Sobre as Águas

Arquivo : Yacht Club de Ilhabela

Semana de Vela de Ilhabela já tem data marcada para 2017
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Antonio Alonso

Cisne Branco no desfile de barcos - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Cisne Branco no desfile de barcos – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

A maior competição de vela oceânica da América Latina já está programada para voltar ao litoral norte paulista entre 7 e 15 de julho de 2017, após o sucesso deste ano. A 43ª edição da Semana de Vela de Ilhabela marcou o ano olímpico com a participação de atletas que defenderão o Brasil nos Jogos do Rio, elevando ainda mais o nível técnico do evento. Na disputa, 136 barcos de 13 classes diferentes, entre eles equipes do Uruguai, Argentina e Chile.

“Mais uma vez, a Semana de Vela de Ilhabela apresentou um nível técnico internacional, e nesta temporada foi ainda mais forte, com velejadores, treinadores, juízes e staff com lugar garantido na Rio 2016. Para o ano que vem esperamos repetir o sucesso, corrigir erros pontuais e continuar honrando a história do evento, que sem dúvida é o melhor da América Latina”, disse Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela, que organizou e sediou a competição.

A 43ª Semana de Vela de Ilhabela testou os velejadores com uma série de disputas especiais entre as mais de 100 regatas realizadas, colocando em prática a habilidade, o investimento e o entrosamento das tripulações. A competição foi aberta no domingo (3), com três regatas de percurso – a tradicional Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, a Toque toque por Boreste e a Renato Frankenthal. Ao longo da semana, os HPE30 se enfrentaram no Grand Prix dos 30 Pés, enquanto o Torneio por Equipes movimentou as classes ORC, IRC e RGS. O evento também definiu os campeonatos brasileiros de C30 e IRC e o Sul-Americano de ORC, reafirmando sua importância em nível internacional.

“A Semana de Vela é única por proporcionar uma infinidade de situações com diversos tipos de percurso, condições de vento, corrente e dar chance para os amadores medirem esforços com profissionais e olímpicos”, avaliou o organizador do evento, Cuca Sodré.

Excelência olímpica

Como acontece em todas as edições, a 43ª Semana de Vela de Ilhabela contou com a participação de atletas olímpicos. Neste ano, a competição ainda representou uma bem-vinda “folga” na preparação de alguns velejadores, a um mês dos Jogos do Rio 2016. Samuel Albretch, representante brasileiro na classe Nacra com Fernanda Oliveira, integrou a equipe do Crioula, quinto lugar na ORC geral. Jorge Zarif, esperança de medalha na Finn, mostrou que está afiado e, formando dupla com Arthur Lopes, conquistou o título do evento na classe Star com vitória em todas as regatas.

Na HPE30, a experiência de André “Bochecha” Fonseca na disputa de três olimpíadas ajudou a levar o Phoenix ao título, com vitória em 10 das 11 regatas disputadas. Já Nelson Ilha, em sua sexta participação nos Jogos como juiz, viveu o outro lado da competição em Ilhabela. O experiente velejador comandou o barco Felciuno, quarto colocado na ORC geral.

A parte técnica também mostrou excelência em nível olímpico, com a atuação de Cláudio Buckup na logística do evento. Como Nelson Ilha, Buckup representará o País no quadro de árbitros da vela dos Jogos do Rio. Em sua primeira participação, será gerente de prova, responsável por montar os percursos e dar a partida e chegada das regatas.

Baleias, desfile de barcos e atrações culturais

Durante todo o evento, os velejadores ainda foram brindados com a companhia de baleias e golfinhos perto de Ilhabela. A época é de migração, tornando mais fácil avistar os animais na região, mesmo assim a quantidade e proximidade deles encantou quem participava da competição. Na abertura, domingo (3), as jubartes deram um show de acrobacias aos competidores da Regata Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil. Já o último dia de disputas foi marcado pela presença de baleias de Bryde e golfinhos nadando na área dos barcos.

Para quem ficou em terra, a Semana de Vela de Ilhabela também teve uma série de atrações, começando com o show dos Paralamas do Sucesso e terminando com o Legião Urbana Cover, além de peças teatrais e palestras. O Desfile de Barcos, no sábado (9) de manhã, atraiu para o píer da vila centenas de apaixonados por vela, para ver a passagem do histórico navio Cisne Branco da Marinha, puxando a fila dos veleiros no encerramento da competição.

Campeões da 43ª edição

Bico de Proa – Bacanas III (Christian Lundgren)
Clássicos – Áries III (Alex Calabria)
HPE25 – Ginga (Breno Chvaicer)
HPE30 – Phoenix (André Fonseca)
C30 – Katana (César Gomes Neto)
J70 – Cloud Nine (Phil Heagler)
Star – Al Hamed (Jorge Zarif)
IRC A – Rudá (Guilherme Hernandez)
IRC B – Asbar IV (Jonas de Barro Penteado)
IRC Geral – Rudá (Guilherme Hernandes)
ORC A – Miragem (Paulo Roberto Freire)
ORC B – Maestrale Logsub/Mapma (Adalberto Casaes)
ORC Geral – Miragem (Paulo Roberto Freire)
RGS A – Kalymera V (Antônio Paes Leme)
RGS B – Asbar 2 (Sérgio Klepacz)
RGS C – Rainha Empresta Capital (Leonardo Jacobi Pacheco)
RGS Silver – BL3 (Clauberto Andrade)
RGS Geral – Asbar II (Sérgio Klepacz)
Grand Prix dos HPE30 – Phoenix (André Fonseca)
Torneio por Equipes – São Paulo (Rudá / Asbar 2 / Mussulo III)
Brasileiro de C30 – Zeus Team (Inácio Vandresen)
Brasileiro de IRC – Asbar IV (Jonas de Barro Penteado)
Sul-Americano de ORC – Cristabella (Martin Meerhoff)

