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Vestas 11th Hour Racing lança campanha na Volvo Ocean Race com mensagem
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Antonio Alonso

Foto: Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race

A quarta equipe da Volvo Ocean Race 2017-18 foi revelada nesta terça-feira (21) em eventos simultâneos em Aarhus (Dinamarca) e Newport, Rhode Island (Estados Unidos). Trata-se da Vestas 11th Hour Racing, barco que será liderado pela dupla norte-americana de Charlie Enright e Mark Towill. A equipe com bandeira da Dinamarca e dos Estados Unidos volta para o evento após a campanha na edição anterior.

O objetivo do time será promover a mensagem de sustentabilidade em todo o mundo. A ideia é ampliar a visão global da empresa, que é líder em soluções de energia sustentável. “Estamos trabalhando duro na construção de uma equipe competitiva. Vamos navegar bastante em abril e maio após pegar o barco remodelado em Lisboa”, disse Charles Enright, que em 2014-15 liderou o Team Alvimedica, equipe que correu com as bandeiras turca e norte-americana.

Já a Vestas competiu em 2014-15 com o nome de Team Vestas Wind, mas um acidente na segunda etapa atrapalhou o time. O veleiro encalhou nas Ilhas Maurício e, depois um longo processo de retirada, o barco foi quase todo reconstruído, voltando na penúltima etapa apenas.

Esta é a primeira vez na história da Volvo Ocean Race que três grandes patrocinadores voltam para a edição seguinte. Vestas, Dongfeng e MAPFRE estarão na linha de partida em outubro deste ano. A equipe holandesa Team AkzoNobel foi a primeira a anunciar a campanha. O conceito de barco one-design reduziu a necessidade das equipes se prepararem muto tempo antes. Todos os veleiros são idênticos, prestigiando assim o talento das tripulações.

A Volvo Ocean Race também revelou uma mudança no percurso. Uma boia especial na costa de Aarhus, na Dinamarca, será passagem obrigatória dos barcos na etapa derradeira entre Gotemburgo e Haia.

“As equipes estarão na sua última etapa depois de correr 45.000 milhas e passar pela marca de Aarhus será um grande desafio para a flotilha”, disse Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “A Dinamarca tem uma grande história na regata”.

Vinte e cinco velejadores dinamarqueses competiram na Volvo Ocean Race até hoje e duas equipes correram sob a bandeira do país escandinavo: SAS Baia Viking em 1985-86 e Team Vestas Wind em 2014-15.

“Esta será uma grande experiência para todos! Trará uma grande atenção internacional para Aarhus, beneficiando o crescimento e desenvolvimento da cidade”, disse o prefeito de Aarhus, Jacob Bundsgaard.

As equipes partirão de Alicante em 22 de outubro e percorrem 45 mil milhas náuticas passando por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Ghangzhou, Auckland, Itajaí, Newport, Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Sobre a Vestas 11th Racing

“A Volvo Ocean Race é uma plataforma eficiente para a Vestas. Vamos promover a nossa nova visão e as nossas soluções de energia nos principais mercados, além do relacionamento com os clientes”, disse Anders Runevad, presidente e CEO da Vestas.

É também uma plataforma ideal para a 11th Hour Racing, um programa da Fundação Família Schmidt que estabelece parcerias estratégicas dentro da modalidade promovendo a mudança sistêmica para a saúde do nosso ambiente marinho.

Wendy Schmidt, co-fundadora da 11th Hour Racing e presidente da The Schmidt Family Foundation, acrescentou: “Mark e Charlie têm sido embaixadores da 11th Hour Racing nos últimos dois anos, tendo testemunhado em primeira mão durante a última Volvo Ocean Race as muitas formas de poluição e detritos de plástico que estão destruindo a vida do oceano e ameaçando todos nós. Nossa parceria com a Vestas é inspirar mudanças na forma como pensamos sobre a energia e os recursos naturais do planeta”.

Foto: Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race


‘Quase brasileira’ integra barco chinês na Volvo Ocean Race 2017-18
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Antonio Alonso

Carolijn Brouwer, Dongfeng Race Team.

