Sobre as Águas

Arquivo : Dongfeng Race Team

‘Quase brasileira’ integra barco chinês na Volvo Ocean Race 2017-18
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Antonio Alonso

Carolijn Brouwer, Dongfeng Race Team.

A equipe do Dongfeng Race Team anunciou a contratação de duas velejadoras para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. A holandesa criada no Brasil Carolijn Brouwer e a francesa Marie Riou integram o barco chinês na regata. A chegada das atletas marca um novo momento da Volta ao Mundo com as regras para impulsionar tripulações com homens e mulheres juntos. As velejadoras, que somam ao todo cinco participações em olimpíadas, foram chamadas pelo comandante francês Charles Caudrelier para se juntar a Jerémie Beyou (França), Stu Bannatyne (Nova Zelândia) e Daryl Wislang (Nova Zelândia).

A holandesa Carolijn Brouwer fala perfeitamente o português! A atleta foi criada no Brasil, mais precisamente em Niterói (RJ) e Belo Horizonte (MG). Foi com a família Grael que a holandesa de 43 anos aprendeu as manhas da modalidade. Em seu país, Carolijn Brouwer é apontada como uma das melhores da modalidade com três participações olímpicas. São duas aparições na Volvo Ocean Race ( Amer Sports Too em 2001-012 e Team SCA em 2014-15) foram de destaque. Na parada de Itajaí, em 2015, ela foi a mais festejada quando o Team SCA aportou na Vila da Regata.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte da equipe. Uma das razões pelas quais eu queria me juntar ao Dongfeng Race Team é por causa de seu forte espírito de equipe. A Volvo Ocean Race é única. É um desafio físico e mental. Minha meta será vencer a regata”, disse Carolijn Brouwer.

A outra atleta contratada pelo Dongfeng Race Team é a francesa Marie Riou, de 35 anos. Com duas olimpíadas no currículo – uma delas a Rio 2016 na classe NACRA 17 – a velejadora conta com quatro títulos mundiais na categoria. Riou fará sua estreia na Volta ao Mundo. “Eu queria participar da Volvo Ocean Race desde os meus 10 anos de idade. Embora a minha principal experiência seja nas regatas costeiras, sempre sonhei em navegar pelo mar adentro”.

A dupla foi escolhida depois de uma série de testes e análises dentro e fora d’água na Austrália e Portugal. Charles Caudrelier, que será skipper do Dongfeng pela segunda vez consecutiva, aprovou as duas velejadoras escolhidas. “Eu chamei a Carolijn, pois ela nos venceu várias vezes quando integrava o Team SCA nas In-Port Races. Ela trabalha muito bem no leme e tem um passado olímpico de sucesso. Isso lhe deu velocidade e conhecimento do momento certo de imprimir essa rapidez”.

Sobre Marie Riou, o comandante elogiou sua experiência olímpica e seus conhecimentos de vela. “Ela é da Bretanha (região da França com tradição em vela oceânica), tem força e está acostumada a velejar com os caras”. A classe NACRA é a única do calendário olímpico que exige um velejador e uma velejadora.

Marie Riou, Dongfeng Race Team.

A seleção de Brouwer e Riou é o primeiro sinal de que a mudança de regra, trazida pela Volvo Ocean Race nesta edição, a fim de incentivar as mulheres, terá um impacto significativo na modalidade. As equipes masculinas serão limitadas a apenas sete atletas, mas os times que incluírem mulheres poderão escolher algumas combinações, incluindo sete homens e mais uma ou duas mulheres e cinco homens e cinco mulheres. O restante da equipe do Dongfeng será anunciado nos próximos dias.

O Dongfeng é um dos três times confirmados até o momento ao lado de Team AkzoNobel (Holanda) e MAPFRE (Espanha). A quarta equipe será anunciada até o fim de março.

A regata começa em 22 de outubro em Alicante e passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport Rhode Island, Cardiff e Gotemburgo, antes do grande final em Haia, no fim de junho.

