Sobre as Águas

Salvador será destino da regata internacional Transat Jacques Vabre 2017
Comentários Comente

Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Dez anos desde a última edição na Bahia, a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica da mundo, terá Salvador como chegada na edição de 2017. A cidade brasileira disputava a candidatura para sediar o evento, que ocorre em novembro, com a colombiana Cartagena. O anúncio oficial foi feito na manhã desta terça-feira (14), na França.

A cidade recebeu a competição de 2001 a 2007 (a cada dois anos) e, ao lado de Itajaí (SC), são as únicas duas cidades brasileiras a serem porto de chegada da travessia. A largada oficial para a 13ª edição será dada no dia 5 de novembro, em Le Havre, e a previsão é de que os primeiros veleiros cheguem a Salvador no fim do mesmo mês. O trajeto terá ao todo 4.350 milhas náuticas – 8.056 quilômetros até a chegada na Baía de Todos os Santos.

''Esse percurso transatlântico que liga o Norte ao Sul [França e o Brasil] é mais exigente que uma simples travessia de Leste a Oeste. Requer dos velejadores qualidade técnica, planejamento estratégico, um bom conhecimento meteorológico e uma excelente condição física para completar o percurso'', explica Sylvie Viant, diretora de prova da Transat Jacques Vabre. Na última edição, 42 barcos participaram da disputa.

No ano em que a cidade de Salvador festeja seus 468 anos e a cidade de Le Havre completa meio milênio, a escolha da capital baiana marca também uma parceria entre as duas cidades, ambas consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco. ''A edição de 2017 marca o retorno a um local histórico e emblemático para nós, que já recebeu várias vezes o evento'', afirma Xavier Mitjavila, presidente da JDE France e da Associação Transat Jacques Vabre.

Relação íntima com o Brasil
Embora o Brasil tenha um currículo vitorioso em Olimpíadas, a Transat Jacques Vabre é uma das poucas competições em que o país fez história na vela de oceano. Em 2005, Walter Antunes foi o primeiro brasileiro a fazer o mesmo trajeto entre Le Havre e Salvador. Já em 2015, o campeão olímpico Edu Penido e Renato Araújo formaram a primeira equipe verde-amarela em 24 anos de regata.

Se o número de participantes brasileiros ainda é baixo, por outro lado o Brasil é o país que mais vezes recebeu o evento, seguido justamente pela Colômbia. Com uma edição a cada dois anos, Salvador foi a cidade de chegada entre os anos de 2001 e 2007. Já em 2013 e 2015, foi a cidade catarinense de Itajaí a segunda representante brasileira.

Sobre a regata
A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de ''Rota do Café''. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Participam quatro classes de veleiros: Class40, Multi50, IMOCA e Ultime, com 40, 50, 60 e até 100 pés respectivamente. A travessia ligando a Europa à América é disputada com apenas dois velejadores a bordo, que se revezam no comando da embarcação.

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
Facebook: https://www.facebook.com/Transat.Jacques.Vabre
Twitter: https://twitter.com/TransatJV_br


Recorde de barcos na Guarapiranga na abertura da Copa Paulista
Comentários Comente

Antonio Alonso

Largada da classe Snipe (Douglas Moreira / Fisheye Image) Largada da classe Snipe (Douglas Moreira / Fisheye Image)

A abertura da Copa Paulista indica rumo promissor para a vela na temporada de 2017 no Estado de São Paulo. O fim de semana (11 e 12/02) atraiu para a Represa de Guarapiranga 88 barcos, sendo 13 da classe Optimist, recorde de participantes em apenas uma etapa da competição criada em 2015. As 15 classes inscritas disputaram entre duas e quatro regatas conforme a raia.

Neste ano a disputa mudou de Copa YCP (Yacht Club Paulista) para Copa Paulista e uma das novidades, raia reduzida e exclusiva para a classe Optimist, surtiu efeito imediato mobilizando os jovens velejadores e seus pais. Entre 13 barcos da ''OP'', os três primeiros colocados são do Clube de Campo São Paulo (CCSP), pela ordem: André Vasconcellos, Conrado Cookson e Luc Le Corre.

