Sobre as Águas

Arquivo : novembro 2014

Equipe dinamarquesa do Team Vestas Wind está a salvo
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Antonio Alonso

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A tripulação do Team Vestas Wind foi resgatada, na madrugada deste domingo (30), depois de o barco encalhar em um recife no Oceano Índico durante a segunda etapa da Volvo Ocean Race. Todos os nove representantes do time dinamarquês estão bem, sem nenhum ferimento.

Nas primeiras horas desta manhã, os atletas deixaram o barco e caminharam, com água nos joelhos, para um local seco no recife. Horas depois, uma unidade de resgate chegou para transportar o grupo. Toda a tripulação está em Ile du Sud, uma ilhota de Cargados Carajos, 430 quilômetros das ilhas Maurício.

O barco colidiu com um banco em Cargados Carajos, nas Ilhas Maurício. Durante várias horas, a tripulação ficou a bordo acompanhando de perto a situação. O veleiro foi severamente danificado pelas ondas, pois ficou espetado no recife. Os lemes foram quebrados com o impacto e um vazamento inundou a área da popa.

Mais informações

A organização da Volvo Ocean Race e a equipe do Team Vestas Wind vão tentar levar o barco para o continente. O controle da regata em Alicante, na Espanha, e o Centro de Resgate Marítimo da região do acidente estão monitorando a situação.

O Team Alvimedica, que desviou o seu curso durante a regata para ajudar o Team Vestas Wind, já está de volta à prova. O barco turco/norte-americano verificou se tudo estava bem com o time dinamarquês e voltou para seu caminho até os Emirados Árabes Unidos.

“Está tudo bem com eles, ainda bem. No entanto, todos nós estamos emocionalmente abatidos”, disse Will Oxley, navegador do Team Alvimedica.

A salvo, a principal preocupação da equipe dinamarquesa agora será coordenar a missão de resgate de seu barco. Os danos ao veleiro ainda são difíceis de mensurar.

Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race, explicou que as causas do acidente são conhecidas e que a organização vai investigar tudo. “Estou muito aliviado que a tripulação está segura e que ninguém ficou ferido. Essa tem sido sempre a nossa prioridade”.

O representante maior da Volvo Ocean Race emendou: “Estou profundamente triste pelo ocorrido. É um revés para a equipe, para a organização e para todas as pessoas envolvidas. Vamos apoiá-los durante todo o processo”.

O Team Vestas Wind foi a última das sete equipes que confirmou participação na Volvo Ocean Race 2014-15. O barco estava em quinto lugar na segunda perna da Volvo Ocean Race quando o incidente ocorreu.

“A segurança e o bem-estar da tripulação são as nossas únicas preocupações no momento”, explicou o CEO do Team Vestas Wind, Morten Albaek. “Estamos profundamente gratos à Volvo Ocean Race e ao Team Alvimedica pela ajuda e profissionalismo que demonstraram durante o resgate. Agora temos que determinar o prejuízo ao barco”.

Enquanto isso, o vencedores da primeira etapa, o Abu Dhabi Ocean Racing conseguiram assumir a liderança, passando o espanhol MAPFRE, que adotou outra estratégia no Oceano Índico.


Barco dinamarquês encalha no Índico
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Antonio Alonso

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A Volvo Ocean Race 2014-15 tem seu primeiro drama! A equipe Team Vestas Wind informou ao controle de regata da Volvo Ocean Race que o barco encalhou, neste sábado (29), num recife no Oceano Índico, mais precisamente em Cargados Carajos Shoals, na região das Ilhas Maurício. Felizmente, não houve feridos.

O Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC), na Ilha da Reunião, está ciente da ocorrência e as informações dão conta que os velejadores vão abandonar o veleiro com seus coletes salva-vidas até o amanhecer.

Mesmo disputando a regata, o Team Alvimedica já está na região para ajudar caso necessário. Outros dois barcos estão em contato com o Team Vestas Wind para auxílio.

Os dois lemes foram quebrados e já entrou água na popa. O restante ainda segue intacto.

