Sobre as Águas

Arquivo : MAPFRE

Equipes da Volvo Ocean Race se movimentam
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Antonio Alonso

A Volvo Ocean Race 2017-18 começa em outubro e as equipes confirmadas até o momento se movimentam no mercado para formar suas tripulações. O chinês Dongfeng Race Team foi rápido e trouxe o francês Jérémie Beyou, velejador que terminou recentemente uma volta ao mundo em solitário – Vendée Globe – em terceiro lugar. Além dele, o time de Charles Caudrelier recrutou os neozelandeses Stu Bannatyne e Daryl Wislang, o último integrou o campeão da temporada passada (Abu Dhabi). Atletas da China estão sendo testados e devem formar o grupo nos próximos dias.

“É um desafio muito grande e emocionante. Temos grandes expectativas para um bom resultado nesta regata. Sabemos exatamente o que precisamos fazer bem. O Dongfeng é uma equipe interessante, pois temos atletas de diferentes idades, nacionalidades e origens. Temos velejadores de oceano, de regatas com barcos menores e veteranos de Volvo”, disse Jérémie Beyou.

Stu Bannatyne tem sete participações na Volvo Ocean Race, incluindo tês títulos: New Zealand Endeavour, Illbruck Challenge e Ericsson 4. Seu compatriota Daryl Wislang correu quatro vezes a regata e estava na tripula vencedora da edição passada. A equipe da China segue em Lorient, na França, fazendo testes.

Espanhóis se reforçando

O MAPFRE está a cada dia anunciando integrantes para sua equipe de terra e também para o barco. A última novidade do comandante Xabi Fernandez foi a inclusão do velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons. Pela segunda vez seguida no barco espanhol e a quarta na volta ao mundo, o espanhol será proeiro da equipe na regata, que começa em outubro deste ano. . Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.
”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

A Volvo Ocean Race começa em Alicante no dia 22 de outubro e termina em Haia no final de junho de 2018. A regata contará com um total de 12 cidades-sede e levará as equipes para um desafio de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. Três equipes já anunciaram suas campanhas – Team AkzoNobel (comandado por Simeon Tienpont), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier) e MAPRE (Xabi Fernández).


Vela: Antonio Piris será o chefe da equipe de terra do MAPFRE na VOR
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Antonio Alonso

O espanhol Antonio Piris (53) terá uma nova missão a partir desta temporada. Ele terá a responsabilidade de chefiar a equipe de terra do barco MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. Será sua estreia nesse tipo de função. Em sua carreira profissional, Toño Piris – como é apelidado em seu país – tem experiência de sobra no mundo da vela oceânica, incluindo a disputa da Copa América (três vezes), Barcelona World Race (3º em 2010-11) e até na Whitbread Round the World (versão anterior da Volvo Ocean Race).

Antonio Piris já está em Lisboa, onde fica o estaleiro da regata de volta ao mundo. ”Tenho uma grande equipe ao redor e o objetivo inicial é fazer um bom trabalho, além de ter sempre a possibilidades do pódio ou até mesmo da vitória. Acho que temos muitas chances de ganhar”.

Ele emendou: ”Temos que deixar o MAPFRE melhor preparado para desempenhar o seu papel”.

Além da nomeação de Toño Piris como chefe da equipe de terra, o barco espanhol confirmou mais outros nomes. São eles: Maria Bertrand (Chefe de Logística), Iñigo Losada (Chefe da Saúde ), Juan Pinacho (gerente de cabos e mastreação). Todos eles se juntam a Gonzalo de Velasco “Nervio” e Santi Pablos

Antonio “Talpi” Piris, chefe da equipe de terra do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18

Fotos: Amalia Infante/Volvo Ocean Race


Conhecido como MacGyver, espanhol volta ao time da MAPFRE
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Antonio Alonso

O velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons volta ao MAPFRE para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Conhecido por ter até uma torcida organizada, o espanhol vai para sua quarta volta ao mundo consecutiva. Com 35 anos, o proeiro “Ñeti” retorna à sua função na equipe, que será comandada por Xabi Fernández.

Em 2008, o espanhol começou a velejar na Volvo Ocean Race como um dos tripulantes com menos de 30 anos na equipe do Telefónica Black (comandado por Fernando Echávarri). Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.