Outra mudança, é o acréscimo de nove para 12 etapas, sendo três inéditas no litoral devido à parceria entre YCP e ICS (Iate Clube de Santos). ''Achei as mudanças fantásticas porque passam a envolver outros clubes e levam os velejadores para o mar. Para fortalecer a vela, os clubes precisam ter consciência de se unir e deixar a concorrência apenas entre os atletas na água, durante as regatas'', recomendou o juiz internacional Dionysio Sulzbeck, diretor da Comissão de Regatas na Copa Paulista.

Laser e Snipe em massa – A classe Laser levou 26 barcos à raia contra 25 da Snipe. Leonardo Lorenzi, de 13 anos velejou de Snipe na proa de Luis Borba e considerou que a Copa evoluiu em relação a 2016. ''Com as classes separadas em mais raias, fica mais fácil para os velejadores porque a regata fica mais limpa. Estou ansioso para velejar no mar pela primeira vez de Snipe. Até hoje só velejei no oceano de Optimist'', avaliou o jovem Léo. As primeiras regatas em Santos serão em 25 e 26 de março. Antes, a Guarapiranga recebe a segunda etapa do ano em 04 e 05 de março.

A numerosa classe Snipe correu duas regatas e tem liderança da dupla do YCP, Leonardo Prioli e Gabriel Chorociejus seguidos por Enrico e Frederico Francavilla (YCSA) e por Alberto e Eloáh Hackerott (YCP). As três divisões da Laser têm os seguintes líderes após três regatas: José Hackerott (YCP – Standart), Stephan Kunath (YCSA – Radial) e Felipe Fonseca (YCSA – 4.7). Ricardo Santos (YCSA) lidera a classe Finn, enquanto Arno Buchli Jr. (ASBAC) é o primeiro colocado na Day Sailer.

Em meio aos velejadores mais experientes, adotados como espelho pelos mais jovens, destaca-se Manfred Kaufmann, o Fips, da Laser, associado do YCP nas décadas de 70 e 80 e que recentemente retornou ao clube como sócio-esportista. ''A Copa tem sido minha oportunidade de treinar de Laser para o World Master Games, em abril na Nova Zelândia. Além da represa, quero aproveitar a experiência de intercâmbio das regatas no mar. Santos possui uma flotilha muito competitiva de Laser, o que fortalecerá minha preparação para o Mundial Máster'', afirmou Fips com entusiasmo.


Classe C30 tem decisão dramática em Florianópolis
Comentários Comente

Antonio Alonso

Katana Energia: dupla vitória (Gabriel Heusi / Heusi Action) Katana Energia: dupla vitória (Gabriel Heusi / Heusi Action)

A decisão do Circuito Oceânico Ilha de Santa Catarina não poderia ser mais dramática para Katana Energia e Caballo Loco, e suas tripulações catarinense e paulista, respectivamente. A conquista do Katana em Florianópolis foi apertada, em cima da linha, na regata final válida pelo pelo circuito de oceano e pela primeira etapa do Campeonato Brasileiro da classe C30. A diferença foi de apenas 14 segundos após 1h10 de regata. Ambos se apresentaram na raia em condições de igualdade e bastaria a um dos dois vencer o duelo, independentemente da posição dos outros barcos.

No Brasileiro, Katana e Caballo Loco somavam dez pontos perdidos, enquanto no circuito, vantagem mínima do Katana: 6 a 7. O velejador olímpico da classe 470 nos Jogos de Pequim, Fabio Pillar, vibrou com a conquista do Katana neste sábado (11). ''Foi uma vitória da persistência. Disputamos a regata toda casco a casco com o Caballo e só conseguimos ultrapassar no último bordo da última perna de popa. Ganhamos por pouco, foi emocionante'', contou Pillar após a regata impulsionada pelo tradicional vento nordeste entre 8 e 10 nós na sede do Iate Clube de Santa Catarina (ICSC) em Jurerê.