Velejadora: Carolijn Brouwer

Nascimento: 25 de julho de 1973

Local de nascimento: Leiden, Holanda

Número de Volvo Ocean Races: 2

Currículo: três participações olímpicas e vários títulos mundiais

 

Velejadora: Marie Riou

Nascimento: 21 de agosto de 1981

Local de nascimento: Plougastel-Daoulas, França

Currículo: duas participações em olimpíadas e quatro títulos mundiais


China volta para Volvo Ocean Race com barco Dongfeng
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Antonio Alonso

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

WUHAN, China – A equipe chinesa Dongfeng anunciou, nesta segunda-feira (7), seu retorno à Volvo Ocean Race na edição 2017-18. Repetindo a temporada passada, o barco será comandado pelo francês Charles Caudrelier. Os chineses confirmaram ainda a volta do diretor Bruno Dubois para tentar melhorar ainda mais o último resultado. Em 2014-15, os asiáticos terminaram na terceira colocação.

A equipe será 100% apoiada pela Dongfeng Motor Corporation, fabricante chinesa de motores com sede na cidade de Wuhan, província de Hubei.

Yang Qing, vice-presidente da empresa, disse que o grupo está orgulhoso de estar de volta à Volvo Ocean Race. “A regata é a mais importante de oceano do mundo e atraiu a atenção de todos na China. Com mais mídia cobrindo o evento, o público acaba sabendo mais do Dongfeng Race Team. Isso ocorreu em 2014-15. Não há nenhuma dúvida de que a equipe e seus velejadores fizeram história”.

“O Dongfeng Race Team não apenas ajudou a empresa a ampliar seus negócios como uma marca de motores, mas também promoveu a cultura chinesa com a Volvo Ocean Race. Estabelecemos um canal de comunicação eficaz entre a China e o mundo”, completou Yabg Qing.

O time da China é segundo confirmado na regata, que começará em 22 de outubro do próximo ano e terá 45 mil milhas náuticas de percurso pelos mares do mundo. O Team AkzoNobel, capitaneado pelo holandês Simeon Tienpont, foi a primeira equipe a anunciar.

Mais sobre o Dongfeng Race Team

Em 2014-15, o francês Charles Caudrelier teve a ajuda de quatro velejadores chineses na regata. Eles quebraram as expectativas e garantiram o terceiro lugar no geral. ”O objetivo será ganhar dessa vez, disse Charles Caudrelier, que foi campeão com o Groupama em 2011-12. O francês de 42 anos disse mais: “Estou muito feliz por ter aprendido sobre a China e seu povo. Eu realmente gosto de trabalhar com eles. É ótimo para nós ver um patrocinador retornar”.

O sucesso na água e a forte divulgação proporcionaram um grande impulso para a marca Dongfeng, especialmente fora da China, ao mesmo tempo, dando à equipe o maior valor mediático medido na edição passada.

Desta vez, o patrocínio foi elevado de Dongfeng Trucks (DFCV) para a Dongfeng Motor Corporation, um sinal do sucesso comercial da última campanha. A Dongfeng Motor Corporation é a líder da indústria automobilística chinesa. Segundo a ‘FortuneChina’, eles tiveram receita de receita de US$ 82,817 bilhões, ficando em 16º entre as empresas chinesas.

“Com o anúncio prévio, nos teremos vantagem para encontrar a melhor tripulação e treinar o máximo possível. Na última edição, os velejadores chineses, que quase não tinham nenhuma experiência de navegação offshore, se juntaram á tripulantes com mais bagagem. Juntos demos o que poderíamos dar”, emendou Charles Caudrelier

É o quarto time chinês na história da Volvo Ocean Race! Além das duas campanhas do Dongfeng, os asiáticos correram com Team Sanya (2011-12) e Green Dragon (2008-09) – essa última com parceria irlandesa.

“É fantástico ter o Dongfeng de volta como o mesmo patrocinador. A vela da China está construindo um legado”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. Antes de assumir as rédeas do evento, em junho de 2016, ele supervisionou o projeto da Dongfeng Race Team.

“É um grande voto de confiança na regata, não apenas para outras marcas chinesas, mas para muitas empresas ao redor do mundo que estão procurando uma plataforma para ajudá-las a transformar seus negócios, internamente ou externamente.