Tripulação do Miragem faz a festa na premiação - FOTO | Aline Bassi/Fotop

Tripulação do Miragem faz a festa na premiação – FOTO | Aline Bassi/Fotop

Cristabella, campeão sul-americano de ORC - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Cristabella, campeão sul-americano de ORC – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Rudá, primeiro na IRC Geral - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Rudá, primeiro na IRC Geral – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Jorge Zarif na Star - FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Jorge Zarif na Star – FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Phoenix, melhor da Semana na HPE30 - FOTO | Fernando Mucci/Fotop

Phoenix, melhor da Semana na HPE30 – FOTO | Fernando Mucci/Fotop

Ginga, bicampeão da Semana na HPE25 - FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Ginga, bicampeão da Semana na HPE25 – FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Zeus, campeão brasileiro de C30 - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Zeus, campeão brasileiro de C30 – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Mussulo III - FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Mussulo III – FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

Baleias acompanham as regatas - FOTO | Júlio Cardoso

Baleias acompanham as regatas – FOTO | Júlio Cardoso

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Alô, vocês foram campeões! Miragem leva para o Rio a Semana de Vela 2016
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Antonio Alonso

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Os campeões da 43ª Semana de Vela de Ilhabela, principal competição da modalidade na América Latina, foram definidos nas últimas regatas deste sábado (9), na raia montada na Ponta das Canas, extremo norte da ilha. A competição, que contou com a participação de 136 barcos divididos em 13 classes, foi encerrada em grande estilo, com ventos de 9 a 12 nós, e temperatura na casa dos 23 graus. Alguns resultados, como os vencedores das classes ORC e RGS – categorias de barcos diferentes e que precisam de uma fórmula para calcular o vencedor – demoraram a sair em função da revisão dos resultados.

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

San Chico FOTO | Fred Hoffmann/Fotop

Depois de muita recontagem, o título da ORC ficou com o Miragem (Paulo Roberto Freire), que somou 37 pontos em nove regatas, três a mais do que San Chico 3 (Francisco Freitas). O comandante Paulo Roberto Freire recebeu a notícia da vitória por telefone, quando ele e sua tripulação jantavam em um restaurante em Ilhabela. ”Ficamos surpresos com a notícia. A gente já estava contente por ter vencido a ORC B e com o segundo no geral. Foi uma conquista muita importante pra gente, pois a tripulação é eclética – formada por catarinenses, gaúchos e cariocas – e muito boa. Fomos campeões da regata mais importante do Brasil com barcos competitivos e rápidos na raia”.

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Entre os tripulantes do Miragem, um BB40, estava o campeão do Pan de Guadalajara 2011 na classe Sunfish, Matheus Dellagnelo. O catarinense também foi campeão da Semana de Vela de Ilhabela de 2013 a bordo do Kiron, comandado pelo uruguaio Leonardo Cal.

FOTO | B1DMKT

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Na classe IRC Geral, o vencedor foi o Rudá (Guilherme Hernandez) no critério de desempate contra o Asbar IV (Jonas Penteado) – número de vitórias. A equipe, que contou com o reforço de Ernesto Breda, um dos ícones da vela oceânica nacional, venceu três das nove regatas, contra apenas uma do vice. ”Não velejava desde 2013 quando disputei o Mundial de ORC com o Touché, Foi bom voltar para a Semana de Vela e rever os amigos”, disse Ernesto Breda.

As provas deste sábado foram disputadas após o tradicional Desfile dos Barcos no píer da Vila, no centro histórico da ilha. ”A Semana de Vela de Ilhabela é sempre assim! Tem dia de tempo bom, dia de tempo ruim. Pouco ou muito vento. Os velejadores gostam de competições nesse nível”, disse Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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Monotipos

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

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Na HPE 30, a vitória foi confirmada para o Phoenix (André ‘Bochecha’ Fonseca), que entrou no último dia com 100% de aproveitamento. O barco foi o primeiro em dez das 11 regatas disputadas – na primeira prova deste sábado, o time ficou em segundo lugar. Foram dois títulos num só: da 43ª Semana de Vela de Ilhabela e o do Grand Prix dos 30 pés. “O HPE30 é um barco novo, uma classe que está tentando se desenvolver. O nosso objetivo era trazer todos os cinco barcos para a Semana de Vela de Ilhabela. Hoje eu me sinto vitorioso porque todos estavam velejando, ao longo da semana foram pegando mais o jeito do barco, e o final foi um pouco mais disputado”, disse Bochecha.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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Já na C30, o Katana (César Gomes Neto) levou a melhor em sua estreia na classe, com uma vitória e dois terceiros lugares nas últimas provas. “A C30 é a mais disputada das classes oceânicas. Outras tripulações são mais experientes do que a nossa, o que nos dá mais satisfação ainda em vencer a Semana de Ilhabela”, comemorou César Gomes Neto.

