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Sobre as Águas

Ouro para o Brasil; Viva Martine e Kahena

Antonio Alonso

03/08/2021 02h37

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram, na madrugada desta terça-feira (3), o bicampeonato olímpico da classe 49erFx em Tóquio 2020.

A vitória veio após o terceiro lugar na medal race em Enoshima. O resultado garantiu a 19ª medalha da vela para o País nos Jogos Olímpicos. A modalidade é uma das que mais conseguem resultados positivos para o quadro de medalhas.

The Tokyo 2020 Olympic Sailing Competition will see 350 athletes from 65 nations race across the ten Olympic disciplines. Enoshima Yacht Harbour, the host venue of the Tokyo 1964 Olympic Sailing Competition, will once again welcome sailors from 25 July to 4 August 2021.
03 August, 2021
© Sailing Energy / World Sailing

O ouro de Martine e Kahena foi conquistado com um total de 76 pontos perdidos. A medalha de prata ficou com as alemãs Tina Lutz e Sussan Beucke, com 83, e o bronze foi para as holandesas Annemiek Bekkering e Anette Duetz, com 88.

Martine Grael e Kahena Kunze chegaram à final em segundo lugar empatadas com as holandesas. Com ventos de 9 nós, as duas adotaram uma estratégia de largar perto da comissão e cambar para a direita da raia, deixando as duplas da Argentina e Noruega mais a frente. A partir daí, as atletas administraram a vantagem até cruzar a linha de chegada em terceiro.

"A decisão do primeiro contravento foi fundamental. Quando a gente deu o primeiro cruze, a gente viu que duas das concorrentes estavam atrás da gente. Pelo menos duas estavam garantidas…As vezes temos regatas mais disputadas, mas hoje foi mais tranquila. Depois de uma semana tão dura, foi difícil de acreditar. A ficha está caindo", disse Kahena Kunze.

"Tinha uma corrente bem marcada na largada. A gente veleja bem sozinha, não gostamos de regata embolada. A Tine deu uma lida na raia antes e o truque foi manter a calma".

Para manter a tradição, os velejadores, treinadores e staff da Equipe Brasileira de Vela carregaram o barco das meninas – que quebrou o mastro – até a terra. Na Rio 2016, a história foi a mesma.

A história de conquistas de Martine e Kahena teve seu primeiro resultado no Mundial da Juventude de 2009, em Búzios (RJ). As brasileiras ganharam o ouro na classe 420. Depois, a caçula de Torben e Andrea, optou por correr de 470 com Isabel Swan. Mas com a chegada da 49erFX na Rio 2016, as atletas se juntaram para fazer história na vela mundial.

Foi a oitava medalha de ouro da vela brasileira em Olimpíadas, sendo a modalidade com maior número de primeiros lugares nos Jogos. O País soma ainda três pratas e oito bronzes.

Foto: (© Sailing Energy / World Sailing)
Texto: On Board e CBVela

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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