Sobre as Águas

Arquivo : abril 2016

Melhores do mundo da classe Star correm em Hamburgo
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Antonio Alonso

Torben Grael na Star Sailors League (Studio Borlenghi)

Torben Grael na Star Sailors League (Studio Borlenghi)

Mais de 80 duplas de 20 países, incluindo-se os brasileiros medalhistas olímpicos e campeões mundiais, Torben Grael e Bruno Prada, competem a partir desta terça-feira no City Grand Slam no lago de Hamburgo, Alemanha, pela Star Sailors League (SSL). O evento inédito distribui 100 mil dólares em prêmios e atribui 3.000 mil pontos no ranking da SSL aos vencedores.

O francês Xavier Rohart, bronze na classe Star nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, ajudou a criar a SSL e é o atual comodoro da liga. Quarto colocado no ranking dos timoneiros, Xavier espera uma festa da vela em Hamburgo. “É mais um grande passo da SSL. O Lago de Alster será transformado em uma arena da vela onde os principais velejadores da classe garantirão o alto nível das regatas em uma das melhores rais urbanas do mundo”.

A realização do primeiro City Grand Slam na Alemanha, conta com apoio incondicional do prefeito Olaf Scholz, ciente da vocação náutica da cidade que administra. “Hamburgo é uma metrópole verde às margens do Rio Elba e possui tradição centenária na vela. Aproveitaremos a oportunidade da SSL para comemorarmos os jubileus de 85 anos da flotilha de Star no Lago de Alster e da 50ª edição do Prêmio Erich Laeisz, em homenagem a um dos pioneiros da vela na Alemanha”.

Um dos maiores entusiastas do evento é o comodoro do clube anfitrião, Norddeutscher Regatta Verein (NRV), fundado em 1868. Andraes Christiansen está orgulhoso por receber a inédita competição da mais nobre classe entre os barcos monotipos. “O NRV realizou inúmeras regatas nacionais e internacionais de várias classes ao longo dos últimos 150 anos. No entanto, esta competição representa um marco histórico para o clube porque nosso ex-comodoro, Erich Laeisz, foi quem trouxe o primeiro Star dos Estados Unidos para o NRV, no início do século anterior. Os cidadãos de Hamburgo terão o privilégio de ver de perto medalhistas olímpicos e campeões mundiais”, enfatiza o prefeito alemão.

Regatas eliminatórias – A forma de disputa da SSL é garantia de emoção. Na primeira fase os 80 barcos serão divididos em flotilhas amarela, azul e vermelha, com previsão de seis regatas para cada grupo. Os 30 mais bem classificados seguem para a segunda fase, com mais cinco regatas. Os dez primeiros avançam para três regatas eliminatórias: quartas de final, semifinal e final, com oito, seis e quatro barcos, respectivamente, sendo que o vencedor da segunda fase vai direto para a final, enquanto o segundo colocado se garante na semifinal. As regatas decisivas estão previstas para sábado (7/5).

 


Após tetra mundial, Bruno Prada compete na Star Sailors League
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Antonio Alonso

 

Bruno, com Robert ao fundo na SSL (Studio Borlenghi)Ganhador de duas medalhas olímpicas, o velejador Bruno Prada disputa o inédito City Grand Slam da Star Sailors League (SSL) de 3 a 7 de maio no Lago de Alster, em Hamburgo, motivado pelo tetra campeonato mundial de Star. O título que acaba de conquistar em Miami (EUA) confirma Bruno como um dos favoritos na competição alemã com premiação total de 100 mil dólares.

Líder do ranking dos proeiros da SSL, o tetra-mundial formará tripulação com o cubano naturalizado norte-americano, Augie Diaz. A dupla vem obtendo resultados expressivos nesta temporada. Um mês antes do título mundial, faturou a medalha de bronze da classe Star na tradicional Bacardi Cup, também em Miami. “Com a disputa desses dois campeonatos, adquirimos um entrosamento bastante razoável, o que nos dá confiança para correr em Hamburgo “, considera Bruno.

