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Brasileiros entre os melhores no primeiro dia da SSL Finals em Nassau

Antonio Alonso

06/12/2017 21h36

Os líderes Scheidt e Maguila em Nassau (Carlo Borlenghi / SSL)

O dia de abertura da quinta edição da Star Sailors League Finals em Nassau atingiu a expectativa de pelo menos duas duplas entre os oito brasileiros que competem nas Bahamas. Os 25 barcos foram para a raia da Baía de Montagu com o propósito de ficar entre as dez melhores, nota de corte para se passar às quartas de final. Após duas regatas de uma série de 11, Robert Scheidt e Henry Boening (Maguila) lideram. Lars Grael e Samuel Gonçalves estão em décimo lugar.

Scheidt e Boening obtiveram um segundo e um terceiro lugares e somam cinco pontos perdidos contra seis dos poloneses Kusznierewicz e Zick, e seis dos norte-americanos Mendelblatt e Fatih, ganhadores da primeira regata e bicampeões nas Bahamas.  A segunda prova do dia teve vitória dos franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot, líderes do ranking da SSL. Predominou o vento de leste a sueste entre 9 e 13 nós.

"O primeiro dia é sempre o mais nervoso. É preciso fazer a média sem arriscar muito, pensando que ainda faltam nove regatas. O caminho ainda está aberto para todos, os 25 barcos velejam praticamente juntos o tempo todo, mas começamos com o pé direito", considerou Maguila, medalha de bronze em 2016 no primeiro ano de parceria com Scheidt.

Estreantes em Nassau, Lars e Samuel, também cumpriram no primeiro dia o objetivo de se manterem entre as dez mais bem classificadas. Nesta temporada a dupla de Niterói conquistou o título brasileiro e o vice-campeonato mundial. "Foi um dia tenso, sofremos uma penalidade, reclamei e fui punido injustamente pela segunda vez. Depois tivemos de fazer uma regata de recuperação", alegou Lars.

As regatas da SSL Finals têm em média uma hora de duração, o que torna a transmissão ao vivo mais atrativa e emocionante. "Estou acostumado às provas mais longas, de velocidade. Aqui as regatas são de contenção", analisou Lars, após 14º e nono lugares. Bruno Prada está em 12º lugar ao lado do sueco Freddy Loof.

Arthur Lopes (Tutu) e o alemão Merkelbach estão na 15ª posição, enquanto Torben Grael e Guilherme de Almeida ocupam a 23ª colocação. A fase de classificação segue até sexta-feira, com mais três regatas nesta quarta (6), ao vivo a partir das 11h nas Bahamas (14h em Brasília) pelo site: starsailors.com

Formato exclusivo – Estão previstas 11 regatas classificatórias de 5 a 8 de dezembro com os 25 barcos na raia. Os dez primeiros seguem para o último dia de competição, sábado (9) para as disputas eliminatórias de quartas de final, semifinal e final, com oito, seis e quatro barcos respectivamente. O vencedor da primeira fase passa diretamente à final, enquanto o segundo colocado entra apenas na semifinal.

A emoção da SSL Finals será transmitida ao vivo pelo site: starsailors.com, incluindo-se as participações de comentaristas especializados e convidados especiais no estúdio. Na água, câmeras de alta tecnologia e o sofisticado sistema "Virtual Eye 3D Graphics", alternarão imagens reais da Baia de Montagu com a telemetria das regatas, apontando distância, velocidade e classificação dos barcos em tempo real.

Os brasileiros na SSL Finals

Robert Scheidt / Henry Boening

Torben Grael / Guilherme de Almeida

Lars Grael / Samuel Gonçalves

Freddy Loof (SWE) – Bruno Prada

Hubert Merkelbach (GER) – Arthur Lopes

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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