Sobre as Águas

Arquivo : Oceano

Vela: Antonio Piris será o chefe da equipe de terra do MAPFRE na VOR
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Antonio Alonso

O espanhol Antonio Piris (53) terá uma nova missão a partir desta temporada. Ele terá a responsabilidade de chefiar a equipe de terra do barco MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. Será sua estreia nesse tipo de função. Em sua carreira profissional, Toño Piris – como é apelidado em seu país – tem experiência de sobra no mundo da vela oceânica, incluindo a disputa da Copa América (três vezes), Barcelona World Race (3º em 2010-11) e até na Whitbread Round the World (versão anterior da Volvo Ocean Race).

Antonio Piris já está em Lisboa, onde fica o estaleiro da regata de volta ao mundo. ”Tenho uma grande equipe ao redor e o objetivo inicial é fazer um bom trabalho, além de ter sempre a possibilidades do pódio ou até mesmo da vitória. Acho que temos muitas chances de ganhar”.

Ele emendou: ”Temos que deixar o MAPFRE melhor preparado para desempenhar o seu papel”.

Além da nomeação de Toño Piris como chefe da equipe de terra, o barco espanhol confirmou mais outros nomes. São eles: Maria Bertrand (Chefe de Logística), Iñigo Losada (Chefe da Saúde ), Juan Pinacho (gerente de cabos e mastreação). Todos eles se juntam a Gonzalo de Velasco “Nervio” e Santi Pablos

Antonio “Talpi” Piris, chefe da equipe de terra do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18

Fotos: Amalia Infante/Volvo Ocean Race


Cape2Rio termina com recorde do Mussulo 40 no Rio de Janeiro
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Antonio Alonso

Foto: Publius Vergilius

Foto: Publius Vergilius

Foram quase duas semanas e 3.500 milhas pelo Oceano Atlântico, a partir da Cidade do Cabo. A tradicional regata Cape2Rio, realizada desde 1971, terminou no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (18) reservando espaço para algumas boas surpresas.

Com apenas dois tripulantes a bordo, um deles brasileiro, o barco angolano Mussulo 40 mostrou um desempenho à altura de equipes e embarcações mais robustas. O barco foi o quarto a chegar à Marina da Glória, o primeiro na categoria Double Hand, primeiro na categoria Double Hand a chegar à Marina da Glória, com um tempo recorde de 16 dias, 14 horas, 22 minutos e 12 segundos que valeu a vitória na classe. Até então, o melhor índice era do Privateer, com 17 dias, 20 horas e 43 minutos na edição de 2014.

“Apesar de uma largada largada ruim, por conta de problemas técnicos, conseguimos nos superar, aproveitar todo o potencial do Mussulo 40 para vento forte e rapidamente recuperamos o tempo perdido. Desde o início da regata, nos mantivemos entre as primeiras posições”, afirma o comandante angolano José Guilherme Caldas, que formou a dupla vitoriosa com o skipper brasileiro Leonardo Chicourel.

Mesmo com as dificuldades impostas, a dupla conseguiu completar as 3500 milhas da Cape2Rio antes do previsto – inicialmente a previsão era entre 18 e 20 dias de regata. “Os últimos dias da prova foram de paciência e estratégia. Além da embarcação ter entrado numa zona de pressão, sem vento, registramos uma avaria no sistema de piloto automático, o que exigiu a pilotagem do barco em 100% do tempo”, completa Caldas.

O Mussulo 40, junto com o Mussulo III, integra uma iniciativa inédita da Angola Cables no apoio ao iatismo na África. A relação entre a empresa e a vela começou por acaso, justamente quando um grupo de velejadores angolanos pediu apoio para participar da regata Cape2Rio de 2014. “Parabéns ao team Mussulo 40. Estamos muito orgulhosos do esforço feito pelo comandante José Guilherme e pelo Leonardo Chicourel para completar a prova em tempo recorde. A Cape2Rio e as adversidades que apresenta aos velejadores servem como um teste de habilidade e estratégia que oferece muitas lições sobre trabalho em equipe e perseverança ao longo do caminho “, diz Antonio Nunes, CEO da multinacional de telecomunicações.

