Sobre as Águas http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br Informação e opinião sobre vela, náutica, navegação e mar em geral. Tue, 20 Feb 2018 22:06:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Barcos pagam pedágio nos Doldrums http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/20/barcos-pagam-pedagio-nos-doldrums/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/20/barcos-pagam-pedagio-nos-doldrums/#respond Tue, 20 Feb 2018 22:06:27 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3324

Leg 6 to Auckland, day 14 on board AkzoNobel, Cecile Laguette checks heading, 20 February, 2018.

A falta de vento marcou mais um dia de regata da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Os seis barcos que disputam a prova encontram dificuldades para pegar as melhores rajadas e a tendência é que a situação continue por mais dois dias.

 Novo líder nesta terça-feira (20),  o Turn the Tide on Plastic foi o que mais andou nas últimas 24 horas. Na sua cola, mas um pouco mais a oeste do Pacífico, está o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. Outros dois times estão bem próximos dos líderes: Team Brunel e Sun Hung Kai / Scallywag. Primeiros colocados no campeonato, MAPFRE e Dongfeng Race Team estão mais distantes do pelotão da frente!

“Parece que estamos em três matches races diferentes e não sabemos quem vai para as finais, semi-finais ou quem fica com o prêmio de consolação”, disse a comandante do Turn the Tide on Plastic, Dee Caffari.

“Está complicado! Estamos dois dias nesse ritmo, então não tem como dormir’, disse David Witt do Scallywag.

A causa do buraco do vento gigante é uma grande tempestade, chamada de Gita, atualmente situada nano sul da Nova Zelândia que matou os ventos alísios, permitindo que os Doldrums se inchassem em proporções épicas.

Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, acrescentou: “Às vezes pensamos que estamos no melhor esporte que existe, mas em dias como esses, acho que a maioria da equipe pensa que também pode ser um esporte estúpido”.

E ainda faltam 1.500 milhas náuticas para o fim da etapa, que deve ocorrer entre 26 de fevereiro e 1º de março. A falta de vento aumenta o cansaço dos atletas a bordo, pois a todo momento buscam uma melhor rota.

Leg 6 to Auckland, day 14 on board Dongfeng. 20 February, 2018. Waiting the wind for Jeremie Beyou and Kevin Escoffier.

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AkzoNobel e Scallywag sofrem menos nos Doldrums http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/17/akzonobel-e-scallywag-sofrem-menos-nos-doldrums/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/17/akzonobel-e-scallywag-sofrem-menos-nos-doldrums/#respond Sat, 17 Feb 2018 19:28:59 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3320

Leg 6 to Auckland, day 10 on board AkzoNobel, Simeon on the wheel 16 February, 2018.

O time da brasileira Martine Grael segue firme na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, caminho entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia).

O team AkzoNobel já abriu mais de 50 milhas náuticas de diferença para o segundo colocado, o Team Sun Hung Kai / Scallywag.

Os dois barcos citados conseguiram navegar rápido nas últimas 24 horas na passagem pelas calmarias dos Doldrums.

Para se ter uma ideia, a vantagem do team AkzoNobel para o restante da flotilha aumentou em mais de 50% neste sábado (17).

A diferença para o terceiro colocado, que é o Team Brunel, já supera 120 milhas náuticas. Para o MAPFRE – o sexto e último na etapa – é de 230 milhas náuticas.

Dongfeng Race Team e MAPFRE tiveram uma navegação bem lenta pelas calmarias. As próximas 24 horas parecem estar um pouco mais fáceis de entender com a flotilha pegando ventos médios. Já no dia seguinte a tendência é de diminuição.

Um ciclone ao sul interrompe os padrões climáticos normais. Isso tornará o início da semana extremamente desafiador, e é provável que haja novamente uma junção dos barcos em um só pelotão.

Leg 6 to Auckland, day 11 on board Sun hung Kai/Scallywag. 16 February, 2018.

Lamentavelmente, a comunicação foi interrompida desde sexta-feira (16). A Inmarsat confirma que atualmente está sofrendo uma interrupção do seu I-4 F1, o satélite da banda L, que cobre a região da Ásia-Pacífico.

A causa foi identificada como um problema de controle de altitude da nave espacial. Atualmente, a Inmarsat está implementando atividades de recuperação específicas para estabelecer um retorno seguro às operações normais o mais rápido possível.

