Sobre as Águas

Arquivo : dezembro 2014

VOR: Team Alvimedica ganha pontos por ter ajudado barco encalhado
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O júri da Volvo Ocean Race definiu, nesta terça-feira (30), que o Team Alvimedica foi o quarto colocado na segunda etapa da Volta ao Mundo. A mudança do resultado foi uma compensação dada à equipe turca/norte-americana por ter alterado sua rota para ajudar o Team Vestas Wind, barco que encalhou numa ilha do Oceano Índico no fim do mês de novembro. O tempo utilizado para prestar socorro aos companheiros de regata foi retirado e, segundo a nova contagem, o Team Alvimedica ficou em quarto, mesmo posto do que o espanhol MAPFRE. Ambos saíram com quatro pontos perdidos.

O comandante Charles Enright se mostrou satisfeito com a decisão após a reunião das equipes em Abu Dhabi, local da largada da terceira etapa da Volvo Ocean Race. Segundo ele, sua equipe perdeu tempo e deixou de aproveitar condições favoráveis de navegação para se dirigir à zona do incidente com o Vestas. “Obviamente, nós estamos muito satisfeitos com a decisão. Mas vale dizer que só percorremos 20% da Volvo Ocean Race e temos muito a fazer. É bom ter o ponto, mas é um pequeno passo em uma grande jornada”.

O júri teve participação direta da ISAF – Federação Internacional de Vela – e foi presidido por Bernard Bonneau.

A classificação final da segunda etapa, entre a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos, ficou na ordem a seguir: Team Brunel, Abu Dhabi Ocean Racing, Dongfeng Race Team, MAPFRE, Team Alvimedica e Team SCA. O Team Vestas Wind abandou a perna.

Neste sábado (3), os barcos disputam a regata In-port de Abu Dhabi. No dia seguinte, a flotilha parte para Sanya, na China, para a terceira etapa da Volvo Ocean Race.
Classificação atualizada:

1) Team Brunel (Holanda) 4 pontos.
2) Abu Dhabi Ocean Racing (EAU) 4 pontos
3) Dongfeng Race Team (China) 4 pontos
4) Team Alvimedica (Turquia/EUA) 9 pontos
5) MAPFRE (Espanha) 11 pontos
6) Team SCA (Suécia) pontos


Não está mais encalhado! Barco Team Vestas Wind é tirado de banco de areia
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O barco Team Vestas Wind, que encalhou em uma remota ilha do Oceano Índico, foi retirado do banco de areia neste domingo (21). O processo de resgate durou três dias e contou com especialistas na área e a ajuda do comandante da equipe dinamarquesa, Chris Nicholson. O veleiro estava preso desde o dia 29 de novembro, data do incidente que tirou o Vestas Wind da segunda perna da Volvo Ocean Race. Agora, o próximo objetivo é juntar os cascos e ver se o barco pode ser reformado.

“A recuperação foi possível graças a um planejamento meticuloso, com vários cenários analisados e detalhados. O plano foi resgatar o mais intacto possível”, disse o chefe de operações da Volvo Ocean Race, Tom Touber.

Após ser cuidadosamente retirado do banco de areia, o barco foi içado em um navio cargueiro da Maersk Line. O gerente do Team Vestas Wind, Neil Cox, e o comandante do barco, Chris Nicholson, supervisionaram todo o processo.

“Estamos aliviados em saber que a operação de levantar o barco foi um sucesso. Tudo graças ao grande trabalho em equipe envolvendo Maersk, a nossa equipe, a Volvo Ocean Race e as pessoas locais”, disse Morten Albæk, coordenador a campanha dinamarquesa na Volta ao Mundo. “Queríamos preservar as questões ambientais, primeiramente. A missão foi cumprida”.

No início de 2015, o Team Vestas Wind vai anunciar quais serão os caminhos tomados pela equipe no decorrer da Volvo Ocean Race. O barco será transportado das Ilhas Maurício, local do acidente, até a Malásia, antes de seguir viagem para a Europa, mais precisamente para a Itália, onde deverá ser reconstruído.


