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Sobre as Águas

Martine e Kahena iniciam Mundial de Omã

Antonio Alonso

16/11/2021 16h32

As bicampeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze estrearam nesta terça-feira (16) no Mundial de 49erFx em Al Mussanah, Omã.

O evento, que reúne também as categorias 49er e NACRA17, será disputado até o próximo domingo (21) com as regatas valendo medalha. É o primeiro campeonato que a dupla participa após a conquista do ouro em Tóquio 2020, no mês de agosto.

Decididas a fazer mais uma campanha olímpica, Martine Grael e Kahena Kunze chegaram com uma semana de antecedência ao país asiático para se preparar com a treinadora Martha Rocha e o chefe de delegação Jônatas Gonçalves. O local também receberá a Equipe Brasileira de Vela Jovem no mês de dezembro deste ano para o Mundial da Juventude.

As brasileiras tentam o segundo título do planeta nesta categoria, que entrou no cronograma dos Jogos na Rio 2016. O único título mundial de Marine e Kahena na 49erFx foi em 2014, em Santander, na Espanha.

"Chegamos dia 10 de novembro e treinamos todos os dias até agora. Será um evento bastante desafiador, pois é a primeira vez que elas pisam no barco após os Jogos. Foi um necessário período de descanso. É um local com vento muito fraco, o que facilita para tripulações mais jovens e leves. Tudo pode acontecer, mas a Martine e a Kahena sempre surpreendem e fazem um trabalho sensacional", disse a treinadora Martha Rocha.

Resultados oficiais do Mundial de 49erFx – https://49er.org/event/2021-world-championship/#49erfxresults

Martine Grael e Kahena Kunze são as únicas competidoras no País no evento em Omã. Apesar de valer como primeiro campeonato para Paris 2024, as atletas entram sem pressão por resultados, levando em conta mesmo o retorno às competições. Por isso, a CBVela – Confederação Brasileira de Vela encara o Mundial como oportunidade de adaptação ao novo ciclo olímpico.

"Chegar antecipadamente em um evento no continente asiático é muito importante para adaptação de fuso horário, recebimento de material, reconhecimento da raia e do clima local. Nosso esporte tem um contato muito próximo com a natureza e o nosso campo de jogo muda a todo momento. É como jogar futebol com as linhas mudando a todo momento e o gramado balançando: a baliza do gol é a bóia que sinaliza a meta a ser contornada, mas os vetores que influenciam nas decisões dos atletas da modalidade vela são muitos, gerando combinações altíssimas", explicou Jônatas Gonçalves, chefe de equipe em Omã.

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Tem o Bradesco como patrocinador oficial, e o Grupo Energisa como parceiro oficial e patrocinador da Vela Jovem. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: oito. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 19 medalhas em Jogos Olímpicos.

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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