

2018 – Jorge Zarif e Pedro Troucher

]]>
0
Maior regata em duplas do mundo volta ao Brasil http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/maior-regata-em-duplas-do-mundo-volta-ao-brasil/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/maior-regata-em-duplas-do-mundo-volta-ao-brasil/#respond Sat, 08 Dec 2018 13:51:56 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4056 A regata Transat Jacques Vabre é considerada uma das principais provas do mundo e novamente terá o Brasil como destino final.

Assim como em 2017, Salvador (Bahia) receberá os barcos vindos de Le Havre (França) para um percurso de 4.350 milhas náuticas ou mais de 8 mil quilômetros pelo Atlântico.

A largada será em 27 de outubro de 2019!

O anúncio oficial da próxima edição da Transat Jacques Vabre foi realizado no tradicional Salão Náutico de Paris, neste sábado (7).

(com protesto dos coletes amarelos e tudo!)

As classes convidadas para a regata em duplas são: Class40, Multi50 e IMOCA60.

Em 2017 tivemos um barco brasileiro, o Team Angola Cables Mussulo 40, com Guilherme P. Caldes e Leo Chicourel.

Já em 2015, o Zetra de Edu Pedido e Renato Araújo representaram o Brasil na chegada a Itajaí.

”A Transat Jacques Vabre é a mais longa regata oceânica disputada em duplas. É uma prova que exige alto nível de desempenho e muito entrosamento. Os participantes precisam superar os próprios limites o tempo inteiro, já que são apenas duas pessoas a bordo conduzindo o barco o mais rápido possível 24 horas por dia”, disse Gildas Gautier, diretor-geral do evento.

A rota entre Le Havre e Salvador da Bahia é uma velha conhecida dos velejadores, já que esta será a sexta vez em que a regata Transat Jacques Vabre terá como destino Salvador (Bahia), a primeira capital do Brasil.

A travessia chama a atenção pelas várias condições meteorológicas encontradas pelo caminho.

]]>
0
Esquadra brasileira em massa na decisão da Star Sailors League Finals http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/esquadra-brasileira-em-massa-na-decisao-da-star-sailors-league-finals/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/esquadra-brasileira-em-massa-na-decisao-da-star-sailors-league-finals/#respond Fri, 07 Dec 2018 23:18:49 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4053

Largada nas águas transparentes da Baía de Montagu (Gilles Morelle / SSL)

As últimas quatro regatas da fase de classificação da Star Sailors League Finals nesta sexta-feira em Nassau, colocaram sete dos oito brasileiros entre as dez duplas finalistas. Robert Scheidt e Henry Boening, Jorge Zarif e Pedro Trouche, Lars Grael e Samuel Gonçalves, assim como Arthur Lopes, proeiro do norte-americano Paul Cayard, correm neste sábado, quartas de final, semifinal e final a partir das 14h (DF) com transmissão ao vivo em: finals.starsailors.com

Scheidt e Boening retomaram a liderança da primeira fase com três vitórias em quatro regatas, o que lhes garantiu passagem direta à final, sem necessidade de correr quartas de final e semifinal. Ao todo, somam cinco vitórias em 11 regatas. Os vice-líderes, Mendelblat e Fatih (EUA) têm uma vitória e irão diretamente à semifinal. Zarif e Trouche terminaram em terceiro lugar; Cayard e Lopes, em sétimo. Lars e Gonçalves ficaram em 10º lugar, conquistando a última vaga no desempate contra o barco húngaro. Augie Diaz (EUA) e Bruno Prada concluíram a SSL Finals na 16ª posição.

Tornou-se rotina para os velejadores brasileiros romper a linha de chegada da Baía de Montagu em primeiro lugar a cada regata. Fazendo um campeonato de recuperação, Lopes ganhou sua primeira prova em Nassau ao lado de Cayard. Na regata anterior a dupla havia chegado na segunda colocação, logo atrás de Scheidt e Boening, e na terceira do dia, a décima do campeonato, chegaram em terceiro lugar.

“Fizemos um pequeno ajuste em um dos cabos intermediários do mastro. Colocamos um pouco mais de tensão e o rendimento do barco melhorou muito. Realizamos um bom trabalho hoje”, justificou Cayard sobre a classificação às regatas eliminatórias. No final da décima regata quebrou o mordedor do cabo que sustenta a vela principal. Cayard e Lopes tiveram apenas alguns minutos para improvisar o conserto antes da largada da última prova.

“Estamos correndo desde o início do ano com grandes resultados. O Paul (Cayard) me enviou um e-mail em janeiro perguntado se eu queria formar dupla com ele. Fiquei entusiasmado e começamos a correr regatas. No começo foi difícil, mas hoje estamos entrosados e não sinto mais pressão”, contou Lopes. A dupla foi terceira colocado no Mundial de Star e conquistou os vice-campeonatos norte-americano e do hemisfério ocidental, os três nos Estados Unidos.

