Sobre as Águas

Arquivo : Star

Final da “Liga dos Campeões” da Vela teve ultrapassagem no minuto final
Comentários Comente

Antonio Alonso

Pouco vento, muita emoção

Star Sailors League termina com Bruno Prada no segundo lugar no pódio, depois de o barco do brasileiro quase levar a melhor na mais emocionante das regatas das finais

Por Regina Hatakeyama

Único brasileiro raia, Bruno Prada conquistou, neste domingo, o segundo lugar no pódio da Star Sailors League, ao fim de uma disputa emocionante.

Após as regatas qualificatórias, que tiraram do jogo a equipe brasileira, formada pelo timoneiro Jorge Zarif e pelo proeiro Henry Boening, dez dos 19 barcos competidores avançaram para as quartas de finais, que começaram com a dupla George Szabo (EUA)/Edoardo Natucci (Itália) na frente e terminaram com os rivais Mateus Kusznierewicz/Dominic Zycki (Polônia), Ian Williams/Steve Mitchell (Grã-Bretanha), Diego Negri/Sergio Lambertenghi (Itália) e Jochen Schümann/Ingo Borkowski (Alemanha) eliminados.

Seis equipes se classificaram para disputar as semifinais com os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot, que, por terem fechado a fase qualificatória como os primeiros na tabela, ganharam o direito de pular as quartas de finais. Esta etapa eliminou mais três barcos, tripulados por Jean-Baptiste Bernaz/Pascal Rambeau (França), Tonci Stipanovic (Croácia)/Massimo Canali (Itália) e Paul Cayard/Brian Sharp (EUA).

A briga pela final ficou, então, entre quatro barcos: o do brasileiro Bruno Prada, timoneado pelo neozelandês Mark Pepper, que até esta Star Sailors League estava sem velejar em um barco Star desde a Olimpíada de 2012; Szabo/Natucci; Rohart/Ponsot; e Johannes Polgar/Markus Koy (Alemanha).

A corrida pelos US$ 40 mil (de um total de US$ 200 mil de. prêmios), reservado à equipe campeã, começou com uma disputa pela melhor largada entre Rohart/Ponsot e Pepper/Prada próximo à boia do lado esquerdo, resultando em penalização para ambos, que tiveram que dar giros de 360 graus com os barcos antes de prosseguirem na regata. Polgar/Koy também foram punidos, por uma malsucedida tentativa de cruzar a proa de Szabo/Natucci.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Pepper e Prada fizeram uma linda regata, saindo do lado da raia com menos vento em boa velocidade e realizando a primeira passagem de boias com menos de um barco de diferença à frente de Szabo/Natucci, dupla que tomou a frente na montagem seguinte, mas, depois, foi ultrapassada por Pepper/Prada.

A última perna, foi, enfim, ainda mais excitante: Pepper/Prada, que, até então, parecia que acabaria levando a melhor, começou a perder velocidade e ficou atrás de Szabo/Natucci nos últimos momentos da chegada, por uma diferença de um barco de distância, e terminou em segundo lugar. Uma final eletrizante, para uma competição que, contrariando as expectativas de bons ventos em Nassau, como habitualmente ocorre, teve pouquíssimo vento, que mal alcançava os 6 nós necessários para dar início às regatas.

Criada para se tornar uma competição que possa ser facilmente acompanhada e compreendida pelo público leigo, as disputas da Star Sailors League são realizadas fora do âmbito das federações esportivas desde 2013, com velejadores selecionados entre os mais bem colocados no ranking da classe Star, olímpicos de classes variadas, campeões mundiais e comvidados VIP.

Sob a liderança do franco-suíço Michel Nicklaus, os organizadores da Star Sailors League planejam ter quatro grand slams, em raias com diferentes características, até o ano 2020 (o primeiro foi no Lago Neuchâtel, na Suíça, em setembro deste ano).

Com transmissões ao vivo pela internet, completadas por gráficos e animações e comentadas por especialistas, entre os quais o lendário Dennis Conner, e um formato que eleva ao máximo a emoção das regatas até o final, já que os perdedores vão saindo da disputa ao cruzarem a linha de chegada, enquanto os remanescentes iniciam a próxima etapa imediatamente.

