Sobre as Águas http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br Informação e opinião sobre vela, náutica, navegação e mar em geral. Wed, 13 Dec 2017 20:06:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 A escolha de Caffari http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/13/a-escolha-de-caffari/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/13/a-escolha-de-caffari/#respond Wed, 13 Dec 2017 20:06:19 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3128 A foto abaixo indica como estão os barcos da Volvo Ocean Race nos mares do sul

 

 

 

 

Ventos na tarde desta quarta-feira superiores a 30 nós pra todo mundo.

Mas a britânica Dee Caffari resolveu se poupar.

Ela é responsável por comandar o time mais inexperiente da regata.

O Turn the Tide On Plastic (Portugal) é o café com leite, mas não é bobo.

Enquanto os outros ficam a espera da entrada da frente fria pelo centro ou uma rota mais rápida e muito gelada pelo sul.

O TTOP esta ao norte.

É o sétimo colocado da terceira etapa da Volta ao Mundo.

Mas a previsão ou pressentimento de Dee Caffari – uma das velejadoras mais experientes do mundo – explica a decisão deles

“Eu não me senti bem nas últimas 24 horas, e pensei que podia ter sido algo que eu tivesse comido ou bebido, mas isso é altamente improvável”.

”Para ser honesta, pode ser a responsabilidade que pesa em cima de mim para tomar a decisão correta e levar o barco e equipe nas próximas 48 horas sem problemas. Me deu um nó no estômago, algo que nunca me aconteceu”.

 

 

 

 

 

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No olho da tempestade http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/12/no-olho-da-tempestade/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/12/no-olho-da-tempestade/#respond Tue, 12 Dec 2017 18:36:53 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3123 A terceira etapa da Volvo Ocean Race entra num momento chave.

Nos mares do sul, os sete barcos precisam escolher.

Ou mais ao sul com gelo e muito frio ou encarar a frente fria.

Ondas de 13 metros e ventos de 60 nós = 110 km/h são esperados nas próximas horas.

Da Cidade do Cabo até Melbourne será quase que todo caminho assim.

Como disse Martine Grael (foto), ”essa etapa faz as lendas”.

Leg 3, Cape Town to Melbourne, day 2, on board AkzoNobel. Alex Pella second day behind the wheel of the 65’s and he is right at home. Martine Grael beside him. Photo by James Blake/Volvo Ocean Race. 11 December, 2017.

A organização da Volvo Ocean Race mantém uma zona de exclusão virtual para manter a flotilha a uma distância segura do gelo.

E nenhum dos sete veleiros disparou na ponta, como indica o ranking abaixo.

 

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Vídeo: Largada da terceira etapa da VOR http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/video-largada-da-terceira-etapa-da-vor/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/video-largada-da-terceira-etapa-da-vor/#respond Sun, 10 Dec 2017 20:20:23 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3119

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Prata dramática para o Brasil na Star Sailors League Finals em Nassau http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/prata-dramatica-para-o-brasil-na-star-sailors-league-finals-em-nassau/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/prata-dramatica-para-o-brasil-na-star-sailors-league-finals-em-nassau/#respond Sat, 09 Dec 2017 22:54:10 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3116

Scheidt e Maguila: medalha de prata (Carlo Borlenghi / SSL)

Robert Scheidt e Henry Boening, o Maguila, viveram uma final de campeonato repleta de emoções em Nassau, nas Bahamas. Exatamente como propõe o regulamento da Star Sailors League Finals, com regatas eliminatórias no dia decisivo. Após 45 minutos de prova, a dupla brasileira cruzou a linha de chegada apenas um segundo depois dos campeões Goodison (GBR) e Kleen (GER).

“Queríamos muito a medalha de ouro, mas uma surfada na última onda, em cima da linha, fez com que eles chegassem um instante à frente. Faltou muito pouco, mas o importante é que lutamos até o fim. Estávamos em quarto e ultrapassamos dois barcos, o que não é fácil. O Henry está de parabéns, fez um ótimo trabalho na proa”, analisou o bicampeão olímpico Scheidt.

