Sobre as Águas

Arquivo : Transat Jacques Vabre

Salvador será destino da regata internacional Transat Jacques Vabre 2017
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Dez anos desde a última edição na Bahia, a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica da mundo, terá Salvador como chegada na edição de 2017. A cidade brasileira disputava a candidatura para sediar o evento, que ocorre em novembro, com a colombiana Cartagena. O anúncio oficial foi feito na manhã desta terça-feira (14), na França.

A cidade recebeu a competição de 2001 a 2007 (a cada dois anos) e, ao lado de Itajaí (SC), são as únicas duas cidades brasileiras a serem porto de chegada da travessia. A largada oficial para a 13ª edição será dada no dia 5 de novembro, em Le Havre, e a previsão é de que os primeiros veleiros cheguem a Salvador no fim do mesmo mês. O trajeto terá ao todo 4.350 milhas náuticas – 8.056 quilômetros até a chegada na Baía de Todos os Santos.

“Esse percurso transatlântico que liga o Norte ao Sul [França e o Brasil] é mais exigente que uma simples travessia de Leste a Oeste. Requer dos velejadores qualidade técnica, planejamento estratégico, um bom conhecimento meteorológico e uma excelente condição física para completar o percurso”, explica Sylvie Viant, diretora de prova da Transat Jacques Vabre. Na última edição, 42 barcos participaram da disputa.

No ano em que a cidade de Salvador festeja seus 468 anos e a cidade de Le Havre completa meio milênio, a escolha da capital baiana marca também uma parceria entre as duas cidades, ambas consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco. “A edição de 2017 marca o retorno a um local histórico e emblemático para nós, que já recebeu várias vezes o evento”, afirma Xavier Mitjavila, presidente da JDE France e da Associação Transat Jacques Vabre.

Relação íntima com o Brasil
Embora o Brasil tenha um currículo vitorioso em Olimpíadas, a Transat Jacques Vabre é uma das poucas competições em que o país fez história na vela de oceano. Em 2005, Walter Antunes foi o primeiro brasileiro a fazer o mesmo trajeto entre Le Havre e Salvador. Já em 2015, o campeão olímpico Edu Penido e Renato Araújo formaram a primeira equipe verde-amarela em 24 anos de regata.

Se o número de participantes brasileiros ainda é baixo, por outro lado o Brasil é o país que mais vezes recebeu o evento, seguido justamente pela Colômbia. Com uma edição a cada dois anos, Salvador foi a cidade de chegada entre os anos de 2001 e 2007. Já em 2013 e 2015, foi a cidade catarinense de Itajaí a segunda representante brasileira.

Sobre a regata
A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Participam quatro classes de veleiros: Class40, Multi50, IMOCA e Ultime, com 40, 50, 60 e até 100 pés respectivamente. A travessia ligando a Europa à América é disputada com apenas dois velejadores a bordo, que se revezam no comando da embarcação.

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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Twitter: https://twitter.com/TransatJV_br


Barco de Itajaí é o primeiro confirmado na Semana de Vela de Ilhabela
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Antonio Alonso

ilhabela

O primeiro barco a se inscrever na Semana de Vela de Ilhabela 2016 foi o Itajaí Sailing Team. A equipe de Santa Catarina terá nomes importantes no cenário da modalidade como Marcelo Gusmão, Daniel Glomb e o técnico será André ‘Bochecha’ Fonseca, que recentemente disputou a Volvo Ocean Race como único tripulante brasileiro. O barco que leva o nome da cidade, que foi sede das duas últimas Volta ao Mundo e Transat Jacques Vabre, tem o objetivo de fazer bonito nas regatas, marcadas para o período entre 1 e 9 de julho, no Yacht Club de Ilhabela.

”O motivo que fez sermos o primeiro barco inscrito foi principalmente pela motivação que o evento proporciona a toda tripulação. Nossa confirmação no evento dá auto-estima e aumenta nosso compromisso ao projeto, que nasceu principalmente depois que Itajai recebeu as últimas duas paradas da regata Volvo Ocean Race e a Transat Jaques Vabre”, disse Alexandre Santos, idealizador do Itajaí Sailing Team.

