Sobre as Águas

Arquivo : Mundial de Vela

Itajaí celebra 1 ano de chegada histórica da Volvo Ocean Race
Comentários Comente

Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Quinta etapa da Volta ao Mundo teve 12 mil km e menos de uma de diferença entre quatro barcos na chegada ao Brasil

Alicante, Espanha, 5 de abril de 2016 – O dia 5 de abril de 2015 ficou marcado no esporte brasileiro com a chegada dos barcos a Itajaí, cidade-sede da Volvo Ocean Race. A cidade catarinense registrou a menor diferença de tempo entre os veleiros de sua história num percurso de mais de 12 mil quilômetros, atravessando os mares do Sul e o Cabo Horn. A explicação dada pelos especialistas foi o novo modelo de barcos, os Volvo Ocean 65 – de design único, ou seja, todos eram iguais.

O percurso entre a Nova Zelândia e o Brasil foi decidido nos detalhes: os quatros barcos que chegaram a Itajaí terminaram a prova com menos de uma hora entre eles. Nunca na história do evento no Brasil houve uma diferença tão pequena.

A vitória naquele domingo de Páscoa foi do Abu Dhabi, seguido pelo MAPFRE, que tinha o brasileiro e catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca. Depois vieram Team Alvimedica e Team Brunel. Recebido como herói, o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca conduziu o barco MAPFRE nos momentos finais. “Foi incrível essa recepção. Não sei como retribuir o carinho do público”, disse o atleta olímpico.

O Abu Dhabi, barco árabe comandado por medalhista olímpico Ian Walker, cruzou a linha de chegada da quinta etapa da Volvo Ocean Race em primeiro lugar, depois de 18 dias 23 horas e 30 minutos. Meses depois se tornou o grande campeão. “Foi uma etapa dura e desgastante! Um final apertado e os barcos ficaram próximos do começo até o fim da regata. O segredo dos barcos de design único é velejar bem. Se fizer tudo direito dá tudo certo”, disse Ian Walker, comandante do Abu Dhabi Ocean Racing.

Milhares de pessoas lotaram a Vila da Regata e os molhes de Itajaí e Navegantes para ver a chegada. A cidade recebeu por duas vezes a Volvo Ocean Race – 2012 e 2015.

O relacionamento do Brasil com a Volvo Ocean Race ocorre desde a primeira edição, 42 anos atrás. Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP) e Itajaí (SC) foram cidades-sede das oito vezes em que a regata desembarcou no País. A cidade catarinense foi a responsável pelas últimas duas stopovers, como são chamadas as paradas.

Oito atletas brasileiras participaram da regata até hoje. Destaque para Torben Grael, que entrou para a história da modalidade e para o esporte brasileiro sendo o primeiro comandante a vencer a Volvo Ocean Race. Em 2008-09, liderando o sueco Ericsson 4, Grael e seus tripulantes – incluindo o carioca Joca Signorini – venceram praticante de ponta a ponta a Volta ao Mundo. Na edição 2014-15, o atleta olímpico André ‘Bochecha’ Fonseca integrou o barco MAPFRE e Joca Signorini foi treinador do feminino do Team SCA.


Robert Scheidt é o quinto no Mundial de Santander
Comentários Comente

Antonio Alonso

Scheidt, quinto no Mundial (Thom Touw)

Scheidt, quinto no Mundial (Thom Touw)