O entrosamento entre Scheidt e Maguila ficou nítido nos momentos mais delicados vivenciados pela dupla na Baía de Montagu, principalmente neste sábado (9). “Mantivemos a calma quando foi necessário e ainda conquistamos nossa primeira vitória no campeonato (semifinal). O vento estava muito rondado e fomos felizes em acertar a tática nas pernas de popa. O objetivo era o pódio. Bronze em 2016, prata neste ano e quem sabe o ouro em 2018”, projetou Maguila.

A primeira regata do dia, pelas quartas de final, foi a última do campeonato para as duas duplas italianas, Negri/Lambertenghi e Bruni/Colaninno, e também para os ingleses Saxton e Mitchell. O outro britânico, Goodison, venceu ao lado do alemão Kleef, aproveitando rajadas de sul a sueste entre 12 e 17 nós (30 km/h).

Primeira vitória na hora exata – Como vice-líderes, Scheidt e Maguila entraram diretamente na semifinal, com pontuação zerada, juntando-se aos cinco barcos sobreviventes das quartas. A dupla brasileira largou bem e assumiu a liderança, com apenas 10 metros de vantagem sobre os franceses Rohart e Ponsot no final do primeiro contravento. O duelo se manteve ao longo da regata, com alternância de posições na terceira perna. Os brasileiros chegaram à frente por 14 segundos.

Goodison e Kleef garantiram a terceira vaga por diferença de apenas dois segundos sobre os alemães Buhl e Koy. Também foram eliminados os poloneses Kusznierewicz e Zycki, e os norte-americanos Cayard e Trinter. Chegara o momento de os vencedores da fase de classificação e bicampeões da SSL Finals em 2014/16 juntarem-se aos outros três barcos da semifinal. Na condição de líderes, Mendelbatt e Fatih foram diretamente para a regata decisiva.

Na raia da Baia de Montagu, disputa dramática estava reservada para Brasil, Estados Unidos, França e Inglaterra em busca do ouro, prata e bronze. Na primeira perna os quatro barcos velejaram separados por apenas 20 metros. Scheidt e Maguila montaram a primeira boia em quarto lugar. No vento em popa, ultrapassaram franceses e americanos, partiram para cima de Goodison e Kleen e provavelmente teriam vencido se o percurso tivesse apenas mais alguns metros.

Sobre a Star Sailors League – Por iniciativa dos melhores velejadores do mundo, um circuito internacional de regatas foi lançado em janeiro de 2013, após o último ano da Star como classe olímpica, nos Jogos de Londres. Com o nome de Star Sailors League (SSL), adotou-se os rankings de timoneiros e proeiros, incluindo-se todas as regatas da classe Star, cerca de 200 por ano, com classificação mundial unificada, a exemplo do ATP World Tour criado pelos próprios jogadores em 1972.

Como no tênis, a SSL distribui prêmios em dinheiro para seus atletas e planeja organizar quatro Grand Slams e uma final mundial entre os anos 2020 e 2022. A premiação total para a SSL Finals nas Bahamas é de 200 mil dólares. A competição é realizada anualmente desde 2013 na primeira semana de dezembro com organização do Nassau Yacht Club. Em 2015 a Suíça recebeu o SSL Lake Grand Slam e no ano seguinte foi realizado o SSL City Grand Slam em Hamburgo, Alemanha. Cada um dos eventos reuniu 80 barcos da classe Star.

Regata Final (14ª do campeonato)

1 – Goodison (GBR) / Kleen (GER)

2 – Scheidt / Maguila (BRA)

3 – Mendelblatt / Fatih (EUA)

4 – Rohart / Ponsot (FRA)

 

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Martine: ”Estou bem nervosa para essa próxima perna” http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/martine-estou-bem-nervosa-para-essa-proxima-perna/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/martine-estou-bem-nervosa-para-essa-proxima-perna/#respond Sat, 09 Dec 2017 19:15:25 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3112 ‘Na verdade estou bem nervosa para essa próxima perna, pois nunca fiz isso antes e fazer em competição é muito intenso. É uma etapa que passa pelos mares do sul com uma quantidade de risco muito grande envolvido. São ondas varrendo o barco e a pressão da água forte. As ondas mais a velocidade do barco tornam a travessia bastante difícil e perigosa! Até pequenas lesões podem se tornar um problema durante a regata! É uma perna muito fria, dura e longa. Uma dessas etapas que fazem as lendas”, disse a brasileira Martine Grael, integrante do AkzoNobel.