”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

”O objetivo agora é preparar o veleiro, treinar o resto da tripulação e chegar pronto para a largada em 22 de outubro com o barco nas melhores condições. A equipe quer estar sempre no pódio”, disse o espanhol, que prima por ser positivo, trabalhador e bom de grupo.


Xabi Fernández será o comandante do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18
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Antonio Alonso

Francisco Vignale / MAPFRE / Volvo Ocean Race

O campeão olímpico espanhol Xabi Fernández retorna à campanha de seu país na Volta ao Mundo depois de revezar na função na última edição com seu parceiro de longa data Iker Martínez.

Alicante, Espanha, 17 de fevereiro de 2017 – Aos 40 anos, o espanhol Xabi Fernández tem pela frente mais um desafio na sua carreira de velejador profissional. Comandar o MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. O campeão olímpico de Atenas 2004 e vice em Pequim 2008 foi anunciado, nesta quinta-feira (16), como o principal nome da campanha espanhola para a Volta ao Mundo, substituindo seu parceiro Iker Martínez. Xavi está escalado para sua quinta participação no evento.

“A Volvo Ocean Race é um desafio enorme, que combina aventura, técnica, experiência, logística e outros atributos que fazem do evento importante”, disse o atleta espanhol. “Ter a sorte de estar de volta à linha de partida, com a chance de vencer, é algo de que estamos muito orgulhosos e agradeço a MAPFRE por acreditar em um projeto que começou em 2014”.

Xabi Fernández não vai assumir agora seu posto de comandante do MAPFRE. Ele está em outro grande desafio, a America’s Cup a bordo do Land Rover BAR, barco comandado por Ben Ainslie.

Mais sobre o comandante do MAPFRE

Xavi e seu parceiro Iker dividiram o comando do MAPFRE em 2014-15, pois o então skipper estava em campanha olímpica. Mas a liderança não foi dada à toa. Xabi Fernández já correu a Volvo Ocean Race com o Movistar em 2005-06, Teléfonica Blue em 2008-09, Teléfonica in 2011-12, e como citado acima no MAPFRE na edição passada.

“Os objetivos a curto prazo são, em primeiro lugar, terminar o trabalho no barco no The Boatyard, em Lisboa, no final do mês. Mais tarde, nós vamos confirmar o resto da tripulação com os treinamentos que começam em Sanxenxo, na Espanha, em meados de março”.

Xabi continuou. “Temos oito meses de trabalho duro e otimização pela frente – não apenas em termos de barco, mas no desempenho da equipe – para que possamos partir de Alicante, em 22 de outubro, com uma possibilidade real de vencer”.

O MAPFRE competiu na Volvo Ocean Race pela primeira vez em 2014-15, continuando uma história de sucesso de um veleiro espanhol na disputa em oito das 12 edições.

Antonio Huertas, presidente da MAPFRE, elogiou o novo comandante: “Xabi é um skipper fantástico, que está comprometido com a MAPFRE e compartilha nossos valores. Sabemos que ele vai orgulhosamente levar o nome MAPFRE em todo o mundo”.

Pedro Campos, gerente geral da equipe, está envolvido em todas as edições desde 2005-06. “Não há um velejador no mundo que não respeite o talento, experiência e a determinação de Xabi. Na última edição, ele demonstrou claramente sua capacidade de organizar e liderar, obtendo sucesso como a vitória quarta etapa em Auckland, na Nova Zelândia. Sem dúvida, Xabi é o melhor skipper possível para o MAPFRE”.

A Volvo Ocean Race começa em Alicante no dia 22 de outubro e termina em Haia no final de junho. A regata contará com um total de 12 cidades-sede e levará as equipes para um desafio de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo.

Três equipes já anunciaram suas campanhas – Team AkzoNobel (comandado por Simeon Tienpont), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier) e MAPRE (Xabi Fernández).