Os sete barcos one-design Volvo Ocean 65 da última edição estão sendo submetidos a um rigoroso procedimento de reequipamento nas instalações do Boatyard, em Lisboa, Portugal. O oitavo barco – idêntico aos outros – está em processo de construção na Persico Marine, em Bergamo, Itália.

Já foi anunciado que a próxima edição terá duas paradas asiáticas: Hong Kong e Guangzhou. Será a quarta edição consecutiva que a competição para na China.

No total, a Volvo Ocean Race visitará 11 cidades em cinco continentes, começando em Alicante e passando por Lisboa, Cidade do Cabo, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport, Cardiff e Gotemburgo antes do final em Haia.

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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Além do título da temporada 2014-15 e recorde de velocidade, Abu Dhabi Ocean Racing faturou o evento paralelo das in-port races – regatas costeiras disputadas nas cidades-sede da Volta ao Mundo Com rei Juan Carlos da Espanha a bordo e brasileiro decisivo, barco MAPFRE dá show de tática nas águas nórdicas

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A temporada 2014-15 foi perfeita para a equipe do Abu Dhabi Ocean Racing na vela oceânica. Depois de vencer por antecipação a edição atual da Volvo Ocean Race e quebrar o recorde de milhas percorridas em 24 horas, o time dos Emirados Árabes Unidos ganhou também o campeonato paralelo das in-port races, regatas costeiras disputadas em todas as paradas da Volta ao Mundo. Na última prova, disputada neste sábado (27), na sueca Gotemburgo, a equipe do medalhista olímpico Ian Walker não foi bem – terminando em sexto, mas o suficiente para não perder a vantagem de pontos para o Team Brunel, vencedor da prova.

“Estou feliz pelo trabalho bem feito pela nossa equipe nas regatas de curta e longa distância”, relatou Ian Walker com mais um troféu nas mãos. “Não velejamos muito bem desta vez, mas conseguimos a posição necessária para ganhar o campeonato”.

O Abu Dhabi Ocean Racing foi campeão da temporada com uma regata de antecedência. Os árabes foram regulares do começo ao fim, quase sempre presentes entre os três primeiros do pódio. O recorde de singradura – milhas velejadas em um dia – foi quebrado em março durante a quinta etapa entre a Nova Zelândia e o Brasil. Para ganhar o IWC 24 hour Speed Record Challenge, o barco de Ian Walker percorreu 550 milhas náuticas nos mares do Sul!

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O vencedor da Inmarsat In-Port Race Gothenburg foi o Team Brunel. Os holandeses completaram a prova em 59min05. O pódio teve ainda Team SCA e MAPFRE. A regata foi disputada com ventos fracos – variando de 3 a 5 nós.

Estratégia para o rei ver

O rei Juan Carlos da Espanha e a princesa Victoria da Suécia prestigiaram suas respectivas equipes locais MAPFRE e Team SCA. O resultado da Inmarsat In-Port Race Gothenburg também definiu o resultado final da Volvo Ocean Race com o MAPFRE em quarto e Team Alvimedica em quinto. As regatas serviram com desempate da classificação geral.

Volvo Ocean Race

O que chamou atenção foi o baile de tática da equipe do campeão olímpico Iker Martínez. Precisando chegar duas posições na frente do Team Alvimedica, os espanhóis foram mercados de perto pelos adversários, num verdadeiro estilo match race. No último trecho da regata, a equipe ibérica segurou o Alvimedica para o Dongfeng Race Team passar e ficar no meio deles.

“Dever cumprido. Conseguimos, apesar do vento faco, colocar um barco entre a gente e o Alvimedica. Uma tarefa difícil. O mais importante é que melhoramos durante o campeonato e mostramos que somos capazes”, explicou o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, MAPFRE. “A presença do rei da Espanha nos motivou”.

A próxima edição da Volvo Ocean Race será realizada nos anos de 2017 e 2018 com os mesmos modelos de barcos atuais, os VO 65. “Fiquei bastante satisfeito com o desempenho dos veleiros, que terminaram a regata inteiros”, revelou o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad.