A equipe do Dongfeng Race Team anunciou a contratação de duas velejadoras para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. A holandesa criada no Brasil Carolijn Brouwer e a francesa Marie Riou integram o barco chinês na regata. A chegada das atletas marca um novo momento da Volta ao Mundo com as regras para impulsionar tripulações com homens e mulheres juntos. As velejadoras, que somam ao todo cinco participações em olimpíadas, foram chamadas pelo comandante francês Charles Caudrelier para se juntar a Jerémie Beyou (França), Stu Bannatyne (Nova Zelândia) e Daryl Wislang (Nova Zelândia).

A holandesa Carolijn Brouwer fala perfeitamente o português! A atleta foi criada no Brasil, mais precisamente em Niterói (RJ) e Belo Horizonte (MG). Foi com a família Grael que a holandesa de 43 anos aprendeu as manhas da modalidade. Em seu país, Carolijn Brouwer é apontada como uma das melhores da modalidade com três participações olímpicas. São duas aparições na Volvo Ocean Race ( Amer Sports Too em 2001-012 e Team SCA em 2014-15) foram de destaque. Na parada de Itajaí, em 2015, ela foi a mais festejada quando o Team SCA aportou na Vila da Regata.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte da equipe. Uma das razões pelas quais eu queria me juntar ao Dongfeng Race Team é por causa de seu forte espírito de equipe. A Volvo Ocean Race é única. É um desafio físico e mental. Minha meta será vencer a regata”, disse Carolijn Brouwer.

A outra atleta contratada pelo Dongfeng Race Team é a francesa Marie Riou, de 35 anos. Com duas olimpíadas no currículo – uma delas a Rio 2016 na classe NACRA 17 – a velejadora conta com quatro títulos mundiais na categoria. Riou fará sua estreia na Volta ao Mundo. “Eu queria participar da Volvo Ocean Race desde os meus 10 anos de idade. Embora a minha principal experiência seja nas regatas costeiras, sempre sonhei em navegar pelo mar adentro”.

A dupla foi escolhida depois de uma série de testes e análises dentro e fora d’água na Austrália e Portugal. Charles Caudrelier, que será skipper do Dongfeng pela segunda vez consecutiva, aprovou as duas velejadoras escolhidas. “Eu chamei a Carolijn, pois ela nos venceu várias vezes quando integrava o Team SCA nas In-Port Races. Ela trabalha muito bem no leme e tem um passado olímpico de sucesso. Isso lhe deu velocidade e conhecimento do momento certo de imprimir essa rapidez”.

Sobre Marie Riou, o comandante elogiou sua experiência olímpica e seus conhecimentos de vela. “Ela é da Bretanha (região da França com tradição em vela oceânica), tem força e está acostumada a velejar com os caras”. A classe NACRA é a única do calendário olímpico que exige um velejador e uma velejadora.

Marie Riou, Dongfeng Race Team.

A seleção de Brouwer e Riou é o primeiro sinal de que a mudança de regra, trazida pela Volvo Ocean Race nesta edição, a fim de incentivar as mulheres, terá um impacto significativo na modalidade. As equipes masculinas serão limitadas a apenas sete atletas, mas os times que incluírem mulheres poderão escolher algumas combinações, incluindo sete homens e mais uma ou duas mulheres e cinco homens e cinco mulheres. O restante da equipe do Dongfeng será anunciado nos próximos dias.

O Dongfeng é um dos três times confirmados até o momento ao lado de Team AkzoNobel (Holanda) e MAPFRE (Espanha). A quarta equipe será anunciada até o fim de março.

A regata começa em 22 de outubro em Alicante e passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport Rhode Island, Cardiff e Gotemburgo, antes do grande final em Haia, no fim de junho.

