Sobre as Águas

Copa Yacht Club Paulista leva 58 barcos à represa em São Paulo
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Antonio Alonso

Largada da classe Snipe na Guarapiranga (Luhan Grolla / YCP)

Largada da classe Snipe na Guarapiranga (Luhan Grolla / YCP)

Os ventos rondados, e variados também de intensidade, tornaram-se um desafio a mais para os 58 barcos de 11 classes, da maioria dos clubes do em torno da Represa Guarapiranga, na sétima etapa da Copa YCP (Yacht Club Paulista) em 17 e 18 de setembro. A próxima e penúltima etapa da temporada está prevista para 22 e 23 de outubro.

O diretor da Comissão de Regatas (CR), Dionysio Sulzbeck, teve de se valer de sua experiência para organizar as quatro regatas válidas pela etapa, em cada classe, exceto Optimist, com duas provas. Entre os vencedores, destaque para os que obtiveram três vitórias como, YCP Sailing Team Pajero (HPE 25); Leonardo Prioli e Gabriel Chorociejus, também do YCP (Snipe) e Ricardo Santos, do YCSA (Finn).

Líder da Copa YCP na classe HPE 25, a tripulação do Pajero leva vantagem no entrosamento. ''Estamos juntos desde o início do ano, o que faz a diferença, mas apesar dos números superiores, as regatas têm sido muito equilibradas'', analisa o timoneiro André Fonseca, o Bochecha. Para o tático Juninho de Jesus, natural de Ilhabela, a ''leitura'' da raia exige experiência. ''Na ilha, geralmente largamos no leste (vento) e vamos embora. Aqui é diferente, muitas rondadas e o nosso entrosamento é essencial''.

Vencedor na Snipe, Prioli vê a Copa YCP como nova oportunidade para a vela paulistana. ''A principal missão da Copa tem sido o resgate da vela na represa. Está somando quantidade e qualidade. Corríamos com meia dúzia de barcos de Snipe na raia e hoje são mais de 20″, comemora Prioli, que aproveita a presença do amigo Ricardo Valério, o Chafa, da Finn, para acirrar saudável rivalidade entre as classes. ''É pena que tem alguns barcos muito lentos na raia, que acabam atrasando a regata, alfineta Prioli''.

Chafa ouve o companheiro de clube durante o brunch que antecede a competição e apresenta sua versão. ''Ainda bem que agora as largadas são separadas, assim eles (velejadores da Snipe) não atrapalham a regata''. Confraternização à parte, Chafa atesta a importância da Copa YCP. ''É fundamental a união das classes em um único evento. Os principiantes ainda têm a oportunidade de velejar ao lado de André Fonseca, Felipe Furquim, Eduardo Souza Ramos e outros ídolos. É como se um garoto do futebol batesse uma bola com o Neymar'', compara Chafa, medalha de bronze na Finn.

Vencedores das classes mais numerosas na 7ª Etapa da Copa YCP

Finn – Ricardo Santos (YCSA)
Day Sailer – Arno Buchli Jr. (ASBAC)
HPE 25 – YCP Sailing Team Pajero
Laser Radial – João Hackerott (YCP)
Laser Standart – Ricardo Scheible
Snipe – Leonardo Prioli e Gabriel Chorociejus (YCP)


Caiçara vence C30 em Ilhabela e se aproxima do título de 2016
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Antonio Alonso

Caiçara na frente em Ilhabela (Marcos Méndez/SailStation)

Caiçara na frente em Ilhabela (Marcos Méndez/SailStation)

Apesar do tradicional equilíbrio na classe C30, a mais acirrada do Campeonato Paulista de vela oceânica (Copa Suzuki), a tripulação do Caiçara foi absoluta nas águas de Ilhabela nos dois finais de semana reservados à terceira e penúltima etapa da temporada. O barco do comandante Marcos de Oliveira Cesar venceu sete das nove regatas, além de um segundo e um terceiro lugares, esse, adotado como descarte, e ficou mais próximo do título da temporada.

O Caiçara encerrou a etapa com apenas nove pontos perdidos, contra 20 do Kaikias e 24 do +Realizado. ''Finalmente acertamos a regulagem da vela que começamos a utilizar nas últimas regatas. Adquirimos boa vantagem no campeonato, mas na quarta etapa vamos continuar velejando para ganhar'', assegura Marcos Cesar. A etapa decisiva de 2016 está prevista para 26 e 27 de novembro; 3 e 4 de dezembro com sede no Yacht Club de Ilhabela.