Gothenburg Inmarsat In-Port Race
1. Team Brunel
2. Team SCA
3. MAPFRE
4. Dongfeng Race Team
5. Team Alvimedica
6. Abu Dhabi Ocean Racing
7. Team Vestas Wind

Classificação geral das In-port Races
1. Abu Dhabi Ocean Racing – 31pts
2. Team Brunel – 32pts
3. Team SCA – 35pts
4. MAPFRE – 37pts
5. Team Alvimedica – 37pts
6. Dongfeng Race Team – 40pts
7. Team Vestas Wind – 73pts

Classificação geral da Volvo Ocean Race 2014-15
1. Abu Dhabi Ocean Racing – 24pts
2. Team Brunel – 29pts
3. Dongfeng Race Team – 33pts
4. MAPFRE – 34pts
5. Team Alvimedica – 34pts
6. Team SCA – 51pts
7. Team Vestas Wind – 60pts‏


Antes do Pan de Toronto, Torben Grael prestigia Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race
O bicampeão olímpico e campeão da Volta ao Mundo como comandante gostou do equilíbrio entre os barcos nesta edição

Torben Grael está em Gotemburgo, na Suécia, para participar do encerramento da Volvo Ocean Race. A regata de Volta ao Mundo termina neste sábado (27) com a realização da Inmarsat In-Port Race Gothenburg e o bicampeão olímpico tem uma série de atividades antes de embarcar para ser treinador da equipe nacional nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. O brasileiro acompanhou de perto a atual edição da Volvo Ocean Race, que teve o Abu Dhabi Ocean Racing como campeão. Para Torben Grael, o equilíbrio nas regatas foi o que mais chamou a atenção.

“Foi excelente o fato de a regata ter sido sempre bastante disputada, com os todos os barcos muito perto uns dos outros. Isso é bom para a Volvo Ocean Race, pois atrai o público para assistir a disputa e novos participantes. Esse foi um grande ponto a favor da mudança (design único). O fato de reduzir os custos também foi importante. Espero que mais barcos entrem na regata”, contou Torben Grael.

E por falar em barco, Torben Grael é o primeiro nome lembrado, pois liderou um Brasil 1 na única campanha nacional na história da Volvo Ocean Race em 2005-06. “Sem dúvida para a regata é importante ter um barco de um outro continente. O Brasil já teve sucesso em 2005-06 e seria interessante ter uma campanha no momento, mas a situação econômica não ajuda”.

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O Brasil 1 terminou em terceiro lugar a Volvo Ocean Race 2005-06. A campanha contou com a participação de André ‘Bochecha’ Fonseca e Joca Signoniri. Os dois velejadores estiveram envolvidos com a edição atual. Um como integrante de destaque do MAPFRE e outro como treinador do Team SCA.

“O barco campeão foi o mais constante e conseguiu a vitória. Destaco também a participação das meninas do Team SCA, que ganharam uma regata e tiveram um papel super relevante”, concluiu.

Nesta sexta-feira (26), o brasileiro passou para o britânico Ben Ainslie – dono de quatro ouros olímpicos – o Magnus Olsson Prize, uma honraria concedia aos atletas com grandes feitos na modalidade. Torben Grael foi o premiado no ano anterior.


Volvo Ocean Race quer barco brasileiro na próxima edição
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race
Knut Frostad, CEO da Volta ao Mundo, está na torcida por uma nova campanha de uma equipe brasileira na edição 2017-18. A última e única participação de um barco do Brasil na regata foi em 2005-06

“Um barco do Brasil e outro da Itália fariam super diferença para a regata. Seria fantástico! São importantes mercados para a Volvo Ocean Race. Quero ser realista em relação ao número de barcos na próxima edição, mas é preciso ir passo a passo”.

A declaração é de Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race. O representante máximo da regata tem um carinho especial pelo País. Em 2005-06, o norueguês foi integrante do Brasil 1, barco que terminou a competição em terceiro lugar. A equipe foi comandada pelo bicampeão olímpico Torben Grael.

“As equipes atuais querem continuar e outras pretendem entrar. A edição 2014-15 foi bastante equilibrada e mostrou que todos podem ganhar, tornando a regata atrativa para o público”, reforçou Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race.

O relacionamento do Brasil com a Volvo Ocean Race ocorre desde a primeira edição, 41 anos atrás. Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP) e Itajaí (SC) foram cidades-sede das oito vezes em que a regata desembarcou no País. A cidade catarinense foi a responsável pelas últimas duas stopovers, como são chamadas as paradas.