A terceira etapa da Volvo Ocean Race começa neste domingo (10)

Os barcos partem da sul-africana Cidade do Cabo para Melbourne, na Austrália, para 6.500 milhas náuticas nos mares do sul.

O campeonato é liderado pelo espanhol MAPFRE, seguido pelo Dongfeng Race Team e Vestas 11th Hour Racing. O início do Leg 3 está programado para as 10h e será transmitido ao vivo no site www.volvooceanrace.com, além da nossa página do Facebook e no nosso aplicativo para dispositivos móveis.

Cape Town stopover. In-Port Race. Photo by Pedro Martinez/Volvo Ocean Race. 08 December, 2017.

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Scheidt e Boening vão direto às semifinais da SSL Finals nas Bahamas http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/scheidt-e-boening-vao-direto-as-semifinais-da-ssl-finals-nas-bahamas/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/scheidt-e-boening-vao-direto-as-semifinais-da-ssl-finals-nas-bahamas/#respond Fri, 08 Dec 2017 22:34:06 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3108

Torben e Guilherme na transparência da Baía de Montagu em Nassau (Carlo Borlenghi / SSL)

Robert Scheidt e Henry Boening, o Maguila, são os únicos brasileiros classificados para as regatas decisivas deste sábado (9) pela Star Sailors League Finals, em Nassau, Bahamas. Lars Grael e Samuel Gonçalves, assim como Bruno Prada em parceria com o sueco Freddy Loof perderam a oportunidade da classificação ao queimarem a largada da décima e penúltima regata da primeira fase, após chamada geral.

Com a segunda colocação geral após 11 regatas e um descarte, Scheidt e Maguila têm o privilégio de seguir direto para a semifinal, sem passar pelas quartas-de-final. Os líderes da fase de classificação, os norte-americanos Mendelblatt e Fatih, só entram na final. As três regatas eliminatórias serão disputadas em sequência a partir das 14h (DF), com transmissão ao vivo pelo site: starsailors.com

A dupla dos Estados Unidos busca o tricampeonato na SSL Finals. Venceram em 2014 e 2016. Schiedt foi campeão em 2013, na primeira edição, ao lado de Bruno Prada e conquistou o bronze em 2016 com Maguila. As três regatas desta sexta-feira tiveram vitórias de Saxton e Natucci (GBR/ITA), Negri e Lambertenghi (ITA) e de Goodison/Mitchell (GBR), respectivamente.

Entre as 15 duplas eliminados estão seis brasileiros: Lars/Samuca (12º), Loff (SUE)/Prada (13º), Merkelbach (GER)/Arthur Lopes (19º) e Torben/Guilherme (22º). Pelo quinto ano consecutivo com sede em Nassau, a SSL Finals distribui premiação de 200 mil dólares e atribui 4.000 pontos no ranking da Star Sailors League, a maior pontuação possível. Itália, Estados Unidos e Inglaterra seguem na competição com dois barcos. Brasil, Polônia, França e Alemanha, com uma tripulação cada.

Descanso e adrenalina – Com a vantagem de preservar o físico após desgastante semana de sucessivas regatas, Maguila analisa as condições da dupla brasileira para o dia decisivo. “Estamos começando mal e acertando do meio para o final da regata. A partir de agora, com menos barcos na raia, a linha de largada ficará mais limpa e deverá ficar um pouco mais fácil ganhar velocidade”.

Com o inusitado formato de regatas eliminatórias, Maguila compara as emoções do dia final com o futebol. “Precisamos melhorar nosso desempenho no contravento para ficarmos entre os três primeiros na semifinal. Agora zera tudo e vamos para o mata-mata, é como Libertadores da América, dramático até o fim. Vai ser divertido”, exalta o gremista Maguila, empolgado com o recente tricampeonato do tricolor gaúcho.