Diante do equilíbrio, principal característica da classe C30, o desempenho do Caiçara surpreendeu os adversários. ''As regatas foram muito brigadas. Estava quase saindo lasca dos cascos das embarcações, mas eles (Caiçara) velejaram muito bem. Parece que ligaram o motor'', compara o trimmer (regulador de velas) do +Realizado, Ricardo Apud. As duas regatas deste domingo (18) foram disputadas com vento leste entre 8 e 12 nós.

''Vai ser difícil tirar o título do Caiçara. O campeonato vinha bastante embolado e de repente eles dispararam. Mérito da tripulação deles'', elogia o comandante do Caballo Loco, Mauro Dottori. ''Também é gratificante ver a evolução do Kaikias. Estão pegando a mão do barco e melhorando a cada regata. É muito bom para a classe''. O Caiçara é o atual campeão paulista da C30 e em julho conquistou a medalha de bronze da classe na Semana de Vela de Ilhabela.

Classificação parcial da terceira etapa após nove regatas (um descarte)

1. Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar): 1+1+(3)+ 1+1+1+2+2+1 = 9 pontos perdidos
2. Kaikias (Felipe Echenique): (4)+2+2+3+3+3+3+2+2 = 20 pp
3. +Realizado (José Luiz Apud): 2+3+1+4+2+(5)+4+4+4 = 24 pp
4. Caballo Loco (Mauro Dottori): 3+4+4+(5)+4+2+1+3+3 = 24 pp
5. Barracuda (Humberto Diniz): (5)+5+5+2+5+4+5+5+5 = 36 pp


No Paraná, Vela e publicidade se unem para incentivar o esporte
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Antonio Alonso

Imagens desta sexta-feria, primeiro dia de competições no Brasileiro de Lightning

Imagens desta sexta-feria, primeiro dia de competições no Brasileiro de Lightning

lightiniing 1 lightiniing 3Com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de novos atletas, o agência apoia o projeto social da região e patrocina o Campeonato Brasileiro de Lightning 2016, em Guaratuba .

Para incentivar a evolução de atletas e da vela esportiva no litoral paranaense, a agência paranaense Help Comunicação está envolvida no projeto social ENAMAR – Escola de Naútica e Marinharia de Guaratuba (PR) e também incentivando o desenvolvimento de competições na região, como a realização do Campeonato Brasileiro da Classe Lightning, que acontece de 16 a 18 de setembro, no Iate Clube de Guaratuba, litoral paranaense. O objetivo é, por meio da expertise da agência na área de marketing, aumentar a visibilidade para o projeto social que ensina vela, canoagem e habilidades marinheiras para crianças de escolas da cidade e da APAE.

O interesse da agência pela modalidade tem origem em uma antiga paixão pela vela. Um dos sócios da Help, o publicitário Luís Mendes, é velejador de carteirinha há cerca de 25 anos, administrou a Escola de Vela da Federação de Vela de São Paulo e há anos é colaborador da Enamar. “A Help já é apoiadora da ENAMAR há sete anos e agora estamos atuando mais fortemente no desenvolvimento de jovens velejadores, proporcionando acesso a um esporte erroneamente considerado elitizado. Com projetos sociais podemos desenvolver crianças e jovens na arte da marinharia, da vela e da canoagem. Acreditamos que o mar pode nos trazer homens e mulheres de bem e, quem sabe, futuros atletas olímpicos”, conta o empresário velejador.

A Help desenvolveu a identidade visual do Campeonato Brasileiro de Lightning, que reúne 14 barcos a partir desta sexta-feira, dia 16, na Baía de Guaratuba. Entre os veleiros participantes está um barco tripulado por voluntários e alunos da ENAMAR.