A Stars Sailors League foi, segundo Nicklaus, que também é velejador, “idealizada por velejadores para velejadores”, mas com forte apelo midiático. E, para ele, a grande notícia do últimos dias destas finais, sediadas pelo Nassau Yacht Club, foi o interesse manifestado pelo secretário do 7o. Distrito da Classe Star, entidade oficial da classe no Brasil, Frederico Viegas, de trazer para o país um dos grand slams, até 2018. “Quero muito levar um grand slam para o Brasil”, assegurou Nicklaus. “Agora, é hora de encontrar patrocinadores e uma cidade bonita e com bons ventos para sediar as regatas”, anima-se o brasileiro Viegas, que, apesar dos problemas que o Brasil está passando, acredita na possibilidade de ter uma rodada da Star Sailors League por aqui.


Bruno Prada é prata na Final da Star Sailors League
Comentários Comente

Antonio Alonso

Há alguns anos, quando Marcelo Ferreira, parceiro de Torben Grael, abandonou a Vela, eu tive a sensação de que o mundo perdia o melhor proeiro que a classe Star tinha conhecido em muitos anos. Pouca gente lembra, mas “Playboy”, como era conhecido, tinha um título mundial a mais que Torben Grael. Velejando ao lado do alemão Alexander Hagen, em 1997, o brasileiro voltou para casa com um título mundial.

Nesta semana, nas Bahamas, Bruno Prada velejou longe de Robert Scheidt. O timoneiro brasileiro resolveu se concentrar na preparação para a Olimpíada do ano que vem, quando correrá na classe Laser, e deixou de lado o tentado prêmio de US$ 200 mil oferecido na Star Sailors League. Bruno velejou ao lado do neozelandês Hamish Pepper, e a dupla deu um show na água, terminando em segundo lugar, mas mostrando uma forma que faz ter saudade dos tempos em que Star era classe olímpica.

Vamos ao release:
Brasileiro correu ao lado do neozelandês Hamish Pepper. Título ficou com George Szabo (USA) e Edoardo Natucci (ITA)

A edição 2015 da Grande Final da Star Sailors League terminou neste sábado com condições desafiadoras nas águas da baía de Montagu, em Nassau, nas Bahamas. Onze duplas de velejadores renomados, de oito países, incluindo o Brasil disputaram três regatas eliminatórias para definir quem levaria o ouro e parte do prêmio de $200 mil. Dez times disputaram as quartas de final e a vitória foi de George Szabo (USA) e Edoardo Natucci (ITA). Bruno Prada, que correu com o neozelandês Hamish Pepper, ficou com a prata.

A disputa mais acirrada neste começo de dia foi pelas últimas vagas nas semi-finais. Paul Cayard e Brian Sharp, dos EUA, garantiram a classificação, eliminando os italianos Diego Negri e Sergio Lambertenghi depois de um popa espetacular. Kusznierewicz/Zycki (POL), Williams/ Mitchell (GBR) e Schümann/Borkowski (GER) também foram eliminados.

Foto: Divulgação

Bruno Prada, à esquerda, velejou com o neozelandês Hamish Pepper

A semi-final foi disputada pelos seis primeiros das quartas, mais os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot, vencedores da fase classificatória. Os alemães Johanes Plgar e Markus Koy travaram uma batalha particular com os franceses, mas a vitória ficou com Pepper/Prada. As três duplas, mais Szabo e Natucci passaram para a final. Bernaz/Rambeau (FRA), Stipanovic/Canali (CRO/ITA) e Cayard/Sharp (USA) foram eliminados

Na final, logo na largada, Pepper/Prada e Rohart/Ponsot foram penalizados pelos juízes e tiveram que manobrar para pagar a penalização. Szabo/Natucci também foram penalizados ao tentar cruzar a frente de Polgar/Koy sem direito de passagem. Pepper/Prada conseguiram se recuperar e montaram a primeira boia em primeiro, com Szabo/Natucci a menos de um barco atrás. A partir daí as duas duplas trocaram posições até a última perna, quando o barco do brasileiro acabou indo para o lado errado, cedendo a vitória para a dupla ítalo-americana por um barco de vantagem. Rohart/Ponsot completaram o pódio.

Para se ter ideia de quão forte era a flotilha que velejou neste último dia, dentre os 22 velejadores, havia 28 campanhas olímpicas, além de mais de 12 participações em America´s Cups. Além disso, a diferença de idade e experiência também chama a atenção. Jochen Schuemann conquistou a primeira das suas três medalhas de ouro olímpicas, o ouro na Finn em 1976, data em que o velejador francês Jean Baptiste Bernaz não havia nem nascido.

