Sobre as Águas

Arquivo : janeiro 2015

Juliana Duque bota moral no Brasileiro de Snipe
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Antonio Alonso

A baianinha Juliana Duque deixou mais de 60 marmanjos para trás e venceu a única regata desta quarta-feira no Campeonato Brasileiro de Snipe, em Brasília. Juliana Duque é uma das sete timoneiras na flotilha de 71 barcos neste campeonato. Desde pequena ela se dividia entre o Optimist e a classe que é o xodó dos brasileiros. Numa raia com feras como Xandi Paradeda, Santinha, Ivan Pimentel e até o gringo Manu Hens, eleito velejador do ano da classe Snipe, Juliana Duque e o proeiro Eduardo Carvalho deixaram todos para trás. Quem lidera a competição é Xandi Paradeda e Lucas Aydos.

Fiquem com imagem e texto de Kiko Moura, da pioneira Bóia 1:

Juliana Duque venceu a única regata do dia. Foto: Kiko Moura/Bóia 1

O segundo dia de regatas do 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe, nesta quarta-feira (28), foi especial para a flotilha baiana, representada exclusivamente por velejadores do Yacht Clube da Bahia. Logo pela manhã, durante a Assembleia Geral da classe, Salvador/BA foi ratificada como sede da próxima edição da competição em 2016. Poucas horas depois a dupla baiana Juliana Duque / Eduardo Carvalho venceu a única prova do dia e, para completar, os também baianos Mateus Tavares e Gustavo Carvalho assumiram a vice-liderança na classificação geral.

O início do dia completamente sem vento e com forte calor levou Fernando Madureira, Secretário Nacional da Classe Snipe, a adiantar a realização da Assembleia Geral, inicialmente prevista para as 18h. Na reunião, além de assuntos administrativos e da escolha da capital baiana como sede da 67ª edição, foi escolhida Ilhabela/SP para o evento de 2017 em detrimento de Vitória/ES, após uma apertada votação entre os capitães-de-flotilha, com placar de 8 x 6. Cabe agora aos caiçaras se adequarem ao caderno de encargos da classe para terem homologado seu pleito na assembleia do próximo Campeonato Brasileiro.

Enquanto transcorria a assembleia, por volta das 11h, o vento apareceu e preencheu toda a raia Norte do lago Paranoá. Por isso, assim que a votação foi concluída, a Comissão Regatas convocou todos os velejadores para a disputa da primeira prova do dia. Sob ventos muito parecidos com os do primeiro dia, entre 4 e 8 nós, foi disputada mais uma regata barla-sota com cinco pernas. Ao final do percurso, a dupla Maurício Santa Cruz / Alexandre Muto, do Iate Clube do Rio de Janeiro, foi a primeira a cruzar a linha de chegada mas não venceu. Ao lado de outras quatro duplas os cariocas largaram escapados sob Bandeira Preta e foram penalizados com a desclassificação da prova. Bom para Juliana Duque e Eduardo Carvalho que herdaram a vitória após cruzarem em segundo por uma diferença mínima. Mas foi melhor ainda para os seus colegas de clube Mateus Tavares e Gustavo Carvalho. Com a desclassificação de um adversário direto na disputa pelo título, eles assumiram a vice-liderança com 15 pontos perdidos, após um segundo lugar no prova do dia.

Na classificação geral a liderança permanece com os gaúchos Alexandre Paradeda / Lucas Huyer Aydos, do Clube dos Jangadeiros, com apenas 8 pontos perdidos após três provas. Xandi e Lucas se recuperaram de uma largada discreta e conseguiram terminar a terceira regata da série na quarta colocação. Em terceiro, no geral, aparece a dupla mista Manu Hens / Maj Borgen, representante da Bélgica, com 22 pontos perdidos. Hens e Borgen novamente fizeram uma regata bastante consistente e, sem se arriscarem muito, conquistaram um bom quinto lugar, o melhor resultado da dupla até o momento.

Após uma tentativa frustrada de realização da quarta regata da série, anulada por falta de condições técnicas, a programação do dia foi encerrada com um belo churrasco oferecido pelo Iate Clube de Brasília, clube organizador do evento.

O 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe apoiado pela CBVela, North Sails, Ocean Blue e NautiSpecial, prossegue nesta quinta-feira (29), com a realização de até três provas. Duas previamente programadas mais uma de hoje, que ficou em atraso.