Timoneiro do Katana em Florianópolis, Pillar retornará ao seu posto como tático de outro C30, o campeão paulista Caiçara, na Semana de Vela de Ilhabela, em julho, segunda e decisiva etapa do Brasileiro da classe. Das sete regatas da C30 disputadas em quatro dias, cinco foram válidas pelo Circuito de Santa Catarina, com um descarte para cada campeonato. A prova final teve vitória do atual campeão brasileiro Zeus Sailing Team, comandado por Inácio Vandresen, seguido por Corta Vento, de Daniel Matos. Ao Katana bastou o terceiro lugar, à frente do Caballo Loco, para consolidar a conquista.

No rigor do equilíbrio da classe C30, Katana e Zeus terminaram a primeira etapa do Brasileiro com 13 pontos perdidos, porém, com uma vitória a mais para o Katana. No circuito de oceano, a diferença entre o vencedor e o vice-campeão Caballo Loco foi de apenas dois pontos perdidos: 9 a 11. A tripulação do Caballo Loco, comandada por Mauro Dottori, contou ainda com a experiência do também velejador olímpico Alexandre Paradeda, campeão brasileiro da classe Snipe há menos de um mês em Ilhabela.

''Na briga pelo título, Caballo e Katana desgarraram da flotilha e passaram a se marcar em autêntico match race. Na segunda boia de contravento o Caballo estava um pouco à frente, mas a vela balão deu sutiã (torceu no momento de inflar). Foi uma tremenda disputa. Parabéns ao Katana que conseguiu nos ultrapassar quase em cima da linha de chegada'', relatou o comandante Dottori, do Caballo Loco. ''Na C30 costuma ser assim: não tem campeão enquanto não tivermos a última regata''.

1ª Etapa do Campeonato Brasileiro
1º Katana – 13 pontos perdidos
2º Zeus Team – 13 pp
3º Caballo Loco – 14 pp

Circuito Oceânico Ilha de Santa Catarina
1º Katana – 9 pp
2º Caballo Loco – 11 pp
3º Zeus Team – 11 pp


Classe C30 larga para o Campeonato Brasileiro em Florianópolis
Comentários Comente

Antonio Alonso

Regatas sempre equilibradas na competitiva classe C30 (Edu Grigaitis / Balaio)

Regatas sempre equilibradas na competitiva classe C30 (Edu Grigaitis / Balaio)

A classe considerada a mais competitiva da vela oceânica do País inicia nesta quarta-feira (08) o Campeonato Brasileiro de C30 com sede no Iate Clube de Santa Catarina (ICSC), em Florianópolis. Os três barcos que levaram seus tripulantes ao pódio ao final do Brasileiro de 2016, em Ilhabela, estão confirmados: os catarinenses Zeus e Katana Energia, campeão e vice, respectivamente, e o paulista Caballo Loco. O campeonato será concluído em julho, novamente em Ilhabela.

Diante do equilíbrio proporcionado pelas regras da classe com embarcações praticamente iguais, as seis regatas programadas entre 08 e 11 de fevereiro prometem disputas acirradas na Raia de Jurerê. Apesar de correr em casa na briga pelo bicampeonato, a tripulação do Zeus dispensa o favoritismo. ''A classe C30 é sempre muito pegada e qualquer um dos barcos pode vencer porque o nível das tripulações é muito elevado. Apesar de a equipe ser a mesma em relação a 2016, temos treinado pouco. Não há favorito'', ratifica o timoneiro e tático do Zeus Sailing Team, Fipa Linhares.

Com tripulação e barco modificados, o também catarinense Katana Energia traz no retrospecto o título da Semana de Vela de Ilhabela de 2016, mas o novo comandante adota a cautela. ''Mesmo em uma classe extremamente competitiva, o Katana tem sido assíduo frequentador do pódio nas principais regatas, mas agora estamos em pleno processo de renovação. Considero o Zeus e o Caballo mais bem preparados, mas temos chances de melhorar nosso desempenho durante o campeonato'', afirma o comandante Fábio Filippon.