Xavier Rohart:

Tive muitas emoções hoje. Tivemos tudo para vencer o evento: velocidade, confiança, conhecimento, sentimos o vento muito bem, mas cometemos um erro na largada. Fui muito agressivo e por isso assumo a responsabilidade. Tivemos uma pequena colisão com o Pepper e não reclamamos, mas o juiz não viu direito e penalizou as duas duplas. Como o presidente da SSL acredito que este evento tenha sido um grande sucesso e a única coisa que queria era um pouco mais de vento, especialmente nas quartas de final. Espero que continuemos com esse sucesso e que possamos crescer mais e melhor!

George Szabo:

Sempre gostei de velejar com vento mais fraco e estava preocupado de chegar na raia e ter 15, 20 nós de vento todos os dias, então fiquei muito feliz com as condições que encontramos aqui. Vento fraco é realmente o meu ponto forte. Estou muito contente, o evento foi muito divertido, os outros velejadores são muito legais e ninguém dá folga. Mesmo aqueles que nunca tinham velejado em um Star são tão bons, que acabam encontrando uma rondada de vento que os leva para frente. Os que velejam de Star tem ótima velocidade e uma velejada bonita de se ver. Todos foram honestos e a flotilha foi sensacional!

Hamish Pepper:

Tivemos uma pequena briga com o Rohart na largada e ainda não sei direito o que aconteceu, mas por sorte tinham apenas quatro barcos correndo a regata e foi possível pegar o vento limpo para seguir. Além disso, estávamos do lado certo da raia, onde o vento estava um pouco mais forte, e conseguimos voltar até que bem para a regata, mas a disputa com o Szabo foi uma montanha-russa e ele estava indo muito bem no popa. Regata muito disputada e estou até sem unha!

A Grande Final da SSL distribuiu $200 mil em prêmios e os vencedores levaram para casa, além do trofeu, o cheque no valor de $40 mil.


Star: Tempestade ameaça terceiro dia da “Liga dos Campeões” da Vela
Comentários Comente

Antonio Alonso

No início da tarde desta sexta-feira, dia 4, os juízes mandaram todos os competidores da Star Sailors Cup para terra quando uma tempestade ameaçava se abater sobre a área de regatas. A competição está sendo transmitida ao vivo (veja abaixo), com comentários em inglês. O proeiro brasileiro Bruno Prada é quarto colocado, no barco timoneado pelo neozelandês Hamish Pepper. A competição oferece um prêmio de US$ 200 mil e é considerada a “Liga dos Campeões” da Vela.

Com problemas no leme, brasileiro Jorge Zarif permanece na última colocação

O segundo dia da fase classificatória da Star Sailors League provou para os velejadores de nove nações que estão em Nassau, nas Bahamas, incluindo nove medalhistas olímpicos e campeões mundiais, que a competição à vela pode ser como um jogo de xadrez. As regatas foram extremamente disputadas, com toda a flotilha montando as boias em um único bloco.

Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot, da França, começaram o dia na liderança e seguiram assim. Diego Negri e Sergio Lambertenghi, da Itália, também se mantiveram na segunda colocação, enquanto os poloneses Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki subiram para terceiro depois de mais um dia bastante consistente. O neozelandês Hamish Pepper, que está velejando com o brasileiro Bruno Prada caiu para quarto, mas segue no topo da lista dos que ganharam o convite VIP para a competição.

Foto: Michel Duvoisin/Divulgação

Rohart e Ponsot, líderes absolutos

Os também convidados VIPs Jochen Schuemann e Ingo Borkowski, da Alemanha, tiveram um dia de estrela, somando um 5º, um 6º e um 1º lugares, o que fez com que eles subissem para a quinta colocação. Os franceses Jean-Baptiste Bernaz/Pascal Rambeau e George Szabo (USA)/Edoardo Natucci (FRA) terminaram o dia em sexto e sétimo respectivamente, a vinte pontos da zona de eliminação.

