Sobre as Águas

Cape2Rio termina com recorde do Mussulo 40 no Rio de Janeiro
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Antonio Alonso

Foto: Publius Vergilius

Foto: Publius Vergilius

Foram quase duas semanas e 3.500 milhas pelo Oceano Atlântico, a partir da Cidade do Cabo. A tradicional regata Cape2Rio, realizada desde 1971, terminou no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (18) reservando espaço para algumas boas surpresas.

Com apenas dois tripulantes a bordo, um deles brasileiro, o barco angolano Mussulo 40 mostrou um desempenho à altura de equipes e embarcações mais robustas. O barco foi o quarto a chegar à Marina da Glória, o primeiro na categoria Double Hand, primeiro na categoria Double Hand a chegar à Marina da Glória, com um tempo recorde de 16 dias, 14 horas, 22 minutos e 12 segundos que valeu a vitória na classe. Até então, o melhor índice era do Privateer, com 17 dias, 20 horas e 43 minutos na edição de 2014.

“Apesar de uma largada largada ruim, por conta de problemas técnicos, conseguimos nos superar, aproveitar todo o potencial do Mussulo 40 para vento forte e rapidamente recuperamos o tempo perdido. Desde o início da regata, nos mantivemos entre as primeiras posições”, afirma o comandante angolano José Guilherme Caldas, que formou a dupla vitoriosa com o skipper brasileiro Leonardo Chicourel.

Mesmo com as dificuldades impostas, a dupla conseguiu completar as 3500 milhas da Cape2Rio antes do previsto – inicialmente a previsão era entre 18 e 20 dias de regata. “Os últimos dias da prova foram de paciência e estratégia. Além da embarcação ter entrado numa zona de pressão, sem vento, registramos uma avaria no sistema de piloto automático, o que exigiu a pilotagem do barco em 100% do tempo”, completa Caldas.

O Mussulo 40, junto com o Mussulo III, integra uma iniciativa inédita da Angola Cables no apoio ao iatismo na África. A relação entre a empresa e a vela começou por acaso, justamente quando um grupo de velejadores angolanos pediu apoio para participar da regata Cape2Rio de 2014. ''Parabéns ao team Mussulo 40. Estamos muito orgulhosos do esforço feito pelo comandante José Guilherme e pelo Leonardo Chicourel para completar a prova em tempo recorde. A Cape2Rio e as adversidades que apresenta aos velejadores servem como um teste de habilidade e estratégia que oferece muitas lições sobre trabalho em equipe e perseverança ao longo do caminho '', diz Antonio Nunes, CEO da multinacional de telecomunicações.

A Angola Cables também patrocina dois velejadores do Clube Náutico de Luanda, que recentemente participaram do Campeonato Africano de Vela em Luanda. ''A vela é uma modalidade desportiva que envolve estratégias intensas, exige estar preparado para qualquer eventualidade e responder rapidamente às mudanças no ambiente; muito parecido com o nosso negócio. Existem ainda outros paralelos, como o fato de ser praticada à base de água e de termos milhares de quilómetros de cabos de fibra óptica no fundo do mar como parte da criação de redes intercontinentais de alta velocidade”, conclui António Nunes.


Reformado, hangar do Yacht Club Paulista é referência náutica
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Antonio Alonso

Piso sustentável nos hangares do YCP (APJ Esportes)

Piso sustentável nos hangares do YCP (APJ Esportes)

Entre os clubes náuticos da Represa Guarapiranga, o Yacht Club Paulista (YCP) possui a mais eficiente estrutura para acolher embarcações. São três hangares com área total de 2.600 m² e capacidade para abrigar centenas de barcos. Nesta semana o clube inaugurou o piso em concreto intertravado, atendendo às necessidades de seus associados e esportistas em geral, principalmente velejadores.

Além dos veleiros de mais de 20 classes, os hangares guardam lanchas, barcos a remo, canoas, caiaques, pranchas de sup e até esquis. O menor dos três é exclusivo para a classe Optimist. ''Uma das vantagens de nossos hangares é serem muito altos. Meu barco tem 26 pés, um mastro de 14 metros e consigo guardá-lo tranquilamente, condição única na represa'', atesta o diretor de Hangar do YCP, Paulo Sampaio, velejador da classe Mini Oceano.