Velejadora: Carolijn Brouwer

Nascimento: 25 de julho de 1973

Local de nascimento: Leiden, Holanda

Número de Volvo Ocean Races: 2

Currículo: três participações olímpicas e vários títulos mundiais

 

Velejadora: Marie Riou

Nascimento: 21 de agosto de 1981

Local de nascimento: Plougastel-Daoulas, França

Currículo: duas participações em olimpíadas e quatro títulos mundiais


Copa Suzuki de Vela Oceânica 2017 começa sábado
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Antonio Alonso

O mais regular campeonato de vela oceânica paulista inicia sua primeira etapa no próximo final de semana, em Ilhabela, SP. Promovida pelo Yacht Club de Ilhabela, a Copa Suzuki terá quatro etapas em 2017, nos meses de março, junho, setembro, novembro e dezembro que devem reunir velejadores das classes ORC, IRC, C30, HPE-25, BRA-RGS e Bico de Proa. Em 2016, as quatro etapas proporcionaram aos participantes mais de 30 regatas.

Neste ano, a comissão organizadora, sob responsabilidade de Carlos Eduardo Sodré, o “Cuca”, pretende inovar trazendo para a competição algumas alterações: “Sendo um campeonato regular e de longa duração, queremos proporcionar ao velejador mais opções de regatas diferentes. Alguns exemplos são a inclusão de um gate obrigatório em uma das pernas de algumas regatas da classe HPE, regatas com pontuação duplicada, novas regatas de percurso, enfim, garantir uma diversidade de situações para velejar”, comenta “Cuca”.

Incentivo aos velejadores de todos os níveis Tendo grande visibilidade no litoral norte paulista a Copa Suzuki também pretende “acolher” velejadores com as mais variadas experiências e expectativas: “Desde quem está começando na vela de oceano, ou quer apenas pura diversão, como é o caso da classe Bico de Proa, desde os mais competitivos, equipes como as classes HPE e C30, barcos de alta performance”, comenta o Diretor de Vela do Yacht Club de Ilhabela, Carlos Eduardo Souza e Silva, o “Kalu”.


Equipes da Volvo Ocean Race se movimentam
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Antonio Alonso

A Volvo Ocean Race 2017-18 começa em outubro e as equipes confirmadas até o momento se movimentam no mercado para formar suas tripulações. O chinês Dongfeng Race Team foi rápido e trouxe o francês Jérémie Beyou, velejador que terminou recentemente uma volta ao mundo em solitário – Vendée Globe – em terceiro lugar. Além dele, o time de Charles Caudrelier recrutou os neozelandeses Stu Bannatyne e Daryl Wislang, o último integrou o campeão da temporada passada (Abu Dhabi). Atletas da China estão sendo testados e devem formar o grupo nos próximos dias.

“É um desafio muito grande e emocionante. Temos grandes expectativas para um bom resultado nesta regata. Sabemos exatamente o que precisamos fazer bem. O Dongfeng é uma equipe interessante, pois temos atletas de diferentes idades, nacionalidades e origens. Temos velejadores de oceano, de regatas com barcos menores e veteranos de Volvo”, disse Jérémie Beyou.

Stu Bannatyne tem sete participações na Volvo Ocean Race, incluindo tês títulos: New Zealand Endeavour, Illbruck Challenge e Ericsson 4. Seu compatriota Daryl Wislang correu quatro vezes a regata e estava na tripula vencedora da edição passada. A equipe da China segue em Lorient, na França, fazendo testes.

Espanhóis se reforçando

O MAPFRE está a cada dia anunciando integrantes para sua equipe de terra e também para o barco. A última novidade do comandante Xabi Fernandez foi a inclusão do velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons. Pela segunda vez seguida no barco espanhol e a quarta na volta ao mundo, o espanhol será proeiro da equipe na regata, que começa em outubro deste ano. . Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.
”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

A Volvo Ocean Race começa em Alicante no dia 22 de outubro e termina em Haia no final de junho de 2018. A regata contará com um total de 12 cidades-sede e levará as equipes para um desafio de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. Três equipes já anunciaram suas campanhas – Team AkzoNobel (comandado por Simeon Tienpont), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier) e MAPRE (Xabi Fernández).


