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Sobre as Águas

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Reta final no Snipe

Antonio Alonso

12/09/2019 21h13

Matias Capizzano

A foto de Matias Capizzano é da dupla brasileira Juliana Duque e Rafael Martins.

Os baianos estão, assim como as outras 80 duplas, na reta final de preparação para o Mundial de Snipe, que será de 2 a 12 de outubro.

Ilhabela (SP) recebe pela primeira vez o evento!

O casal Juliana Duque e Rafael Martins foi medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 e quer levar pra Salvador (BA) mais uma conquista.

"Depois do Pan-Americano demos uma descansada e voltamos a treinar! Vamos chegar bem cedo em Ilhabela para treinar na raia da competição e estar preparado pro mundial", comentou o baiano Rafael Martins. 

A parceira Juliana Duque está confiante em repetir os bons resultados recentes no Mundial de Ilhabela.

"A raia de Ilhabela tem por característica ser de velocidade".

"Espero que possamos correr bastante regatas e que o vento seja bom. Acredito que vai ser um campeonato muito difícil onde as largadas vão ter muita influência nos resultados".

Ilhabela foi definida como sede da competição pela Snipe Class International Racing Association após concorrência. O Mundial de Snipe é realizado de dois em dois anos.

Sobre o evento

A competição internacional mais importante da classe será disputada na Escola de Vela Lars Grael entre representantes de 12 países: Argentina, Bélgica, Brasil, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Peru, Portugal e Uruguai.

Realizado de dois em dois anos, o Mundial de Snipe será dividido entre as versões júnior (até 22 anos), de 2 a 5, e na sequência o sênior, aberto a todas as idades.

A tendência é que os atletas comecem a chegar no arquipélago de Ilhabela semanas antes das primeiras regatas para preparação.

A mesma Escola de Vela Lars Grael recebe, de 27 a 29 de setembro, o Campeonato Sul Brasileiro de Snipe, que deverá reunir mais de 100 duplas.

Segundo as primeiras previsões meteorológicas, o evento deve ser disputado com ventos de média para forte intensidade.

"Os velejadores deste nível sempre chegam antes aos locais de prova para treinar! Com a realização do Campeonato Sul Brasileiro de Snipe, mais duplas devem desembarcar em Ilhabela".

"Esse evento não exige classificação como o Mundial e, por isso, as raias devem lotar. Um bom teste para a nossa organização", explicou Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do Mundial de Snipe 2019.

Querendo o bicampeonato

Hoje correndo em casa, o gaúcho Alexandre Paradeda sonha em ganhar o bicampeonato mundial da categoria.

O atual treinador da Escola de Vela Lars Grael também segue treinando em alto nível ao lado do proeiro Gabriel Kieling visando ampliar sua sala de troféus.

"Será um grande campeonato, do mais alto nível, onde estamos nos preparando ao máximo possível para fazer um bom campeonato", contou Alexandre Paradeda.

"No Brasil, a classe é muito forte pela grande tradição, ter fabricante nacional e por fazer também as velas dentro de casa".

So na Snipe, além do Mundial de Punta del Este 2001, Alexandre Paradeda soma duas medalhas dos Jogos Pan-Americanas, ouro na Rio 2007 e prata em Mar del Plata 1995, dois ouros dos jogos Sul-Americanos e 13 títulos nacionais.

Na última edição do Mundial de Snipe, em La Coruña, na Espanha, em 2017, a dupla Alexandre Paradeda e Lucas Chilatz quase ficou com a prata, mas acabou sendo desclassificada por um protesto, tirando também o Brasil do pódio final.

A dupla porto-riquenha Raul Rios e Mac Agnese foi a campeã. Dois barcos espanhóis completaram o pódio com Gustavo del Castillo Palo/Rafael del Castillo Palo, em segundo, e Rayco Tabares Alvarez/Gonzalo Morales Quintana, em terceiro.

Veja a lista de campeões

Sobre o barco

Classe: Snipe Class International Racing Association

Nº de tripulantes: 2

Designer: William Crosby

Material do casco: madeira ou fibra de vidro

Ano do primeiro projeto: 1931

Comprimento do casco: 4,7 m

Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg

 

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Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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