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Juliana Duque bota moral no Brasileiro de Snipe
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Antonio Alonso

A baianinha Juliana Duque deixou mais de 60 marmanjos para trás e venceu a única regata desta quarta-feira no Campeonato Brasileiro de Snipe, em Brasília. Juliana Duque é uma das sete timoneiras na flotilha de 71 barcos neste campeonato. Desde pequena ela se dividia entre o Optimist e a classe que é o xodó dos brasileiros. Numa raia com feras como Xandi Paradeda, Santinha, Ivan Pimentel e até o gringo Manu Hens, eleito velejador do ano da classe Snipe, Juliana Duque e o proeiro Eduardo Carvalho deixaram todos para trás. Quem lidera a competição é Xandi Paradeda e Lucas Aydos.

Fiquem com imagem e texto de Kiko Moura, da pioneira Bóia 1:

Juliana Duque venceu a única regata do dia. Foto: Kiko Moura/Bóia 1

O segundo dia de regatas do 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe, nesta quarta-feira (28), foi especial para a flotilha baiana, representada exclusivamente por velejadores do Yacht Clube da Bahia. Logo pela manhã, durante a Assembleia Geral da classe, Salvador/BA foi ratificada como sede da próxima edição da competição em 2016. Poucas horas depois a dupla baiana Juliana Duque / Eduardo Carvalho venceu a única prova do dia e, para completar, os também baianos Mateus Tavares e Gustavo Carvalho assumiram a vice-liderança na classificação geral.

O início do dia completamente sem vento e com forte calor levou Fernando Madureira, Secretário Nacional da Classe Snipe, a adiantar a realização da Assembleia Geral, inicialmente prevista para as 18h. Na reunião, além de assuntos administrativos e da escolha da capital baiana como sede da 67ª edição, foi escolhida Ilhabela/SP para o evento de 2017 em detrimento de Vitória/ES, após uma apertada votação entre os capitães-de-flotilha, com placar de 8 x 6. Cabe agora aos caiçaras se adequarem ao caderno de encargos da classe para terem homologado seu pleito na assembleia do próximo Campeonato Brasileiro.

Enquanto transcorria a assembleia, por volta das 11h, o vento apareceu e preencheu toda a raia Norte do lago Paranoá. Por isso, assim que a votação foi concluída, a Comissão Regatas convocou todos os velejadores para a disputa da primeira prova do dia. Sob ventos muito parecidos com os do primeiro dia, entre 4 e 8 nós, foi disputada mais uma regata barla-sota com cinco pernas. Ao final do percurso, a dupla Maurício Santa Cruz / Alexandre Muto, do Iate Clube do Rio de Janeiro, foi a primeira a cruzar a linha de chegada mas não venceu. Ao lado de outras quatro duplas os cariocas largaram escapados sob Bandeira Preta e foram penalizados com a desclassificação da prova. Bom para Juliana Duque e Eduardo Carvalho que herdaram a vitória após cruzarem em segundo por uma diferença mínima. Mas foi melhor ainda para os seus colegas de clube Mateus Tavares e Gustavo Carvalho. Com a desclassificação de um adversário direto na disputa pelo título, eles assumiram a vice-liderança com 15 pontos perdidos, após um segundo lugar no prova do dia.

Na classificação geral a liderança permanece com os gaúchos Alexandre Paradeda / Lucas Huyer Aydos, do Clube dos Jangadeiros, com apenas 8 pontos perdidos após três provas. Xandi e Lucas se recuperaram de uma largada discreta e conseguiram terminar a terceira regata da série na quarta colocação. Em terceiro, no geral, aparece a dupla mista Manu Hens / Maj Borgen, representante da Bélgica, com 22 pontos perdidos. Hens e Borgen novamente fizeram uma regata bastante consistente e, sem se arriscarem muito, conquistaram um bom quinto lugar, o melhor resultado da dupla até o momento.

Após uma tentativa frustrada de realização da quarta regata da série, anulada por falta de condições técnicas, a programação do dia foi encerrada com um belo churrasco oferecido pelo Iate Clube de Brasília, clube organizador do evento.

O 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe apoiado pela CBVela, North Sails, Ocean Blue e NautiSpecial, prossegue nesta quinta-feira (29), com a realização de até três provas. Duas previamente programadas mais uma de hoje, que ficou em atraso.


Brasileiro de Snipe: Vento surpreende, e aparece no Paranoá
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Antonio Alonso

Rafa Martins e Milla Von Backerath, do Yacht Club da Bahia, vencem a regata de abertura Fernando Avelar em Brasília. A partir desta terça-feira, as regatas contam pontos pra valer.

Regata de abertura

Corre a lenda entre os velejadores de que vencer a regata de abertura não traz boa sorte. Por isso muita gente preferiu não cruzar a linha nesta segunda-feira, mesmo com um vento inesperadamente bom no lago Paranoá. A previsão para esta terça é desanimadora, por isso mesmo a comissão marcou a primeira largada para as nove horas da manhã. Se preciso for, estaremos o dia todo boiando à espera de um sopro de bom vento na capital federal.