“Seleção” sai da Copa Brasil com 4 ouros e 5 nomes na Olimpíada
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Antonio Alonso

Resultados do ano garantiram vaga para Martine Grael/Kahena Kunze, Jorge Zarif, Patricia Freitas e Bimba. Brasil levou ouro com Scheidt, Martine/Kahena e Fernanda Oliveira/Ana Barbachan. Marco Grael e Gabriel Borges venceram uma disputa só com brasileiros na 49er

Fred Hoffmann/CBVela

Robert Scheidt, ouro na Laser

Fred Hoffmann/CBVela

Patricia Freitas é prata na RS:X

Fred Hoffmann/CBVela

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, ouro na 470

Fred Hoffmann/CBVela

Os cinco velejadores já confirmados nas Olimpíadas de 2016

 

Terminou neste sábado na praia de São Francisco, em Niterói, a segunda edição da Copa Brasil de Vela. Mais de 160 velejadores, de mais de 20 países estiveram presentes nos sete dias de evento. Com a disputa das medal races (ou regatas da medalha) bem pertinho do público, foram definidos os campeões das dez classes que estarão nos Jogos do Rio 2016.

As primeiras classes a irem para a água foram a 49er e a 49er FX. Como o vento demorou a entrar, as largadas foram dadas com mais de 2h de atraso. Na raia mais próxima da praia, as meninas fizeram a torcida sofrer com o vento rondado e ainda bastante fraco. No final, as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz venceram a regata e ficaram com o título da competição. Martine Grael e Kahena Kunze foram segundas na regata e ficaram com a medalha de prata. Entre os homens, o título ficou com Marco Grael e Gabriel Borges, que também venceram a regata da medalha.

As classes seguintes foram a RS:X masculina e Nacra 17, que não teve nenhum representante brasileiro. Entre as pranchas, Ricardo ‘Bimba’ Winicki foi quinto colocado na regata que tem peso dois, e fechou a sua participação na Copa Brasil em quarto. O vencedor foi o inglês Nick Dempsey, prata em Londres 2012.

Na classe Nacra, nenhum representante brasileiro. O título ficou com os franceses campeões mundiais Billy Bresson e Marie Riou.

Assim que as regatas acabaram, o vento baixou novamente e os velejadores tiveram que esperar mais um pouco antes da largada das classes RS:X feminina e Finn. A raia mais próxima da praia permaneceu no mesmo local, porém a outra teve que ser mudada mais para perto do morro do Morcego por conta de uma rondada no vento.

Entre as meninas, Patricia Freitas garantiu a medalha de prata ao terminar em quinto na medal race. A campeã foi a inglesa Bryony Shaw.

Entre os homens, o inglês Giles Scott já tinha garantido o ouro nesta sexta-feira, mas ainda assim quis velejar  neste sábado e venceu também a regata da medalha. “O vento não estava muito bom, mas fiquei feliz de conseguir vencer a medal race. Vencer as duas edições da Copa Brasil e o Evento teste, em agosto, com certeza me deixou mais confiante para as Olimpíadas”, disse o campeão mundial.

Nas duas regatas seguintes, mais uma vez com vento fraco, veio a primeira medalha de ouro do Brasil. As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan confirmaram o bom desempenho durante a semana e ganharam também a medal race. “Foi um campeonato bem difícil, com condições diferentes, com raias bem particulares dentro e fora da baía. Conseguimos manter uma boa média durante a semana e acho que isso nos levou a ganhar o campeonato. Foi um presente do papai Noel, para encerrar o ano. Ainda mais por ter sido na raia olímpica, então é um ótimo sinal”, disse Ana.