Pela primeira vez disputado em região metropolitana, o City Grand Slam terá raia reduzida. As dimensões do Lago de Alster não ultrapassam 2,5 x 2,5 km, o que também pode ser favorável ao velejador paulistano devido às suas origens na vela. “Comecei a velejar na Represa Guarapiranga, no Yacht Club Paulista (YCP), o que me habilitou para enfrentar situações tão desafiadoras como as do lago de Hamburgo. Em uma raia pequena, as largadas serão decisivas para o sucesso nas regatas, assim como as manobras”, prevê Bruno, diretor de Relações Institucionais do YCP.

Liderança consciente – O fato de liderar o ranking da SSL atualmente não ilude o proeiro que estará entre cerca de 80 adversários de 18 países. “É um indicador importante, mas não me oferece vantagem em relação aos demais velejadores”, alerta Bruno. O ranking da SSL segue critérios semelhantes aos da Associação do Tenistas Profissionais (ATP), atualizado semanalmente. Bruno encerrou as três últimas temporadas na liderança, da mesma forma como fechou 2006 e 2010 como líder no ranking da Federação Internacional de Vela (ISAF).

Entre os proeiros, Bruno soma 7.963 pontos, contra 7.612 do alemão Markus Koy e 6.207 do italiano Sergio Lambertenghi, vice neste ano tanto na Bacardi Cup quanto no Mundial, ao lado de Diego Negri. “A SSL tem feito um trabalho incrível e inédito na divulgação da vela e preservação de seus ídolos. O formato das regatas é muito empolgante para os atletas e para o público, principalmente nas eliminatórias da fase final”, enaltece o velejador. Bruno conquistou seus três primeiros mundiais de Star (2007, 2011 e 2012) e duas medalhas olímpicas na mesma classe com Robert Scheidt, prata em Pequim e bronze em Londres. Ambos também venceram a primeira SSL Finals em 2013 nas Bahamas.

 


Adrenalina das regatas eliminatórias garantem emoção na Star Sailors League
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Antonio Alonso

Largada da SSL Finals nas Bahamas (Studio Borlenghi)

Largada da SSL Finals em Nassau (Studio Borlenghi)

 

A Star Sailors League (SSL) é um circuito internacional destinado a promover os velejadores por meio de uma forma de disputa inovadora e simples. Os campeonatos oficiais da classe disputados ao longo do ano em todo o mundo somam pontos no ranking da SSL conforme a importância do evento (regional, nacional, continental e mundial). As ações nos eventos da SSL preveem três dias de regatas para qualificação das tripulações. O objetivo da fase preliminar é definir as equipes que seguirão para as quartas de final.

As três regatas reservadas para o dia decisivo, divididas em quartas de final, semifinal e final são adrenalina pura, da largada à linha de chegada devido ao sistema eliminatório. Dez barcos alinham para as quartas de final, do segundo ao 11º colocados. O líder da primeira fase passa direto à semi, juntando-se aos seis primeiros barcos das quartas. Entre as sete duplas da semifinal, as quatro primeiras seguem para a regata decisiva que irá definir ouro, prata e bronze. As três provas têm largadas em sequência e os classificados têm apenas alguns minutos para se reorganizarem entre a chegada e uma nova partida.

Velejadores olímpicos como Lars Grael, Diego Negri e Augie Diaz estão em Miami (EUA) disputando até domingo (17/4) o Mundial de Star e na primeira semana de maio deverão correr o inédito City Grand Slam da SSL entre os dias 3 e 7 no Lago de Alster em Hamburgo, Alemanha. São esperadas cerca de 80 duplas de 20 países. Os três atletas, posicionados entre os líderes no ranking de timoneiros da SSL, consideraram as diferenças entre as provas disputadas em campeonatos tradicionais e a fórmula dramática de regatas eliminatórias da Star Sailors League.