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Francisco Vignale / MAPFRE / Volvo Ocean Race


MAPFRE tem equipe de terra experiente para Volvo Ocean Race 2017-18
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Antonio Alonso

Uma equipe de volta ao mundo não é formada apenas pelos velejadores e navegadores a bordo nas regatas. A cada milha navegada pelos barcos, é impossível destacar o mérito dos integrantes da equipe de terra, que fazem toda a preparação das embarcações antes das etapas. Esse grupo é formado por especialistas em várias áreas e, para a edição 2017-18, o MAPFRE já tem definido seu capitão e seu construtor naval, Santiago Pablos e Gonzalo Fernández “Nervio” de Velasco, respectivamente .

Santi Pablos e “Nervio” contam com muitos anos de experiência no mundo da vela. No caso do “Nervio”, mais de 22 anos como integrante de equipes de terra. Ele com 23 anos já estava na função em uma campanha de America’s Cup. O primeiro grande projeto de Santiago Pablos foi nesse evento em 2007, que durou dois anos e meio na base de Valência para o Desafio Espanhol. Depois, ele trabalhou na Barcelona World Race com o IMOCA 60 “MAPFRE” de Iker Martínez y Xabi Fernández e brilhou na mesma equipe na Volvo Ocean Race 2014-15.
Santi, que também estava na Volta ao Mundo passada, é ligeiro na arte dos sistemas de barco e motor como hidráulica. “Em outras palavras, tudo está relacionado à fibra no barco, tanto a parte de estrutura, choque e peças”, explica. “E, claro, o acabamento do barco precisa ser perfeito para navegar melhor”.

A dupla já embarca para Lisboa, na próxima segunda-feira, local onde está o MAPFRE: “O barco sai do processo de pintura e montagem final. Nosso objetivo é verificar se tudo está correto e começar a preparar o MAPFRE”, disse Nervio.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.


MAPFRE retorna para mais uma campanha da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha, 31 de janeiro de 2017 – O MAPFRE está de volta à Volvo Ocean Race para a edição 2017-18. O barco espanhol, que leva o nome de uma empresa de seguros global, é o terceiro time confirmado para a regata, que começa em outubro deste ano. Além do espanhóis, a Volta ao Mundo terá o chinês Dongfeng Race Team e o holandês team AkzoNobel.

Na última edição da Volvo Ocean Race, em 2014-15, o MAPFRE venceu a perna de Auckland e pegou pódio em outras três oportunidades. O retorno do barco espanhol é uma prova do sucesso do projeto, que atrelou esporte com lado comercial.

O presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, disse é uma honra para a empresa estar numa das competições mais difíceis do esporte mundial. ”A competição de vela representa os mesmos valores que nos definem como uma empresa”.

“Nossa experiência na última edição, com uma grande equipe de profissionais, comprometida e determinada a fazer o melhor nesta regata, foi muito positiva. Além disso, a Volvo Ocean Race terá paradas em alguns de nossos principais mercados, como Espanha, Brasil e Estados Unidos, e assim aumentaremos o reconhecimento da marca da MAPFRE em nível internacional”.

A Espanha tem forte tradição na regata, competindo em oito das 12 edições da Volta ao Mundo. No entanto, nenhum barco do país venceu a regata.

“É uma grande notícia confirmar uma equipe espanhola para a próxima edição e, é claro, é bom ver outro patrocinador voltar para a regata depois de uma campanha bem sucedida”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. “Com Alicante confirmada recentemente como a largada para as três edições seguintes, a Espanha tem um papel significativo na história. Será importante ver os fãs espanhóis nas docas para saludar o time local”.

O diretor da campanha espanhola será mais uma vez Pedro Campos, que iniciou sua trajetória na edição 2005-6 com o MOVISTAR.

Ele irá anunciar o comandante e os tripulantes nos próximos dias. Em 2014-15, o MAPFRE contou com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como tático e o português Renato Conde como integrante da equipe de terra.

“Estamos muito gratos e orgulhosos de ter o apoio total da MAPFRE mais uma vez pela grande aventura que é a Volvo Ocean Race. É provavelmente o evento mais longo, mais difícil e mais extremo no mundo esportivo. Estar na linha de partida de Alicante com a chance de tentar vencer é o nosso primeiro grande desafio e nosso trabalho para os próximos meses”.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Uma mudança de regra recente fornece um grande incentivo para que as equipes incluam velejadoras como parte da tripulação, enquanto uma série de outras iniciativas foram anunciadas no ano passado para tornar as regatas mais equilibradas do que nunca.