Entre os homens do 470, os vencedores foram os campeões mundiais Mathew Belcher e Will Ryan. A dupla, que venceu também o Evento Teste, volta confiante para casa. “Foi um dia complicado, voltamos da água quase às 17h, quando deveríamos ter ido para a água às 13h. O vento estava bastante rondado e fomos segundos na medal race, mas fizemos o que tínhamos que fazer para vencer. Treino nunca é demais, apesar de velejarmos bem relaxados aqui, mas a ideia é nos acostumar o máximo possível com a raia do Rio de Janeiro”, disse Belcher.

A última classe a ir para a água foi a Laser. No masculino, Scheidt provou por que é uma lenda viva e, ao cruzar a linha de chegada na terceira colocação, garantiu mais um título na carreira. “Foi uma regata muito complicada, não larguei muito bem e na penúltima perna tive que tomar uma decisão difícil, que acabou dando certo e consegui passar o holandês Rutger Van Schaardenburg, que estava na briga pelo título. Estou aliviado agora. Este ano foi bem duro pra mim, não tive resultados excepcionais e ganhar aqui na raia olímpica é sempre uma afirmação que estou no caminho certo”, disse Scheidt.

Já as meninas foram as que mais sofreram com o vento rondado e fraco. No final, o título ficou com a belga Evi Van Acker.

Martine Grael e Kahena Kunze, Jorge Zarif, Patricia Freitas e Bimba são os primeiros nomes confirmados para o Rio 2016:

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) anunciou neste sábado durante a Copa Brasil de Vela, em Niterói, os primeiros nomes escalados para as Olimpíadas do Rio 2016. São eles: Jorginho Zarif, da classe Finn, Ricardo ‘Bimba’ Winicki, e Patricia Freitas, da RS:X, e Martine Grael e Kahena Kunze, da 49er FX.

“Foi um alivio receber a confirmação. Agora o objetivo é chegar nos Jogos com chance de brigar pela medalha”, disse Martine, que, assim como Kahena, fará sua estreia em Jogos Olímpicos.

Já Bimba disputará as Olimpíadas pela quinta vez. “Estou muito feliz com o ano, estive sempre em segundo no ranking, bem perto do primeiro. A indicação para os Jogos um ano e oito meses antes é um peso a menos nas costas. Assim posso velejar tranquilo e fazer um trabalho melhor”, disse Bimba.

Jorginho, um dos mais novos da Equipe Brasileira de Vela com 22 anos, vai para a segunda Olimpíada. Patrícia, aos 24, vai para a terceira.

“Este foi um ano muito bom para a vela, com o título mundial da Martine e da Kahena e com o bom desempenho da equipe brasileira no Evento Teste e nas duas edições da Copa Brasil de Vela. Isso mostra que estamos no caminho certo para os Jogos”, disse Marco Aurélio Sá Ribeiro, presidente da CBVela.

Para mais ver os resultados completos, acesse www.copabrasildevela.com.br.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói, Slam e da Richards.


Por Rio-2016, comandante de barco espanhol não disputará etapa da VOR
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Antonio Alonso

Francois Nel/Volvo Ocean Race

Francois Nel/Volvo Ocean Race

O velejador olímpico Iker Martínez será substituído no comando do MAPFRE na terceira etapa da Volvo Ocean Race, entre os Emirados Árabes Unidos e a China. O motivo é mais do que especial: o atleta quer manter as chances de disputar os Jogos Olímpicos de 2016 do Rio de Janeiro na classe Nacra 17. O espanhol Rafa Trujillo entra no lugar dele. “Tenho confiança na minha equipe e tenho certeza de que a união dos velejadores fará a diferença. Todos passaram pela maioria das funções nas etapas anteriores e acredito que nós vamos continuar em evolução”, disse Iker Martinez.

O MAPFRE segue na quinta colocação da Volvo Ocean Race após um sétimo e um quarto lugares nas etapas iniciais. Na ausência temporária de Iker Martínez, que promete voltar depois das seletivas, Xabi Fernández será o comandante do barco, que também tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como integrante. “Ser o comandandante exige mais responsabilidade. Não dá para comparar com as etapas anteriores, pois o Iker estava. Porém, temos um grupo preparado”, disse Xabi Fernández.