Apoio dos líderes – O presidente internacional da classe Star, o brasileiro Lars Grael, atual campeão mundial ao lado de Samuel Gonçalves, analisou as duas formas de disputa. “Eu prefiro o estilo tradicional, com uma regata mais longa por dia. Prevalecem os ajustes do barco e da vela, assim como a estratégia. Por outro lado, a SSL trouxe sangue novo e ideias muito positivas, não apenas para a Star, mas para a vela em geral. O formato de muitas regatas por dia com fase de classificação e eliminatórias é muito bom para a mídia e promove a classe. Admiro muito o trabalho da SSL”, afirma Lars, duas vezes medalhista olímpico.

O italiano Diego Negri, líder do ranking dos timoneiros da SSL entre julho de 2014 e junho de 2015, está entre os favoritos com presença assegurada em Hamburgo. “O mais importante na fase de classificação, durante as regatas de flotilha, é manter a regularidade e adquirir o máximo de conhecimento da raia. Nas provas eliminatórias há mais espaço entre os barcos, o que permite assumir alguns riscos. Antes da final, porém, a prioridade não é cruzar a linha de chegada em primeiro, mas evitar a eliminação. Eu vim da classe Laser, o que me dá muita agilidade no leme da Star”, considera Negri.

Para o norte-americano Augie Diaz, vice-campeão europeu de Star, as competições da SSL exigem que o velejador altere sua tática e trabalhe com diferentes estratégias na medida em que a tripulação evolui. “Estou mais acostumado às grandes flotilhas, mas na SSL o desafio é mais intenso devido ao risco de eliminação. Às vezes é preciso ser mais conservador para se alcançar um objetivo por vez. Primeiro ficar entre os onze mais bem classificados, depois se manter entre os sete e finalmente partir para a regata decisiva entre os quatro melhores”. Augie está correndo o Mundial de Star em Miami ao lado de Bruno Prada, líder no ranking dos proeiros e também confirmado no SSL City Grand Slam em Hamburgo, evento com premiação total de 100 mil dólares.

 


Lago de Hamburgo recebe disputa inédita da Star Sailors League
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Antonio Alonso

SSL Lake Grand Slam in Grandson (SUI) / Studio Borlenghi

SSL Lake Grand Slam in Grandson (SUI) / Studio Borlenghi

 

Os principais velejadores da nobre classe Star terão oportunidade inédita de desfilar seus talentos no Lago de Alster, centro de Hamburgo, Alemanha, entre 3 e 7 de maio. O primeiro City Grand Slam da Star Sailors League (SSL) deverá receber cerca de 80 duplas, reunindo medalhistas olímpicos e campeões mundiais como os brasileiros Bruno Prada e Lars Grael, entre tripulações de 20 países. A premiação total será de 100 mil dólares.

As condições de vento no coração da segunda cidade mais populosa da Alemanha oferecerão um desafio à parte aos atletas, podendo variar a cada momento tanto na direção quanto na intensidade. Para completar o cenário desafiador, o lago mede apenas 2,5 x 2,5 km, aproximadamente, o que exigirá percursos com pernas curtas proporcionando assim, a dança dos barcos no Alster. Organização e velejadores ainda estimam que as regatas serão como um vídeo game ou um jogo de xadrez tridimensional.

Enquanto o timoneiro estiver no controle da embarcação, o proeiro terá de levar à prática todos seus recursos técnicos para aprimorar o rendimento em relação aos adversários que devem formar uma flotilha extremamente compacta. Os componentes naturais devem se tornar ainda mais críticos devido à interferência no regime dos ventos, dos elevados edifícios do centro da cidade, ao redor do lago.

O norte-americano George Szabo , campeão do Lake Grand Slam em setembro, na Suíça, e da SSL Finals em dezembro nas Bahamas, está otimista para o próximo desafio. “No City Grand Slam de Hamburgo vou correr novamente com Patrick Ducommun (SUI). As condições podem ser semelhantes às do lago de Neuchatel, o que nos motiva a repetir o resultado do Lake Grand Slam suíço”, projeta o timoneiro mais vitorioso da SSL na temporada de 2015.