A liderança provisória da perna entre a Cidade do Cabo e Abu Dhabi é do barco árabe Abu Dhabi seguido de perto pelo MAPFRE que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como integrante de destaque.


Vento forte leva emoção à largada da Volta à Ilha na Copa Suzuki Jimny
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Antonio Alonso

Ilhabela (SP) IMG_5152As tripulações da XIV Copa Suzuki Jimny disputaram casco a casco a largada da Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake. A vontade excessiva dos velejadores levou a maioria da flotilha, composta por 26 barcos, a largar escapado (ultrapassar a linha imaginária antes do tempo). A Comissão de Regatas (CR) deu chamada geral para reagrupar os veleiros e organizar nova largada junto à Ponta das Canas, extremo norte do Canal de São Sebastião.

Em condições ideais, vento leste entre 14 e 18 nós (25 a 32 km/h), os barcos partiram para contornar Ilhabela no sentido horário, com percurso de aproximadamente 40 milhas (74 km) entre a Ponta das Canas e a Ponta da Sela, local de chegada ao sul da ilha. A maior parte dos barcos optou por traçar o rumo junto à costa. O primeiro a adotar a estratégia, foi o Lexus Chroma, Fita Azul (primeiro no tempo real) em 2013, com 8h31min48. Em disputa acirrada, a flotilha da classe C30 seguiu a mesma rota.

“Foi uma largada muito pegada, parecia monotipo. Os barcos estavam quase se tocando, por isso escaparam. Todos chegaram ao mesmo tempo em cima da linha. Teve muita adrenalina”, contou o diretor da CR, Cuca Sodré, empolgado com as manobras das tripulações. “Rajadas de 20 nós no contravento exigem perícia dos velejadores”.

A intensidade do vento diminuiu um pouco após a largada, fazendo com que a previsão de chegada para os primeiros colocados fosse durante a noite de sábado, estendendo-se até a madrugada de domingo. Além de homenagear o navegador neozelandês Sir Peter Blake, a esperada Regata Volta à Ilha é dedicada também ao Dia do Marinheiro, comemorado em 13 de dezembro. A Capitania dos Portos de São Sebastião oferecerá o troféu transitório Cisne Branco, da Marinha do Brasil, ao Fita Azul da prova.

A entrega da taça será feita no próximo sábado (6/12) no Yacht Club de Ilhabela, após o sorteio da Wind Charter para dois dias de velejada em um Sun Odyssey 439, durante a canoa de cerveja. Em seguida os velejadores acompanharão a palestra ‘Mussulo III – Regatas e Travessias Oceânicas’, apresentada pelo comandante José Guilherme. O penúltimo dia da etapa final da Copa Suzuki Jimny será encerrado com a festa de confraternização da temporada às 20h30 na Pousada Armação dos Ventos.

Deu Ginga na HPE – Com o título de 2014 praticamente assegurado, o veleiro Ginga, da classe HPE 25, venceu a regata de percurso disputada neste sábado no Canal de São Sebastião. O Ginga, com tripulação de Ilhabela chegou à frente do Fit to Fly, com o Atrevido em terceiro lugar. O barco local sustenta 21 pontos de vantagem sobre o Fit to Fly. Neste domingo (30) estão previstas regatas barla-sota (entre bóias) para todas as classes com largada às 13h.


Dica natal: final de semana no mar
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Antonio Alonso

Recebi ontem a sugestão de uma amiga para o Natal. Ela queria que eu contasse aqui no blog como funcionam os charters, o serviço de aluguel de barcos por dia, fim de semana ou temporada. Achei a ideia boa, e abri espaço para que ela mesma contasse a história dela, com merchan e tudo. A dica dela é para Paraty, mas quem procurar direitinho acha opções para praticamente todos os pontos disputados do nosso litoral.

Com a palavra, a assessoria:

O final do ano está chegando e você não sabe o que dar de presente para aquele amigo ou familiar querido? Surpreenda com um passeio a bordo de um veleiro no visual exuberante de Paraty. A Wind Charter possui seis barcos novos, com no máximo cinco anos de fabricação, e oferece de todo o conforto e segurança para que, mesmo aqueles que não sabem velejar, sintam-se em casa.

