Sobre as Águas

Arquivo : Volta ao Mundo

Vestas 11th Hour Racing lança campanha na Volvo Ocean Race com mensagem
Comentários Comente

Antonio Alonso

Foto: Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race

A quarta equipe da Volvo Ocean Race 2017-18 foi revelada nesta terça-feira (21) em eventos simultâneos em Aarhus (Dinamarca) e Newport, Rhode Island (Estados Unidos). Trata-se da Vestas 11th Hour Racing, barco que será liderado pela dupla norte-americana de Charlie Enright e Mark Towill. A equipe com bandeira da Dinamarca e dos Estados Unidos volta para o evento após a campanha na edição anterior.

O objetivo do time será promover a mensagem de sustentabilidade em todo o mundo. A ideia é ampliar a visão global da empresa, que é líder em soluções de energia sustentável. “Estamos trabalhando duro na construção de uma equipe competitiva. Vamos navegar bastante em abril e maio após pegar o barco remodelado em Lisboa”, disse Charles Enright, que em 2014-15 liderou o Team Alvimedica, equipe que correu com as bandeiras turca e norte-americana.

Já a Vestas competiu em 2014-15 com o nome de Team Vestas Wind, mas um acidente na segunda etapa atrapalhou o time. O veleiro encalhou nas Ilhas Maurício e, depois um longo processo de retirada, o barco foi quase todo reconstruído, voltando na penúltima etapa apenas.

Esta é a primeira vez na história da Volvo Ocean Race que três grandes patrocinadores voltam para a edição seguinte. Vestas, Dongfeng e MAPFRE estarão na linha de partida em outubro deste ano. A equipe holandesa Team AkzoNobel foi a primeira a anunciar a campanha. O conceito de barco one-design reduziu a necessidade das equipes se prepararem muto tempo antes. Todos os veleiros são idênticos, prestigiando assim o talento das tripulações.

A Volvo Ocean Race também revelou uma mudança no percurso. Uma boia especial na costa de Aarhus, na Dinamarca, será passagem obrigatória dos barcos na etapa derradeira entre Gotemburgo e Haia.

“As equipes estarão na sua última etapa depois de correr 45.000 milhas e passar pela marca de Aarhus será um grande desafio para a flotilha”, disse Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “A Dinamarca tem uma grande história na regata”.

Vinte e cinco velejadores dinamarqueses competiram na Volvo Ocean Race até hoje e duas equipes correram sob a bandeira do país escandinavo: SAS Baia Viking em 1985-86 e Team Vestas Wind em 2014-15.

“Esta será uma grande experiência para todos! Trará uma grande atenção internacional para Aarhus, beneficiando o crescimento e desenvolvimento da cidade”, disse o prefeito de Aarhus, Jacob Bundsgaard.

As equipes partirão de Alicante em 22 de outubro e percorrem 45 mil milhas náuticas passando por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Ghangzhou, Auckland, Itajaí, Newport, Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Sobre a Vestas 11th Racing

“A Volvo Ocean Race é uma plataforma eficiente para a Vestas. Vamos promover a nossa nova visão e as nossas soluções de energia nos principais mercados, além do relacionamento com os clientes”, disse Anders Runevad, presidente e CEO da Vestas.

É também uma plataforma ideal para a 11th Hour Racing, um programa da Fundação Família Schmidt que estabelece parcerias estratégicas dentro da modalidade promovendo a mudança sistêmica para a saúde do nosso ambiente marinho.

Wendy Schmidt, co-fundadora da 11th Hour Racing e presidente da The Schmidt Family Foundation, acrescentou: “Mark e Charlie têm sido embaixadores da 11th Hour Racing nos últimos dois anos, tendo testemunhado em primeira mão durante a última Volvo Ocean Race as muitas formas de poluição e detritos de plástico que estão destruindo a vida do oceano e ameaçando todos nós. Nossa parceria com a Vestas é inspirar mudanças na forma como pensamos sobre a energia e os recursos naturais do planeta”.

Foto: Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race


‘Quase brasileira’ integra barco chinês na Volvo Ocean Race 2017-18
Comentários Comente

Antonio Alonso

Carolijn Brouwer, Dongfeng Race Team.