A Angola Cables também patrocina dois velejadores do Clube Náutico de Luanda, que recentemente participaram do Campeonato Africano de Vela em Luanda. “A vela é uma modalidade desportiva que envolve estratégias intensas, exige estar preparado para qualquer eventualidade e responder rapidamente às mudanças no ambiente; muito parecido com o nosso negócio. Existem ainda outros paralelos, como o fato de ser praticada à base de água e de termos milhares de quilómetros de cabos de fibra óptica no fundo do mar como parte da criação de redes intercontinentais de alta velocidade”, conclui António Nunes.


Ben Ainslie larga na frente na America’s Cup
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Antonio Alonso

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O Land Rover BAR venceu a Louis Vuitton America’s Cup World Series e saiu com vantagem para tentar ser o desafiante ao trono do ORACLE Team USA na competição mais antiga do mundo. A equipe inglesa ganhou pontos de bônus, que serão usados na próxima fase, que define a equipe adversária dos americanos. A etapa será nas Bermudas, no ano que vem, antes do match race final. O multicampeão olímpico Ben Ainslie é o comandante do barco, que teve o melhor desempenho em todas as etapas. A última foi disputada nesse fim de semana em Fukuoka, no Japão

Clique aqui para baixar o vídeo

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1. Land Rover BAR — 512

2. ORACLE TEAM USA — 493

3. Emirates Team New Zealand — 485

4. Artemis Racing — 466

5. SoftBank Team Japan — 460

6. Groupama Team France — 419


Estadual do Rio de Janeiro dá ainda mais força à classe Star
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Antonio Alonso

campeonato estadual de star 2016

O Campeonato Estadual do Rio de Janeiro de Star 2016 foi vencido pela dupla Lars Grael e Samuel Gonçalves, após uma disputa acirrada com Jorge Zarif e Bruno Prada pelo título. Foram realizadas sete regatas na Baía de Guanabara entre os dias 12 e 15 de novembro e a diferença do campeão para o vice foi de apenas dois pontos. A competição contou com 18 duplas. O Estadual de Star ocorreu na Marina da Glória, sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016.

”A raia de regata foi perto da Ponte Rio Niterói, lugar pouco usado para fazer barla-sota, portanto o nível de dificuldade estava igual para todos, pois ninguém tinha prática de velejar naquela região. Foram dias de regata com ventos médios e fortes. Estamos muito felizes por termos ganho esse campeonato, pois o nível dos competidores estava muito alto, como Alan Adler, Jorge Zarif e Bruno Prada”, disse Samuel Gonçalves, proeiro de Lars Grael. A dupla venceu três das sete regatas e não ficou nenhuma prova acima do terceiro lugar. Um descarte foi usado por todas as equipes.

A classe Star não está no calendário olímpico, mas os principais velejadores do País e até do mundo continuam a prestigiar as regatas da categoria. O número de atletas aumentou nos últimos anos. ”A classe Star está mais viva do que nunca. No Rio de Janeiro estamos revivendo as origens da categoria, e nossos amigos paulistas estão trazendo a renovação com um grupo jovem e muito ativo. Além disso, nosso presidente da ISCYRA, Lars Grael, tem feito um excelente trabalho. Espero que em um futuro breve possamos trazer etapas da Star Sailors League ao Brasil. É, sem duvida, o futuro da classe”, disse Francisco Siemsen, velejador de Star e organizador do evento.

Francisco Siemsen continuou: ”A vela é um dos únicos esportes em que amadores e profissionais dividem o mesmo espaço. Poder competir em alto nível com os ídolos. É, sem duvida, especial. A Marina da Gloria está muito melhor após as olimpíadas. Foi possível ter um gostinho do que os atletas olímpicos viveram. Espero que possamos ter mais experiências como essa”.

Classificação final:
Ouro – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 8 pontos
Prata – Jorge Zarif/Bruno Prada – 10 pontos
Bronze – Alan Adler/Arthur Lopes – 16 pontos

O evento contou com o patrocínio da BR MARINAS e apoio da MR. CAT e WINE.COM.BR

Fotos: Gustavo Cabelo

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China volta para Volvo Ocean Race com barco Dongfeng
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Antonio Alonso

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

WUHAN, China – A equipe chinesa Dongfeng anunciou, nesta segunda-feira (7), seu retorno à Volvo Ocean Race na edição 2017-18. Repetindo a temporada passada, o barco será comandado pelo francês Charles Caudrelier. Os chineses confirmaram ainda a volta do diretor Bruno Dubois para tentar melhorar ainda mais o último resultado. Em 2014-15, os asiáticos terminaram na terceira colocação.