A flotilha da Windcharter conta hoje com o único Lipary 41 (Fontaine Pajot) do Brasil, um 439, um 379 da Jeanneau, além de dois Wind 34 e um Bavaria 40, que acomodam de seis a 10 pessoas durante o pernoite. Todos os barcos possuem enxoval completo de cama, mesa e banho, além de todo o material de salvatagem.

As opções de aluguel são inúmeras e podem incluir a presença de um skipper ou não. Caso opte por ele, é possível desembarcá-lo no final do dia, para passar uma noite com um pouco mais de privacidade. Além disso, não existe restrição da área de navegação, desde que o responsável pelo barco possuía habilitação compatível.

Comprando um voucher para dar de presente no natal, é possível embarcar até junho de 2015. E para quem quiser ficar sete dias a bordo, uma diária é por conta da Wind Charter.

Sistema ownership: Durante o São Paulo Boat Show a Windcharter lançou o sistema Ownership, que permite que aqueles que queiram ter um barco reduzam o seu custo de manutenção, alugando-o para charter. A empresa se responsabiliza por cuidar do barco e o dono recebe 50% do lucro com o aluguel e ainda pode curtir o barco por até 10 semanas durante o ano.


Regata Volta à Ilha leva tripulações ao maior desafio da Copa Suzuki Jimny
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Antonio Alonso

O desafio está lançado. As tripulações da Copa Suzuki Jimny têm de romper percurso que pode chegar a 50 milhas (92 km) neste sábado (29) na Volta à Ilha – Sir Peter Blake. A largada está prevista para meio-dia no Canal de São Sebastião para veleiros das classes ORC, IRC, C30, RGS Cruiser e RGS A e B. As classes HPE e RGS C correrão regata de percurso médio ou barla-sota (entre boias) no próprio canal ou nas imediações do Farol da Ponta das Canas, extremo norte de Ilhabela. A flotilha deve reunir cerca de 40 barcos. 

O percurso da Volta à Ilha pode variar de acordo com a direção do vento. Leste indica largar na Ponta das Canas e chegar à Ponta da Sela em sentido horário com cerca de 40 milhas (74 km). O vento sul permite que a largada seja em frente ao Yacht Club de Ilhabela (YCI) e a chegada na Ponta das Canas, em sentido anti-horário com cerca de 50 milhas. A Comissão de Regatas define o percurso. A Tempo Ok! prevê para sábado vento leste entre 9 e 12 nós (16 a 21km/h) e para domingo, mesma direção, porém, com intensidade entre 13 e 17 nós (24 a 30 km/h). Nos dois dias a temperatura no período da tarde deve oscilar entre 22 e 24°. 

CA Technologies, líder na C30 (Crédito: Marcos Méndez/SailStation)

CA Technologies, líder na C30 (Crédito: Marcos Méndez/SailStation)

As inscrições para a Volta à Ilha, válida pela 4ª etapa da XIV Copa Suzuki Jimny, devem ser feitas na secretaria do evento no YCI nesta sexta (das 18 às 21 h) e sábado (das 8h às 11h) ao valor de R$ 85,00 por tripulante (exceto tripulante-mirim, isento de taxa). 

A Volta à Ilha, em homenagem ao velejador neozelandês Peter Blake, duas vezes campeão da America’s Cup e recordista da Whitbread Volta ao Mundo, abre a etapa decisiva marcada para os dois próximos finais de semana. Além de impor às tripulações o desafio de superar a maior distância de uma prova na competição, a regata oferece uma visão privilegiada das praias e enseadas da costa de Ilhabela voltada para mar aberto, a inexplorada face leste, com acesso apenas por rota marítima.

Hora de decisão – Exceção ao veleiro Ginga, o ‘papa-títulos de Ilhabela’, líder folgado na HPE, a última etapa da temporada promete emoção nas demais classes. A C30 tem à frente o CA Technologies. O primeiro colocado na IRC é o Rudá. Nas divisões da RGS, dois barcos da BL3 – Escola de Iatismo lideram: BL3 Urca na ‘A’ e BL3 Wind Náutica na Cruiser. Asbar II é o líder na ‘B’, enquanto o Zeppa é o primeiro na ‘C’. 

