Sobre as Águas

Arquivo : março 2017

Copa Paulista leva regatas da represa para o mar
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Antonio Alonso

CLasse Snipe na Baía de Santos (Maurício Cassano/ICS)

Responsável por resgatar a movimentação da vela na cidade de São Paulo, a Copa Paulista, criada em 2015 como Copa YCP (Yacht Club Paulista), amplia sua abrangência nesta temporada e pela primeira vez desce a serra rumo à Baixada Santista. A parceria firmada em 2016 entre YCP e ICS (Iate Clube de Santos), permite que as regatas sejam disputadas de forma inédita, no mar, neste fim de semana, 25 e 26 de março. São esperados 40 barcos.

Após as duas primeiras etapas do ano realizadas na Represa Guarapiranga, organizadas por YCP e CCSP (Clube de Campo São Paulo), respectivamente, chegou a vez do ICS tornar-se anfitrião do evento. “Acreditamos que este intercâmbio de raias trará mais emoção ao campeonato, além de consolidar a parceria com o YCP. Consideramos a Baía de Santos como extensão de nossa sede no Guarujá, aliás, já preparada para receber, com muito entusiasmo, os participantes da 3ª Etapa da Copa Paulista”, afirma o vice-comodoro do ICS, Jonas de Barros Penteado.

Assim como a diretoria de Vela, os velejadores do ICS também estão empolgados com a oportunidade proporcionada pela parceria entre os dois tradicionais clubes náuticos. “Teremos um fim de semana especial. Pela primeira vez o clube vai organizar uma etapa e para nós da classe Snipe será um treino de luxo para o Sul-Americano, em abril, na Argentina, além de promovermos a vela na Baixada Santista”, comemora o campeão sul-americano de Snipe, Rafael Gagliotti.

O velejador olímpico Manfred Kaufmann, o Fips, representante brasileiro na Flying Dutchman nos Jogos de 1980, em Moscou, e associado ao YCP, também espera aprimorar seu desempenho com as regatas no litoral. “A Copa tem sido minha oportunidade de treinar de Laser para o World Master Games, em abril na Nova Zelândia. Além da represa, quero aproveitar a experiência do intercâmbio no mar. Santos possui flotilha muito competitiva de Laser, o que fortalecerá minha preparação para o Mundial Máster”, deseja Fips.

Snipe e Laser têm sido regularmente as flotilhas mais numerosas da Copa Paulista. Entre as 12 etapas programadas para 2017, três estão previstas para Santos, incluindo-se a sétima e a nona, em junho e setembro, respectivamente. A etapa de abertura da temporada estabeleceu recorde de participantes, desde 2015, reunindo 88 embarcações de 15 classes na Guarapiranga no início de fevereiro. Além de YCP, ICS e CCSP, o Yacht Club de Santo Amaro (YCSA) também será sede da competição neste ano.


Caiçara larga na frente na classe C30 em Ilhabela
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Antonio Alonso

Caiçara, líder da 1ª Etapa do Circuito Ilhabela (Aline Bassi / Balaio)

Apesar do tradicional equilíbrio da sempre competitiva classe C30, o Caiçara dominou seus adversários no segundo e decisivo fim de semana (18 e 19) de abertura do XVII Circuito Ilhabela. O barco comandado por Marcos de Oliveira Cesar obteve a expressiva marca de quatro vitórias em cinco regatas, o que assegurou à tripulação as medalhas de ouro e a liderança do campeonato, com 12 pontos perdidos contra 16 do Caballo Loco, considerando-se dez regatas e um descarte.

Ao longo da etapa, com sede no Yacht Club de Ilhabela (YCI), o Caiçara acumulou seis vitórias, contra três do Caballo Loco e uma do +Realizado eCycle, terceiro colocado na classificação geral. As três regatas de sábado foram disputadas sob forte chuva e as rajadas de sueste atingiram 20 nós (36km/h). No domingo, a chuva deu uma trégua e a intensidade do vento ficou entre 8 e 14 nós, na direção leste.

A teórica facilidade demonstrada pelo Caiçara, não se constatou na prática, pelo menos para quem estava a bordo. “Não foi nada fácil segurar as pressões de Caballo Loco e +Realizado. Eles não nos deixaram respirar e exigiram concentração máxima em cada regata. Vencemos, mas ainda estamos em fase de aprendizado com a nova vela balão (içada à proa do barco no vento em popa). Foi uma boa etapa”, analisou o comandante do Caiçara, Marcos Cesar.