A equipe será 100% apoiada pela Dongfeng Motor Corporation, fabricante chinesa de motores com sede na cidade de Wuhan, província de Hubei.

Yang Qing, vice-presidente da empresa, disse que o grupo está orgulhoso de estar de volta à Volvo Ocean Race. “A regata é a mais importante de oceano do mundo e atraiu a atenção de todos na China. Com mais mídia cobrindo o evento, o público acaba sabendo mais do Dongfeng Race Team. Isso ocorreu em 2014-15. Não há nenhuma dúvida de que a equipe e seus velejadores fizeram história”.

“O Dongfeng Race Team não apenas ajudou a empresa a ampliar seus negócios como uma marca de motores, mas também promoveu a cultura chinesa com a Volvo Ocean Race. Estabelecemos um canal de comunicação eficaz entre a China e o mundo”, completou Yabg Qing.

O time da China é segundo confirmado na regata, que começará em 22 de outubro do próximo ano e terá 45 mil milhas náuticas de percurso pelos mares do mundo. O Team AkzoNobel, capitaneado pelo holandês Simeon Tienpont, foi a primeira equipe a anunciar.

Mais sobre o Dongfeng Race Team

Em 2014-15, o francês Charles Caudrelier teve a ajuda de quatro velejadores chineses na regata. Eles quebraram as expectativas e garantiram o terceiro lugar no geral. ”O objetivo será ganhar dessa vez, disse Charles Caudrelier, que foi campeão com o Groupama em 2011-12. O francês de 42 anos disse mais: “Estou muito feliz por ter aprendido sobre a China e seu povo. Eu realmente gosto de trabalhar com eles. É ótimo para nós ver um patrocinador retornar”.

O sucesso na água e a forte divulgação proporcionaram um grande impulso para a marca Dongfeng, especialmente fora da China, ao mesmo tempo, dando à equipe o maior valor mediático medido na edição passada.

Desta vez, o patrocínio foi elevado de Dongfeng Trucks (DFCV) para a Dongfeng Motor Corporation, um sinal do sucesso comercial da última campanha. A Dongfeng Motor Corporation é a líder da indústria automobilística chinesa. Segundo a ‘FortuneChina’, eles tiveram receita de receita de US$ 82,817 bilhões, ficando em 16º entre as empresas chinesas.

“Com o anúncio prévio, nos teremos vantagem para encontrar a melhor tripulação e treinar o máximo possível. Na última edição, os velejadores chineses, que quase não tinham nenhuma experiência de navegação offshore, se juntaram á tripulantes com mais bagagem. Juntos demos o que poderíamos dar”, emendou Charles Caudrelier

É o quarto time chinês na história da Volvo Ocean Race! Além das duas campanhas do Dongfeng, os asiáticos correram com Team Sanya (2011-12) e Green Dragon (2008-09) – essa última com parceria irlandesa.

“É fantástico ter o Dongfeng de volta como o mesmo patrocinador. A vela da China está construindo um legado”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. Antes de assumir as rédeas do evento, em junho de 2016, ele supervisionou o projeto da Dongfeng Race Team.

“É um grande voto de confiança na regata, não apenas para outras marcas chinesas, mas para muitas empresas ao redor do mundo que estão procurando uma plataforma para ajudá-las a transformar seus negócios, internamente ou externamente.

Os sete barcos one-design Volvo Ocean 65 da última edição estão sendo submetidos a um rigoroso procedimento de reequipamento nas instalações do Boatyard, em Lisboa, Portugal. O oitavo barco – idêntico aos outros – está em processo de construção na Persico Marine, em Bergamo, Itália.

Já foi anunciado que a próxima edição terá duas paradas asiáticas: Hong Kong e Guangzhou. Será a quarta edição consecutiva que a competição para na China.