Sofrimento a bordo – Não faltou adrenalina na sexta-feira de Lars e Samuca, que na véspera ocupavam a sétima posição. “Tínhamos como meta velejar de forma mais conservadora para nos mantermos entre os dez e passar de fase. Na segunda regata do dia largamos escapados e pareceu que tudo estava perdido, mas nos recuperamos com um quinto lugar na terceira”, relatou Lars.

Na última prova da fase, a alternância de posições na Baía de Montagu manteve a indefinição dos últimos classificados até a linha de chegada. “Só soube que estávamos entre os dez quando retornamos ao clube e a Renata (esposa) estava me esperando no píer com um sorriso vitorioso. Durante a regata foi puro sofrimento. Temos algumas horas para ajustarmos o barco em busca de mais velocidade. Precisamos ser mais competitivos”, definiu Lars Grael.

Os dez classificados após 11 regatas (um descarte)

1 – Scheidt/Boening (BRA): 1+(17)+3+2+2+12+3+1+7+1+1 = 33 pp

2 – Mendelblat/Fatih (EUA): 6+4+1+3+15+4+4+5+10+(20)+3 = 55 pp

3 – Zarif/Trouche (BRA): 10+12+10+4+4+1+2+6+(18)+17+2 = 68 pp

4 – Kusznierewickz/Zycki (POL): 2+11+2+15+(17)+8+10+3+16+4+4 = 75 pp

5 – Negri (ITA)/Kleen (ALE): 3+5+5+20+7+5+7+(OCS)+14+7+5 = 78 pp

6 – Melleby(NOR)/Revkin(EUA): 11+2+11+6+5+3+12+(17)+4+15+11= 81 pp

7 – Cayard (EUA)/Lopes (BRA): 13+13+14+5+(19)+14+14+2+1+3+14 = 94 pp

8 – Loof (SUE)/Natucci(ITA): 12+14+4+9+14+(19)+5+8+15+9+7 = 97 pp

9 – Rohart/Ponsot (FRA): 18+(19)+6+8+1+15+6+10+3+14+17 = 98 pp

10 – Grael/Gonçalves (BRA): 16+1+19+8+23+9+1+11+(OCS)+5+10 = 99 pp

16 – Diaz (EUA) / Prada (BRA) = 131 pp

]]>
0
Star Sailors League Finals começa com tempestade e vitórias brasileiras http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/star-sailors-league-finals-comeca-com-tempestade-e-vitorias-brasileiras/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/star-sailors-league-finals-comeca-com-tempestade-e-vitorias-brasileiras/#respond Thu, 06 Dec 2018 12:26:23 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4049

Ventos acima de 25 nós (50 km/h) quebram o mastro do barco neozelandês (Marc Roullier / SSL)

O adiamento das regatas na véspera por falta de vento foi compensado nesta quarta-feira (05) com rajadas de 25 nós, tempestade e adrenalina na Baía de Montagu. A esquadra brasileira soube lidar com as condições meteorológicas de Nassau, nas Bahamas. As duplas Scheidt/Boening e Lars/Samuca venceram as duas primeiras provas da Star Sailors League Finals com vento de oeste a noroeste com cerca de 12 nós (20 km/h).

Na segunda metade da quarta e última regata do dia, a situação se tornou extrema. As rajadas chegaram a 25 nós e uma tempestade momentânea contemplou a vitória de Bruno Prada ao lado do norte-americano Augie Diaz. A raia virou um campo de batalha e uma das vítimas foi o neozelandês Hamish Pepper, que teve o mastro de seu barco quebrado.

Após quatro regatas e um descarte, o único do campeonato, Scheidt e Maguila lideram com seis pontos perdidos, dois de vantagem sobre Mendelblat e Fatih. O primeiro objetivo das 25 duplas é de se manterem entre as dez melhores após as 11 regatas da primeira fase. Mais quatro provas estão programadas para esta quinta-feira a partir das 11h (14h de Brasília), ao vivo pelo site: finals.starsailors.com

Samuel Gonçalves, o Samuca, destacou o momento especial dos brasileiros em meio a tempestade na quarta regata. “Se tirássemos os americanos, seria um campeonato nacional, o que comprova o talento do velejador brasileiro em qualquer condição. Foi muito legal”. Os quatro barcos com tripulantes brasileiros se mantiveram à frente da flotilha.

O campeão mundial de Star de 2018, Jorge Zarif é o sétimo colocado geral ao lado de Pedro Trouche. “O Pedro fez o trabalho dele muito bem, mas eu não tive um dia inspirado. Não fui bem na tática, mas com tantas oscilações entre os competidores, o importante é se manter entre os dez”, considerou o parceiro de Pedro Troucher.

“Eu estava nervoso, ansioso pela estreia na SSL Finals. Quando o nível é elevado, é preciso muito respeito com os adversários. Ao longo das regatas fomos ajustando o barco e ganhando velocidade. Foi muito bom”, avaliou Trouche, pela primeira vez em Nassau.

Sol, vento e tempestade – Primeiro campeão da SSL Finals em 2013 com Prada, Scheidt venceu a regata de abertura de 2018 com relativa tranquilidade ao lado de Henry Boening, o Maguila. A dupla dominou a prova e cruzou a linha de chegada com 27 segundos de vantagem sobre os poloneses Kuznierewickz e Zycki após percorrerem 7,6 km em 43 minutos.