Oito atletas brasileiras participaram da regata até hoje. Destaque para Torben Grael, que entrou para a história da modalidade e para o esporte brasileiro sendo o primeiro comandante a vencer a Volvo Ocean Race. Em 2008-09, liderando o sueco Ericsson 4, Grael e seus tripulantes – incluindo o carioca Joca Signorini – venceram praticante de ponta a ponta a Volta ao Mundo. Na edição 2014-15, o atleta olímpico André ‘Bochecha’ Fonseca integrou o barco MAPFRE e Joca Signorini foi treinador do feminino do Team SCA.

Neste sábado (27), os sete barcos da edição atual da Volvo Ocean Race disputam a regata final das in-ports. Em cada cidade-sede há uma prova costeira e os pontos são usados em caso de desempate para o campeonato principal. O Abu Dhabi Ocean Racing foi o campeão geral e também lidera o evento paralelo. A Inmarsat In-Port Race Gothenburg ocorre no período da manhã (Horário de Brasília) e será transmitida ao vivo pelo site www.volvooceanrace.com


Os números do Abu Dhabi, o campeão da Volvo Ocean Race 2014-15
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race
Vencedor por antecipação desde o fim da oitava perna, o Abu Dhabi Ocean Racing recebeu oficialmente a taça de campeão da Volvo Ocean Race 2014-15 na parada final da regata em Gotemburgo. O medalhista olímpico inglês Ian Walker foi o responsável por levar a tripulação do barco árabe ao inédito título da regata de Volta ao Mundo. A prata ficou com o Team Brunel e o bronze com o Dongfeng Race Team

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Abu Dhabi Ocean Racing! O barco que leva o nome dos Emirados Árabes Unidos para o mundo do esporte entra para o seleto hall de ganhadores da Volvo Ocean Race. A equipe comandada pelo medalhista olímpico Ian Walker ganhou o campeonato após chegar ao pódio em sete das nove etapas. Foram duas vitórias – etapa inicial e na que teve o Brasil como destino final. Durante os nove meses de prova, o barco navegou por 146 dias, 16 horas e 9 minutos. “Eu disse antes de começar a regata que estava confiante no título, mas existem centenas de maneiras de perder um campeonato e apenas uma para vencer. A vitória na Volvo Ocean Race e as minhas duas medalhas olímpicas foram conquistas especiais para minha carreira”, disse o comandante Ian Walker.

Volvo Ocean Race

A tripulação do Abu Dhabi é formada por atletas de oito países: Inglaterra, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Espanha e Antilhas Holandesas. Juntos, os velejadores somam 20 participações em Volvo Ocean Races. O velejador Adil Khalid se tornou o primeiro árabe a vencer a regata de Volta ao Mundo. “Esse é o momento mais especial da minha vida. Estou orgulhoso pelo meu país e por meus companheiros”

O espanhol Chuny Bermudez fala português por ser da região da Galícia – fronteira com Portugal. O galego foi peça chave na campanha do Brasil 1 na Volvo Ocean Race 2005-06 ao lado de Torben Grael e cia.”Disputar a Volvo Ocean Race é muito difícil, pois os barcos são iguais! Nesse sentido conseguimos também terminar o evento sem quebras”, contou o espanhol.

Os árabes se prepararam bastante para chegar ao título. Após um quinto lugar na edição 2011-12, a equipe fez 207 dias de treinamento. A média de idade a bordo é de 35 anos.

Ian Walker já viveu outras adversidades fora da regata. Em 1997, o britânico sobreviveu a um acidente de carro que tirou a vida de seu parceiro olímpico John Merricks. Eles tinham vinte e poucos anos na época. Apenas um ano antes , a dupla ganhou a medalha de prata olímpica em Atlanta-1996 na classe 470.

Ele se recuperou da tragédia para ganhar novamente uma prata olímpica, agora em Sydney-2000, na classe Star ao lado de Mark Covell. O bronze naquele evento ficou para os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira.

