Sobre as Águas

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Sem Martine e Kahena na raia, irmãs dinamarquesas Maiken e Anne-Julie vence
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Antonio Alonso

Martine Grael e Kahena Kunze têm dado todos os sinais que são fortíssimas concorrentes ao título olímpico no ano que vem no Rio. Infelizmente elas acabaram ficando fora justamente da Semana Olímpica do Rio, momento em que as melhores do mundo vieram ao Brasil para testar a raia. Sem as brasileiras, quem levou o título foi a dupla de irmãs dinamarquesas. Mariana Peccicacco conversou com elas:

Como foi a semana no Rio, disputada e com ventos fracos?
Foi uma boa semana pra nós. Muito difícil, mas parece que é assim que vai ser aqui: disputado, com ventos rondados mudando muito. Particularmente o Pão de Açúcar parece estar no meio do caminho [do vento] o tempo todo. Nós tentamos nesta semana guardar todas as informações que pudemos para os próximos eventos e conseguimos fazer uma boa competição.

Um grande começo em direção à Rio 2016…
Muito importante. Nós já tivemos aqui antes e é um lugar mesmo muito difícil de velejar, portanto é importante adquirir experiência e ir bem para que você tenha auto-confiança nas velejadas aqui no Rio. Foi importante, nós estamos muito importante.

E é bom velejar com a irmã?
Maike: É sim. Nós gostamos muito. Às vezes é difícil, mas na maior parte do tempo é gostoso.
Anne-Julie: E gosto porque ela é uma ótima timoneira.


Segundo dia da Semana de Vela do RJ tem disputa acirrada entre brasileiros
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Antonio Alonso

Classes Nacra 17 e Laser Radial têm disputa particular entre três barcos

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A previsão do tempo indicava que a terça-feira seria de vento fraco no Rio de Janeiro, porém, diferente de segunda, ele apareceu cedo e com boa intensidade, permitindo a realização de boas regatas na 28ª Semana Internacional de Vela, promovida pelo Iate Clube do Rio de Janeiro até o próximo dia 6. As classes Finn, Laser Radial e Standard completaram as duas regatas previstas para o dia antes das 15h, mesmo horário que os Nacra 17 terminaram as três programadas para eles.

Conforme previsto na Instrução de Regatas, existe um rodízio de raias e desta vez os Nacra 17 velejaram mais próximos do Pão de Açúcar. Os argentinos Santiago Lange e Cecilia Carranza fizeram a melhor média do dia, com um segundo e dois primeiros lugares, abrindo dois pontos de vantagem sobre os austríacos Thomas Zajac e Tanja Frank, segundos colocados.

“É um prazer estar aqui. Estamos velejando bem, mas ainda podemos melhorar. Temos que passar muito tempo aqui no Rio, pois a raia é muito difícil e temos que treinar muito mais. Adoro velejar aqui. Quanto mais eu velejo aqui, mais gosto”, disse Santiago, que tem em seu currículo dois bronzes olímpicos na classe Tornado, em Atenas e em Pequim, e já está com o passaporte carimbado para o Rio 2016.

E se os estrangeiros já definiram seus representantes Olímpicos, por aqui a briga está acirrada. A Nacra 17, assim como a Laser Radial e a Standard, a 470 masculina e a 49er, ainda não tem uma equipe definida e muita coisa poderá mudar até dezembro, quando será disputada a Copa Brasil de Vela. Juliana Mota e Leandro Azambuya literam a flotilha verde e amarela, com Samuel Albrecht e Isabel Swan empatados, com 34 pontos cada. Logo em seguida aparece João Bulhões e Gabi Nicolino, com 35.

“A baía de Guanabara fica linda com tantos barcos, tantos estrangeiros. A nossa flotilha não está tão grande, o que nos permite ousar um pouco mais e testar largadas e velocidade, por exemplo. É como um treino de luxo. Uma experiência bem boa”, disse Juliana Mota.

Assim como na Nacra 17, na Laser Radial a briga está acirrada entre as brasileiras. Odile Ginaid é a primeira, com 23 pontos, na 4ª colocação. Tina Boabaid aparece em seguida, com 29 pontos, e Fernanda Decnop vem logo depois, com 30.