A equipe do Dongfeng Race Team anunciou a contratação de duas velejadoras para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. A holandesa criada no Brasil Carolijn Brouwer e a francesa Marie Riou integram o barco chinês na regata. A chegada das atletas marca um novo momento da Volta ao Mundo com as regras para impulsionar tripulações com homens e mulheres juntos. As velejadoras, que somam ao todo cinco participações em olimpíadas, foram chamadas pelo comandante francês Charles Caudrelier para se juntar a Jerémie Beyou (França), Stu Bannatyne (Nova Zelândia) e Daryl Wislang (Nova Zelândia).

A holandesa Carolijn Brouwer fala perfeitamente o português! A atleta foi criada no Brasil, mais precisamente em Niterói (RJ) e Belo Horizonte (MG). Foi com a família Grael que a holandesa de 43 anos aprendeu as manhas da modalidade. Em seu país, Carolijn Brouwer é apontada como uma das melhores da modalidade com três participações olímpicas. São duas aparições na Volvo Ocean Race ( Amer Sports Too em 2001-012 e Team SCA em 2014-15) foram de destaque. Na parada de Itajaí, em 2015, ela foi a mais festejada quando o Team SCA aportou na Vila da Regata.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte da equipe. Uma das razões pelas quais eu queria me juntar ao Dongfeng Race Team é por causa de seu forte espírito de equipe. A Volvo Ocean Race é única. É um desafio físico e mental. Minha meta será vencer a regata”, disse Carolijn Brouwer.

A outra atleta contratada pelo Dongfeng Race Team é a francesa Marie Riou, de 35 anos. Com duas olimpíadas no currículo – uma delas a Rio 2016 na classe NACRA 17 – a velejadora conta com quatro títulos mundiais na categoria. Riou fará sua estreia na Volta ao Mundo. “Eu queria participar da Volvo Ocean Race desde os meus 10 anos de idade. Embora a minha principal experiência seja nas regatas costeiras, sempre sonhei em navegar pelo mar adentro”.

A dupla foi escolhida depois de uma série de testes e análises dentro e fora d’água na Austrália e Portugal. Charles Caudrelier, que será skipper do Dongfeng pela segunda vez consecutiva, aprovou as duas velejadoras escolhidas. “Eu chamei a Carolijn, pois ela nos venceu várias vezes quando integrava o Team SCA nas In-Port Races. Ela trabalha muito bem no leme e tem um passado olímpico de sucesso. Isso lhe deu velocidade e conhecimento do momento certo de imprimir essa rapidez”.

Sobre Marie Riou, o comandante elogiou sua experiência olímpica e seus conhecimentos de vela. “Ela é da Bretanha (região da França com tradição em vela oceânica), tem força e está acostumada a velejar com os caras”. A classe NACRA é a única do calendário olímpico que exige um velejador e uma velejadora.

Marie Riou, Dongfeng Race Team.

A seleção de Brouwer e Riou é o primeiro sinal de que a mudança de regra, trazida pela Volvo Ocean Race nesta edição, a fim de incentivar as mulheres, terá um impacto significativo na modalidade. As equipes masculinas serão limitadas a apenas sete atletas, mas os times que incluírem mulheres poderão escolher algumas combinações, incluindo sete homens e mais uma ou duas mulheres e cinco homens e cinco mulheres. O restante da equipe do Dongfeng será anunciado nos próximos dias.

O Dongfeng é um dos três times confirmados até o momento ao lado de Team AkzoNobel (Holanda) e MAPFRE (Espanha). A quarta equipe será anunciada até o fim de março.

A regata começa em 22 de outubro em Alicante e passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport Rhode Island, Cardiff e Gotemburgo, antes do grande final em Haia, no fim de junho.