FOTO | Eduardo Grigaitis/Fotop

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A classe estreante J70 teve cinco representantes na disputa com 11 regatas. O Cloud Nine (Phil Heagler) conquistou o título ao superar o Caruru, Tô Nessa, Viking e Cauê.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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Campeão paulista e brasileiro, o Ginga (Breno Chvaicer) confirmou o favoritismo e conquistou o bicampeonato da Semana de Vela de Ilhabela. O Ginga abriu a competição com vitória na Regata Renato Frankenthal, domingo (3), e foi o primeiro em nove das dez provas disputadas. ”Foi resultado de muito treino e dedicação da nossa equipe”, disse Breno Chvaicer na véspera.

Foto: Fernando Mucci/Fotop

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Classe mais tradicional da vela, com seis medalhas olímpicas para o Brasil, a Star foi a última a estrear na Semana de Vela, na quinta-feira (7). Neste sábado, consagrou como campeã da competição a dupla formada por Jorge Zarif, representante brasileiro da Finn nos Jogos do Rio 2016, e Arthur Lopes. Os dois mostraram 100% de aproveitamento, vencendo as seis regatas realizadas.

Mais campeões

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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O Asbar (Sérgio Keplacz) foi campeão da RGS Geral, categoria que reúne o maior número de barcos na competição. A diferença para o sucesso, segundo o comandante, foi apostar na força da mão de obra de Ilhabela. ”É muito bom ganhar a semana de vela, principalmente dando a oportunidade para os velejadores que fazem a modalidade acontecer em Ilhabela”.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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Na RGS A deu Kalymera (Antonio Paes Leme), na B o próprio Asbar, na C o Rainha Empresta Capital (Leonardo Pacheco) e na Silver o BL3 (Clauberto Andrade).

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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A briga também foi equilibrada entre os Clássicos – categoria que reúne veleiros antigos e que contaram a história da vela oceânica. Áries III (Alex Calábria) foi o campeão. ”O nosso objetivo é velejar bonito, mas ganhar também é. Estamos satisfeitos com a Clássicos em Ilhabela”, comemorou o bicampeão Alex Cabria.

Foto: Aline Bassi/Fotop

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Na classe Bico de Proa, o Bacanas III (Christian Lundgren) perdeu a última regata para o Tranquilo II (Edison Flávio Thomé), mas no geral levou o título no critério de desempate, que foi a Regata Toque-Toque por boreste, no domingo passado. O pai Christian Lundgren e a esposa levaram as filhas gêmeas a bordo.

A Semana de Vela de Ilhabela começou no domingo (3) com regatas de longo percurso. A Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, que teve baleias jubartes e quase nada de vento, foi vencida pelo Sorsa (Celso Quintella) no tempo corrigido e Fita Azul – o primeiro a chegar no Yacht Club de Ilhabela após quase 80 quilômetros até o arquipélago de Alcatrazes. ”Escolhemos o rumo certo e claro que um pouco de sorte sempre ajuda”, falou John King, líder do veleiro do Rio de Janeiro. Na mesma prova, o vencedor no corrigido na IRC foi o Itajaí Sailing Team. No mesmo dia, o Phoenix (André Fonseca) ganhou a Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (45 quilômetros) e o Ginga (Breno Chvaicer) a Renato Frankenthal (35 quilômetros).

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Campeões da 43ª Semana de Vela de Ilhabela serão definidos no sábado
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Antonio Alonso

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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A 43ª Semana de Vela de Ilhabela será decidida neste sábado (9) com as regatas finais do maior evento de vela oceânica da América Latina, que reúne 136 barcos em 13 classes diferentes. A competição está acirrada na maioria das categorias, como C30, IRC, ORC e RGS. Já nos HPE 30, HPE 25 e Star, a tabela de classificação, após seis dias de provas, indica como virtuais campeões o Phoenix, Ginga e Al Hamed. A Comissão de Regatas tem até as 16h, tempo limite de largada, para completar a série de provas programadas.

”É um campeonato muito disputado e que será decidido na última regata”, disse Francisco Freitas, comandante do San Chico, quarto colocado na classe ORC Geral. ”Velejamos bem nesta sexta, principalmente na segunda regata. Largamos bem e administramos até cruzar a linha”. A liderança na classe é do Maestrale Logsub – Mapma (Adalberto Casaes), que fez terceiro e segundo nas provas do dia. O Miragem (Paulo Roberto Freire) está em segundo, após vencer pela segunda vez. O Carioca (Roberto Martins), então líder caiu para terceiro, prejudicado por ter enroscado sua quilha no cabo da âncora da lancha dos juízes na largada da primeira prova do dia.

Na RGS, o Kalymera V busca o título geral. “Nós estamos velejando bem, fizemos um upgrade no barco e isso nos deu chance de estar bem em todas as regatas. Devemos ganhar na nossa classe, mas na classificação geral brigamos entre os primeiros”, explicou o comandante Antônio Paes Leme. “Dependemos do resultado de sábado. Fomos bem e ainda temos chance. São todos barcos de diferentes tamanhos, e um veleiro de 50 pés pode perder pra um de 20, dependendo do rating e do desempenho dos velejadores”.

A tarde foi de clima mais suave do que na véspera, com ventos de intensidade média entre 7 e 11 nós e temperatura de 22 graus. As disputas, ao Norte da Ponta das Canas, ainda foram acompanhadas de perto por golfinhos da espécie Pintado do Atlântico e baleias Bryde.

Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

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Eventos paralelos

Disputados em paralelo ao evento principal, o Campeonato Sul-Americano de ORC, os Campeonatos Brasileiros de C30 e IRC, o Torneio por Equipes e o Grand Prix dos 30 Pés conheceram seus campeões nesta sexta-feira (8). Os resultados completos estão disponíveis no site oficial, em svilhabela.com.br/2016/resultados.

Campeões virtuais

A Semana de Vela de Ilhabela 2016 praticamente conheceu seus primeiros campeões após as duas regatas desta sexta-feira (8), penúltimo dia de disputas do maior evento de vela oceânica da América Latina, disputado todos os anos no Yacht Club de Ilhabela (YCI). O Ginga (Breno Chvaicer) mantém o favoritismo e tem tudo para confirmar o título do ano passado, somados aos do Paulista e Brasileiro. O Ginga também ganhou a Regata Renato Frankenthal, que abriu a Semana de Vela de Ilhabela 2016.

No outro HPE, agora na versão 30 pés, a vitória ficou com o Phoenix (André ‘Bochecha’ Fonseca). Com 100% de aproveitamento, o time só deve perder o titulo se desistir das regatas ou chegar em último em todas. O campeonato paralelo do Grand Prix dos 30 pés na classe ficou para Bochecha e cia. Situação similar ao da dupla Jorge Zarif / Arthur Lopes, também invictos, com quatro vitórias em quatro provas.

Desfile

O tradicional Desfile dos Barcos da Semana de Vela de Ilhabela está marcado para 10h deste sábado (9). O navio Cisne Branco da Marinha do Brasil vai puxar a fila dos barcos na apresentação, que ocorre pela segunda vez consecutiva na frente do píer da Vila, centro histórico de Ilhabela. O percurso será entre duas boias e o publico pode acompanhar o desfile, que será narrado pelo locutor oficial do evento.

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Ventos superiores a 50km/h mudam cenário da Semana de Vela de Ilhabela
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Antonio Alonso

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Foto: Eduardo Grigaitis/Fotop

O que um vento mais forte não faz? O quinto dia da Semana de Vela de Ilhabela 2016 teve média de 18 a 22 nós e rajadas de até 28 nós (52 km/h) em quase todas as 13 classes inscritas no maior evento de vela oceânica da América Latina, realizado no Yacht Club de Ilhabela (YCI). A frente fria chegou ao litoral norte de São Paulo, apesar do sol e da sensação térmica de 28 graus. ”Em condições como as de hoje é preciso fazer mais força. O barco aderna mais e a possibilidade de avaria cresce”, disse Paulo Freire, comandante do Miragem, que disputa o evento na classe ORC.

A ORC – abreviação de Offshore Racing Congress – tem 19 barcos na água na Semana de Vela de Ilhabela. Com mais provas no campeonato, mais pontos entraram em jogo – sem contar o descarte do pior resultado. O melhor desempenho do dia no tempo corrigido foi do San Chico 3 (Francisco Freitas), que venceu as duas provas. O Carioca (Roberto Martins), no entanto, é o líder do geral. ”Ventou bastante! Não estamos acostumados com essas condições em Ilhabela, com vento e sol. Geralmente fica frio e chove em situações parecidas aqui. Fomos Fita Azul na primeira e na segunda fomos mais conservadores na segunda”, disse André Mirsky, tático do Carioca.

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Na IRC, que conta com 10 barcos na Semana de Vela de Ilhabela, destaque para o duelo entre quatro equipes: Rudá, BL3 Urca, Asbar IV e Itajaí Sailing Team, respectivamente primeiro, segundo, terceiro e quarto colocados. ”Nas duas largadas fomos bem e cruzamos em primeiro lugar. Abrimos mão da preferência na largada para ter um ângulo melhor, aproveitando bem as rajadas do começo ao fim. Mas no corrigido não ficamos entre os líderes”, relatou o tripulante Alexandre Santos, regulador de velas do Itajaí Sailing Team.

A quinta-feira teve apenas uma regata de Clássicos. ”O mais importante é velejar bonito e a gente está conseguindo”, contou Alex Calabria, comandante do Áries III, líder da competição entre os Clássicos empatado com o Cangrejo. A regata foi de percurso médio até o Farol dos Moleques. Os barcos da Bico do Proa também fizeram apenas uma regata, que foi vencida pelo Bacanas III, líder do campeonato.

Na RGS a, o Kalymera fez a melhor média do dia e segue na liderança. Na versão B, o Asbar II está na ponta do campeonato após cinco regatas, seguido pelo Fantasma, com três pontos atrás. Na RGS C, o Zephyrus ganhou as duas do dia e lidera com folga. Na Silver, o dia foi do BL3 que também chegou em primeiro.

Os resultados completos estão disponíveis no site oficial do evento:svilhabela.com.br/2016/resultados.

Star na raia

Além da entrada do descarte do pior resultado, (menos para Clássico e Bico de Proa) a quinta-feira também foi marcada pela estreia da Star na competição, levando todos os 135 barcos das 13 classes participantes para a água. Classe mais tradicional da vela olímpica, a Star já rendeu seis medalhas ao Brasil nos Jogos – dois ouros, uma prata e três bronzes. ”A classe Star é uma tradição e nada mais legal do que velejar na categoria aqui em Ilhabela. Na Semana de Vela a raia é um pouco menor do que nos campeonatos mundiais, mas vale a disputa”, disse Ronald Seifert, parceiro de Marcelo Fuchs.