“A primeira regata foi muito difícil. A maré estava bastante confusa e não tive o melhor resultado. Na segunda eu consegui velejar melhor, mesmo com o vento mais forte. Estava sem escorar desde antes do Pan, que foi um campeonato de vento fraco, então fiquei feliz de estar mais rápida do que as adversárias. Competir em casa é sempre bom. A gente meio que conhece, mas ainda assim é complicado, pois a maré muda de uma hora para a outra. T”, disse Fernanda, que acabou de conquistar a medalha de bronze no Pan e velejou na raia da Escola Naval.

Na classe Laser Standard, depois do triplo empate desta segunda, o neozelandês Sam Meech assumiu a ponta, com um ponto de vantagem sobre o australiano Tom Burton. O brasileiro melhor colocado é João Oliveira, na quarta colocação.

Na Finn, o neozelandês Josh Junior teve um dia perfeito e venceu as duas provas do dia. Jorginho Zarif segue como o melhor brasileiro, na quarta colocação.

Nesta quarta-feira a competição continua com regatas a partir das 12h. Para conferir os resultados completos, acessewww.sivrio.com.br.

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela e da Feverj


Estrangeiros dominam o primeiro dia da Semana Internacional de Vela do Rio
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Antonio Alonso

A flotilha de Nacra 17 do Brasil, no registro de Fred Hoffmann

A flotilha de Nacra 17 do Brasil, no registro de Fred Hoffmann

A segunda-feira começou agitada no Iate Clube do Rio de Janeiro. Isto por que as classes Nacra 17, Finn e Laser Radial e Standard disputaram as primeiras regatas da 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro. O único detalhe é que o principal convidado, o vento, chegou um pouco atrasado! As regatas estavam marcadas para começar às 12h, porém a Comissão de Regatas optou por deixar os velejadores esperando em terra até que o mínimo de vento aparecesse na baía de Guanabara. Quando foi 12h45 a bandeira que sinaliza este retardamento foi arriada e uma hora depois a primeira largada pôde ser dada.

Foram usadas duas das raias que serão usadas nas Olimpíadas. No Pão de Açúcar ficaram os Lasers Standard e Radial e o Finn. Entre os homens da Standard, o dia terminou com um empate triplo entre os três primeiros: o australiano Tom Burton e os neozelandeses Matt Wearn e Sam Meech.

“Estava muito rondado e foi muito difícil. Esta é a minha terceira vez no Brasil, então estou ficando acostumado com estas condições. Gosto muito de velejar aqui, sempre mais quente do que velejar em casa”, disse Meech.

Entre as meninas da Radial, a surpresa veio por conta da catarinense Tina Boabaid, que venceu a primeira regata do dia. “Estava bastante rondado. Acabei largando mal, mas me recuperei até cruzar a linha em terceiro. Dei sorte que a holandesa Marit Bowmeester e a chinesa Zhang Dongshuang largaram escapado, então acabou que a vitória foi minha”, disse Tina. A líder é a brasileira Odile Ginaid.

Na Finn, o líder é o neozelandês Josh Junior. Jorge Zarif, que já foi indicado pela Confederação como o representante brasileiro nos Jogos Olímpicos, aparece na terceira colocação.

E se não foi fácil para os velejadores desta raia, também não foi fácil para a Comissão de Regatas. Os juízes comandados por Cuca Sodré tiveram bastante trabalho para conseguir fazer uma raia perfeita. “O vento deu uma rondada, tivemos que anular a primeira regata da Finn e reposicionar tudo para o novo vento, mas no geral deu tudo certo!”, comentou Cuca.

Na raia da Escola Naval, o vento estava mais constante, o que facilitou para os velejadores da classe Nacra 17. Depois de três regatas, os austríacos Thomas Zajac e Tanja Frank lideram a competição. Samuel Albrech, que fez a sua estreia com Isabel Swan é o melhor brasileiro, na 8ª colocação.

Para esta terça a ideia é de que sejam realizadas mais três regatas para a Nacra e duas para as demais classes. No entanto, a previsão do tempo não está muito boa e indica novamente ventos fracos.

Para conferir os resultados completos, acesse www.sivrio.com.br.