Isso impactou os On Board Repórteres, que não conseguiram enviar conteúdo. No entanto, a segurança da frota não foi afetada pela interrupção, já que o Race Control ainda é capaz de rastrear os barcos e enviar mensagens básicas por e-mail por meio de um satélite Inmarsat alternativo.

Teremos mais informações sobre esta questão à medida que elas se tornem disponíveis.

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Preso assassino de lenda da vela http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/15/preso-assassino-de-lenda-da-vela/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/15/preso-assassino-de-lenda-da-vela/#respond Fri, 16 Feb 2018 01:50:11 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3317 O assassino do velejador neozelandês Peter Blake foi capturado depois de 16 anos foragido!

O Grupo Tático Operacional da cidade de Breves, no arquipélago de Marajó, no Pará, pegou  José Irandir Cardoso, que tentava enganar a polícia com documentos falsos.

O crime que chocou o mundo ocorreu  no Amapá em 2001 durante uma expedição.

O assassino fora condenado em 2002 a 35 anos pelo assassinato do velejador e estava foragido desde 2002.

Peter Blake morreu aos 53 anos.

Foi vencedor do Troféu Julio Verne em 1994 (recompensa dada para quem realiza a volta mais rápida ao mundo à vela), Blake conquistou a Whitbread (regata ao redor do mundo) em 1990, e recebeu no ano seguinte a Ordem de Cavaleiro da Rainha da Inglaterra.

Em 1995, venceu a America’s Cup (a mais tradicional competição de vela do mundo) em um barco da Nova Zelândia, quebrando uma hegemonia americana que durava anos, já que até então, nenhum barco não-americano havia vencido a regata.

Blake voltaria a conquistar o título no ano 2000.

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Oportunidades e ameaças para cruzar o Hemisfério http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/15/oportunidades-e-ameacas-para-cruzar-o-hemisferio/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/15/oportunidades-e-ameacas-para-cruzar-o-hemisferio/#respond Thu, 15 Feb 2018 19:18:08 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3312

Leg 6 to Auckland, day 09 on board Brunel. 15 February, 2018. Alberto Bolzan at the helm, Carlo Huisman at the main, and Andrew Cape.

Momento de decisão na sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. Os seis barcos que disputam a Regata entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia) se aproximam de cruzar a Linha do Equador e descer com velocidade ao sul.

A maior dificuldade para as equipes será entrar na calmaria dos Doldrums, que são complicados de atravessar bem no limite entre os hemisférios.

Pelo terceiro dia seguido, o team AkzoNobel, que tem a campeã olímpica Martine Grael a bordo, segue mais rápido que os demais.

Para o comandante do AkzoNobel, Simeon Tienpont, a regata será um perde e ganha nos próximos dias. “É um grande desafio para nós estar na liderança.  Nós fazemos as escolhas de percurso e os que estão atrás podem ver se elas funcionam ou não. Os modelos climáticos não contabilizam os efeitos reais, de modo que esse é um ponto vulnerável para nós”.

Leg 6 to Auckland, day 09 on board MAPFRE, Louis Sinclair at the aft Pedestal. 15 February, 2018.

Como sempre, a transição para o hemisfério sul oferece oportunidades para alguns e ameaça para os outros.

Depois de perder a liderança, a equipe do SHK / Scallywag, que está mais para o oeste, sofre pra ganhar milhas.

O barco de Hong Kong caiu do segundo para o quinto lugar e viu o líder AkzoNobel abrir mais de 50 milhas náuticas.

O comandante do Scallywag, David Witt, espera mudanças. “Será interessante ver se alguém coloca sua proa para cima ou para baixo para tentar mudar sua posição”.

O objetivo, como sempre, é ser o primeiro a sofrer os efeitos dos Doldrums e também ser o primeiro a sair de lá rumo aos ventos alísios.

Na prática, os velejadores sentem os efeitos de navegar perto dos hemisférios. Calor e muito vento dão o tom.

Leg 6 to Auckland, day 09 on board AkzoNobel, Simeon looking streesed in light airs. 15 February, 2018.

“É muito horrível aqui. Muito difícil de dormir. A temperatura da água é de quase 30 graus, por isso é bastante quente por dentro”, contou o velejador do  Team Brunel, Kyle Langford. “É difícil ficar normal. E, além disso, o barco está sendo jogado em 30 nós de vento. É muito desconfortável.

