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Arquivo : novembro 2015

Novamente no Brasil, Transat Jacques Vabre 2015 termina com recorde
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Transat Jacques Vabre 2015 termina com recorde de quebras. Edição mais difícil da regata transatlântica teve 17 abandonos. Inédito barco brasileiro fez história. A Transat Jacques Vabre 2015 terminou, nesta sexta-feira (27), com a chegada do último barco em Itajaí (SC), destino final da maior regata transatlântica do mundo. O barco CRENO Moustache solidarire cruzou a linha de chegada após 33 dias de prova. Todos os 25 dos 42 barcos que conseguiram completar a regata até o Brasil percorreram 10 mil quilômetros desde Le Havre, na França. A edição atual – que largou em 25 de outubro – bateu o recorde de desistências com 17, duas a mais do que em 2011. As frentes frias no Golfo de Biscaia – entre o Norte da Espanha e o Nordeste da França – causaram os maiores estragos às duplas. ”A regata foi bastante difícil, principalmente no Golfo de Biscaia. Pegamos três grandes tempestades, um batismo e tanto para o nosso time. Posso dizer que agora estamos preparados para outro desafio desse porte na vela oceânica”, contou o brasileiro Renato Araújo, que fez dupla com o campeão olímpico Eduardo Penido a bordo do Zetra. Foi o primeiro barco do País na história do evento. ”Pegamos 10 dias de tempo ruim, comemos mal, tive um problema no joelho, velas e equipamentos quebrados e muito mais. A primeira tempestade foi difícil, a segunda mais fraca e a terceira quebrou o enrolador da vela de proa. Sem contar outros problemas que surgiram e fomos solucionando no percurso”.

A regata Transat Jacques Vabre contou com dois resgates de velejadores por helicóptero no Atlântico Norte e um barco que bateu em um contêiner e teve de abandonar. As outras desistências foram causadas por quebras diversas. A tradicional prova foi dividida em quatro categorias entre monocascos e multicascos. Do primeiro a chegar ao Brasil, que foi o trimarã MACIF, até o lanterninha CRENO, a diferença de tempo foi de quase 21 dias.

Tempos e chegadas:

Classe: Ultime – até 102 pés
Vencedor: Macif
Data: 06/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos

Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: PRB
Data: 11/11/2015
Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50
Vencedor: FenêtréA Prysmian
Data: 11/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos

Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: Le Conservateur
Data: 18/11/2015
Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa foi a segunda vez que a competição teve a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
Facebook: https://www.facebook.com/Transat.Jacques.Vabre
Twitter: https://twitter.com/TransatJV_br


Brasileiros completam maior desafio transatlântico do mundo
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

O campeão olímpico Eduardo Penido e Renato Araújo finalizam Transat Jacques Vabre em 28 dias. A vela brasileira escreveu mais um capítulo na sua história! O primeiro barco 100% nacional completou, na noite deste domingo (22), a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica do mundo. Batizado de Zetra, o veleiro comandado pelo campeão olímpico Eduardo Penido e pelo empresário Renato Araújo fez o percurso de 10 mil quilômetros entre Le Havre, na França, e Itajaí, em Santa Catarina, em 28 dias, 10 horas e 37 minutos, terminando a categoria Class40 na sexta colocação. A dupla foi recebida no píer ao som de uma batucada de escola de samba e pelos familiares.

”Um momento mais do que especial. Posso sim comparar o dia de hoje com a Olimpíada de 1980, quando fui medalha de ouro. Foi uma regata muito dura e desgastante, mas lutamos até o fim”, disse o campeão olímpico Eduardo Penido, ouro nos Jogos de Moscou 1980 na classe 470.

Emocionado, Renato Araújo disse que todo o investimento, dias de treino e o sofrimento da regata valeram a pena. ”Não tem preço que pague esse momento. Pegamos 10 dias de tempo ruim, comemos mal, tive um problema no joelho, velas quebradas e muito mais. A primeira tempestade foi difícil, a segunda mais fraca e a terceira quebrou o enrolador da vela de proa. Sem contar outros problemas que surgiram e fomos solucionando no percurso. Mas em 2017 queremos repetir a dose! A ideia é treinar mais e se aperfeiçoar, pois o barco é arisco e muito difícil de guiar”.