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela e da Feverj

 


“Seleção” sai da Copa Brasil com 4 ouros e 5 nomes na Olimpíada
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Antonio Alonso

Resultados do ano garantiram vaga para Martine Grael/Kahena Kunze, Jorge Zarif, Patricia Freitas e Bimba. Brasil levou ouro com Scheidt, Martine/Kahena e Fernanda Oliveira/Ana Barbachan. Marco Grael e Gabriel Borges venceram uma disputa só com brasileiros na 49er

Fred Hoffmann/CBVela

Robert Scheidt, ouro na Laser

Fred Hoffmann/CBVela

Patricia Freitas é prata na RS:X

Fred Hoffmann/CBVela

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, ouro na 470

Fred Hoffmann/CBVela

Os cinco velejadores já confirmados nas Olimpíadas de 2016

 

Terminou neste sábado na praia de São Francisco, em Niterói, a segunda edição da Copa Brasil de Vela. Mais de 160 velejadores, de mais de 20 países estiveram presentes nos sete dias de evento. Com a disputa das medal races (ou regatas da medalha) bem pertinho do público, foram definidos os campeões das dez classes que estarão nos Jogos do Rio 2016.

As primeiras classes a irem para a água foram a 49er e a 49er FX. Como o vento demorou a entrar, as largadas foram dadas com mais de 2h de atraso. Na raia mais próxima da praia, as meninas fizeram a torcida sofrer com o vento rondado e ainda bastante fraco. No final, as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz venceram a regata e ficaram com o título da competição. Martine Grael e Kahena Kunze foram segundas na regata e ficaram com a medalha de prata. Entre os homens, o título ficou com Marco Grael e Gabriel Borges, que também venceram a regata da medalha.

As classes seguintes foram a RS:X masculina e Nacra 17, que não teve nenhum representante brasileiro. Entre as pranchas, Ricardo ‘Bimba’ Winicki foi quinto colocado na regata que tem peso dois, e fechou a sua participação na Copa Brasil em quarto. O vencedor foi o inglês Nick Dempsey, prata em Londres 2012.

Na classe Nacra, nenhum representante brasileiro. O título ficou com os franceses campeões mundiais Billy Bresson e Marie Riou.

Assim que as regatas acabaram, o vento baixou novamente e os velejadores tiveram que esperar mais um pouco antes da largada das classes RS:X feminina e Finn. A raia mais próxima da praia permaneceu no mesmo local, porém a outra teve que ser mudada mais para perto do morro do Morcego por conta de uma rondada no vento.

Entre as meninas, Patricia Freitas garantiu a medalha de prata ao terminar em quinto na medal race. A campeã foi a inglesa Bryony Shaw.

Entre os homens, o inglês Giles Scott já tinha garantido o ouro nesta sexta-feira, mas ainda assim quis velejar  neste sábado e venceu também a regata da medalha. “O vento não estava muito bom, mas fiquei feliz de conseguir vencer a medal race. Vencer as duas edições da Copa Brasil e o Evento teste, em agosto, com certeza me deixou mais confiante para as Olimpíadas”, disse o campeão mundial.

Nas duas regatas seguintes, mais uma vez com vento fraco, veio a primeira medalha de ouro do Brasil. As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan confirmaram o bom desempenho durante a semana e ganharam também a medal race. “Foi um campeonato bem difícil, com condições diferentes, com raias bem particulares dentro e fora da baía. Conseguimos manter uma boa média durante a semana e acho que isso nos levou a ganhar o campeonato. Foi um presente do papai Noel, para encerrar o ano. Ainda mais por ter sido na raia olímpica, então é um ótimo sinal”, disse Ana.

Entre os homens do 470, os vencedores foram os campeões mundiais Mathew Belcher e Will Ryan. A dupla, que venceu também o Evento Teste, volta confiante para casa. “Foi um dia complicado, voltamos da água quase às 17h, quando deveríamos ter ido para a água às 13h. O vento estava bastante rondado e fomos segundos na medal race, mas fizemos o que tínhamos que fazer para vencer. Treino nunca é demais, apesar de velejarmos bem relaxados aqui, mas a ideia é nos acostumar o máximo possível com a raia do Rio de Janeiro”, disse Belcher.

A última classe a ir para a água foi a Laser. No masculino, Scheidt provou por que é uma lenda viva e, ao cruzar a linha de chegada na terceira colocação, garantiu mais um título na carreira. “Foi uma regata muito complicada, não larguei muito bem e na penúltima perna tive que tomar uma decisão difícil, que acabou dando certo e consegui passar o holandês Rutger Van Schaardenburg, que estava na briga pelo título. Estou aliviado agora. Este ano foi bem duro pra mim, não tive resultados excepcionais e ganhar aqui na raia olímpica é sempre uma afirmação que estou no caminho certo”, disse Scheidt.