São Paulo – Robert Scheidt encerrou sua participação no Mundial de Vela de Santander, na Espanha, com o quinto lugar, nesta quinta-feira (18). Dono de onze títulos mundiais na Laser, o brasileiro foi o quarto colocado na medal race, chegando a duelar diretamente com o holandês Nicholas Heiner, campeão da regata e da competição, e ficou a apenas nove pontos da medalha de bronze. Completaram o pódio o australiano Tom Burton, vice-campeão, e o inglês Nick Thompson, medalha de bronze. A quinta-feira amanheceu com sol, temperatura em torno de 24 graus e ventos entre 14 e 18 nós (entre 25 e 35 km/h), condições ideais para as regatas decisivas do Mundial de Vela de Santander. Scheidt entrou na disputa da Laser em sexto lugar, precisando tirar 14 pontos de desvantagem sobre o terceiro colocado, Nicholas Heiner, e mostrou poder de reação. O brasileiro largou passando por trás dos velejadores que vinham do lado de onde o vento soprava e foi ganhando posições, passando em quarto lugar pela primeira boia, à frente de outros favoritos como o australiano Tom Burton e o inglês Nick Thompson, respectivamente sétimo e oitavo colocados na prova. Scheidt ainda brigou por posições com Heiner até a terceira boia, quando o holandês ganhou distância para garantir o inédito título mundial. “Claro que eu gostaria que o resultado tivesse sido um pouco melhor, mas fiz o melhor que pude. Tive uma boa largada, e foi uma bela medal race”, definiu Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze), entre as classes Laser e Star. A experiência de 11 títulos mundiais na Laser e outros três na Star, além de mais três medalhas de prata e uma de bronze, contou a favor de Scheidt no início da competição. O brasileiro chegou a liderar o Mundial já no segundo dia de disputas, com uma vitória e outros dois resultados entre os três primeiros colocados. Mas na fase final, o mau tempo e as poucas regatas disputadas com vento fraco pesaram na classificação do atleta, que competiu com outros 148 velejadores, na classe mais numerosa em Santander. “Não foi um grande campeonato para mim, mas o quinto lugar num Mundial não é para desprezar. Além disso, estou velejando bem, com uma boa velocidade, e melhorando da lesão que sofri no evento-teste no Rio”, analisou o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela. O próximo desafio de Scheidt é a Copa Brasil, em dezembro. “Agora é focar na preparação para os Jogos do Rio, para chegar bem em 2016. Temos esse evento em dezembro, o Pan-Americano no ano que vem.” O Mundial de Vela de Santander também é um evento pré-olímpico, valendo vaga para os Jogos do Rio de Janeiro/2016 para parte dos competidores. Os que não conseguirem se classificar durante o evento ainda terão outra chance em 2015, nos Mundiais de cada classe.

Scheidt e o francês Bernaz na medal race (Thom Touw)

Scheidt e o francês Bernaz na medal race (Thom Touw)

Classificação final 1. Nicholas Heiner (NED) – 45 pp (3+10+1+4+3+[12]+12+10+2) 2. Tom Burton (AUS) – 51 pp (5+3+8+2+8+4+[16]+7+14) 3. Nick Thompson (GBR) – 55 pp (1+[18]+11+7+6+8+3+3+16) 4. Philipp Buhl (ALE) – 59 pp (15+2+20+6+[38]+1+1+2+12) 5. Robert Scheidt (BRA)- 64 pp (13+2+1+3+[50]+9+20+8+8) 6. Jean-Baptiste Bernaz (FRA) – 71 pp ([26]+15+2+9+11+6+13+11+4) 7. Charlie Buckingham (USA) – 73 pp (6+[23]+2+8+2+19+2+16+18) 8. Rutger Van Schaardenburg (NED) – 77 pp (14+1+1+[50]+21+3+14+17+6) 9. Sam Meech (NZL) – 84 pp (12+6+2+[43]+16+13+19+6+10) 10. Pavlos Kontides (CYP) – 93 pp (20+12+4+1+25+5+[48]+4+22) Campanha de Robert Scheidt na temporada 2014 Ouro na Copa Brasil – Niterói (BRA), janeiro Prata na etapa de Miami Copa do Mundo de Vela – Miami (USA), fevereiro 9º na etapa de Palma de Mallorca da Copa do Mundo de Vela – Palma de Mallorca (ESP), abril 4º na etapa de Hyères da Copa do Mundo de Vela – Hyères (FRA), abril Ouro na Semana Olímpica de Garda Trentino – Garda (ITA), maio 5º no Europeu de Vela – Split (CRO), junho Ouro no Sudeste Brasileiro de Laser – Rio de Janeiro (BRA), julho 4º no Aquece Rio International Regatta – Rio de Janeiro (BRA), agosto 5º no Mundial de Vela da ISAF – Santander (ESP), setembro Maior atleta olímpico brasileiro Laser Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013 *Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000 Star Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012* *Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012


Dia decisivo para Robert Scheidt no Mundial
Comentários Comente

Antonio Alonso

Scheidt precisa de um dia perfeito em Santander (Thom Touw)

Scheidt precisa de um dia perfeito em Santander (Thom Touw)

A quarta-feira (17) será decisiva para Robert Scheidt no Mundial de Vela de Santander. Único campeão mundial da Laser na disputa, com 11 títulos, o brasileiro terá que fazer pelo menos dois bons resultados, no dia que define as dez vagas para a medal race. Scheidt fez um 9º e um 20º lugar nas regatas desta terça e passou para sexta posição geral, com 48 pontos perdidos. O líder é o australiano Tom Burton, com 30.