Formato exclusivo – Estão previstas 11 regatas classificatórias de 5 a 8 de dezembro com os 25 barcos na raia. Os dez primeiros seguem para o último dia de competição, sábado (9) para as disputas eliminatórias de quartas de final, semifinal e final, com oito, seis e quatro barcos respectivamente. O vencedor da primeira fase passa diretamente à final, enquanto o segundo colocado entra apenas na semifinal.

A emoção da SSL Finals será transmitida ao vivo pelo site: starsailors.com, incluindo-se as participações de comentaristas especializados e convidados especiais no estúdio. Na água, câmeras de alta tecnologia e o sofisticado sistema “Virtual Eye 3D Graphics”, alternarão imagens reais da Baia de Montagu com a telemetria das regatas, apontando distância, velocidade e classificação dos barcos em tempo real.

Classificação após 11 regatas (1 descarte)

1 – Mendelblatt/Fatih (EUA) – 33 pontos perdidos

2 – Scheidt/Boening (BRA) – 52 pp

3 – Negri/Lambertenghi (ITA) – 60 pp

4 – Cayard/Trinter (EUA) – 82 pp

5 – Goodison/Kleen (GBR/GER) – 85 pp

6 – Rohart/Ponsot (FRA) – 92 pp

7 – Buhl/Koy (GER) – 92 pp

8 – Kusznierewicz/Zycki (POL) – 94 pp

9 – Saxton/Mitchell (GBR) – 104 pp

10 – Bruni/Colaninno – 105 pp

12 – Lars/Samuca (BRA) – 113 pp

13 – Loof/Prada (SUE/BRA) – 118 pp

18 – Merkelbach/Lopes (GER/BRA) – 145 pp

23 – Torben/Guilherme (BRA) – 170 pp

 

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Dongfeng vence in-port da Cidade do Cabo http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/dongfeng-vence-in-port-da-cidade-do-cabo/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/dongfeng-vence-in-port-da-cidade-do-cabo/#respond Fri, 08 Dec 2017 16:25:57 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3104 O Dongfeng Race Team venceu a In-Port Race da Cidade do Cabo.

Duelo direto com o Vestas 11th Hour Racing, que teve problemas na A3 e caiu de segundo pra quarto

MAPFRE e AkzoNobel fecharam o pódio.

“A nossa equipe fez um trabalho fantástico, com um bom manejo do barco e boa velocidade”, disse o comandante do Dongfeng, Charles Caudrelier, após a regata.

“Não largamos bem, mas depois conseguimos atacar e pressionar o Vestas. Esse foi o fator decisivo”.

Agora os barcos se preparam para a largada da terceira etapa da Volvo Ocean Race, que será disputada entre a cidade sul-africana e Melbourne, na Austrália.

Resultados

1. Dongfeng Race Team

2. MAPFRE

3. team AkzoNobel

4. Vestas 11th Hour Racing

5. Turn the Tide on Plastic

6. Team Brunel

7. Sun Hung Kai / Scallywag

 

Classificação geral

1. MAPFRE – 19 pontos

2. Dongfeng Race Team – 18 pontos

3. Team Brunel – 13 pontos

4. Vestas 11th Hour Racing – 12 pontos

5. team AkzoNobel – 11 pontos

6. Sun Hung Kai / Scallywag – 6 pontos

7. Turn the Tide on Plastic – 5 pontos

Cape Town stopover. In-Port Race. Photo by Pedro Martinez/Volvo Ocean Race. 08 December, 2017.