As inscrições para a Semana de Vela de Ilhabela 2016 começaram neste domingo (1º). Serão mais de 100 regatas programadas e mais de 1.000 velejadores do Brasil e de outros países em ação, espalhados por 13 classes diferentes. Os tripulantes devem se inscrever no site oficial www.svilhabela.com.br. O evento também será válido como Sul-Americano de ORC.


Novamente no Brasil, Transat Jacques Vabre 2015 termina com recorde
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Transat Jacques Vabre 2015 termina com recorde de quebras. Edição mais difícil da regata transatlântica teve 17 abandonos. Inédito barco brasileiro fez história. A Transat Jacques Vabre 2015 terminou, nesta sexta-feira (27), com a chegada do último barco em Itajaí (SC), destino final da maior regata transatlântica do mundo. O barco CRENO Moustache solidarire cruzou a linha de chegada após 33 dias de prova. Todos os 25 dos 42 barcos que conseguiram completar a regata até o Brasil percorreram 10 mil quilômetros desde Le Havre, na França. A edição atual – que largou em 25 de outubro – bateu o recorde de desistências com 17, duas a mais do que em 2011. As frentes frias no Golfo de Biscaia – entre o Norte da Espanha e o Nordeste da França – causaram os maiores estragos às duplas. ”A regata foi bastante difícil, principalmente no Golfo de Biscaia. Pegamos três grandes tempestades, um batismo e tanto para o nosso time. Posso dizer que agora estamos preparados para outro desafio desse porte na vela oceânica”, contou o brasileiro Renato Araújo, que fez dupla com o campeão olímpico Eduardo Penido a bordo do Zetra. Foi o primeiro barco do País na história do evento. ”Pegamos 10 dias de tempo ruim, comemos mal, tive um problema no joelho, velas e equipamentos quebrados e muito mais. A primeira tempestade foi difícil, a segunda mais fraca e a terceira quebrou o enrolador da vela de proa. Sem contar outros problemas que surgiram e fomos solucionando no percurso”.

A regata Transat Jacques Vabre contou com dois resgates de velejadores por helicóptero no Atlântico Norte e um barco que bateu em um contêiner e teve de abandonar. As outras desistências foram causadas por quebras diversas. A tradicional prova foi dividida em quatro categorias entre monocascos e multicascos. Do primeiro a chegar ao Brasil, que foi o trimarã MACIF, até o lanterninha CRENO, a diferença de tempo foi de quase 21 dias.

Tempos e chegadas:

Classe: Ultime – até 102 pés
Vencedor: Macif
Data: 06/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos

Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: PRB
Data: 11/11/2015
Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50
Vencedor: FenêtréA Prysmian
Data: 11/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos

Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: Le Conservateur
Data: 18/11/2015
Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa foi a segunda vez que a competição teve a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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Brasileiros completam maior desafio transatlântico do mundo
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

O campeão olímpico Eduardo Penido e Renato Araújo finalizam Transat Jacques Vabre em 28 dias. A vela brasileira escreveu mais um capítulo na sua história! O primeiro barco 100% nacional completou, na noite deste domingo (22), a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica do mundo. Batizado de Zetra, o veleiro comandado pelo campeão olímpico Eduardo Penido e pelo empresário Renato Araújo fez o percurso de 10 mil quilômetros entre Le Havre, na França, e Itajaí, em Santa Catarina, em 28 dias, 10 horas e 37 minutos, terminando a categoria Class40 na sexta colocação. A dupla foi recebida no píer ao som de uma batucada de escola de samba e pelos familiares.

”Um momento mais do que especial. Posso sim comparar o dia de hoje com a Olimpíada de 1980, quando fui medalha de ouro. Foi uma regata muito dura e desgastante, mas lutamos até o fim”, disse o campeão olímpico Eduardo Penido, ouro nos Jogos de Moscou 1980 na classe 470.