Vela: Antonio Piris será o chefe da equipe de terra do MAPFRE na VOR
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Antonio Alonso

O espanhol Antonio Piris (53) terá uma nova missão a partir desta temporada. Ele terá a responsabilidade de chefiar a equipe de terra do barco MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. Será sua estreia nesse tipo de função. Em sua carreira profissional, Toño Piris – como é apelidado em seu país – tem experiência de sobra no mundo da vela oceânica, incluindo a disputa da Copa América (três vezes), Barcelona World Race (3º em 2010-11) e até na Whitbread Round the World (versão anterior da Volvo Ocean Race).

Antonio Piris já está em Lisboa, onde fica o estaleiro da regata de volta ao mundo. ”Tenho uma grande equipe ao redor e o objetivo inicial é fazer um bom trabalho, além de ter sempre a possibilidades do pódio ou até mesmo da vitória. Acho que temos muitas chances de ganhar”.

Ele emendou: ”Temos que deixar o MAPFRE melhor preparado para desempenhar o seu papel”.

Além da nomeação de Toño Piris como chefe da equipe de terra, o barco espanhol confirmou mais outros nomes. São eles: Maria Bertrand (Chefe de Logística), Iñigo Losada (Chefe da Saúde ), Juan Pinacho (gerente de cabos e mastreação). Todos eles se juntam a Gonzalo de Velasco “Nervio” e Santi Pablos

Antonio “Talpi” Piris, chefe da equipe de terra do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18

Fotos: Amalia Infante/Volvo Ocean Race


Conhecido como MacGyver, espanhol volta ao time da MAPFRE
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Antonio Alonso

O velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons volta ao MAPFRE para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Conhecido por ter até uma torcida organizada, o espanhol vai para sua quarta volta ao mundo consecutiva. Com 35 anos, o proeiro “Ñeti” retorna à sua função na equipe, que será comandada por Xabi Fernández.

Em 2008, o espanhol começou a velejar na Volvo Ocean Race como um dos tripulantes com menos de 30 anos na equipe do Telefónica Black (comandado por Fernando Echávarri). Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.

”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

”O objetivo agora é preparar o veleiro, treinar o resto da tripulação e chegar pronto para a largada em 22 de outubro com o barco nas melhores condições. A equipe quer estar sempre no pódio”, disse o espanhol, que prima por ser positivo, trabalhador e bom de grupo.


Xabi Fernández será o comandante do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18
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Antonio Alonso

Francisco Vignale / MAPFRE / Volvo Ocean Race

O campeão olímpico espanhol Xabi Fernández retorna à campanha de seu país na Volta ao Mundo depois de revezar na função na última edição com seu parceiro de longa data Iker Martínez.

Alicante, Espanha, 17 de fevereiro de 2017 – Aos 40 anos, o espanhol Xabi Fernández tem pela frente mais um desafio na sua carreira de velejador profissional. Comandar o MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. O campeão olímpico de Atenas 2004 e vice em Pequim 2008 foi anunciado, nesta quinta-feira (16), como o principal nome da campanha espanhola para a Volta ao Mundo, substituindo seu parceiro Iker Martínez. Xavi está escalado para sua quinta participação no evento.

“A Volvo Ocean Race é um desafio enorme, que combina aventura, técnica, experiência, logística e outros atributos que fazem do evento importante”, disse o atleta espanhol. “Ter a sorte de estar de volta à linha de partida, com a chance de vencer, é algo de que estamos muito orgulhosos e agradeço a MAPFRE por acreditar em um projeto que começou em 2014”.

Xabi Fernández não vai assumir agora seu posto de comandante do MAPFRE. Ele está em outro grande desafio, a America’s Cup a bordo do Land Rover BAR, barco comandado por Ben Ainslie.

Mais sobre o comandante do MAPFRE

Xavi e seu parceiro Iker dividiram o comando do MAPFRE em 2014-15, pois o então skipper estava em campanha olímpica. Mas a liderança não foi dada à toa. Xabi Fernández já correu a Volvo Ocean Race com o Movistar em 2005-06, Teléfonica Blue em 2008-09, Teléfonica in 2011-12, e como citado acima no MAPFRE na edição passada.