Emoção e tecnologia ao vivo – As regatas em Hamburgo serão transmitidas ao vivo na internet com comentários de especialistas e de convidados especiais do estúdio instalado no Lago de Alster. Na água, uma equipe embarcada irá produzir imagens em alta definição, mesclando gráficos em 3D às imagens em tempo real, oferecendo a telemetria das provas em detalhes. Para mais informações acesse o site oficial do SSL City Grand Slam: <b> http://city.starsailors.com</b>.

A Star Sailors League (SSL) foi criada em 2013 por velejadores para atender a necessidade dos velejadores, fortalecendo a classe ainda mais diante da exclusão do programa olímpico. O primeiro grande evento foi a SSL Finals com premiação de 200 mil dólares e vitória de Robert Scheidt e Bruno Prada, em dezembro do mesmo ano em Nassau (BAH). Em 2014, os norte-americanos Mark Mendelblat e Brian Fatih venceram a final mundial. Em 2015, George Szabo e Edoardo Natucci (ITA) foram os campeões no Caribe, após Szabo vencer o primeiro Lake Grand Slam ao lado do do suíço Duccommun, na Suíça.

 


Barco de Ilhabela vence Campeonato Paulista de HPE 2016
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Antonio Alonso

Campeonato Paulista de HPE
Ginga mantém a liderança e fatura quinto título estadual da classe de 25 pés. O barco Ginga foi o campeão do 11º Campeonato Paulista de HPE, disputado pela primeira vez na Represa do Guarapiranga, em São Paulo (SP). O quarteto formado por Breno Chvaicer, José Vicente Melo Monteiro, Ronion Silva e Gabriel Silva faturou seu quinto título estadual e o quarto na sequência. O Ginga terminou a competição com 20 pontos perdidos em nove regatas (com um descarte), sete pontos de vantagem para o vice-campeão, o Pajero – barco comandado por Eduardo Souza Ramos. Neste domingo (10), último dia de provas, os ventos variaram de 10 a 12 nós soprando de Sul.

”O desempenho foi muito bom da nossa equipe! Até a última regata nada estava decidido, o que aumentou o nível das provas. Foram muitas trocas de posição, mas prevaleceu o nosso entrosamento e a calma nos momentos de maior dificuldade. Controlamos bem a situação”, disse o comandante Breno Chvaicer.

Além do título de 2016, o Ginga conquistou o Campeonato Paulista de HPE nos anos de 2011, 2013, 2014 e 2015. O evento de 2012 foi vencido pelo Avanto (Dario Galvão). O objetivo do barco vencedor será retomar o título brasileiro da categoria, que será disputado em novembro, no Rio de Janeiro (RJ). O Ginga ganhou o nacional de HPE em 2011 e 2013.

O Campeonato Paulista de HPE teve como palco a Guarapiranga pela primeira vez. Os velejadores e a organização aprovaram a variação de mar para represa, o que pode ampliar a flotilha na capital paulista. ”Foi um campeonato muito acirrado na represa, com regatas pegadas e mudanças de posição a cada montagem de boia. Velejar na represa é diferente, pois o vento ronda demais, o que exige mais atenção dos atletas. Conseguimos colocar em prática nove regatas e acredito que a experiência deu certo”, disse Cuca Sodré, representante da comissão de regatas.

A medalha de prata ficou com o Pajero (Eduardo Souza Ramos), seguido por Atrevido (Fábio Bocciarelli), L200 Triton (Maurício Bueno) e Takeasuauer (Maurício Ashauer). O campeonato contou com a participação de 17 barcos.

Saiba mais sobre os HPE

Os HPE 25 são produzidos pelo estaleiro Zonda Boats de Indaiatuba e a flotilha no Brasil tem 55 veleiros. Com projeto inovador, processo de fabricação e materiais especiais, este veleiro de 25 pés é leve, resistente, veloz e fácil de manobrar. Devido a essas características, a classe tem atraído vários adeptos que vão de velejadores com grande experiência a iniciantes, pois, seu deck de layout simples e eficiente e o uso de um enrolador para a buja, permitem que o HPE25 seja facilmente velejado por duas pessoas.