Na segunda regata do dia os brasileiros também chegaram na frente. Lars e Samuca venceram de ponta a ponta chegando 40 segundos à frente da dupla Melleby (NOR) e Revkin (EUA) após 50 minutos de prova. Mendelblat e Fatih, (EUA) venceram a terceira regata após ultrapassarem Kusznierewickz e Scheidt, segundo e terceiro colocados, na última perna de contravento. Bruno Prada com Augie Diaz (EUA) repetiram o sétimo lugar da prova anterior.

A disputa pelas primeiras posições na quarta e última prova do dia foi monopolizada pelos brasileiros com os oito velejadores do País entre os seis primeiros colocados. Diaz e Prada largaram na frente e não permitiram que os adversários reagissem. Venceram com 21 segundos de vantagem sobre Scheidt e Maguila após 45 minutos de disputa.

Os dez primeiros após 4 regatas (um descarte)

1 – Scheidt/Boening (BRA): 1+(17)+3+2 = 6 pontos perdidos

2 – Mendelblat/Fatih (EUA): (6)+4+1+3 = 8 pp

3 – Negri (ITA)/Kleen (ALE): 3+5+5+(20) = 13 pp

4 – Diaz (EUA)/Prada (BRA): (8)+7+7+1 = 15 pp

5 – Kusznierewickz/Zycki (POL): 2+11+2+(15) = 15 pp

6 – Melleby (NOR)/Revkin (EUA): 11+2+(11)+6 = 19 pp

7 – Zarif/Bolder (BRA): 10+(12)+10+4 = 24 pp

8 – Grael/Gonçalves (BRA): 16+1+(19)+8 = 25 pp

9 – Loof (SUE)/Natucci (ITA): 12+(14)+4+9 = 25 pp

10 – Szabo (EUA)/Cher (CAN): (21)+3+8+18 = 29 pp

12 – Cayard (EUA)/Lopes (BRA): 13+13+(14)+5 = 31 pp

]]>
0
Falta de vento adia abertura da Star Sailors League Finals nas Bahamas http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/04/falta-de-vento-adia-abertura-da-star-sailors-league-finals-nas-bahamas/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/04/falta-de-vento-adia-abertura-da-star-sailors-league-finals-nas-bahamas/#respond Tue, 04 Dec 2018 21:52:07 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4046

Velejadores da SSL Finals no Nassau Yacht Club após o briefing (Marc Roullier / SSL)

A expectativa de 50 velejadores de 19 países será mantida pelo menos por mais um dia. A falta de vento impediu que a Comissão de Regatas (CR) realizasse as duas provas previstas para esta terça-feira em Nassau. Além da intensidade fraca, não ultrapassando 4 nós (7 km/h), os ventos estavam muito rondados, ou seja, sem direção definida. Nesta quarta (05), as regatas começam às 11h local (14h em Brasília) com transmissão ao vivo em starsailors.com.

O programa da fase de classificação, em que as 25 duplas velejam juntas, prevê 11 regatas, que agora terão de ser distribuídas em apenas três dias, em vez de quatro. A intenção da CR, se o vento permitir, é de organizar quatro provas quarta e quinta-feira, mais três na sexta, quando serão definidas as dez duplas classificadas para as eliminatórias no sábado, com quartas de final, semifinal e final no mesmo dia.

A manhã da quarta-feira foi reservada ao tradicional briefing com os velejadores, ao lado da piscina. Depois, restou aguardar pela informação oficial do adiamento que só veio no meio da tarde. Lars Grael, ao lado da esposa Renata, optou por permanecer sob o ar condicionado do restaurante do Nassau Yacht Club. “A previsão indicava ventos de no máximo 3 ou 4 nós, e variando de sudoeste e sueste, com diferença de 100 graus. O vento só deve firmar mesmo na quinta, sexta e sábado”, conferiu o medalhista olímpico.

Jorge Zarif, o atual campeão mundial de Star, em sua quarta participação na SSL Finals, também concordou com a decisão da comissão de regatas: “Não há vento algum. Seria impossível velejar ou até mesmo sair do clube em direção à raia. A partir de amanhã (quarta-feira) deve entrar uma brisa e teremos grandes regatas”, desejou Jorginho.

Robert Scheidt e os demais brasileiros preferiram ficar no salão de festas, esvaziado para dar mais espaço aos velejadores. “A vela é um esporte que depende da meteorologia e até os lugares onde o vento é mais constante, como nas Bahamas, estão sujeitos à calmaria. A partir de agora as regatas vão exigir mais fisicamente porque teremos de correr até quatro por dia”, considerou o bicampeão olímpico e ganhador de três medalhas na SSL Finals em Nassau: ouro, prata e bronze.