No total, a Volvo Ocean Race visitará 11 cidades em cinco continentes, começando em Alicante e passando por Lisboa, Cidade do Cabo, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport, Cardiff e Gotemburgo antes do final em Haia.

volvo ocean race

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Próxima edição da Volvo Ocean Race começa em 22 de outubro de 2017
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Antonio Alonso

Foto: David Ramos/Volvo Ocean Race

Foto: David Ramos/Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race 2017-18 tem data oficial para começar! Os barcos deixam a cidade espanhola de Alicante rumo às 45 mil milhas náuticas da volta ao mundo em 22 de outubro do ano que vem. A regata passará por 11 cidades-sede, incluindo a brasileira Itajaí e a portuguesa Lisboa. A organização anunciou também a data da In-port Race – regata realizada em todas as paradas. A primeira de Alicante será dia 14 de outubro. A Volvo Ocean Race vai anunciar as datas de início para o resto das pernas nas próximas semanas.

“Faltando exatamente um ano para a largada, a nossa contagem regressiva começou. Os velejadores podem esperar uma largada inesquecível de Alicante, onde fica a nossa casa. Eles já entram de cara num sprint rumo à capital portuguesa”, disse o CEO da regata, Mark Turner. ”O estaleiro naval baseado em Lisboa será muito importante para as equipes durante todo o período de treinamento”.

A in-port Race de Lisboa será no sábado dia 28 de outubro, antes do início da segunda etapa, que será no domingo, 5 de novembro. Pelo Atlântico, os veleiros descem até a Cidade do Cabo, na África do Sul, para uma batalha de 7 mil milhas náuticas. A In-port Race africana será na sexta-feira, 8 de dezembro, e largada da terceira perna será dada dois dias mais tarde, em 10 de dezembro. “A Cidade do Cabo tem uma relação especial com a regata. Nossos barcos param no local desde a primeira edição, em 1973. Da África do Sul, a flotilha parte para os mares do sul – Oceano Antártico, que é o foco desta edição”, acrescentou Turner.

Nas últimas duas semanas, a Volvo Ocean Race fez uma série de anúncios relacionados à próxima edição da regata. As novidades são:

* Mudança nas regras da tripulação em relação às mulheres
* Novo comunicador que permitirá que os atletas enviem atualizações das suas mídias sociais a partir dos oceanos
* Construção de um oitavo barco Volvo Ocean 65 para se juntar à flotilha existente
* Introdução de novas bases das equipes nas cidades-sede
* Catamarãs M32 para os clientes acompanharem as regatas de perto
* Disputa da Rolex Fastnet Race e Prólogo
* Novo sistema de pontuação para incentivar a tomada de riscos estratégicos
* Todos os barcos equipados hidro-geradores
* Rodízio da função do repórter a bordo – OBR
* Data da largada em 22 de outubro de 2017

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race


Volvo Ocean Race promove mudanças na função de repórter a bordo
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Antonio Alonso

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race começa repaginar o conceito do repórter a bordo para a edição 2017-18, que terá início em outubro do ano que vem. A organização terá um esquadrão de jornalistas multimídia disponível para toda a flotilha ao contrário da temporada passada onde os OBR (sigla em inglês da função) eram exclusivos das equipes.

Os profissionais de mídia serão mais flexíveis e a decisão será feita etapa por etapa. “Queremos ter mais de um estilo de OBR para as equipes. Eles serão treinados para esse papel. Queremos fazer igual a um repórter de guerra cobrindo o conflito na linha de frente”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner.

“Ter repórteres dedicados a bordo nos barcos inseridos na ação foi um passo inovador quando foi introduzido pela primeira vez na edição de 2008-09. Agora é hora de evoluir. Seu único trabalho será contar a história da equipe de maneira mais precisa. Acho que só compartilhamos até agora 5% do que se passa a bordo. A ideia é chegar a 15%. Queremos passar a informação mais rapidamente possível, sem deixar de ter equilíbrio”.

De acordo com o chefe de TV da Volvo Ocean Race, Leon Sefton, a mudança é fundamental na forma como esse conteúdo é colhido a bordo. “Os OBR não serão capazes de criar vínculo de longo prazo com suas equipes. Poderíamos perder oportunidades de contar histórias interessantes com esse tipo de relacionamento. Rodando os profissionais acreditamos que eles possam fazer realmente o papel do jornalista”.

O processo de treinamento dos OBR já foi iniciado pela Volvo Ocean Race. O grupo foi fechado em setembro após análise dos currículos. Profissionais de 126 países mandaram seus currículos, incluindo repórteres de guerra, aventura, documentaristas e outros mais.