Mais acostumado às regatas no litoral norte paulista, o comandante do barco de Ubatuba, Caballo Loco, vive a expectativa de competir em Santa Catarina. ''Considero Florianópolis como a melhor entre as raias habitualmente utilizadas na vela oceânica. O lugar é lindo, o vento é constante e não há vícios de correnteza. Vamos aproveitar ao máximo as condições de velejo que essa classe fantástica nos oferece'', define Mauro Dottori, medalha de bronze no Brasileiro de 2016.

A flotilha da classe C30 contará também com a força do Corta Vento, tradicional barco de Florianópilis, com resultados expressivos obtidos em 2016. Foi o Fita Azul, primeiro a cruzar a linha de chegada, nas regatas catarinenses Solitário e Ele e Ela. Comandado por Daniel Mattos, o Corta Vento venceu ainda a Baía Sul. Além da C30, o Circuito de Santa Catarina, válido pela primeira etapa do Brasileiro de C30, reunirá as classes ORC, IRC, RGS, HPE-25, Bico de Proa e Multicascos.

Campeonato Brasileiro de 2016
1.Zeus Sailing Team
2.Katana
3.Caballo Loco

Semana de Vela de Ilhabela de 2016
1.Katana
2.Zeus Sailing Team
3.Caiçara


Yacht Club Paulista: vocação para o esporte
Comentários Comente

Antonio Alonso

YCP: oásis para esporte e lazer em meio à metrópole (Paola Prada / YCP)

YCP: oásis para esporte e lazer em meio à metrópole (Paola Prada / YCP)

As glórias acumuladas pelo Yacht Club Paulista (YCP) ao longo de oito décadas estão diretamente relacionadas à vela. As medalhas olímpicas e títulos mundiais conquistados por seus ilustres velejadores, passando por Joerg Bruder, Bruno Prada e Jorge Zarif, sustentam de maneira inquestionável a tradição e a credibilidade do clube fundado às margens da Represa Guarapiranga em 1932. Hoje, porém, diante das necessidades de seus associados, o YCP estende suas atividades além da vela.

É rotina nos finais de semana, enquanto os barcos velejam, a intensa movimentação de outros esportistas e daqueles que buscam lazer saudável nas dependências do YCP. As oito quadras de tênis (seis com piso de saibro e duas rápidas) costumam ficar lotadas, principalmente em épocas de torneios. As escolas de remo e stand up paddle também despertam interesse nos adeptos das modalidades náuticas, assim como a procura natural pela vela e pela qualidade dos espaços de alimentação. O tetracampeão mundial da classe Star, Bruno Prada, foi praticamente criado na represa e no YCP. ''O que mais aproveitei na infância foi a piscina, e também gostava de jogar futebol. Depois veio a vela, lembra o medalhista olímpico.

Ciente da necessidade de diversificar as atividades para contemplar as exigências dos associados, o comodoro do YCP, José Francisco Agostini Roxo, tem se esforçado para adequar o clube ao modelo ideal. ''Diante do cenário econômico do País, o ano de 2016 foi de superação, mas com a cooperação do associado, mantivemos os investimentos indispensáveis, preservando a estrutura e projetando a notoriedade do YCP no cenário nacional mesmo em momento delicado. O saldo de sócios estável é motivo de comemoração'', exalta Roxo.

Criatividade e solo firme – As dificuldades do período levaram a diretoria do YCP a criar condições para inovar a fim de que o clube pudesse superar os obstáculos em favor de seus associados. ''Na área social, realizamos o nosso primeiro 'Open House' para apresentarmos aos organizadores de eventos sociais e corporativos, os espaços do clube e a estrutura que possuímos entre restaurante, bares e lazer. Estabelecemos ainda convênio inédito de reciprocidade entre associados com o Iate Clube de Santos (ICS), enfatiza o comodoro Roxo.

A maior conquista do YCP em 2016, porém, foi a construção do piso do Parque Náutico, inaugurado recentemente, em dezembro, cumprindo à risca o cronograma físico e sob rigoroso controle financeiro. ''Um exemplo de planejamento, união e força em um clube que tem na qualidade e no envolvimento de seus associados o principal valor. Se a náutica é o coração do YCP, o piso novo é a nossa veia'', declara Roxo, orgulhoso da obra destinada aos três hangares.