O 11º Campeonato Paulista de HPE é uma realização do Yacht Club Paulista e da Associação Brasileira de HPE25, com apoio da Regatta. Mais informações no site www.ycp.com.br

Foto: Flávio Perez – Onboard Sports


Itajaí celebra 1 ano de chegada histórica da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Quinta etapa da Volta ao Mundo teve 12 mil km e menos de uma de diferença entre quatro barcos na chegada ao Brasil

Alicante, Espanha, 5 de abril de 2016 – O dia 5 de abril de 2015 ficou marcado no esporte brasileiro com a chegada dos barcos a Itajaí, cidade-sede da Volvo Ocean Race. A cidade catarinense registrou a menor diferença de tempo entre os veleiros de sua história num percurso de mais de 12 mil quilômetros, atravessando os mares do Sul e o Cabo Horn. A explicação dada pelos especialistas foi o novo modelo de barcos, os Volvo Ocean 65 – de design único, ou seja, todos eram iguais.

O percurso entre a Nova Zelândia e o Brasil foi decidido nos detalhes: os quatros barcos que chegaram a Itajaí terminaram a prova com menos de uma hora entre eles. Nunca na história do evento no Brasil houve uma diferença tão pequena.

A vitória naquele domingo de Páscoa foi do Abu Dhabi, seguido pelo MAPFRE, que tinha o brasileiro e catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca. Depois vieram Team Alvimedica e Team Brunel. Recebido como herói, o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca conduziu o barco MAPFRE nos momentos finais. “Foi incrível essa recepção. Não sei como retribuir o carinho do público”, disse o atleta olímpico.

O Abu Dhabi, barco árabe comandado por medalhista olímpico Ian Walker, cruzou a linha de chegada da quinta etapa da Volvo Ocean Race em primeiro lugar, depois de 18 dias 23 horas e 30 minutos. Meses depois se tornou o grande campeão. “Foi uma etapa dura e desgastante! Um final apertado e os barcos ficaram próximos do começo até o fim da regata. O segredo dos barcos de design único é velejar bem. Se fizer tudo direito dá tudo certo”, disse Ian Walker, comandante do Abu Dhabi Ocean Racing.

Milhares de pessoas lotaram a Vila da Regata e os molhes de Itajaí e Navegantes para ver a chegada. A cidade recebeu por duas vezes a Volvo Ocean Race – 2012 e 2015.

O relacionamento do Brasil com a Volvo Ocean Race ocorre desde a primeira edição, 42 anos atrás. Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP) e Itajaí (SC) foram cidades-sede das oito vezes em que a regata desembarcou no País. A cidade catarinense foi a responsável pelas últimas duas stopovers, como são chamadas as paradas.

Oito atletas brasileiras participaram da regata até hoje. Destaque para Torben Grael, que entrou para a história da modalidade e para o esporte brasileiro sendo o primeiro comandante a vencer a Volvo Ocean Race. Em 2008-09, liderando o sueco Ericsson 4, Grael e seus tripulantes – incluindo o carioca Joca Signorini – venceram praticante de ponta a ponta a Volta ao Mundo. Na edição 2014-15, o atleta olímpico André ‘Bochecha’ Fonseca integrou o barco MAPFRE e Joca Signorini foi treinador do feminino do Team SCA.


Pajero assume a liderança no Paulista de HPE 2016
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Antonio Alonso

Campeonato Paulista de HPE

O Pajero (Eduardo Souza Ramos) assumiu a liderança provisória do 11º Campeonato Paulista de HPE, que tem a participação de 17 barcos no Yacht Club Paulista (YCP). Neste domingo (3) ensolarado, a organização teve mais dificuldades para montar as raias por falta de vento. Quando as condições eram mínimas para uma prova, a largada foi dada na Guarapiranga para duas regatas. A primeira – com média de 6 nós de vento – foi vencida pelo Pajero, que tem a bordo o atleta olímpico e da Volvo Ocean Race André ‘Bochecha’ Fonseca. Na segunda, os novos líderes ficaram em terceiro e assumiram a ponta que era do Atrevido (Fábio Bocciarelli). ”Velejar na represa é diferente. As condições são sempre muito difíceis, pois são instáveis. O velejador desenvolve uma técnica fantástica velejando em raias como essa, principalmente na estratégia. Quanto mais flotilhas, mais nacional e forte fica a classe.”, disse Eduardo Souza Ramos, pota-bandeira do Brasil na Olimpíada de Los Angeles 1984.