Ciente das declarações de Marcos Cesar, o comandante do Caballo Loco, Mauro Dottori, rebateu o rival e amigo. “O Marcos, como sempre, está sendo humilde. O Caiçara deu um show, principalmente no domingo (19), com mais duas vitórias. Nós erramos muito. Nosso tático Alexandre Paradeda estreou neste fim de semana. Estamos nos adaptando ainda”, considerou Dottori. Além de duas edições de Jogos Olímpicos, Paradeda traz a experiência da medalha de ouro na classe Snipe nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007.

Temporada promissora – Vice-campeão do Circuito Ilha de Santa Catarina com o Caballo Loco, em fevereiro, Dottori ainda destacou outros pontos positivos do fim de semana em Ilhabela. “Foi gratificante ver o +Realizado voltar a competir pelo primeiro lugar. Os dois dias só prometiam chuva e acabamos contemplados com regatas espetaculares na Ponta das Canas (Norte de Ilhabela). E ainda falta o Barracuda andar de balão novo. Vamos para a próxima”, convocou Dottori.

A tripulação do +Realizado eCycle está se empenhando para obter o melhor rendimento possível das novas velas e a evolução tem sido gradativa. “A cada regata estamos mais bem adaptados ao conjunto de velas, mas ainda temos mais para buscar. A C30 é uma classe muito disputada e qualquer detalhe a ser ajustado pode significar vencer ou perder a regata”, definiu Ricardo Apud, trimmer do +Realizado.

A espera de novas velas, a tripulação do Barracuda se esforçou ao máximo nos dois finais de semana da primeira das quatro etapas do Circuito Ilhabela de 2017. O comandante Humberto Diniz demonstra otimismo para as próximas regatas. “A briga entre os três primeiros colocados foi acirrada, principalmente entre Caballo e Caiçara. A partir da segunda etapa espero acabar com essa hegemonia, ou pelo menos incomodá-los”, prometeu Diniz. Os barcos retornam ao Yacht Club de Ilhabela (YCI) para a Copa Suzuki no final de maio. As classes C30, HPE 25, IRC e RGS reuniram 30 barcos.

Classificação após dez regatas (um descarte)
1 – Caiçara (Marcos de Oliveira César) : 2+1+2+1+2+(3)+1+1+1+1 = 12 pontos perdidos
2 – Caballo Loco (Mauro Dottori) : 1+2+1+2+1+2+2+(3)+2+3 = 16 pp
3 – +Realizado eCycle (José Luiz Apud) : 3+(4)+3+3+3+1+3+2+3+2 = 23 pp
4 – Barracuda (Humberto Diniz) : 4+3+4+4+4+4+4+4+(5 DNC)+5 DNC = 36 pp


Vestas 11th Hour Racing lança campanha na Volvo Ocean Race com mensagem
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Antonio Alonso

Foto: Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race

A quarta equipe da Volvo Ocean Race 2017-18 foi revelada nesta terça-feira (21) em eventos simultâneos em Aarhus (Dinamarca) e Newport, Rhode Island (Estados Unidos). Trata-se da Vestas 11th Hour Racing, barco que será liderado pela dupla norte-americana de Charlie Enright e Mark Towill. A equipe com bandeira da Dinamarca e dos Estados Unidos volta para o evento após a campanha na edição anterior.

O objetivo do time será promover a mensagem de sustentabilidade em todo o mundo. A ideia é ampliar a visão global da empresa, que é líder em soluções de energia sustentável. “Estamos trabalhando duro na construção de uma equipe competitiva. Vamos navegar bastante em abril e maio após pegar o barco remodelado em Lisboa”, disse Charles Enright, que em 2014-15 liderou o Team Alvimedica, equipe que correu com as bandeiras turca e norte-americana.

Já a Vestas competiu em 2014-15 com o nome de Team Vestas Wind, mas um acidente na segunda etapa atrapalhou o time. O veleiro encalhou nas Ilhas Maurício e, depois um longo processo de retirada, o barco foi quase todo reconstruído, voltando na penúltima etapa apenas.