“Os objetivos a curto prazo são, em primeiro lugar, terminar o trabalho no barco no The Boatyard, em Lisboa, no final do mês. Mais tarde, nós vamos confirmar o resto da tripulação com os treinamentos que começam em Sanxenxo, na Espanha, em meados de março”.

Xabi continuou. “Temos oito meses de trabalho duro e otimização pela frente – não apenas em termos de barco, mas no desempenho da equipe – para que possamos partir de Alicante, em 22 de outubro, com uma possibilidade real de vencer”.

O MAPFRE competiu na Volvo Ocean Race pela primeira vez em 2014-15, continuando uma história de sucesso de um veleiro espanhol na disputa em oito das 12 edições.

Antonio Huertas, presidente da MAPFRE, elogiou o novo comandante: “Xabi é um skipper fantástico, que está comprometido com a MAPFRE e compartilha nossos valores. Sabemos que ele vai orgulhosamente levar o nome MAPFRE em todo o mundo”.

Pedro Campos, gerente geral da equipe, está envolvido em todas as edições desde 2005-06. “Não há um velejador no mundo que não respeite o talento, experiência e a determinação de Xabi. Na última edição, ele demonstrou claramente sua capacidade de organizar e liderar, obtendo sucesso como a vitória quarta etapa em Auckland, na Nova Zelândia. Sem dúvida, Xabi é o melhor skipper possível para o MAPFRE”.

A Volvo Ocean Race começa em Alicante no dia 22 de outubro e termina em Haia no final de junho. A regata contará com um total de 12 cidades-sede e levará as equipes para um desafio de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo.

Três equipes já anunciaram suas campanhas – Team AkzoNobel (comandado por Simeon Tienpont), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier) e MAPRE (Xabi Fernández).

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Francisco Vignale / MAPFRE / Volvo Ocean Race


MAPFRE tem equipe de terra experiente para Volvo Ocean Race 2017-18
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Antonio Alonso

Uma equipe de volta ao mundo não é formada apenas pelos velejadores e navegadores a bordo nas regatas. A cada milha navegada pelos barcos, é impossível destacar o mérito dos integrantes da equipe de terra, que fazem toda a preparação das embarcações antes das etapas. Esse grupo é formado por especialistas em várias áreas e, para a edição 2017-18, o MAPFRE já tem definido seu capitão e seu construtor naval, Santiago Pablos e Gonzalo Fernández “Nervio” de Velasco, respectivamente .

Santi Pablos e “Nervio” contam com muitos anos de experiência no mundo da vela. No caso do “Nervio”, mais de 22 anos como integrante de equipes de terra. Ele com 23 anos já estava na função em uma campanha de America’s Cup. O primeiro grande projeto de Santiago Pablos foi nesse evento em 2007, que durou dois anos e meio na base de Valência para o Desafio Espanhol. Depois, ele trabalhou na Barcelona World Race com o IMOCA 60 “MAPFRE” de Iker Martínez y Xabi Fernández e brilhou na mesma equipe na Volvo Ocean Race 2014-15.
Santi, que também estava na Volta ao Mundo passada, é ligeiro na arte dos sistemas de barco e motor como hidráulica. “Em outras palavras, tudo está relacionado à fibra no barco, tanto a parte de estrutura, choque e peças”, explica. “E, claro, o acabamento do barco precisa ser perfeito para navegar melhor”.

A dupla já embarca para Lisboa, na próxima segunda-feira, local onde está o MAPFRE: “O barco sai do processo de pintura e montagem final. Nosso objetivo é verificar se tudo está correto e começar a preparar o MAPFRE”, disse Nervio.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.


Copa Brasil de Vela será em Porto Alegre
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Antonio Alonso

De 5 a 11 de março, a capital gaúcha receberá a IV Copa Brasil de Vela e a II Copa Brasil de Vela Jovem, principais competições do calendário nacional da modalidade. As duas competições serão disputadas paralelamente, a fim de dar uma oportunidade para os jovens velejadores terem contato com os atletas das classes olímpicas, incluindo ídolos cuja presença no evento está prevista, como Robert Scheidt e as atuais campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze.