Sofrimento, calmaria e Brasil

A dupla brasileira sofreu nos primeiros dias de regata, que começou em 25 de outubro com a participação de 42 barcos. Os ventos fortes e ondas gigantes no Golfo de Biscaia – parte do Atlântico Norte entre a França e a Espanha, causaram 17 desistências, um recorde para o evento. A estratégia de Eduardo Penido e Renato Araújo foi reduzir a velocidade para evitar as quebras. ”Temos que aprender com o barco e fico contente de chegar inteiro após essa dificuldade. Fico imaginando como os franceses, que venceram a regata, são bons. Eles aceleraram em condições difíceis”, explicou Eduardo Penido. O Zetra chegou quatro dias depois do campeão, o Le Conservateur.

Consolidado em sexto, o Zetra via os líderes da Classe40 abrir vantagem na liderança quando mais um ponto chave da regata surgiu: a calmaria dos Doldrums. Os brasileiros passaram 48 horas quase sem andar na divisa dos hemisférios Norte e Sul. Já na costa brasileira, a dupla se preocupou em se defender dos ataques dos três veleiros que estavam atrás e em desviar dos barcos de pesca na costa nordestina.

Tempos e chegadas dos vencedores da Transat Jacques Vabre:

Classe: Ultime – até 102 pés Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015 Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015 Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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Brasileiros perto de concluir a Transat Jacques Vabre
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Antonio Alonso

Foto: Flávio Perez/OnboardSports

Foto: Flávio Perez/OnboardSports

Zetra, com o campeão olímpico Eduardo Penido, deve terminar a regata no próximo domingo (22). A primeira dupla brasileira da história da Transat Jacques Vabre deve terminar a regata de 10 mil quilômetros – considerada a maior travessia transatlântica do mundo – no próximo domingo (22), após 28 dias de prova desde Le Havre, na França. O campeão olímpico Eduardo Penido e o empresário Renato Araújo sustentam a sexta colocação na Classe40 e navegam paralelamente à costa do Rio de Janeiro (RJ). As próximas 48 horas serão decisivas para o sucesso do Zetra, já que outros três barcos na sua proa. ”A opção de ficar contra a corrente e um pouco distante do litoral deu certo desde o Recife. O Eduardo Penido conhece bem a região e acredito que a escolha foi importante para diminuir o tempo de chegada”, disse Renato Araújo. O barco está aproximadamente 200 quilômetros distante da costa. ”Vamos ter uma última frente fria nas últimas horas e não podemos errar na estratégia”.

Os brasileiros sustentam a posição desde a primeira semana de prova. A regata é tradicional por pegar mar ruim no início, principalmente no Golfo de Biscaia. Depois teve a passagem pelo marasmo dos Doldrums e a descida pela costa nordestina. ”Nós conseguimos melhorar o rendimento por fazer o barco andar mais e também por conhecer um pouco a região. Se deixar o pessoal nos pega. Acredito que será difícil tirar essa vantagem”, concluiu Renato Araújo.

A tripulação do Zetra quer uma festa na chegada em Itajaí (SC) com comida tradicional e muita gente no píer da marina local. A previsão é que o barco termine a prova entre a tarde e início da noite de domingo. O campeão da Class40 foi o barco Le Conservateur, formado pelos franceses Yannick Bestaven e Pierre Brasseur.