''Nosso piso de concreto tradicional estava com mais de 30 anos, mas apesar do custo elevado da obra, precisávamos fazer esse esforço e renovar. Utilizamos o concreto intertravado para nos adequarmos às normas da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Em caso de manutenção há o benefício de não deixar remendos aparentes'', justifica Sampaio.

O medalhista olímpico e tetracampeão mundial de Star, Bruno Prada, diretor de Relações Institucionais do YCP, comemora o fim da obra. ''O clube sempre foi muito charmoso e pela estrutura de hangar que possui merecia a reforma''. Bruno lembra ainda que a filha Giovanna, de 15 anos, velejadora da classe Bic, será uma das associadas do YCP contempladas pelo novo piso.

Barcos deslizando na terra e na água – A vice-comodoro Paola Prada Lorenzi, idealizadora do Snipe Divas, grupo feminino que adicionou um toque a mais de classe às regatas do YCP, agradece pelo apoio recebido no próprio clube. ''Estou orgulhosa com o comprometimento dos associados, o que nos permitiu cumprir as metas em relação à vela. A reforma do hangar foi viabilizada graças àqueles que acreditaram em nossa empreitada. Agradeço também a todos que nos prestigiaram na inauguração do piso. Poderemos levar o barco para a água sem passar por um desnível sequer''.

Para o diretor de Vela, Alberto Hackerott, com o piso dos hangares reformado o YCP adquire ainda mais excelência na organização de competições. ''O pessoal de fora sempre se sentiu em casa no clube. Agora, além da simpatia no acolhimento, ofereceremos também mais conforto e praticidade''. O comodoro José Francisco Roxo resume o sentimento de uma história de 80 anos de dedicação ao esporte em todos os níveis. ''Se a náutica é o coração do clube, esse piso é nossa veia!''


Alinghi ganha Extreme Sailing 2016
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Antonio Alonso

extreme sailling series

O barco suíço Alinghi venceu a edição 2016 da Extreme Sailing Series em uma disputa emocionante contra os árabes do Oman Air. Na etapa final, em Sydney, na Austrália, a tripulação de Arnaud Psarofaghis levou a melhor e ficou com a taça. Foram oito etapas disputadas em três continentes. O Brasil não sediou nenhuma parada.

Esta é a terceira vez que o Alinghi vence a Extreme Sailing Series, depois de suas vitórias em 2008 e 2014. porém, foi a primeira com os voadores catamarãs GC32.

Classificação da Extreme Sailing Series™ 2016
1 Alinghi (SUI) 101 pontos.
2 Oman Air (OMA) 99
3 Red Bull Sailing Team (AUT) 91
4 SAP Extreme Sailing Team (DIN) 83
5 Land Rover BAR Academy (GBR) 70
6 Visit Madeira (POR) 63
7 CHINA One (CHN) 29
8 Team Turx (TUR) 11


Barco C30 Caiçara supera calmaria e vendaval para vencer em Ilhabela
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Antonio Alonso

Largada sempre apertada na classe C30 (Aline Bassi / Balaio)

Largada sempre apertada na classe C30 (Aline Bassi / Balaio)

A temporada foi intensa, desgastante, com 36 regatas ao longo de nove meses. Os desafios da C30, classe mais equilibrada do Circuito Ilhabela de vela oceânica (Copa Suzuki), garantiram a emoção do campeonato. O Caiçara despontou apenas a partir da penúltima etapa, para conquistar com eficiência o bicampeonato da classe na Capital Nacional da Vela, com sede no Yacht Club de Ilhabela.

Neste fim de semana (3 e 4/12) o barco comandado por Marcos de Oliveira Cesar ainda viveu momentos dramáticos na Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake ao cruzar a linha de chagada 11 segundos à frente do implacável rival Caballo Loco, de Mauro Dottori. O Caiçara completou as 40 milhas (70 km) em 6h49m35. Após o Caballo Loco chegaram Kaikias e +Realizado eCycle. A diferença entre Caiçara e Caballo Loco para o fita azul (primeiro a chegar), Sessentão, conforme o próprio nome tem 60 pés, foi de apenas 12 minutos, o que reforça o nível elevado e a excelência da classe C30.

Grato pelo trabalho a bordo, o comandante bicampeão elogiou a tripulação após mais uma vitória, a 14ª do Caiçara na temporada. ''A Regata Volta à Ilha foi mais um exemplo de esforço e dedicação de todos os tripulantes. Após a largada abrimos boa vantagem sobre os adversário e parecia que a situação estava sob controle, mas no final o Caballo Loco se aproximou, colocou pressão e chegamos apenas 11 segundos à frente deles depois de quase sete horas de competição. Uma regata sensacional para fechar o ano com entusiasmo'', comentou Marcos Cesar.

