Sobre as Águas

Arquivo : abril 2015

70% reconstruído! Team Vestas Wind perto do retorno
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A maior parte dos tripulantes do Team Vestas Wind trabalha full time no estaleiro Persico, em Bergamo, na Itália, para arrumar o barco que encalhou no Oceano Índico em 29 de novembro do ano passado. O objetivo é colocar o veleiro na água para a oitava etapa, entre Lisboa e Lorient.

Uma boa notícia para a equipe dinamarquesa. A reconstrução do Team Vestas Wind avança em 70% e o barco tem tudo para voltar à disputa da Volvo Ocean Race depois do incidente na segunda etapa do evento. O trabalho inicial foi realizado na metade do tempo normalmente necessário e animou os representantes da equipe azul e branca.

“O casco está totalmente pronto e novo. Trocamos mais da metade da estrutura interna. Constatamos que o barco é resistente e confiável, impressionante!”, disse o chefe da equipe de terra do Team Vestas Wind, Neil Cox. “A parte mais complicada foi seguir o regulamento da classe Volvo Ocean 65”.

O barco foi desmontado peça por peça antes de sua reconstrução com a ajuda de uma equipe de 24 especialistas de todo o mundo. Os equipamentos e a estrutura foram medidas, pesadas e verificadas pelo medidor oficial James Dadd.

Depois de unir casco com a parte superior do barco, é a vez da pintura, eletrônica, motor e sistemas hidráulicos.

“Todos fizeram um trabalho fantástico, demostrando uma dedicação total ao projeto. Tenho que agradecer a Persico. Não sei se outros estaleiros aceitariam um desafio como este”, disse o comandante Chris Nicholson.

O transporte desde o norte da Itália até Lisboa poderia levar sete dias, mas existe a opção de seguir de ferry até a Espanha. O novo mastro, a quilha e o bulbo já serão levados a Portugal.

O barco encalhou em uma pequena ilha do Oceano Índico em 29 de novembro do ano passado. Ninguém se feriu, mas a equipe foi obrigada a abandonar as etapas seguintes.


Passagem até que rápida pelos Doldrums
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Região hemisférica com ventos predominantemente fracos não foi problema para as equipes. Quatro barcos se revezam na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race

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A Posição atualizada dos barcos pode ser acessada
no dashboard, clique aquiº MAPFRE given two-point penalty – read more

A mudança de posição é constante mesmo. No placar da manhã desta quarta-feira (29), Dongfeng Race Team, Abu Dhabi Ocean Racing, Team Brunel e MAPFRE estão tecnicamente empatados. Team Alvimedica e Team SCA estão um pouco mais distantes.Não foi ruim dessa vez! A passagem pelos Doldrums – região de ventos inconstantes entre os hemisférios – foi mais tranquila do que nas outras edições na sexta etapa da Volta ao Mundo. Os barcos que lideram a Volvo Ocean Race conseguiram pegar boas rajadas e avançar rumo aos Estados Unidos, destino final Newport. Não ficaram boiando e nem esperando por um sopro. “Normalmente os Doldrums tiram o nosso sono, mas dessa vez não! Teve vento o tempo todo e cruzamos bem essa região. É o momento de tomar, pois está chovendo bastante”, contou o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, tripulante do MAPFRE na Volvo Ocean Race. “Os barcos mudam de posição a todo instante. Isso faz parte do jogo. Quem está atrás acelera bastante”.

Líderes da classificação geral, os árabes do Abu Dhabi querem se manter no meio do pelotão. “Todo mundo está velejando junto. Agora temos de saber como gerenciar as melhores equipes e manter o barco no ritmo”, disse Matt Knighton, repórter a bordo do barco árabe.

Os barcos devem chegar entre 6 e 8 de maio a Newport, Rhode Island. A sexta etapa começou no dia 19 de abril, largando de Itajaí, em Santa Catarina.