Emocionado, Renato Araújo disse que todo o investimento, dias de treino e o sofrimento da regata valeram a pena. ”Não tem preço que pague esse momento. Pegamos 10 dias de tempo ruim, comemos mal, tive um problema no joelho, velas quebradas e muito mais. A primeira tempestade foi difícil, a segunda mais fraca e a terceira quebrou o enrolador da vela de proa. Sem contar outros problemas que surgiram e fomos solucionando no percurso. Mas em 2017 queremos repetir a dose! A ideia é treinar mais e se aperfeiçoar, pois o barco é arisco e muito difícil de guiar”.

Sofrimento, calmaria e Brasil

A dupla brasileira sofreu nos primeiros dias de regata, que começou em 25 de outubro com a participação de 42 barcos. Os ventos fortes e ondas gigantes no Golfo de Biscaia – parte do Atlântico Norte entre a França e a Espanha, causaram 17 desistências, um recorde para o evento. A estratégia de Eduardo Penido e Renato Araújo foi reduzir a velocidade para evitar as quebras. ”Temos que aprender com o barco e fico contente de chegar inteiro após essa dificuldade. Fico imaginando como os franceses, que venceram a regata, são bons. Eles aceleraram em condições difíceis”, explicou Eduardo Penido. O Zetra chegou quatro dias depois do campeão, o Le Conservateur.

Consolidado em sexto, o Zetra via os líderes da Classe40 abrir vantagem na liderança quando mais um ponto chave da regata surgiu: a calmaria dos Doldrums. Os brasileiros passaram 48 horas quase sem andar na divisa dos hemisférios Norte e Sul. Já na costa brasileira, a dupla se preocupou em se defender dos ataques dos três veleiros que estavam atrás e em desviar dos barcos de pesca na costa nordestina.

Tempos e chegadas dos vencedores da Transat Jacques Vabre:

Classe: Ultime – até 102 pés Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015 Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015 Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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Brasileiros perto de concluir a Transat Jacques Vabre
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Antonio Alonso

Foto: Flávio Perez/OnboardSports

Foto: Flávio Perez/OnboardSports

Zetra, com o campeão olímpico Eduardo Penido, deve terminar a regata no próximo domingo (22). A primeira dupla brasileira da história da Transat Jacques Vabre deve terminar a regata de 10 mil quilômetros – considerada a maior travessia transatlântica do mundo – no próximo domingo (22), após 28 dias de prova desde Le Havre, na França. O campeão olímpico Eduardo Penido e o empresário Renato Araújo sustentam a sexta colocação na Classe40 e navegam paralelamente à costa do Rio de Janeiro (RJ). As próximas 48 horas serão decisivas para o sucesso do Zetra, já que outros três barcos na sua proa. ”A opção de ficar contra a corrente e um pouco distante do litoral deu certo desde o Recife. O Eduardo Penido conhece bem a região e acredito que a escolha foi importante para diminuir o tempo de chegada”, disse Renato Araújo. O barco está aproximadamente 200 quilômetros distante da costa. ”Vamos ter uma última frente fria nas últimas horas e não podemos errar na estratégia”.

Os brasileiros sustentam a posição desde a primeira semana de prova. A regata é tradicional por pegar mar ruim no início, principalmente no Golfo de Biscaia. Depois teve a passagem pelo marasmo dos Doldrums e a descida pela costa nordestina. ”Nós conseguimos melhorar o rendimento por fazer o barco andar mais e também por conhecer um pouco a região. Se deixar o pessoal nos pega. Acredito que será difícil tirar essa vantagem”, concluiu Renato Araújo.

A tripulação do Zetra quer uma festa na chegada em Itajaí (SC) com comida tradicional e muita gente no píer da marina local. A previsão é que o barco termine a prova entre a tarde e início da noite de domingo. O campeão da Class40 foi o barco Le Conservateur, formado pelos franceses Yannick Bestaven e Pierre Brasseur.