O vice-campeão Mauro Dottori vibrou com desempenho do Caballo Loco e dos demais barcos da classe C30. ''O vento saiu do zero e no Bonete as rajadas devem ter chegado a 30 nós. Depois diminui e voltou a aumentar quando entrou o sudoeste. Foi muito bom, divertimo-nos durante toda a regata. Um encerramento digno para a temporada da C30, indefinida até a penúltima etapa. Esse equilíbrio é motivador''.

Ganhadores da medalha de bronze, os tripulantes do +Realizado eCycle também demonstraram entusiasmo com a evolução da classe. ''O que importa é que completamos mais uma Volta à Ilha. Começamos bem, mas perdemos tempo ao nos enroscamos em um cabo preso a um bote na Ponta das Canas. Recuperamos e estávamos próximos dos barcos da frente até o través de Búzios, onde caímos em um buraco de vento. Valeu a diversão e contemplar a beleza da ilha. Na Ponta do Boi atingimos incríveis 19,3 nós (34 km/h).Essa regata não é fácil. Concluí-la já é uma vitória'', definiu o trimmer (regulador de velas) Ricardo Apud.

Classificação final da C30 no Circuito Ilhabela (34 regatas e seis descartes)

1. Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar) – 47 pontos perdidos
2. Caballo Loco (Mauro Dottori) – 61 pp
3. + Realizado eCycle (José Luiz Apud) – 73 pp
4. Kaikias Felipe Echenique – 96 pp
5. Barracuda (Humberto Diniz) – 97 pp


Brasil é bronze na Star Sailors League Finals nas Bahamas
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Antonio Alonso

Pódio na praia para Scheidt e Maguila (Troels Lykke/SSL)

Pódio na praia para Scheidt e Maguila (Troels Lykke/SSL)

Scheidt e Maguila venceram a regata das quartas de final, chegaram em segundo na semi e conquistaram o bronze na prova decisiva, garantindo assim, o pódio na Star Sailors League Finals (SSL) nas Bahamas. Mendelblat e Fatih (EUA) sagraram-se bicampeões (2014 e 2016), enquanto os franceses Rohart e Ponsot ficaram com a medalha de prata. As regatas deste sábado (3) foram disputadas com vento nordeste entre 12 e 14 nós na Baía de Montagu.

A eliminação de três tripulações a cada regata garantiu a emoção nas quartas de final e semifinal disputadas respectivamente por oito e seis barcos. A final reuniu quatro duplas: os vencedores da primeira fase, Negri e Lambertenghi (ITA), juntaram-se aos três primeiros da semifinal, os timoneiros Scheidt, Rohart e Mendelblat. Os italianos dominaram a fase de classificação e mais uma vez acabaram em quarto lugar, a exemplo de 2013 em Nassau e do SSL City Grand Slam de Hamburgo (ALE) deste ano.

Scheidt e Maguila chegaram a liderar a primeira das quatro pernas da regata final, mas acabaram ultrapassados por Mendelblat e Rohart. ''Tivemos a chance de vencer, mas em uma regata decisiva é preciso escolher um dos lados da raia, não adianta ficar no meio. Tomamos a decisão que achamos correta. Foi um ótimo resultado. Eu não velejava de Star há muito tempo e logo no meu primeiro campeonato com o Maguila chegamos ao pódio'', analisou Scheidt, maior medalhista olímpico do País.

O bicampeão em Nassau, Mark Mendelblatt, comemorou o título de 2016 e não poupou elogios ao parceiro. ''A batalha foi muito dura, a exemplo de nossa vitória há dois anos. Eu disse ao Brian: 'vamos manter os pés no chão e continuar tentando, pensando em uma regata por vez’. Ele (Brian Fatih) fez um ótimo trabalho na proa do barco, principalmente na semifinal e final'',

A SSL Finals 2016 distribuiu premiação geral de 200 mil dólares, sendo 40 mil para os campeões, 30 mil para os segundos colocados, 25 mil para os terceiros e assim sucessivamente. Neste ano, a competição reuniu 25 duplas, incluindo 16 medalhistas olímpicos, campeões mundiais, além de vencedores de America’s Cup e Regata Volta ao Mundo. Os campeões somaram quatro mil pontos no ranking da SSL.