Velejadora: Carolijn Brouwer

Nascimento: 25 de julho de 1973

Local de nascimento: Leiden, Holanda

Número de Volvo Ocean Races: 2

Currículo: três participações olímpicas e vários títulos mundiais

 

Velejadora: Marie Riou

Nascimento: 21 de agosto de 1981

Local de nascimento: Plougastel-Daoulas, França

Currículo: duas participações em olimpíadas e quatro títulos mundiais


Equipes da Volvo Ocean Race se movimentam
Comentários Comente

Antonio Alonso

A Volvo Ocean Race 2017-18 começa em outubro e as equipes confirmadas até o momento se movimentam no mercado para formar suas tripulações. O chinês Dongfeng Race Team foi rápido e trouxe o francês Jérémie Beyou, velejador que terminou recentemente uma volta ao mundo em solitário – Vendée Globe – em terceiro lugar. Além dele, o time de Charles Caudrelier recrutou os neozelandeses Stu Bannatyne e Daryl Wislang, o último integrou o campeão da temporada passada (Abu Dhabi). Atletas da China estão sendo testados e devem formar o grupo nos próximos dias.

“É um desafio muito grande e emocionante. Temos grandes expectativas para um bom resultado nesta regata. Sabemos exatamente o que precisamos fazer bem. O Dongfeng é uma equipe interessante, pois temos atletas de diferentes idades, nacionalidades e origens. Temos velejadores de oceano, de regatas com barcos menores e veteranos de Volvo”, disse Jérémie Beyou.

Stu Bannatyne tem sete participações na Volvo Ocean Race, incluindo tês títulos: New Zealand Endeavour, Illbruck Challenge e Ericsson 4. Seu compatriota Daryl Wislang correu quatro vezes a regata e estava na tripula vencedora da edição passada. A equipe da China segue em Lorient, na França, fazendo testes.

Espanhóis se reforçando

O MAPFRE está a cada dia anunciando integrantes para sua equipe de terra e também para o barco. A última novidade do comandante Xabi Fernandez foi a inclusão do velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons. Pela segunda vez seguida no barco espanhol e a quarta na volta ao mundo, o espanhol será proeiro da equipe na regata, que começa em outubro deste ano. . Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.
”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

A Volvo Ocean Race começa em Alicante no dia 22 de outubro e termina em Haia no final de junho de 2018. A regata contará com um total de 12 cidades-sede e levará as equipes para um desafio de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. Três equipes já anunciaram suas campanhas – Team AkzoNobel (comandado por Simeon Tienpont), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier) e MAPRE (Xabi Fernández).


Conhecido como MacGyver, espanhol volta ao time da MAPFRE
Comentários Comente

Antonio Alonso

O velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons volta ao MAPFRE para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Conhecido por ter até uma torcida organizada, o espanhol vai para sua quarta volta ao mundo consecutiva. Com 35 anos, o proeiro “Ñeti” retorna à sua função na equipe, que será comandada por Xabi Fernández.

Em 2008, o espanhol começou a velejar na Volvo Ocean Race como um dos tripulantes com menos de 30 anos na equipe do Telefónica Black (comandado por Fernando Echávarri). Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.

”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

”O objetivo agora é preparar o veleiro, treinar o resto da tripulação e chegar pronto para a largada em 22 de outubro com o barco nas melhores condições. A equipe quer estar sempre no pódio”, disse o espanhol, que prima por ser positivo, trabalhador e bom de grupo.


Xabi Fernández será o comandante do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18
Comentários Comente

Antonio Alonso

Francisco Vignale / MAPFRE / Volvo Ocean Race

O campeão olímpico espanhol Xabi Fernández retorna à campanha de seu país na Volta ao Mundo depois de revezar na função na última edição com seu parceiro de longa data Iker Martínez.

Alicante, Espanha, 17 de fevereiro de 2017 – Aos 40 anos, o espanhol Xabi Fernández tem pela frente mais um desafio na sua carreira de velejador profissional. Comandar o MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. O campeão olímpico de Atenas 2004 e vice em Pequim 2008 foi anunciado, nesta quinta-feira (16), como o principal nome da campanha espanhola para a Volta ao Mundo, substituindo seu parceiro Iker Martínez. Xavi está escalado para sua quinta participação no evento.