Depois de um dia praticamente sem vento, a terça-feira trouxe rajadas de até 10 nós (18 km/h) a Santander. Mas o vento muito rondado, aliado à correnteza da raia e à concentração de algas marinhas, dificultaram a tática dos velejadores da Laser, nas duas regatas. Uma terceira estava prevista, mas não chegou a ser realizada devido ao mau tempo no final da tarde. “Foi um dia dificílimo, de condições bem variáveis. Na segunda prova de hoje, ainda consegui me recuperar um pouco e ganhar algumas posições, mas terminei em vigésimo”, lamentou Scheidt.

Outras três regatas estão programadas para esta quarta-feira (17), último dia da fase final da competição. Os dez primeiros colocados vão para a medal race, que vale pontos dobrados, na quinta. Scheidt precisa diminuir a diferença de 12 pontos para o terceiro colocado, o inglês Nick Thompson, para garantir a chance de chegar à sua 19ª medalha em Mundiais – além dos 11 títulos na Laser, o brasileiro tem outros três na Star, mais três medalhas de prata e uma de bronze, somando as duas categorias.

“Amanhã temos três regatas previstas, será um dia desgastante. Tenho de largar bem e velejar o melhor possível, com decisões acertadas”, reforça o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela. Além de Scheidt, o Brasil é representado na Laser por Bruno Fontes, em quinto lugar, e Alex Veeren, o 64º colocado.

Classificação após sete regatas e um descarte

1. Tom Burton (AUS) – 30 pp (5+3+8+2+8+4+[16])
2. Nicholas Heiner (NED) – 33 pp (3+10+1+4+3+[12]+12)
3. Nick Thompson (GBR) – 36 pp (1+[18]+11+7+6+8+3)
4. Charlie Buckingham (USA) – 39 pp (6+[23]+2+8+2+19+2)
5. Philipp Buhl (ALE) – 45 pp (15+2+20+6+[38]+1+1)
6. Robert Scheidt (BRA)- 48 pp (13+2+1+3+[50]+9+20)
7. Rutger Van Schaardenburg (NED) – 54 pp (14+1+1+[50]+21+3+14)
8. Christopher Barnard (USA) – 54 pp (7+11+10+2+13+[32]+11)
9. Jesper Stalheim (SWE) – 55 pp (12+4+5+5+[30]+11+18)
10. Jean-Baptiste Bernaz (FRA) – 56 pp ([26]+15+2+9+11+6+13)
11. Bruno Fontes (BRA) – 58 pp (4+7+9+3+[34]+14+21)
70. Alex Veeren (BRA) – 75 pp (28+11+[36]+14+22)


Scheidt é o novo líder do Mundial
Comentários Comente

Antonio Alonso

Scheidt, na liderança em Santander (Ivan Zedda/Isaf Sailing World Cup 2014)

Scheidt, na liderança em Santander (Ivan Zedda/Isaf Sailing World Cup 2014)

Robert Scheidt fez valer, neste sábado (13), a experiência como único campeão mundial da Laser na raia de Santander. Em busca do 12º título na competição, o velejador superou a estreia regular e venceu a primeira regata do dia, no Mundial de Vela na Espanha. Ainda foi o terceiro colocado na prova que encerrou a fase classificatória, assumindo a liderança com 6 pontos perdidos, à frente do holandês Nicholas Heiner e do australiano Tom Burton, seu principal adversário. A etapa final será disputada a partir deste domingo (14).