Rafa Trujillo é medalhista olímpico de Finn e treinou os brasileiros Bruno Prada e o campeão mundial de 2013, Jorge Zarif.

Os velejadores receberam uma folga de natal e voltaram aos seus países antes da regata local de Abu Dhabi, marcada para 2 de janeiro de 2015.


Fernanda Decnop se anima com teste no Rio
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Antonio Alonso

Fernanda Decnop tem sido uma surpresa de encher os olhos na Laser brasileira. Ela não só assumiu o cetro nacional que era de Adriana Kostiw como também apresentou uma evolução impressionante quando comparada com as melhores do mundo. Na Copa Brasil deste ano, evento teste para a Rio 2016, a velejadora de Niterói marcou logo um “bullet” no primeiro dia, vencendo a segunda regata da série. Ouça Fernanda contar a experiência com suas próprias palavras.


Yacht Club Santo Amaro compete no Sul-americano de 420
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Antonio Alonso

Ycsa - 420 POA Ane

A flotilha da classe 420 do Yacht Club Santo Amaro (YCSA) terá força máxima no Campeonato Sul-americano em Porto Alegre. O Audi YCSA Sailing Team contará com sete duplas nas regatas do Rio Guaíba, entre 19 e 22 de dezembro. A programação oficial começou nesta quarta (17) com a inspeção de equipamentos. O dia seguinte será reservado aos treinos, congresso técnico e cerimônia de abertura. O Veleiros do Sul, à margem do Guaíba, é o clube-sede.

Eric Belda e Rodrigo Dabus correram em outubro na Semana de Vela de Buenos Aires. Ficaram em quarto e competirão novamente contra adversários argentinos e chilenos que enfrentaram no Rio da Prata. A dupla foi campeã paulista e brasileira júnior neste ano, venceu as Taças Almirante Tamandaré e Flotilha da Garoa e se classificou entre os finalistas no Mundial de 420, em Travemunde, na Alemanha.

“Nas últimas semanas os treinos foram reduzidos devido às provas escolares de final de ano letivo, mas estou confiante em nossa capacidade e vamos obter um grande resultado”, afirma Eric Belda, desde domingo (14) em Porto Alegre com o Audi YCSA Sailing Team. “As condições para velejar estão muito boas. Temperatura elevada, água quente e ventos entre 10 e 20 nós (18 a 36 km/h), porém muito variados. O desafio será manter a estabilidade e a velocidade do barco”, relata Eric.

Entre os principais adversários, ele menciona o carioca Leo Lombardi, André Fiuza, também do Audi YCSA, e os gaúchos, por correrem em casa. “Os argentinos e chilenos também devem proporcionar boas disputas”. Outras seis duplas do YCSA viajaram a Porto Alegre: André Fiuza e Stephan Kunath, Marco Peek e Marina Bomeisel, Adriano Peek e Antônio Mazzucco, Marcelo Peek e Vitor Gil, Luisa Ferreira e Lisa Reimer, Olivia Belda e Marina Arndt. O Veleiros do Sul espera receber cerca de 20 tripulações.

Optimist sem férias – Os velejadores da classe Optimist do Audi YCSA Sailing Team estão em pleno o trabalho no período das férias escolares. Os treinos intensos visam o Campeonato Brasileiro, entre os dias 9 e 18 de janeiro, no Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ). Martin Chao e Nicolas Bernal treinaram até o final de semana passado na Baía de Guanabara, na mesma raia onde o Brasileiro será disputado. Nesta semana, a flotilha está passando por clínica de aperfeiçoamento em Ilhabela, a Capital Nacional da Vela.

Audi YCSA Sailing Team – Foi formado no início de 2014 com o objetivo de reforçar a missão de formar os futuros velejadores. O projeto abrange 40 atletas da Vela Jovem distribuídos entre as classes Optimist, 420, Laser, 29er e Byte. O apoio está voltado para a aquisição de barcos e velas, contratação de técnicos especialistas nas classes envolvidas e viabilização de viagens para intercâmbio e disputa das principais competições internacionais. Robert Scheidt, o maior atleta olímpico brasileiro em todos os tempos e ganhador de 14 títulos mundiais entre as classes Laser e Star, é o embaixador da marca no País.