Classificação da SSL Finals 2016

1. Mendelblat/Fatih (USA)
2. Rohart/Ponsot (FRA)
3. Scheidt/Maguila (BRA) 
4. Negri/Lambertenghi (ITA)
5. Polgar/Koy (ALE)
6. Szabo (EUA)/Natucci (ITA)
7. Kuznierewicz/Zycki (POL)
8. Christensen/Milrie (DEN)
9. Stipanovic/Sitic (CRO)
10. Fantela/Arapovic (CRO)


Scheidt e Maguila levam o Brasil às finais da Star Sailors League em Nassau
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Antonio Alonso

Dupla brasileira em busca do vento na Baía de Mantagu (Martinez Studio / SSL)

Dupla brasileira em busca do vento na Baía de Mantagu (Martinez Studio / SSL)

O bicampeão olímpico Robert Scheidt, ao lado de Henry Boening (Maguila), é o único representante brasileiro na fase decisiva da Star Sailors League Finals nas Bahamas. Passaram na terceira colocação entre 25 duplas e têm de disputar as quartas de final neste sábado (2) a partir das 14h de Brasília com transmissão ao vivo e gratuita no site: final.starsailors.com. Os líderes Negri e Lambertenghi (ITA) garantiram vaga na final, enquanto os vice-líderes Mendelblat e Fatih (EUA) entram direto na semifinal.

A falta de vento forçou o atraso nas regatas do último dia de qualificação das dez equipes para as finais deste sábado. Croácia, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda do Norte e Polónia, também terão representantes nas regatas eliminatórias. Vencedor da primeira edição da SSL Finals em Nassau, Scheidt alcançou seu primeiro objetivo. ''Seria interessante ter ficado em segundo lugar para avançar direto à semifinal, mas o que vale é estar entre os dez e seguir passando de fase'', avaliou o ganhador de cinco medalhas olímpicas. Torben e Madá, Zarif e Prada não passaram da primeira fase.

O proeiro italiano Sergio Lambertenghi espera pelo inédito pódio em um evento da SSL. ''Fomos os melhores na fase de qualificação. Vamos manter o foco e fazer um trabalho ainda mais eficiente neste sábado. Estou muito feliz por seguir direto para a final. Já ficamos em quarto lugar em edições anteriores. Chegou o momento de fazermos nosso melhor resultado em Nassau'', garantiu Lambertenghi.

O campeão olímpico da classe 470 nos Jogos Rio 2016, Sime Fantela, da Croácia e o proeiro Antonio Arapovic venceram as duas regatas desta sexta-feira, alcançando a quarta colocação geral. ''Viemos para aprender e todos os dias estamos indo para a frente. Hoje (sexta) o vento estava leve como ontem e mesmo assim soubemos manter a velocidade do barco. É bom saber que podemos brigar com Scheidt, Negri e Rohart (FRA). Apesar desses caras, já vencemos três regatas'', enaltece Fantela.

Última vaga no sufoco – A 11ª e última regata da classificação foi dramática para as duas duplas que concorriam pela décima vaga. O medalhista de prata olímpico na Laser nos Jogos do Rio, Tonci Stipanovic (CRO) e seu compatriota Ante Sitic marcaram oitavo lugar. O campeão mundial de Star, Augie Diaz (EUA), ao lado de Arnie Baltins, foi 13º colocado. Ambas as equipes somaram 108 pontos, mas Stipanovic e Sitic ficaram com a última vaga em virtude de um segundo contra um terceiro lugar dos norte-americanos no critério de desempate.

Os três últimos campeões da SSL Finals estão classificados para brigar pelo título neste ano. Scheidt ganhou com Bruno Parada em 2013 e agora corre com Maguila. Mark Mendleblatt e Brian Fatih (EUA) mantiveram a dupla vencedora de 2014, assim como George Szabo (EUA) e Eduardo Natucci (ITA), medalha de ouro em 2015.

Vela ao vivo na internet – As regatas decisivas deste sábado começam pelas quartas de final às 14h de Brasília, com transmissão ao vivo no finals.starsailors.com . As cinco primeiras equipes seguem à semifinal juntando-se a Mendelblat e Fatih. Em seguida, os três primeiros disputam a final com Negri e Lambertenghi para a definição de ouro, prata e bronze. A premiação geral do campeonato é de 200 mil dólares e os campeões somam pontuação máxima (4.000 pontos) no ranking da SSL.