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Equilíbrio na definição dos dez finalistas da SSL nas Bahamas http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/equilibrio-na-definicao-dos-dez-finalistas-da-ssl-nas-bahamas/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/equilibrio-na-definicao-dos-dez-finalistas-da-ssl-nas-bahamas/#respond Fri, 08 Dec 2017 14:54:47 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3100

Disputa em família entre Torben e Lars Grael nas Bahamas (Carlo Borlenghi / SSL)

O terceiro dia da Star Sailors League Finals manteve cinco dos oito brasileiros com chances reais de chegar às regatas eliminatórias programadas para este sábado (9). Robert Scheidt e Henry Boening, na segunda colocação, estão praticamente garantidos. As duplas Lars Grael e Samuel Gonçalves, assim como e Bruno Prada e o sueco Freddy Loof, em nono e sétimo lugares, respectivamente, após oito regatas, disputam vaga entre os dez primeiros.

Mais três provas estão programadas para esta sexta-feira (8), totalizando 11 regatas e um descarte. Com vento nordeste de fraca intensidade, os norte-americanos Mendelblatt e Fatih venceram a primeira prova do dia, chegando à terceira vitória no campeonato. Na regata seguinte foi a vez dos italianos, com o campeão da Louis Vuitton Cup, Bruni, e seu proeiro Colaninno vencendo de ponta a ponta entre 25 duplas.

O segundo lugar na segunda regata levou Mendelblatt e Fatih a assumirem a liderança da primeira fase, com Scheidt e Maguila em segundo e os italianos Negri e Lambertenghi em terceiro lugar. A dupla Torben Grael e Guilherme de Almeida obteve 18º e 20º lugares. Arthur Lopes (Tutu) e o alemão Merkelbach ficaram na oitava e 13ª colocações.

Uma penalidade sofrida na segunda regata por ter encostado na boia de contravento custou a liderança da fase à Robert e Maguila, após segundo e 19º lugares. Este último resultado passou a ser descartado. A previsão para esta sexta-feira é de ventos mais fortes, o que motivou a Comissão de Regatas a deixar três provas para o último dia de classificação.

Brasil x Brasil – Bruno Prada e Lars Grael disputam diretamente uma vaga nas quartas de final. Nas atuais posições, as duplas de ambos estariam classificadas. Prada foi ouro com Scheidt em 2013 e prata com o neozelandês Hamish Pepper em 2015, em Nassau. Lars estreia na SSL Finals. “A briga está boa e estamos no meio da disputa. São sete ou oito barcos para três ou quatro vagas. A intensidade do vento deve aumentar e faremos três boas regatas para garantirmos as finais”, afirmou Prada, tetracampeão mundial de Star.

Apenas quatro pontos separam os barcos posicionados entre sétimo e décimo lugares, o que exige máxima concentração dos tripulantes. “Estamos em nono lugar, perto do sétimo e oitavo, mas também, do décimo e do décimo primeiro. Com mais três regatas, o jogo está aberto e tudo pode acontecer. Temos de manter o foco na classificação e partirmos para sábado, quando zera tudo”, desejou o medalhista olímpico Lars Grael.

Formato exclusivo – Estão previstas 11 regatas classificatórias de 5 a 8 de dezembro com os 25 barcos na raia. Os dez primeiros seguem para o último dia de competição, sábado (9) para as disputas eliminatórias de quartas de final, semifinal e final, com oito, seis e quatro barcos respectivamente. O vencedor da primeira fase passa diretamente à final, enquanto o segundo colocado entra apenas na semifinal.

A emoção da SSL Finals será transmitida ao vivo pelo site: starsailors.com, incluindo-se as participações de comentaristas especializados e convidados especiais no estúdio. Na água, câmeras de alta tecnologia e o sofisticado sistema “Virtual Eye 3D Graphics”, alternarão imagens reais da Baia de Montagu com a telemetria das regatas, apontando distância, velocidade e classificação dos barcos em tempo real.

