Sobre as Águas

Arquivo : janeiro 2017

MAPFRE retorna para mais uma campanha da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha, 31 de janeiro de 2017 – O MAPFRE está de volta à Volvo Ocean Race para a edição 2017-18. O barco espanhol, que leva o nome de uma empresa de seguros global, é o terceiro time confirmado para a regata, que começa em outubro deste ano. Além do espanhóis, a Volta ao Mundo terá o chinês Dongfeng Race Team e o holandês team AkzoNobel.

Na última edição da Volvo Ocean Race, em 2014-15, o MAPFRE venceu a perna de Auckland e pegou pódio em outras três oportunidades. O retorno do barco espanhol é uma prova do sucesso do projeto, que atrelou esporte com lado comercial.

O presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, disse é uma honra para a empresa estar numa das competições mais difíceis do esporte mundial. ”A competição de vela representa os mesmos valores que nos definem como uma empresa”.

“Nossa experiência na última edição, com uma grande equipe de profissionais, comprometida e determinada a fazer o melhor nesta regata, foi muito positiva. Além disso, a Volvo Ocean Race terá paradas em alguns de nossos principais mercados, como Espanha, Brasil e Estados Unidos, e assim aumentaremos o reconhecimento da marca da MAPFRE em nível internacional”.

A Espanha tem forte tradição na regata, competindo em oito das 12 edições da Volta ao Mundo. No entanto, nenhum barco do país venceu a regata.

“É uma grande notícia confirmar uma equipe espanhola para a próxima edição e, é claro, é bom ver outro patrocinador voltar para a regata depois de uma campanha bem sucedida”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. “Com Alicante confirmada recentemente como a largada para as três edições seguintes, a Espanha tem um papel significativo na história. Será importante ver os fãs espanhóis nas docas para saludar o time local”.

O diretor da campanha espanhola será mais uma vez Pedro Campos, que iniciou sua trajetória na edição 2005-6 com o MOVISTAR.

Ele irá anunciar o comandante e os tripulantes nos próximos dias. Em 2014-15, o MAPFRE contou com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como tático e o português Renato Conde como integrante da equipe de terra.

“Estamos muito gratos e orgulhosos de ter o apoio total da MAPFRE mais uma vez pela grande aventura que é a Volvo Ocean Race. É provavelmente o evento mais longo, mais difícil e mais extremo no mundo esportivo. Estar na linha de partida de Alicante com a chance de tentar vencer é o nosso primeiro grande desafio e nosso trabalho para os próximos meses”.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Uma mudança de regra recente fornece um grande incentivo para que as equipes incluam velejadoras como parte da tripulação, enquanto uma série de outras iniciativas foram anunciadas no ano passado para tornar as regatas mais equilibradas do que nunca.

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

March 19, 2015. The boats tackle steep and angry seas as they pass East Cape, the eastern-most point of New Zealand

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch

June 09, 2015. Leg 8 to Lorient onboard MAPFRE. Day 02. Carlos Hernandez, Rafael Trujillo and Rob Greenhalgh during a late watch


Jorge Zarif fecha com chave de ouro a campanha do Brasil na etapa de Miami
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Antonio Alonso

Jorge Zarif 2_Credito Jesus Renedo_World Sailing

Após vitória no sábado de Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX, velejador sobe no topo do pódio da classe Finn, neste domingo, dia 29

Fotos para uso editorial: Jesus Renedo/ Sailing Energy/ World Sailing

Miami teve um fim de semana à brasileira na vela. Depois do ouro de Martine Grael e Kahena Kunze, no sábado, na classe 49er FX, Jorge Zarif subiu no topo do pódio neste domingo, dia 29, na classe Finn, na disputa da etapa americana da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (World Sailing).

Foi o bicampeonato do atleta brasileiro no evento, em que tinha sido campeão em 2016, além de dois bronzes em 2013 e 2014. E foi o fecho dourado de uma semana irretocável para Zarif no City of Miami Regatta Park. O velejador não deu chances aos adversários. Já ao fim da primeira fase, não podia mais ser alcançado pelos rivais. Para sacramentar o ouro, bastava completar a regata de medalha, o que o brasileiro fez neste domingo em terceiro lugar. Com o resultado, encerrou a competição com 23 pontos perdidos, bem à frente do britânico Ben Cornish, segundo colocado com 51 p.p.

