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Sobre as Águas

Velejadores de Star prontos para Sul-Americano

Antonio Alonso

12/11/2021 00h32

As regatas do Campeonato Sul-Americano de Star começam nesta sexta-feira (12), Yacht Club de Ilhabela (YCI), no litoral norte paulista.

A competição conta com 32 atletas e as provas serão realizadas até o feriado de 15 de novembro.

O tradicional evento da modalidade terá grandes nomes como o maior medalhista olímpico Robert Scheidt, o campeão mundial Jorge Zarif e outros ídolos do esporte nacional.

A última edição foi realizada em 2019, em Buenos Aires, na Argentina,e o título ficou para a dupla Tomás Hornos (EUA) e Pedro Trouche (Brasil). A ISCYRA, entidade que rege a classe no mundo, indica nas últimas décadas o revezamento entre Brasil e Argentina para a realização das regatas continentais.

O Campeonato Sul-Americano de Star é realizado desde 1952 e as regatas de Ilhabela (SP) marcam a edição número 51 da tradicional competição. Os vencedores podem usar em suas velas a estrela de prata.

Os velejadores já estão em Ilhabela (SP) desde a semana passada. O período no local serviu para entrosar as tripulações, já que muitas delas estão correndo juntas pela primeira vez. No fim de semana foi realizado o Campeonato Paulista, na sede da BL3, também na ilha, com vitória de Jorge Zarif e Arthur Lopes.

A quinta-feira (11) e o início da manhã do dia seguinte servirão para as medições finais e a pesagem dos velejadores. A regata inicial está marcada para 12h e a expectativa de ventos de fraca para média intensidade com grande possibilidade de chuva para o período.

"Os atletas estão muito motivados e ansiosos por essa tradicional competição da classe Star. Temos campeões olímpicos, pan-americanos, sul-americanos e mundiais competindo em Ilhabela, a capital da vela no País. A cada ano, mais velejadores buscam competir no Star, uma categoria de alto-nível técnico, com regatas equilibradas e importantes para o crescimento de cada competidor", disse Arthur Lopes, diretor da classe Star no País.

O Yacht Club de Ilhabela (YCI) sediou o evento em 2014, em paralelo com a Semana de Vela de Ilhabela, e o título ficou com a dupla Lars Grael e Samuel Gonçalves. O clube sedia grandes eventos da modalidades, como a Semana Internacional de Vela de Ilhabela e a Copa Mitisubish.

Além de organizar esses campeonatos, o YCI tem dado suporte aos atletas da vela de Ilhabela admitindo como sócios velejadores Mário Sergio Jesus Jr, o Juninho, o Alexandre Kuhl, primeiro campeão mundial de Optmist do Brasil, e o Douglas Said, outra promessa nacional na vela.

Juninho de Jesus recentemente integrou a equipe brasileira composta por renomados velejadores brasileiros como Robert Scheidt (comandante) e a dupla bicampeã olímpica Martina Grael e Kahena Kunze, conquistando recentemente segundo lugar no evento-teste da Star Sailors League na Suíça. Outros nomes que estiveram nas regatas no Lago Neuchatel e confirmaram presença no Sul-Americano são Henry Boening e Henrique Haddad.

"Com esses apoios, o YCI consolida sua importância para a vela nacional. E muito se orgulha disso. Sediar o Sul-Americano de Star é mais um passo na consolidação da liderança do clube na vela, modalidade que trouxe tantas alegrias e medalhas ao Brasil. Que a classe Star tenha um excelente campeonato", disse Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.

O Campeonato Sul-Americano da classe Star 2021 é organizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. O patrocínio oficial é da Mitsubishi e o apoio da cervejaria Madalena e Regatta.

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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