“Lá fora é melhor, mas não muito. O pior é a água salgada, que queima os olhos. Todos estamos usando óculos de esqui. Mas o bom é que estamos fazendo milhas rapidamente. São condições difíceis, mas rápidas.

A previsão mais próxima de chegada ao porto de Auckland indica 25 de fevereiro.

O MAPFRE lidera a classificação geral com Dongfeng Race Team em segundo lugar. O AkzoNobel de Martine Grael é o sexto na tabela.

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AkzoNobel abre vantagem na Volvo Ocean Race http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/14/akzonobel-abre-vantagem-na-volvo-ocean-race/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/14/akzonobel-abre-vantagem-na-volvo-ocean-race/#respond Wed, 14 Feb 2018 19:31:20 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3309

Leg 6 to Auckland, day 08 on board AkzoNobel, Simeon Tienpont in action. 14 February, 2018.

O barco AkzoNobel, que tem a brasileira Martine Grael como integrante, continua na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, no percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia).

A equipe abriu, nesta quarta-feira (14), quase 30 milhas náuticas de vantagem para o Sun Hung Kai / Scallywag, que ocupa a segunda colocação. Os outros quatro barcos estão mais de 40 milhas atrás.

Faltam menos de 500 milhas náuticas para a aproximação aos Doldrums, zona de calmaria na região equatorial dos oceanos.

“Estamos poucas milhas à frente dos que estão atrás de nós, e temos o Scallywag a sotavento”, disse Nicolai Sehested, do AkzoNobel. “Espero que nossa velocidade nos faça chegar em primeiro aos Doldrums. Seria bom ser o primeiro chegar e o primeiro a sair”

O MAPFRE, líder do campeonato, mantém um duelo de match race com o Dongfeng Race Team, e são os que estão mais próximos dos primeiros colocados desta etapa.

”Temos o Dongfeng a cerca de uma milha e meia para barlavento, ou até menos. É uma luta muito apertada”, disse o campeão olímpico Blair Tuke, do MAPFRE.

”O AkzoNobel e o Scallywag estão à frente e a sotavento de nós. O AkzoNobel foi bastante rápido em todos os parâmetros, mas conseguimos recuperar um pouco em relação ao Scallywag. Espero que esta próxima transição funcione a nosso favor e possamos alcançá-los, como eles fizeram conosco na última transição”.

Com condições mais tranquilas, os velejadores aproveitam o tempo para tentar descansar. No fim de semana os Doldrums entram em jogo.

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AkzoNobel de Martine Grael na liderança http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/13/akzonobel-de-martine-grael-na-lideranca/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/13/akzonobel-de-martine-grael-na-lideranca/#respond Tue, 13 Feb 2018 21:10:14 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3304

Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

“É um match race com AkzoNobel, que vai na frente! Nos Doldrums a etapa vai ser decidida”, disse o skipper do Scallywag, David Witt.

A equipe de Hong Kong venceu a etapa 4, praticamente um caminho reverso a esse. O AkzoNobel foi terceiro.

Faltam ainda mais de 3.400 milhas náuticas para a chegada ao porto neozelandês, mas estar em primeiro num momento chave da etapa, com a chegada às zonas de calmaria, pode fazer a diferença no fim.

Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

 

”Os Doldrums vão ser muito interessantes e nós nos estamos onde queremos, por isso estamos muito felizes”, contou David Witt.

No bloco de trás, MAPFRE, Dongfeng, Brunel e Turn the Tide on Plastic também estão colados, porém mais a leste no Mar das Filipinas.

”Foi uma noite divertida”, explicou Peter Burling, do Brunel. “Nós ficamos pouco atrás do MAPFRE, e tivemos uma pequena batalha durante meia hora. E estivemos bem, conseguimos passá-los, por isso foi bom”.

As equipes precisam de escolher o seu ponto de entrada nos Doldrums nas próximas 48 horas.

“Se eu pudesse por o barco num lugar, além de colocá-lo na linha de chegada, eu deixaria exatamente onde estamos agora”, concluiu David Witt.

O tempo dirá se o seu otimismo será comprovado!

Leg 6 to Auckland, day 07 on board Sun hung Kai/Scallywag. Crossing path with USA territory islands, lookied like a small vulcano from the boat.13 February, 2018.