O norte-americano Mark Strube, experiente velejador de America’s Cup e campeão mundial da Classe 470, disse que a falta de vento é atípica para o local. “Normalmente nesta época do ano os ventos sopram de leste. Eu estive aqui (Nassau) em cinco Campeonatos do Hemisfério Ocidental e em cinco SSL Finals. Na maioria das vezes, as Bahamas têm ventos de 15 a 20 nós com dias ensolarados e perfeitos para a vela”, contou Strube.

Esquadra brasileira – Scheidt e Boening, o Maguila, estão novamente entre os 25 finalistas. A dupla foi medalha de bronze em 2016 e vice-campeã em 2017. Scheidt, venceu a primeira edição da SSL Finals em 2013 ao lado de Bruno Prada, que neste ano corre com o norte-americano Augie Diaz. O atual campeão mundial de Star, Jorge Zarif, forma dupla com Pedro Trouche, enquanto o medalhista olímpico Lars Grael retorna à raia de Nassau com Samuel Gonçalves, representante da Marinha do Brasil. Arthur Lopes, campeão sul-americano de Star com Scheidt há três semanas no Rio de Janeiro, esta ao lado de Paul Cayard.

As 25 duplas da SSL Finals 2018

Iain Percy (GBR) – Anders Ekström (SWE)
Šime Fantela (CRO) – Antonio Arapović (CRO)
Robert Scheidt (BRA) – Henry Boenig (BRA)
Freddy Lööf (SWE) – Edoardo Natucci (ITA)
Mateusz Kusznierewicz (POL) – Dominik Życki (POL)
Max Salminen (SWE) – Johan Tillander (SWE)
Paul Cayard (USA) – Arthur Lopes (BRA)
Diego Negri (ITA) – Frithjof Kleen (GER)
Pavlos Kontides (CYP) – Markus Koy (GER)
Tonči Stipanović (CRO) – Frederico Melo (POR)
Gerogy Shayduko (RUS) – Vitalii Kushnir (UKR)
Lars Grael (BRA) – Samuel Gonçalves (BRA)
Xavier Rohart (FRA) – Pierre-Alexis Ponsot (FRA)
Jorge Zarif (BRA) – Pedro Trouche (BRA)
Ruggero Tita (ITA) – Enrico Voltolini (ITA)
Zsombor Berecz (HUN) – Michael Maier (CZE)
Kevin Peponnet (FRA) – Mark Strube (USA)
Hamish Pepper (NZL) – Steve Mitchell (GBR)
Francesco Bruni (ITA) – Nando Colaninno (ITA)
Mark Mendelblatt (USA) – Brian Fatih (USA)
Eivind Melleby (NOR) – Joshua Revkin (USA)
Geroge Szabo (USA) – Roger Cheer (CAN)
Augie Diaz (USA) – Bruno Prada (BRA)
Ondřej Teplý (CZE) – Antonis Tsotras (GRE)
Guido Gallinaro (ITA) – Kilian Weise (GER)

]]>
0
Star Sailors League Finals: com 21 medalhas olímpicas, o show vai começar http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/04/star-sailors-league-finals-com-21-medalhas-olimpicas-o-show-vai-comecar/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/04/star-sailors-league-finals-com-21-medalhas-olimpicas-o-show-vai-comecar/#respond Tue, 04 Dec 2018 15:22:09 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4040

Scheidt e Maguila: atuais vice-campeões (Marc Roullier / SSL)

As águas azuis e transparentes da Baía de Montagu irão se transformar em passarela para o desfile de talentos dos melhores velejadores do mundo a partir desta terça-feira (04). No currículo das 25 duplas da Star Sailors League Finals, estão 21 medalhas olímpicas, além de vários títulos mundiais. Com cinco pódios em olimpíadas, Robert Scheidt, vencedor da primeira edição em 2013 e atual vice-campeão, é uma das estrelas de 2018.

Destaque para o também bicampeão olímpico Iain Percy, que compete pela primeira vez na Classe Star, após a perda trágica do amigo e proeiro de longa data, Andrew Simpson, em um treino para a Amerca’s Cup em 2013. O último campeão olímpico de Star, nos Jogos de 2012, o sueco Fred Lööf, dono de três medalhas, é mais um consagrado velejador em Nassau.

Embora nunca tenha conquistado uma medalha olímpica, o norte-americano Mark Mendelblatt retorna à Baía de Montagu como o competidor de maior sucesso da SSL Finals, com duas medalhas de ouro e duas de bronze, sempre ao lado de Brian Fatih, o parceiro dos Jogos de Londres. O polonês Mateusz Kusznierewickz, com duas medalhas olímpicas na Classe Finn, velejará com Dominik Zycki.

O campeão mundial de Star de 2017, o norueguês Eivind Melleby, correrá com o norte-americano Joshua Revkin. O atual líder do ranking dos timoneiros da SSL, à frente de Scheidt e de Paul Cayard, o italiano Diego Negri terá como parceiro o alemão Frithjof Kleen, campeão da SSL Finals de 2017 com o britânico Paul Goodison, na épica final com vitória por um segundo contra Scheidt e Maguila.