“A Volvo Ocean Race é um desafio enorme, que combina aventura, técnica, experiência, logística e outros atributos que fazem do evento importante”, disse o atleta espanhol. “Ter a sorte de estar de volta à linha de partida, com a chance de vencer, é algo de que estamos muito orgulhosos e agradeço a MAPFRE por acreditar em um projeto que começou em 2014”.

Xabi Fernández não vai assumir agora seu posto de comandante do MAPFRE. Ele está em outro grande desafio, a America’s Cup a bordo do Land Rover BAR, barco comandado por Ben Ainslie.

Mais sobre o comandante do MAPFRE

Xavi e seu parceiro Iker dividiram o comando do MAPFRE em 2014-15, pois o então skipper estava em campanha olímpica. Mas a liderança não foi dada à toa. Xabi Fernández já correu a Volvo Ocean Race com o Movistar em 2005-06, Teléfonica Blue em 2008-09, Teléfonica in 2011-12, e como citado acima no MAPFRE na edição passada.

“Os objetivos a curto prazo são, em primeiro lugar, terminar o trabalho no barco no The Boatyard, em Lisboa, no final do mês. Mais tarde, nós vamos confirmar o resto da tripulação com os treinamentos que começam em Sanxenxo, na Espanha, em meados de março”.

Xabi continuou. “Temos oito meses de trabalho duro e otimização pela frente – não apenas em termos de barco, mas no desempenho da equipe – para que possamos partir de Alicante, em 22 de outubro, com uma possibilidade real de vencer”.

O MAPFRE competiu na Volvo Ocean Race pela primeira vez em 2014-15, continuando uma história de sucesso de um veleiro espanhol na disputa em oito das 12 edições.

Antonio Huertas, presidente da MAPFRE, elogiou o novo comandante: “Xabi é um skipper fantástico, que está comprometido com a MAPFRE e compartilha nossos valores. Sabemos que ele vai orgulhosamente levar o nome MAPFRE em todo o mundo”.

Pedro Campos, gerente geral da equipe, está envolvido em todas as edições desde 2005-06. “Não há um velejador no mundo que não respeite o talento, experiência e a determinação de Xabi. Na última edição, ele demonstrou claramente sua capacidade de organizar e liderar, obtendo sucesso como a vitória quarta etapa em Auckland, na Nova Zelândia. Sem dúvida, Xabi é o melhor skipper possível para o MAPFRE”.

A Volvo Ocean Race começa em Alicante no dia 22 de outubro e termina em Haia no final de junho. A regata contará com um total de 12 cidades-sede e levará as equipes para um desafio de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo.

Três equipes já anunciaram suas campanhas – Team AkzoNobel (comandado por Simeon Tienpont), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier) e MAPRE (Xabi Fernández).

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Francisco Vignale / MAPFRE / Volvo Ocean Race


MAPFRE tem equipe de terra experiente para Volvo Ocean Race 2017-18
Comentários Comente

Antonio Alonso

Uma equipe de volta ao mundo não é formada apenas pelos velejadores e navegadores a bordo nas regatas. A cada milha navegada pelos barcos, é impossível destacar o mérito dos integrantes da equipe de terra, que fazem toda a preparação das embarcações antes das etapas. Esse grupo é formado por especialistas em várias áreas e, para a edição 2017-18, o MAPFRE já tem definido seu capitão e seu construtor naval, Santiago Pablos e Gonzalo Fernández “Nervio” de Velasco, respectivamente .

Santi Pablos e “Nervio” contam com muitos anos de experiência no mundo da vela. No caso do “Nervio”, mais de 22 anos como integrante de equipes de terra. Ele com 23 anos já estava na função em uma campanha de America’s Cup. O primeiro grande projeto de Santiago Pablos foi nesse evento em 2007, que durou dois anos e meio na base de Valência para o Desafio Espanhol. Depois, ele trabalhou na Barcelona World Race com o IMOCA 60 “MAPFRE” de Iker Martínez y Xabi Fernández e brilhou na mesma equipe na Volvo Ocean Race 2014-15.
Santi, que também estava na Volta ao Mundo passada, é ligeiro na arte dos sistemas de barco e motor como hidráulica. “Em outras palavras, tudo está relacionado à fibra no barco, tanto a parte de estrutura, choque e peças”, explica. “E, claro, o acabamento do barco precisa ser perfeito para navegar melhor”.