Yacht Club Santo Amaro – Fundado em 1930, o YCSA consolidou-se ao longo de oito décadas como um celeiro de campeões da vela à margem da Represa de Guarapiranga, extremo sul de São Paulo. Conhecido também por Clube dos Alemães, devido à origem de seus fundadores, o YCSA sustenta como principal missão revelar os talentos para a vela brasileira. Campeões e medalhistas olímpicos, mundiais e pan-americanos como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista elevaram o Brasil em suas conquistas nas principais competições mundiais.

Foto: Olivia Belda e Marina Arndt (Ane Meire/Veleiros do Sul)

 


Copa Brasil de Vela entra em fase final neste sábado
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Antonio Alonso

Penúltimo dia da fase classificatória da Copa Brasil de Vela foi marcado por vento fraco nas raias de fora da baía de Guanabara

As classes que ficaram do lado de dentro tiveram vento mais forte e bastante rondado

Fred Hoffmann/CBVela

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan tiveram dia quase perfeito na 470

O terceiro dia de regatas da Copa Brasil de Vela foi mais uma vez marcado por sol forte. Já o vento acabou não entrando nas raias de fora da baía de Guanabara e apareceu rondado e variando de intensidade nas raias de dentro. Quem soube aproveitar melhor todas as rajadas e rondadas, acabou se dando bem.

Este foi o caso de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que tiveram um dia quase perfeito na 470. A dupla gaúcha somou um segundo e um primeiro lugares, subindo para a segunda colocação geral. As líderes são as francesas Camille lecointre e Hélène Defrance.

“Foi um dia excelente, mas o vento estava muito rondado e foi difícil para todo mundo”, disse Fernanda. A classe velejou na raia do Pão de Açúcar, conhecida pelo vento bastante inconstante. “Tinha hora que dava pra ficar pendurada no trapézio soltando vela, tinha hora que tinha que ficar dentro do barco”, completou Ana, se referindo à variação de intensidade do vento.

Os homens saíram mais tarde da praia e foram para a raia da Ponte, onde o vento esteve mais forte o dia todo. Geison Mendes e Gustavo Thiesen continuam sendo os melhores brasileiros, na nona colocação. Os australianos Mathew Belcher e Wil Ryan, campeões mundiais, assumiram a liderança.

Na classe RS:X, com mais três regatas realizadas na raia da Escola Naval, os resultados permanecem os mesmos. Patrícia Freitas é a segunda colocada entre as meninas, com a inglesa Bryony Shaw na primeira colocação. Entre os homens, Ricardo ‘Bimba’ Winicki segue em quarto, com o polonês Pawel Tarnowski em primeiro.

O mesmo acontece na Finn, que permanece com Jorginho Zarif na sexta colocação. O inglês Giles Scott, campeão mundial, segue em primeiro.

Vento fraco na raia de fora da baía:

A classe Nacra 17, que velejou fora da baía de Guanabara, teve um dia longo. A flotilha de 23 barcos foi para a água pouco depois do meio dia e só voltou depois das 17h. As três regatas foram feitas com vento bastante fraco e os velejadores nem chegaram a sair no trapézio.

“O dia foi muito complicado. O vento parecia que queria entrar, mas não tinha força. Tivemos duas regatas boas, mas na última acabamos perdendo uma rondada do vento e fomos muito mal. Esta é a minha primeira vez no Brasil e estou gostando muito. O espírito do carioca, de estar sempre sorrindo, é algo incrível. E o clima e o lugar também são muito bons”, disse o italiano Vittorio Bissaro, que ao lado da proeira Silvia Sicouri foi quarto colocado no Mundial da classe, em setembro, e finalizou o dia na segunda posição, empatado com a dupla francesa campeã mundial Billy Bresson e Marie Riou.