 


Prestes a cruzar a Linha do Equador pela última vez
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Regata com nove meses de duração, a Volvo Ocean Race já se aproxima dos seus momentos decisivos. A passagem pela linha que corta os hemisférios é um momento especial para os participantes.

quadro1A posição atualizada dos barcos pode ser acessada no dashboard, clique aquiº MAPFRE given two-point penalty – read more

 

A flotilha da Volvo Ocean Race deve cruzar pela última vez nas próximas horas a Linha do Equador. Os barcos disputam a sexta etapa e sobem o Atlântico rumo a Newport, nos Estados Unidos. Será a última perna antes de uma maratona de poucos dias pelos mares da Europa. Depois da parada norte-americana será quase uma reta até Portugal, depois França, Holanda e Suécia. A passagem pelos hemisférios indica que o campeonato está nos seus momentos decisivos, mesmo com muitos pontos em jogo. “A voltando ao Hemisfério Norte marca uma mudança de ritmo na regata. A partir de agora, as pernas são mais rápidas! Há muita coisa em jogo até a chegada na Suécia. Quarenta e cinco por cento dos pontos estão em jogo”, disse Ian Walker, comandante do Abu Dhabi Ocean Racing, que lidera o campeonato.

As equipes não querem perder terreno nos chamados Doldrums – região de ventos inconstantes e muitas vezes quase nulos. Com a flotilha paticamente agrupada – menos de 50 quilômetros do primeiro ao sexto, a estratégia é aproveitar todas as rajadas, por menor que elas sejam.

“Vamos entrar nos Doldrums e acredito que não teremos muitas surpresas. Não vemos muita calmaria por aqui”, explicou Xabi Fernandez, comandante do MAPFRE. “Vamos passar ao Hemisfério Norte e não descer mais. Esperamos velejar rápido agora”.

No placar desta terça-feira (28), o Team Brunel aparecia em primeiro lugar depois de tirar a liderança dos chineses do Dongfeng Race Team. O MAPFRE é o terceiro trazendo em sua cola Abu Dhabi Ocean Racing, Team SCA e Team Alvimedica. Restam menos de 3.000 milhas náuticas para a chegada em Newport.

“A partir de agora, a situação pode ser comparada com os carros chegando a um cruzamento cheio de opções. Quem for mais a Oeste perto da costa pega mais corrente e ventos mais fracos. Para Leste, os ventos são mais generosos, apesar do ângulo”, disse Gonzalo Infante, meteorologista da Volvo Ocean Race.

A flotilha deve chegar aos Estados Unidos entre 6 e 8 de maio, ou seja, em um pouco mais de uma semana.


Volvo Ocean Race saindo da costa brasileira
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Os barcos que disputam a sexta etapa da Volta ao Mundo sobem o Atlântico rumo aos Estados Unidos e a liderança provisória está nas mãos dos chineses do Dongfeng Race Team

O Brasil é o país que mais está presente na Volvo Ocean Race, pelo menos na questão geográfica. Somos nação com a maior costa do mundo e isso obriga os barcos a permanecer por aqui por mais tempo. Fazendo um cálculo simples – incluindo a descida do Atlântico na primeira etapa, a parada de 17 dias e a atual perna com destino a Newport – as equipes estão no Brasil por mais de um mês.

“Temos um fator decisivo na Volvo Ocean Race. O Brasil é uma parada estratégica depois da perna dos mares do Sul, a mais desgastante. É onde os consertos mais significativos são feitos e onde muitas quebras ocorrem. Além disso, da região Sul ao Nordeste do país, os barcos encontram uma ótima rota para navegar. Sempre digo que a etapa que sobe o Atlântico é como uma corrida de Fórmula 1, com muitas trocas de posições”, disse o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, integrante do MAPFRE, que ocupa provisoriamente a segunda posição na etapa atual. A liderança está nas mãos do Dongfeng Race Team.

A sexta etapa sobe o Atlântico na direção dos Estados Unidos e, nesta segunda-feira (27), os barcos devem se despedir da costa brasileira e entrar nos Doldrums – região hemisférica com ventos inconstantes.

A etapa marca, por enquanto, a volta por cima do Dongfeng Race Team. O barco chinês abandonou a última perna após a quebra do mastro. Com um novinho em folha, os asiáticos estão acelerando – mas todo cuidado é pouco.

“O vento é muito instável por aqui. É difícil para os ‘nervos’ essa situação, pois nada que você ganha agora pode ser comemorado. A Volvo Ocean Race é realmente interessante. A mudança para um barco one-design alterou tudo e tornou a regata ainda mais difícil. O contato permanente com nossos concorrentes é cansativo e estressante”, disse o comandante Charles Caudrelier.

