Sobre as Águas

100 dias para a Vendée Globe
Comentários Comente

Antonio Alonso

1

A tradicional Vendée Globe, regata de volta ao mundo em solitário, está na contagem regressiva de 100 dias. Os velejadores a bordo dos IMOCA 60 partem da cidade francesa de Les Sables d'Olonne, que fica no Atlântico Norte, no dia 6 de novembro para a aventura, que deve durar meses.

Até agora são 28 barcos na linha de largada de 10 países diferentes: França (19), Espanha (1), Hungria (1), Estados Unidos (1), Inglaterra (1), Suíça (1), Holanda (1), Japão (1), Nova Zelândia (1) e Irlanda (1).

Nomes como Vincent Riou (PRB, vencedor em 2004/2005), Jean-Pierre Dick (StMichel-Virbac), Bertrand de Broc (MACSF) e Alex Thomson (Hugo Boss) devem largar em novembro.

A Vendée Globe é uma das mais famosas e difíceis regatas do mundo em solitário. Os barcos partem para o desafio sem escalas e sem assistência. O IMOCA precisam passar por três gates para concluir o percurso: Cabo Horn, Cabo da Boa Esperança e Cabo Leeuwin. O recorde da regata é do francês François Gabart, que venceu em 78 dias.

Foto: Jean Marie Liot


Os números da Copa del Rey
Comentários Comente

Antonio Alonso

Copadelrey

Desde a sua primeira edição em 1982, a Copa del Rey MAPFRE segue ininterrupta no verão espanhol. São 34 edições consecutivas que premiaram 114 campeões em diferentes classes. A 35ª começa oficialmente na sexta-feira no Real Club Náutico de Palma e vai até o sábado envolvendo mais de 120 equipes de oito categorias. Serão quatro barcos na Maxi 72, dez na GC32, 12 na IRC 1, 38 na ORC 1, 27 na ORC 2, 12 na Swan 45, oito na X35 e 16 na J80. Pela primeira vez, a flotilha será dividia em quatro raias. Em terra, a Copa del Rey conta com várias atrações como música, gastronomia, entretenimento e atividades para os fãs da vela.

Veja os números

400 tripulantes

350 jornalistas credenciados

205 staff

156 km² de área de regatas

127 barcos participantes

95 membros de organização na água

40 barcos de organização

19 nacionalidades representadas

8 classes participantes

6 dias de regata

4 raias de regatas

Foto: @Maria Muina


Parada de três edições da Volvo Ocean Race sedia a vela na Rio 2016
Comentários Comente

Antonio Alonso

Foto: Buda Mendes / Volvo Ocean Race

Foto: Buda Mendes / Volvo Ocean Race

A partir de 8 de agosto, três dias depois da abertura oficial da Olimpíada, a Marina da Glória sediará as primeiras regatas dos Jogos Rio 2016, com um pano de fundo pra lá de especial. As águas da Baía de Guanabara, Cristo Redentor, Pão de Açúcar e a Ponte Rio-Niterói são cartões-postais do Rio de Janeiro e fazem parte área de regata. Serão 380 atletas na disputa da vela olímpica, divididos em dez classes – cinco masculinas, quatro femininas e uma mista. Outros 80 atletas, de 22 países, competirão na vela paralímpica entre 12 e 17 de setembro. O tradicional local para eventos da modalidade já sediou três paradas brasileiras da Volvo Ocean Race nas edições de 2001-02, 2005-06 e 2008-09.

“As três paradas da Volvo Ocean Race na Marina da Glória marcaram o início de uma nova era na vela oceânica brasileira. O País já possuía uma forte tradição na modalidade, mas em barcos olímpicos e pequenos. Não tinha uma posição sólida na vela oceânica. O local teve de passar por diversas adaptações físicas para receber um evento desta magnitude, como dragagem, compras de guindastes de grande porte, sem contar que serviu de palco para os acabamentos finais no Brasil 1″, disse o medalhista olímpico em Seul 1988 e coordenador da Marina da Glória na Rio 2016, Nelson Falcão.

A história começou em 2002, quando a Marina da Glória, no Rio de Janeiro, recebeu os barcos vindos de Auckland, na Nova Zelândia. O vencedor da perna e também do campeonato foi o barco alemão Illbruck Challenge, comandando pelo medalhista olímpico norte-americano John Paul Kostecki.

