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Sobre as Águas

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Transat Jacques Vabre já tem 46 barcos confirmados

Antonio Alonso

2011-04-20T19:11:06

11/04/2019 11h06

E a tendência é aumentar.

Na última parcial da organização da Transat Jacques Vabre, o evento terá pelo menos 46 barcos entre IMOCAs, Class40 e Multi50.

Deve chegar a 55 pela previsão otimista. As inscrições só terminam no meio do ano.

São 10 países envolvidos e por enquanto nenhum brasileiro.

Compartilho parte do comunicado oficial em português feito pela On Board Sports, agência que divulga a regata no Brasil desde 2013.

A regata parte de Le Havre, na França, com destino a Salvador, na Bahia, e é disputada em duplas.

Faltando ainda sete meses para o início da 14ª edição do evento, o número recorde deve ser ainda maior com 55 duplas! As inscrições terminam em 12 de julho de 2019.

A prova tem um percurso de 4.350 milhas náuticas ou mais de 8 mil quilômetros pelo Oceano Atlântico.

Para chegar à Baía de Todos os Santos, os barcos enfrentam dificuldades, como fortes ventos e mudanças de temperaturas significativas.

Os barcos serão divididos em três classes – Class40, Multi50 e IMOCA.

"A Transat Jacques Vabre é uma regata especial para mim. Foi a minha primeira vitória em uma prova transatlântica (2011 com Jean-Pierre Dick). Também tive a oportunidade de navegar com velejadores excepcionais (Vincent Riou, Michel Desjoyeaux, Jean-Pierre Dick, Phil Legros e Christopher Pratt). Também estou feliz em retornar a Salvador da Bahia como em 2003. Este percurso é um clássico", disse o velejador francês Jérémie Beyou, do IMOCA Charal. Ele fará dupla com o compatriota Christopher Pratt.

Representantes de 10 países estão confirmados incluindo Alemanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália, Japão, Mônaco e Suíça. 

O Brasil será destino final da regata pela quarta vez consecutiva. Os barcos pararam em Itajaí (SC), nos anos de 2013 e 2015, e em Salvador na edição passada, em 2017.

A capital baiana é a cidade que mais recebeu os barcos vindos da França por quatro vezes. A prova é considerada uma das principais regatas do mundo.

As classes

As classes confirmadas para a Transat Jacques Vabre são bastante prestigiadas na vela oceânica internacional.

A IMOCA 60, por exemplo, está inserida nas principais competições da modalidade do mundo, incluindo a Vendée Globe, regata de volta ao mundo em solitário – e sem escalas – marcada para 2020.

A Transat Jacques Vabre deverá contar com mais de 30 IMOCAs em 27 de outubro, seis deles novos em folha.

Veleiros como o Hugo Boss, do britânico Alex Thomson, e o citado acima Charal, estarão na linha de largada.

A categoria tem os principais nomes da vela oceânica como Vicent Riou, Nicolas Troussel, Jean Le Cam, Samantha Davies, Paul Meilhat, Clarisse Crémer,  Armel Le Cléac'h, Alexia Barrier, Joan Mulloy, Yannick Bestaven e Roland Jourdain.

"É um ano importante para a classe IMOCA, pois veremos seis novos barcos em Le Havre e um start list com 30 IMOCAs, o que é excepcional. A Transat Jacques Vabre é uma regata emocionante, pois oferece condições climáticas diferentes. O formato em duplas permite que os velejadores possam trocar experiência e se complementar. E saudamos o compromisso ambiental da organização com os oceanos, um bem comum da humanidade, que também apoiamos", contou Antoine Mermod, presidente da classe IMOCA.

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.