Já as meninas foram as que mais sofreram com o vento rondado e fraco. No final, o título ficou com a belga Evi Van Acker.

Martine Grael e Kahena Kunze, Jorge Zarif, Patricia Freitas e Bimba são os primeiros nomes confirmados para o Rio 2016:

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) anunciou neste sábado durante a Copa Brasil de Vela, em Niterói, os primeiros nomes escalados para as Olimpíadas do Rio 2016. São eles: Jorginho Zarif, da classe Finn, Ricardo ‘Bimba’ Winicki, e Patricia Freitas, da RS:X, e Martine Grael e Kahena Kunze, da 49er FX.

“Foi um alivio receber a confirmação. Agora o objetivo é chegar nos Jogos com chance de brigar pela medalha”, disse Martine, que, assim como Kahena, fará sua estreia em Jogos Olímpicos.

Já Bimba disputará as Olimpíadas pela quinta vez. “Estou muito feliz com o ano, estive sempre em segundo no ranking, bem perto do primeiro. A indicação para os Jogos um ano e oito meses antes é um peso a menos nas costas. Assim posso velejar tranquilo e fazer um trabalho melhor”, disse Bimba.

Jorginho, um dos mais novos da Equipe Brasileira de Vela com 22 anos, vai para a segunda Olimpíada. Patrícia, aos 24, vai para a terceira.

“Este foi um ano muito bom para a vela, com o título mundial da Martine e da Kahena e com o bom desempenho da equipe brasileira no Evento Teste e nas duas edições da Copa Brasil de Vela. Isso mostra que estamos no caminho certo para os Jogos”, disse Marco Aurélio Sá Ribeiro, presidente da CBVela.

Para mais ver os resultados completos, acesse www.copabrasildevela.com.br.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói, Slam e da Richards.


Fernanda Decnop se anima com teste no Rio
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Antonio Alonso

Fernanda Decnop tem sido uma surpresa de encher os olhos na Laser brasileira. Ela não só assumiu o cetro nacional que era de Adriana Kostiw como também apresentou uma evolução impressionante quando comparada com as melhores do mundo. Na Copa Brasil deste ano, evento teste para a Rio 2016, a velejadora de Niterói marcou logo um “bullet” no primeiro dia, vencendo a segunda regata da série. Ouça Fernanda contar a experiência com suas próprias palavras.


Copa Brasil de Vela entra em fase final neste sábado
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Antonio Alonso

Penúltimo dia da fase classificatória da Copa Brasil de Vela foi marcado por vento fraco nas raias de fora da baía de Guanabara

As classes que ficaram do lado de dentro tiveram vento mais forte e bastante rondado

Fred Hoffmann/CBVela

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan tiveram dia quase perfeito na 470

O terceiro dia de regatas da Copa Brasil de Vela foi mais uma vez marcado por sol forte. Já o vento acabou não entrando nas raias de fora da baía de Guanabara e apareceu rondado e variando de intensidade nas raias de dentro. Quem soube aproveitar melhor todas as rajadas e rondadas, acabou se dando bem.

Este foi o caso de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que tiveram um dia quase perfeito na 470. A dupla gaúcha somou um segundo e um primeiro lugares, subindo para a segunda colocação geral. As líderes são as francesas Camille lecointre e Hélène Defrance.

“Foi um dia excelente, mas o vento estava muito rondado e foi difícil para todo mundo”, disse Fernanda. A classe velejou na raia do Pão de Açúcar, conhecida pelo vento bastante inconstante. “Tinha hora que dava pra ficar pendurada no trapézio soltando vela, tinha hora que tinha que ficar dentro do barco”, completou Ana, se referindo à variação de intensidade do vento.

Os homens saíram mais tarde da praia e foram para a raia da Ponte, onde o vento esteve mais forte o dia todo. Geison Mendes e Gustavo Thiesen continuam sendo os melhores brasileiros, na nona colocação. Os australianos Mathew Belcher e Wil Ryan, campeões mundiais, assumiram a liderança.