“Estamos melhorando”, afirma brasileiro da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A terceira etapa da Volvo Ocean Race praticamente terminou nesta terça-feira (27) com mais quatro barcos cruzando a linha de chegada no porto de Sanya, na China. Um deles foi o MAPFRE, que acabou fora do pódio, na quarta colocação. Para o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, o time espanhol mostra evolução gradativa na disputa da Volta ao Mundo. “A equipe está mais forte e mais unida. Falta muito pouco para o MAPFRE brigar pelo pódio. Estamos melhorando”. Os resultados anteriores dos espanhóis foram um sétimo e um quarto lugares.

O vencedor da perna foi o Dongfeng Race Team, de bandeira chinesa, que chegou na segunda-feira (26), após 23 dias de regata entre os Emirados Árabes Unidos e a China.

Completaram o pódio Abu Dhabi Ocean Racing (Emirados Árabes Unidos) e Team Alvimedica (Turquia/EUA). O MAPFRE (Espanha) foi o quarto e o Team Brunel (Holanda) o quinto. A diferença do segundo ao quinto foi inferior a duas horas. O Team SCA (Suécia), equipe 100% feminina, terminará a prova ainda nesta terça-feira.

O único velejador brasileiro na Volvo Ocean Race valorizou o fato de o MAPFRE ter segurado a pressão do Team Brunel (Holanda), quinto colocado. A diferença entre eles foi de 1 minuto e 50 segundos. “Não deixamos os holandeses passar. Eles estão na briga pelo título. Além disso, nós terminamos perto do pódio. Apenas dez milhas do terceiro colocado, o Team Alvimedica. Primeira vez que a gente chega tão perto”, concluiu André ´Bochecha’ Fonseca.

Em relação à classificação geral, o MAPFRE acabou se distanciando do título, mesmo faltando muita regata. Os espanhóis somam 15 pontos perdidos contra 5 do líder Dongfeng. O segundo colocado no geral é o Abu Dhabi com 6 pontos perdidos.


Chineses fazem história e vencem pela primeira vez na Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O Dongfeng Race Team fez a alegria dos fãs chineses ao vencer a terceira etapa da Volvo Ocean Race nesta segunda-feira (26). O barco asiático cruzou a linha de chegada no fim da noite (Horário de Brasília) e foi recebido pelos seus torcedores, que lotaram a Vila da Regata em Sanya. O barco chinês, comandado pelo francês Charles Caudrelier, também fez história ao ser o único do país a vencer uma perna da Volta ao Mundo. O resultado também coloca o time na liderança do campeonato com apenas 5 pontos perdidos. “Foi a etapa mais estressante que já participei em toda minha vida, mas o resultado foi fantástico”, disse Charles Caudrelier. “A passagem pelo Estreito de Malaca foi o ponto mais difícil da perna”.

A equipe completou a regata de 4.642 milhas náuticas em 23 dias, 13 horas, 31 minutos e 38 segundos. O barco Dongfeng também ficou na liderança por 22 dias, ou seja, quase que a etapa entre Abu Dhabi e Sanya completa.

A façanha histórica mostra a evolução na vela chinesa. O Dongfeng Race Team é o terceiro barco do país na regata, após as campanhas do Green Dragon e Team Sanya, em 2008-09 e 2011-12, respectivamente. Além de ter um veleiro, os chineses contam com seis tripulantes do país a bordo. “É um projeto a longo prazo”, concluiu Charles Caudrelier, que não deixou de elogiar o desempenho de seus colegas de equipe.

Os próximos barcos a cruzar a linha de chagada em Sanya, já na terça-feira (27), serão Abu Dhabi, Team Alvimedica, MAPFRE e Team Brunel.


Brasileiro de Snipe: Vento surpreende, e aparece no Paranoá
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Antonio Alonso

Rafa Martins e Milla Von Backerath, do Yacht Club da Bahia, vencem a regata de abertura Fernando Avelar em Brasília. A partir desta terça-feira, as regatas contam pontos pra valer.

Regata de abertura

Corre a lenda entre os velejadores de que vencer a regata de abertura não traz boa sorte. Por isso muita gente preferiu não cruzar a linha nesta segunda-feira, mesmo com um vento inesperadamente bom no lago Paranoá. A previsão para esta terça é desanimadora, por isso mesmo a comissão marcou a primeira largada para as nove horas da manhã. Se preciso for, estaremos o dia todo boiando à espera de um sopro de bom vento na capital federal.