Volvo Ocean Race

O Abu Dhabi pode ganhar outro título no próximo sábado (27), o das regatas in-port. As provas ocorrem em todas as cidades-sede e podem servir como desempate. Os árabes lideram com folga esse campeonato paralelo, mas não podem vacilar.


Barco turco vence última etapa da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O Team Alvimedica (Turquia/EUA) conquistou um resultado inédito em Gotemburgo e fez muita festa na parada sueca. Os campeões da edição 2014-15 são os árabes do Abu Dhabi Ocean Racing (Emirados Árabes Unidos).

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A última etapa da Volvo Ocean Race teve um vencedor inédito! Nesta segunda-feira (22), o Team Alvimedica (Turquia/EUA) cruzou a linha de chegada na primeira colocação após concluir o percurso entre Lorient – Haia – Gotemburgo em 4 dias e 9 horas. Muita festa para o time mais jovem da competição – média de idade de 32,5 anos. “Claro que estamos muito felizes por essa vitória. Foi um ótimo resultado, pois conseguimos segurar a liderança obtida antes do pit-stop de Haia”, disse o norte-americano Charles Enright, comandante do Team Alvimedica. “Vamos aproveitar o momento e depois pensar na última regata in-port”.

O barco turco terminou a prova de 960 milhas náuticas com vantagem de 23 minutos para Team Brunel (Holanda), segundo colocado. O MAPFRE (Espanha) e o Dongfeng Race Team (China) cruzaram a linha minutos depois. Os últimos a fechar a nona etapa foram Abu Dhabi Ocean Racing (Emirados Árabes Unidos), Team Vestas Wind (Dinamarca) e Team SCA (Suécia). A diferença do primeiro ao sétimo não superou duas horas.

Volvo Ocean Race

Todas as equipes, com exceção do Team Vestas Wind (Dinamarca), que perdeu mais da metade das etapas por um incidente no Oceano Índico, ganharam pelo menos uma perna na edição 2014-15 da regata. O resultado mostra que os modelos Volvo Ocean 65 – barcos rigorosamente iguais – deram certo.

A equipe do Alvimedica terá mais um desafio. Disputar um desempate na in-port race do próximo sábado (27) contra o MAPFRE, do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. Ambos somam 34 pontos perdidos e a regata local de Gotemburgo vai definir quem fica em quarto e em quinto lugares. “Foi uma regata bastante difícil e a parada em Haia praticamente definiu a etapa. O Alvimedica foi melhor, méritos pra eles! Cometemos alguns erros que nos tiraram a vitória”, disse André Fonseca do MAPFRE. “Agora resta a disputa pelo quarto lugar. Vamos fazer a nossa regata sem importar com um match race contra o Alvimedica”.

Volvo Ocean Race

O pódio

O resultado da manhã desta segunda-feira em Gotemburgo também confirmou o pódio final da Volvo Ocean Race 2014-15. O Abu Dhabi Ocean Race (Emirados Árabes Unidos) fica com o ouro, o Team Brunel (Holanda) com a prata e o Dongfeng Race Team com o bronze (China). O britânico Ian Walker, comandante do time árabe, entra para um seleto grupo de medalhistas olímpicos e vencedores da Volta ao Mundo, como o brasileiro Torben Grael. O Abu Dhabi conta também com o espanhol Chunny Bermudez, integrante do Brasil 1 na campanha de 2005-06.

Ainda no píer sueco, a tripulação recebeu o troféu erguido pelo emocionado Ian Walker. A bandeira dos Emirados Árabes Unidos vai tremular na Volvo Ocean Race até a edição 2017-18.

O próximo e último compromisso das equipes é a já citada regata in-port sueca, que fecha a maior competição de vela oceânica no próximo sábado. As provas fazem parte de um campeonato à parte da Volta ao Mundo e são realizadas em todas as cidades-sede e servem como critério de desempate. O Abu Dhabi também é o líder provisório dessa série!