Classificação após 8 regatas (1 descarte)

1 – Mendelblatt/Fatih (EUA) – 23 pontos perdidos

2 – Scheidt/Boening (BRA) – 31 pp

3 – Negri/Lambertenghi (ITA) – 35 pp

4 – Cayard/Trinter (EUA) – 48 pp

5 – Buhl/Koy (GER) – 49 pp

6 – Bruni/Colaninno – 60 pp

7 – Loof/Prada (SUE/BRA) – 64 pp

8 – Rohart/Ponsot (FRA) – 65 pp

9 – Lars/Samuca (BRA) – 66 pp

10 – Goodison/Kleen (GBR) – 67 pp

18 – Merkelbach/Lopes (GER/BRA) – 105 pp

23 – Torben/Guilherme (BRA) – 132 pp

 

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Brasileiros entre os melhores no primeiro dia da SSL Finals em Nassau http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/06/brasileiros-entre-os-melhores-no-primeiro-dia-da-ssl-finals-em-nassau/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/06/brasileiros-entre-os-melhores-no-primeiro-dia-da-ssl-finals-em-nassau/#respond Wed, 06 Dec 2017 23:36:00 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3094

Os líderes Scheidt e Maguila em Nassau (Carlo Borlenghi / SSL)

O dia de abertura da quinta edição da Star Sailors League Finals em Nassau atingiu a expectativa de pelo menos duas duplas entre os oito brasileiros que competem nas Bahamas. Os 25 barcos foram para a raia da Baía de Montagu com o propósito de ficar entre as dez melhores, nota de corte para se passar às quartas de final. Após duas regatas de uma série de 11, Robert Scheidt e Henry Boening (Maguila) lideram. Lars Grael e Samuel Gonçalves estão em décimo lugar.

Scheidt e Boening obtiveram um segundo e um terceiro lugares e somam cinco pontos perdidos contra seis dos poloneses Kusznierewicz e Zick, e seis dos norte-americanos Mendelblatt e Fatih, ganhadores da primeira regata e bicampeões nas Bahamas.  A segunda prova do dia teve vitória dos franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot, líderes do ranking da SSL. Predominou o vento de leste a sueste entre 9 e 13 nós.

“O primeiro dia é sempre o mais nervoso. É preciso fazer a média sem arriscar muito, pensando que ainda faltam nove regatas. O caminho ainda está aberto para todos, os 25 barcos velejam praticamente juntos o tempo todo, mas começamos com o pé direito”, considerou Maguila, medalha de bronze em 2016 no primeiro ano de parceria com Scheidt.

Estreantes em Nassau, Lars e Samuel, também cumpriram no primeiro dia o objetivo de se manterem entre as dez mais bem classificadas. Nesta temporada a dupla de Niterói conquistou o título brasileiro e o vice-campeonato mundial. “Foi um dia tenso, sofremos uma penalidade, reclamei e fui punido injustamente pela segunda vez. Depois tivemos de fazer uma regata de recuperação”, alegou Lars.

As regatas da SSL Finals têm em média uma hora de duração, o que torna a transmissão ao vivo mais atrativa e emocionante. “Estou acostumado às provas mais longas, de velocidade. Aqui as regatas são de contenção”, analisou Lars, após 14º e nono lugares. Bruno Prada está em 12º lugar ao lado do sueco Freddy Loof.

Arthur Lopes (Tutu) e o alemão Merkelbach estão na 15ª posição, enquanto Torben Grael e Guilherme de Almeida ocupam a 23ª colocação. A fase de classificação segue até sexta-feira, com mais três regatas nesta quarta (6), ao vivo a partir das 11h nas Bahamas (14h em Brasília) pelo site: starsailors.com

Formato exclusivo – Estão previstas 11 regatas classificatórias de 5 a 8 de dezembro com os 25 barcos na raia. Os dez primeiros seguem para o último dia de competição, sábado (9) para as disputas eliminatórias de quartas de final, semifinal e final, com oito, seis e quatro barcos respectivamente. O vencedor da primeira fase passa diretamente à final, enquanto o segundo colocado entra apenas na semifinal.

A emoção da SSL Finals será transmitida ao vivo pelo site: starsailors.com, incluindo-se as participações de comentaristas especializados e convidados especiais no estúdio. Na água, câmeras de alta tecnologia e o sofisticado sistema “Virtual Eye 3D Graphics”, alternarão imagens reais da Baia de Montagu com a telemetria das regatas, apontando distância, velocidade e classificação dos barcos em tempo real.