“Depois de um ano de muitas regatas a BL3 chega à quarta etapa com muita ansiedade, pois lideramos duas classes. A expectativa em relação à Volta à Ilha é de repetirmos a vitória obtida na Cruiser na Regata Alcatrazes para garantir o primeiro lugar”, antecipa Pedro Rodrigues, comandante do BL3 Urca. “A Volta à Ilha, além de permitir aos nossos alunos conhecer os encantos de Ilhabela, oferece a eles a oportunidade de vivenciarem diferentes condições de mar e vento. A BL3 participa desde a primeira edição, quando tivemos a felicidade de conhecer Peter Blake, que tanto nos inspira em nossas velejadas”, enaltece Pedro. 

Em 2013, o Fita Azul, primeiro a cruzar a linha de chegada, foi o Lexus Chroma, com 8h31m48, apenas 54 segundos à frente do Caballo Loco, vencedor da classe C30. Na primeira edição, em 2000, Peter Blake estava de passagem por Ilhabela, participou da prova com seu veleiro de alumínio Polar Seamaster e entregou os prêmios aos vencedores no Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Sorteio após a regata – No sábado (6/12), penúltimo dia de competição, a Wind Charter vai sortear, entre os participantes da Copa Suzuki Jimny, um voucher para duas diárias em um Jeanneau Sun Odyssey 439. O sorteio será no YCI, antes da palestra ‘Mussulo III – Regatas e Travessias Oceânicas’ do comandante José Guilherme Caldas. A tripulação premiada terá prazo de um ano para aproveitar a velejada, exceto em feriados prolongados.

Fundada, em 2013, em Parati, a Wind Charter tem como objetivo proporcionar novas experiências, tanto para aqueles que já têm alguma intimidade com o mar quanto para marinheiros de primeira viagem. Em seu portfólio estão dez barcos novíssimos, de 34 a 50 pés (11 a 16 metros), disponíveis para imensa gama de atividades. Ao chegar à base, na Marina do Engenho, é possível, por exemplo, optar entre alugar um barco com um skipper ou sair sozinho para curtir um ou mais dias a bordo com a família e amigos.

Resultados acumulados após três etapas, considerando-se os descartes: 

C30 
1º – CA Technologies (Marcelo Massa) – 12 pp 
2º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 18 pp 
3º – Caiçara Porsche (Marcos de Oliveira Cesar) – 26 pp

ORC
1º – Lexus/Chroma (Luis Gustavo de Crescenzo) – 5 pp
2º – Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 7 pp

HPE 
1º – Ginga (Breno Chvaicer) – 15 pp 
2º – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 35 pp
3º – Suzuki Bond Girl (Rique Wanderley) – 39 pp

RGS A 
1º – BL3 Urca (Pedro Rodrigues) – 12 pp 
2º – Montecristo (Julio Cechetto) – 17 pp 
3º – Fram (Felipe Aidar) – 20 pp 

RGS B 
1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 8 pp 
2º – Kanibal (Martin Bonato) – 18 pp 
3º – Helios (Marcos Gama Lobo) – 20 pp 

RGS C
1º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 18 pp
2º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 23 pp
3º – Sextante (Thomas Shaw) – 28 pp

RGS Cruiser 
1º – BL3 Wind Náutica (Clauberto Andrade) – 8 pp
2º – Jambock (Marco Aleixo) – 11 pp
3º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 20 pp 

IRC
1º – Rudá (Mario Martinez) – 4 pp
2º – Orson (Carlos E. S. Silva) – 7 pp
3º – Mussulo III (José Guilherme Caldas) – 12 pp


Palestra de médico-velejador é atração na Copa Suzuki Jimny
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Antonio Alonso