O sábado começou quente, com 26 graus, rajadas de vento de até 20 nós e disputas bem mais equilibradas na Laser. Correndo na flotilha vermelha, Robert Scheidt foi quem melhor aproveitou as condições do clima, liderando a primeira regata, à frente de nomes fortes da classe como o cipriota Pavlos Kontides, vice-campeão mundial em 2013, o inglês Nick Thompson e o francês Jean-Baptiste Bernaz.

“O vento estava difícil, com muita corrente na raia. Marguei bem melhor nas duas regatas de hoje e velejei com mais consistência”, festejou Scheidt, maior atleta olímpico brasileiro, com cinco medalhas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star.

No final da tarde, a chegada da chuva interrompeu as regatas da Laser Radial e da estreante RS:X. Já em andamento, a prova da flotilha vermelha da Laser, de Robert Scheidt, foi a última do dia, encerrando a fase classificatória. “Consegui uma pequena vantagem na liderança, mas temos seis regatas pela frente e o nível vai subir ainda mais, com muitos pontos em jogo. Este será um campeonato em que a média de resultados prevalecerá. Espero manter os bons resultados amanhã”, observou o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela. Também representando o Brasil na disputa da Laser no Mundial de Santander, Bruno Fontes fechou a etapa em quarto lugar, enquanto Alex Veeren ficou com a 59ª posição.

Os velejadores voltam à água já neste domingo (14), para a disputa da fase final do Mundial de Vela de Santander. As flotilhas serão reagrupadas em ouro, que segue na disputa por medalha, e prata, com mais seis regatas previstas. Os dez primeiros colocados na flotilha ouro vão para a medal race, valendo pontos dobrados, na quinta-feira (18).

Classificação após quatro regatas e um descarte

1. Robert Scheidt (BRA)- 6 pontos perdidos ([13]+2+1+3)
2. Nicholas Heiner (NED) – 8 pp (3+[10]+1+4)
3. Tom Burton (AUS) – 10 pp (5+3+8+2)
4. Bruno Fontes (BRA) – 14 pp (4+7+[9]+3)
5. Jesper Stalheim (SWE) – 14 pp ([12]+4+5+5)
6. Ryan Palk (AUS) – 15 pp (5+9+[13]+1)
7. Charlie Buckingham (USA) – 16 pp (6+[23]+2+8)
8. Pavlos Kontides (CYP) – 17 pp ([20]+12+4+1)
9. Juan Ignácio Maegli Aguero (GUA) – 18 pp (3+1+[50]+14)
10. Nick Thompson (GBR) – 19 pp (1+[18]+11+7)
59. Alex Veeren (BRA) – 53 pp (28+11+[37]+14)


Scheidt, único campeão mundial da Laser em Santander
Comentários Comente

Antonio Alonso

Scheidt: onze vezes campeão mundial

Scheidt: onze vezes campeão mundial (Fred Hoffmann)

Entre os 150 velejadores da Laser na disputa do Mundial de Vela de Santander, na Espanha, apenas Robert Scheidt já teve o privilégio de conquistar o título. Foram onze no total, o último no final de 2013, em Omã, aos 40 anos, o que dá a condição de atual campeão. A experiência acumulada em tantas conquistas confere ao brasileiro uma vantagem sobre os adversários. Mas Scheidt não se vê como favorito, e elege o australiano Tom Burton e o croata Tonci Stipanovic como principais candidatos ao topo do pódio. A disputa tem início nesta sexta-feira (12).

“A experiência de vencer o Mundial onze vezes é muito positiva para mim. Mas acho que esta será a primeira vez que não chego à competição como franco favorito. No retrospecto desta temporada, o Tom Burton é o que está mais próximo do pódio. Ele venceu alguns dos principais eventos do ano, vem velejando muito bem”, aponta Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star.

O velejador australiano venceu as duas últimas etapas da Copa do Mundo de Vela, em Palma de Mallorca, na Espanha, e em Hyères, França, além do Aquece Rio International Regatta, primeiro evento-teste para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. “O Tonci Stipanovic (atual nº 1 do mundo na Laser), o britânico Nick Thompson e o holandês, o Rutger Van Schaardenburg, também estão muito rápidos”, lembra Scheidt, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela.