As classes 49er e 49er FX, que estavam programadas para também velejar nas raias de fora, acabaram vindo para dentro da baía, na raia do Pão de Açúcar, onde tinha mais vento. Entre os meninos, Marco Grael e Gabriel Borges lideram com um ponto de vantagem. Entre as meninas, Martine Grael e Kahena Kunze seguem na segunda colocação, com as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz em primeiro.

Fred Hoffmann/CBVela

Giles Scott, da Inglaterra, líder absoluto na Finn

Fase classificatória chega ao fim nesta sexta-feira:

Nesta sexta-feira estão programadas mais duas regatas para as classes 470, Laser Standard, Laser Radial e Finn e mais três para os Nacra 17, 49er, 49er FX e RS:X. No final do dia, os dez melhores ranqueados nas classes com mais de dez inscritos e os cinco melhores nas classes com menos de dez inscritos se classificam para a disputa da medal race, que serão disputadas no sábado, na enseada de São Francisco, em Niterói. Todas as regatas terão pontuação dobrada e não poderão ser descartadas.

Para mais informações, como resultados e horários das regatas, acesse www.copabrasildevela.com.br.


Campeões mundiais da 470 falam sobre raia olímpica
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Antonio Alonso

O australiano campeão mundial e olímpico de 470 Mathew Belcher está de proeiro novo no Rio de Janeiro testando a raia olímpica e os adversários que ele deve encontrar nas Olimpíadas de 2016. Neste vídeo ele e o tímido parceiro Will Ray falam sobre como foi o primeiro dia na raia, onde enfrentaram condições difíceis, mas se saíram bem. Daqui pra frente, competições como a Copa Brasil de Vela serão cada vez mais concorridas pelos melhores velejadores estrangeiros. Está na hora de conhecer os segredos da raia. E em se tratando da baía de Guanabara, esses segredos às vezes são quase impenetráveis.

Assista o vídeo (em inglês)

Campeão mundial fala sobre Copa Brasil no Rio


Time dinamarquês tentará recuperar o barco encalhado no Índico
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O futuro do Team Vestas Wind ainda está indefinido, mas o objetivo de todos os envolvidos é colocar o barco novamente na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. O primeiro passo será o mais difícil: tirar o veleiro que está preso em Cargados Carajos Shoals (St Brandon), uma ilha do Oceano Índico. O comandante da equipe, Chris Nicholson, voltou para o local do incidente para supervisionar a operação de retirada do barco. Talvez seja o momento mais complicado da história e nada como o líder para ajudar nesse processo.

Chris Nicholson voou na noite de quarta-feira (17) para as Ilhas Maurício e se juntará o Neil Cox, que está conduzindo o processo. Cox é um dos homens mais experientes nesse segmento. “A nossa meta, que daria uma medalha de ouro se tivesse em disputa, é fazer com que o barco flutue novamente e saia de onde está espetado. Precisamos passar por uma pequena lagoa e chegar a uma área segura”, disse Neil Cox. “Primeiro vamos evitar que o barco se desintegre. Depois ter chance de rebocar de volta para Maurício ou para um rebocador da Maersk Line”.

O Team Vestas Wind encalhou no dia 29 de novembro, andando a 19 nós (35 km/h) e forçou Nicholson e os outros oito tripulantes a abandonar o barco. Todos saíram ilesos.

A equipe de resgate montará base em um navio, já que não há nenhuma maneira de ficar na ilha. Barcos de pesca locais foram fretados para atravessar todos os dias a ‘lagoa’ existente na ilhota. “Esta regata me colocou em situações bastante inusitadas como atleta, mas agora digo que isso é único, jamais visto. Precisamos saber como está o barco, se está podendo suportar. Nós vamos tentar levar todas as partes conosco para tentar reciclar ou fazer um novo”, contou Neil Cox, que já correu outras edições da Volvo Ocean Race.

Os outros seis barcos e suas equipes estão descansando esperando o início da terceira etapa, que larga no início de janeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a Sanya, na China.