Tempos e chegadas dos vencedores da Transat Jacques Vabre:

Classe: Ultime – até 102 pés Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015 Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015 Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

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Definidos os campeões da Transat Jacques Vabre
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Itajaí (SC) é o ponto final da maior travessia transatlântica do mundo. Os maiores barcos de oceano do mundo desembarcaram em Itajaí (SC) no mês de novembro concluindo a Transat Jacques Vabre. A principal travessia transatlântica do planeta definiu, nesta quarta-feira (18), os seus quatro campeões com a chegada do Le Conservateur, vencedor na Class40. A regata oceânica entre a França e o Brasil tem uma regra simples: o primeiro que chegar é o ganhador na sua categoria. Os outros vencedores foram PRB (IMOCA), FenêtréA Prysmian (Multi50) e Macif (Ultime). ”É, sem sombra de dúvidas, um marco na regata, pois temos o último vencedor da prova. Há ainda outros barcos no mar para chegar. A Transat Jacques Vabre não tem uma classificação geral ou regra de rating e sim quatro classes com seu resultado”, comemorou Manfred Ramspcher, diretor de regata da Transat Jacques Vabre. Entre os barcos ainda aguardados em Santa Catarina é o brasileiro Zetra, com o campeão olímpico Eduardo Penido no comando.

O especialista em vela oceânica explica os motivos das chegadas entre os barcos terem variação de mais de dez dias. O primeiro a cruzar a linha foi o Macif, um trimarã de 100 pés, que concluiu o percurso em 12 dias. O campeão da Class40 fez em 24. ”Há a diferença de tamanho entre as classes, de área vélica e de formato de casco. Tudo isso interfere diretamente no resultado. Enquanto o Ultime pode atingir entre 20 e 25 nós de velocidade, o primeiro Class40 faz 9 nós de média. Quanto mais longo o percurso e maior o barco, maior são as diferenças de desempenho entre as classes”, explicou Manfred Ramspcher.

Tempos e chegadas:

Classe:
Ultime – até 102 pés                                  Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif                                                     Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015                                                    Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos                 Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50                                                       Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian                               Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015                                                    Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos                 Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Campeões da Class40:

Os franceses do barco Le Conservateur, Yannick Bestaven e Pierre Brasseur, confirmaram o título da Class40, com uma vitória praticamente de ponta à ponta na quarta-feira. Eles cruzaram a linha de chegada às 18h40 (hora de Brasília), marca que rendeu o tempo de 24 dias, 8 horas, 10 minutos e 09 segundos de prova. A média de velocidade do 40 pés foi de 9,24 nós num total de milhas de 5.963.

“Trabalhamos em complemente um com o outro. Quando estávamos fora de sincronia, a gente voltava logo ao entrosamento. Foi uma regata estressante, principalmente na depressão dos Doldrums. Perdemos muita vantagem e foi difícil digerir. Os adversários nos botaram pressão”, contou Yannick Bestaven, do Le Conservateur.

Logo depois cruzou a linha de chegada o V and B, da dupla Maxime Sorel – Sam Manuard terminou a prova às 20h34 desta quarta-feira e foram recebidos no píer da Marina Itajaí. Festa para quem passou 24 dias, 10 horas, 04 minutos e 31 segundos no mar desde Le Havre, na França. Em bom português, Sam Manuard disse que a dupla quer comer uma boa moqueca depois desse desafio internacional.

”No caminho o Maximel me perguntou quais eram os pratos mais gostosos do Brasil, e eu disse que a moqueca era muito gostosa”. O pai de Sam Manuard mora em Belo Horizonte (MG) e o velejador francês o visita regularmente. ”Foi muito bom ser recebido por ele na minha chegada a Itajaí. Foi uma regata bem complicada, principalmente pelos primeiros dias de travessia. Ficamos com medo de quebrar o barco”, disse Sam Manuard, que além de velejador é projetista de veleiros.

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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Livro ‘Velas do Brasil’ resgata história do esporte no Brasil
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Antonio Alonso

Não é toda hora que os amantes da náutica brasileira têm acesso a uma pesquisa séria e bem escrita sobre nosso esporte. E foi sobre a coordenação da lenda Peter Dirk Siemsen, brasileiro que já foi árbitro de America’s Cup, que nasceu o livro Velas do Brasil. Eu ainda não li o livro, mas com certeza qualquer iniciativa dele merece todo espaço aqui no blog. Por isso eu passo a palavra ao release oficial:

Obra resgata o desenvolvimento náutico no país, citando, é claro, os nomes que fizeram o esporte crescer, como Eduardo Souza Ramos e o próprio Peter Dirk Siemsen, coordenador do livro e figura importante no cenário esportivo brasileiro

Capa do livro Velas do Brasil/Divulgação

Capa do livro Velas do Brasil/Divulgação

A vela foi o segundo esporte que mais trouxe medalhas olímpicas para o Brasil (17 no total), além de inúmeros títulos mundiais, porém era muito difícil encontrar um material que contasse toda a história do esporte no país. A escritora Maria Elizabeth Labouriau, no entanto, conseguiu reunir muito mais que isso. No livro Velas do Brasil (Essential Idea Editora) ela descreve desde o surgimento da primeira flotilha, a criação do primeiro Yacht Clube e a participação do primeiro brasileiro em um campeonato internacional, até as medalhas olímpicas de 2008, prestando uma justa homenagem àqueles que sempre incentivaram o esporte, como Peter Dirk Siemsen, coordenador e patrocinador do livro, Eduardo Souza Ramos, entre outros.

“O belo e fartamente ilustrado livro, fruto de uma pesquisa histórica rigorosa da Beth, uma das pioneiras na comunicação da modalidade no país, e do Peter, um dos brasileiros de maior destaque na história da vela mundial, como atleta e dirigentes, é obra obrigatória para os que velejam e para todos que se interessam pelo esporte brasileiro e sua memória”, disse Murillo Novaes, jornalista de náutica.

Nas 500 páginas do livro é possível encontrar a história das principais classes do país, como Pinguim, Guanabara, Carioca, Brasil, até as olímpicas como Finn e 470; história de campeonatos e regatas contadas pelos próprios velejadores; um acervo bem grande de fotos, além de um glossário muito rico com termos náuticos e explicações sobre barcos e vento.

“Este é um registro histórico super importante, pois registra o início da vela no Brasil, visita os principais centros vélicos e entrevista vários velejadores. Nele a autora busca mostrar que a história da vela é contínua e segue sendo escrita”, disse Nelson Ilha, velejador, juiz de regata e personagem do livro.

Sobre a autora
Maria Elizabeth Labouriau nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Estudou Ciências Socias na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-IFCS) e Museologia na Universidade do Rio de Janeiro (UNI-RIO). Foi responsável pela implantação do núcleo “ Navegação” do Espaço Cultural da Marinha. Em seguida, deu início ao trabalho de resgate da memória do Iate Clube do Rio de Janeiro. Sobre essa instituição escreveu “ Iate Clube do Rio de Janeiro – um celeiro de campeões.”

Fascinada pelas coisas do mar, escreveu, Velas do Brasil, a história do iatismo no País. De seu interesse pelas histórias familiares escreveu “Felicitas Siemsen – Simplesmente Elsi. A história de uma mulher à frente de seu tempo. No momento escreve a biografia do advogado e velejador Peter Dirk Siemsen. Mãe de três filhos, Flavia, Pedro e Miguel e avó de duas netas Alice e Olivia, Maria Elizabeth não poderia deixar de escrever para crianças. Resultante dessa paixão urgiram Bichano, o Gato Xadrez; A Pata da Barata; Alice e a Vovó no Jardim dos Passarinhos; O amigo de Sylvia; Meu nome é Milho, E-milho e Alice no Campo – Conhecendo a Natureza.

Tags : Livros


Brasileiros atentos aos barcos de pesca na costa nordestina
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

O barco brasileiro Zetra segue firma na disputa da Transat Jacques Vabre, maior competição transatlântica do mundo. Em sexto lugar da Class40, a dupla Eduardo Penido e Renato Araújo está próxima da costa de Recife (PE), local com registro de muitos barcos de pesca até a chegada. A preocupação da dupla é evitar as rede de pesca e uma possível colisão, já que muitas embarcações pequenas não possuem luz. ”Os instrumentos de navegação funcionam bastante, mas é preciso ficar atento. Precisamos de um trabalho redobrado à noite, principalmente, por causa dos barcos pequenos de pesca e suas redes. Só dá para identificar no visual. Acredito que os adversários da Class40 também estão preparados”, disse Renato Araújo.