A SSL Finals transmite as regatas ao vivo, na íntegra, pela Internet com comentários de especialistas e convidados especiais, incluindo Dennis Conner, quatro vezes vencedor da America’s Cup. Na água, a mais recente tecnologia em câmera de alta definição, bem como o Virtual Eye 3D, garantem emoção e completa visualização da raia aos fãs da vela. Em 2015, as transmissões diretamente de Nassau atingiram 100 mil acessos de audiência.

Classificação após 11 regatas (um descarte)

1. Negri/Lambertenghi (ITA) – 43 pontos perdidos
2. Mendelblat/Fatih (USA) – 45 pp
3. Scheidt/Maguila (BRA) – 51 pp
4. Fantela/Arapovic (CRO) – 76 pp
5. Rohart/Ponsot (FRA) – 85 pp
6. Kuznierewicz/Zycki (POL) – 94 pp
7. Polgar/Koy (ALE) – 105 pp
8. Christensen/Milrie (DEN) – 106 pp
9. Szabo (EUA)/Natucci (ITA) – 106 pp
10. Stipanovic/Sitic (CRO) – 108 pp
18. Torben/Guilherme (BRA) – 146 pp
21. Zarif/Prada (BRA) – 167 pp


Dupla brasileira rumo às finais da SSL nas Bahamas
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Antonio Alonso

Scheidt e Maguila rumo às finais (Martinez Studio / SSL)

Scheidt e Maguila rumo às finais (Martinez Studio / SSL)

Uma brisa leve que não passou de nove nós (17 km/h) impulsionou as três regatas desta quinta-feira (1º/12), penúltimo dia da fase de classificação da Star Sailors League Finals em Nassau nas Bahamas. Largar bem e se manter em espaço livre na raia foi fundamental nessas condições. A qualidade e o equilíbrio da flotilha faz com que os barcos cheguem praticamente juntos na primeira marca de contravento. Foi necessário adquirir velocidade para fugir do enrosco entre os cascos no contorno das boias ao final da primeira perna de cada regata.

Mark Mendleblatt e Brian Fatih (EUA) correram sem problemas para obter quarto, quinto e primeiro lugares, assumindo a liderança da fase. Diego Negri e Sergio Lambertenghi (ITA) começaram o dia marcando um modesto 19º lugar. No entanto, recuperaram-se com segunda e terceira colocações e mantiveram a vice-liderança. Robert Scheidt e Henry Boening (BRA) não conseguiram repetir o excelente desempenho de quarta-feira (30). Cruzaram a chegada em 16º e 11º lugares, para fechar o dia com uma quinta colocação que lhes deixam na terceira posição geral.

Os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot tiveram ótimo desempenho com dois segundos e um sexto lugares, saltando para o quarto lugar na classificação geral. Sime Fantela e Antonio Arapovic (CRO) formam agora a principal equipe convidada vip. Conquistaram vitória convincente na primeira regata do dia. Subiram do 11º para o quinto lugar na tabela. Torben e Madá estão em 17º, Zarif e Prada enfrentam os problemas provocados pela quebra do mastro no segundo dia e ocupam a 19ª posição.

Fantela chegou à Nassau como campeão olímpico da classe 470 nos Jogos Rio 2016. ''Foi um dia perfeito para mim. O vento leve nos ajudou porque nossa tripulação também é leve. A primeira regata foi incrível. Tínhamos boas táticas, boa velocidade e controlávamos os adversários. Talvez um caminho para as finais, mas ainda faltam duas regatas e tudo é possível'', considerou o croata.

Paul Cayard e Joshua Revkin (EUA) obtiveram três colocações entre os dez primeiros, assim como Augie Diaz e Arnie Baltins, também dos EUA. Robert Stanjeck e Frithjof Kleen (GER) venceram uma regata. ''Navegamos muito bem, porém, com o vento mais fraco quando você faz boa largada fica mais fácil manter a liderança e a ‘pista livre’ para ampliar a distância'', avaliou o alemão Stanjeck.