A dupla já embarca para Lisboa, na próxima segunda-feira, local onde está o MAPFRE: “O barco sai do processo de pintura e montagem final. Nosso objetivo é verificar se tudo está correto e começar a preparar o MAPFRE”, disse Nervio.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.


Volvo Ocean Race comemora 45 anos com regata envolvendo lendas da vela
Comentários Comente

Antonio Alonso

A Volvo Ocean Race quer premiar seus fãs com uma regata envolvendo os barcos e velejadores ícones dos 45 anos de história da Volta ao Mundo. A Legends Race será aberta a todos os veleiros que participaram da Whitbread Round the World Race ou da própria Volvo Ocean Race desde 1973. O anúncio foi feito no seminário anual do evento, que ocorre em Gotemburgo, na Suécia. Entre os prováveis participantes deve estar o Maiden, que foi um veleiro 100% feminino na edição 1989-1990

“O Maiden foi encontrado em um triste estado há alguns anos em Seychelles e desde então tenho trabalhado muito duro para recuperá-lo e levá-lo de volta à sua antiga glória novamente”, disse Tracy Edwards, que comendou o time feminino.

O plano para a Legends é incluir classe Maxi,a Volvo Ocean 60 e uma classe com regra aberta. As paradas da Suécia e da Holanda recebem as provas inicialmente. “A Race Legends irá adicionar muita emoção para a stopover em Gotemburgo, a penúltima da próxima edição”, disse Camilla Nyman, CEO da Gothenburg & Co, organizadores da parada em Gotemburgo. “Vamos receber os barcos famosos e tripulações para esse encontro histórico”.

Frank van der Peet, chefe da equipe de organização da parada holandesa de Haia, acrescentou: “A Holanda tem uma história rica e bem sucedida com a Whitbread e a Volvo Ocean Race. Por isso estamos muito entusiasmados com essa ação”.

Tanya Visser/PPL

Tanya Visser/PPL


MAPFRE retorna para mais uma campanha da Volvo Ocean Race
Comentários Comente

Antonio Alonso

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha, 31 de janeiro de 2017 – O MAPFRE está de volta à Volvo Ocean Race para a edição 2017-18. O barco espanhol, que leva o nome de uma empresa de seguros global, é o terceiro time confirmado para a regata, que começa em outubro deste ano. Além do espanhóis, a Volta ao Mundo terá o chinês Dongfeng Race Team e o holandês team AkzoNobel.

Na última edição da Volvo Ocean Race, em 2014-15, o MAPFRE venceu a perna de Auckland e pegou pódio em outras três oportunidades. O retorno do barco espanhol é uma prova do sucesso do projeto, que atrelou esporte com lado comercial.

O presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, disse é uma honra para a empresa estar numa das competições mais difíceis do esporte mundial. ”A competição de vela representa os mesmos valores que nos definem como uma empresa”.

“Nossa experiência na última edição, com uma grande equipe de profissionais, comprometida e determinada a fazer o melhor nesta regata, foi muito positiva. Além disso, a Volvo Ocean Race terá paradas em alguns de nossos principais mercados, como Espanha, Brasil e Estados Unidos, e assim aumentaremos o reconhecimento da marca da MAPFRE em nível internacional”.

A Espanha tem forte tradição na regata, competindo em oito das 12 edições da Volta ao Mundo. No entanto, nenhum barco do país venceu a regata.

“É uma grande notícia confirmar uma equipe espanhola para a próxima edição e, é claro, é bom ver outro patrocinador voltar para a regata depois de uma campanha bem sucedida”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. “Com Alicante confirmada recentemente como a largada para as três edições seguintes, a Espanha tem um papel significativo na história. Será importante ver os fãs espanhóis nas docas para saludar o time local”.

O diretor da campanha espanhola será mais uma vez Pedro Campos, que iniciou sua trajetória na edição 2005-6 com o MOVISTAR.

Ele irá anunciar o comandante e os tripulantes nos próximos dias. Em 2014-15, o MAPFRE contou com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como tático e o português Renato Conde como integrante da equipe de terra.