Sobre a ENAMAR: https://www.facebook.com/Enamar-Escola-de-N%C3%A1utica-e-Marinharia-de-Guaratuba-505605852871444/?fref=ts

Sobre o Campeonato Brasileiro de Lightning: https://lightningparana.com/bra-2016/


Caiçara domina regatas da classe C30 em Ilhabela
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Antonio Alonso

Classe C30 em popa no Canal de São Sebastião (Aline Bassi / Balaio)

Classe C30 em popa no Canal de São Sebastião (Aline Bassi / Balaio)

 

O barco Caiçara obteve rara superioridade diante de seus adversários na sempre equilibrada classe C30, a mais acirrada do Campeonato Paulista de Oceano. Abriu a terceira e penúltima etapa da temporada com hegemonia absoluta ao conquistar cinco vitórias nas seis primeiras regatas em 10 e 11 de setembro. O desafio da tripulação comandada por Marcos de Oliveira Cesar será confirmar o favoritismo adquirido, nas provas decisivas deste fim de semana (17 e 18) no Yacht Club de Ilhabela (YCI). O +Realizado venceu uma regata.

''As condições de vento e de mar nos ajudaram bastante e ainda pudemos perceber que as trocas de dois tripulantes devido às circunstâncias foram bem sucedidas. O Caiçara anda bem no vento mais forte e soubemos aproveitar as rajadas de leste acima de 15 nós'', justifica o comandante Marcos Cesar. ''Também foi acertada a substituição de uma das velas por outra que não estávamos acostumados a usar. Um conjunto de fatores nos favoreceu, mas sabemos que será difícil repetir no próximo fim de semana outra série de vitórias em uma classe tão competitiva, com adversários de nível elevado e semelhante.

Caiçara lidera a etapa com cinco pontos perdidos, seguido por +Realizado (José Luiz Apud) com 12 pontos e Kaikias (Felipe Echenique) com 13 pontos. ''Foram regatas intensas, muito disputadas. Chegamos a ter cinco barcos separados por uma diferença inferior a dez segundos, o que mostra o nível da classe C30. Pode parecer clichê, mas diante desse equilíbrio, a vitória torna-se questão de detalhes'', avalia Ricardo Apud, trimmer (regulador) da vela balão do +Realizado.

O Caballo Loco (Mauro Dottori) chegou a Ilhabela como líder do Campeonato Paulista e ocupa o quarto lugar na etapa com 17 pontos, à frente do Barracuda (Humberto Diniz) com 21 pontos. A previsão para o fim de semana decisivo é de rajadas de leste com 15 nós (cerca de 28 km/h) novamente no sábado e vento mais rondado de sudoeste a sueste com oito ou nove nós durante o domingo. São esperados 30 barcos incluindo-se as classes RGS e HPE 25.

Classificação parcial da terceira etapa após seis regatas (um descarte)

1. Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar): 1+1+(3)+ 1+1+1 = 5 pp
2. +Realizado (José Luiz Apud): 2+3+1+4+2+(5) = 12 pp
3. Kaikias (Felipe Echenique): (4)+2+2+3+3+3 = 13 pp
4. Caballo Loco (Mauro Dottori): 3+4+4+(5)+4+2 = 17 pp
5. Barracuda (Humberto Diniz): (5)+5+5+2+5+4 = 21 pp


Copa YCP traz “Zap Tática” como novidade na Guarapiranga
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Antonio Alonso

Largada de Laser na Guarapiranga (Luhan Grolla / YCP)

Largada de Laser na Guarapiranga (Luhan Grolla / YCP)

Disputada desde janeiro, a Copa YCP – Yacht Club Paulista – tem movimentado intensamente a Represa Guarapiranga além de fortalecer a vela paulista, com 18 classes em disputa, reunindo ao longo da temporada 370 velejadores de 160 embarcações. A sétima etapa reserva para este fim de semana (17 e 18/9), novidades como o grupo de discussões Zap Tática, concurso de memes e sorteio de polimentos de cascos. Confira o aviso de regatas: http://CopaYCP.ar.RaceFinder.net

A introdução do Zap Tática é considerada pelo diretor de Vela do YCP, Beto Hackerott, como um importante instrumento para a formação e desenvolvimento de novos velejadores. ''Basta embarcar com o fone móvel em uma capa protetora e depois das regatas discutir a tática com os amigos e adversários. O objetivo é promover o entendimento das estratégias e, consequentemente, facilitar a transição dos atletas das regatas festivas para a vela competitiva, por meio de constante troca de experiência'', afirma Hackerott.