Na água e no saibro – Se na vela, a Copa YCP evolui neste ano para Copa Paulista, envolvendo também outros três clubes: ICS, YCSA e CCSP, nas demais modalidades o tênis se apresenta como a segunda paixão do associado. Em 2017 a Copa YCP de Tênis chega à nona edição com ênfase nas categorias infanto-juvenis, tendo como principal objetivo o incentivo à pratica do esporte e a formação de futuros esportistas entre os frequentadores do clube.

Nos dois últimos anos as competições nas quadras do YCP registraram crescimento relevante, totalizando na última etapa da temporada, em novembro de 2016, a participação de 116 atletas infanto-juvenis. O diretor de Tênis do YCP, Luciano Neris, projeta as ações para 2017. ''Continuaremos priorizando as categorias de base, com quatro etapas ao longo do ano, mantendo os campeonatos masculino e feminino para as categorias de 10 a 18 anos. Incluiremos ainda a categoria sênior para tenistas entre 34 e 85 anos, homens e mulheres''.

Todas as competições do YCP são supervisionadas pela Federação Paulista de Tênis ou pela Liga Paulista de Tênis. Mais um projeto em fase avançada é o Centro de Treinamento de Tênis do YCP, voltado aos filhos de sócios e convidados. Mantido pelo clube, o centro tem coordenação do COT, dirigido por Carlos Omaki, eleito o melhor treinador de base do Brasil por dois anos consecutivos. ''O plano para 2017 é de intensificarmos as aulas e demais atividades do COT no YCP'', espera Neris.

''O tênis tornou-se importante modalidade esportiva complementar no clube. Além de permitir o envolvimento dos sócios, familiares e convidados, promove novas amizades e confraternização que excedem às quadras, estendendo-se geralmente aos bares, restaurantes piscina e até às águas da represa. É sem dúvida uma alternativa diferenciada de lazer e bem estar em família'', conclui o diretor de Tênis do YCP.

Remando para o futuro – A vocação náutica do YCP induz naturalmente o associado às águas da Guarapiranga, atraído tanto pelos esportes, quanto pelo cenário paradisíaco deste oasis paulistano. A exemplo do tênis, o stand up paddle (SUP) e o remo são modalidades que ganham praticantes no YCP e conquistam adeptos no mundo, a nível de lazer e de competição. O mesmo ocorre no Brasil com a canoa havaiana e o com o sufski, também praticados no YCP.

O diretor de SUP e Remo, Carlo Martini Caruso, revela que o YCP tem contribuído efetivamente para o desenvolvimento de atletas em ambas as modalidades. ''Vemos as famílias bastante engajadas. Praticam religiosamente algumas vezes por semana. Com o fim das atividades na raia da USP ganhamos novos adeptos, sócios-esportistas que passaram a treinar frequentemente no YCP''.

O clube já recebe dois dos maiores eventos da cidade de São Paulo, a Va’a Sup Cup e o Kialoa Paddle Challenge. Além das aulas para iniciantes, o YCP possui representantes entre os melhores do País. ''Temos vários remadores competitivos: no SUP, o Tuca Santacreu, top três do circuito nacional em 2016, enquanto o Rafael Santacreu também foi top três na Canoa Havaiana. Temos ainda, integrantes do YCP na segunda melhor canoa para seis remadores do Brasil'', revela Caruso.


Campeonato Brasileiro abre temporada da classe C30 em Floripa
Comentários Comente

Antonio Alonso

©2014_Gabriel_Heusi

©2014_Gabriel_Heusi

Disputas casco a casco e vitórias confirmadas apenas em cima da linha de chegada são situações frequentas na classe C30, o que garante emoção no mar da largada ao fim de cada regata. A expectativa é exatamente essa para a abertura do Campeonato Brasileiro de C30, entre 8 e 11 de fevereiro na Raia de Jurerê com sede no Iate Clube de Santa Catarina (ICSC), em Florianópolis. A segunda e decisiva etapa será na Semana de Vela de Ilhabela, em julho.