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Em 2006, o local recebeu seu maior público na regata na Marina da Glória, com 70 mil pessoas. A explicação para o sucesso era o barco da casa, o Brasil 1, comandado por Torben Grael, que terminou a etapa de Wellington (Nova Zelândia) até o Rio de Janeiro em quarto lugar, depois de um percurso de 6.700 milhas náuticas. Foi o primeiro e único veleiro nacional na história do evento de volta ao mundo. ''Esse público que nos acompanhou nos barcos e em terra, é algo que eu nunca tinha visto numa regata aqui no Rio de Janeiro'', contou Torben Grael, em entrevista após a chegada do Brasil 1 na Marina da Glória em 2006. Hoje, ele é coordenador técnico da equipe brasileira de vela. Os dois filhos do bicampeão olímpico também estarão na Rio 2016: Martina Grael (49erFx) e Marco Grael (49er).

Nelson Falcão também recordou a parada de 2006 com o Brasil 1 e principalmente sua partida para o porto seguinte. “Batemos recorde de embarcações na Baía de Guanabara, segundo a Capitania dos Portos. Nunca antes houve uma festa de tamanha beleza''.

Em março de 2009, a Marina da Glória foi parada dos barcos vindos da China, mais precisamente de Qingdao (curiosamente também foi palco das regatas olímpicas de Pequim 2008). O vencedor do percurso de 12.000 milhas náuticas foi o sueco Ericsson 3, seguido pelo compatriota Ericsson 4, que tinha o brasileiro Torben Grael como comandante. ''A Marina recebeu depois da mais longa perna da regata. Tive a honra e o prazer de dar a chegada ao vencedor Ericsson 3, comandado pelo Magnus Olsson, que viria a falecer anos depois e fez um verdadeiro carnaval no Rio depois de 40 dias no mar'', disse Murillo Novaes, especialista em vela e locutor oficial da etapa brasileira na época.

Depois de três edições consecutivas, a sede da América do Sul passou do Rio de Janeiro para Itajaí, em Santa Catarina, que recebeu a parada em 2012 e 2015. Itajaí também estará na Volvo Ocean Race 2017-18, a mais longa da história do evento de volta ao mundo, com aproximadamente 45.000 milhas náuticas, cruzando quatro oceanos, cinco continentes visitados e 11 grandes cidades.

volvo3


Copa del Rey leva mais de 120 barcos à Palma
Comentários Comente

Antonio Alonso

fotovela

Tradicional evento náutico da Europa e que conta sempre com a presença dos integrantes da família real da Espanha – o nome já diz tudo, a Copa del Rey MAPFRE chega à sua 35ª edição, com mais de 120 barcos de 20 países diferentes, entre os dias 1º a 6 de agosto. Mesmo sem olímpicos, pois as regatas serão na véspera dos jogos Rio 2016, a competição de vela oceânica no Real Club Náutico de Palma é uma das mais esperadas do calendário, dividindo atletas em oito classes, incluindo ORC e IRC, que também fazem parte da Semana de Vela de Ilhabela, regata similar à espanhola no Brasil.

As categorias serão: ORC 1, ORC 2, IRC 1, X-35, J80, Maxi 72, Swan 45 e GC32, sendo a última com 11 catamarãs voadores.

Foto: ©María Muiña


Semana de Vela de Ilhabela já tem data marcada para 2017
Comentários Comente

Antonio Alonso

Cisne Branco no desfile de barcos - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Cisne Branco no desfile de barcos – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

A maior competição de vela oceânica da América Latina já está programada para voltar ao litoral norte paulista entre 7 e 15 de julho de 2017, após o sucesso deste ano. A 43ª edição da Semana de Vela de Ilhabela marcou o ano olímpico com a participação de atletas que defenderão o Brasil nos Jogos do Rio, elevando ainda mais o nível técnico do evento. Na disputa, 136 barcos de 13 classes diferentes, entre eles equipes do Uruguai, Argentina e Chile.

“Mais uma vez, a Semana de Vela de Ilhabela apresentou um nível técnico internacional, e nesta temporada foi ainda mais forte, com velejadores, treinadores, juízes e staff com lugar garantido na Rio 2016. Para o ano que vem esperamos repetir o sucesso, corrigir erros pontuais e continuar honrando a história do evento, que sem dúvida é o melhor da América Latina'', disse Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela, que organizou e sediou a competição.