A SSL Finals reúne jovens talentos e velhos lobos do mar, considerados lendas da vela. O cubano naturalizado norte-americano, Augie Diaz, 64 anos, foi campeão europeu de Star neste ano e campeão mundial há dois anos, ao lado do medalhista olímpico Bruno Prada. Da mesma forma, outro norte-americano, Paul Cayard, 59 anos, parte para a quinta SSL Finals. O vencedor da Withbread Volta Mundo, terá o brasileiro campeão europeu de Star, Arthur Lopes como proeiro.

Esquadra brasileira – Scheidt e Boening, o Maguila, estarão novamente entre os 25 finalistas. A dupla foi medalha de bronze em 2016 e vice-campeã em 2017. Scheidt, venceu a primeira edição da SSL Finals em 2013 ao lado de Bruno Prada, que neste ano correrá com o norte-americano Augie Diaz. O atual campeão mundial de Star, Jorge Zarif, formará dupla com Pedro Trouche, enquanto o medalhista olímpico Lars Grael retornará à raia de Nassau com Samuel Gonçalves, representante da Marinha do Brasil. Arthur Lopes, campeão sul-americano de Star com Scheidt há três semanas no Rio de Janeiro, estará ao lado de Paul Cayard.

Adrenalina ao vivo – Nos quatro primeiros dias as 25 tripulações correm 11 regatas, todos contra todos, com apenas um descarte. As dez primeiras colocadas permanecem no campeonato para disputar três regatas no dia decisivo: quartas de final, semifinal e final. O líder da fase de classificação vai direto à final. O segundo colocado passa para a semifinal. A cada regata da fase decisiva três barcos são eliminados.

As regatas serão transmitidas ao vivo na Internet com os comentários de especialistas e convidados especiais no estúdio. Na água, a mais recente tecnologia em câmera HD, assim como o Virtual Eye 3D Graphics, proporcionarão uma visualização emocionante, em detalhes, intercalando-se imagens ao vivo com a telemetria animada dos barcos, direto das águas azuis e transparentes da Baía de Montagu.

Quem quiser “velejar” sem sair da poltrona, poderá jogar o Virtual Regatta, vídeo game com a simulação de todas as situações de uma regata. Acesse nosso no site oficial, Facebook, Instagram e Twitter para conferir as informações da SSL Finals 2018 e de outras competições da Star Sailors League:

As 25 duplas da SSL Finals 2018

Iain Percy (GBR) – Anders Ekström (SWE)
Šime Fantela (CRO) – Antonio Arapović (CRO)
Robert Scheidt (BRA) – Henry Boenig (BRA)
Freddy Lööf (SWE) – Edoardo Natucci (ITA)
Mateusz Kusznierewicz (POL) – Dominik Życki (POL)
Max Salminen (SWE) – Johan Tillander (SWE)
Paul Cayard (USA) – Arthur Lopes (BRA)
Diego Negri (ITA) – Frithjof Kleen (GER)
Pavlos Kontides (CYP) – Markus Koy (GER)
Tonči Stipanović (CRO) – Frederico Melo (POR)
Gerogy Shayduko (RUS) – Vitalii Kushnir (UKR)
Lars Grael (BRA) – Samuel Gonçalves (BRA)
Xavier Rohart (FRA) – Pierre-Alexis Ponsot (FRA)
Jorge Zarif (BRA) – Pedro Trouche (BRA)
Ruggero Tita (ITA) – Enrico Voltolini (ITA)
Zsombor Berecz (HUN) – Michael Maier (CZE)
Kevin Peponnet (FRA) – Mark Strube (USA)
Hamish Pepper (NZL) – Steve Mitchell (GBR)
Francesco Bruni (ITA) – Nando Colaninno (ITA)
Mark Mendelblatt (USA) – Brian Fatih (USA)
Eivind Melleby (NOR) – Joshua Revkin (USA)
Geroge Szabo (USA) – Roger Cheer (CAN)
Augie Diaz (USA) – Bruno Prada (BRA)
Ondřej Teplý (CZE) – Antonis Tsotras (GRE)
Guido Gallinaro (ITA) – Kilian Weise (GER)

]]>
0
C30 Caiçara UV.Line é tetra na Copa Suzuki de Vela Oceânica em Ilhabela http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/03/c30-caicara-uv-line-e-tetra-na-copa-suzuki-de-vela-oceanica-em-ilhabela/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/12/03/c30-caicara-uv-line-e-tetra-na-copa-suzuki-de-vela-oceanica-em-ilhabela/#respond Mon, 03 Dec 2018 19:54:19 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4037

Caiçara UV.Line: hegemonia na temporada (Aline Bassi / Balaio de Ideias)

A tripulação do Caiçara UV.Line levou o barco do Pindá Iate Clube, de Ilhabela, ao tetracampeonato da Copa Suzuki na Classe C30 de forma incontestável. Foram 18 vitórias em 26 regatas ao longo da temporada de vela oceânica. Neste ano, o comandante Marcos de Oliveira Cesar já havia comemorado o bicampeonato na Semana de Vela e o inédito título brasileiro, também em Ilhabela.