Três times de VIPs também tiveram um dia excelente, subindo para o top 10: Paul Cayard/Brian Sharp (USA), Toci Stipanovic (CRO)/Massimo Canali (ITA), e Ian Williams/Steve Mitchell (GBR)

Johannes Polgar e Markus Koy (GBR) encerraram o dia na zona de perigo, na 11ª colocação, última posição que se classificará para as quartas de final no sábado. Ivan Gaspic e Ante Sitic (CRO) começaram o dia com uma vitória e terminaram na 12ª colocação, esperando subir mais uma posição nesta sexta-feira.

O drama esteve presente desde o começo do dia, com o juiz Sharon Bourke sinalizando que muitos barcos estavam escapados na largada da primeira regata. Rohart e Ponsot voltaram, achando que estavam escapados, porém a bandeira X continuou em cima, sinalizando que eles não eram os únicos. Na primeira montagem de boia Diaz/Baltins e Kontides/Strube foram desclassificados. A vitória ficou com Gaspic/Sitic. Rohart e Ponsot venceram a regata seguinte e Schuemann e Borkowski levaram a última do dia.

Sergio Lambertenghi

Não estamos 100% certos de que vamos nos classificar, mas temos boas chances. No sábado a disputa começará do zero e cada regata será a última. As quartas de final serão disputadas entre os 11 melhores e de lá acho que vai ser mais fácil chegar na final

Ivan Gaspic

Na Croácia costumamos dizer que “se você vir um pássaro voando, não quer dizer que seja primavera”. Hoje fomos um pouco melhor, mas ainda preciso me acostumar um pouco mais com o barco com onda e vento fraco, mas tudo bem, estou ansioso por amanhã. Não estamos em uma colocação ruim e espero que as condições nos ajudem. Não temos nada a perder e é claro que vamos com tudo nas regatas de amanhã!

Jorge Zarif:

Hoje tivemos um problema e abaixamos a vela. Quando fomos subir, mexi o leme e a extensão acabou quebrando ao meio, o que foi um mau começo. Tivemos uma regata não muito ruim, entre os dez primeiros, mas a terceira regata do dia foi tão ruim quanto as do primeiro dia. Ainda assim estou feliz por estar aqui em Nassau, competindo com velejadores incríveis. Só estou um pouco frustrado.

A fase classificatória da Final da Star Sailors League termina nesta sexta-feira, com duas regatas programadas. Os onze melhores passarão para a fase seguinte. Rohart e Ponsot não serão eliminados e, se continuarem em primeiro, passarão direto para as semi-finais. Em 2014, 71 pontos foram suficientes para chegar à final e com isso Gaspic e Sitic e Diaz e Baltins ainda seguem na disputa da grande final, no sábado, valendo um prêmio de $200 mil.

As regatas desta sexta poderão ser assistidas ao vivo no site: www.starsailors.com

 


Segundo dia da Liga dos Campeões da Vela começa com Prada na 3ª posição
Comentários Comente

Antonio Alonso

Premiação nas Bahamas é de US$ 200 mil.

Acompanhe ao vivo:

Bruno Prada está correndo ao lado do neozelandês Hamish Pepper; Jorge Zarif não fez uma boa estreia e aparece em 19º

Os primeiros rounds classificatórios da Star Sailors League começaram nesta quarta-feira na baía de Montagu, em Nassau, nas Bahamas, com quatro regatas de vento fraco. O alto nível da flotilha foi logo comprovado com quatro vencedores diferentes em cada disputa, incluindo o brasileiro Bruno Prada, que está velejando ao lado do neozelandês Hamish Pepper. Com nove medalhistas olímpicos e sete campeões mundiais, a Final da SSL oferece uma competição acirrada, com disputa intensa e muitas trocas de posições, testando a concentração da flotilha.

Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot, da França, deixaram as suas intenções bem claras desde o início ao vencerem a primeira regata, abrindo três pontos de vantagem na liderança geral após quatro provas. Diego Negri e Sergio Lambertenghi, da Itália, aparecem em segundo e se mostraram bastante entrosados, especialmente no contra-vento, mas erraram na terceira regata e acabaram sendo ultrapassados por todas as duplas no último popa, para acabar em último, assumindo este resultado como o descarte. Hamish Pepper e Bruno Prada se recuperaram bem do 11º na primeira regata e terminaram o dia com uma vitória e um segundo lugar, aparecendo na terceira colocação geral. Georze Szabo (USA) e Edoardo Natucci (ITA) foram bem em três das quatro regatas, terminando entre os três melhores e encerraram o dia na quarta colocação. Apenas um ponto atrás estão Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, da Polônia, que tiveram uma bela disputa contra os franceses Jean-Baptiste Bernaz e Pascal Rambeau durante a terceira prova, até a linha de chegada.