A 43ª Semana de Vela de Ilhabela testou os velejadores com uma série de disputas especiais entre as mais de 100 regatas realizadas, colocando em prática a habilidade, o investimento e o entrosamento das tripulações. A competição foi aberta no domingo (3), com três regatas de percurso – a tradicional Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, a Toque toque por Boreste e a Renato Frankenthal. Ao longo da semana, os HPE30 se enfrentaram no Grand Prix dos 30 Pés, enquanto o Torneio por Equipes movimentou as classes ORC, IRC e RGS. O evento também definiu os campeonatos brasileiros de C30 e IRC e o Sul-Americano de ORC, reafirmando sua importância em nível internacional.

“A Semana de Vela é única por proporcionar uma infinidade de situações com diversos tipos de percurso, condições de vento, corrente e dar chance para os amadores medirem esforços com profissionais e olímpicos'', avaliou o organizador do evento, Cuca Sodré.

Excelência olímpica

Como acontece em todas as edições, a 43ª Semana de Vela de Ilhabela contou com a participação de atletas olímpicos. Neste ano, a competição ainda representou uma bem-vinda “folga'' na preparação de alguns velejadores, a um mês dos Jogos do Rio 2016. Samuel Albretch, representante brasileiro na classe Nacra com Fernanda Oliveira, integrou a equipe do Crioula, quinto lugar na ORC geral. Jorge Zarif, esperança de medalha na Finn, mostrou que está afiado e, formando dupla com Arthur Lopes, conquistou o título do evento na classe Star com vitória em todas as regatas.

Na HPE30, a experiência de André “Bochecha'' Fonseca na disputa de três olimpíadas ajudou a levar o Phoenix ao título, com vitória em 10 das 11 regatas disputadas. Já Nelson Ilha, em sua sexta participação nos Jogos como juiz, viveu o outro lado da competição em Ilhabela. O experiente velejador comandou o barco Felciuno, quarto colocado na ORC geral.

A parte técnica também mostrou excelência em nível olímpico, com a atuação de Cláudio Buckup na logística do evento. Como Nelson Ilha, Buckup representará o País no quadro de árbitros da vela dos Jogos do Rio. Em sua primeira participação, será gerente de prova, responsável por montar os percursos e dar a partida e chegada das regatas.

Baleias, desfile de barcos e atrações culturais

Durante todo o evento, os velejadores ainda foram brindados com a companhia de baleias e golfinhos perto de Ilhabela. A época é de migração, tornando mais fácil avistar os animais na região, mesmo assim a quantidade e proximidade deles encantou quem participava da competição. Na abertura, domingo (3), as jubartes deram um show de acrobacias aos competidores da Regata Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil. Já o último dia de disputas foi marcado pela presença de baleias de Bryde e golfinhos nadando na área dos barcos.

Para quem ficou em terra, a Semana de Vela de Ilhabela também teve uma série de atrações, começando com o show dos Paralamas do Sucesso e terminando com o Legião Urbana Cover, além de peças teatrais e palestras. O Desfile de Barcos, no sábado (9) de manhã, atraiu para o píer da vila centenas de apaixonados por vela, para ver a passagem do histórico navio Cisne Branco da Marinha, puxando a fila dos veleiros no encerramento da competição.

Campeões da 43ª edição

Bico de Proa – Bacanas III (Christian Lundgren)
Clássicos – Áries III (Alex Calabria)
HPE25 – Ginga (Breno Chvaicer)
HPE30 – Phoenix (André Fonseca)
C30 – Katana (César Gomes Neto)
J70 – Cloud Nine (Phil Heagler)
Star – Al Hamed (Jorge Zarif)
IRC A – Rudá (Guilherme Hernandez)
IRC B – Asbar IV (Jonas de Barro Penteado)
IRC Geral – Rudá (Guilherme Hernandes)
ORC A – Miragem (Paulo Roberto Freire)
ORC B – Maestrale Logsub/Mapma (Adalberto Casaes)
ORC Geral – Miragem (Paulo Roberto Freire)
RGS A – Kalymera V (Antônio Paes Leme)
RGS B – Asbar 2 (Sérgio Klepacz)
RGS C – Rainha Empresta Capital (Leonardo Jacobi Pacheco)
RGS Silver – BL3 (Clauberto Andrade)
RGS Geral – Asbar II (Sérgio Klepacz)
Grand Prix dos HPE30 – Phoenix (André Fonseca)
Torneio por Equipes – São Paulo (Rudá / Asbar 2 / Mussulo III)
Brasileiro de C30 – Zeus Team (Inácio Vandresen)
Brasileiro de IRC – Asbar IV (Jonas de Barro Penteado)
Sul-Americano de ORC – Cristabella (Martin Meerhoff)