Jorge Zarif Pódio_Credito Jesus Renedo_World Sailing

“Foi uma grande semana. É o começo do ciclo olímpico, então eu estava relaxado, com a cabeça tranquila, sem me preocupar muito com o resultado. Acho que posso tentar mais velejar correndo menos riscos, como fiz aqui. É um ponto que posso levar daqui para frente”, disse o velejador brasileiro, em entrevista para o canal da World Sailing no YouTube.

Outras duas regatas de medalha disputadas neste domingo tiveram presença de velejadores brasileiros. Na classe Laser, Bruno Fontes terminou a regata em décimo lugar, fechando sua participação também na décima colocação, com 161 pontos perdidos. Na 470 masculina, Henrique Haddad e Breno Abdulklech ficaram na décima posição na última prova e em nono na classificação geral (101 p.p.).

A próxima grande competição para os velejadores brasileiros será a IV Copa Brasil de Vela, em Porto Alegre, de 5 a 11 de março. O evento será seletivo para formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017.

As regatas finais de Miami tiveram transmissão na íntegra no canal da World Sailing no YouTube. Nos links abaixo, há imagens em vídeo das provas de sábado e domingo, além de entrevistas em inglês com os medalhistas:

Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=SL42wJRsq1Q
Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=Qb-yyMEwwOs

Resultados completos do Brasil na etapa de Miami da Copa do Mundo:

Classer 49er FX: Martine Grael e Kahena Kunze, 1º lugar, 35 pontos perdidos
Classe Finn: Jorge Zarif, 1º lugar, 23 p.p.
Classe 470 masculina: Henrique Haddad e Breno Abdulklech, 9º lugar, 101 p.p.
Classe Laser: Bruno Fontes, 10º lugar, 161 p.p.
Classe 49er: Robert Scheidt e Gabriel Borges, 16º lugar, com 140 pontos perdidos
Classe RS:X feminino: Bruna Martinelli, 17ª colocação (182 p.p.)
Classe Laser Radial: Gabriella Kidd, 25ª posição (218 p.p.)

Mais informações e resultados completos da etapa de Miami da Copa do Mundo:
https://swc2017-miami.sapsailing.com


Mussulo 40 no topo do pódio
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Antonio Alonso

cape

A tripulação do barco angolano Mussulo 40, patrocinado pela empresa multinacional angolana de Telecom Angola Cables, recebeu o prêmio pela primeira colocação conquistada na classe Double Hand da regata Cape2Rio. A cerimônia ocorreu na noite de sexta-feira, no Iate Clube do Rio de Janeiro. Não faltaram motivos para o comandante José Guilherme Caldas e o skipper brasileiro Leonardo Chicourel, comemorarem. Além da chegada em primeiro, a dupla conseguiu bater o recorde na categoria com o tempo final de 16 dias, 14 horas 22 minutos e 12 segundos – o melhor índice alcançado até então era do barco Privateer, conquistado em 2014, com 17 dias, 20 horas e 43 minutos.

“Tivemos um grande desempenho que se refleriu no resultado. Foi a nossa primeira travessia em Double Hand e esperamos participar de mais provas nesta modalidade. O barco estava muito bem preparado para a regata e isso fez toda a diferença. Os treinamentos feitos ao longo do tempo no Brasil, Uruguai e Caribe foram essenciais para mantermos um alto desempenho desde a largada, dia 1° de janeiro, sempre brigando pelos primeiros lugares, mesmo tendo barcos bem maiores e com mais tripulantes como competidores”, diz José Guilherme Caldas, comandante do Mussulo 40.

Angola Cables está na vanguarda da modalidade em Angola

O Mussulo 40 e Mussulo III são dois barcos patrocinados pela Angola Cables. A empresa também apoia dois velejadores do Clube Náutico de Luanda, que recentemente participaram do Campeonato Africano de Vela em Luanda. A relação entre a Angola Cables e a vela começou por acaso, quando um grupo de velejadores angolanos pediu apoio para participar na regata Cape2Rio de 2014.