O evento serve de seletiva para a formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017. Os atletas vencedores da IV Copa Brasil de Vela e os velejadores Sub 23 mais bem classificados na IV Copa Brasil de Vela, nas suas respectivas classes, passarão a fazer parte do plano de investimento da CBVela para participação nas principais competições internacionais deste ano, sendo constantemente analisados no Programa de Desenvolvimento Individual de Atletas durante todo o ciclo olímpico, até Tóquio 2020.

A IV Copa Brasil terá disputa nas seguintes classes: RS:X (Masc e Fem.), Laser Standard, Laser Radial (Fem.), Finn, 470 (Masc e Fem.), 49er, 49er FX, Nacra 17 (Misto), Kitesurf Hidrofoil Open (Tubular e Foil) e Kitesurf Hidrofoil Amador (Tubular).

A II Copa Brasil de Vela Jovem está aberta para as classes RS:X (Masc e Fem.), Laser Radial (Masc e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc e Fem.) e Hobie Cat 16 (Aberto).


Salvador será destino da regata internacional Transat Jacques Vabre 2017
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Dez anos desde a última edição na Bahia, a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica da mundo, terá Salvador como chegada na edição de 2017. A cidade brasileira disputava a candidatura para sediar o evento, que ocorre em novembro, com a colombiana Cartagena. O anúncio oficial foi feito na manhã desta terça-feira (14), na França.

A cidade recebeu a competição de 2001 a 2007 (a cada dois anos) e, ao lado de Itajaí (SC), são as únicas duas cidades brasileiras a serem porto de chegada da travessia. A largada oficial para a 13ª edição será dada no dia 5 de novembro, em Le Havre, e a previsão é de que os primeiros veleiros cheguem a Salvador no fim do mesmo mês. O trajeto terá ao todo 4.350 milhas náuticas – 8.056 quilômetros até a chegada na Baía de Todos os Santos.

“Esse percurso transatlântico que liga o Norte ao Sul [França e o Brasil] é mais exigente que uma simples travessia de Leste a Oeste. Requer dos velejadores qualidade técnica, planejamento estratégico, um bom conhecimento meteorológico e uma excelente condição física para completar o percurso”, explica Sylvie Viant, diretora de prova da Transat Jacques Vabre. Na última edição, 42 barcos participaram da disputa.

No ano em que a cidade de Salvador festeja seus 468 anos e a cidade de Le Havre completa meio milênio, a escolha da capital baiana marca também uma parceria entre as duas cidades, ambas consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco. “A edição de 2017 marca o retorno a um local histórico e emblemático para nós, que já recebeu várias vezes o evento”, afirma Xavier Mitjavila, presidente da JDE France e da Associação Transat Jacques Vabre.

Relação íntima com o Brasil
Embora o Brasil tenha um currículo vitorioso em Olimpíadas, a Transat Jacques Vabre é uma das poucas competições em que o país fez história na vela de oceano. Em 2005, Walter Antunes foi o primeiro brasileiro a fazer o mesmo trajeto entre Le Havre e Salvador. Já em 2015, o campeão olímpico Edu Penido e Renato Araújo formaram a primeira equipe verde-amarela em 24 anos de regata.

Se o número de participantes brasileiros ainda é baixo, por outro lado o Brasil é o país que mais vezes recebeu o evento, seguido justamente pela Colômbia. Com uma edição a cada dois anos, Salvador foi a cidade de chegada entre os anos de 2001 e 2007. Já em 2013 e 2015, foi a cidade catarinense de Itajaí a segunda representante brasileira.

Sobre a regata
A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Participam quatro classes de veleiros: Class40, Multi50, IMOCA e Ultime, com 40, 50, 60 e até 100 pés respectivamente. A travessia ligando a Europa à América é disputada com apenas dois velejadores a bordo, que se revezam no comando da embarcação.

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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