Na classe RS:X, com mais três regatas realizadas na raia da Escola Naval, os resultados permanecem os mesmos. Patrícia Freitas é a segunda colocada entre as meninas, com a inglesa Bryony Shaw na primeira colocação. Entre os homens, Ricardo ‘Bimba’ Winicki segue em quarto, com o polonês Pawel Tarnowski em primeiro.

O mesmo acontece na Finn, que permanece com Jorginho Zarif na sexta colocação. O inglês Giles Scott, campeão mundial, segue em primeiro.

Vento fraco na raia de fora da baía:

A classe Nacra 17, que velejou fora da baía de Guanabara, teve um dia longo. A flotilha de 23 barcos foi para a água pouco depois do meio dia e só voltou depois das 17h. As três regatas foram feitas com vento bastante fraco e os velejadores nem chegaram a sair no trapézio.

“O dia foi muito complicado. O vento parecia que queria entrar, mas não tinha força. Tivemos duas regatas boas, mas na última acabamos perdendo uma rondada do vento e fomos muito mal. Esta é a minha primeira vez no Brasil e estou gostando muito. O espírito do carioca, de estar sempre sorrindo, é algo incrível. E o clima e o lugar também são muito bons”, disse o italiano Vittorio Bissaro, que ao lado da proeira Silvia Sicouri foi quarto colocado no Mundial da classe, em setembro, e finalizou o dia na segunda posição, empatado com a dupla francesa campeã mundial Billy Bresson e Marie Riou.

As classes 49er e 49er FX, que estavam programadas para também velejar nas raias de fora, acabaram vindo para dentro da baía, na raia do Pão de Açúcar, onde tinha mais vento. Entre os meninos, Marco Grael e Gabriel Borges lideram com um ponto de vantagem. Entre as meninas, Martine Grael e Kahena Kunze seguem na segunda colocação, com as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz em primeiro.

Fred Hoffmann/CBVela

Giles Scott, da Inglaterra, líder absoluto na Finn

Fase classificatória chega ao fim nesta sexta-feira:

Nesta sexta-feira estão programadas mais duas regatas para as classes 470, Laser Standard, Laser Radial e Finn e mais três para os Nacra 17, 49er, 49er FX e RS:X. No final do dia, os dez melhores ranqueados nas classes com mais de dez inscritos e os cinco melhores nas classes com menos de dez inscritos se classificam para a disputa da medal race, que serão disputadas no sábado, na enseada de São Francisco, em Niterói. Todas as regatas terão pontuação dobrada e não poderão ser descartadas.

Para mais informações, como resultados e horários das regatas, acesse www.copabrasildevela.com.br.


Campeões mundiais da 470 falam sobre raia olímpica
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Antonio Alonso

O australiano campeão mundial e olímpico de 470 Mathew Belcher está de proeiro novo no Rio de Janeiro testando a raia olímpica e os adversários que ele deve encontrar nas Olimpíadas de 2016. Neste vídeo ele e o tímido parceiro Will Ray falam sobre como foi o primeiro dia na raia, onde enfrentaram condições difíceis, mas se saíram bem. Daqui pra frente, competições como a Copa Brasil de Vela serão cada vez mais concorridas pelos melhores velejadores estrangeiros. Está na hora de conhecer os segredos da raia. E em se tratando da baía de Guanabara, esses segredos às vezes são quase impenetráveis.

Assista o vídeo (em inglês)

Campeão mundial fala sobre Copa Brasil no Rio


Vitória de Martine no Mundial é evento histórico para Vela brasileira
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Antonio Alonso

A esta altura todos estamos comemorando o título Mundial de Martine Grael e Kahena Kunze em Santander, na Espanha. Merecido. A dupla venceu com uma velejada digna de melhores do mundo. Saíram atrás, sabiam o que tinham de fazer e, na última perna, ultrapassaram as dinamarquesas que até então seriam as campeãs mundiais.