O medalhista de bronze da Laser nos Jogos do Rio, Sam Meech, da Nova Zelândia, não teve a melhor sorte nas regatas do dia. Os problemas com as velas aumentaram suas dificuldades ao lado do vencedor da América’s Cup Craig Monk. Os Kiwis ainda chegaram em oitavo lugar na última regata e recuperaram o ânimo. ''É um evento fantástico, com grandes velejadores em cenário excepcional. Ambos estamos encantados com a SSL Finals em Nassau'', afirmou Monk.

Vela ao vivo na internet – As regatas decisivas desta sexta-feira começam às 14h de Brasília, com transmissão ao vivo no finals.starsailors.com . Apenas as dez primeiras equipes seguirão para as eliminatórias neste sábado: quartas de final, seminal e final em sequência. A premiação geral do campeonato é de 200 mil dólares. Primeiro e segundo colocados entre as 25 tripulações terão o privilégio de seguir para final e semifinal respectivamente.

A SSL Finals transmite as regatas ao vivo, na íntegra, pela Internet com comentários de especialistas e convidados especiais, incluindo Dennis Conner, quatro vezes vencedor da America’s Cup. Na água, a mais recente tecnologia em câmera de alta definição, bem como o Virtual Eye 3D, garantem emoção e completa visualização da raia aos fãs da vela. Em 2015, as transmissões diretamente de Nassau atingiram 100 mil acessos de audiência.

Classificação após nove regatas (um descarte)

1. Mendelblat/Fatih (USA) – 24 pontos perdidos
2. Negri/Lambertenghi (ITA) – 30 pp
3. Scheidt/Maguila (BRA) – 33 pp
4. Rohart/Ponsot (FRA) – 51 pp
5. Fantela/Arapovic (CRO) – 74 pp
6. Kuznierewicz/Zycki (POL) – 74 pp
7. Polgar/Koy (ALE) – 78 pp
8. Stipanovic/Sitic (CRO) – 80 pp
9. Olezza/Melo (ARG/POR) – 81 pp
10. Christensen/Milrie (DEN) – 85 pp
17. Torben/Guilherme (BRA) – 111 pp
18. Zarif/Prada (BRA) – 127 pp


Caiçara comemora o bicampeonato da classe C30 na Regata Volta à Ilha
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Antonio Alonso

Caiçara ao centro na largada em Ilhabela (Aline Baalaio)

Caiçara ao centro na largada em Ilhabela (Aline Baalaio)

O sábado (3/12) será de festa para a tripulação do barco Caiçara na Regata Volta à Ilha. A tripulação comandada por Marcos de Oliveira Cesar busca a vitória final na temporada para comemorar em grande estilo o bicampeonato da classe C30 no Circuito Ilhabela de vela oceânica (Copa Suzuki). A tradicional regata em homenagem a Sir Peter Blake fecha a quarta etapa e conclui o calendário de 2016 no Yacht Club de Ilhabela.

''Conquistar o título por antecipação em uma classe tão equilibrada é uma honra para a tripulação do Caiçara. Demonstra que estivemos unidos, tivemos capacidade para superar as dificuldades e respeitamos os adversários. Até a terceira etapa o campeonato estava embolado, mas conseguimos manter a regularidade com uma sequência de vitórias'', celebra o comandante Marcos Cesar.

Para contornar Ilhabela, os bicampeões esperam vento forte, mais adequado às características do Caiçara. As previsões para sábado, porém, não são animadoras. ''Gostaríamos de fechar o campeonato com uma bela regata para toda a flotilha, mas por enquanto a previsão indica vento sul fraco, de apenas seis nós (cinco km/h). Vamos aguardar'', resigna-se Marcos Cesar, justamente o vencedor da Volta à Ilha em 2015, com 8h54h00. O recorde da prova pertence ao Montecristo, com 6h05m12 em 2014.

O segundo colocado no Circuito Ilhabela é o Caballo Loco, de Mauro Dottori, e a expectativa é de que o +Realizado eCycle complete o pódio da temporada na classe C30 após a Volta à Ilha. ''No último fim de semana tivemos dois dias intensos, com muitas alternativas em função da oscilação do vento. Em várias regatas, três barcos chegaram praticamente juntos em cima da linha, com uma diferença inferior a dez segundos entre eles. É o que garante a emoção na C30″, enfatiza o trimmer do +Realizado, Ricardo Apud.