Entre os competidores em Ilhabela está Jorge Zarif, representante brasileiro da Finn na Olimpíada do Rio 2016. O atleta, que faz dupla com Arthur Lopes, lidera com duas vitórias em duas regatas.

Entre os monotipos de oceano, a classe HPE 25 tem o Ginga sobrando. Após as duas vitórias da quinta, a equipe de Breno Chvaicer tem seis pontos de frente sobre o Takra. Na versão 30 pés do HPE, o Phoenix segue com 100% de aproveitamento. A C30 é a mais equilibrada da Semana de Vela de Ilhabela. Do líder Loyal ao quarto colocado Caiçara a diferença é de apenas dois pontos entre eles. Já na J70, o ponteiro Cloud Nine não fez um dia bom e o Viking encostou com um ponto atrás.

Programação da Semana de Vela

De segunda (4) à sábado (9), mais de 100 regatas estão programadas para o Canal de Ilhabela. Durante o período também será definido os vencedores dos campeonatos Brasileiro de IRC e Sul-Americano de ORC.

Em paralelo com o evento esportivo também haverá diariamente uma programação cultural completa com shows musicais, espetáculos culturais, palestras e gastronomia no centro histórico da ilha. No sábado (9), haverá o tradicional desfile das embarcações com a presença do Navio Veleiro “Cisne Branco”, embarcação utilizada no treinamento de formação nas Forças Armadas, a partir de 10h. No mesmo dia, à noite, será realiza a premiação dos campeões.

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Semana de Vela de Ilhabela: Quarto dia de regatas marcado por vento rondado
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Antonio Alonso

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

A Semana de Vela de Ilhabela exige atenção das tripulações do começo ao fim. Com regatas de longo e médio percurso, além das de barla-sota – vai e volta, o velejador não precisa se adaptar às constantes mudanças de vento e corrente, que fazem os barcos andar. Após as dificuldades da véspera – com cancelamento de provas e quase sem nenhuma rajada, as provas desta quarta-feira (6) ocorreram normalmente na Ponta das Canas, no extremo norte do Canal de São Sebastião. A característica principal do quarto dia do maior evento de vela oceânica foi o vento rondado.

”Para barcos iguais que não têm muito diferencial de velocidade, do primeiro ao último na raia, as provas são muito próximas. Com vento rondado a atenção das tripulações aumenta, pois é possível perder posição numa cambada”, explicou Breno Osthoff, tático do Cloud Nine, da classe J70.

Segundo Cláudio Buckup, gerente de regata da Semana de Vela de Ilhabela e da Rio 2016, as provas com vento rondado são menos justas. ”Quando ronda o vento, entra o fator sorte, fincando muito imprevisível, também”.

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

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Carioca lidera na ORC

Campeão da última edição da Semana de Vela na classe ORC, o uruguaio Cristabella foi um dos primeiros a voltar ao Yacht Club de Ilhabela depois do dia de ventos rondados. “Tem sido uma semana difícil com bastante variação de vento. A regata de Alcatrazes teve muito pouco vento, e bem variável. Depois o vento acabou e nesta quarta-feira rondou. O clima para a gente é muito bom em Ilhabela. Estamos felizes por estar aqui”, disse Martin Meerhoff, comandante do Cristabella. O barco é o 4° na classificação, após três regatas. O Carioca (Roberto Martins) está na liderança.

Bochecha 100%

A classe HPE 30 tem um barco com aproveitamento de 100% em quatro regatas: o Phoenix (André ‘Bochecha’Fonseca). ”Treinamos muito e estamos velejando bem. Foi mais um dia bom nesta quarta-feira”. Suzuki IV (José Roberto de Jesus) está em segundo com cinco pontos atrás.

Outras classes

Na classe C30, a organização do evento decidiu cancelar a primeira largada, pois o vento rondou muito para a direita, dando vantagem aos barcos posicionados nesta direção. Com a nova largada, o barco Loyal teve o melhor desempenho do dia. ” Velejamos bem apesar do vento rondado. Na largada ficamos um pouco atrás, mas nos recuperamos no contorno de boia e cruzemos bem na frente”, disse o comandante Marcelo Massa, segundo colocado. O Katana (Cesar Gomes Neto) lidera a categoria.

Na HPE 25, o Ginga (Breno Chvaicer) segue na liderança, vencendo mais uma regata no dia. O Dom (Pedro Lodovici) também conseguiu vencer uma das provas, mas está em quarto no geral. Já na J70, Viking (Haroldo Solberg) e Cloud Nine (Phil Heagler) empatam na ponta.

Mais uma classe de rating da Semana de Vela de Ilhabela, a IRC tem o Rudá (Guilherme Hernandez) na liderança.

Nos Clássicos, o Aries III (Alex Calabria) é o primeiro com duas vitórias e um segundo lugar.

As regatas das classes Bico de Proa e Clássicos fizeram apenas um percurso de barla-sota – ida e volta, mas a comissão alterou para 4,5 milhas cada perna. Já para o restante da flotilha foram duas regatas com 2,5 milhas e quatro pernas.

