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Star Sailors League Finals tem campeões inéditos nas Bahamas

Antonio Alonso

07/12/2019 22h26

Os campeão Percy e Ekstrom na raia de Nassau (Gilles \Morelle / SSL)

O britânico bicampeão olímpico Iain Percy fez seu talento e sua experiência prevalecerem no dia decisivo da Star Sailors League Finals em Nassau, nas Bahamas. Ao lado do medalhista olímpico e campeão mundial Anders Ekstrom, da Suécia, Percy venceu a regata decisiva para conquistar um título inédito após duelo acirrado com os franceses vice-campeões Rohart e Ponsot. A dupla Melleby (NOR) e Revkin (EUA) conquistou o bronze, enquanto Bruno Prada e o polonês Mateusz Kusznierewicz ficaram em quarto lugar.

Além de Prada, que foi diretamente para a final, outros dois brasileiros Henrique Haddad (Gigante) e Henry Boening (Maguila) correram as regatas decisivas entre as dez melhore tripulações. A quartas de final recebeu oito barcos, com três eliminações, a semifinal teve seis duplas e mais três foram eliminadas. Quatro equipes foram para a disputa da medalha de ouro e de uma premiação total de 200 mil dólares.

A passagem de Haddad e Boening das quartas de final para a semifinal foi dramática. Três das oito duplas seriam eliminadas e os brasileiros velejaram no limite a maior parte da regata. Chegaram na quinta colocação após duelo metro a metro com os norte-americanos Cayard e Trinter, que acabaram eliminados. Apenas três segundos separaram as duas equipes.

Com vento fraco, o barco dos brasileiros tinha mais velocidade no contravento do que nas pernas de popa. A dupla Chiavarini (GBR) e Weise (ALE) venceu as quartas de final com o tempo de 53m09, seguida por Melleby (NOR) e Revkin (EUA), Rohart e Ponsot (FRA), e Percy (GBR) e Ekstrom (SUE). As cinco tripulações seguiram à semifinal, junto com Negri (ITA) e Kleen (ALE), vice-líderes da fase de classificação.

Na semifinal com seis embarcações, Haddad e Boening largaram mal. Não conseguiram espaço na linha de partida e foram perdendo contato com a flotilha a partir do primeiro contravento. Chegaram na sexta posição. Rohart e Ponsot lideraram com tranquilidade e passaram à regata final com Percy e Ekstrom, Melleby e Revkin, que se juntaram aos líderes da primeira fase, Kusznierewicz e Prada.

"A emoção do dia ficou para as quartas de final, quando conseguimos a classificação em cima da linha. Na semi, saímos atrasados e não conseguimos recuperar, mas foi ótimo. Demos o melhor e o sétimo lugar está de bom tamanho", analisou Boening, vice-campeão da SSL Finals em 2018 com Robert Scheidt.

O velejador olímpico e timoneiro Haddad, estreante em Nassau, compartilhou o sentimento do parceiro. "Não velejamos tão bem. Foi um dia difícil para nós. Os caras que ficaram na nossa frente mereceram. No geral o saldo é extremamente positivo", considerou o representante brasileiro da Classe 470 nos Jogos Rio 2016.

 

 

Classificação final da SSL Finals 2019

1 – Percy (GBR) e Ekstrom (SUE)

2 – Rohart e Ponsot (FRA)

3 – Melleby (NOR) e Revkin (EUA)

4 – Kusznierewicz (POL) e Prada (BRA)

5 – Chiavarini (GBR) e Weise (ALE)

6 – Negri (ITA) e Kleen (ALE)

7 – Haddad e Boening (BRA)

8 – Cayard e Trinter (EUA)

9 – Muhonen (FIN) e Kushnir (UCR)

10 – Doyle e Infelise (EUA)

 

Os campeões da SSL Finals

2013 – Robert Scheidt e Bruno Prada (BRA)

2014 – Mark Mendelblat e Brian Fatih (EUA)

2015 – George Szabo (EUA) e Eduardo Natucci (ITA)

2016 – Mark Mendelblat e Brian Fatih (EUA)

2017 – Paul Goodison (GBR) e Frthjof Kleen (ALE)

2018 – Jorge Zarif e Pedro Trouche (BRA)  

2019 – Iain Percy (GBR) e Anders Ekstrom (SUE)

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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