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SSL Finals: Proeiros do Brasil entre os melhores do mundo nas Bahamas

Antonio Alonso

22/11/2017 12h36

Proeiro Arthur Lopes (Tutu) em ação na Star Sailors League com Francisco Siemsen em Hamburgo

A quinta edição da Star Sailors League Finals reunirá os melhores velejadores do mundo de 4 a 9 de dezembro em Nassau, nas Bahamas. Serão oito brasileiros disputando a premiação de 200 mil dólares: cinco proeiros e três timoneiros entre as 25 duplas selecionadas ou convidadas conforme o ranking anual da SSL, a exemplo do que acontece no tênis em relação ao ATP FInals.

Os rankings consideram cerca de 200 regatas disputadas ao longo do ano em todos os continentes e são elaborados individualmente. Os brasileiros ocupam as seguintes posições entre os proeiros: Bruno Prada (3), Samuel Gonçalves (8), Henry Boening (9), Arthur Lopes (18) e Guilherme de Almeida (42). Na lista dos timoneiros aparecem: Lars Grael (7), Robert Scheidt (12) e Torben Grael (20).

Bruno Prada, o brasileiro mais bem colocado, venceu a primeira edição da SSL Finals em 2013 com Scheidt e foi vice-campeão em 2015 com o neozelandês Hamish Pepper. Neste ano, o tetracampeão mundial de Star terá um parceiro inédito: o sueco Freddy Loof. “Ele é um amigo e rival de longa data. Velejador de primeira linha foi nosso parceiro nos pódios olímpicos de Star dos Jogos de 2008 e 2012, com bronze e ouro”, elogiou Prada, prata e bronze com Scheidt nas duas olimpíadas, respectivamente.

Velejador do Yacht Club Paulista (YCP) e integrante da Comissão de Atletas da CBVela, Prada vê uma vantagem relevante em formar dupla neste ano com Loof. “Ele foi vice-campeão da SSL Finals em 2014 e já conhece o formato da competição, o que ajudará muito. Vamos treinar em Nassau uma semana antes do evento para ajustarmos o barco e nos entrosarmos”. Nesta temporada Prada traz desempenho consistente: campeão norte-americano, terceiro colocado no Europeu, quinto na Bacardi Cup e sétimo no Mundial.

O brilho de Arthur Lopes – Embalado pela conquista do título europeu de Star ao lado de Torben Grael, há um mês em San Remo, Itália, Arthur Lopes, o Tutu, tem consciência do que é preciso fazer em Nassau. “A meta é manter a regularidade nos quatro dias da fase de classificação para ficar entre os dez que passam às quartas de final”. Tutu irá correr ao lado do alemão Hubert Merkelbach, com quem treinou e competiu recentemente no Lago de Garda, Itália.

“A vitória no Europeu traz confiança, principalmente porque o Torben não velejava de Star há quase um ano, mas na SSL Finals tudo pode acontecer. Mesmo os velejadores de outras classes estrão muito bem preparados. A maioria é profissional e tem condição de fazer um treino intensivo de dois ou três meses antes de competir nas Bahamas”, relata Tutu, grato por ter iniciado na vela com os amigos Bruno Prada, Jorge Zarif, Fábio Bodra, e outros velejadores que o inspiraram.

Também com Torben, Tutu venceu o Brasileiro de Star de 2016 em Cabo Frio (RJ). Além de Arthur Lopes e Bruno Prada, com timoneiros de outros países, o Brasil terá neste ano mais três barcos integralmente nacionais com, Scheidt e Boening (Maguila), bronze em 2016; Lars e Samuel, estreantes na SSL FInals, e ainda Torben e Guilherme, que alcançaram a sexta colocação no SSL Lake Grand Slam da Suíça em 2015, entre 80 barcos.

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.

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