Na tarde desta segunda-feira (16), o placar da regata apontava que os brasileiros ainda teriam de percorrer mais 2.400 quilômetros até Itajaí (SC)
”Já nos sentimos em casa, no Brasil. Mas tem muita água pela frente pra chegar em Itajaí”, contou Renato Araújo.

O Zetra deve chegar no próximo domingo (22) à cidade catarinense. O líder da Class40 é o Le Conservateur, que faz uma disputa particular com o V and B pela ponta. Os primeiros devem cruzar a linha até a quarta-feira (18).


Transat Jacques Vabre: Regata de exibição e oficial têm mesmos vencedores
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Vitórias do FenêtrêA Prysmian na Multi50 e PRB na IMOCA em prova que homenageou vítima de atentado na França. A Transat Jacques Vabre organizou, neste domingo (15), mais uma regata exibição entre Itajaí e Itapema com a participação de sete barcos de duas classes. E o resultado da prova de 27 milhas náuticas – 50 quilômetros foi o mesmo da travessia de 10 mil quilômetros. Vitórias do FenêtrêA Prysmian na Multi50 e PRB na IMOCA. A regata começou às 13h50 com ventos variando de 10 a 17 nós na direção Sudoeste.

O FenêtrêA Prysmian foi o Fita Azul da regata exibição, ou seja, o primeiro a cruzar a linha de chegada entre todos os modelos, independentemente do tamanho. A dupla, formada pelo francês Erwan Le Roux e pelo italiano Giancarlo Pedote, ganhou a prova com diferença de nove minutos para o Ciela Village (Thierry Bouchard / Oliver Krauss). ”Correr regatas assim é bastante divertido. Podemos passar um pouco da nossa experiência aos convidados a bordo. Foi mais uma vitória nossa aqui em Itajaí”, disse Erwan Le Roux.

Na IMOCA, mais um show da dupla francesa Vincent Riou e Sébastien Col com diferença superior a 10 minutos para o segundo colocado, o Banque Populaire VIII (Armel Le Cléac’h / Erwan Tabarly). Completaram o percurso nessa ordem: Initiatives-Coeur (Tanguy de Lamotte / Samantha Davies), Le Souffle du Nord (Thomas Ruyant / Adrien Hardy) e MACSF (Bertrand de Broc / Marc Guillemot).

A regata Transat Jacques Vabre continua com a disputa da Class40, que tem o barco brasileiro Zetra na sexta colocação. Os primeiros veleiros devem chegar a Itajaí a partir da próxima terça-feira (17).

Homenagem

Em virtude dos atentados terroristas em Paris, a organização da 29ª Marejada, tradicional festa em Itajaí (SC) e que recebe a Transat Jacques Vabre, prestou uma homenagem aos franceses, neste domingo (15), na Vila da Regata. O prefeito Jandir Bellini entregou ao organizador da regata, Gildas Galtier, flores com detalhes com as cores da França. Artistas locais cantaram a música Imagine, de John Lennon, que ficou eternizada como uma canção da paz. Os brasileiros que lotaram o píer da Vila da Regata se emocionaram com a homenagem.

”No momento em que cidadãos de Itajaí (BRA) e Le Havre (FRA) celebram o congraçamento entre os diferentes povos, chega-nos um estarrecedor exemplo de violência e intolerância. Nesse momento de dor e aflição, o povo itajaiense se solidariza e estende o seu abraço a cada irmão francês que aqui se encontra, rogando a Deus que conforte o coração das famílias atingidas pela tragédia dos atentados em Paris. A Transat Jaques Vabre é exemplo de união e respeito entre diferentes culturas. A cidade de Itajaí aplaude orgulhosamente o povo Francês que soube levar ao mundo o conceito de liberdade, igualdade e fraternidade. Que sejam todos bem vindos, sempre ao Brasil e a Itajaí”, disse o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini.