Esta é a primeira vez na história da Volvo Ocean Race que três grandes patrocinadores voltam para a edição seguinte. Vestas, Dongfeng e MAPFRE estarão na linha de partida em outubro deste ano. A equipe holandesa Team AkzoNobel foi a primeira a anunciar a campanha. O conceito de barco one-design reduziu a necessidade das equipes se prepararem muto tempo antes. Todos os veleiros são idênticos, prestigiando assim o talento das tripulações.

A Volvo Ocean Race também revelou uma mudança no percurso. Uma boia especial na costa de Aarhus, na Dinamarca, será passagem obrigatória dos barcos na etapa derradeira entre Gotemburgo e Haia.

“As equipes estarão na sua última etapa depois de correr 45.000 milhas e passar pela marca de Aarhus será um grande desafio para a flotilha”, disse Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “A Dinamarca tem uma grande história na regata”.

Vinte e cinco velejadores dinamarqueses competiram na Volvo Ocean Race até hoje e duas equipes correram sob a bandeira do país escandinavo: SAS Baia Viking em 1985-86 e Team Vestas Wind em 2014-15.

“Esta será uma grande experiência para todos! Trará uma grande atenção internacional para Aarhus, beneficiando o crescimento e desenvolvimento da cidade”, disse o prefeito de Aarhus, Jacob Bundsgaard.

As equipes partirão de Alicante em 22 de outubro e percorrem 45 mil milhas náuticas passando por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Ghangzhou, Auckland, Itajaí, Newport, Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Sobre a Vestas 11th Racing

“A Volvo Ocean Race é uma plataforma eficiente para a Vestas. Vamos promover a nossa nova visão e as nossas soluções de energia nos principais mercados, além do relacionamento com os clientes”, disse Anders Runevad, presidente e CEO da Vestas.

É também uma plataforma ideal para a 11th Hour Racing, um programa da Fundação Família Schmidt que estabelece parcerias estratégicas dentro da modalidade promovendo a mudança sistêmica para a saúde do nosso ambiente marinho.

Wendy Schmidt, co-fundadora da 11th Hour Racing e presidente da The Schmidt Family Foundation, acrescentou: “Mark e Charlie têm sido embaixadores da 11th Hour Racing nos últimos dois anos, tendo testemunhado em primeira mão durante a última Volvo Ocean Race as muitas formas de poluição e detritos de plástico que estão destruindo a vida do oceano e ameaçando todos nós. Nossa parceria com a Vestas é inspirar mudanças na forma como pensamos sobre a energia e os recursos naturais do planeta”.

Foto: Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race


‘Quase brasileira’ integra barco chinês na Volvo Ocean Race 2017-18
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Antonio Alonso

Carolijn Brouwer, Dongfeng Race Team.

A equipe do Dongfeng Race Team anunciou a contratação de duas velejadoras para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. A holandesa criada no Brasil Carolijn Brouwer e a francesa Marie Riou integram o barco chinês na regata. A chegada das atletas marca um novo momento da Volta ao Mundo com as regras para impulsionar tripulações com homens e mulheres juntos. As velejadoras, que somam ao todo cinco participações em olimpíadas, foram chamadas pelo comandante francês Charles Caudrelier para se juntar a Jerémie Beyou (França), Stu Bannatyne (Nova Zelândia) e Daryl Wislang (Nova Zelândia).

A holandesa Carolijn Brouwer fala perfeitamente o português! A atleta foi criada no Brasil, mais precisamente em Niterói (RJ) e Belo Horizonte (MG). Foi com a família Grael que a holandesa de 43 anos aprendeu as manhas da modalidade. Em seu país, Carolijn Brouwer é apontada como uma das melhores da modalidade com três participações olímpicas. São duas aparições na Volvo Ocean Race ( Amer Sports Too em 2001-012 e Team SCA em 2014-15) foram de destaque. Na parada de Itajaí, em 2015, ela foi a mais festejada quando o Team SCA aportou na Vila da Regata.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte da equipe. Uma das razões pelas quais eu queria me juntar ao Dongfeng Race Team é por causa de seu forte espírito de equipe. A Volvo Ocean Race é única. É um desafio físico e mental. Minha meta será vencer a regata”, disse Carolijn Brouwer.