O 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe foi aberto oficialmente, na manhã desta segunda-feira (26), com a presença de autoridades e todos os participantes sob céu carregado e pouco vento. Mas o prenúncio de um dia difícil para a realização da prova de abertura Fernando Avelar deu lugar a uma tarde ensolarada e ventos de boa intensidade, com rajadas de até 8 nós e as fortes rondadas características de Brasília.

Os velejadores da flotilha, com mais de setenta barcos, estavam ávidos pelo início do teste derradeiro antes da série que definirá a dupla campeã brasileira e classificada para os Jogos Panamericanos deste ano. Foram necessárias três tentativas de largada para o início da prova. Ainda assim, na largada válida, vinte e um barcos foram desclassificados por largarem escapados. Ao final das cinco pernas, em percurso barla-sota, a dupla Rafa Martins / Milla Von Backerath, do Yacht Club da Bahia, foi a vencedora seguida pela dupla Manu Hens / Maj Borgen, representante da Bélgica, e Alexandre Kronenberger / Fernanda Gargiulo, do Iate Clube de Brasília.

Encerrada a fase inicial do campeonato, a partir desta terça-feira (27), começa a disputa para valer. Estão previstas um total de dez provas, com direito ao descarte do pior resultado a partir da quinta regata e de dois da oitava regata em diante.

O 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe, disputado no Iate Clube de Brasília entre 23 e 31 de janeiro, tem apoio da CBVela, North Sails, Ocean Blue e NautiSpecial.

Resultado da Regata Fernando Avelar


O blogueiro virou a casaca
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Antonio Alonso

Hoje me dei conta de que já se passaram 13 anos desde que comecei a cobrir regatas a Vela. Uma Pré-Olímpica em Ilhabela impossível de esquecer. Para o bem e para o mal. Naquela época Joca Signorini era um menino e Torben Grael era um gênio do esporte com uma dificuldade enorme para dar entrevistas (como ele melhoraria com as Volvo…).

Treino de domingo na raia do Paranoá

Mas este post é sobre a virada de casaca do blogueiro, que está camuflado no meio de mais de cem snipistas que competem nesta semana o Campeonato Brasileiro de Snipe, em Brasília. É inútil dizer isso para quem é “da Vela”, mas a classe pan-americana Snipe é uma espécie de xodó nacional. Foi nela que Torben e Lars conquistaram seu primeiro campeonato mundial, chegou no Brasil há mais de 80 anos e reúne uma legião de apaixonados de todas as idades.

Pois bem, são 73 duplas inscritas de nove estados, e eu estou quieto no meio delas. Só o clube-sede, o Iate Clube de Brasília, tem 25 barcos brasilienses. A segunda maior flotilha é a do Rio de Janeiro, sempre numerosa, desta vez com 19 barcos oriundos de quatro clubes diferentes. Ao todo nove estados estão representados na competição: Bahia (6), Distrito Federal (26), Espírito Santo (1), Pernambuco (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (2), Sergipe (5) e São Paulo (7), além da dupla belga Manu Hens / Maj Borgen. Se alguém tem dúvida do que é o Campeonato Brasileiro para a classe Snipe, basta lembrar que Manu Hens é o atual Velejador do Ano na classe Snipe.

A competição começa pra valer nesta segunda. Hoje, domingo, o vento não deu as caras até que apareceu tímido depois das 15h. A regata treino não rolou, mas quem foi para água conseguiu uma horinha e meia de bons ventos com direito a uma porranca de 25 nós de través. Coisas de Brasília…


Tem mudança! Time que encalhou barco na Volvo Ocean Race dispensa navegador
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O Team Vestas Wind, barco da Dinamarca na Volvo Ocean Race, anunciou que o holandês Wouter Verbraak não faz mais parte da equipe. No comunicado, enviado nesta sexta-feira (23), os dirigentes da equipe, patrocinadores e o comandante Chris Nicholson analisaram o que ocorreu na segunda etapa da regata e decidiram não continuar com o navegador.O barco precisa ser reconstruído após encalhar em uma ilha do Oceano Índico no final do ano passado. O incidente prejudicou o time, que foi obrigado a perder quase todas as pernas.

Os dinamarqueses confirmaram também que pretendem voltar à disputa da Volta ao Mundo a partir da etapa de Lisboa, em junho de 2015. “O Team Vestas Wind deseja sorte e agradece aos serviços prestados por Wouter Verbraak”, disse Chris Nicholson, comandante do Team Vestas Wind.