Todos os vencedores das nove etapas

Etapa 1: Alicante (Espanha) até Cidade do Cabo (África do Sul)
Vencedor: Abu Dhabi Ocean Racing

Etapa 2: Cidade do Cabo (África do Sul) até Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)
Vencedor: Team Brunel

Etapa 3: Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) até Sanya (China)
Vencedor: Dongfeng Race Team

Etapa 4: Sanya (China) até Auckland (Nova Zelândia)
Vencedor: MAPFRE

Etapa 5: Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (Brasil)
Vencedor: Abu Dhabi Ocean Racing

Etapa 6: Itajaí (Brasil) até Newport (EUA)
Vencedor: Dongfeng Race Team

Etapa 7: Newport (EUA) até Lisboa (Portugal)
Vencedor: Team Brunel

Etapa 8: Lisboa (Portugal) até Lorient (França)
Vencedor: Team SCA

Etapa 9: Lorient (França) – Haia (Holanda) – Gotemburgo (Suécia)
Vencedor: Team Alvimedica


Brasileiro vê pódio final da Volvo Ocean Race distante
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Integrante do barco espanhol MAPFRE, André ‘Bochecha’ Fonseca aposta na falta de vento na chega a Gotemburgo, na Suécia – palco final da Volta ao Mundo – para tentar vencer a etapa e ficar com a medalha de bronze da regata

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A posição atualizada dos barcos pode ser acessada
no dashboard, clique aquiº

A Volvo Ocean Race 2014-15 termina nesta segunda-feira (22) com a chegada dos barcos em Gotemburgo, na Suécia. Cinco equipes ainda disputam dois lugares no pódio. Com o título antecipado do Abu Dhabi Ocean Racing, resta saber quem vai ficar com as medalhas de prata e bronze. A regata final está sendo disputada neste momento no Mar do Norte e o Team Alvimedica (Turquia/EUA) lidera com vantagem confortável a nona perna. São mais de 20 quilômetros de distância para Dongfeng Race Team (China), Team Brunel (Holanda) e MAPFRE (Espanha). Se o resultado terminar assim, os espanhóis do MAPFRE, com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, vão acabar a Volvo Ocean Race em quinto lugar.

“A diferença acabou sendo bastante grande! O Team Alvimedica chegou mais de duas horas na frente dos demais barcos e esse tempo será difícil de bater. Vamos ter de torcer pra que o vento pare em algum momento da regata, e que possa começar tudo de novo. Além disso, tem o Dongfeng um pouquinho mais perto deles. A intenção é terminar em segundo, passando os chineses”, disse André ‘Bochecha’ Fonseca.

O resultado atual dá a medalha prata para o Dongfeng Race Team e o bronze para o Team Brunel. Para entrar na zona do pódio, o MAPFRE precisa terminar em primeiro e seus adversários serem ultrapassados pelos retardatários Team Vestas Wind (Dinamarca) e Team SCA (Suécia). Caso ocorra igualdade de pontos, a regata in-port de Gotemburgo, marcada para o próximo sábado (27), servirá como desempate. Se o Team Alvimedicar ganhar será o primeiro triunfo do time de Charles Enright na edição 2014-15. A equipe é a mais jovem da disputa.

A nona etapa largou na semana passada de Lorient, na França. Um parada de 24 horas em Haia, na Holanda, foi realizada pela primeira vez na história da Volvo Ocean Race. Mais de 70 mil pessoas participaram do ‘adeus’ aos barcos para o destino final em Gotemburgo, sede da Volvo.

Acompanhe os quilômetros finais da Volvo Ocean Race no tracker da regata.


Team Alvimedica é o primeiro a chegar em inédito pit-stop
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Barco turco/norte-americano agora terá quase duas horas de vantagem para o segundo colocado na relargada até a sueca Gotemburgo. Dongfeng, MAPFRE e Team Brunel chegaram logo depois e precisam acelerar e muito para pegar o Team Alvimedica.

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A posição atualizada dos barcos pode ser acessada
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O Team Alvimedica surpreendeu os adversários e foi o primeiro a chegar no inédito pit-stop da Volvo Ocean Race. O barco de bandeiras turca e norte-americana completou o percurso de Lorient, na França, até Haia, na Holanda, em 2 dias, 8 horas e 34 minutos e terá quase duas horas de vantagem para o segundo colocado – Dongfeng Race Team – na relargada da nona etapa. Na prática são 26 milhas náuticas de diferença para o adversário. Restam mais
480 milhas náuticas para Gotemburgo.