Os barcos Volvo Ocean 65 têm equipamentos de alto nível para gerar e transmitir conteúdo dos pontos mais distantes do oceano via-satélite fornecidos pela Cobham SATCOM e Inmarsat.

Os veleiros estão sendo readequados para a próxima edição no estaleiro naval da regata em Lisboa, Portugal. Todos os barcos vão ter mais dois novos ângulos de câmera fixa, levando o total para seis posições de imagens. Cada OBR terá acesso adicional à câmeras de visão noturna e de ação, enquanto os drones e as máquinas para gerar imagem em 360 graus também serão usados.

“Nós fomos os primeiros a usar drones nos oceanos para gerar conteúdo na edição 2014-15. Além disso, inovamos ao colocar imagens em 360 graus diretamente dos oceanos e transmitimos ao vivo a sondagem do Cabo Horn. Vamos continuar a inovar” disse Sefton.


Barcos da Volvo Ocean Race equipados com novos hidro-geradores
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Antonio Alonso

Foto: Marc Bow/Volvo Ocean Race

Foto: Marc Bow/Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race anuncia a instalação de novos hidro-geradores nos barcos para a edição 2014-15 da regata de Volta ao Mundo.

Os veleiros de 65 pés terão inicialmente uma fonte de energia de backup para o motor Volvo Penta. Todos os oito barcos – os sete da última edição, além do novo one-design que será construído no estaleiro Perisco Marine, na Itália, terão o gerador, que pode fornecer energia suficiente para executar os sistemas de bordo essenciais em caso de falha mecânica. Além disso, o hidro-gerador reduz a quantidade de combustível consumido pelo sistema eletrônico e não interfere na velocidade.

Um barco já foi instalado com a unidade para testes e os resultados têm sido significativos, de acordo com o diretor de manutenção Volvo Ocean Race, Nick Bice. “Nos últimos anos, a gente trabalha arduamente na busca por energias alternativas. O hidro-gerador é similar a um pequeno motor de popa, com uma hélice que gira com a água que flui, gerando energia elétrica de volta para as baterias no barco. Nossos testes não mostraram nenhum impacto perceptível no desempenho de velocidade”.

A velejadora Liz Wardley, que disputou dias edições da Volvo Ocean Race, está próxima da construção e re-fit dos barcos atualmente. Segundo ela, o hidro-gerador é eficiente. “Já foi provado o que a unidade pode fazer. A agora só precisamos provar sua confiabilidade não apenas como uma fonte de energia de backup, mas um fornecedor principal”.

O reequipamento de toda a flotilha está atualmente em curso no estaleiro naval em Lisboa. Até junho de 2017 – quatro meses antes do início da próxima edição – os veleiros serão entregues. A regata começa em Alicante em outubro de 2017 e terá 45 mil milhas náuticas ao redor do planeta, terminando na holandesa Haia oito meses depois.

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ricardo Pinto / Volvo Ocean Race

Foto: Ricardo Pinto / Volvo Ocean Race


Volvo Ocean Race tem novo sistema de pontuação
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Antonio Alonso

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race está revolucionando o sistema de pontuação para a edição 2017-18, que começa em outubro do ano que vem. O intuito será incentivar as equipes a se arriscarem nas suas estratégias nas etapas pelos mares do sul principalmente. Serão concedidos diversos bônus, que podem fazer a diferença no final da competição e certamente podem dividir a flotilha nos oceanos.

Em relação à edição passada, o vencedor passa a ser quem somar o maior número de pontos. Entram bonificações especiais para o vencedor de cada etapa, que irá marcar um ponto a mais. Ficaria 10 por uma vitória, 8 para o segundo, 7 para o terceiro e assim por diante.

As duas pernas do Oceano Austral (mares do sul), que são Cidade do Cabo para Hong Kong e Auckland para Itajaí (SC), além da etapa do Atlântico Norte entre Newport e Cardiff, valem o dobro de pontos.

Haverá um ponto de bônus para o primeiro time a contornar o Cabo Horn – um dos locais mais cobiçados pelos velejadores de oceano do planeta. Outro ponto será dado para a equipe com o melhor tempo percorrido geral da Volvo Ocean Race.

Como na edição 2014-15, as In-port Races – Regatas Locais – farão parte de um campeonato paralelo e servirão como desempate ao final da competição. A regata começa em Alicante em outubro de 2017 e terá 45.000 milhas náuticas ao redor do planeta. A competição acaba no porto holandês de Haia.