Para chegar em Newport, no estado de Rhode Island, as equipes ainda terão a costa caribenha e o frio da costa leste norte-americana. A previsão para o fim da perna varia entre 6 e 8 de maio.


Team Alvimedica escapa do pelotão e assume ponta provisória
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O time turco/norte-americano sobre para sua casa Newport e adota uma rota mais próxima à costa brasileira. Os outros cinco barcos trocam de posições com o bico mais ao norte.

As estratégias da sexta etapa da Volvo Ocean Race começam a ser lançadas antes mesmo da chegada a linha do Equador. Na costa brasileira – mais precisamente na linha de Porto Seguro, na Bahia – os barcos que sobem para Newport estão bem próximos, mas um deles resolveu ficar mais perto da praia: o Team Alvimedica. Anfitriões da próxima parada de Newport, os turcos/norte-americanos lideram a perna. Na última parcial da manhã desta sexta-feira (24), a equipe tem vantagem mínima para Dongfeng, Team SCA, MAPFRE, Team Brunel e Abu Dhabi.

“O progresso é lento e a regata imprevisível com ventos inconstantes. Todo mundo está tentando chegar ao norte, mas nos falta o vento para fazê-lo bem, por isso estamos caçando qualquer direção que possa nos levar pra casa. A tripulação está exausta de tanto trabalho a bordo”, disse Amory Ross, repórter a bordo do Team Alvimedica.

Depois de deixar a Itajaí sem vento no domingo (19), os líderes do campeonato, os árabes do Abu Dhabi Ocean Racing, estão adotando uma estratégia conservadora. “Vamos ficar no meio do pelotão e seguir a flotilha”, disse Ian Walker antes de zarpar do Brasil. O seu time lidera com oito pontos de vantagem.

Apesar das tentativas de escapada, ninguém pode ser dar ao luxo de dizer que está tranquilo, pois a diferença do primeiro ao sexto é menor do que vinte quilômetros. As projeções mais recentes são de que a flotilha cruze a linha de chegada entre 6 e 8 de maio após quase 20 dias de navegação.


Tudo embolado na costa brasileira
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race
A sexta etapa da Volvo Ocean Race segue com equilíbrio apontado antes da saída de Santa Catarina. Praticamente empatados, os seis barcos se alternam nas posições na subida do Atlântico pela costa brasileira e a tendência é que o cenário não se altere até a aproximação à linha do Equador.

Nas últimas 24 horas, no entanto, o Abu Dhabi conseguiu permanecer na frente, seguido pelo time feminino SCA. O barco MAPFRE, que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca era o quatro atrás do Team Alvimedica, terceiro.

“Se a etapa terminar agora, as seis equipes chegariam num espaço curto de tempo. As últimas pernas têm juntas a mesma distância que percorremos até agora na Volta ao Mundo. Será uma loteria completa – tudo pode acontecer antes da chegada em Gotemburgo”, disse Matt Knighton, repórter do Abu Dhabi Ocean Racing.

Seu companheiro do MAPFRE, Fran Vignale, traduziu esse pega no Atlântico. “Isso parece um circuito de Fórmula 1. Não há muito a velocidade, mas observar o avanço de cada um é dramático. Em todos os lados temos um barco fazendo seu jogo”.

O Dongfeng Race Team por pouco não desistiu da etapa. Dessa vez, o problema no barco foi a máquina que transforma água do mar em doce. Mas, a situação é normalizada aos poucos.

“Nós estamos cansados ​​depois de estar de plantão bombeando água. Ninguém tem qualquer privilégio, todo mundo tem que bombear água. Nós não comemos bem nos últimos dias. Não há água! Nós não fizemos o nosso miojo – minha comida favorita a bordo. A quebra nos levou de volta à Idade da Pedra”, contou o chinês Black, tripulante do Dongfeng.

Os barcos partiram no domingo (19) de Itajaí, no Brasil, com destino a Newport, nos Estados Unidos. A flotilha deve chegar no início de maio ao destino.


Obrigado Brasil…Volvo Ocean Race larga para os EUA
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Antonio Alonso

novo135

A maior regata de Volta ao Mundo do planeta se despede de Itajaí, em Santa Catarina, com desejo de quero mais. Até o vento não queria ir embora do Brasil e as seis equipes sofreram para entrar no Oceano Atlântico.