A outra atleta contratada pelo Dongfeng Race Team é a francesa Marie Riou, de 35 anos. Com duas olimpíadas no currículo – uma delas a Rio 2016 na classe NACRA 17 – a velejadora conta com quatro títulos mundiais na categoria. Riou fará sua estreia na Volta ao Mundo. “Eu queria participar da Volvo Ocean Race desde os meus 10 anos de idade. Embora a minha principal experiência seja nas regatas costeiras, sempre sonhei em navegar pelo mar adentro”.

A dupla foi escolhida depois de uma série de testes e análises dentro e fora d’água na Austrália e Portugal. Charles Caudrelier, que será skipper do Dongfeng pela segunda vez consecutiva, aprovou as duas velejadoras escolhidas. “Eu chamei a Carolijn, pois ela nos venceu várias vezes quando integrava o Team SCA nas In-Port Races. Ela trabalha muito bem no leme e tem um passado olímpico de sucesso. Isso lhe deu velocidade e conhecimento do momento certo de imprimir essa rapidez”.

Sobre Marie Riou, o comandante elogiou sua experiência olímpica e seus conhecimentos de vela. “Ela é da Bretanha (região da França com tradição em vela oceânica), tem força e está acostumada a velejar com os caras”. A classe NACRA é a única do calendário olímpico que exige um velejador e uma velejadora.

Marie Riou, Dongfeng Race Team.

A seleção de Brouwer e Riou é o primeiro sinal de que a mudança de regra, trazida pela Volvo Ocean Race nesta edição, a fim de incentivar as mulheres, terá um impacto significativo na modalidade. As equipes masculinas serão limitadas a apenas sete atletas, mas os times que incluírem mulheres poderão escolher algumas combinações, incluindo sete homens e mais uma ou duas mulheres e cinco homens e cinco mulheres. O restante da equipe do Dongfeng será anunciado nos próximos dias.

O Dongfeng é um dos três times confirmados até o momento ao lado de Team AkzoNobel (Holanda) e MAPFRE (Espanha). A quarta equipe será anunciada até o fim de março.

A regata começa em 22 de outubro em Alicante e passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport Rhode Island, Cardiff e Gotemburgo, antes do grande final em Haia, no fim de junho.

Velejadora: Carolijn Brouwer

Nascimento: 25 de julho de 1973

Local de nascimento: Leiden, Holanda

Número de Volvo Ocean Races: 2

Currículo: três participações olímpicas e vários títulos mundiais

 

Velejadora: Marie Riou

Nascimento: 21 de agosto de 1981

Local de nascimento: Plougastel-Daoulas, França

Currículo: duas participações em olimpíadas e quatro títulos mundiais


Classe C30 leva emoção à abertura da temporada em Ilhabela
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Antonio Alonso

Largada da classe C30 em Ilhabela (Aline Bassi / Balaio)

O final de semana (11 e 12) de abertura do XVII Circuito Ilhabela pode ser considerado perfeito para a vela oceânica. O sol e o vento ofereceram às tripulações os ingredientes indispensáveis para que a emoção fosse completa nas raias da Capital Nacional da Vela. A C30 mostrou mais uma vez porque é uma das classes mais competitivas de oceano, com duelos repletos de adrenalina nas cinco regatas disputadas nos dois primeiros dias da chamada Copa Suzuki. As classes C30, HPE 25, RGS e IRC reuniram 27 embarcações.

Caballo Loco e Caiçara monopolizaram a briga pela primeira colocação em cada prova, em disputa acirrada no melhor estilo match race (disputa entre apenas dois barcos). O mesmo aconteceu entre +Ralizado eCycle e Barracuda na luta pelo terceiro lugar. Após três vitórias, o Caballo Loco lidera a C30 com cinco pontos perdidos, apenas um de vantagem sobre o atual bicampeão Caiçara, que venceu duas regatas. O +Realizado está em terceiro lugar, seguido por Barracuda. A etapa de abertura da temporada será concluída no próximo fim de semana (18 e 19/3), com sede no Yacht Club de Ilhabela (YCI).

A tripulação do Caballo Loco soube aproveitar em Ilhabela a competência demonstrada na conquista do vice-campeonato no Circuito Ilha de Santa Catarina, há um mês em Florianópolis, onde se adaptou ao novo jogo de velas. “Largamos bem na maioria das regatas, o que é fundamental em uma classe tão equilibrada. Na última regata de domingo, o duelo com o Caiçara foi sensacional depois que o vento leste diminui de 12 para 8 nós. Ficamos lado a lado e cruzamos a linha apenas alguns segundos à frente deles”, relatou o comandante do Caballo Loco, Mauro Dottori.