O velejador Wourter Verbraak também se manisfestou: “Estou muito triste por deixar o Team Vestas Wind, mas respeito a decisão de Chris Nicholson. Eu gostaria de poder ajudar na reconstrução do barco. Agora sigo minha carreira e em breve posso anunciar meu rumo”.

No mesmo comunicado, os diretores do Team Vestas Wind confirmaram que o resto da tripulação continua e terá papel decisivo na reconstrução do barco no estaleiro Persico, na Itália.

O barco encalhado foi removido do arquipélago de São Brandon, na Ilhas Maurício, antes do Natal. Um cargueiro Maersk leva a embarcação para Gênova, na Itália. Mais tarde o veleiro vai para Bergamo, onde fica o estaleiro.

Seis barcos seguem na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. As equipes participam da terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China. A regata está em sua reta final e tem o chinês Dongfeng Race Team na ponta.


VOR: Brasileiros relatam dificuldades para atravessar o Estreito de Malaca‏
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A passagem dos barcos da Volvo Ocean Race pelo Estreito de Malaca tira o sono dos velejadores. O local, que fica entre a ilha de Sumatra e a Malásia, é considerado o maior pesadelo da terceira etapa da Volta ao Mundo. Apesar de conhecer os perigos do local, os atletas precisam ficar em alerta o tempo tempo, já que a poluição na água e os riscos de colisão com outras embarcações são enormes. “São vários barcos de pesca e muito lixo na água”, alertou a meio holandesa e meio brasileira Carolijn Brouwer, integrante do Team SCA, equipe 100% feminina na regata. “Temos que ficar em alerta para não acumular lixo na quilha e no leme. Isso reduz a velocidade do barco”.

Carolijn Brouwer continuou: “O vento está muito fraco, o que é normal nessa área de Malaca. Quando passamos por zonas instáveis, nós somos obrigadas a fazer mais manobras para colocar o barco andando”.

O brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, que integra o espanhol MAPFRE, também falou das dificuldade do Estreito de Malaca. “É um lugar bastante perigoso por causa da quantidade de barcos e navios por aqui. Hoje com sistema eletrônico, GPS e as informações de radar é possível evitar problemas. O maior perigo de passar por Malaca é velejar com muito vento e onda”, disse o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. “A gente pegou pouco vento e o barco tem se movido pouco. Dá para controlar o cruzamento com os navios. Até agora tudo bem”.

O MAPFRE de Bochecha teve de ancorar durante a manhã para evitar andar para trás. “A terceira perna da regata está emocionante, com os barcos adversários por perto. A todo momento trocamos velas e fazemos manobras. Tem sido muito difícil, pois o vento é imprevisível, principalmente à noite, deixando a gente bastante cansado”, destacou André ‘Bochecha’ Fonseca.

Na atualização da tarde desta quarta-feira (21), o chinês Dongfeng segue tranquilo em primeiro lugar, já embicando para fora da Malásia. Na sequência aparacem pela ordem: Abu Dhabi, Team Alvimedica, Team Brunel, MAPFRE e Team SCA. A terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China, deve terminar na próxima semana. A passagem pelo local aumentou em alguns dias a estimativa de chegada. Por isso, as tripulações já começam a fazer o racionamento de comida a bordo.


No Estreito de Malaca, chineses seguem na ponta, mas nada está garantido
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Os barcos da Volvo Ocean Race atravessam, nesta segunda-feira (19), o Estreito de Malaca, um pequeno canal com tráfego marítimo e ventos indecifráveis entre a ilha de Sumatra e a Malásia. A passagem pelo local é um dos pontos mais significativos da regata de Volta ao Mundo, que está em sua terceira etapa – perna entre Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Sanya, na China. Faltam menos de 3 mil quilômetros para o líder Dongfeng Race Team cruzar a linha de chegada. Mesmo com vantagem superior a 100 quilômetros para o espanhol MAPFRE e também para o bloco intermediário, os chineses não podem comemorar vitória antes do tempo.

“Obviamente estamos felizes com o desempenho. Mesmo assim, a regata é tensa e não podemos relaxar. Sonhamos em chegar em primeiro em casa, mas temos preocupações de sobra, principalmente a passagem pelo Estreito de Malaca”, disse Charles Caudrelier, comandante do Dongfeng.

O Estreito de Malaca realmente tira o sono da flotilha, que já está com velocidade mais lenta do que os dias anteriores. Além de desviar de muitas embarcações de pesca no canal, os barcos pegam poluição na água e o regime de ventos é mutável. Escolher o bordo errado pode custar a etapa. Dobrando Malaca, as equipes começam a subir rumo a Sanya. “Sem dúvida nenhuma, a etapa três será decidida no Estreito de Malaca”, projetou Charles Caudrelier.