Os velejadores ainda contarão com o ''Sail Break'', surpresa a ser revelada nos intervalos entre primeira e segunda regatas de cada dia. Estão previstas duas ou três largadas por dia dependendo da condição meteorológica, que indica vento sudoeste de fraca a média intensidade no sábado e direção mais rondada, de noroeste a sueste no domingo com rajadas de até dez nós. Confira a principal novidade da etapa, o aplicativo i-sail: https://goo.gl/3sQnuv

Na água, entre as disputas mais equilibradas estão as classes Laser e Snipe, que têm levado assiduamente cerca de 30 barcos à raia, além da HPE 25, com liderança do YCP Sailing Team Pajero, do velejador olímpico André Fonseca, o Bochecha, com três Regatas Volta ao Mundo no currículo. No clube, a Luiz Náutica vai sortear dois polimentos de casco, enquanto seguem as palestras e ações promovidas pela North Sails, assim como o tradicional brunch especial do velejador oferecido pela Sabores Saudáveis, com a chef Keli Bettiol.

Programação da 7ª Etapa da Copa YCP

Sábado (17/9)
11h00 – Premiação da 6ª Etapa, com apresentação de fotos e vídeos das regatas
11h30 – Brunch incluso na inscrição
13h00 – Copinha de Optimists e 2.4mR (Raia 2)
14:00 – Regatas do dia para demais classes (Raia 2)

Domingo (18/9) 
10h00 – Clínica North Sails no Hangar 2 do YCP
11h30 – Copinha de Optimists e 2.4mR (Raia 2)
13h00 – Regatas do dia para demais classes (Raia 2)

Líderes das classes mais numerosas após seis etapas da Copa YCP

Finn – Ricardo Valério (YCP)
Day Sailer – Arno Buchli Jr. (ASBAC)
HPE 25 – YCP Sailing Team Pajero
Laser Radial – André Frimm (CCSP)
Laser Standart – Eduardo Guimarães (YCP)
Lightning – José Hackerott (YCSA)
Snipe – Renê Hormazabal e Anderson Brandão (GVI)
Star – Fábio Bodra e Henrique Cabette (YCSA)


Classe C30 retorna com força total a Ilhabela
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Antonio Alonso

Duelo entre Caballo Loco e Caiçara (Marcos Méndez/SailStation)

Duelo entre Caballo Loco e Caiçara (Marcos Méndez/SailStation)

A classe C30, a mais equilibrada entre as inscritas no Circuito Paulista de Oceano, retorna às raias de Ilhabela neste fim de semana (10 e 11/9) para a abertura da terceira etapa da chamada Copa Suzuki. As tripulações não se encontram há dois meses, desde a Semana de Vela de Ilhabela, e vivem expectativa intensa para mais um episódio da saudável rivalidade que se transforma em desafio. Apenas um ponto separa os três primeiros colocados. O líder Caballo Loco (Mauro Dottori) e o vice +Realizado (José Luiz Apud) somam 20 pontos perdidos com três vitórias cada em nove regatas.

Dois segundos lugares favorecem o Caballo Loco nos critérios de desempate. O terceiro colocado, Caiçara (Marcos Cesar), vem logo em seguida com 21 pontos. O período afastado das competições cria ansiedade nos velejadores que não veem a hora de retornar a bordo. Mauro Dottori batizou o valente Caballo Loco inspirado no rótulo de tradicional vinho chileno e revela sua vontade de retomar às acirradas disputas na classe C30. ''A vela é como uma boa cachaça, sempre dá vontade de um pouco mais. E a abstinência, é claro, acaba provocando o desejo da próxima dose. Velejar é o nosso vício. Difícil ficarmos tanto tempo longe das regatas''.

O líder estará desfalcado de seu timoneiro titular, Tommy Sumner, em disputa do Campeonato Brasileiro de Lightning. Dodão, trimmer (regulador da vela grande), assume também o leme. ''Independentemente de quem esteja a bordo, o que vale é a afinidade da tripulação'', afirma o comandante do barco líder, Dottori. A preservação da harmonia é compartilhada pelo trimmer do +Realizado, Ricardo Apud. ''Adoramos dividir a raia com os amigos e rivais. Na classe C30 a competição fica restrita às regatas. No clube é sempre aquela discussão saudável sobre o que aconteceu na água e quem ganha sempre tira uma onda de quem perde. A diversão é o que vale''.