O tripulante aproveita para elogiar os adversário e mostrar otimismo para o sábado. ''O pessoal do Caiçara estão de parabéns. Eles velejaram muito e quase não deram chances aos demais barcos. Os velejadores do Caballo Loco também merecem o pódio pela consistência e pelas batalhas honestamente disputadas. Vamos encerrar o ano com a Volta à Ilha e espero vencer a regata. Temos barco e tripulação para isso. Iremos para cima deles'', decide Apud. Kaikias e Barracuda completam a flotilha da C30 em Ilhabela.

 

Classificação parcial da 4ª Etapa após seis regatas e um descarte

1. Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar) – 1 2 (3) 1 1 1 = 6 pontos perdidos
2. Caballo Loco (Mauro Dottori) – 2 1 1 2 2 (3) = 8 pp
3. + Realizado eCycle (José Luiz Apud) – (4) 3 2 3 3 2 = 13 pp
4. Kaikias (Felipe Echenique) – 3 4 (5 DNC) 4 4 4 = 19 pp
5. Barracuda (Humberto Diniz)


Scheidt e Maguila assumem liderança na SSL Finals
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Antonio Alonso

Scheidt e Maguila em Nassau (Martinez Studio / SSL)

Scheidt e Maguila em Nassau (Martinez Studio / SSL)

Robert Scheidt e Henry Boening lideram a fase de qualificação da SSL Finais 2016 depois de uma quarta-feira quase perfeita na Baía de Montagu nas Bahamas. Após seis regatas a dupla assume e primeira colocação à frente de Negri e Lambertenghi (ITA) e de Mendelblat e Fatih (EUA). Os brasileiros obtiveram um primeiro, um segundo e dois terceiros lugares entre 25 tripulações. Torben e Madá estão em 15º, enquanto Zarif e Prada ocupam a 16ª colocação. Depois das 11 regatas (um descarte), previstas até sexta-feira, dez barcos seguirão às quartas de final.

Apenas quatro pontos separam os três primeiros: 10, 12 e 14 pontos perdidos. Apesar do bom desempenho, Diego Negri e Sergio Lambertenghi caíram para o segundo lugar, ao mesmo tempo em que Mark Mendelblatt e Brian Fatih caíram para terceiro. Quatro regatas, sete horas de disputas intensas e o calor tropical do Caribe testaram a determinação física e mental das tripulações. Cinco entre as dez equipes mais bem classificadas são VIPs, ou seja, convidadas pela Star Sailors League.

O campeão da SSL Finals em 2014, Mark Mendelblatt retornou otimista ao Nassau Yacht Club. ''Em apenas uma das regatas não chegamos entre os cinco primeiros. Foi um grande dia para nós, com uma brisa agradável para se velejar. Estamos navegando de forma conservadora administrando o caminho da classificação. Eu adoro esse formato, apesar de ser extremamente difícil correr quatro regatas no mesmo dia''.

Três equipes vips aparecem após os três primeiros colocados, embora 20 pontos atrás. Jonas Høgh-Christensen (DEN) e Stevie Milne (GBR) em quarto lugar, Facundo Olezza (ARG) e Federico Melo (POR) em quinto, e Tonci Stipanovic e Ante Sitic (CRO) na sexta posição. A ascensão dos croatas foi meteórica. Começando o dia na indesejada 21ª colocação, o medalhista de bronze na Laser nos Jogos Rio 2016, Stipanovic, orientou a equipe e obteve quatro resultados entre segundo e sétimo lugares.

Vela ao vivo na internet – As regatas desta quinta começam às 14h de Brasília, com transmissão ao vivo no finals.starsailors.com . A Comissão de Regatas irá optar por três ou quatro largadas. Mais cinco regatas estão previstas entre quinta e sexta-feira (1º e 02/12). Sábado é dia de decisão para dez barcos, com quartas de final, seminal e final em sequência. A premiação geral do campeonato é de 200 mil dólares.

A SSL Finals transmite as regatas ao vivo, na íntegra, pela Internet com comentários de especialistas e de convidados especiais, incluindo Dennis Conner, quatro vezes vencedor da America’s Cup. Na água, a mais recente tecnologia em câmera de alta definição, bem como o Virtual Eye 3D, garantem emoção e completa visualização da raia aos fãs da vela. Em 2015, as transmissões diretamente de Nassau atingiram 100 mil acessos de audiência.

