Topo
Sobre as Águas

Sobre as Águas

Com ventos de 40 km/h, Ginga e Phoenix vencem no Brasileiro de HPE 25

Antonio Alonso

15/11/2018 19h33

Ginga à frente na raia da Escola Naval (José Olímpio / ICRJ)

O vento entrou com força na Baía de Guanabara para saudar a abertura do 14 º Campeonato Brasileiro da Classe HPE 25. O sudoeste com rajadas de 25 nós, acima de 40 km/h, impulsionou o Ginga para a vitória, ratificando a habilidade da tripulação de Ilhabela em velejar no vento forte. Na segunda regata do dia prevaleceu a estratégia do atual campeão, Phoenix, que cruzou a linha de chegada em primeiro lugar à frente do Ginga, líder da competição.

A flotilha composta por 29 barcos, maior número de inscritos em um campeonato brasileiro da classe, teve de mostrar perícia para superar as dificuldades impostas pelo vento. Na primeira regata, 19 barcos conseguiram chegar e os demais tiveram problemas com equipamentos. O Ginga chegou à frente do Relaxa, da Guarapiranga, e do Mussulo Angola Cables, de Ilhabela.

Na segunda prova, o vento manteve a direção (230°), mas a intensidade caiu pela metade. O Phoenix, que se retirara da primeira regata, retornou à raia com força total e venceu praticamente de ponta a ponta, com Ginga em segundo e 14 Bis, do Rio, em terceiro lugar. As tripulações de três dos dez barcos que haviam se ausentado da primeira prova, conseguiram fazer os reparos a tempo de correr a segunda, inclusive Phoenix e 14 Bis.

"Tivemos problemas no primeiro contravento. Demos uma atravessada, mas nos recuperamos porque a tripulação manteve a calma. Ninguém se apavorou, o que foi decisivo para vencermos a primeira regata. Na segunda, o Phoenix fez uma tática perfeita e soube controlar a regata até o final", analisou Breno Chvaicer, comandante do Ginga.

Após o rasgo da vela balão na primeira perna de popa da primeira regata, a tripulação do Phoenix adotou a estratégia que o levaria à vitória na segunda prova. "Optamos por nos retirar da raia para prepararmos o barco adequadamente para a regata que viria em seguida. Era o melhor a ser feito", considerou o tático e proeiro Juninho de Jesus, lembrando que o regulamento prevê o descarte do pior resultado a partir da quinta, de oito regatas programadas.

"Não largamos tão bem, mas conseguimos cruzar alguns barcos por trás e na primeira boia de contravento já montamos à frente. Depois, marcamos o Ginga até o fim da regata porque o vento ficou muito instável", contou Juninho no retorno ao Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ). Mais duas regatas por dia estão previstas desta sexta-feira (16) até domingo, com a primeira largada sempre a partir das 13h.

Classificação após duas regatas

1 – Ginga (Breno Chvaicer) – Ilhabela : 1+2 = 3 pontos perdidos

2 – Dom (Pedro Lodovici) – Ilhabela : 4+4 = 8 pp

3 – Mussulo (José Guilherme) – Ilhabela : 3+7 = 10 pp

4 – Bond Girl (Rique Wanderley) – Guarapiranga : 7+5 = 12 pp

5 – Relaxa (Arthur Vasconcellos) – Guarapiranga : 2+14 – 16 pp

Sobre o Autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estreia seu blog em novo endereço no UOL.

Sobre o Blog

A vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Bem-vindo a bordo.