O vice-líder +Realizado contará com o retorno de seu proeiro Pedro Soares, o Pedrinho, impossibilitado de correr as últimas regatas. O terceiro colocado Caiçara vem no embalo da medalha de bronze na Semana de Vela de Ilhabela, que teve o Katana, de Florianópolis, como vencedor. A previsão para o fim de semana é de vento leste entre 8 e 12 nós (15 a 22km/h) e temperatura em torno de 20°C no início da tarde. A Comissão de Regatas deve organizar quatro ou cinco largadas nos dois dias. Além da disputada C30, o Yacht Club de Ilhabela (YCI) recebe as classes: RGS, IRC, ORC, Bico de Proa, HPE 25 e HPE 30.

Classificação após duas etapas e nove regatas (um descarte)

1. Caballo Loco (Mauro Dottori) – 5, 4, 1, 2, (6-DNF), 1, 4, 1, 2 = 20 pp
2. +Realizado (José Luiz Apud) – 1, 3, 4, 1, 3, (5), 1, 4, 3 = 20 pp

3. Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar) – 4, (5), 2, 3, 1, 4, 3, 3, 1 = 21 pp
4. Kaikias (Felipe Echenique) – 3, 1, 3, 4, 4, 2, 2, (5), 4 = 23 pp
5. Barracuda (Humberto Diniz) – 2, 2, (5), 5, 2, 3, 5, 2, 5 = 26 pp


100 dias para a Vendée Globe
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Antonio Alonso

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A tradicional Vendée Globe, regata de volta ao mundo em solitário, está na contagem regressiva de 100 dias. Os velejadores a bordo dos IMOCA 60 partem da cidade francesa de Les Sables d'Olonne, que fica no Atlântico Norte, no dia 6 de novembro para a aventura, que deve durar meses.

Até agora são 28 barcos na linha de largada de 10 países diferentes: França (19), Espanha (1), Hungria (1), Estados Unidos (1), Inglaterra (1), Suíça (1), Holanda (1), Japão (1), Nova Zelândia (1) e Irlanda (1).

Nomes como Vincent Riou (PRB, vencedor em 2004/2005), Jean-Pierre Dick (StMichel-Virbac), Bertrand de Broc (MACSF) e Alex Thomson (Hugo Boss) devem largar em novembro.

A Vendée Globe é uma das mais famosas e difíceis regatas do mundo em solitário. Os barcos partem para o desafio sem escalas e sem assistência. O IMOCA precisam passar por três gates para concluir o percurso: Cabo Horn, Cabo da Boa Esperança e Cabo Leeuwin. O recorde da regata é do francês François Gabart, que venceu em 78 dias.

Foto: Jean Marie Liot


Os números da Copa del Rey
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Antonio Alonso

Copadelrey

Desde a sua primeira edição em 1982, a Copa del Rey MAPFRE segue ininterrupta no verão espanhol. São 34 edições consecutivas que premiaram 114 campeões em diferentes classes. A 35ª começa oficialmente na sexta-feira no Real Club Náutico de Palma e vai até o sábado envolvendo mais de 120 equipes de oito categorias. Serão quatro barcos na Maxi 72, dez na GC32, 12 na IRC 1, 38 na ORC 1, 27 na ORC 2, 12 na Swan 45, oito na X35 e 16 na J80. Pela primeira vez, a flotilha será dividia em quatro raias. Em terra, a Copa del Rey conta com várias atrações como música, gastronomia, entretenimento e atividades para os fãs da vela.

Veja os números

400 tripulantes

350 jornalistas credenciados

205 staff

156 km² de área de regatas

127 barcos participantes

95 membros de organização na água

40 barcos de organização

19 nacionalidades representadas

8 classes participantes

6 dias de regata

4 raias de regatas

Foto: @Maria Muina


Parada de três edições da Volvo Ocean Race sedia a vela na Rio 2016
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Antonio Alonso

Foto: Buda Mendes / Volvo Ocean Race

Foto: Buda Mendes / Volvo Ocean Race

A partir de 8 de agosto, três dias depois da abertura oficial da Olimpíada, a Marina da Glória sediará as primeiras regatas dos Jogos Rio 2016, com um pano de fundo pra lá de especial. As águas da Baía de Guanabara, Cristo Redentor, Pão de Açúcar e a Ponte Rio-Niterói são cartões-postais do Rio de Janeiro e fazem parte área de regata. Serão 380 atletas na disputa da vela olímpica, divididos em dez classes – cinco masculinas, quatro femininas e uma mista. Outros 80 atletas, de 22 países, competirão na vela paralímpica entre 12 e 17 de setembro. O tradicional local para eventos da modalidade já sediou três paradas brasileiras da Volvo Ocean Race nas edições de 2001-02, 2005-06 e 2008-09.