Classificação após seis regatas (um descarte)

1. Scheidt/Maguila (BRA) – 10 pp
2. Negri/Lambertenghi (ITA) – 12 pontos perdidos
3. Mendelblat/Fatih (USA) – 14 pp
4. Christensen/Milrie (DEN) – 34 pp
5. Olezza/Melo (ARG/POR) – 35 pp
6. Stipanovic/Sitic (CRO) – 37 pp
7. Rohart/Ponsot (FRA) – 41 pp
8. Zbogar/Bercz (SLO) – 45 pp
9. Kuznierewicz/Zycki (POL) – 45 pp
10. Fantela/Arapovic (CRO) – 53 pp


Scheidt vence na abertura da SSL Finals nas Bahamas
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Antonio Alonso

Scheidt e Maguila na frente (Martinez Studio / SSL)

Scheidt e Maguila na frente (Martinez Studio / SSL)

Campeão da primeira edição da Star Sailors League Finals em 2013, também nas Bahamas, Scheidt venceu a primeira das 11 regatas previstas para a fase de classificação e obteve a sétima colocação na segunda prova, vencida pela dupla francesa Rohart/Ponsot. Com oito pontos perdidos, Scheidt e Maguila estão em terceiro lugar, atrás dos líderes Negri e Lambertenghi (ITA), com cinco pontos e de Mendelblat e Fatih (EUA), que somam seis pontos. Mais três ou quatro regatas devem ser disputadas nesta quarta-feira (30) a partir das 14h de Brasília, com transmissão ao vivo no www.finals.starsailors.com

A quarta edição consecutiva da Star Sailors League Finals em Nassau confirmou a incrível qualidade da flotilha, com nada menos que 16 medalhas olímpicos na raia. O vento leste consistente dos últimos dias e o mar agitado compuseram o cenário na Baía de Montagu, com sol e calor. A velocidade do vento variou entre 10 a 15 nós (18 a 28 km/h), oscilando em cerca de 25 graus. Torben Grael e Guilherme de Almeida não tiveram um dia bom. Ocupam a 24ª e penúltima colocação.

O líder Diego Negri comemorou o desempenho. ''Foi um grande dia, com mudanças de vento e muitas ondas. Tivemos um bom começo na primeira regata e estávamos mais à esquerda da raia, lutamos entre os cinco primeiros e acabamos em terceiro lugar. Na segunda largada, o vento aumentou um pouco, decidimos começar mais no meio da flotilha. Depois de muita briga aproveitamos o vento em popa para cruzarmos em segundo lugar'', analisou o timoneiro italiano.

De volta à classe Star após a campanha olímpica na Laser, Scheidt estava satisfeito com o trabalho do primeiro dia em Nassau. ''Velejamos muito bem apesar das pressões do Mendelblat e do Negri. Na segunda regata vacilamos taticamente no primeiro contravento, mas o objetivo desta fase é nos mantermos entre os dez primeiros para garantirmos vaga nas quartas de final'', considerou Scheidt.

Zarif e Prada em terceiro – Na segunda regata a marca de contravento teve de ser ajustada para acomodar a variação do vento. As duplas tiveram de rever suas táticas de largada. Os vencedores do SSL City Grand Slam de Hamburgo (ALE), Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot (FRA) mostraram habilidades para se adequar ao giro do vento e venceram a regata, à frente de Negri e Lambertenghi. Jorge Zarif e Bruno Prada velejaram com inteligência a favor do vento para cruzar a linha de chegada em terceiro lugar.

Nos cinco dias da SSL Finals haverá transmissão ao vivo na Internet com comentários de especialistas e de convidados especiais, incluindo Dennis Conner, quatro vezes vencedor da America’s Cup e o medalhista de prata nos Jogos de Londres em 2012, Luke Patience. Na água, a mais recente tecnologia em câmera de alta definição, bem como Virtual Eye 3D Graphics, garantem emoção e completa visualização da raia aos fãs da vela.

 
Classificação após duas regatas

1. Negri/Lambertenghi (ITA) – 5 pontos perdidos
2. Mendelblat/Fatih (USA) – 6 pp
3. Scheidt/Maguila (BRA) – 8 pp
4. Polgar/Koy (ALE) – 9 pp
5. Zarif/Prada (BRA) – 10 pp
6. Rohart/Ponsot (FRA) – 11 pp
7. Christensen/Milrie (DEN) – 12 pp
8. Olezza/Melo (ARG/POR) – 18 pp
9. Kuznierewicz/Zycki (POL) – 25 pp
10. Fantela/Arapovic (CRO) – 25 pp