O Paulista de HPE 25 tem o Pajero (Eduardo Souza Ramos) com 14 pontos perdidos, seguido de perto pelo Ginga (Breno Chvaicer), com 15 e o Atrevido (Fábio Bocciarelli) tem 17 pontos. O Takeashauer (Marcos Ashuauer), que venceu a segunda regata do domingo agora é o quarto, e o Suzuki (Felipe Furquin), o quinto na classificação geral.

As próximas regatas do Campeonato Paulista de HPE 2016 serão disputadas no próximo fim de semana, também no Yacht Club Paulista, em São Paulo (SP).

Mais informações sobre o evento

Com mais de dez anos de história, o HPE25 forma hoje uma flotilha com 57 barcos distribuídos em oito grandes cidades (Ilhabela, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis e Brasília) e está presente nos principais eventos, como a Semana Internacional de Vela, a Copa Suzuki – Circuito Ilhabela e foi o barco escolhido para as competições da 5ª edição dos Jogos Militares Mundiais, em 2011.

Os HPE 25 são produzidos pelo estaleiro HPE de Indaiatuba. Com projeto inovador, processo de fabricação e materiais especiais, este veleiro de 25 pés é leve, resistente, veloz e fácil de manobrar.
Devido a essas características, a classe tem atraído vários adeptos que vão de velejadores com grande experiência a iniciantes, pois, seu deck de layout simples e eficiente e o uso de um enrolador para a buja, permitem que o HPE25 seja facilmente velejado por duas pessoas.

O 11º Campeonato Paulista de HPE é uma realização do Yacht Club Paulista e da Associação Brasileira de HPE25, com apoio da Regatta. Mais informações no site www.ycp.com.br


Equilíbrio nas primeiras regatas do Campeonato Paulista de HPE
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Antonio Alonso

Competição de vela na Represa do Guarapiranga reúne 17 monotipos. O 11º Campeonato Paulista de HPE começou como já esperado: regatas equilibradas entre os 17 barcos participantes no Yacht Club Paulista (YCP). Neste sábado (2), a organização conseguiu fazer duas provas e o melhor aproveitamento ficou para o Atrevido (Fábio Bocciarelli), que somou sete pontos perdidos. O evento quase acabou para os atuais líderes, pois na segunda regata ocorreu uma batida e a comissão decidiu dar seis pontos por reparação. O Atrevido volta à raia no domingo (3)! Em segundo aparecem três barcos empatados: Takra, Ginga e Pajero. ”Foi uma estreia muito equilibrada. A característica da Represa do Guarapiranga proporciona provas pegadas, pois o vento ronda mundo, soprando dos dois lados. A classe também é muito forte e ganha quem errar menos”, explicou Cuca Sodré, presidente da Comissão de Regatas.

A primeira regata do sábado ocorreu com ventos variando de 5 a 6 nós e foi vencida pelo Atrevida. A segunda do dia teve mais vento – 12 a 14 nós – e o vencedor foi o Repeteco. O atual campeão é o Ginga, liderado por Breno Chvaicer.Mais informações sobre o eventoCom mais de dez anos de história, o HPE25 forma hoje uma flotilha com 57 barcos distribuídos em oito grandes cidades (Ilhabela, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis e Brasília) e está presente nos principais eventos, como a Semana Internacional de Vela, a Copa Suzuki – Circuito Ilhabela e foi o barco escolhido para as competições da 5ª edição dos Jogos Militares Mundiais, em 2011.

Os HPE 25 são produzidos pelo estaleiro HPE de Indaiatuba. Com projeto inovador, processo de fabricação e materiais especiais, este veleiro de 25 pés é leve, resistente, veloz e fácil de manobrar.
Devido a essas características, a classe tem atraído vários adeptos que vão de velejadores com grande experiência a iniciantes, pois, seu deck de layout simples e eficiente e o uso de um enrolador para a buja, permitem que o HPE25 seja facilmente velejado por duas pessoas. Para as as competições, existe um limite de peso de 340 quilos a bordo.