O atual campeão brasileiro, Zeus Sailing Team, de Santa Catarina, é novamente candidato ao título pelo retrospecto de 2016. Além do Brasileiro conquistado em Ilhabela, a equipe comandada por Inácio Vandersen venceu a Regata Volta à Ilha (SC) e o Circuito Oceânico Ilha de Santa Catarina, que neste ano inclui na primeira etapa, a abertura do Brasileiro de C30. O também catarinense Katana (Fábio Filippon), inicia a temporada credenciado pelo título da classe na Semana de Vela de Ilhabela em 2016.

Os barcos ''da casa'', porém, terão pela proa a força do representante paulista Caballo Loco, do comandante Mauro Dottori. A experiente tripulação conquistou a medalha de bronze no Brasileiro de 2016. ''Acredito que o Zeus seja o concorrente mais forte, não apenas pelo retrospecto recente, mas pelo amplo conhecimento da raia. O Katana trocou a tripulação recentemente, mas ambos os adversários merecem respeito'', afirma Dottori. O Campeonato Brasileiro de C30 chega à sexta edição, tendo como tetracampeão o Loyal (Marcelo Massa) e a vitória inédita do Zeus em 2016.

Estão previstas seis regatas para a classe C30 durante os quatro dias de competição, sendo uma prova de percurso na abertura do evento e as demais no formato barla-sota (entre duas boias). A confirmação do programa dependerá das condições do vento a ser analisada pela Comissão de Regatas (CR) a cada dia. Além da C30, o Circuito de Santa Catarina reunirá as classes ORC, IRC, RGS, HPE-25, Bico de Proa e Multicascos.

Campeonato Brasileiro de 2016
1.Zeus Sailing Team
2.Katana
3.Caballo Loco

Semana de Vela de Ilhabela de 2016
1.Katana
2.Zeus Sailing Team
3.Caiçara


Volvo Ocean Race comemora 45 anos com regata envolvendo lendas da vela
Comentários Comente

Antonio Alonso

A Volvo Ocean Race quer premiar seus fãs com uma regata envolvendo os barcos e velejadores ícones dos 45 anos de história da Volta ao Mundo. A Legends Race será aberta a todos os veleiros que participaram da Whitbread Round the World Race ou da própria Volvo Ocean Race desde 1973. O anúncio foi feito no seminário anual do evento, que ocorre em Gotemburgo, na Suécia. Entre os prováveis participantes deve estar o Maiden, que foi um veleiro 100% feminino na edição 1989-1990

''O Maiden foi encontrado em um triste estado há alguns anos em Seychelles e desde então tenho trabalhado muito duro para recuperá-lo e levá-lo de volta à sua antiga glória novamente'', disse Tracy Edwards, que comendou o time feminino.

O plano para a Legends é incluir classe Maxi,a Volvo Ocean 60 e uma classe com regra aberta. As paradas da Suécia e da Holanda recebem as provas inicialmente. ''A Race Legends irá adicionar muita emoção para a stopover em Gotemburgo, a penúltima da próxima edição'', disse Camilla Nyman, CEO da Gothenburg & Co, organizadores da parada em Gotemburgo. ''Vamos receber os barcos famosos e tripulações para esse encontro histórico''.

Frank van der Peet, chefe da equipe de organização da parada holandesa de Haia, acrescentou: ''A Holanda tem uma história rica e bem sucedida com a Whitbread e a Volvo Ocean Race. Por isso estamos muito entusiasmados com essa ação''.

Tanya Visser/PPL

Tanya Visser/PPL


MAPFRE retorna para mais uma campanha da Volvo Ocean Race
Comentários Comente

Antonio Alonso

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha, 31 de janeiro de 2017 – O MAPFRE está de volta à Volvo Ocean Race para a edição 2017-18. O barco espanhol, que leva o nome de uma empresa de seguros global, é o terceiro time confirmado para a regata, que começa em outubro deste ano. Além do espanhóis, a Volta ao Mundo terá o chinês Dongfeng Race Team e o holandês team AkzoNobel.