 

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Nova mudança na liderança embaralha sexta etapa da Volvo Ocean Race http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/12/nova-mudanca-na-lideranca-embaralha-sexta-etapa-da-volvo-ocean-race/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/12/nova-mudanca-na-lideranca-embaralha-sexta-etapa-da-volvo-ocean-race/#respond Mon, 12 Feb 2018 20:12:29 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3300

Leg 6 to Auckland, day 06 on board Sun hung Kai/Scallywag. When I launched the drone it was so wet so I wondered how long it was actually going to fly before having an electronic issue. Thankfully nothing happenned. 12 February, 2018.

O barco Sun Hung Kai Scallywag é o novo líder da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). No placar desta segunda-feira (12), o time de Hong Kong aparece em primeiro lugar.

Junto com o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, o Scallywag consegue ventos mais rápidos no Mar das Filipinas, ao contrário do pelotão mais ao norte.

A equipe adotou uma estratégia diferente dos adversários na semana passada e viu Team Brunel e MAPFRE se revezarem na ponta.

A posição no mapa pode ser favorável a Scallywag e AkzoNobel na passagem pelos Doldrums. Na etapa 4, os dois barcos tiveram boas escolhas na mesma faixa – só que com sentido inverso – e terminaram em primeiro e terceiro lugares, respectivamente.

Mas do outro lado da flotilha, os antigos líderes querem chegar primeiro aos Doldrums.

Leg 6 to Auckland, day 06 on board Sun hung Kai/Scallywag. David Witt bringing a good mood at the back of the boat.12 February, 2018.

“Parece uma transição bastante rápida, está cerca de três ou quatro dias. Estamos ansiosos por entrar nisso”, disse Peter Burling, do Team Brunel.

“O vento irá lentamente subir à medida que entramos nos ventos alísios, e chegaremos ao vento cerca dos 65 graus. Estamos muito felizes com isto, pois parece ser bastante rápido nestas condições”.

“Eles tiraram uma carta da sorte”, disse Dee Caffari, skipper do Turn the Tide on Plastic, falando sobre o Scallywag. “Eles cometeram um erro, na verdade, mas eles ficarão nesta frente fria por mais tempo. Eles vão felizes fazendo 20 nós, enquanto nós temos que lidar com esta transição”.

MAPFRE, Turn the Tide on Plastic, Dongfeng Race Team e Team Brunel estão todos à vista um do outro, separados por menos de quatro milhas.

Leg 6
Hong Kong to Auckland
12 February 2018
Positions at: 15:36 UTC
DTL nm GAIN_LOSS STATUS SPEED kt COURSE TWS kt TWD DTF nm
1 SHKS 0.00 0.00 RAC 12.5 149º 15.0 90º 3780.23
2 AKZO 7.86  3.18 RAC 9.3 138º 9.0 42º 3788.08
3 DFRT 19.99  16.34 RAC 10.8 240º 11.3 10º 3800.22
4 TTOP 20.33  16.69 RAC 4.6 130º 4.0 34º 3800.56
5 MAPF 20.58  17.02 RAC 10.3 238º 12.8 18º 3800.81
6 TBRU 21.51  17.65 RAC 2.5 108º 3.0 13º 3801.74
7 VS11 DNS
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Barco de Martine Grael adota estratégia diferente e perde contato com líder http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/barco-de-martine-grael-adota-estrategia-diferente-e-perde-contato-com-lider/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/barco-de-martine-grael-adota-estrategia-diferente-e-perde-contato-com-lider/#respond Fri, 09 Feb 2018 20:29:40 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3295

Leg 6 to Auckland, day 03 on board Dongfeng. 09 February, 2018. Marie Riou in action at the bow in rough conditions.

Os barcos team AkzoNobel e o Sun Hung Kai / Scallywag adotaram estratégias diferentes do restante das equipes da Volvo Ocean Race e pagam, pelo menos por enquanto, um preço alto pela escolha mais ao norte.

Os dois barcos rumaram ao norte imediatamente depois de passar a ponta do sul de Taiwan, e assim a flotilha ficou dividida! O vento é bem mais fraco no Mar das Filipinas para o time da brasileira Martine Grael (team AkzoNobel).

”Isto está errado, muito errado”, disse a campeã olímpica Martine Grael. “Nós vamos para o norte, noroeste, e nosso destino é sul-sudeste!”