Tripulação do Miragem faz a festa na premiação - FOTO | Aline Bassi/Fotop

Tripulação do Miragem faz a festa na premiação – FOTO | Aline Bassi/Fotop


Cristabella, campeão sul-americano de ORC - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Cristabella, campeão sul-americano de ORC – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop


Rudá, primeiro na IRC Geral - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Rudá, primeiro na IRC Geral – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop


Jorge Zarif na Star - FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Jorge Zarif na Star – FOTO | Fred Hoffmann/Fotop


Phoenix, melhor da Semana na HPE30 - FOTO | Fernando Mucci/Fotop

Phoenix, melhor da Semana na HPE30 – FOTO | Fernando Mucci/Fotop


Ginga, bicampeão da Semana na HPE25 - FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Ginga, bicampeão da Semana na HPE25 – FOTO | Fred Hoffmann/Fotop


Zeus, campeão brasileiro de C30 - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Zeus, campeão brasileiro de C30 – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop


Mussulo III - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Mussulo III – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Baleias acompanham as regatas - FOTO | Júlio Cardoso

Baleias acompanham as regatas – FOTO | Júlio Cardoso

Mais informações:
Site oficial – svilhabela.com.br
Facebook – semanadeilhabela
Twitter – svilhabela
Instagram – svilhabela
Youtube – Semana de Vela de Ilhabela


Velocidade do Felci 315 surpreende na Semana de Vela de Ilhabela
Comentários Comente

Antonio Alonso

Felciuno: vice-campeão da ORC B em Ilhabela (Marcos Méndez / SailStation)

Felciuno: vice-campeão da ORC B em Ilhabela (Marcos Méndez / SailStation)

O Felciuno, primeiro Felci 315 projetado pela italiana Felci Yachts e que será construído pela Delta Yachts, chegou à Semana de Vela de Ilhabela como ilustre desconhecido, sob comando do velejador e juiz internacional, Nelson Ilha, e experiente tripulação gaúcha do Veleiros do Sul (VDS). Venceu a primeira regata de sua classe, a ORC B, adquiriu prestígio e admiração junto aos demais concorrentes e se consagrou como vice-campeão da principal competição da vela oceânica do continente, além do quarto lugar na ORC Geral, a classe dos barcos considerados mais velozes.

A tripulação viveu a expectativa de uma contagiante contagem regressiva para colocar o Felciuno em condições de regata, lembra o velejador solitário e idealizador do projeto, Raimundo Nascimento. “Apenas dois dias antes da abertura da Semana de Vela conseguimos reunir a tripulação vinda de Porto Alegre para treinar. Havia 45 itens a serem ajustados e tudo foi feito em tempo recorde''.

Com a escassez de tempo diante de várias tarefas a serem realizadas, os tripulantes tiveram de chegar ao limite do esforço antes mesmo da primeira largada. “Estávamos muito ansiosos. Um acidente com Fernando Ilha, quando uma chave inglesa caiu da mão de um tripulante que estava no mastro diretamente em sua testa, criou mais apreensão sobre os treinos. Levamos o Fernando ao hospital de Ilhabela, onde ele levou dois pontos para estancar o sangue'', conta Raimundo. Apesar do corte, Fernando afirmou ao médico que retornaria imediatamente aos treinos e ganhou uma faixa de proteção na cabeça.

“Depois do acidente não tivemos mais nenhum problema, a não ser a luta na raia para mantermos o barco entre os primeiros colocados. A partir da primeira regata, os comentários sobre o desempenho do Felci 315 tornaram-se cada vez mais positivos. A equipe era frequentemente assediada para dar informações e explicar como o desconhecido veleiro podia andar tanto'', enfatiza Raimundo.