Eles partiram! A Volvo Ocean Race deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, neste domingo (19), depois de 17 dias na cidade de Itajaí, no sul do País. Os seis barcos terão pela frente toda a subida pelo Oceano Atlântico até a chegada em Newport, Rhode Island. Serão 9.278 quilômetros de regata e os vencedores devem cruzar a linha de chegada na cidade norte-americana no início de maio.

novo136

A largada da sexta etapa da Volta ao Mundo foi praticamente sem vento. Os barcos demoraram mais de uma hora para fazer um percurso curto de saída. Talvez a merreca de vento tenha sido um presente para o público, que lotou a Vila da Regata para ver seus heróis. O brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, do MAPFRE, agradeceu o carinho e prometeu mais dedicação a bordo.

“Fiquei muito feliz com o carinho que tive dos brasileiros, que adotaram o time espanhol como favorito. Nós disputamos uma regata bastante complicada e os resultados mostram isso. Por isso é bom ter uma torcida maior”, disse o brasileiro.

A sensação de todos era de quero mais. “Gostaria de ficar mais uma semana em Itajaí. Conseguimos descansar um pouco e curtir as praias, a comida e o povo local. Estamos prontas para a próxima”, contou Carolijn Brouwer, velejadora do Team SCA. “A etapa será boa pra gente, principalmente nos primeiros dias com ventos um pouco mais fracos, ideais para as mulheres. A perna terá uns dez dias de regata próxima à costa brasileira e depois vamos passar pelos doldrums . É um desafio, mas a gente se preparou”.

A liderança é do Abu Dhabi, seguido pelo Dongfeng e Team Brunel na zona do pódio. “Temos um tripulante novo e um desafio de passar por uma etapa difícil. A regra é acreditar na estratégia porque os barcos estarão próximos. A meteorologia é traiçoeira”, disse Bouwe Bekking, do Team Brunel.  “Tudo pode ocorrer. É só lembrar o que ocorreu com o time espanhol na edição passada. O Abu Dhabi lidera bem, mas ainda tem muito para rolar, inclusive mais uma travessia transatlântica”.

Convidados ilustres, como a modelo Ellen Jabour e o tetracampeão Marcio Santos, seguiram a tradição de pular do barco após o contorno da última boia. “Sempre representei o Brasil e agora mais uma vez nesse desafio inusitado. Santa Catarina está de parabéns por sediar um evento deste porte”.

O evento desembarcou pela segunda vez em Itajaí (SC) e mais uma vez teve índices surpreendentes de público.


Volvo: Tripulante espanhol desembarca do Pajero e vence regata costeira
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Antonio Alonso

“Florianópolis é um lugar fantástico. Estamos no outono e o tempo lá é melhor do que em qualquer época do ano na minha cidade, na Espanha. Pena que não tive tempo para conhecer Itajaí. Aqui foi chegar e entrar no barco para competir”. O espanhol Javier de la Plaza conquistou nesta quinta-feira o vice-campeonato mundial da classe Soto 40, em Florianópolis, dois dias antes de pular a bordo do Team Brunel e vencer a regata costeira deste sábado.

O regulador de genoa espanhol Javier de la Plaza, campeão mundial de 49er em 2000 e tripulante do Telefónica Azul na Volvo de 2008-2009, foi chamado para substituir o velejador francês Laurent Pagès a bordo do Team Brunel. Depois da regata, Javi contou que a passagem de um barco para o outro “é a coisa mais natural do mundo. Velejar é o que eu sei fazer, é meu trabalho e é uma paixão. Já corri esta regata em outro barco no qual Bouwe Bekking também era o capitão. Hoje eu acho que dei sorte para o time, saímos com uma vitória. Mas eu mal posso esperar para largar amanhã rumo aos Estados Unidos”.

Bouwe Bekking disse que Javier é “o melhor regulador de genoa de toda Europa”. E o espanhol é mesmo bastante disputado. Ele correu o circuito de TP52 a bordo do Phoenix, de Eduardo Souza Ramos, que também comanda a equipe do Pajero no Brasil.