Comandante José Guilherme e tripulação do Mussulo III

Comandante José Guilherme e tripulação do Mussulo III

A quarta e última etapa da Copa Suzuki Jimny, a ser disputada nos dois próximos finais de semana (29 e 30/11; 6 e 7/12) vai movimentar as tripulações de mais de 40 embarcações dentro e fora da água. Além da emoção das regatas decisivas, em 6/12, penúltimo dia de competição, os velejadores terão a oportunidade de assistir à palestra ‘Mussulo III – Regatas e Travessias Oceânicas’ do médico e velejador José Guilherme Caldas, conhecido no mundo da vela simplesmente como Zé. O encontro será no próprio Yacht Club de Ilhabela, logo após as regatas do sábado, antes da festa de confraternização na Pousada Armação dos Ventos-BL3.

O veleiro Mussulo III disputou a última edição da maior regata de oceano do Atlântico Sul, a Cape to Rio, em janeiro deste ano. Partiu de Cape Town, na África do Sul e chegou ao Rio de Janeiro em sétimo lugar, após 22 dias de navegação. “É uma regata muito tradicional, mais de quarenta anos de história e um percurso que exige precisão na estratégia para o contorno adequado da zona de alta pressão em busca dos ventos favoráveis”, analisa José Guilherme, renomado neurorradiologista do Hospital das Clínicas e Sírio-Libanês, além de professor da USP.

Apesar do planejamento criterioso que uma regata oceânica exige, o comandante afirma que a Cape to Rio está ao alcance de todo velejador que possuir um barco em condições adequadas e deixa uma dica interessante. “Em qualquer travessia oceânica a logística tem de ser muito bem planejada. Eu diria que a ida do Brasil para Cape Town é bem mais complicada do que a volta, em regata. Por isso considero que transportar o barco em um navio mercante é a opção mais confortável e até mais barata”.

Segurança em primeiro lugar – José Guilherme ainda ressalta que a prioridade em uma travessia ou regata de oceano sempre é a segurança e que a tripulação tem alguns pontos fundamentais a considerar antes da largada: exímio conhecimento do barco, equipamentos de comunicação testados e em perfeito funcionamento, além de suporte de meteorologia em terra para a definição das rotas a serem traçadas.

Quando trouxe o Mussulo III, um Bavaria 55 (17 metros) fabricado na Alemanha, para o Brasil, o comandante fez a travessia Lisboa-Ilhabela em solitário, durante 21 dias. “Em minha opinião, por incrível que pareça em uma travessia, mesmo em solitário, corre-se o mínimo de riscos, é mais tranquila, enquanto em regata há o compromisso do desempenho que muitas vezes significa levar materiais e recursos humanos ao limite”, compara o angolano de 54 anos.

Na palestra no Yacht Club de Ilhabela, José Guilherme vai revelar como a tripulação do Mussulo III superou ventos de 50 a 60 nós (mais de 100 km/h) e ondas de seis metros dois dias após a largada da Cape to Rio. “Descemos onda a 22.7 nós. A marca está registrada no GPS do barco até hoje”, exclama o comandante. Também neste ano, o Mussulo III se aventurou na Refeno (Recife-Noronha) e chegou ao arquipélago em quinto lugar no tempo real e foi o terceiro na RGS A, depois de vencer a mesma regata em sua classe, em 2013. O barco de bandeira angolana ocupa a terceira colocação na classe IRC da Copa Suzuki Jimny de 2014.

Inscrições para a quarta etapa da Copa Suzuki Jimny – Serão feitas no YCI, nos dias 28 e 29 de novembro (28/10 das 18h às 21h e 29/10 das 8h às 11h) na secretaria do evento ao valor de R$ 85,00 por tripulante (exceto tripulante-mirim, isento de taxa). A 14ª Regata Volta à Ilhabela Sir Peter Blake, em 29/11, reunirá veleiros das classes: ORC, IRC, C30, BRA-RGS A e B, e RGS Cruiser. Os barcos das classes HPE e BRA-RGS C, correrão regata de percurso médio ou barla-sota (entre boias) no Canal de São Sebastião ou imediações do farol da Ponta das Canas, conforme decisão da CR. As três etapas anteriores da temporada foram disputadas nos meses de março, junho e setembro.