Tempos e chegadas dos vencedores da Transat Jacques Vabre:

Classe: Ultime – até 102 pés Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015 Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015 Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

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Definidos os campeões da Transat Jacques Vabre
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Itajaí (SC) é o ponto final da maior travessia transatlântica do mundo. Os maiores barcos de oceano do mundo desembarcaram em Itajaí (SC) no mês de novembro concluindo a Transat Jacques Vabre. A principal travessia transatlântica do planeta definiu, nesta quarta-feira (18), os seus quatro campeões com a chegada do Le Conservateur, vencedor na Class40. A regata oceânica entre a França e o Brasil tem uma regra simples: o primeiro que chegar é o ganhador na sua categoria. Os outros vencedores foram PRB (IMOCA), FenêtréA Prysmian (Multi50) e Macif (Ultime). ”É, sem sombra de dúvidas, um marco na regata, pois temos o último vencedor da prova. Há ainda outros barcos no mar para chegar. A Transat Jacques Vabre não tem uma classificação geral ou regra de rating e sim quatro classes com seu resultado”, comemorou Manfred Ramspcher, diretor de regata da Transat Jacques Vabre. Entre os barcos ainda aguardados em Santa Catarina é o brasileiro Zetra, com o campeão olímpico Eduardo Penido no comando.

O especialista em vela oceânica explica os motivos das chegadas entre os barcos terem variação de mais de dez dias. O primeiro a cruzar a linha foi o Macif, um trimarã de 100 pés, que concluiu o percurso em 12 dias. O campeão da Class40 fez em 24. ”Há a diferença de tamanho entre as classes, de área vélica e de formato de casco. Tudo isso interfere diretamente no resultado. Enquanto o Ultime pode atingir entre 20 e 25 nós de velocidade, o primeiro Class40 faz 9 nós de média. Quanto mais longo o percurso e maior o barco, maior são as diferenças de desempenho entre as classes”, explicou Manfred Ramspcher.

Tempos e chegadas:

Classe:
Ultime – até 102 pés                                  Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif                                                     Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015                                                    Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos                 Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50                                                       Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian                               Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015                                                    Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos                 Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Campeões da Class40:

Os franceses do barco Le Conservateur, Yannick Bestaven e Pierre Brasseur, confirmaram o título da Class40, com uma vitória praticamente de ponta à ponta na quarta-feira. Eles cruzaram a linha de chegada às 18h40 (hora de Brasília), marca que rendeu o tempo de 24 dias, 8 horas, 10 minutos e 09 segundos de prova. A média de velocidade do 40 pés foi de 9,24 nós num total de milhas de 5.963.

“Trabalhamos em complemente um com o outro. Quando estávamos fora de sincronia, a gente voltava logo ao entrosamento. Foi uma regata estressante, principalmente na depressão dos Doldrums. Perdemos muita vantagem e foi difícil digerir. Os adversários nos botaram pressão”, contou Yannick Bestaven, do Le Conservateur.

Logo depois cruzou a linha de chegada o V and B, da dupla Maxime Sorel – Sam Manuard terminou a prova às 20h34 desta quarta-feira e foram recebidos no píer da Marina Itajaí. Festa para quem passou 24 dias, 10 horas, 04 minutos e 31 segundos no mar desde Le Havre, na França. Em bom português, Sam Manuard disse que a dupla quer comer uma boa moqueca depois desse desafio internacional.

”No caminho o Maximel me perguntou quais eram os pratos mais gostosos do Brasil, e eu disse que a moqueca era muito gostosa”. O pai de Sam Manuard mora em Belo Horizonte (MG) e o velejador francês o visita regularmente. ”Foi muito bom ser recebido por ele na minha chegada a Itajaí. Foi uma regata bem complicada, principalmente pelos primeiros dias de travessia. Ficamos com medo de quebrar o barco”, disse Sam Manuard, que além de velejador é projetista de veleiros.

