Sobre as Águas

Arquivo : Team Vestas

Tem mudança! Time que encalhou barco na Volvo Ocean Race dispensa navegador
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O Team Vestas Wind, barco da Dinamarca na Volvo Ocean Race, anunciou que o holandês Wouter Verbraak não faz mais parte da equipe. No comunicado, enviado nesta sexta-feira (23), os dirigentes da equipe, patrocinadores e o comandante Chris Nicholson analisaram o que ocorreu na segunda etapa da regata e decidiram não continuar com o navegador.O barco precisa ser reconstruído após encalhar em uma ilha do Oceano Índico no final do ano passado. O incidente prejudicou o time, que foi obrigado a perder quase todas as pernas.

Os dinamarqueses confirmaram também que pretendem voltar à disputa da Volta ao Mundo a partir da etapa de Lisboa, em junho de 2015. “O Team Vestas Wind deseja sorte e agradece aos serviços prestados por Wouter Verbraak”, disse Chris Nicholson, comandante do Team Vestas Wind.

O velejador Wourter Verbraak também se manisfestou: “Estou muito triste por deixar o Team Vestas Wind, mas respeito a decisão de Chris Nicholson. Eu gostaria de poder ajudar na reconstrução do barco. Agora sigo minha carreira e em breve posso anunciar meu rumo”.

No mesmo comunicado, os diretores do Team Vestas Wind confirmaram que o resto da tripulação continua e terá papel decisivo na reconstrução do barco no estaleiro Persico, na Itália.

O barco encalhado foi removido do arquipélago de São Brandon, na Ilhas Maurício, antes do Natal. Um cargueiro Maersk leva a embarcação para Gênova, na Itália. Mais tarde o veleiro vai para Bergamo, onde fica o estaleiro.

Seis barcos seguem na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. As equipes participam da terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China. A regata está em sua reta final e tem o chinês Dongfeng Race Team na ponta.


VOR contrata investigação para apurar acidente com barco da Dinamarca
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Antonio Alonso

VOR

A Volvo Ocean Race informou, nesta terça-feira (16), que está apurando mais incisivamente o acidente com o barco Team Vestas Wind. A embarcação da Dinamarca encalhou em uma ilhota no Oceano Índico durante a segunda etapa da Volta ao Mundo. O incidente ocorreu no dia 29 de novembro em Cargados Carajos Shoals (Saint Brandon), 240 milhas a nordeste das Ilhas Maurício. A tripulação deixou o barco sem nenhum arranhão, mas foi obrigada a abandonar a regata.

A organização da Volvo Ocean Race contratou peritos e especialistas em navegação para apurar as causas do problema com o Team Vestas Wind. O relatório será assinado pelo almirante Chris Oxenbould e entregue até 31 de janeiro de 2015.

Os representantes da Volvo Ocean Race planejam tornar público o documento para toda a comunidade e fãs da Volta ao Mundo. Isso deve acontecer na parada de Auckland, entre 27 de fevereiro e 15 de março de 2015.

O Team Vestas Wind, comandado por Chris Nicholson, e os patrocinadores trabalham em conjunto com os investigadores. O relatório será importante para a Volvo Ocean Race tomar decisões futuras para garantir segurança dos times.


Triplo empate na Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

novo16

A Volvo Ocean Race 2014-15 é sim a mais equilibrada da história e os números comprovam o sucesso do novo barco de design único, o Volvo Ocean 65. Após duas etapas disputadas, três equipes dividem a liderança com apenas quatro pontos perdidos. Outra estatística chama a atenção: os vencedores de cada perna cruzam a linha de chegada bem próximos dos vices. Na etapa da Espanha até a África do Sul, o Abu Dhabi venceu o Dongfeng por diferença de 12 minutos. No último sábado (13), o Team Brunel superou o Dongfeng por 16 minutos de vantagem. “Não dá para relaxar. Qualquer erro o adversário te passa”, disse Bouwe Bekking, líder do Team Brunel.