O 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe foi aberto oficialmente, na manhã desta segunda-feira (26), com a presença de autoridades e todos os participantes sob céu carregado e pouco vento. Mas o prenúncio de um dia difícil para a realização da prova de abertura Fernando Avelar deu lugar a uma tarde ensolarada e ventos de boa intensidade, com rajadas de até 8 nós e as fortes rondadas características de Brasília.

Os velejadores da flotilha, com mais de setenta barcos, estavam ávidos pelo início do teste derradeiro antes da série que definirá a dupla campeã brasileira e classificada para os Jogos Panamericanos deste ano. Foram necessárias três tentativas de largada para o início da prova. Ainda assim, na largada válida, vinte e um barcos foram desclassificados por largarem escapados. Ao final das cinco pernas, em percurso barla-sota, a dupla Rafa Martins / Milla Von Backerath, do Yacht Club da Bahia, foi a vencedora seguida pela dupla Manu Hens / Maj Borgen, representante da Bélgica, e Alexandre Kronenberger / Fernanda Gargiulo, do Iate Clube de Brasília.

Encerrada a fase inicial do campeonato, a partir desta terça-feira (27), começa a disputa para valer. Estão previstas um total de dez provas, com direito ao descarte do pior resultado a partir da quinta regata e de dois da oitava regata em diante.

O 66º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe, disputado no Iate Clube de Brasília entre 23 e 31 de janeiro, tem apoio da CBVela, North Sails, Ocean Blue e NautiSpecial.

Resultado da Regata Fernando Avelar


O blogueiro virou a casaca
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Antonio Alonso

Hoje me dei conta de que já se passaram 13 anos desde que comecei a cobrir regatas a Vela. Uma Pré-Olímpica em Ilhabela impossível de esquecer. Para o bem e para o mal. Naquela época Joca Signorini era um menino e Torben Grael era um gênio do esporte com uma dificuldade enorme para dar entrevistas (como ele melhoraria com as Volvo…).

Treino de domingo na raia do Paranoá

Mas este post é sobre a virada de casaca do blogueiro, que está camuflado no meio de mais de cem snipistas que competem nesta semana o Campeonato Brasileiro de Snipe, em Brasília. É inútil dizer isso para quem é “da Vela”, mas a classe pan-americana Snipe é uma espécie de xodó nacional. Foi nela que Torben e Lars conquistaram seu primeiro campeonato mundial, chegou no Brasil há mais de 80 anos e reúne uma legião de apaixonados de todas as idades.

Pois bem, são 73 duplas inscritas de nove estados, e eu estou quieto no meio delas. Só o clube-sede, o Iate Clube de Brasília, tem 25 barcos brasilienses. A segunda maior flotilha é a do Rio de Janeiro, sempre numerosa, desta vez com 19 barcos oriundos de quatro clubes diferentes. Ao todo nove estados estão representados na competição: Bahia (6), Distrito Federal (26), Espírito Santo (1), Pernambuco (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (2), Sergipe (5) e São Paulo (7), além da dupla belga Manu Hens / Maj Borgen. Se alguém tem dúvida do que é o Campeonato Brasileiro para a classe Snipe, basta lembrar que Manu Hens é o atual Velejador do Ano na classe Snipe.

A competição começa pra valer nesta segunda. Hoje, domingo, o vento não deu as caras até que apareceu tímido depois das 15h. A regata treino não rolou, mas quem foi para água conseguiu uma horinha e meia de bons ventos com direito a uma porranca de 25 nós de través. Coisas de Brasília…


Juninho da Ilha vence Sul Brasileiro de Snipe em SP
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Antonio Alonso

Juninho de Jesus, e Anderson Brandão, do Grêmio de Vela Ilhabela, venceram o Campeonato Sul-Brasileiro de Snipe, disputado neste fim de semana, na Guarapiranga. Juninho, o timoneiro, chegou no YCSA com o braço esquerdo imobilizado no primeiro dia após uma queda. Mesmo assim, sobrou talento para vencer a competição, com direito a uma vantagem folgada no último dia, de vento fraco.

Com 25 barcos na raia, a competição reuniu uma flotilha modesta em comparação com a força que a classe já teve em São Paulo, mas a old school paulista marcou presença no pódio, com Paulo Santos (hoje um snipista radicado no Rio em segundo lugar) e Ricardo “Ricão” Barbosa, em terceiro. Veja aqui a súmula final completa do 44º Campeonato Sul-Brasileiro de Snipe.

Classe pan-americana, a Snipe já foi, com certa vantagem, a classe mais popular no Brasil. Hoje em dia tem dado lugar a veleiros mais modernos e — principalmente — mais leves. Entre as 25 tripulações inscritas, apenas duas competiram na categoria Junior. E nenhuma delas conseguiu completar as três regatas do primeiro dia, quando as rajadas chegaram aos 16 nós.

Tem fotos do campeonato? É só me mandar que eu publico aqui: alonso.redacao@gmail.com


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