Futuro promissor – Após nove regatas e um descarte, o Felciuno encerrou a participação na ORC Geral com 48,5 pontos perdidos, apenas um ponto e meio atrás do terceiro colocado Cristabella, do Uruguai, campeão geral em 2015. O Felci 315 foi o menor barco entre os cinco primeiros, todos os demais acima de 40 pés. Neste ano o vencedor foi o Miragem. “Foi uma grata surpresa, um resultado excepcional'', avalia Raimundo. “Neste momento estamos preparando o molde na Delta Yachts de Gravataí (RS), para iniciarmos a produção em série do Felci 315. Diante da nossa atuação em Ilhabela, um amigo do projetista italiano Umberto Felci solicitou ao Estaleiro Delta a produção da primeira unidade. Futuro promissor para um pequeno veleiro que acaba de nascer''.

O comandante Nelson Ilha considera além da expectativa a participação do Felciuno como estreante em Ilhabela. “A campanha foi surpreendentemente positiva, para mim e tripulação. Não tivemos tempo para regular o barco e nem para treinar. Fomos melhorando ao longo da competição. Agora é importante avaliarmos os pontos fortes que devem ser preservados nos barcos que serão construídos em série'', argumenta o juiz de cinco Olimpíadas.

Para o trimmer (regulador de velas) Marcos Ribeiro, em breve o Felciuno poderá estar ainda mais veloz. “Gostei muito porque me senti velejando ao mesmo tempo em um barco estável e sensível. Nas regatas, reage com precisão aos ajustes e também oferece o conforto de uma embarcação de cruzeiro. E ainda nem tivemos a oportunidade de aprimorar a medição, o que resultará em um certificado com “rating'' bem mais adequado. Se já fomos bem no tempo corrigido com o primeiro certificado, está claro que o barco tem potencial para andar muito mais na próxima medição''.

Rapidez e conforto – Entre mais de 130 embarcações, o Felciuno 315 competiu na 43ª Semana de Vela de Ilhabela como uma das principais novidades do mercado náutico da vela. O veleiro da marca gaúcha Delta Yachts foi desenhado pelo italiano Umberto Felci, responsável pelos projetos da francesa Dufour Yachts e da italiana Grand Soleil. O barco de 31,5 pés tem casco de fibra de vidro, mastro e retranca de alumínio, quilha em “T'', com bulbo de chumbo, calado de 1,95m e boca de 3,20m.


C30 Katana Portobello: campeão da Semana de Vela e do GP
Comentários Comente

Antonio Alonso

Equilíbrio na C30 em Ilhabela (Marcos Méndez / SailStation)

Equilíbrio na C30 em Ilhabela (Marcos Méndez / SailStation)

O barco Katana Portobello, do Iate Clube de Santa Catarina, conquistou dois títulos e um vice-campeonato na classe C30 em apenas cinco dias, na 43ª Semana de Vela de Ilhabela. Foi campeão do Grand Prix na terça-feira (5/7), vice-campeão brasileiro três dias depois e completou a coleção com medalha de ouro na Semana de Vela, encerrada neste sábado (9) na Capital Nacional da Vela.

O comandante César Gomes trouxe a Ilhabela sua experiência adquirida nas regatas da classe Melges 20 disputadas em Miami, onde residiu durante nove anos, até 2015. “É gratificante vencer em uma classe tão equilibrada devido ao elevado nível de todas as tripulações. Principalmente correndo ao lado de amigos brasileiros e norte-americanos que formaram nossa entrosada equipe'', festejou o comandante campeão, que teve menos de um ano para se adaptar ao Katana.

Também de Florianópolis, o Zeus Sailing Team conquistou o Campeonato Brasileiro de C30 e o vice na Semana de Vela, mostrando que a frequência de regatas e treinos faz a diferença. “Saímos para velejar pelo menos uma vez por mês. Manter a tripulação unida é fundamental. Vencemos em Ilhabela em 2014, mas neste ano foi muito mais difícil. Os velejadores estão mais bem preparados e a classe cresceu demais. Está em evidência na vela oceânica'', comentou o comandante do Zeus, Inácio Vandersen.

Bronze suado – O barco Caiçara, comandado por Marcos de Oliveira César foi o representante paulista no pódio da Semana de Vela. Mesmo acostumada às raias de Ilhabela, a tripulação local teve de brigar com todas as forças pelas medalhas de bronze. “Se alguém da C30 disser que foi fácil, pode ter certeza que não é verdade. Com ventos rondados, se você parar para respirar pode ser ultrapassado. Foi emocionante até o último dia com quatro barcos podendo chegar ao título'', analisou o comandante Marcos.