''As três paradas da Volvo Ocean Race na Marina da Glória marcaram o início de uma nova era na vela oceânica brasileira. O País já possuía uma forte tradição na modalidade, mas em barcos olímpicos e pequenos. Não tinha uma posição sólida na vela oceânica. O local teve de passar por diversas adaptações físicas para receber um evento desta magnitude, como dragagem, compras de guindastes de grande porte, sem contar que serviu de palco para os acabamentos finais no Brasil 1″, disse o medalhista olímpico em Seul 1988 e coordenador da Marina da Glória na Rio 2016, Nelson Falcão.

A história começou em 2002, quando a Marina da Glória, no Rio de Janeiro, recebeu os barcos vindos de Auckland, na Nova Zelândia. O vencedor da perna e também do campeonato foi o barco alemão Illbruck Challenge, comandando pelo medalhista olímpico norte-americano John Paul Kostecki.

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Em 2006, o local recebeu seu maior público na regata na Marina da Glória, com 70 mil pessoas. A explicação para o sucesso era o barco da casa, o Brasil 1, comandado por Torben Grael, que terminou a etapa de Wellington (Nova Zelândia) até o Rio de Janeiro em quarto lugar, depois de um percurso de 6.700 milhas náuticas. Foi o primeiro e único veleiro nacional na história do evento de volta ao mundo. ''Esse público que nos acompanhou nos barcos e em terra, é algo que eu nunca tinha visto numa regata aqui no Rio de Janeiro'', contou Torben Grael, em entrevista após a chegada do Brasil 1 na Marina da Glória em 2006. Hoje, ele é coordenador técnico da equipe brasileira de vela. Os dois filhos do bicampeão olímpico também estarão na Rio 2016: Martina Grael (49erFx) e Marco Grael (49er).

Nelson Falcão também recordou a parada de 2006 com o Brasil 1 e principalmente sua partida para o porto seguinte. ''Batemos recorde de embarcações na Baía de Guanabara, segundo a Capitania dos Portos. Nunca antes houve uma festa de tamanha beleza''.

Em março de 2009, a Marina da Glória foi parada dos barcos vindos da China, mais precisamente de Qingdao (curiosamente também foi palco das regatas olímpicas de Pequim 2008). O vencedor do percurso de 12.000 milhas náuticas foi o sueco Ericsson 3, seguido pelo compatriota Ericsson 4, que tinha o brasileiro Torben Grael como comandante. ''A Marina recebeu depois da mais longa perna da regata. Tive a honra e o prazer de dar a chegada ao vencedor Ericsson 3, comandado pelo Magnus Olsson, que viria a falecer anos depois e fez um verdadeiro carnaval no Rio depois de 40 dias no mar'', disse Murillo Novaes, especialista em vela e locutor oficial da etapa brasileira na época.

Depois de três edições consecutivas, a sede da América do Sul passou do Rio de Janeiro para Itajaí, em Santa Catarina, que recebeu a parada em 2012 e 2015. Itajaí também estará na Volvo Ocean Race 2017-18, a mais longa da história do evento de volta ao mundo, com aproximadamente 45.000 milhas náuticas, cruzando quatro oceanos, cinco continentes visitados e 11 grandes cidades.

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Copa del Rey leva mais de 120 barcos à Palma
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Antonio Alonso

fotovela

Tradicional evento náutico da Europa e que conta sempre com a presença dos integrantes da família real da Espanha – o nome já diz tudo, a Copa del Rey MAPFRE chega à sua 35ª edição, com mais de 120 barcos de 20 países diferentes, entre os dias 1º a 6 de agosto. Mesmo sem olímpicos, pois as regatas serão na véspera dos jogos Rio 2016, a competição de vela oceânica no Real Club Náutico de Palma é uma das mais esperadas do calendário, dividindo atletas em oito classes, incluindo ORC e IRC, que também fazem parte da Semana de Vela de Ilhabela, regata similar à espanhola no Brasil.

As categorias serão: ORC 1, ORC 2, IRC 1, X-35, J80, Maxi 72, Swan 45 e GC32, sendo a última com 11 catamarãs voadores.

Foto: ©María Muiña