Mesmo sem assumir o favoritismo, o brasileiro garante que está pronto para conquistar mais um ouro no Mundial. “Aos 41 anos, tenho mais tempo de vela do que alguns dos adversários têm de vida. Minha mentalidade sempre foi entrar na regata e dar um pouco a mais do que os outros velejadores. Aquele extra que faz a diferença”, destaca.

O Mundial de Vela de Santander segue o formato dos eventos olímpicos, com dez regatas distribuídas entre as fases classificatória e final, com a possibilidade de descarte do pior resultado. Os dez mais bem colocados seguem para a medal race, no dia 18, valendo pontos dobrados. Na classe Laser, maior flotilha do Mundial, além de Scheidt, o Brasil conta com Bruno Fontes e Alex Veeren.

Vencedor em Omã, aos 40 anos (Steve Mitchell)

Vencedor em Omã, aos 40 anos (Steve Mitchell)

Campanha de Robert Scheidt na temporada 2014

Ouro na Copa Brasil – Niterói (BRA), janeiro
Prata na etapa de Miami Copa do Mundo de Vela – Miami (USA), fevereiro
9º na etapa de Palma de Mallorca da Copa do Mundo de Vela – Palma de Mallorca (ESP), abril
4º na etapa de Hyères da Copa do Mundo de Vela – Hyères (FRA), abril
Ouro na Semana Olímpica de Garda Trentino – Garda (ITA), maio
5º no Europeu de Vela – Split (CRO), junho
Ouro no Sudeste Brasileiro de Laser – Rio de Janeiro (BRA), julho
4º no Aquece Rio International Regatta – Rio de Janeiro (BRA), agosto

Maior atleta olímpico brasileiro

Laser
Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star
Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012


Scheidt: pronto para defender o título em Santander
Comentários Comente

Antonio Alonso

Últimos treinos em Santander (Fred Hoffmann)

Últimos treinos em Santander (Fred Hoffmann)

Já na Espanha para o Mundial de Vela de Santander, seu principal objetivo nesta temporada, Robert Scheidt garante que está pronto para defender o título conquistado no ano passado, em Omã. Onze vezes campeão mundial na classe Laser, o velejador faz nesta semana os últimos treinos na raia da competição, que terá início nesta sexta-feira (12).

“Cheguei a Santander na semana passada. Foram cinco dias de treinos intensos, com ventos variando de fracos a médios. A maior parte dos atletas também já está aqui. Pudemos fazer várias regatas-treino. Tem sido ótimo”, conta Scheidt, maior atleta olímpico brasileiro, com cinco medalhas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star. “Ainda havia algumas análises para fazer sobre as condições da raia, que tem correnteza bem forte e variável, mas agora estou pronto.”

O brasileiro deixou o Aquece Rio International Regatta, primeiro evento-teste para a Olimpíada de 2016, em agosto, com o quarto lugar e uma tendinite no ombro. De volta à Itália, seguiu um período de repouso e treinos mais leves, antes de desembarcar na Espanha. Recuperado, almeja estrear na mais importante competição do ano em sua melhor forma.

“Eu estou muito confiante, porque é uma competição em que costumo reagir bem. Houve temporadas em que não fui tão bem em alguns campeonatos e quando chegou o Mundial a situação mudou”, lembra o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela.

A disputa do Mundial de Vela de Santander segue o formato dos eventos olímpicos, com dez regatas distribuídas entre as fases classificatória e final, com a possibilidade de descarte do pior resultado. Os dez mais bem colocados seguem para a medal race, no dia 18, valendo pontos dobrados. Na classe Laser, estão inscritos 150 competidores. Além de Scheidt, estarão presentes outros fortes candidatos ao pódio, como o australiano Tom Burton, número 1 do ranking mundial da classe, e o croata Tonci Stipanovic, campeão europeu da classe.