Apesar das vitórias em quatro das onze regatas disputadas ao longo da semana, o Caballo Loco, de Ubatuba, comandado por Mauro Dottori acabou na quarta colocação, ratificando o equilíbrio na classe C30. “Tivemos regatas com calmaria, ventos médios e fortes, um teste autêntico para as tripulações. Os campeonatos foram muito bem organizados graças ao empenho da Comissão de Regatas e do Marcos César (Caiçara). Quero agradecê-los e aproveito para parabenizar o Cesinha (Cesar Gomes) e o Zeus, comprovando que o Sul é um celeiro de velejadores. Aliás, todos os comandantes demonstraram que têm a C30 na veia'', enalteceu o timoneiro do Caballo Loco.

Disputaram Semana de Vela, Grand Prix e Campeonato Brasileiro: Caballo Loco (Mauro Dottori), Caiçara (Marcos de Oliveira César), Loyal (Marcelo Massa), Kaikias (Felipe Echenique), Barracuda (Humberto Diniz) e +Realizado (José Luiz Apud), todos de São Paulo, além dos dois barcos de Florianópolis: Zeus (Inácio Vandersen) e Katana (Cesar Gomes).

Semana de Vela de Ilhabela 

1. Katana Portobello (César Gomes Neto) – 28 pontos perdidos
2. Zeus Sailing Team (Inácio Vandersen) – 33 pp
3. Caiçara (Marcos de Oliveira César) – 34 pp

Campeonato Brasileiro
1. Zeus Sailing Team
2. Katana Portobello
3. Caballo Loco (Mauro Dotori)

Grand Prix C30
1. Katana Portobello
2. Caiçara
3. Loyal (Marcelo Massa)


Alô, vocês foram campeões! Miragem leva para o Rio a Semana de Vela 2016
Comentários Comente

Antonio Alonso

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Os campeões da 43ª Semana de Vela de Ilhabela, principal competição da modalidade na América Latina, foram definidos nas últimas regatas deste sábado (9), na raia montada na Ponta das Canas, extremo norte da ilha. A competição, que contou com a participação de 136 barcos divididos em 13 classes, foi encerrada em grande estilo, com ventos de 9 a 12 nós, e temperatura na casa dos 23 graus. Alguns resultados, como os vencedores das classes ORC e RGS – categorias de barcos diferentes e que precisam de uma fórmula para calcular o vencedor – demoraram a sair em função da revisão dos resultados.

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

San Chico FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Depois de muita recontagem, o título da ORC ficou com o Miragem (Paulo Roberto Freire), que somou 37 pontos em nove regatas, três a mais do que San Chico 3 (Francisco Freitas). O comandante Paulo Roberto Freire recebeu a notícia da vitória por telefone, quando ele e sua tripulação jantavam em um restaurante em Ilhabela. ''Ficamos surpresos com a notícia. A gente já estava contente por ter vencido a ORC B e com o segundo no geral. Foi uma conquista muita importante pra gente, pois a tripulação é eclética – formada por catarinenses, gaúchos e cariocas – e muito boa. Fomos campeões da regata mais importante do Brasil com barcos competitivos e rápidos na raia''.

288127_619811_411_svi16_fredshoffmann_060050

Entre os tripulantes do Miragem, um BB40, estava o campeão do Pan de Guadalajara 2011 na classe Sunfish, Matheus Dellagnelo. O catarinense também foi campeão da Semana de Vela de Ilhabela de 2013 a bordo do Kiron, comandado pelo uruguaio Leonardo Cal.

FOTO | B1DMKT

FOTO | B1DMKT

Na classe IRC Geral, o vencedor foi o Rudá (Guilherme Hernandez) no critério de desempate contra o Asbar IV (Jonas Penteado) – número de vitórias. A equipe, que contou com o reforço de Ernesto Breda, um dos ícones da vela oceânica nacional, venceu três das nove regatas, contra apenas uma do vice. ''Não velejava desde 2013 quando disputei o Mundial de ORC com o Touché, Foi bom voltar para a Semana de Vela e rever os amigos'', disse Ernesto Breda.