São 13 dias seguidos de domínio do Dongfeng. Desde a largada, os chineses se revezam na liderança. Se der certo, o barco será o primeiro de seu país na história da Volvo Ocean Race a vencer uma etapa e ainda por cima assumir a liderança isolada da competição.

Em segundo lugar, após a última atualização, está o MAPFRE, seguido por Abu Dhabi, Team Alvimedica, Team Brunel e Team SCA.


VOR: Barco com brasileiro assume 2ª posição e começa a caça aos chineses
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O MAPFRE, barco espanhol com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca entre os tripulantes, já aparece em segundo lugar na etapa entre os Emirados Árabes Unidos e a China. O avanço dos ibéricos ainda não é suficiente para ter contato visual com o líder Dongfeng, longe disso, mas coloca ainda mais emoção na Volvo Ocean Race, principalmente pelas condições de pouco vento apresentadas. A terceira perna tem ao todo 4.670 milhas náuticas – 8.640 quilômetros – e os barcos acabaram de passar pela metade do percurso até Sanya.

As equipes encontram muitas dificuldades para navegar por causa da falta de vento no sul da Índia. “A noite passada foi praticamente sem vento. Nós tentamos aproveitar todas as rajadas para andar mais. Não tiramos o olho do céu para ver se havia uma nuvem indicando o caminho”, disse o espanhol Carlos Hernández, do MAPFRE.

Na última atualização da tarde desta quinta-feira (15), o Dongfeng permanecia na ponta com quase 100 quilômetros de vantagem para o pelotão formado por MAPFRE, Abu Dhabi, Team Brunel e Team Alvimedica. As mulheres do Team SCA estão mais distantes.

No próximo fim de semana, a flotilha vai se deparar com o Estreito de Malaca, um dos pontos chave da terceira etapa da Volvo Ocean Race. Tráfego marítimo, sujeira na água e ventos inconstantes marcam essa região do mundo, que fica entre Sumatra e a Malásia. Os barcos devem chegar em Sanya entre 25 e 28 de janeiro.


Todos tentando pegar os chineses na Volvo Ocean Race, mas eles escapam‏
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

 

Todos tentam, mas a liderança do Dongfeng segue intacta na terceira etapa da Volvo Ocean Race. O barco chinês continua na frente após várias investidas dos adversários na semana e já abriu vantagem superior a 50 quilômetros para o pelotão de trás, de acordo com a última atualização da tarde desta terça-feira (13). Team Brunel, Abu Dhabi, MAPFRE e Team Alvimedica se alternam nesse bloco, deixando as meninas do Team SCA em último. O objetivo da equipe da China é chegar em casa em primeiro lugar. Pelo desempenho dos comandados de Charles Caudrelier – um francês que dita as regras no barco chinês – a vitória pode ocorrer.

Mesmo assim, os tripulantes do Dongfeng esperam mais dificuldades após passar por Sri Lanka e a costa oeste da Índia. “Estamos focados, mas cansados da constante batalha de nervos. Precisamos lutar por mais 15 dias para obter a vitória em casa”, disse Charles Caudrelier.

O comandante do Dongfeng explicou a estratégia para escapar dos buracos de vento. “As sombras de vento da Índia e do Sri Lanka estão atrás de nós. O vento é como um um rio, não gosta de obstáculos. Ele tenta outros caminhos para seguir sua direção, deixando um buraco de vento por trás das serras ou montanhas e rajadas nas laterais. Por isso evitamos essa armadilha”.

Agora, Dongfeng e os seus adversários têm um desafio pela frente: passar pelo Estreito de Malaca, uma das zonas de trânsito marítimo mais congestionadas do mundo, que fica entre a Sumatra e a Malásia. Em cinco dias, a flotilha estará lá. “Mais uma vez vamos pegar pouco vento e ter uma navegação bem complicada, com transição entre ventos de norte e leste”, finalizou Charles Caudrelier.

Os barcos devem chegar em Sanya, na China, entre 23 e 25 de janeiro para concluir a terceira etapa da Volvo Ocean Race. No fim do mês, o veleiro Team Vestas Wind, que encalhou na perna anterior, será transportado para Gênova, na Itália, para reparos. A meta é que o time dinamarquês volte à regata nas duas etapas finais, a partir da stopover de Lisboa, Portugal, em junho.