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

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Brasileiros atentos aos barcos de pesca na costa nordestina
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

O barco brasileiro Zetra segue firma na disputa da Transat Jacques Vabre, maior competição transatlântica do mundo. Em sexto lugar da Class40, a dupla Eduardo Penido e Renato Araújo está próxima da costa de Recife (PE), local com registro de muitos barcos de pesca até a chegada. A preocupação da dupla é evitar as rede de pesca e uma possível colisão, já que muitas embarcações pequenas não possuem luz. ”Os instrumentos de navegação funcionam bastante, mas é preciso ficar atento. Precisamos de um trabalho redobrado à noite, principalmente, por causa dos barcos pequenos de pesca e suas redes. Só dá para identificar no visual. Acredito que os adversários da Class40 também estão preparados”, disse Renato Araújo.

Na tarde desta segunda-feira (16), o placar da regata apontava que os brasileiros ainda teriam de percorrer mais 2.400 quilômetros até Itajaí (SC)
”Já nos sentimos em casa, no Brasil. Mas tem muita água pela frente pra chegar em Itajaí”, contou Renato Araújo.

O Zetra deve chegar no próximo domingo (22) à cidade catarinense. O líder da Class40 é o Le Conservateur, que faz uma disputa particular com o V and B pela ponta. Os primeiros devem cruzar a linha até a quarta-feira (18).


Transat Jacques Vabre: Regata de exibição e oficial têm mesmos vencedores
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Vitórias do FenêtrêA Prysmian na Multi50 e PRB na IMOCA em prova que homenageou vítima de atentado na França. A Transat Jacques Vabre organizou, neste domingo (15), mais uma regata exibição entre Itajaí e Itapema com a participação de sete barcos de duas classes. E o resultado da prova de 27 milhas náuticas – 50 quilômetros foi o mesmo da travessia de 10 mil quilômetros. Vitórias do FenêtrêA Prysmian na Multi50 e PRB na IMOCA. A regata começou às 13h50 com ventos variando de 10 a 17 nós na direção Sudoeste.

O FenêtrêA Prysmian foi o Fita Azul da regata exibição, ou seja, o primeiro a cruzar a linha de chegada entre todos os modelos, independentemente do tamanho. A dupla, formada pelo francês Erwan Le Roux e pelo italiano Giancarlo Pedote, ganhou a prova com diferença de nove minutos para o Ciela Village (Thierry Bouchard / Oliver Krauss). ”Correr regatas assim é bastante divertido. Podemos passar um pouco da nossa experiência aos convidados a bordo. Foi mais uma vitória nossa aqui em Itajaí”, disse Erwan Le Roux.

Na IMOCA, mais um show da dupla francesa Vincent Riou e Sébastien Col com diferença superior a 10 minutos para o segundo colocado, o Banque Populaire VIII (Armel Le Cléac’h / Erwan Tabarly). Completaram o percurso nessa ordem: Initiatives-Coeur (Tanguy de Lamotte / Samantha Davies), Le Souffle du Nord (Thomas Ruyant / Adrien Hardy) e MACSF (Bertrand de Broc / Marc Guillemot).

A regata Transat Jacques Vabre continua com a disputa da Class40, que tem o barco brasileiro Zetra na sexta colocação. Os primeiros veleiros devem chegar a Itajaí a partir da próxima terça-feira (17).

Homenagem

Em virtude dos atentados terroristas em Paris, a organização da 29ª Marejada, tradicional festa em Itajaí (SC) e que recebe a Transat Jacques Vabre, prestou uma homenagem aos franceses, neste domingo (15), na Vila da Regata. O prefeito Jandir Bellini entregou ao organizador da regata, Gildas Galtier, flores com detalhes com as cores da França. Artistas locais cantaram a música Imagine, de John Lennon, que ficou eternizada como uma canção da paz. Os brasileiros que lotaram o píer da Vila da Regata se emocionaram com a homenagem.

”No momento em que cidadãos de Itajaí (BRA) e Le Havre (FRA) celebram o congraçamento entre os diferentes povos, chega-nos um estarrecedor exemplo de violência e intolerância. Nesse momento de dor e aflição, o povo itajaiense se solidariza e estende o seu abraço a cada irmão francês que aqui se encontra, rogando a Deus que conforte o coração das famílias atingidas pela tragédia dos atentados em Paris. A Transat Jaques Vabre é exemplo de união e respeito entre diferentes culturas. A cidade de Itajaí aplaude orgulhosamente o povo Francês que soube levar ao mundo o conceito de liberdade, igualdade e fraternidade. Que sejam todos bem vindos, sempre ao Brasil e a Itajaí”, disse o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini.