As mudanças de pontuação são as primeiras mudanças confirmadas em uma série de opções que estão sendo consideradas pela organização. “A mudança para barcos de design único na temporada 2014-15 foi fantástica, pois a regata foi parelha. No entanto, as equipes foram mais conservadoras com medo de serem deixadas para trás”, explicou Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “Queremos incentivar que os velejadores encarem riscos estratégicos. Os navegadores precisam usar mais seu próprio julgamento em determinados momentos”.

Charles Caudrelier, que comandou o barco chinês Dongfeng Race Team em 2014-15, comentou: “Acho que esses pontos de bônus serão interessantes. É bom ter um ponto para contornar o Cabo Horn em primeiro lugar. Muitas das vezes, o barco passa em primeiro por lá e fica para trás. ninguém merece isso. O modo invisível é interessante também e fizemos em regatas passadas”.

Na semana passada, a Volvo Ocean Race fez anúncios importantes sobre regras da tripulação em relação às mulheres, além de um novo sistema de comunicação da tripulação – permitirá que os atletas enviem atualizações de mídias sociais a partir dos oceanos, a construção de um oitavo Volvo Ocean 65, da introdução de novas bases das equipes nas cidades-sede, a utilização de catamarãs M32 para os convidados e entrada dos veleiros na disputa da Fastnet Race para testes.

Foto: Matt Knighton / Abu Dhabi Ocean Racing / Volvo Ocean Race

Foto: Matt Knighton / Abu Dhabi Ocean Racing / Volvo Ocean Race

Foto: Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

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Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

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Volvo Ocean Race terá duas regatas de treino antes de começar pra valer
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Antonio Alonso

Foto: IAN ROMAN/Volvo Ocean Race

Foto: IAN ROMAN/Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A comissão organizadora da Volta ao Mundo colocou como obrigação para as equipes a disputa da Fastnet Race e mais um Prólogo entre Lisboa e Alicante. O objetivo é preparar os times para a edição 2017-18, que começa em outubro do ano que vem e terá passagens em 11 cidades-sede, incluindo uma brasileira e uma portuguesa.

Em agosto de 2017, a flotilha faz o primeiro teste na imprevisível Rolex Fastnet Race. Os veleiros partem de Cowes Week, na Isle of Wight, no Reino Unido, e navegam por 600 milhas pelo mar britânico até Plymouth. De lá, os times seguem (só eles) para Lisboa, em Portugal, para a chamada Leg Zero (perna zero). A capital portuguesa é a base dos barcos, onde fica o Boatyard. E enfrentam mais desafio antes da Volta ao Mundo começar. Para completar o Prólogo, as tripulações correm de Lisboa até Alicante e ficam na Espanha até a data da largada.

“Treinamos durante meses sozinho. Por isso, é bom correr regatas reais contra os adversários. É muito diferente, pois navegamos sob pressão. Isso é um bom teste para o barco”, disse o francês Charles Caudrelier, que comandou o barco chinês Dongfeng Race Team. “Fiz algumas Fastnet, umas com muito vento e outras não. É um percurso bom, muito divertido e interessante para navegar ao redor da costa britânica, com o efeito das correntes. Em dois ou três dias, você tem um monte decisão para tomar”.

Richard Mason, diretor de operações da Volvo Ocean Race, destaca a importância de ganhar milhas antes da regata. “Serão momentos fundamentais para o andamento das equipes. Os velejadores podem aprender mais sobre o barco. Digo que a Fastnet está na lista das melhores regatas do mundo e todo atleta quer correr”.

Os sete Volvo Ocean 65 construídos para a edição anterior serão usados na próxima. Os barcos estão em Lisboa, local do estaleiro da regata. O oitavo está sendo construído.

Na semana passada, a Volvo Ocean Race fez anúncios importantes sobre regras da tripulação em relação às mulheres, além de um novo sistema de comunicação da tripulação – permitirá que os atletas enviem atualizações de mídias sociais a partir dos oceanos, a construção de um oitavo Volvo Ocean 65, da introdução de novas bases das equipes nas cidades-sede e a utilização de catamarãs M32 para os convidados.

Foto: Amory Ross/Team Alvimedica

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Foto: Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

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Foto: Marc Bow/Volvo Ocean Race

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