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch


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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Além do título da temporada 2014-15 e recorde de velocidade, Abu Dhabi Ocean Racing faturou o evento paralelo das in-port races – regatas costeiras disputadas nas cidades-sede da Volta ao Mundo Com rei Juan Carlos da Espanha a bordo e brasileiro decisivo, barco MAPFRE dá show de tática nas águas nórdicas

quadro24
* Did Not Start | ** Did Not Finish | *** Retired | ****
Disqualified | ***** Given Redress | ****** Provisionalº

A temporada 2014-15 foi perfeita para a equipe do Abu Dhabi Ocean Racing na vela oceânica. Depois de vencer por antecipação a edição atual da Volvo Ocean Race e quebrar o recorde de milhas percorridas em 24 horas, o time dos Emirados Árabes Unidos ganhou também o campeonato paralelo das in-port races, regatas costeiras disputadas em todas as paradas da Volta ao Mundo. Na última prova, disputada neste sábado (27), na sueca Gotemburgo, a equipe do medalhista olímpico Ian Walker não foi bem – terminando em sexto, mas o suficiente para não perder a vantagem de pontos para o Team Brunel, vencedor da prova.

“Estou feliz pelo trabalho bem feito pela nossa equipe nas regatas de curta e longa distância”, relatou Ian Walker com mais um troféu nas mãos. “Não velejamos muito bem desta vez, mas conseguimos a posição necessária para ganhar o campeonato”.

O Abu Dhabi Ocean Racing foi campeão da temporada com uma regata de antecedência. Os árabes foram regulares do começo ao fim, quase sempre presentes entre os três primeiros do pódio. O recorde de singradura – milhas velejadas em um dia – foi quebrado em março durante a quinta etapa entre a Nova Zelândia e o Brasil. Para ganhar o IWC 24 hour Speed Record Challenge, o barco de Ian Walker percorreu 550 milhas náuticas nos mares do Sul!

Volvo Ocean Race

O vencedor da Inmarsat In-Port Race Gothenburg foi o Team Brunel. Os holandeses completaram a prova em 59min05. O pódio teve ainda Team SCA e MAPFRE. A regata foi disputada com ventos fracos – variando de 3 a 5 nós.

Estratégia para o rei ver

O rei Juan Carlos da Espanha e a princesa Victoria da Suécia prestigiaram suas respectivas equipes locais MAPFRE e Team SCA. O resultado da Inmarsat In-Port Race Gothenburg também definiu o resultado final da Volvo Ocean Race com o MAPFRE em quarto e Team Alvimedica em quinto. As regatas serviram com desempate da classificação geral.

Volvo Ocean Race

O que chamou atenção foi o baile de tática da equipe do campeão olímpico Iker Martínez. Precisando chegar duas posições na frente do Team Alvimedica, os espanhóis foram mercados de perto pelos adversários, num verdadeiro estilo match race. No último trecho da regata, a equipe ibérica segurou o Alvimedica para o Dongfeng Race Team passar e ficar no meio deles.

“Dever cumprido. Conseguimos, apesar do vento faco, colocar um barco entre a gente e o Alvimedica. Uma tarefa difícil. O mais importante é que melhoramos durante o campeonato e mostramos que somos capazes”, explicou o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, MAPFRE. “A presença do rei da Espanha nos motivou”.

A próxima edição da Volvo Ocean Race será realizada nos anos de 2017 e 2018 com os mesmos modelos de barcos atuais, os VO 65. “Fiquei bastante satisfeito com o desempenho dos veleiros, que terminaram a regata inteiros”, revelou o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad.