Javier de la Plaza venceu sua primeira regata a bordo do Team Brunel

Javier de la Plaza venceu sua primeira regata a bordo do Team Brunel


Holandeses vencem regata ‘sem vento’ em Itajaí
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A Team Vestas Wind In-Port Race Itajaí teve de tudo, menos vento. O Team Brunel aproveitou melhor as pequenas rajadas na última boia e cruzou a linha de chegada na frente. A equipe holandesa lidera o campeonato paralelo das regatas locais. Com Cafu, Abu Dhabi chegou em segundo.

Volvo Ocean Race

Uma regata em slow-motion e bem diferente do que geralmente ocorre na costa de Itajaí, litoral de Santa Catarina. A In-port Race brasileira, prova que antecede a próxima etapa da Volvo Ocean Race, teve ventos fracos, quase nulos, que dificultaram a vida das seis equipes que participaram da regata deste sábado (18). A vitória ficou com a equipe holandesa do Team Brunel, que aproveitou uma pequena briza e cruzou em primeiro depois de mais de uma hora de prova.

A regata teve de tudo, menos vento. Já começou atrasada em 10 minutos e quando largou, não passava de 6 nós. O movimento das ondas e a merreca testavam a paciência dos atletas. O Team SCA e o Abu Dhabi, reforçados por ídolos do esporte brasileiro como Torben Grael e Cafu, respectivamente, começaram melhor e se revezaram na ponta. O Dongfeng chegou a pular na frente quando literalmente o vento sumiu, mas foi o Team Brunel que terminou em primeiro lugar.

O resultado colocou os holandeses em primeiro lugar na tabela do campeonato paralelo das regatas locais. Os pontos não entram na classificação geral e serão usados apenas em caso de desempate.

“É uma maneira de começar bem a próxima perna. Tivemos mais sorte no fim e vencemos. Os nossos velejadores fizeram um bom trabalho”, disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel. A equipe venceu pela primeira vez um In-port Race, mas mesmo assim lidera o campeonato.

Segundo colocado, o Abu Dhabi Ocean Racing também caiu para segundo no geral das inports, mas lidera o evento que realmente vale. Com o pentacampeão Cafu a bordo, os árabes se mostraram bastante contentes com o desempenho numa regata incomum. “Geralmente a gente não corre provas com quase nada de vento. Mesmo assim valeu”, disse Ian Walker. Já o convidado do futebol gostou do que viu, mesmo boiando por mais de uma hora. “Adorei e faria outra vez. O segundo lugar foi uma homenagem pra mim. O número dois é o da minha camisa”, brincou Cafu.

Com Torben Grael de consultor a bordo, as meninas do Team SCA mostraram que têm timming de regata e estão na briga. O resultado poderia ter sido melhor, mas a equipe pagou uma punição e perdeu o pódio, terminando em quarto. “O trabalho delas foi muito bom, tudo muito controlado, sem gritaria e afobação. A força não é igual a dos homens, mas a quantidade de meninas supera. Elas manejam bem o barco”, disse Torben Grael.

“Conseguimos velejar bem mais uma vez. É ruim dar um 360 e pegar uma punição, claro, mas o vento também caiu bastante, deixando tudo mais difícil. Lutamos até o final”, explicou a holandesa do Team SCA, Carolijn Brouwer.

Quem quase não foi pra in-port por problemas no mastro foi o MAPFRE. O barco espanhol com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca a bordo. “Nosso objetivo era dar de presente uma vitória para Itajaí. O vento acabou na largada e não apareceu. Tinha onda e os barcos balançam bastante. Nossa modalidade é assim. Estamos acostumados, faz parte”, contou o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca.

A largada para Newport, nos Estados Unidos, está marcada para o domingo (19), às 14h. Acompanhe tudo ao vivo no site www.volvooceanrace.com

Resultado da regata In-port de Itajaí:

1º – Team Brunel
2º – Abu Dhabi Ocean Racing
3º – Dongfeng Race Team
4º – Team SCA
5º – MAPFRE
6º – Team Alvimedica
Team Vestas Wind – DNS

Classificação geral das In-port Races:

1º – Team Brunel – 15 pontos
2º – Abu Dhabi Ocean Racing – 16 pontos
3º – Team SCA – 20 pontos
4º – Dongfeng Race Team – 21 pontos
5º – Team Alvimedica – 26 pontos
6º – MAPFRE – 30 pontos
7º – Team Vestas Wind – 44 pontos