Depois da segunda etapa, entre a Cidade do Cabo e Abu Dhabi, a parte do meio da tabela de classificação tem o Team Alvimedica, em quarto lugar, o MAPFRE, em quinto, e o Team SCA, em sexto. O Team Vestas Wind, que encalhou em um banco de areia no Índico, perdeu oito pontos e está em último.

“A última perna foi cheia de altos e baixos”, disse Charles Enright, comandante do Team Alvimedica. “Tivemos momentos importantes, como a ajuda ao Vestas, que estava encalhado nas Ilhas Maurício. Temos muito para refletir e muito o que melhorar”.

Palavras da ‘brasileira’ do Team SCA

O último barco a chegar em Abu Dhabi foi o Team SCA, completando a regata, neste domingo, em 25 dias, 6 horas, 23 minutos e 34 segundos. O time 100% feminino repetiu a sexta colocação da perna inicial. A bordo da equipe está a holandesa com coração brasileiro Carolijn Brouwer. Com português perfeito e conservado – a atleta morou mais de 10 anos no Brasil – Carolijn falou das dificuldades da etapa.

“A etapa foi bem desgastante. Os ventos foram bem diferentes do que de costume na metade da regata. Acabamos cometendo erros e não conseguimos pegar boas rajadas para buscar os barcos da frente. Porém, é uma regata muito longa e ainda dá tempo de se recuperar”, disse Carolijn Brouwer.

Classificação geral:

Team Brunel (Holanda) – 4 pontos perdidos
Abu Dhabi Ocean Racing (Emirados Árabes Unidos) – 4 pontos perdidos
Dongfeng Race Team (China) – 4 pontos perdidos
Team Alvimedica (EUA/Turquia) – 10 pontos perdidos
MAPFRE (Espanha) – 11 pontos perdidos
Team SCA (Suécia) – 12 pontos perdidos
Team Vestas Wind (Dinamarca) – 12 pontos perdidos

As equipes terão agora um tempinho para retomar o fôlego durante as festas de Natal. A regata local de Abu Dhabi, também chamada de In-port race, será realizada em 2 de janeiro. No dia seguinte, a flotilha parte para a terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China, prova que terá 4.670 milhas náuticas.


Volvo Ocean Race deste ano não terá brasileiros
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Antonio Alonso

A Volvo Ocean Race 2014-15 vai começar em 4 de outubro e, pelo andar da carruagem, nenhum velejador brasileiro estará na disputa de nove meses de duração pelos mares do mundo. Ao todo são sete equipes e nenhuma delas recrutou um atleta nacional. O mais perto está no Team SCA, equipe 100% feminina, que tem Joca Signorini como treinador.

Em recente entrevista para o Sobre as Águas, Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, time holandês, disse que não havia planejado ter um tripulante brasileiro no seu barco. “O Brasil tem velejadores de alto nível, mas não teremos um atleta conosco. Quem sabe os próximos times”.

O último anunciado foi o Team Vestas, que também não escalou, por enquanto, um brazuca. “Não temos nenhum nome brasileiro na pauta, mas estamos contando as horas para Itajaí”, disse Chris Nicholson, comandante do barcos Vestas.

Mas o Brasil, como falou Nicholson, é sim bem visto pela organização após o sucesso de Itajaí (SC) na edição de 20111-12 levando quase 300 mil pessoas à vila da regata. “No Rio de Janeiro são realizados vários eventos durante o ano. A Volvo Ocean Race seria mais um campeonato por lá. Em Itajaí (SC) foi diferente. O população abraçou a regata de uma maneira apaixonante. A Volvo Ocean Race vai tornar a cidade de Itajaí famosa”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad.

A regata terá 38.739 milhas náuticas de distância e será disputadas por barcos iguais de 65 pés construídos pela própria organização.


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