Gothenburg Inmarsat In-Port Race
1. Team Brunel
2. Team SCA
3. MAPFRE
4. Dongfeng Race Team
5. Team Alvimedica
6. Abu Dhabi Ocean Racing
7. Team Vestas Wind

Classificação geral das In-port Races
1. Abu Dhabi Ocean Racing – 31pts
2. Team Brunel – 32pts
3. Team SCA – 35pts
4. MAPFRE – 37pts
5. Team Alvimedica – 37pts
6. Dongfeng Race Team – 40pts
7. Team Vestas Wind – 73pts

Classificação geral da Volvo Ocean Race 2014-15
1. Abu Dhabi Ocean Racing – 24pts
2. Team Brunel – 29pts
3. Dongfeng Race Team – 33pts
4. MAPFRE – 34pts
5. Team Alvimedica – 34pts
6. Team SCA – 51pts
7. Team Vestas Wind – 60pts‏


Antes do Pan de Toronto, Torben Grael prestigia Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race
O bicampeão olímpico e campeão da Volta ao Mundo como comandante gostou do equilíbrio entre os barcos nesta edição

Torben Grael está em Gotemburgo, na Suécia, para participar do encerramento da Volvo Ocean Race. A regata de Volta ao Mundo termina neste sábado (27) com a realização da Inmarsat In-Port Race Gothenburg e o bicampeão olímpico tem uma série de atividades antes de embarcar para ser treinador da equipe nacional nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. O brasileiro acompanhou de perto a atual edição da Volvo Ocean Race, que teve o Abu Dhabi Ocean Racing como campeão. Para Torben Grael, o equilíbrio nas regatas foi o que mais chamou a atenção.

“Foi excelente o fato de a regata ter sido sempre bastante disputada, com os todos os barcos muito perto uns dos outros. Isso é bom para a Volvo Ocean Race, pois atrai o público para assistir a disputa e novos participantes. Esse foi um grande ponto a favor da mudança (design único). O fato de reduzir os custos também foi importante. Espero que mais barcos entrem na regata”, contou Torben Grael.

E por falar em barco, Torben Grael é o primeiro nome lembrado, pois liderou um Brasil 1 na única campanha nacional na história da Volvo Ocean Race em 2005-06. “Sem dúvida para a regata é importante ter um barco de um outro continente. O Brasil já teve sucesso em 2005-06 e seria interessante ter uma campanha no momento, mas a situação econômica não ajuda”.

Volvo Ocean Race

O Brasil 1 terminou em terceiro lugar a Volvo Ocean Race 2005-06. A campanha contou com a participação de André ‘Bochecha’ Fonseca e Joca Signoniri. Os dois velejadores estiveram envolvidos com a edição atual. Um como integrante de destaque do MAPFRE e outro como treinador do Team SCA.

“O barco campeão foi o mais constante e conseguiu a vitória. Destaco também a participação das meninas do Team SCA, que ganharam uma regata e tiveram um papel super relevante”, concluiu.

Nesta sexta-feira (26), o brasileiro passou para o britânico Ben Ainslie – dono de quatro ouros olímpicos – o Magnus Olsson Prize, uma honraria concedia aos atletas com grandes feitos na modalidade. Torben Grael foi o premiado no ano anterior.


Volvo Ocean Race quer barco brasileiro na próxima edição
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race
Knut Frostad, CEO da Volta ao Mundo, está na torcida por uma nova campanha de uma equipe brasileira na edição 2017-18. A última e única participação de um barco do Brasil na regata foi em 2005-06

“Um barco do Brasil e outro da Itália fariam super diferença para a regata. Seria fantástico! São importantes mercados para a Volvo Ocean Race. Quero ser realista em relação ao número de barcos na próxima edição, mas é preciso ir passo a passo”.

A declaração é de Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race. O representante máximo da regata tem um carinho especial pelo País. Em 2005-06, o norueguês foi integrante do Brasil 1, barco que terminou a competição em terceiro lugar. A equipe foi comandada pelo bicampeão olímpico Torben Grael.

“As equipes atuais querem continuar e outras pretendem entrar. A edição 2014-15 foi bastante equilibrada e mostrou que todos podem ganhar, tornando a regata atrativa para o público”, reforçou Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race.

O relacionamento do Brasil com a Volvo Ocean Race ocorre desde a primeira edição, 41 anos atrás. Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP) e Itajaí (SC) foram cidades-sede das oito vezes em que a regata desembarcou no País. A cidade catarinense foi a responsável pelas últimas duas stopovers, como são chamadas as paradas.