Neste fim de semana (1º e 2/12) da quarta e última etapa de 2018, a Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake foi novamente cancelada. Por segurança, a Comissão de Regatas optou por uma prova de médio percurso no Canal de São Sebastião, devido à falta de vento na costa leste de Ilhabela e à previsão de temporal no final do dia.

Caiçara UV.Line venceu após duelo apertado com eCycle +Realizado que se estendeu até a linha de chegada. Kaikias Maserati cruzou em terceiro lugar. “Antes da largada não havia mais do que cinco nós, mas para nossa surpresa, o vento sul foi aumentando no canal e a regata ficou bem divertida. Seguimos até a Laje dos Moleques com disputa intensa entre os barcos”, contou Marcos Cesar.

A vitória por poucos metros de vantagem sobre o segundo colocado só se confirmou próximo à linha de chegada. “O +Realizado velejou muito. Só conseguimos ultrapassá-lo quando faltava meia milha para o fim da regata. Foi um ano de superações, principalmente no aspecto pessoal para vários tripulantes. Estamos muito felizes por mais um título em uma classe que evoluiu demais neste ano. A temporada da C30 para 2019 é promissora”, comemorou o comandante do Caiçara UV.Line.

Além do título, Caiçara UV.Line faturou também a quarta etapa, seguido por eCycle +Realizado e Kaikias Maserati. Os barcos Caballo Loco e Kaikias Maserati encerram a temporada com três vitórias cada, contra duas do eCycle +Realizado. As demais classes em disputa na Copa Suzuki tiveram os seguintes campeões em 2018: Ginga (HPE 25), Asbar II (IRC), Zeus (ORC) e Sextante (RGS) e Vendeta (Clássicos). O Circuito Ilhabela de Vela Oceânica volta a ser disputado em 16 e 17 de março de 2019.

Classificação final da Copa Suzuki 2018 (28 regatas e 6 descartes)

1 – Caiçara UV.Line (Marcos Cesar): 24 pontos perdidos

4 – Caballo Loco (Mauro Dottori): 47 pp

3 – eCycle +Realizado (José Luiz Apud): 53 pp

4 – Kaikias Maserati (Eduardo Mangabeira): 74 pp

5 – Barracuda (Humberto Diniz): 99 pp

]]>
0
Lars Grael e Samuca com velas novas na Star Sailors League Finals http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/11/30/lars-grael-e-samuca-com-velas-novas-na-star-sailors-league-finals/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/11/30/lars-grael-e-samuca-com-velas-novas-na-star-sailors-league-finals/#respond Fri, 30 Nov 2018 13:09:19 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4034

Lars Grael e Samuca em Nassau, em 2017 (Carlo Borlenghi / SSL)

A dupla Lars Grael e Samuel Gonçalves (Samuca) correrá pelo segundo ano seguido a Star Sailors League Finals de 4 a 8 de dezembro nas Bahamas. A competição com sede no Nassau Yacht Club é realizada desde 2013 e reúne 25 duplas finalistas entre os melhores velejadores do mundo, conforme o ranking da SSL, com premiação total de 200 mil dólares, a maior da vela mundial. Em 2017 Lars obteve a 12ª colocação. Neste ano se sente mais bem preparado e terá inclusive velas para estrear na Baía de Montagu.

“Tenho me dedicado muito mais às questões profissionais, no esporte em geral, do que à vela, mas diante dos resultados da temporada posso afirmar que neste ano chegaremos às Bahamas com mais ritmo de regata e com mais antecedência para os treinos. Correremos no meu próprio barco e com velas novas, em condições favoráveis de melhorarmos o desempenho em relação a 2017”, afirma Lars, superintendente de Relações Institucionais do CBC – Comitê Brasileiro de Clubes.

Ganhador de duas medalhas olímpicas de bronze na Classe Tornado, Lars justifica o otimismo para a SSL Finals de 2018. “Neste ano mantivemos a regularidade. Ficamos em quarto lugar na tradicional Bacardi Cup, competição que vencemos em 2014 e 2015; fomos campeões do Hemisfério Ocidental em abril, em Miami; vencemos o 7º Distrito de Star e ficamos com o vice no Brasileiro”.

Lars e Samuca obtiveram outros dois vices, perdendo no desempate, o Campeonato Europeu na Alemanha para Augie Diaz (EUA) e Bruno Prada e o Sul-Americano no Rio de Janeiro, há duas semanas, para Robert Scheidt e Arthur Lopes. No último final de semana (24 e 25/11), a dupla ainda venceu a Taça Royal Thames no Iate Clube do Rio de Janeiro.

Chancela da World Sailing – Em 2017 a World Sailing (Federação Internacional de Vela) elevou o status da SSL Finals para “Special Event”, classificação atribuída apenas a competições como Volvo Ocean Race e America’s Cup. “A final da Star Sailors League se torna a cada ano um campeonato mais diversificado, atraindo campeões de várias classes. Inclusive a revista Seahorse Internacional Sailing deste mês considera o evento em Nassau como a verdadeira disputa do título mundial de vela”, destaca Lars.