“Estamos muito gratos e orgulhosos de ter o apoio total da MAPFRE mais uma vez pela grande aventura que é a Volvo Ocean Race. É provavelmente o evento mais longo, mais difícil e mais extremo no mundo esportivo. Estar na linha de partida de Alicante com a chance de tentar vencer é o nosso primeiro grande desafio e nosso trabalho para os próximos meses”.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Uma mudança de regra recente fornece um grande incentivo para que as equipes incluam velejadoras como parte da tripulação, enquanto uma série de outras iniciativas foram anunciadas no ano passado para tornar as regatas mais equilibradas do que nunca.

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch


Mussulo 40 no topo do pódio
Comentários Comente

Antonio Alonso

cape

A tripulação do barco angolano Mussulo 40, patrocinado pela empresa multinacional angolana de Telecom Angola Cables, recebeu o prêmio pela primeira colocação conquistada na classe Double Hand da regata Cape2Rio. A cerimônia ocorreu na noite de sexta-feira, no Iate Clube do Rio de Janeiro. Não faltaram motivos para o comandante José Guilherme Caldas e o skipper brasileiro Leonardo Chicourel, comemorarem. Além da chegada em primeiro, a dupla conseguiu bater o recorde na categoria com o tempo final de 16 dias, 14 horas 22 minutos e 12 segundos – o melhor índice alcançado até então era do barco Privateer, conquistado em 2014, com 17 dias, 20 horas e 43 minutos.

“Tivemos um grande desempenho que se refleriu no resultado. Foi a nossa primeira travessia em Double Hand e esperamos participar de mais provas nesta modalidade. O barco estava muito bem preparado para a regata e isso fez toda a diferença. Os treinamentos feitos ao longo do tempo no Brasil, Uruguai e Caribe foram essenciais para mantermos um alto desempenho desde a largada, dia 1° de janeiro, sempre brigando pelos primeiros lugares, mesmo tendo barcos bem maiores e com mais tripulantes como competidores”, diz José Guilherme Caldas, comandante do Mussulo 40.

Angola Cables está na vanguarda da modalidade em Angola

O Mussulo 40 e Mussulo III são dois barcos patrocinados pela Angola Cables. A empresa também apoia dois velejadores do Clube Náutico de Luanda, que recentemente participaram do Campeonato Africano de Vela em Luanda. A relação entre a Angola Cables e a vela começou por acaso, quando um grupo de velejadores angolanos pediu apoio para participar na regata Cape2Rio de 2014.

“A vela é uma modalidade desportiva que envolve estratégias intensas, exige estar preparado para qualquer eventualidade e responder rapidamente às mudanças no ambiente; muito parecido com o nosso negócio. Existem ainda outros paralelos, como o fato de ser praticada à base de água e de termos milhares de quilómetros de cabos de fibra óptica no fundo do mar como parte da criação de redes intercontinentais de alta velocidade”, conclui António Nunes.


Austrália terá parada extra na Volvo Ocean Race de 2017-18
Comentários Comente

Antonio Alonso

Foto: Roberto Seba

Foto: Roberto Seba

A Volvo Ocean Race anunciou, na madrugada desta sexta-feira (27), a entrada de Melbourne na edição 2017-18 da volta ao mundo. A parada australiana será entre a perna da Cidade do Cabo e Hong Kong. Segundo a organização, os barcos devem chegar a Melbourne em 25 de dezembro, ou seja, no Natal.

A etapa entre a Cidade do Cabo e Melbourne terá 6.300 milhas náuticas. Os barcos vão ficar por uma semana na Austrália e não haverá In-port Race – regata local – em Melbourne. A largada para o próximo destino, que é Hong Kong, será dia 2 de janeiro do próximo ano. Ao todo, o evento de volta ao mundo terá 45 mil milhas náuticas. Em comparação com a edição passada, a regata terá três vezes mais navegação pelos mares do sul.

Sobre a Austrália

A mudança da rota de 2017-18 colocará a Austrália pela oitava vez no radar da Volvo Ocean Race. No entanto, será a primeira participação do país da Oceania em mais de uma década.

