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Sobre as Águas

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Ginga se aproxima do terceiro título brasileiro da Classe HPE 25

Antonio Alonso

17/11/2018 19h20

Duelo no contravento na Baía de Guanabara (José Olímpio / ICRJ)

As duas regatas deste sábado marcaram um acirrado duelo entre Ginga (Ilhabela) e Phoenix (Guarapiranga) na Baía de Guanabara pelo Campeonato Brasileiro da Classe HPE 25. Ginga venceu a primeira com cinco segundos de vantagem sobre Phoenix. Na segunda prova as colocações se inverteram. Tchouri e 14 Bis, ambos do Iate Clube do Rio de Janeiro, sede do evento, foram os terceiros colocados.

O vento variou de sul a sudoeste entre 7 e 11 nós, levando a Comissão de Regatas a organizar as largadas em frente à Escola Naval. Com 27 barcos na raia, Ginga venceu a primeira prova de ponta a ponta. Condição repetida pelo Phoenix na segunda regata. Na disputa pelo segundo lugar, Ginga, 14 Bis e Take Ashauer chegaram praticamente juntos na linha de chegada, mas Take Ashauer acabou penalizado pelos juízes por manobra considerada irregular.

O Ginga chegou à terceira vitória em seis regatas, contra duas do Phoenix e uma do 14 Bis. O barco de Ilhabela precisa de mais uma vitória nas duas provas finais deste domingo (18) para chegar ao terceiro título brasileiro. Venceu em 2011 e 2013, ambos em Ilhabela. O Phoenix é o atual campeão e o 14 Bis ganhou em 2016, com o nome de Rio Sail Tech.

Com o descarte do pior resultado, incluído neste sábado a partir da quinta regata, vários barcos evoluíram na classificação geral do campeonato. "A flotilha está muito competitiva. Teremos de velejar com seriedade e cautela no último dia. O Phoenix está muito bem e não permite que a gente relaxe um só minuto. Esse tipo de disputa eleva a classe ao melhor nível possível", afirmou o comandante do Ginga, Breno Chvaicer.

No limite do descarte – A preocupação no Phoenix, maior rival do Ginga, é evitar situações que possam provocar penalidades. O barco de Eduardo Souza Ramos já descartou os 30 pontos perdidos pelo abandono da primeira regata após avaria de equipamento e não poderá se livrar de um eventual segundo mau resultado. A situação é a mesma para o terceiro colocado 14 Bis. O Ginga por enquanto está descartando um oitavo lugar, a exemplo do Bond Girl, que ocupa a quarta posição.

"Teremos de velejar sem nos envolver em conflitos. Já temos um descarte. Vamos olhar também para os barcos que estão atrás e têm chances de nos alcançar. Da forma como começamos, se acabarmos no pódio será um grande resultado", analisa o velejador olímpico André Fonseca, o Bochecha, tático do Phoenix. A primeira largada deste domingo está prevista às 13h.

Classificação após seis regatas (um descarte)

1 – Ginga (Breno Chvaicer) – Ilhabela: 1+2+1+(8)+1+2 = 7 pontos perdidos

2 – Phoenix (Souza Ramos) – Guarapiranga: (DNF)+1+3+6+2+1 = 13 pp

3 – 14 Bis (Victor Demaison) – Rio de Janeiro: (DNF)+3+11+1+4+3 = 22 pp

4 – Bond Girl (Rique Wanderley) – Guarapiranga: 7+5+2+4+(8)+6 = 24 pp

5 – Relaxa (Arthur Vasconcellos) – Guarapiranga: 2+(14)+5+2+9+8 = 26 pp

6 – Dom (Pedro Lodovici) – Ilhabela: 4+4+6+5+(11)+7 = 26 pp

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.