Após a cerimônia, o público acompanhou a partida dos barcos para a regata de exibição entre Itajaí e Itapema com a participação dos IMOCA e Multi50.

Surpresa e tristeza

O atentado terrorista ocorrido em Paris, na França, deixou o mundo perplexo. Com a Transat Jacques Vabre, regata entre a França e o Brasil, não foi diferente. Porém, alguns velejadores ainda não sabiam do ocorrido. Mesmo com comunicação a bordo, a dupla brasileira do Zetra se concentrou em navegar para buscar um melhor aproveitamento na Class40 e não recebeu as notícias do incidente na capital francesa da última sexta-feira (13).

”Não estamos sabendo, o que ocorreu?”, perguntou o brasileiro Renato Araújo durante a tradicional conversa com os velejadores. Ao tomar ciência, o empresário logo mudou o tom de voz. ”É muito triste saber disso, lamentável. A gente não tem acessado a internet regularmente”.

O Zetra ocupa a sexta colocação na Class40 e já está em águas brasileiras. O barco deve chegar até o dia 23 de novembro a Itajaí para completar os 10 mil quilômetros de regata.

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

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Brasileiros estão parados na calmaria da Transat Jacques Vabre
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Antonio Alonso

Transat Jacques Vabre

Barco Zetra não andou nem 200 quilômetros em 24 horas na passagem pelos Doldrums. ”Está uma tortura isso aqui”, disse o brasileiro Renato Araújo sobre a passagem pelos Doldrums do Oceano Atlântico, um dos pontos mais importantes do percurso Transat Jacques Vabre. Enfrentar a calmaria próxima à Linha do Equador é obrigatória para todos os barcos que disputam a maior travessia transatlântica do mundo. Mas o ponto, que chegou a ser chamado de Latitude dos Cavalos no passado – barcos mercantes jogavam os animais na água por falta de ração durante o marasmo – está se tornando uma pedra no sapato do veleiro Zetra, o primeiro 100% brasileiro da história da regata. Em 24 horas, o campeão olímpico Eduardo Penido e o empresário Renato Araújo andaram menos de 200 quilômetros. ”Foi uma noite estressante. Mudamos de direção mais de 20 vezes para tentar pegar vento. Sem contar a chuva que não parou”, relatou Renato Araújo.

Os Doldrums também são encontrados nos oceanos Pacífico e Índico. A zona de convergência intertropical registra ventos calmos em quase todo o dia, mas rajadas fortes aparecem sem aviso prévio e sem direção. A navegação fica confusa e o trabalho a bordo aumenta consideravelmente. ”Ainda bem que é um barco. Se fosse avião tinha caído”., contou Eduardo Penido.

O Zetra segue na sexta colocação na Class40 e deve concluir o percurso até Itajaí (SC) no dia 23 de novembro. ”O pessoal que estava atrás chegou e a gente está na expectativa de sair logo daqui. Nos Doldrums pegamos 90% do dia sem vento nenhum, depois vem uma ventania. Esperamos sair dessa região esquisita até a sexta-feira (13)”, contou Renato Araújo. ”Saindo daqui será uma nova largada. O traçado até Itajaí será uma linha reta passando por Noronha”.

Pegar o líder da Class40 é uma possibilidade quase nula para os brasileiros, que encaram a regata pela primeira vez. O objetivo é tentar diminuir a distâncias para o quinto colocado e não deixar os que estão atrás encostar. A largada da Transat Jacques Vabre ocorreu em 25 de outubro com 42 barcos, mas 17 ficaram pelo caminho.

Os campeões de três classes já foram conhecidos na regata: FenêtréA Prysmian (Multi50), PRB (IMOCA) e Macif (IMOCA).

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

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