Na última edição da Volvo Ocean Race, em 2014-15, o MAPFRE venceu a perna de Auckland e pegou pódio em outras três oportunidades. O retorno do barco espanhol é uma prova do sucesso do projeto, que atrelou esporte com lado comercial.

O presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, disse é uma honra para a empresa estar numa das competições mais difíceis do esporte mundial. ''A competição de vela representa os mesmos valores que nos definem como uma empresa''.

''Nossa experiência na última edição, com uma grande equipe de profissionais, comprometida e determinada a fazer o melhor nesta regata, foi muito positiva. Além disso, a Volvo Ocean Race terá paradas em alguns de nossos principais mercados, como Espanha, Brasil e Estados Unidos, e assim aumentaremos o reconhecimento da marca da MAPFRE em nível internacional''.

A Espanha tem forte tradição na regata, competindo em oito das 12 edições da Volta ao Mundo. No entanto, nenhum barco do país venceu a regata.

''É uma grande notícia confirmar uma equipe espanhola para a próxima edição e, é claro, é bom ver outro patrocinador voltar para a regata depois de uma campanha bem sucedida'', disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. ''Com Alicante confirmada recentemente como a largada para as três edições seguintes, a Espanha tem um papel significativo na história. Será importante ver os fãs espanhóis nas docas para saludar o time local''.

O diretor da campanha espanhola será mais uma vez Pedro Campos, que iniciou sua trajetória na edição 2005-6 com o MOVISTAR.

Ele irá anunciar o comandante e os tripulantes nos próximos dias. Em 2014-15, o MAPFRE contou com o brasileiro André 'Bochecha' Fonseca como tático e o português Renato Conde como integrante da equipe de terra.

''Estamos muito gratos e orgulhosos de ter o apoio total da MAPFRE mais uma vez pela grande aventura que é a Volvo Ocean Race. É provavelmente o evento mais longo, mais difícil e mais extremo no mundo esportivo. Estar na linha de partida de Alicante com a chance de tentar vencer é o nosso primeiro grande desafio e nosso trabalho para os próximos meses''.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Uma mudança de regra recente fornece um grande incentivo para que as equipes incluam velejadoras como parte da tripulação, enquanto uma série de outras iniciativas foram anunciadas no ano passado para tornar as regatas mais equilibradas do que nunca.

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch


Jorge Zarif fecha com chave de ouro a campanha do Brasil na etapa de Miami
Comentários Comente

Antonio Alonso

Jorge Zarif 2_Credito Jesus Renedo_World Sailing

Após vitória no sábado de Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX, velejador sobe no topo do pódio da classe Finn, neste domingo, dia 29

Fotos para uso editorial: Jesus Renedo/ Sailing Energy/ World Sailing

Miami teve um fim de semana à brasileira na vela. Depois do ouro de Martine Grael e Kahena Kunze, no sábado, na classe 49er FX, Jorge Zarif subiu no topo do pódio neste domingo, dia 29, na classe Finn, na disputa da etapa americana da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (World Sailing).

Foi o bicampeonato do atleta brasileiro no evento, em que tinha sido campeão em 2016, além de dois bronzes em 2013 e 2014. E foi o fecho dourado de uma semana irretocável para Zarif no City of Miami Regatta Park. O velejador não deu chances aos adversários. Já ao fim da primeira fase, não podia mais ser alcançado pelos rivais. Para sacramentar o ouro, bastava completar a regata de medalha, o que o brasileiro fez neste domingo em terceiro lugar. Com o resultado, encerrou a competição com 23 pontos perdidos, bem à frente do britânico Ben Cornish, segundo colocado com 51 p.p.

Jorge Zarif Pódio_Credito Jesus Renedo_World Sailing

“Foi uma grande semana. É o começo do ciclo olímpico, então eu estava relaxado, com a cabeça tranquila, sem me preocupar muito com o resultado. Acho que posso tentar mais velejar correndo menos riscos, como fiz aqui. É um ponto que posso levar daqui para frente”, disse o velejador brasileiro, em entrevista para o canal da World Sailing no YouTube.