Entre os RGS, o Sargaço lidera na categoria, RGS A, o PI Clube na RGS B, o Zephyrus na RGS C e o BL3 na RGS Silver.

Os resultados completos estão disponíveis no site oficial do evento:svilhabela.com.br/2016/resultados.

Programação da Semana de Vela

De segunda (4) à sábado (9), mais de 100 regatas estão programadas para o Canal de Ilhabela. Durante o período também será definido os vencedores dos campeonatos Brasileiro de IRC e Sul-Americano de ORC.

Em paralelo com o evento esportivo também haverá diariamente uma programação cultural completa com shows musicais, espetáculos culturais, palestras e gastronomia no centro histórico da ilha. No sábado (9), haverá o tradicional desfile das embarcações com a presença do Navio Veleiro “Cisne Branco”, embarcação utilizada no treinamento de formação nas Forças Armadas, a partir de 10h. No mesmo dia, à noite, será realiza a premiação dos campeões.

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Cadê o vento? Barcos literalmente boiam na Semana de Vela de Ilhabela
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Antonio Alonso

Foto: Aline Bassi / Fotop

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A falta de ventos foi determinante, mais uma vez, para as regatas da 43ª Semana de Vela de Ilhabela, Repetindo a situação das regatas de longo percurso no domingo (3), os barcos sofreram para concluir as provas, que desta vez foram menores, realizadas dentro do Canal de São Sebastião. Os veleiros inscritos no maior evento oceânico da América Latina foram para a água com rajadas de 10 a 12 nós soprando de sudoeste, mas a brisa cada vez mais fraca ao longo do dia influenciou os resultados.

A organização foi obrigada a cancelar as regatas das classes HPE 30 e C30 e diminuir o tamanho de outras categorias como RGS. O fato mais curioso da terça-feira (5) foi que a prova de ORC teve apenas um veleiro que conseguiu concluir a tempo. O Carioca (Roberto Martins) fez uma largada perfeita no percurso de barla-sota (ida e volta) e se aproximou da costa para fugir da corrente. A estratégia deu certo e o barco do Rio de Janeiro foi o único da categoria a concluir a prova no tempo limite.

Fizemos uma boa largada, no sotavento da flotilha, e passamos a primeira perna em contravento. Nos posicionamos bem em relação à flotilha, conseguimos nos manter na frente e fomos ganhando distância. Tivemos sorte porque o vento terminou só na última perna, e conseguimos chegar muito na frente. Acho que deu pra ganhar a regata”, explicou Gabriel Penido, tripulante do Carioca e filho de Eduardo Penido, medalha de ouro nos Jogos de Moscou 1980 na classe 470 com Marcos Soares.

Quem conseguiu chamar atenção foi o barco Maestrale Logsub Mapman (Adalberto Casaes), um dos menores barcos da ORC. O Skipper 30 acertou na estratégia ao escolher o melhor lado após contornar a última boia sozinho, mas não bem sucedido, completando a prova acima do tempo permitido. ”Nós percebemos que o vento rondou e buscamos o baixio, passando muitos barcos. Do lado do litoral tinha vento e do lado mais da costa não. Parecia que os outros estavam num engarrafamento Infelizmente deu DNF, mas foi interessante que chagamos de balão arribando para a comissão”, disse Adalberto Casaes.

Já os HPE30 e C30 não tiveram a mesma sorte. As duas classes, que disputam simultaneamente a Semana de Vela e o Grand Prix dos 30 Pés, iniciado nesta segunda-feira (4), tiveram suas regatas anuladas. Devido à falta de vento no final da tarde, elas ultrapassaram o tempo limite para concluir a prova.

“Fomos pra água com um ventinho sul bom, entre 10 e 12 nós. Mas a regata é bem longa, com duas milhas cada perna, um total de 8 milhas, e tem um prazo de duas horas para completar. E o vento foi parando ao longo do dia, o que nos impediu de terminar o percurso nessas duas horas. Por isso nossa prova foi anulada, o que é uma pena, porque a gente estava com um bom desempenho. São coisas da vela, não dá para controlar o vento”, disse Fábio Pillar, do Caiçara, que compete pela C30.

Apesar de pouco vento, a brisa e o sol, que brilhou forte do início ao fim, com temperatura em torno dos 23 graus, renderam boas imagens do Canal de São Sebastião.

Os resultados completos estão disponíveis no site oficial do evento: svilhabela.com.br/2016/resultados.

Foto: Aline Bassi / Fotop

Foto: Aline Bassi / Fotop

Programação da Semana de Vela

De segunda (4) à sábado (9), mais de 100 regatas estão programadas para o Canal de Ilhabela. Durante o período também será definido os vencedores dos campeonatos Brasileiro de IRC e Sul-Americano de ORC.

Em paralelo com o evento esportivo também haverá diariamente uma programação cultural completa com shows musicais, espetáculos culturais, palestras e gastronomia no centro histórico da ilha. No sábado (9), haverá o tradicional desfile das embarcações com a presença do Navio Veleiro “Cisne Branco”, embarcação utilizada no treinamento de formação nas Forças Armadas, a partir de 10h. No mesmo dia, à noite, será realiza a premiação dos campeões.