Neste ano o Brasil terá outros seis representantes: os atuais vice-campeões Robert Scheidt e Henry Boening (Maguila); o campeão mundial de Star, Jorge Zarif, ao lado de Pedro Trouche, além dos proeiros Bruno Prada e Arthur Lopes. “É uma competição do mais alto nível, basta ver que os últimos colocados estão entre os velejadores mais famosos do mundo. O jogo está em aberto. Estamos cientes de que participaremos de um dos maiores eventos da vela mundial, que é a Star Sailors League Finals”, enaltece entusiasmado, Lars Grael.

Adrenalina ao vivo – Nos quatro primeiros dias as 25 tripulações correm 11 regatas, todos contra todos, com apenas um descarte. As dez primeiras colocadas permanecem no campeonato para disputar três regatas no dia decisivo: quartas de final, semifinal e final. O líder da fase de classificação vai direto à final. O segundo colocado passa para a semifinal. A cada regata da fase decisiva três barcos são eliminados.

As regatas serão transmitidas ao vivo na Internet com os comentários de especialistas e convidados especiais no estúdio. Na água, a mais recente tecnologia em câmera HD, assim como o Virtual Eye 3D Graphics, proporcionarão uma visualização emocionante, em detalhes, intercalando-se imagens ao vivo com a telemetria animada dos barcos, direto das águas azuis e transparentes da Baía de Montagu.

Quem quiser “velejar” sem sair da poltrona, poderá jogar o Virtual Regatta, vídeo game com a simulação de todas as situações de uma regata. Acesse nosso no site oficial, Facebook, Instagram e Twitter para conferir as informações da SSL Finals 2018 e de outras competições da Star Sailors League:

As 25 duplas da SSL Finals 2018

Iain Percy (GBR) – Anders Ekström (SWE)
Šime Fantela (CRO) – Antonio Arapović (CRO)
Robert Scheidt (BRA) – Henry Boenig (BRA)
Freddy Lööf (SWE) – Edoardo Natucci (ITA)
Mateusz Kusznierewicz (POL) – Dominik Życki (POL)
Max Salminen (SWE) – Johan Tillander (SWE)
Paul Cayard (USA) – Arthur Lopes (BRA)
Diego Negri (ITA) – Frithjof Kleen (GER)
Pavlos Kontides (CYP) – Markus Koy (GER)
Tonči Stipanović (CRO) – Frederico Melo (POR)
Gerogy Shayduko (RUS) – Vitalii Kushnir (UKR)
Lars Grael (BRA) – Samuel Gonçalves (BRA)
Xavier Rohart (FRA) – Pierre-Alexis Ponsot (FRA)
Jorge Zarif (BRA) – Pedro Trouche (BRA)
Ruggero Tita (ITA) – Enrico Voltolini (ITA)
Zsombor Berecz (HUN) – Michael Maier (CZE)
Kevin Peponnet (FRA) – Mark Strube (USA)
Hamish Pepper (NZL) – Steve Mitchell (GBR)
Francesco Bruni (ITA) – Nando Colaninno (ITA)
Mark Mendelblatt (USA) – Brian Fatih (USA)
Eivind Melleby (NOR) – Joshua Revkin (USA)
Geroge Szabo (USA) – Roger Cheer (CAN)
Augie Diaz (USA) – Bruno Prada (BRA)
Ondřej Teplý (CZE) – Antonis Tsotras (GRE)
Guido Gallinaro (ITA) – Kilian Weise (GER)

]]>
0
Adiada pelos ventos rondados, Regata Volta à Ilha é atração para Classe C30 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/11/29/adiada-pelos-ventos-rondados-regata-volta-a-ilha-e-atracao-para-classe-c30/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/11/29/adiada-pelos-ventos-rondados-regata-volta-a-ilha-e-atracao-para-classe-c30/#respond Thu, 29 Nov 2018 19:04:31 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4030

Kaikias Maserati à frente em Ilhabela (Aline Bassi / Balaio de Ideias)

A Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake, a mais desafiadora do Circuito Ilhabela de Vela Oceânica – Copa Suzuki, será neste sábado (1º/12) se os ventos desta vez permitirem. Na data programada (24/11), os ventos rondados, sem direção definida, impediram que a Comissão de Regatas realizasse a prova de 40 milhas (70 km). A alternativa foi a disputa de três provas barla-sota (entre duas boias) durante o fim de semana.

O equilíbrio marcou a competitiva Classe C30 com vitórias de três barcos diferentes em cada regata: Caiçara UV.Line, líder da temporada e virtual tetracampeão; eCycle +Realizado e Kaikias Maserati. O vice-líder da classe na pontuação geral é o Caballo Loco. Para este fim de semana (1º e 2), finalizando a quarta e última etapa de 2018, a previsão é de ventos de sueste a nordeste, entre 7 e 9 nós, com céu nublado e temperatura variando de 22 a 28°C, conforme o Windguru.