Na véspera, o vento sul com rajadas de 15 nós (27km/h) permitiu que a Comissão de Regatas (CR), dirigida por Cuca Sodré, montasse os percursos no Canal de São Sebastião. “Na prova que fechou o sábado, conseguimos nos aproximar do baixio, mais para o lado do continente, antes dos adversários. Depois da segunda boia, com muitas rondadas de vento, o Caiçara encostou e tivemos uma chegada mais uma vez muito apertada”, relatou Dottori.

Além das velas novas de Caballo Loco, Caiçara e +Realizado eCycle, uma novidade adotada pela CR tornou as regatas da classe C30 ainda mais disputadas. “O gate introduzido no meio da raia nas pernas de popa trouxeram mais competitividade, amenizando eventuais vícios da raia que podem interferir na regata. Foi mais um fim de semana de pura emoção”, resumiu Dottori, comandante e timoneiro do líder Caballo Loco. A etapa de abertura da temporada 2017 será concluída no próximo fim de semana (18 e 19/3), com sede no Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Classificação após cinco regatas (um descarte)
1 – Caballo Loco (Mauro Dottori) : 1+(2)+1+2+1 = 5 pontos perdidos
2 – Caiçara (Marcos de Oliveira César) : (2)+1+2+1+2 = 6 pp
3 – +Realizado eCycle (José Luiz Apud) : 3+(4)+3+3+3 = 12 pp
4 – Barracuda (Humberto Diniz) : (4)+3+4+4+4 = 15 pp


Copa Suzuki de Vela Oceânica 2017 começa sábado
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Antonio Alonso

O mais regular campeonato de vela oceânica paulista inicia sua primeira etapa no próximo final de semana, em Ilhabela, SP. Promovida pelo Yacht Club de Ilhabela, a Copa Suzuki terá quatro etapas em 2017, nos meses de março, junho, setembro, novembro e dezembro que devem reunir velejadores das classes ORC, IRC, C30, HPE-25, BRA-RGS e Bico de Proa. Em 2016, as quatro etapas proporcionaram aos participantes mais de 30 regatas.

Neste ano, a comissão organizadora, sob responsabilidade de Carlos Eduardo Sodré, o “Cuca”, pretende inovar trazendo para a competição algumas alterações: “Sendo um campeonato regular e de longa duração, queremos proporcionar ao velejador mais opções de regatas diferentes. Alguns exemplos são a inclusão de um gate obrigatório em uma das pernas de algumas regatas da classe HPE, regatas com pontuação duplicada, novas regatas de percurso, enfim, garantir uma diversidade de situações para velejar”, comenta “Cuca”.

Incentivo aos velejadores de todos os níveis Tendo grande visibilidade no litoral norte paulista a Copa Suzuki também pretende “acolher” velejadores com as mais variadas experiências e expectativas: “Desde quem está começando na vela de oceano, ou quer apenas pura diversão, como é o caso da classe Bico de Proa, desde os mais competitivos, equipes como as classes HPE e C30, barcos de alta performance”, comenta o Diretor de Vela do Yacht Club de Ilhabela, Carlos Eduardo Souza e Silva, o “Kalu”.


Equipes da Volvo Ocean Race se movimentam
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Antonio Alonso

A Volvo Ocean Race 2017-18 começa em outubro e as equipes confirmadas até o momento se movimentam no mercado para formar suas tripulações. O chinês Dongfeng Race Team foi rápido e trouxe o francês Jérémie Beyou, velejador que terminou recentemente uma volta ao mundo em solitário – Vendée Globe – em terceiro lugar. Além dele, o time de Charles Caudrelier recrutou os neozelandeses Stu Bannatyne e Daryl Wislang, o último integrou o campeão da temporada passada (Abu Dhabi). Atletas da China estão sendo testados e devem formar o grupo nos próximos dias.

“É um desafio muito grande e emocionante. Temos grandes expectativas para um bom resultado nesta regata. Sabemos exatamente o que precisamos fazer bem. O Dongfeng é uma equipe interessante, pois temos atletas de diferentes idades, nacionalidades e origens. Temos velejadores de oceano, de regatas com barcos menores e veteranos de Volvo”, disse Jérémie Beyou.