Após a cerimônia, o público acompanhou a partida dos barcos para a regata de exibição entre Itajaí e Itapema com a participação dos IMOCA e Multi50.

Surpresa e tristeza

O atentado terrorista ocorrido em Paris, na França, deixou o mundo perplexo. Com a Transat Jacques Vabre, regata entre a França e o Brasil, não foi diferente. Porém, alguns velejadores ainda não sabiam do ocorrido. Mesmo com comunicação a bordo, a dupla brasileira do Zetra se concentrou em navegar para buscar um melhor aproveitamento na Class40 e não recebeu as notícias do incidente na capital francesa da última sexta-feira (13).

”Não estamos sabendo, o que ocorreu?”, perguntou o brasileiro Renato Araújo durante a tradicional conversa com os velejadores. Ao tomar ciência, o empresário logo mudou o tom de voz. ”É muito triste saber disso, lamentável. A gente não tem acessado a internet regularmente”.

O Zetra ocupa a sexta colocação na Class40 e já está em águas brasileiras. O barco deve chegar até o dia 23 de novembro a Itajaí para completar os 10 mil quilômetros de regata.

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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Paulista de Snipe tem decisão neste fim de semana. Santistas lideram
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Antonio Alonso

Acaba neste fim de semana, na represa de Guarapiranga, o Campeonato Paulista da Classe Snipe 2015. Os santistas Rafael Gagliotti e Henrique Wisniewski vão para a raia com uma boa vantagem, conquistada na primeira etapa da competição, disputada na semana passada. Atrás deles estão os cariocas Luiz Paulo Gonçalves e Raphael Ribeiro, situação que coloca um pouco mais de adrenalina no campeonato, já que nos últimos anos o Rio de Janeiro passou a ter regatas sensivelmente mais fortes do que as de São Paulo.

A súmula está assim: http://sailwave.com/results/Sumula_Estadual_Paulista_Snipe_2015_PROV_DIA2.htm

Os velejadores Alonso López e Beto Hackerott contam como está a situação na Guarapiranga:

O pódio ainda não está definido… Faltam 4 regatas que serão disputadas nos dias 14 e 15, próximo final de semana, com um jantar de encerramento e premiação na sede social do YACHT CLUB PAULISTA.

Neste ano, a classe Snipe bateu o recorde de barcos dos últimos 15 anos neste campeonato! São 41 barcos e 82 velejadores na Raia 2 da represa Guarapiranga, algo que não se via há mais de 15 anos!

Na liderança provisória está a dupla Rafael Gagliotti e Henrique Wisniewski de Santos SP que foi recentemente quarta colocada no mundial da classe na Itália!

No último sábado, 7 de Novembro, inauguramos o campeonato com a tradicional regata Flavio Caiuby que é uma homenagem a um famoso (in memoriam) Snipista Brasileiro, que além de grande incentivador foi comodoro da organização internacional da classe, a SCIRA – Snipe Class International Association! Uma homenagem póstuma justa e bela!

O velejador carioca Luiz Paulo Gonçalves e seu proeiro Raphael Ribeiro ganharam a regata e ficaram com a posse do troféu transitório até o Campeonato do ano que vem!

As largadas foram difíceis, com 41 barcos na linha, e a raia da represa, conhecida pela grande variação da direção do vento, obrigou as tripulações a traçarem suas melhores estratégias para vencer os desafios do percurso!

Enquanto velejávamos, soubemos que Lars Grael (ex snipista campeão mundial ao lado de seu irmão Torben) venceu o mundial de Star na Argentina!! Nossa confraternização após as regatas, além de saudar as regatas de alto nível, foram também dedicadas a saudar o nosso querido campeão. Parabéns Lars! Dá-lhe Snipe!!!! A classe que mais formou campeões para o esporte que mais trouxe medalhas olímpicas ao Brasil!!!

====== SNIPE =======

O Snipe é um veleiro monotipo de 4,7m de comprimento e duas velas para 2 tripulantes que mais formou medalhistas olímpicos e Pan-Americanos para o Brasil. Nomes como Lars e Torben Grael, Robert Scheidt e Bruno Prada, entre muitos outros, começaram sua brilhante trajetória na classe Snipe.