As provas deste sábado foram disputadas após o tradicional Desfile dos Barcos no píer da Vila, no centro histórico da ilha. ''A Semana de Vela de Ilhabela é sempre assim! Tem dia de tempo bom, dia de tempo ruim. Pouco ou muito vento. Os velejadores gostam de competições nesse nível'', disse Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Monotipos

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Na HPE 30, a vitória foi confirmada para o Phoenix (André 'Bochecha' Fonseca), que entrou no último dia com 100% de aproveitamento. O barco foi o primeiro em dez das 11 regatas disputadas – na primeira prova deste sábado, o time ficou em segundo lugar. Foram dois títulos num só: da 43ª Semana de Vela de Ilhabela e o do Grand Prix dos 30 pés. “O HPE30 é um barco novo, uma classe que está tentando se desenvolver. O nosso objetivo era trazer todos os cinco barcos para a Semana de Vela de Ilhabela. Hoje eu me sinto vitorioso porque todos estavam velejando, ao longo da semana foram pegando mais o jeito do barco, e o final foi um pouco mais disputado'', disse Bochecha.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Já na C30, o Katana (César Gomes Neto) levou a melhor em sua estreia na classe, com uma vitória e dois terceiros lugares nas últimas provas. “A C30 é a mais disputada das classes oceânicas. Outras tripulações são mais experientes do que a nossa, o que nos dá mais satisfação ainda em vencer a Semana de Ilhabela'', comemorou César Gomes Neto.

FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

A classe estreante J70 teve cinco representantes na disputa com 11 regatas. O Cloud Nine (Phil Heagler) conquistou o título ao superar o Caruru, Tô Nessa, Viking e Cauê.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Campeão paulista e brasileiro, o Ginga (Breno Chvaicer) confirmou o favoritismo e conquistou o bicampeonato da Semana de Vela de Ilhabela. O Ginga abriu a competição com vitória na Regata Renato Frankenthal, domingo (3), e foi o primeiro em nove das dez provas disputadas. ''Foi resultado de muito treino e dedicação da nossa equipe'', disse Breno Chvaicer na véspera.

Foto: Fernando Mucci/Fotop

Foto: Fernando Mucci/Fotop

Classe mais tradicional da vela, com seis medalhas olímpicas para o Brasil, a Star foi a última a estrear na Semana de Vela, na quinta-feira (7). Neste sábado, consagrou como campeã da competição a dupla formada por Jorge Zarif, representante brasileiro da Finn nos Jogos do Rio 2016, e Arthur Lopes. Os dois mostraram 100% de aproveitamento, vencendo as seis regatas realizadas.

Mais campeões

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

O Asbar (Sérgio Keplacz) foi campeão da RGS Geral, categoria que reúne o maior número de barcos na competição. A diferença para o sucesso, segundo o comandante, foi apostar na força da mão de obra de Ilhabela. ''É muito bom ganhar a semana de vela, principalmente dando a oportunidade para os velejadores que fazem a modalidade acontecer em Ilhabela''.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Na RGS A deu Kalymera (Antonio Paes Leme), na B o próprio Asbar, na C o Rainha Empresta Capital (Leonardo Pacheco) e na Silver o BL3 (Clauberto Andrade).

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

A briga também foi equilibrada entre os Clássicos – categoria que reúne veleiros antigos e que contaram a história da vela oceânica. Áries III (Alex Calábria) foi o campeão. ''O nosso objetivo é velejar bonito, mas ganhar também é. Estamos satisfeitos com a Clássicos em Ilhabela'', comemorou o bicampeão Alex Cabria.

Foto: Aline Bassi/Fotop

Foto: Aline Bassi/Fotop

Na classe Bico de Proa, o Bacanas III (Christian Lundgren) perdeu a última regata para o Tranquilo II (Edison Flávio Thomé), mas no geral levou o título no critério de desempate, que foi a Regata Toque-Toque por boreste, no domingo passado. O pai Christian Lundgren e a esposa levaram as filhas gêmeas a bordo.

A Semana de Vela de Ilhabela começou no domingo (3) com regatas de longo percurso. A Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, que teve baleias jubartes e quase nada de vento, foi vencida pelo Sorsa (Celso Quintella) no tempo corrigido e Fita Azul – o primeiro a chegar no Yacht Club de Ilhabela após quase 80 quilômetros até o arquipélago de Alcatrazes. ''Escolhemos o rumo certo e claro que um pouco de sorte sempre ajuda'', falou John King, líder do veleiro do Rio de Janeiro. Na mesma prova, o vencedor no corrigido na IRC foi o Itajaí Sailing Team. No mesmo dia, o Phoenix (André Fonseca) ganhou a Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (45 quilômetros) e o Ginga (Breno Chvaicer) a Renato Frankenthal (35 quilômetros).