“O pit-stop é um Cabo Horn sem valer pontos, mas mesmo assim é uma grande realização parar em primeiro”, disse o comandante Charlie Enright, pouco depois de cruzar a linha. “É legal dar uma paradinha e tomar um banho, mesmo que por pouco tempo”.

O Team Alvimedica é o barco com média de idade mais baixa desta edição da Volvo Ocean Race. Eles não venceram nenhuma etapa, mas conseguiram resultados impotantes como dois primeiros em regatas in-ports, incluindo a de abertura. Além disso cruzaram o Cabo Horn antes dos adversários e agora concluem o pit-stop na ponta.

A saída para Gotemburgo, marcada para a manhã do sábado (20), terá o Team Alvimedica largando sozinho, horas depois partem os chineses do Dongfeng, os espanhóis do MAPFRE e os holandeses do Team Brunel. O quinto a chegar – quase quatro horas depois – foi o Abu Dhabi. Os últimos foram Team Vestas Wind e Team SCA.

Para o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, o importante na relargada do sábado é torcer para não ter vento. “Isso pode comprimir a flotilha e dar chance de lutar pela vitória no fim. Temos de tentar, pelo menos, terminar em segundo”.

O pit-stop não vale pontos, mas dá vantagem clara a quem chegou primeiro. Resta saber agora como ficará o campeonato com a chegada em Gotemburgo. O Abu Dhabi Ocean Racing já é o campeão antecipado com 24 pontos perdidos. A tabela indica uma briga do segundo ao quinto com Team Brunel e Dongfeng Race Team com 31 empatados, MAPFRE e Team Alvimedica com 34, também na mesma. Team SCA com 51 e Team Vestas Wind com 60 fecham a tabela.

Volvo Ocean Race

Os barcos devem cruzar a linha de chegada na Suécia na próxima segunda-feira (22). Se houver igualdade em pontos, as regatas in-port serão fator de desempate e a última está marcada para o dia 27.


Forte correnteza atrasa barcos na última etapa da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

As sete equipes encontram dificuldades para navegar rápido no primeiro dia da nona perna. Chegada no pit-stop de Haia, na Holanda, deve ocorrer até sexta-feira (19)

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A posição atualizada dos barcos pode ser acessada
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“É como se tivesse um monstro debaixo do barco. Ele faz o que quer com o veleiro. A corrente atrapalha os atletas e sacode o barco”. Essas foram as palavras do repórter a bordo do Abu Dhabi Ocean Racing, Matt Knighton. As primeiras 24 horas da nona etapa da Volvo Ocean Race foram lentas. Os times deixaram Lorient, na França, com destino a Gotemburgo, na Suécia. Um pit-stop está programado no meio do caminho em Haia, na Holanda. A última perna do campeonato definirá os medalhistas de prata e bronze, já que o Abu Dhabi Ocean Race foi o vencedor por antecipação.

A tal corrente parecida com um monstro foi registrada pelas equipes na ponta mais ocidental da França. “Parece que a água ferve. Rios de corrente passam junto ás manchas de água parada, como tapetes no mar. A maré mudou e nós estamos apenas tentando passar”, complementou Matt Knighton

Para complicar ainda mais, o vento é bem fraco desde a saída de Lorient. Média de 3 a 4 nós de velocidade. A última parcial da tarde desta quarta-feira (17) indicava Team Alvimedica em primeiro lugar, seguido por MAPFRE e Dongfeng Race Team logo atrás.

As meninas do Team SCA foram as mais ousadas. Elas não rodearam a Ile de Seine por fora como o resto dos barcos e sim atravessaram o estreito canal francês. “O barco começou a se mover em várias direções. Com o vento fraco, a gente ia para várias direções por causa da corrente muito forte”, contou a repórter Anna-Lena Elled. O Team SCA é o quinto nesta etapa provisoriamente.

O vento deve aumentar nas próximas horas e subir de 15 a 22 nós. A previsão é que a flotilha chegue a Haia entre a tarde de quinta-feira (18) e a madrugada de sexta-feira (19). Eles param por 24 horas na Holanda e deixam o porto com destino a Gotemburgo na sequência em que chegaram.