A Copa Suzuki Jimny/XIV Circuito Ilhabela de Vela Oceânica é organizada pelo Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e co-patrocínios de SER Glass e F7 Blindagens. Apoiam o evento: Prefeitura Municipal de Ilhabela, North Sails, Pousada Armação dos Ventos, Rádio Antena 1 Litoral Norte, Revista Mariner, Mar&Vela, Sail Station.com e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.


VOR: Chineses novamente têm problemas no barco, e acham solução temporária
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Antonio Alonso

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Os chineses do Dongfeng novamente abriram sua caixa de ferramentas e solucionaram, pelo menos de maneira paliativa, mais um problema no barco. Uma peça ligada ao mastro rompeu e os tripulantes foram obrigados a realizar o conserto no meio do Oceano Índico, mesmo disputando as primeiras colocações da segunda etapa da Volvo Ocean Race, entre a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos. Aparentemente, o barco voltou para a disputa, mas as condições das próximas horas devem exigir mais das embarcações e dos atletas. Ventos fortes de até 100 km/h são esperados.

A peça ligada à vela principal é uma espécie de trilho de cortina e arrumar é essencial para o Volvo 65, principalmente em condições de ventos fortes. Nesta quinta-feira (27), o proeiro Kevin Escoffier teve o duro trabalho de subir até a metade do mastro de 30 metros e fazer o reparo. O barco se aproximava das ilhas Reunion e Maurícios.

Foi o terceiro problema registrado pela equipe chinesa nessa edição da Volvo Ocean Race. Na primeira etapa, a equipe do Dongfeng perdeu horas no Oceano Atlântico após colidir com um objetivo não identificado. Dias depois, o time teve que se desdobrar para resolver uma falha na vela. Mesmo assim chegaram em segundo lugar, 12 minutos atrás do vencedor.

A liderança provisória segue com o espanhol MAPFRE, seguido de perto por Abu Dhabi, Team Brunel e o próprio Dongfeng, que está em quarto, com menos de 10 quilômetros atrás dos espanhóis. Team Vestas Wind, Team Alvimedica e Team SCA estão mais atrás, mas também podem pular na frente dependendo da escolha.


Barco de brasileiro assume liderança de etapa da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

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O MAPFRE, barco espanhol com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, lidera provisoriamente a segunda etapa da Volvo Ocean Race, entre a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos. Numa briga direta com o Abu Dhabi, a equipe ibérica não pode vacilar, pois além dos árabes, outros quatro barcos estão próximos, com menos de 20 quilômetros de distância.

A situação deve mudar nas próximas horas no Oceano Índico, com a previsão de ventos superiores a 110 km/h e ondas de até sete metros. Um verdadeira tempestade tropical. Aí entra um dilema para os atletas: fugir da tormenta e navegar mais ou enfrentar as condições perigosas de cara? Para o comandante do MAPFRE, todo cuidado é pouco.

“Temos de ter muita atenção, pois pode ocorrer alguma quebra com muito vento”, falou Íker Martinez, comandante do MAPFRE.

Os holandeses do Team Brunel também estão em alerta para as tempestades dos próximos dias. “O que mais preocupa nessa tempestade tropical não é o vento, mas o estado do mar. Podemos pegar ventos de popa com ondas na cara”, disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, terceiro colocado após a última atualização de placar.

Nesse momento, os sete barcos estão agrupados, com a alternância de liderança entre MAPFRE e Abu Dhabi. A pergunta que fica é se a tormenta poderá se transformar em um ciclone. “Se for uma tempestade tropical, a variação de vento será de 30 a 50 nós. Mas tudo pode ficar 40% mais forte. Os barcos podem suportar essas condições, mas não sabemos se os tripulantes vão aguentar”, disse o meteorologista Gonzalo Infante.

A flotilha ainda tem mais de 3.500 milhas náuticas pela frente antes de chegar em Abu Dhabi, em meados de dezembro. Os barcos deixaram a Cidade do Cabo na última quarta-feira (19).