A diferença do AkzoNobel, que é o último, para o pelotão da frente aumentou nas últimas horas, chegando a mais de 120 mil milhas náuticas do líder Team Brunel.

Leg 6 to Auckland, day 02 on board Brunel. Upwind in 35 knts along Taiwan. 08 February, 2018.

“Nós fomos para norte muito cedo”, admitiu o navegador do AkzoNobel, Jules Salter. “Estamos  desapontados. Tomamos a decisão com bastante rapidez para rumar a norte, parecia que tudo estava alinhado, Scallywag também foi, no primeiro turno estávamos bem, no segundo já não muito. Os quatro primeiros já foram, e agora somos nós os dois cá para trás”.

A sexta etapa, que liga Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia), tem Dongfeng Race Team e MAPFRE estão na cola do adversário holandês.

O líder do Dongfeng, Charles Caudrelier, admitiu que o barco chinês quase se juntou aos dois barcos do norte, mas decidiu que ainda era muito cedo.

“Para ser honesto, quando o AkzoNobel e o Scallywag cambaram, pensamos em fazer, mas achamos que era um risco demasiado grande. Parece que eles estão agora com dificuldades”.

Leg 6 to Auckland, day 03 on board Dongfeng. 09 February, 2018. Black trimming the sheets.

O francês acrescentou: “É a etapa mais complicada em termos de clima, não chega apenas ter uma boa cabeça, você também precisa de um pouco de sorte. Há tanta transição para a frente, eu não sei qual será o momento-chave, então estamos sempre muito focados e tentando optimizar a nossa progressão com pequenos ganhos”.

Leg 6
Hong Kong to Auckland
9 February 2018
Positions at: 13:00 UTC
DTL nm GAIN_LOSS STATUS SPEED kt COURSE TWS kt TWD DTF nm
1 TBRU 0.00 0.00 RAC 15.3 58º 18.0 127º 4812.72
2 DFRT 0.84  0.21 RAC 12.7 53º 17.8 102º 4813.55
3 MAPF 1.28 0.21 RAC 12.9 37º 15.5 105º 4814.00
4 TTOP 8.09 0.10 RAC 12.8 35º 16.8 98º 4820.81
5 SHKS 124.50  51.73 RAC 10.2 62º 11.0 116º 4937.22
6 AKZO 126.60  44.59 RAC 10.5 52º 9.3 100º 4939.32
7 VS11 DNS

 

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Com experiente tripulação, Kaikias reforça classe C30 na temporada oceânica http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/com-experiente-tripulacao-kaikias-reforca-classe-c30-na-temporada-oceanica/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/com-experiente-tripulacao-kaikias-reforca-classe-c30-na-temporada-oceanica/#respond Fri, 09 Feb 2018 19:26:19 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3289

Kaikias: nas principais competições da C30 em Ilhabela (Marcos Méndez / SailStation)

Responsável pelas disputas mais acirradas entre as classes oceânicas, a C30 estará reforçada nesta temporada pelo Kaikias, barco de Ilhabela, presente em apenas algumas regatas em 2017. O velejador de oceano Flávio Catanhede assumiu o comando da embarcação e está formando experiente tripulação com familiares e amigos para correr Copa Suzuki, Semana de Vela e Campeonato Brasileiro.

O Kaikias se junta à flotilha paulista ao lado de Caiçara, Caballo Loco, eCycle +Realizado e Barracuda, e aos catarinenses Zeus, Corta Vento e Katana Portobello, que inclusive disputou a terceira etapa da Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Oceano em 2017, logo após a Semana de Vela, aproveitando a proximidade de datas entre as duas competições.

“Sempre velejei em outras classes de oceano, como a RGS, com meus barcos anteriores. Estou entusiasmado para competir em uma classe one design, em que não se corrige o tempo após as regatas devido às embarcações serem iguais. A C30 é uma classe que sempre me atraiu porque o barco é veloz e permite várias regulagens, mas ao mesmo tempo exige um ajuste fino, perfeito, para se obter desempenho”, afirma Catanhede.

Empolgado com mais um barco na raia, o atual tricampeão do Circuito Ilhabela e vencedor da Semana de Vela, deseja boas-vindas aos novos integrantes da C30. “A principal novidade deste ano é a equipe que irá correr com o barco 03, o Kaikias. A tripulação será formada por família paulista muito tradicional na vela. Assim, com eles na raia, esperamos uma temporada ainda mais disputada e emocionante”, enfatiza o comandante do Caiçara, Marcos de Oliveira Cesar.