Dados técnicos
Estaleiro: Zonda Boats
Comprimento: 7,67m
Boca: 2,60m
Calado: 1,70m
Área vélica: 31,3m²
Deslocamento: 1.100Kg
Projetista: Javier Soto Acebal
Material do casco: E-Glass / Espuma de PVC

placar

O 11º Campeonato Paulista de HPE é uma realização do Yacht Club Paulista e da Associação Brasileira de HPE25, com apoio da Regatta. Mais informações no sitewww.ycp.com.br


Campeonato Paulista de HPE 2016 invade a Guarapiranga
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Antonio Alonso

hpe

Pela primeira vez, o evento da classe de one-design mais numerosa da vela oceânica brasileira será disputado em São Paulo (SP). Uma das competições mais acirradas da vela nacional será disputada pela primeira vez na capital de São Paulo. O 11º Campeonato Paulista de HPE será realizado nos dias 2,3,9 e 10 de abril, no Yacht Club Paulista (YCP), reunindo 20 barcos na Represa do Guarapiranga. A organização esperava fazer, pelos menos, duas provas por dia e o vencedor é o que somar o menor número de pontos. Quem chega em primeiro soma um, o segundo dois e assim por diante. O atual campeão é o Ginga, liderada por Breno Chvaicer.

Nomes como o medalhista olímpico Clínio de Freitas e André ‘Bochecha’ Fonseca, que disputou a última Volvo Ocean Race, estarão nas provas. A categoria de 25 pés, que leva em média quatro atletas por veleiro, foi construída para atender a realidade brasileira. O HPE está presente nos principais eventos da modalidade e chama a atenção por ser ágil e fácil de velejar, detalhes que fazem com que as disputas sejam ainda mais intensas e acirradas.

”A iniciativa de ter o HPE na capital é pioneira! A versão 25 pés do HPE é versátil, podendo ser usada no mar e na represa. Conseguimos reunir com isso os melhores velejadores para disputar esse campeonato e também fazemos com que o aperfeiçoamento ocorra já que o ambiente competitivo é muito alto. A Guarapiranga é um celeiro da vela nacional e os bons filhos à casa tornam”, disse o diretor de vela do YCP, Alberto Hackerott. A previsão para o primeiro fim de semana de regatas é de ventos sudeste de moderada intensidade como normalmente ocorre na represa.

Mais informações sobre o evento

Com mais de dez anos de história, o HPE25 forma hoje uma flotilha com 57 barcos distribuídos em oito grandes cidades (Ilhabela, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis e Brasília) e está presente nos principais eventos, como a Semana Internacional de Vela, a Copa Suzuki – Circuito Ilhabela e foi o barco escolhido para as competições da 5ª edição dos Jogos Militares Mundiais, em 2011.

Os HPE 25 são produzidos pelo estaleiro HPE de Indaiatuba. Com projeto inovador, processo de fabricação e materiais especiais, este veleiro de 25 pés é leve, resistente, veloz e fácil de manobrar.
Devido a essas características, a classe tem atraído vários adeptos que vão de velejadores com grande experiência a iniciantes, pois, seu deck de layout simples e eficiente e o uso de um enrolador para a buja, permitem que o HPE25 seja facilmente velejado por duas pessoas. Para as as competições, existe um limite de peso de 340 quilos a bordo.

Dados técnicos
Estaleiro: Zonda Boats
Comprimento: 7,67m
Boca: 2,60m
Calado: 1,70m
Área vélica: 31,3m²
Deslocamento: 1.100Kg
Projetista: Javier Soto Acebal
Material do casco: E-Glass / Espuma de PVC

O 11º Campeonato Paulista de HPE é uma realização do Yacht Club Paulista e da Associação Brasileira de HPE25, com apoio da Regatta. Mais informações no site www.ycp.com.br

Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias


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