Mas a vitória de Martine Grael e Kahena Kunze significa muito mais do que a revelação de um enorme talento, ou da consagração da filha de Torben Grael. Essa vitória é histórica dá à Vela brasileira uma dignidade que há muito tempo era devida. Se o bronze de Fernanda Oliveira e Isabel Swan na Olimpíada de 2008 tirou nossa vela feminina da pré-história, esse título de Martine Grael dignifica um país que nunca deu bola de verdade para suas velejadoras. Não foi por falta de professores, de clubes ou de talentos. Foi porque não demos bola mesmo. Nem precisamos olhar muito para trás, basta lembrar de outra dupla campeã mundial, Laura Zanni e Isabel Ficker, campeãs do Mundial da Juventude na 420 e que abandonaram o esporte pouco depois. Quem não se lembra do talento fenomenal de Mariana “Didi” Basílio? Outra também não encontrou no Brasil as condições para ser a atleta que poderia ter sido. Foi preciso o talento e a persistência até então inéditos, trazidos pela gaúcha Fernandinha Oliveira, para que o Brasil comemorasse uma medalha olímpica na vela feminina. Quatro décadas depois da nossa primeira medalha com os homens.

E não pensem que venho aqui fazer coro com os que pensam que o Brasil é péssimo, um país onde o esporte não é valorizado. Muito pelo contrário. O Brasil tem várias (mesmo) iniciativas inéditas em prol do Esporte de alto nível. A responsabilidade é nossa, torcedores, velejadores, técnicos, patrocinadores. Nós é que deixamos tantos talentos a um passo da glória. Entre outros motivos menores porque ainda somos, sim, machistas a valer.

Parabéns Martine e Kahena. Parabéns, mulheres. A Vela agradece. O Brasil agradece.

©jesusrenedo/sailingenergy

Martine e Kahena em ação no Mundial de Vela

Da MKT MIX:

Dupla garante a única medalha para o Brasil no Mundial de Vela; Martine e Kahena desembarcam no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, nesta segunda, 22/09, às 17:15

Domingo histórico para o esporte brasileiro. As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze, com apenas 23 anos, conquistaram o Mundial de Vela de Santander, na Espanha, pela classe 49erFX. O título coroou a temporada espetacular da dupla brasileira em 2014 e foi a única medalha do país na competição. A prata ficou com as dinamarquesas Ida Marie Nielsen e Marie Olsen e o bronze com as italianas Giulia Conti e Francesca Clapcich.

“É maravilhoso! Estamos muito felizes. Foi difícil, pois o vento estava bastante rondado, mas sabíamos tudo o que estávamos fazendo”, disse Martine Grael.

O campeonato começou com pouco vento e regatas canceladas, mas os três últimos dias de prova foram emocionantes. Martine e Kahena brigavam ponto a ponto com a dupla da Dinamarca Ida Marie Nielsen e Marie Olsen, e para a medal race a diferença entre elas era de apenas dois pontos, com as europeias na frente.

Para garantir o ouro, Martine e Kahena precisavam chegar na frente das dinamarquesas na final. Com uma largada não muito boa, as brasileiras fizeram uma prova de recuperação fantástica e na última volta ultrapassaram as adversárias. A partir daí foi só manter a calma e comemorar muito com o público que assistia tudo bem de perto.

“Foi muito bom disputar esta regata com tanta gente torcendo por nós. Foi emocionante”, disse Kahena Kunze.

O Mundial de Vela reuniu durante duas semanas os principais velejadores do mundo na baía de Santander. A competição, que terminou neste domingo, definiu 50% das vagas da Vela para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Por ser o país sede, o Brasil já possui vaga em cada uma das dez classes olímpicas.

Martine Grael e Kahena Kunze começaram a competir juntas na 49erFX no final de 2012, quando a classe foi oficializada pela ISAF. Mas a parceria de sucesso começou em 2009, quando a dupla foi campeã mundial junior na classe 420.

Na primeira temporada pela nova classe olímpica, em 2013, Martine e Kahena foram vice-campeãs mundiais, vice-campeãs europeias, campeãs do norte-americano de vela, campeãs da etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela e campeãs sul-americanas. Resultados que garantiram a liderança do ranking mundial da classe em novembro do ano passado. Desde então, a dupla brasileira reina absoluta no topo da classificação.

O Mundial é o sexto título de Martine Grael e Kahena Kunze em 2014. Nesta temporada as velejadoras também conquistaram as etapas de Hyères e Mallorca da Copa do Mundo de Vela da ISAF, a Semana Olímpica de Garda Trentino, a Copa Brasil de Vela e a medalha de ouro no Aquece Rio International Sailing Regatta, evento teste para os Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio. Além disso, foram também vice-campeãs dos campeonatos norte-americano e europeu, além do quarto lugar na etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela.