Após quatro regatas, a disputa pela final no sábado já está tomando forma, com seis times lutando pelo 11º lugar (apenas os top 11 passam para a final). Augie Diaz e Arnis Baltins (USA) são os mais próximos da zona de perigo, em 10º e na sua cola estão cinco times VIPs: Tonci Stipanovic (CRO) e Massimo Canali (ITA), Lorenzo Chiavarini (GBR) e Brian Faith (USA), Ian Williams e Steve Mitchell (GBR), Luke Lawrence e Ian Coleman (USA) e Ivan Gaspic e Ante Sitic (CRO).

Os também convidados VIPs Jochen Schuemann e Ingo Borkowski, da Inglaterra, conquistaram três bons resultados e aparecem na 7ª colocação, oito pontos à frente de Johannes Polgar e Markus Koy, da Alemanha, em 8º.

Xavier Rohart (FRA)

Foi um dia com condições diferentes, com vento fraco, médio e um pouquinho forte, o que nos permitiu bombar no final. Conseguimos ler bem as condições do vento, da maré e dos nossos oponentes. Na quarta regata começamos a nos sentir cansados e a largada na boia foi complicada. A regata foi longa e não tivemos um bom começo. Em uma frase: hoje foi muito quente, muito difícil física e mentalmente, mas foi um prazer terminar na liderança.

Diego Negri (ITA)

Foi um ótimo dia para nós, um bom começo, pois estávamos liderando até a primeira boia da primeira regata, com uma briga boa com o Xavier Rohart. Ele nos passou na chegada, mas terminar em segundo também está muito bom. Depois vencemos a segunda regata e na terceira estávamos disputando ali no meio da flotilha e acabamos em quinto, perto dos líderes, o que também não é nada mau. Ainda não sei o que aconteceu na última regata, optamos em ir para a esquerda, pois a pressão do vento estava toda lá, mas foi uma péssima escolha. Não estávamos bem na última boia e rondamos em último, nossa posição final na regata. De qualquer forma estamos em segundo no geral e estamos focados no nosso objetivo, que é chegar na final no sábado.

Hamish Pepper (NZL)

Foi um ótimo dia no final se você olhar na súmula por completo. Estava um pouco perdido no começo, tentando reaprender sobre o barco o mais rápido o possível, mas foi um bom dia. Na terceira regata tivemos uma ótima largada e contamos um pouco com a sorte quando estávamos posicionados no lugar certo na hora certa, do lado esquerdo da raia. Aí cruzamos toda a flotilha e seguramos a primeira posição, o que foi muito bom!

A competição continua nesta quinta-feira e quatro regatas estão programadas para o segundo dia do round classificatório. As provas poderão ser assistidas ao vivo na internet com comentários de velejadores convidados direto do estúdio e com lindas imagens e gráficos direto da água, oferecidas pelo Virtual Eye. Quem estiver em casa também poderá disputar a regata virtual.

Jorginho Zarif na montagem de boia Star Sailors League

Jorginho Zarif na montagem de boia
Star Sailors League

 


Liga dos Campeões da Vela começa com Brasil na ponta e na lanterna
Comentários Comente

Antonio Alonso

Bruno Prada e Jorge Zarif vivem alegria e desapontamento no primeiro dia das classificatórias da Star Sailors League

Ao lado do neozelandês Hamish Pepper, o paulista Bruno Prada venceu a terceira regata desta quarta-feira

Ao lado do neozelandês Hamish Pepper, o paulista Bruno Prada venceu a terceira regata desta quarta-feira