Os brasileiros na SSL Finals

Robert Scheidt / Henry Boening

Torben Grael / Guilherme de Almeida

Lars Grael / Samuel Gonçalves

Freddy Loof (SWE) – Bruno Prada

Hubert Merkelbach (GER) – Arthur Lopes

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Tripulação leva Caiçara à temporada perfeita na classe oceânica C30 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tripulacao-leva-caicara-a-temporada-perfeita-na-classe-oceanica-c30/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tripulacao-leva-caicara-a-temporada-perfeita-na-classe-oceanica-c30/#respond Tue, 05 Dec 2017 16:33:21 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3088

Caiçara (09) em largada do Circuito Ilhabela (Edu Grigaitis / Balaio de Ideias)

O retrospecto da Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica – mostra nitidamente a superioridade do barco Caiçara na classe C30. Nas 33 regatas disputadas em quatro etapas ao longo da temporada, o Caiçara obteve 22 vitórias para chegar ao tricampeonato e também foi o campeão da tradicional Semana de Vela de Ilhabela, principalmente devido à tripulação, exímia conhecedora das raias do litoral norte paulista.

Sempre atento ao aprimoramento de sua equipe, o comandante Marcos de Oliveira Cesar expressa sentimento de gratidão ao falar de seus velejadores. “Mais uma vez a tripulação fez a diferença. A dedicação o entrosamento e a eficiência de cada integrante determinaram os resultados positivos durante a temporada. Eles são nota dez”, elogiou o timoneiro do Caiçara, campeão do circuito em 2015, 16 e 17.

O barco C30 é conduzido por seis tripulantes e a harmonia a bordo é fundamental nas manobras e nos momentos mais delicados. O Caiçara está próximo do nível considerado ideal. O entrosamento da equipe ficou claro neste domingo (3), último dia do circuito. “O top do balão rasgou e a vela despencou. Tivemos de recolher o balão e subir outra vela. A tarefa foi muito bem executada, em absoluto silêncio e mantivemos a liderança até o final”, relatou o proeiro Gabriel De Capitani sobre o momento de superação.

A sincronia de trabalho no Caiçara é resultado de uma tripulação que costuma embarcar na véspera das regatas para fazer os ajustes necessários. “Foi um ano ótimo para nós. O que fez a diferença foram os treinos às sextas-feiras, antes de cada etapa. Foram providenciais. Com o desempenho do Caiçara, as demais tripulações com certeza virão reforçadas em 2018, o que, além de nos motivar, vai deixar a classe ainda mais competitiva. Aguardaremos ansiosamente”, afirmou Capitani.

Reverências dos rivais – Os méritos do tricampeão são inquestionáveis, reconhecidos inclusive pelos adversários da classe C30. O comandante do vice-campeão, Caballo Loco, Mauro Dottori, enalteceu a conquista dos amigos e rivais. “O Caiçara mais do que mereceu a conquista antecipada. Prova que treino e união são essenciais. Parabéns a eles. Não é apenas treino, o barco está afinado e com rendimento de fazer inveja. Nós fomos prejudicados por várias trocas na tripulação, principalmente a do tático”, disse Dottori.

O Caballo Loco venceu nove regatas na temporada. O campeão brasileiro Katana Portobello, de Santa Catairina, e o terceiro colocado na Copa Suzuki, eCycle +Realizado, também venceram em Ilhabela. Caballo Loco foi o vice-campeão nato no Brasileiro, enquanto Caiçara, que não disputou a primeira etapa de Florianópolis, mas apenas a segunda em Ilhabela, ficou em terceiro lugar na competição nacional. A flotilha da C30 conta ainda com as embarcações: Barracuda, Kaikias, Zeus e Corta Vento.

Classificação final da C30 na Copa Suzuki (33 regatas e 6 descartes)

1 – Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar) – 32 pontos perdidos

2 – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 48 pp

3 – eCycle +Realizado (José Luiz Apud) – 76 pp

4 – Barracuda (Humberto Diniz) – 96 pp

5 – Katana Portobello (Cesar Gomes Neto) – 127 pp

6 – Kaikias C-Tank (Renata Decnop) – 134 pp

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