Projetado em 1931 pelo norte-americano William Crosby, o Snipe ficou famoso e ganhou o mundo — são mais de 31 mil barcos construídos em mais de 85 anos de história — porque alia alta competitividade, alto nível técnico a um custo de entrada muito baixo se comparado a outras classes da vela. Isso porque o Snipe é atualmente fabricado no Brasil, ficando livre dos efeitos da variação cambial. Em outras palavras, o Snipe soube se modernizar em sua longa e bem sucedida história de vida devido ao uso racional de materiais acessíveis e à construção durável das embarcações e simplicidade de construção, o que estimulou varios fabricantes ao redor do mundo. Nem por isso a padronização deixa de existir: os barcos são todos obrigatoriamente pesados e tem seu momento de inércia medido, para garantir igualdade nas competições.

Algo curioso é que o Snipe possui um público fiel muito diversificado: pode ser o barco de campeões mundiais e pan americanos e também formador de campeões olímpicos, mas também pode ser o barco da família, do pai que leva seu filho para aprender a velejar de forma divertida e segura!

Quer aprender a velejar de Snipe e quem sabe ser um campeão? Entre em contato com o Yacht Club Paulista, através de secretaria@ycp.com.br que teremos o maior prazer em ajudá-lo a desfrutar deste maravilhoso esporte! BONS ventos!!

Coordenação Paulista – Classe Snipe
Diretoria de Vela – YACHT CLUB PAULISTA


Brasileiros estão parados na calmaria da Transat Jacques Vabre
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Barco Zetra não andou nem 200 quilômetros em 24 horas na passagem pelos Doldrums. ”Está uma tortura isso aqui”, disse o brasileiro Renato Araújo sobre a passagem pelos Doldrums do Oceano Atlântico, um dos pontos mais importantes do percurso Transat Jacques Vabre. Enfrentar a calmaria próxima à Linha do Equador é obrigatória para todos os barcos que disputam a maior travessia transatlântica do mundo. Mas o ponto, que chegou a ser chamado de Latitude dos Cavalos no passado – barcos mercantes jogavam os animais na água por falta de ração durante o marasmo – está se tornando uma pedra no sapato do veleiro Zetra, o primeiro 100% brasileiro da história da regata. Em 24 horas, o campeão olímpico Eduardo Penido e o empresário Renato Araújo andaram menos de 200 quilômetros. ”Foi uma noite estressante. Mudamos de direção mais de 20 vezes para tentar pegar vento. Sem contar a chuva que não parou”, relatou Renato Araújo.

Os Doldrums também são encontrados nos oceanos Pacífico e Índico. A zona de convergência intertropical registra ventos calmos em quase todo o dia, mas rajadas fortes aparecem sem aviso prévio e sem direção. A navegação fica confusa e o trabalho a bordo aumenta consideravelmente. ”Ainda bem que é um barco. Se fosse avião tinha caído”., contou Eduardo Penido.

O Zetra segue na sexta colocação na Class40 e deve concluir o percurso até Itajaí (SC) no dia 23 de novembro. ”O pessoal que estava atrás chegou e a gente está na expectativa de sair logo daqui. Nos Doldrums pegamos 90% do dia sem vento nenhum, depois vem uma ventania. Esperamos sair dessa região esquisita até a sexta-feira (13)”, contou Renato Araújo. ”Saindo daqui será uma nova largada. O traçado até Itajaí será uma linha reta passando por Noronha”.

Pegar o líder da Class40 é uma possibilidade quase nula para os brasileiros, que encaram a regata pela primeira vez. O objetivo é tentar diminuir a distâncias para o quinto colocado e não deixar os que estão atrás encostar. A largada da Transat Jacques Vabre ocorreu em 25 de outubro com 42 barcos, mas 17 ficaram pelo caminho.

Os campeões de três classes já foram conhecidos na regata: FenêtréA Prysmian (Multi50), PRB (IMOCA) e Macif (IMOCA).

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

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