A história da Austrália na Volvo Ocean Race remonta à primeira edição em 1973-74. A regata parou pela primeira vez em Melbourne em 2005-06 e retorna agora para uma segunda vez. “Estamos muito satisfeitos por visitar Melbourne novamente – uma cidade vibrante de esporte e cultura com uma forte herança marítima”, disse o chefe de operações da Volvo Ocean Race, Richard Mason.

“Tendo nascido na Austrália, eu não poderia estar mais animado em ver a regata no Down Under (expressão coloquial usada para se referir aos países da Oceania). Os fãs da vela em todo o país vão adorar ver os barcos”.

As equipes vão deixar Alicante, Espanha, em 22 de outubro e partem para Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne e Hong Kong antes de uma transição sem valer pontos para Guangzhou, na China.

O ministro do turismo local, John Eren, comentou: “A Volvo Ocean Race é mais uma oportunidade para ver os melhores velejadores em ação. Grandes eventos são importantes para a economia. O governo local está orgulhoso com os patrocinadores envolvidos”.

As duas pernas dos mares do sul – da Cidade do Cabo a Melbourne, e Auckland para Itajaí – mais a perna do Atlântico Norte perto do final da regata, de Newport para Cardiff – terão pontos dobrados. A perna mais longa será de 7.600 milhas náuticas de Auckland para Itajaí.

A Volvo Ocean Race anunciou recentemente uma série de grandes mudanças nas regras da aventura clássica de 43 anos, incluindo um grande incentivo para as equipes competir com mulheres.

A regata fechou as datas para toda a rota 2017-18. As datas-chave são as seguintes:

Alicante
Abertura do Race Village – 11 de outubro de 2017
In-port Race de Alicante – 14 de outubro de 2017
Largada da perna 1 – 22 de outubro de 2017
– – – –
Lisboa
In-port Race de Lisboa – 28 de outubro de 2017
Largada da perna 2 – 5 de novembro de 2017
– – – –
Cidade do Cabo
In-Port Race da Cidade do Cabo – 8 de dezembro de 2017
Largada da perna 3 – 10 de dezembro de 2017
– – – –
Melbourne
Largada da perna 4 – 2 de janeiro de 2018
– – – –
Hong Kong e Guangzhou
In-Port Race de Hong Kong – 27 de janeiro de 2018
– – – –
In-Port Race de Guangzhou – 2 de fevereiro de 2018
– – – –
Largada da perna 5 – 7 de fevereiro de 2018
– – – –
Auckland
In-Port Race de Auckland – 10 de março de 2018
Largada da perna 6 – 18 de março de 2018
– – – –
Itajaí
In-Port Race de Itajaí – 20 de abril de 2018
Largada da perna 7 – 22 de abril de 2018
– – – –
Newport
In-Port Race de Newport – 19 de maio de 2018
Largada da perna 8 – 20 de maio de 2018
– – – –
Cardiff
In-Port Race de Cardiff – 8 de junho de 2018
Largada da perna 9 – 10 de junho de 2018
– – – –
Gotemburgo
In-Port Race de Gotemburgo – 17 de junho de 2018
Largada da perna 10 – 21 de junho de 2018
– – – –
Haia
In-Port Race de Haia – 30 de junho de 2018

Austrália na Volvo Ocean Race:

11 velejadoes australianos participaram na edição de 2014-15: Will Oxley (Alvimedica), Phil Harmer e Luke Parkinson, Sophie Ciszek, Stacey Jackson e Liz Wardley (SCA), Andrew Cape (Brunel), Chris Nicholson, Tom Johnson e Tom Addis (todos Team Wind Vestas), e Jack Bouttell (Dongfeng Race Team).

A Volvo Ocean Race visitou a Austrália sete vezes antes: Sydney em 1973-74, 1997-98 e 2001-02, Fremantle em 1989-90, 1993-94 e 1997-98 e Melbourne em 2005-06.

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Foto: Rob Blackburn

Foto: Rob Blackburn

Foto: Rob Blackburn

Foto: Rob Blackburn