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Sobre as Águas

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Números da Semana de Vela 2019

Antonio Alonso

12/07/2019 19h38

Está chegando a hora da abertura oficial da Semana Internacional de vela de Ilhabela 2019.

Protocolarmente, a competição começa na sábado (13) com a abertura oficial lá na Vila da Regata, montada no centro histórico.

Ação mesmo começa no domingo com a Alcatrazes, que terá 55 milhas e chegada no Farolete 4.

A assessoria de imprensa oficial, a On Board, divulgou agora o número de 120 barcos na prova.

Chegamos à 46ª edição e o YCI vem mantendo essa média de inscritos pós-Rolex.

São mais de 900 velejadores!

E as classes?

Listo aqui ORC, IRC, RGS, Bico de Proa, Clássicos, Multicascos, Mini Transat, HPE-25 e C-30.

No release oficial, pegamos esse trecho que simboliza o evento:

Algumas curiosidades marcam a edição, como a entrada da categoria Mini Transat, uma das mais prestigiadas na Europa, e a recorrente participação do cachorro Harry, um Golden Retriever, no barco Vendetta. O barco mais velho é o Atrevida, inscrito entre os veleiros clássicos. Imponente com seus 80 pés, a embarcação é de 1923. Já o tripulante mais velho é o comandante Francisco Matos dos Santos, que vai levar sua experiência de 93 anos a bordo do veleiro Pick Nick.

"Sou oficial da Marinha do Brasil e aos 93 anos fico muito feliz em poder estar perto dos navios, dos veleiros, dos meus amigos e colegas! Esse ano será a segunda vez que participo da Semana de Vela e é muito bacana porque a regata me aproxima muito do meio náutico. Espero que o tempo colabore com a gente pra que possamos ter um evento bem legal", disse o comandante Francisco Matos dos Santos.

Mulheres também estarão no comando de embarcações em Ilhabela. A gaúcha Geórgia Rodrigues será a líder do veleiro FelciDue na classe ORC. Já Marina Castelani fará história sendo a primeira deficiente visual no comando de um barco no evento.O projeto Sailing Sense vai utilizar o barco Mixuruca (Fast 23) nas regatas. Com cegueira total, Marina Castelani será a skipper ao lado de seu colega Eduardo Francisco da Silva, também deficiente.

"Eu não tenho medo! O barco à vela é muito seguro, por isso queremos mostrar para outros deficientes que podemos chegar lá. Podemos fazer muitas coisas! Eu velejo, faço curso de computação avançada e quero fazer direito ano que vem. A vela me trouxe isso", explicou Marina Castelani, de 51 anos.

 

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.