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Semana de Vela de Ilhabela tem Grand Prix dos 30 pés
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Antonio Alonso

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Após as regatas de longo percurso como a Mitsubishi Alcatrazes por Boreste, a organização da Semana de Vela de Ilhabela deu um descanso para a maioria das tripulações que sofreram com a falta de ventos na véspera. Mas o Yacht Club de Ilhabela (YCI) ficou agitado com a realização das primeiras provas do Grand Prix dos 30 pés para as tripulações de C30 e HPE30. Os tripulantes, muitos deles profissionais, podem se enfrentar mais vezes, elevando o nível da categoria no Brasil. Entre os HPE 30, destaque para o Phoenix (André ‘Bochecha’ Fonseca), vencedor das duas primeiras regatas do dia no desafio. Já no C30 deu Katana (César Gomes Neto) na única prova do dia.

”A ideia é muito boa de pegar três dias da Semana de Vela que seriam praticamente sem regatas para fazer esse desafio com os barcos. A organização acertou nessa oportunidade para os veleiros de 30 pés. São barcos muito bons, engrandecendo a competição. Os velejadores profissionais que participam elevam o nível das regatas e todos aprendem”, disse Marcelo Bellotti, coordenador da classe HPE30.

Representante da classe C30 nos últimos anos e detentor do título de 2015 da Semana de Vela, o Loyal (Marcelo Massa) voltou às disputas graças aos novos patrocinadores. O comandante Marcelo Massa gosta da ideia do Grand Prix. ”Já existia no passado essa iniciativa com outros barcos, como Delta32. As pessoas que se deslocam para a ilha e perdem a semana de trabalho têm essa chance de correr uma regata”, contou Marcelo Massa, do C30 Loyal.

A primeira prova do dia para os HPE30 ocorreu com 20 nós de vento e a segunda com pouco menos, chegando a 16. O vento caiu até 6 nós e correnteza de leste e a organização decidiu encerrar a programação da segunda-feira (4).

Na terça-feira (5), as regatas da Semana de Vela de Ilhabela voltam para todas as 13 classes inscritas, exceto para J70, Star e HPE25.

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Classificação do Grand Prix

C30
1. Katana (César Gomes Neto)
2. Caiçara (Marco de Oliveira César)
3. Loyal (Marcelo Massa)

HPE30
1. Phoenix (André Fonseca)
2. Tahiti Nui (Giammona Nacho/Larguia Gonzalo)
3. Suzuki IV (José Roberto de Jesus)

Em paralelo com o evento esportivo também haverá diariamente uma programação cultural completa com shows musicais, espetáculos culturais, palestras e gastronomia no centro histórico da ilha. No sábado (9), haverá o tradicional desfile das embarcações com a presença do Navio Veleiro “Cisne Branco”, embarcação utilizada no treinamento de formação nas Forças Armadas, a partir de 10h. No mesmo dia, à noite, será realiza a premiação dos campeões.

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Baleias dão show na Regata Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha Brasil
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Antonio Alonso

Foto:  Júlio Cardoso

Foto: Júlio Cardoso

A edição 2016 da Regata Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil teve uma protagonista (ou várias) neste domingo (3) ensolarado no litoral norte paulista. Baleias jubartes fizeram vários shows de acrobacias na prova de percurso mais longa da Semana de Vela de Ilhabela enquanto as equipes sofriam com a falta de vento. O Sorsa foi o primeiro a cruzar a linha de chegada – chamado de Fita Azul na linguagem da modalidade – no Yacht Club de Ilhabela (YCI) após quase 10 horas de regata. Na sequência Crioula, Carioca e Itajaí Sailing Team.

Com menos de 6 nós de ventos e um percurso que tradicionalmente não tem sequências de manobras constantes, pois é basicamente em linha, a ação ficou por conta da baleias. Foram avistadas duas adultas e uma juvenil, registradas pelas lentes do diretor de meio ambiente do Yacht Club de Ilhabela, Júlio Cardoso. ”Teve muita regata Alcatrazes e muita baleia”.

As jubartes estão em período de migração da Antártica para Abrolhos, arquipélago ao sul da Bahia. Por isso, podem ser vistas mais próximas de Alcatrazes.“Geralmente, as adultas passam distante da costa, e as mais jovens chegam mais perto. Mas as duas adultas se aproximaram bastante dos barcos, também, e executaram saltos fantásticos”, apontou Júlio Cardoso.

Foto: Júlio Cardoso

Foto: Júlio Cardoso

Ao todo, a prova teve 80 quilômetros – quase 20 a menos do que a realizada regularmente, já que a comissão técnica decidiu estipular a marca de retorno na Ilha da Sapata. Após uma reunião entre a Comissão Técnica da 43ª Semana de Vela de Ilhabela, Diretoria de Meio-Ambiente do YCI e a chefia da Exec Tubinambás (ICMBIO), responsável pela estação ecológica do arquipélago de Alcatrazes, na qual decidiu-se pela alteração do percurso por questões técnicas e a regata foi realizada normalmente.

O Fita Azul e vencedor no tempo corrigido foi o Sorsa, barco de Celso Quintella, do Rio de Janeiro, seguido pelos gaúchos do Crioula. “Na saída do canal, conseguimos aproveitar bem as condições e nos aproximamos dos primeiros barcos. Depois, perdemos o vento e fomos ficando um pouco para trás. Mas retomamos algumas posições na chegada à ilha, conseguimos encontrar um bom ritmo”, analisou Samuel Albrecht, representante brasileiro nos Jogos do Rio 2016 na classe Nacra e tripulante do Crioula.