O Kaikias Maserati tem obtido bons resultados e a tripulação formada a partir da Semana de Vela de Ilhabela, em julho, está evoluindo. “Estamos muito animados com a Regata Volta à Ilha, mas por sermos novos na classe vamos ter que nos concentrar e nos esforçar mais do que os adversários. Vários tripulantes nunca participaram desta competição. Vamos fazer o melhor possível para buscarmos uma boa colocação”, relata o comandante Eduardo Mangabeira.

O timoneiro do Kaikias Maserati, Beto de Jesus, vem de três importantes vice-campeonatos em outra classe, a HPE 25, com o Fit to Fly: Brasileiro e Semana de Vela em 2017 e Paulista em 2018. “Ainda estamos em fase de conhecimento na classe, ajustando a tripulação. Já percebemos que a velejada do barco é muito boa e estamos curtindo cada momento. A vitória no último fim de semana nos empolgou ainda mais. Estamos felizes com o ‘brinquedo novo’. A Regata Volta à Ilha promete. Vamos para cima”, exclama Beto.

A programação para 1º e 2 de dezembro prevê a Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake, em homenagem ao neozelandês bicampeão da America’s Cup, no sábado e uma ou duas provas curtas no domingo, seguidas pelas premiações da etapa e da temporada no Yacht Club Ilhabela. Nas demais classes em disputa na Copa Suzuki, os líderes da quarta etapa são: Ginga (HPE 25), Montecristo (IRC), Zeus (RGS) e Kabulete (Bico de Proa).

Classificação da 4ª Etapa após três regatas

1 – Caiçara UV.Line (Marcos Cesar): 1+2+4 = 7 pontos perdidos

2 – eCycle +Realizado (José Luiz Apud): 3+1+3 = 7 pp

3 – Kaikias Maserati (Eduardo Mangabeira): 4+3+1 = 8 pp

4 – Caballo Loco (Mauro Dottori): 2+4+2 = 8 pp

]]>
0
Classe C30 tem três vencedores diferentes em três regatas em Ilhabela http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/11/26/classe-c30-tem-tres-vencedores-diferentes-em-tres-regatas-em-ilhabela/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/11/26/classe-c30-tem-tres-vencedores-diferentes-em-tres-regatas-em-ilhabela/#respond Mon, 26 Nov 2018 16:16:44 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=4027

eCycle +Realizado: velocidade e vitória (Aline Bassi / Balaio de Ideias)

Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake, que deveria ser disputada em 24 de novembro, ficou para o próximo sábado (1º/12) devido à falta de condições de vento conforme exige o percurso de 40 milhas (70km). Classe C30 correu três regatas neste fim de semana no Canal de São Sebastião com vitórias de três barcos diferentes: Caiçara UV.Line, eCycle +Realizado e Kaikias Maserati. Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica de 2018 – será finalizada no próximo fim de semana.

O vento sudoeste (200°) entre 12 e 15 nós permitiu que as regatas fossem disputadas mais ao centro do canal, com largada e chegada em frente ao Pier da Vila. O desafio para as tripulações ficou ainda maior devido à correnteza. Com uma prova no sábado e duas no domingo, a briga da Classe C30 na etapa ficou acirrada. Caiçara UV.Line e eCycle +Realizado somam sete pontos perdidos, contra oito de Kaikias Maserati e Caballo Loco.

No empenho das tripulações para tentarem superar o líder da temporada e atual tricampeão, Caiçara UV.Line, o barco eCycle +Realizado conquistou expressiva vitória neste domingo. “Percebemos que havia forte correnteza de sul no canal e na hora da largada optamos por uma tática diferente em relação aos outros barcos. Partimos rumo a São Sebastião, enquanto os demais optaram por velejar junto a Ilhabela. A regata nos mostrou que tomamos a decisão correta. Foi o que nos levou à vitória”, afirmou Ricardo Apud, trimmer (responsável pelas velas) do eCycle +Realizado.

“A segunda regata de domingo foi ainda mais competitiva, com os barcos praticamente juntos. Sofremos uma penalidade por esbarrarmos na boia e mesmo assim chegamos em terceiro lugar. Na prova de sábado, o vento rondado trouxe muitas dificuldades. Tivemos de fazer ajustes de última hora no barco, mas conseguimos um terceiro lugar. Andamos muito bem, o que nos motiva ainda mais para o próximo fim de semana”, relata Apud.

A nova programação para 1º e 2 de dezembro prevê Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake no sábado e premiação da etapa e da temporada no domingo, no Yacht Club Ilhabela. Nas demais classes em disputa na Copa Suzuki, os líderes da última etapa são: Ginga (HPE 25), Montecristo (IRC), Zeus (RGS) e Kabulete (Bico de Proa).

Classificação da 4ª Etapa após três regatas

1 – Caiçara UV.Line (Marcos Cesar): 1+2+4 = 7 pontos perdidos

2 – eCycle +Realizado (José Luiz Apud): 3+1+3 = 7 pp

3 – Kaikias Maserati (Eduardo Mangabeira): 4+3+1 = 8 pp

4 – Caballo Loco (Mauro Dottori): 2+4+2 = 8 pp

]]>
0