Oito atletas brasileiras participaram da regata até hoje. Destaque para Torben Grael, que entrou para a história da modalidade e para o esporte brasileiro sendo o primeiro comandante a vencer a Volvo Ocean Race. Em 2008-09, liderando o sueco Ericsson 4, Grael e seus tripulantes – incluindo o carioca Joca Signorini – venceram praticante de ponta a ponta a Volta ao Mundo. Na edição 2014-15, o atleta olímpico André ‘Bochecha’ Fonseca integrou o barco MAPFRE e Joca Signorini foi treinador do feminino do Team SCA.

Neste sábado (27), os sete barcos da edição atual da Volvo Ocean Race disputam a regata final das in-ports. Em cada cidade-sede há uma prova costeira e os pontos são usados em caso de desempate para o campeonato principal. O Abu Dhabi Ocean Racing foi o campeão geral e também lidera o evento paralelo. A Inmarsat In-Port Race Gothenburg ocorre no período da manhã (Horário de Brasília) e será transmitida ao vivo pelo site www.volvooceanrace.com


Os números do Abu Dhabi, o campeão da Volvo Ocean Race 2014-15
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race
Vencedor por antecipação desde o fim da oitava perna, o Abu Dhabi Ocean Racing recebeu oficialmente a taça de campeão da Volvo Ocean Race 2014-15 na parada final da regata em Gotemburgo. O medalhista olímpico inglês Ian Walker foi o responsável por levar a tripulação do barco árabe ao inédito título da regata de Volta ao Mundo. A prata ficou com o Team Brunel e o bronze com o Dongfeng Race Team

quadro23
* Did Not Start | ** Did Not Finish | *** Retired | ****
Disqualified | ***** Given Redress | ****** Provisionalº

Abu Dhabi Ocean Racing! O barco que leva o nome dos Emirados Árabes Unidos para o mundo do esporte entra para o seleto hall de ganhadores da Volvo Ocean Race. A equipe comandada pelo medalhista olímpico Ian Walker ganhou o campeonato após chegar ao pódio em sete das nove etapas. Foram duas vitórias – etapa inicial e na que teve o Brasil como destino final. Durante os nove meses de prova, o barco navegou por 146 dias, 16 horas e 9 minutos. “Eu disse antes de começar a regata que estava confiante no título, mas existem centenas de maneiras de perder um campeonato e apenas uma para vencer. A vitória na Volvo Ocean Race e as minhas duas medalhas olímpicas foram conquistas especiais para minha carreira”, disse o comandante Ian Walker.

Volvo Ocean Race

A tripulação do Abu Dhabi é formada por atletas de oito países: Inglaterra, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Espanha e Antilhas Holandesas. Juntos, os velejadores somam 20 participações em Volvo Ocean Races. O velejador Adil Khalid se tornou o primeiro árabe a vencer a regata de Volta ao Mundo. “Esse é o momento mais especial da minha vida. Estou orgulhoso pelo meu país e por meus companheiros”

O espanhol Chuny Bermudez fala português por ser da região da Galícia – fronteira com Portugal. O galego foi peça chave na campanha do Brasil 1 na Volvo Ocean Race 2005-06 ao lado de Torben Grael e cia.”Disputar a Volvo Ocean Race é muito difícil, pois os barcos são iguais! Nesse sentido conseguimos também terminar o evento sem quebras”, contou o espanhol.

Os árabes se prepararam bastante para chegar ao título. Após um quinto lugar na edição 2011-12, a equipe fez 207 dias de treinamento. A média de idade a bordo é de 35 anos.

Ian Walker já viveu outras adversidades fora da regata. Em 1997, o britânico sobreviveu a um acidente de carro que tirou a vida de seu parceiro olímpico John Merricks. Eles tinham vinte e poucos anos na época. Apenas um ano antes , a dupla ganhou a medalha de prata olímpica em Atlanta-1996 na classe 470.

Ele se recuperou da tragédia para ganhar novamente uma prata olímpica, agora em Sydney-2000, na classe Star ao lado de Mark Covell. O bronze naquele evento ficou para os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira.

Volvo Ocean Race

O Abu Dhabi pode ganhar outro título no próximo sábado (27), o das regatas in-port. As provas ocorrem em todas as cidades-sede e podem servir como desempate. Os árabes lideram com folga esse campeonato paralelo, mas não podem vacilar.