Mais informações:
Site oficial – svilhabela.com.br
Facebook – semanadeilhabela
Twitter – svilhabela
Instagram – svilhabela
Youtube – Semana de Vela de Ilhabela


Campeões da 43ª Semana de Vela de Ilhabela serão definidos no sábado
Comentários Comente

Antonio Alonso

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

A 43ª Semana de Vela de Ilhabela será decidida neste sábado (9) com as regatas finais do maior evento de vela oceânica da América Latina, que reúne 136 barcos em 13 classes diferentes. A competição está acirrada na maioria das categorias, como C30, IRC, ORC e RGS. Já nos HPE 30, HPE 25 e Star, a tabela de classificação, após seis dias de provas, indica como virtuais campeões o Phoenix, Ginga e Al Hamed. A Comissão de Regatas tem até as 16h, tempo limite de largada, para completar a série de provas programadas.

''É um campeonato muito disputado e que será decidido na última regata'', disse Francisco Freitas, comandante do San Chico, quarto colocado na classe ORC Geral. ''Velejamos bem nesta sexta, principalmente na segunda regata. Largamos bem e administramos até cruzar a linha''. A liderança na classe é do Maestrale Logsub – Mapma (Adalberto Casaes), que fez terceiro e segundo nas provas do dia. O Miragem (Paulo Roberto Freire) está em segundo, após vencer pela segunda vez. O Carioca (Roberto Martins), então líder caiu para terceiro, prejudicado por ter enroscado sua quilha no cabo da âncora da lancha dos juízes na largada da primeira prova do dia.

Na RGS, o Kalymera V busca o título geral. “Nós estamos velejando bem, fizemos um upgrade no barco e isso nos deu chance de estar bem em todas as regatas. Devemos ganhar na nossa classe, mas na classificação geral brigamos entre os primeiros'', explicou o comandante Antônio Paes Leme. “Dependemos do resultado de sábado. Fomos bem e ainda temos chance. São todos barcos de diferentes tamanhos, e um veleiro de 50 pés pode perder pra um de 20, dependendo do rating e do desempenho dos velejadores''.

A tarde foi de clima mais suave do que na véspera, com ventos de intensidade média entre 7 e 11 nós e temperatura de 22 graus. As disputas, ao Norte da Ponta das Canas, ainda foram acompanhadas de perto por golfinhos da espécie Pintado do Atlântico e baleias Bryde.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

Eventos paralelos

Disputados em paralelo ao evento principal, o Campeonato Sul-Americano de ORC, os Campeonatos Brasileiros de C30 e IRC, o Torneio por Equipes e o Grand Prix dos 30 Pés conheceram seus campeões nesta sexta-feira (8). Os resultados completos estão disponíveis no site oficial, em svilhabela.com.br/2016/resultados.

Campeões virtuais

A Semana de Vela de Ilhabela 2016 praticamente conheceu seus primeiros campeões após as duas regatas desta sexta-feira (8), penúltimo dia de disputas do maior evento de vela oceânica da América Latina, disputado todos os anos no Yacht Club de Ilhabela (YCI). O Ginga (Breno Chvaicer) mantém o favoritismo e tem tudo para confirmar o título do ano passado, somados aos do Paulista e Brasileiro. O Ginga também ganhou a Regata Renato Frankenthal, que abriu a Semana de Vela de Ilhabela 2016.

No outro HPE, agora na versão 30 pés, a vitória ficou com o Phoenix (André 'Bochecha' Fonseca). Com 100% de aproveitamento, o time só deve perder o titulo se desistir das regatas ou chegar em último em todas. O campeonato paralelo do Grand Prix dos 30 pés na classe ficou para Bochecha e cia. Situação similar ao da dupla Jorge Zarif / Arthur Lopes, também invictos, com quatro vitórias em quatro provas.

Desfile

O tradicional Desfile dos Barcos da Semana de Vela de Ilhabela está marcado para 10h deste sábado (9). O navio Cisne Branco da Marinha do Brasil vai puxar a fila dos barcos na apresentação, que ocorre pela segunda vez consecutiva na frente do píer da Vila, centro histórico de Ilhabela. O percurso será entre duas boias e o publico pode acompanhar o desfile, que será narrado pelo locutor oficial do evento.

Mais informações:
Site oficial – svilhabela.com.br
Facebook – semanadeilhabela
Twitter – svilhabela
Instagram – svilhabela
Youtube – Semana de Vela de Ilhabela