Campanha de Robert Scheidt na temporada 2014

Ouro na Copa Brasil – Niterói (BRA), janeiro
Prata na etapa de Miami Copa do Mundo de Vela – Miami (USA), fevereiro
9º na etapa de Palma de Mallorca da Copa do Mundo de Vela – Palma de Mallorca (ESP), abril
4º na etapa de Hyères da Copa do Mundo de Vela – Hyères (FRA), abril
Ouro na Semana Olímpica de Garda Trentino – Garda (ITA), maio
5º no Europeu de Vela – Split (CRO), junho
Ouro no Sudeste Brasileiro de Laser – Rio de Janeiro (BRA), julho
4º no Aquece Rio International Regatta – Rio de Janeiro (BRA), agosto

Maior atleta olímpico brasileiro

Laser
Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star
Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012


Equipe olímpica do Brasil parte para teste na Espanha
Comentários Comente

Antonio Alonso

Não é de hoje, a confederação brasileira entrou de cabeça na preparação da seleção para a Olimpíada do ano que vem. Doze técnicos acompanham os 34 atletas que viajam para disputar o Mundial de Vela, na Espanha. A desastrosa aventura ao lado dos Bingos parece ter ficado para trás e deu lugar a uma confederação com grana e objetivo. A equipe brasileira tem, além de estrelas como sempre teve nas últimas décadas, novos nomes que vão para a Olimpíada não para velejar, para disputar medalha.

Laser, Finn, Prancha masculino, 470 feminino e 49erFX são as classes nas quais os mais conservadores podem apostar. Eu, no entanto, sigo torcendo por surpresas. A situação mais difícil é da Nacra. Pouquíssimos velejadores conseguiram o barco e se a Olimpíada não fosse no Rio, conquistar a classificação já seria um belo desafio. Um dos barcos tem Samuca Albrecht no timão, uma fera, mas que ainda não encontrou a melhor forma no barco. O Nacra é um detalhe importante, porque parece que os catamarãs voltaram pra ficar. Quem está olhando pra 2020?

Da Peccicom assessoria:

Vela: Time brasileiro embarca para a Espanha para disputa do Mundial da Isaf

Equipe contará com 34 atletas e 12 técnicos, incluindo Torben Grael

Entre os dias 8 e 21 de setembro os melhores velejadores do mundo que buscam uma vaga para 2016 estarão reunidos na Espanha para a disputa do Mundial da Federação Internacional (ISAF). Durante a competição serão definidas 50% das vagas dos próximos Jogos Olímpicos e, apesar de o Brasil já possui vaga em cada uma das dez classes, embarca para o velho continente com uma delegação forte, que promete brigar por medalhas. No total o time canarinho contará com 34 atletas e 12 técnicos, incluindo Torben Grael, coordenador técnico da equipe olímpica brasileira.

“A Equipe Brasileira tem se mostrado bastante consistente nos eventos internacionais, então para esta competição espero ao menos um titulo mundial e cinco barcos entre os 10 melhores colocados”, disse o diretor técnico da CBVela Ricardo Lobato.

A competição terá o mesmo formato olímpico, com uma fase classificatória, mais a medal race, em que participam apenas os dez melhores colocados e tem pontuação diferenciada. A previsão é de que as regatas comecem pra valer no dia 12 para as classes Laser Radial e Laser Standard, no dia 13 para as pranchas, 14 para os 470 e 15 para o Finn, Nacra, 49er e 49er FX.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

“Nós participamos de uma competição no final do mês na raia do Mundial e analisamos que boa parte dos times está bem preparada e treinada em busca da vaga para os jogos de 2016. A grande alternância e inconstância de resultados de grande parte das tripulações nos faz ter certeza que ter uma boa média será crucial para conseguir um bom resultado neste evento”, disse Geison Mendes, timoneiro da classe 470.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

Confira a delegação brasileira no Mundial:

Laser

Robert Sheidt

Bruno Fontes

Alex Veeren

 

Radial

Fernanda Decnop

Odile Gnaid

Maria Cristina Boabaid

 

Finn

Jorge Zarif

 

RSX M

Ricardo Santos

Albert Carvalho

Gabriel Bastos

 

RSX W

Patricia Freitas

Bruna Martinelli

 

470 W

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan

Renata Decnop e Isabel Swan

 

470 M

Henrique Haddad e Bruno Bethlem

Geison Mendes e Gustavo Thiessen

Tiago Brito e Andrei Kneipp

 

49er

Dante Bianchi e Thomas Lowbeer

Marco Grael e Gabriel Borges

 

FX

Martine Grael e Kahena Kunze

Juliana Senfft e Gabriela Nicolino

 

Nacra

Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues

João Bulhões e Juliana Mota


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>