Stu Bannatyne tem sete participações na Volvo Ocean Race, incluindo tês títulos: New Zealand Endeavour, Illbruck Challenge e Ericsson 4. Seu compatriota Daryl Wislang correu quatro vezes a regata e estava na tripula vencedora da edição passada. A equipe da China segue em Lorient, na França, fazendo testes.

Espanhóis se reforçando

O MAPFRE está a cada dia anunciando integrantes para sua equipe de terra e também para o barco. A última novidade do comandante Xabi Fernandez foi a inclusão do velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons. Pela segunda vez seguida no barco espanhol e a quarta na volta ao mundo, o espanhol será proeiro da equipe na regata, que começa em outubro deste ano. . Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.
”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

A Volvo Ocean Race começa em Alicante no dia 22 de outubro e termina em Haia no final de junho de 2018. A regata contará com um total de 12 cidades-sede e levará as equipes para um desafio de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. Três equipes já anunciaram suas campanhas – Team AkzoNobel (comandado por Simeon Tienpont), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier) e MAPRE (Xabi Fernández).


Vela: Antonio Piris será o chefe da equipe de terra do MAPFRE na VOR
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Antonio Alonso

O espanhol Antonio Piris (53) terá uma nova missão a partir desta temporada. Ele terá a responsabilidade de chefiar a equipe de terra do barco MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. Será sua estreia nesse tipo de função. Em sua carreira profissional, Toño Piris – como é apelidado em seu país – tem experiência de sobra no mundo da vela oceânica, incluindo a disputa da Copa América (três vezes), Barcelona World Race (3º em 2010-11) e até na Whitbread Round the World (versão anterior da Volvo Ocean Race).

Antonio Piris já está em Lisboa, onde fica o estaleiro da regata de volta ao mundo. ”Tenho uma grande equipe ao redor e o objetivo inicial é fazer um bom trabalho, além de ter sempre a possibilidades do pódio ou até mesmo da vitória. Acho que temos muitas chances de ganhar”.

Ele emendou: ”Temos que deixar o MAPFRE melhor preparado para desempenhar o seu papel”.

Além da nomeação de Toño Piris como chefe da equipe de terra, o barco espanhol confirmou mais outros nomes. São eles: Maria Bertrand (Chefe de Logística), Iñigo Losada (Chefe da Saúde ), Juan Pinacho (gerente de cabos e mastreação). Todos eles se juntam a Gonzalo de Velasco “Nervio” e Santi Pablos

Antonio “Talpi” Piris, chefe da equipe de terra do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18

Fotos: Amalia Infante/Volvo Ocean Race


Conhecido como MacGyver, espanhol volta ao time da MAPFRE
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Antonio Alonso

O velejador Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons volta ao MAPFRE para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Conhecido por ter até uma torcida organizada, o espanhol vai para sua quarta volta ao mundo consecutiva. Com 35 anos, o proeiro “Ñeti” retorna à sua função na equipe, que será comandada por Xabi Fernández.

Em 2008, o espanhol começou a velejar na Volvo Ocean Race como um dos tripulantes com menos de 30 anos na equipe do Telefónica Black (comandado por Fernando Echávarri). Além da volta ao mundo, Ñeti corre regatas pelo mundo. Seu último feito foi a bordo do Perpetual LOYAL, um monstruoso barco de 100 pés (30,5 metros) que pulverizou o recorde de 628 milhas (1.116 quilômetros) entre Sydney (Austrália) e Hobart (Tasmânia) em 1 dia, 13 horas, 31 minutos e 2 segundos. Nenhum dos 4.800 barcos que participaram desde 1945 da lendária regata nunca foram tão rápidos.

”Isso é navegar em sua pura essência, durante muitos dias seguidos e competindo 24 horas por dia”, comentou Cuervas-Mons pouco antes da sua segunda edição na Volvo Ocean Race.

”O objetivo agora é preparar o veleiro, treinar o resto da tripulação e chegar pronto para a largada em 22 de outubro com o barco nas melhores condições. A equipe quer estar sempre no pódio”, disse o espanhol, que prima por ser positivo, trabalhador e bom de grupo.


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