Outras duas regatas de medalha disputadas neste domingo tiveram presença de velejadores brasileiros. Na classe Laser, Bruno Fontes terminou a regata em décimo lugar, fechando sua participação também na décima colocação, com 161 pontos perdidos. Na 470 masculina, Henrique Haddad e Breno Abdulklech ficaram na décima posição na última prova e em nono na classificação geral (101 p.p.).

A próxima grande competição para os velejadores brasileiros será a IV Copa Brasil de Vela, em Porto Alegre, de 5 a 11 de março. O evento será seletivo para formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017.

As regatas finais de Miami tiveram transmissão na íntegra no canal da World Sailing no YouTube. Nos links abaixo, há imagens em vídeo das provas de sábado e domingo, além de entrevistas em inglês com os medalhistas:

Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=SL42wJRsq1Q
Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=Qb-yyMEwwOs

Resultados completos do Brasil na etapa de Miami da Copa do Mundo:

Classer 49er FX: Martine Grael e Kahena Kunze, 1º lugar, 35 pontos perdidos
Classe Finn: Jorge Zarif, 1º lugar, 23 p.p.
Classe 470 masculina: Henrique Haddad e Breno Abdulklech, 9º lugar, 101 p.p.
Classe Laser: Bruno Fontes, 10º lugar, 161 p.p.
Classe 49er: Robert Scheidt e Gabriel Borges, 16º lugar, com 140 pontos perdidos
Classe RS:X feminino: Bruna Martinelli, 17ª colocação (182 p.p.)
Classe Laser Radial: Gabriella Kidd, 25ª posição (218 p.p.)

Mais informações e resultados completos da etapa de Miami da Copa do Mundo:
https://swc2017-miami.sapsailing.com


Mussulo 40 no topo do pódio
Comentários Comente

Antonio Alonso

cape

A tripulação do barco angolano Mussulo 40, patrocinado pela empresa multinacional angolana de Telecom Angola Cables, recebeu o prêmio pela primeira colocação conquistada na classe Double Hand da regata Cape2Rio. A cerimônia ocorreu na noite de sexta-feira, no Iate Clube do Rio de Janeiro. Não faltaram motivos para o comandante José Guilherme Caldas e o skipper brasileiro Leonardo Chicourel, comemorarem. Além da chegada em primeiro, a dupla conseguiu bater o recorde na categoria com o tempo final de 16 dias, 14 horas 22 minutos e 12 segundos – o melhor índice alcançado até então era do barco Privateer, conquistado em 2014, com 17 dias, 20 horas e 43 minutos.

“Tivemos um grande desempenho que se refleriu no resultado. Foi a nossa primeira travessia em Double Hand e esperamos participar de mais provas nesta modalidade. O barco estava muito bem preparado para a regata e isso fez toda a diferença. Os treinamentos feitos ao longo do tempo no Brasil, Uruguai e Caribe foram essenciais para mantermos um alto desempenho desde a largada, dia 1° de janeiro, sempre brigando pelos primeiros lugares, mesmo tendo barcos bem maiores e com mais tripulantes como competidores”, diz José Guilherme Caldas, comandante do Mussulo 40.

Angola Cables está na vanguarda da modalidade em Angola

O Mussulo 40 e Mussulo III são dois barcos patrocinados pela Angola Cables. A empresa também apoia dois velejadores do Clube Náutico de Luanda, que recentemente participaram do Campeonato Africano de Vela em Luanda. A relação entre a Angola Cables e a vela começou por acaso, quando um grupo de velejadores angolanos pediu apoio para participar na regata Cape2Rio de 2014.

''A vela é uma modalidade desportiva que envolve estratégias intensas, exige estar preparado para qualquer eventualidade e responder rapidamente às mudanças no ambiente; muito parecido com o nosso negócio. Existem ainda outros paralelos, como o fato de ser praticada à base de água e de termos milhares de quilómetros de cabos de fibra óptica no fundo do mar como parte da criação de redes intercontinentais de alta velocidade”, conclui António Nunes.