Resultado Mundial de Vela – 49erFX
1) Martine Grael e Kahena Kunze (BRA) – Ouro

2) Ida Marie Nielsen e Marie Olsen (DIN) – Prata
3) Giulia Conti e Francesca Clapcich (ITA) – Bronze

Acompanhe as notícias da dupla nas redes sociais:
Página oficial da dupla Martine Grael e Kahena Kunze


Equipe olímpica do Brasil parte para teste na Espanha
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Antonio Alonso

Não é de hoje, a confederação brasileira entrou de cabeça na preparação da seleção para a Olimpíada do ano que vem. Doze técnicos acompanham os 34 atletas que viajam para disputar o Mundial de Vela, na Espanha. A desastrosa aventura ao lado dos Bingos parece ter ficado para trás e deu lugar a uma confederação com grana e objetivo. A equipe brasileira tem, além de estrelas como sempre teve nas últimas décadas, novos nomes que vão para a Olimpíada não para velejar, para disputar medalha.

Laser, Finn, Prancha masculino, 470 feminino e 49erFX são as classes nas quais os mais conservadores podem apostar. Eu, no entanto, sigo torcendo por surpresas. A situação mais difícil é da Nacra. Pouquíssimos velejadores conseguiram o barco e se a Olimpíada não fosse no Rio, conquistar a classificação já seria um belo desafio. Um dos barcos tem Samuca Albrecht no timão, uma fera, mas que ainda não encontrou a melhor forma no barco. O Nacra é um detalhe importante, porque parece que os catamarãs voltaram pra ficar. Quem está olhando pra 2020?

Da Peccicom assessoria:

Vela: Time brasileiro embarca para a Espanha para disputa do Mundial da Isaf

Equipe contará com 34 atletas e 12 técnicos, incluindo Torben Grael

Entre os dias 8 e 21 de setembro os melhores velejadores do mundo que buscam uma vaga para 2016 estarão reunidos na Espanha para a disputa do Mundial da Federação Internacional (ISAF). Durante a competição serão definidas 50% das vagas dos próximos Jogos Olímpicos e, apesar de o Brasil já possui vaga em cada uma das dez classes, embarca para o velho continente com uma delegação forte, que promete brigar por medalhas. No total o time canarinho contará com 34 atletas e 12 técnicos, incluindo Torben Grael, coordenador técnico da equipe olímpica brasileira.

“A Equipe Brasileira tem se mostrado bastante consistente nos eventos internacionais, então para esta competição espero ao menos um titulo mundial e cinco barcos entre os 10 melhores colocados”, disse o diretor técnico da CBVela Ricardo Lobato.

A competição terá o mesmo formato olímpico, com uma fase classificatória, mais a medal race, em que participam apenas os dez melhores colocados e tem pontuação diferenciada. A previsão é de que as regatas comecem pra valer no dia 12 para as classes Laser Radial e Laser Standard, no dia 13 para as pranchas, 14 para os 470 e 15 para o Finn, Nacra, 49er e 49er FX.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

“Nós participamos de uma competição no final do mês na raia do Mundial e analisamos que boa parte dos times está bem preparada e treinada em busca da vaga para os jogos de 2016. A grande alternância e inconstância de resultados de grande parte das tripulações nos faz ter certeza que ter uma boa média será crucial para conseguir um bom resultado neste evento”, disse Geison Mendes, timoneiro da classe 470.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

Confira a delegação brasileira no Mundial:

Laser

Robert Sheidt

Bruno Fontes

Alex Veeren

 

Radial

Fernanda Decnop

Odile Gnaid

Maria Cristina Boabaid

 

Finn

Jorge Zarif

 

RSX M

Ricardo Santos

Albert Carvalho

Gabriel Bastos

 

RSX W

Patricia Freitas

Bruna Martinelli

 

470 W

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan

Renata Decnop e Isabel Swan

 

470 M

Henrique Haddad e Bruno Bethlem

Geison Mendes e Gustavo Thiessen

Tiago Brito e Andrei Kneipp

 

49er

Dante Bianchi e Thomas Lowbeer

Marco Grael e Gabriel Borges

 

FX

Martine Grael e Kahena Kunze

Juliana Senfft e Gabriela Nicolino

 

Nacra

Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues

João Bulhões e Juliana Mota


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