O vencedor no corrigido na IRC foi o Itajaí Sailing Team. ”Foi uma regata complicada com ventos em todas as direções. Fomos felizes dessa vez”, falou Marcelo Gusmão, do Itajaí. BL3 Urca e Asbar completaram as três primeiras colocações na categoria. Na RGS, o vencedor na Alcatrazes foi o Fantasma, seguido pelo My Boy e Pi Clube Café.

Os resultados completos estão disponíveis no site oficial do evento:svilhabela.com.br/2016/resultados.

Programação da Semana de Vela

De segunda (4) à sábado (9), mais de 100 regatas estão programadas para o Canal de Ilhabela, começando pelo torneio por equipes e o Grand Prix dos 30 pés na segunda-feira (2). Durante o período também será definido os vencedores dos campeonatos Brasileiro de IRC e Sul-Americano de ORC.

Em paralelo com o evento esportivo também haverá diariamente uma programação cultural completa com shows musicais, espetáculos culturais, palestras e gastronomia no centro histórico da ilha. No sábado (9), haverá o tradicional desfile das embarcações com a presença do Navio Veleiro “Cisne Branco”, embarcação utilizada no treinamento de formação nas Forças Armadas, a partir de 10h. No mesmo dia, à noite, será realiza a premiação dos campeões.

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Atleta de três olimpíadas brilha na abertura da Semana de Vela de Ilhabela
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Antonio Alonso

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

A 43ª Semana de Vela de Ilhabela teve início neste domingo (3) com 135 barcos inscritos e com a realização de três regatas de longo percurso, uma tradição do maior evento de vela oceânica da América Latina. O Canal de São Sebastião amanheceu encoberto pela névoa do mar e sem vento. Mas o sol e uma brisa de 6 nós logo apareceram para marcar a estreia da competição em 2016. Às 10h35, o veleiro Cisne Branco da deu a largada para as provas. Os vencedores da Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil (80 quilômetros) só serão conhecidos na madrugada de segunda (4). Já nas provas de menor distância, os ganhadores foram Phoenix (André Fonseca) na Ilha de Toque-Toque por Boreste (45 quilômetros) e Ginga (Breno Chvaicer) na Renato Frankenthal (35 quilômetros). Os resultados completos ficarão disponíveis no site oficial do evento: svilhabela.com.br/2016/resultados.

André ‘Bochecha’Fonseca, atleta de três olimpíadas e três edições da Volta ao Mundo, levou seu HPE 30 à vitória na Ilha de Toque-Toque por Boreste, que reuniu veleiros das categorias C-30, HPE 30, Mini, Bico de Proa, Clássicos e BRA-RGS C. ”A gente conseguiu pegar vento do início ao fim, que apenas ficou fraco no contorno à ilha. Terminamos em primeiro logo no começo do campeonato e isso é bom”, conta Bochecha, que fez três campanhas olímpicas em Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008.

A Renato Frankenthal foi vencida novamente pelo Ginga, que mantém o troféu transitório da prova. A tripulação de Breno Chvaicer é uma espécie de Real Madrid ou Barcelona da vela, terminando em primeiro lugar os principais campeonatos na classe HPE. ”O segredo para o sucesso é treinamento. Estamos contentes por ficar com a vitória mais uma vez, principalmente pela regata ter sido bastante complicada com ventos fracos e rondados”, diz Breno Chvaicer.

Entre os dois J70 que também fizeram a Renato Frankenthal, o primeiro lugar ficou com o Tô Nessa (Renato Cunha). A categoria que substitui a J24 no mercado náutico terá ao todo cinco veleiros nas regatas programadas para a Semana de Vela de Ilhabela.

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Foto: Fred Hoffmann/Fotop

Alcatrazes

A regata mais longa da competição é Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, que passa a madrugada em atividade. Os barcos das classes ORC, IRC, BRA-RGS A e B e RGS SILVER sofreram com a falta de vento, principalmente após contornar a Ilha da Sapata. Na largada, os veleiros saíram com vento de popa e corrente a favor. Na volta o vento diminuiu muito – quase parando em alguns pontos – e a situação se inverteu com vento contra e corrente também. Esse fenômeno limita a velocidade dos veleiros.

Nesta segunda-feira (4), os barcos das classes HPE30 e C30 aproveitam o dia de descanso da Semana de Vela de Ilhabela e voltam à água para o Grand Prix dos 30 pés. O desafio é uma das atrações paralelas do evento, com regatas programadas até terça-feira, valendo para um campeonato a parte. O objetivo é colocar em prática habilidade, investimento e entrosamento das tripulação num evento de nível internacional.

Programação da Semana de Vela

De segunda (4) à sábado (9), mais de 100 regatas estão programadas para o Canal de Ilhabela, começando pelo torneio por equipes e o Grand Prix dos 30 pés na segunda-feira (2). Durante o período também será definido os vencedores dos campeonatos Brasileiro de IRC e Sul-Americano de ORC.

Em paralelo com o evento esportivo também haverá diariamente uma programação cultural completa com shows musicais, espetáculos culturais, palestras e gastronomia no centro histórico da ilha. No sábado (9), haverá o tradicional desfile das embarcações com a presença do Navio Veleiro “Cisne Branco”, embarcação utilizada no treinamento de formação nas Forças Armadas, a partir de 10h. No mesmo dia, à noite, será realiza a premiação dos campeões.

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