Disputa no mar, solidariedade na terra – O comandante do Kaikias já conta, entre os seis tripulantes, com as experiências de sua filha, da nora e de Marcelo Claro (barco Suduca), acostumados a velejar em Ilhabela e Ubatuba. “Também admiro na C30 o espírito de cooperação entre os velejadores. A rivalidade fica na água e quando necessário, todos se ajudam”, destaca Catanhede, animado para competir.

A estreia do Kaikias será em 10 de março, abertura da Copa Suzuki. Neste ano, o principal desafio das tripulações da C30 será superar o tricampeão do Circuito Ilhabela, Caiçara, que em 2017 também venceu a Semana de Vela. O Katana ficou com o título brasileiro da classe, enquanto Caballo Loco foi vice-campeão brasileiro e da Copa Suzuki.

Para a flotilha catarinense a temporada começou no último fim de semana (2 a 4/02) com o Circuito Oceânico de Florianópolis. Mesmo medindo entre os barcos IRC, maiores e teoricamente mais velozes, o C30 Zeus conquistou o terceiro lugar, chegando à frente do Katana Portobello. O barco Mahalo venceu na IRC, seguido por Itajaí Sailing Team.

 

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Team Brunel abre sexta etapa com melhor desempenho http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/team-brunel-abre-sexta-etapa-com-melhor-desempenho/ http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/team-brunel-abre-sexta-etapa-com-melhor-desempenho/#respond Thu, 08 Feb 2018 19:41:58 +0000 http://sobreasaguas.blogosfera.uol.com.br/?p=3284

Leg 6 to Auckland, day 02 on board Brunel. 08 February, 2018. Sail change Carlo Huisman

O primeiro dia de regata da sexta etapa da Volvo Ocean Race teve o Team Brunel com o melhor desempenho. Nesta quinta-feira (8), o barco holandês foi o primeiro a atravessar o Estreito de Luzon, que fica entre Taiwan e as Filipinas.

A perna terá ao todo 6.100 milhas náuticas ligando Hong Kong a neozelandesa Auckland. Logo de cara, as equipes estão enfrentando condições difíceis, como ventos fortes e contrários. Como disse a brasileira Martine Grael (team AkzoNobel), o ”barco vai sacudir pra caramba”.

Além disso, o fator esportivo de levar o barco ao limite oferece zero conforto a bordo. A classificação coloca os espanhóis MAPFRE em primeiro lugar e os chineses do Dongfeng Race Team em segundo.

Leg 6 to Auckland, day 02 on board MAPFRE, Sophie Ciszek getting ready a sail for a pilling. 08 February, 2018.

“Estamos navegando duro! A bordo está muito desconfortável, pois estamos o tempo todo com um constante spray de água no convés”, descreveu Rob Greenhalgh do barco espanhol MAPFRE.

“Nós estamos constantemente pulando com o vento contra nós. Todos ainda estão muito próximos”, diz o skipper do AkzoNobel, Simeon Tienpont. “O Brunel está um pouco à frente, perdemos algumas milhas com uma mudança de vela”.

Os barcos estão lutando até o limite por cada milha. Qualquer erro mínimo ou problemas de navegação podem custar caro!. Para Brunel e Turn the Tide on Plastic, o inconveniente apareceu na forma de sacos de plástico presos no casco, reduzindo a velocidade dos barcos.

Leg 6 to Auckland, day 02 on board Brunel. 08 February, 2018. 35knots. Alberto Bozan

“Estamos desacelerando”, disse Henry Bomby da Turn the Tide on Plastic. “É um grande problema ter de dar uma volta para se livrar deles”.

“No momento, não podemos dar o luxo de ir para trás, por isso, infelizmente, temos esse plástico na quilha”, disse a comandante do Turn the Tide on Plastic, Dee Caffari.

Depois de passar ao sul de Taiwan, espera-se que a flotilha se dirija para o norte, longe da rota direta para a Nova Zelândia, em um esforço para evitar uma área de ventos leves para pegar condições mais favoráveis antes de ir para o sul. Isso supõe um tempo mais apertado, por mais que o avanço seja lento e difícil.

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