As finais da Star Sailors League começaram com um lindo dia de sol, mas com pouco vento, condição que favoreceu as equipes mais experientes. Que o digam Bruno Prada, Jorge Zarif e Henry Boening, únicos brasileiros na competição deste ano. Enquanto Prada, que já obteve muitas vitórias na classe Star, com Robert Scheidt, ganhou o dia com um promissor terceiro lugar, como proeiro do neozelandês Hamish Pepper, a dupla Jorge Zarif e Henry Boening terminou na rabeira da tabela, na décima nona posição.
Zarif, que veio para a competição nas Bahamas diretamente do Mundial de Finn, disputado na Nova Zelândia, onde obteve o sétimo lugar geral, retornou ao Nassau Yacht Club bastante desapontado. No entanto, este foi apenas o primeiro dia, e contra Zarif, talvez o maior talento da nova geração de velejadores de alto desempenho do Brasil, pesou não só o cansaço da viagem, mas, principalmente, a falta de experiência em veleiros desta classe. Especialmente com o barco usado por ele, que foi emprestado pelo brasileiro Dino Pascolato. Foi a primeira vez que ele velejou neste barco, e não houve tempo para treinar com o proeiro Henry Boening, o Maguila. “O Jorginho está muito chateado, mas acho que dá para melhorar acertando a regulagem do barco e fazendo outros acertos”, considera Maguila. A disputa é dura, tendo em vista as feras veteranas na classe, como Paul Cayard (nono lugar), Xavier Rohart (primeiro), Jochen Schümann (sétimo) e a dupla Pepper/Prada. Segundo Pepper, a boa classificação deveu-se ao gabarito do seu proeiro e à concentração que ambos mantiveram durante as quatro regatas disputadas nesta quarta-feira, lembrando que, com tantos figurões como adversários, tudo pode mudar.


Prêmio de US$ 200 mil: Começa nas Bahamas a ‘Liga dos Campeões’ da Vela
Comentários Comente

Antonio Alonso

Começam nesta quarta-feira as finais da Star Sailors League, com grandes nomes da vela mundial, mas sem o trio de ouro brasileiro

Lars Grael e Samuel Gonçalves, campeões mundiais, são o grande desfaque nas finais da Star Sailors League

Lars Grael e Samuel Gonçalves, campeões mundiais, são o grande desfaque nas finais da Star Sailors League

Por Regina Hatakeyama

Nove medalhistas olímpicos, entre os quais Jochen Schümann (Alemanha, três medalhas de ouro e uma de prata), Mateusz Kusznierewicz (Polônia, uma de ouro e uma de bronze) e o brasileiro Bruno Prada (uma de prata e uma de bronze); e dez campeões mundiais, europeus e norte-americanos, incluindo mais um brasileiro, Jorge Zarif (campeão mundial na classe Finn) e o superstar Paul Cayard (EUA, campeão mundial da classe Star e skipper campeão da Copa Louis Vuitton e da Volvo Ocean Race). São esses os participantes das finais da Star Sailors League 2015, que começa nesta quarta-feira, sediada pelo Nassau Yacht Club, nas Bahamas.

As grandes ausências são as de três outros brasileiros: Robert Scheidt e os irmãos Torben e Lars Grael. A falta mais lamentada pelos competidores é a de Lars (duas medalhas olímpicas de bronze e o título mundial de Star, conquistado três semanas atrás). A explicação para Lars não comparecer foi a falta de tempo hábil para providenciar o certificado de vacinação contra a febre amarela. Já Torben (duas medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze em olimpíadas, e vencedor da regata de volta ao mundo Volvo Ocean) e Scheidt não quiseram interromper seus treinos para a Rio 2016 (Torben como técnico e Scheidt como competidor na classe Laser).

Os velejadores que disputam a Star Sailors League são os dez mais bem ranqueados da classe Star e outros dez nomes entre os mais importantes do mundo na atualidade, de diferentes classes, embora o barco utilizado na competição seja o Star (neste ano, com a desistência forçada de Lars Grael, que só soube da exigência da vacinação na hora de embarcar para Nassau, serão 19 duplas, e não 20). Jorge Zarif forma dupla com Henry Boening e Bruno Prada, habitual parceiro de Robert Scheidt, com o neozelandês Hamish Pepper.

A regata de hoje será disputada em flotilha. As 11 tripulações mais bem colocadas se qualificam, sendo que a primeira avança diretamente para a semifinal, quando enfrentará as seis primeiras colocadas da quarta de final. Dessa etapa, restarão as quatro equipes para a final, no sábado, de onde sairá a campeã da temporada. O prêmio é de US$ 200 mil.

A regata poderá ser acompanhada ao vivo pela internet (player abaixo) e velejadores de poltrona também terão oportunidade de participar de uma competição virtual.

Tags : Star


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>