Empate Técnico! Diferença mínima entre os barcos no Índico agita a VOR
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Antonio Alonso

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As sete equipes da Volvo Ocean Race estão acelerando pelo Oceano Índico rumo aos Emirados Árabes Unidos numa das etapas mais equilibradas da história da regata de Volta ao Mundo. A segunda perna, que começou na quarta-feira (19), não tem nenhum barco despontando na frente. A cada atualização de posição, os números apontam para uma Volvo Ocean Race no melhor estilo das eleições brasileiras: empate técnico. Às 15h (Horário de Brasília) desta segunda-feira (24), por exemplo, a diferença do líder Team Brunel (Holanda) para o MAPFRE (Espanha) era de menos de um quilômetro. Sem contar os que estão atrás, na margem de erro, podendo assumir a ponta a qualquer momento. Isso é só o começo, já que a perna terá quase um mês de duração até chegar aos Emirados Árabes Unidos.

Na prática, a flotilha está dividida em duas: Abu Dhabi e Team Vestas Wind estão mais a Noroeste. Já Team Brunel, MAPFRE, Dongfeng e Team Alvimedica rumam a Nordeste. As meninas do Team SCA ainda estão indecisas!

“Queremos a recuperação”, disse Iker Martínez, comandante do barco espanhol. “Nosso objetivo é pegar pódio após a primeira etapa ruim”. De fato, o MAPFRE, que também tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca a bordo, está mostrando reação, ficando sempre entre os primeiros.

O espanhol Xabi Fernández descreveu a ação deles no Índico: “Passamos todo o dia e toda a noite olhando para os adversários e para a nossa navegação. Parece uma regata local, de curta duração. É muita pressão, pois não podemos cometer erros. Estamos a 100%”.

A segunda etapa, entre a Cidade do Cabo e Abu Dhabi, tem ao todo 5.125 milhas náutica ou 9.500 quilômetros de distância e pode durar até um mês para terminar.


Ventos e ondas gigantes marcam início da perna do Índico
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Antonio Alonso

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A segunda etapa da Volvo Ocean Race começou pra valer com muitas emoções para os sete barcos que disputam a regata de Volta ao Mundo. Depois de uma largada com média de 30 nós de vento, intensidade considerada forte na vela oceânica, as equipes agora se deparam com ondas gigantes após a passagem pelo Cabo da Boa Esperança. Porém, segundo os últimos relatos, os ventos estão ficando mais fracos na medida em que os times se afastam da costa. A flotilha já está no Oceano Índico depois de deixar a Cidade do Cabo, na África do Sul, nesta quarta-feira (19).

Os barcos permanecem próximos, com maior predomínio na liderança do turco/norte-americano Team Alvimedica. Era tanto vento que o tripulante Dave Swete até brincou. “Desse jeito vou perder o único boné que trouxe para essa perna. Poucas vezes vi um começo de etapa como essa”.

O espanhol MAPFRE deixou o conservadorismo de lado e foi ao ataque para sair da lanterna. “Claro que queremos ir bem. Nosso objetivo é fazer uma boa etapa e brigar pelas primeiras posições”, disse o espanhol Xabi Fernandez, do MAPFRE. Ele é companheiro do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca no barco ibérico.

Líderes do campeonato, os árabes do Abu Dhabi estão mais conservadores com a condições apresentadas. “Vamos administrando a situação para sair sem quebras. É assim que funciona”, contou o navegador Simon Fischer.

A largada foi uma das mais ‘radicais’ dos últimos anos, com várias trocas de posições, ventos tão fortes que faziam os mastros se aproximarem da água e, em alguns períodos, apagões. Nada mais emocionante para um início de perna para o Oriente Médio.

O percurso está menor, de acordo com a organização. De 6.125 milhas náuticas passou para 5.183. Zonas de exclusão na costa africana para evitar a pirataria reduziram o caminho até os Emirados Árabes Unidos. Além disso, há também outros pontos proibidos com vários icebergs no meio. A Volvo Ocean Race restringiu a passagem pela costa iraniana.