“A vela é uma modalidade desportiva que envolve estratégias intensas, exige estar preparado para qualquer eventualidade e responder rapidamente às mudanças no ambiente; muito parecido com o nosso negócio. Existem ainda outros paralelos, como o fato de ser praticada à base de água e de termos milhares de quilómetros de cabos de fibra óptica no fundo do mar como parte da criação de redes intercontinentais de alta velocidade”, conclui António Nunes.


Austrália terá parada extra na Volvo Ocean Race de 2017-18
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Antonio Alonso

Foto: Roberto Seba

Foto: Roberto Seba

A Volvo Ocean Race anunciou, na madrugada desta sexta-feira (27), a entrada de Melbourne na edição 2017-18 da volta ao mundo. A parada australiana será entre a perna da Cidade do Cabo e Hong Kong. Segundo a organização, os barcos devem chegar a Melbourne em 25 de dezembro, ou seja, no Natal.

A etapa entre a Cidade do Cabo e Melbourne terá 6.300 milhas náuticas. Os barcos vão ficar por uma semana na Austrália e não haverá In-port Race – regata local – em Melbourne. A largada para o próximo destino, que é Hong Kong, será dia 2 de janeiro do próximo ano. Ao todo, o evento de volta ao mundo terá 45 mil milhas náuticas. Em comparação com a edição passada, a regata terá três vezes mais navegação pelos mares do sul.

Sobre a Austrália

A mudança da rota de 2017-18 colocará a Austrália pela oitava vez no radar da Volvo Ocean Race. No entanto, será a primeira participação do país da Oceania em mais de uma década.

A história da Austrália na Volvo Ocean Race remonta à primeira edição em 1973-74. A regata parou pela primeira vez em Melbourne em 2005-06 e retorna agora para uma segunda vez. “Estamos muito satisfeitos por visitar Melbourne novamente – uma cidade vibrante de esporte e cultura com uma forte herança marítima”, disse o chefe de operações da Volvo Ocean Race, Richard Mason.

“Tendo nascido na Austrália, eu não poderia estar mais animado em ver a regata no Down Under (expressão coloquial usada para se referir aos países da Oceania). Os fãs da vela em todo o país vão adorar ver os barcos”.

As equipes vão deixar Alicante, Espanha, em 22 de outubro e partem para Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne e Hong Kong antes de uma transição sem valer pontos para Guangzhou, na China.

O ministro do turismo local, John Eren, comentou: “A Volvo Ocean Race é mais uma oportunidade para ver os melhores velejadores em ação. Grandes eventos são importantes para a economia. O governo local está orgulhoso com os patrocinadores envolvidos”.

As duas pernas dos mares do sul – da Cidade do Cabo a Melbourne, e Auckland para Itajaí – mais a perna do Atlântico Norte perto do final da regata, de Newport para Cardiff – terão pontos dobrados. A perna mais longa será de 7.600 milhas náuticas de Auckland para Itajaí.

A Volvo Ocean Race anunciou recentemente uma série de grandes mudanças nas regras da aventura clássica de 43 anos, incluindo um grande incentivo para as equipes competir com mulheres.

A regata fechou as datas para toda a rota 2017-18. As datas-chave são as seguintes:

Alicante
Abertura do Race Village – 11 de outubro de 2017
In-port Race de Alicante – 14 de outubro de 2017
Largada da perna 1 – 22 de outubro de 2017
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Lisboa
In-port Race de Lisboa – 28 de outubro de 2017
Largada da perna 2 – 5 de novembro de 2017
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Cidade do Cabo
In-Port Race da Cidade do Cabo – 8 de dezembro de 2017
Largada da perna 3 – 10 de dezembro de 2017
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Melbourne
Largada da perna 4 – 2 de janeiro de 2018
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Hong Kong e Guangzhou
In-Port Race de Hong Kong – 27 de janeiro de 2018
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In-Port Race de Guangzhou – 2 de fevereiro de 2018
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Largada da perna 5 – 7 de fevereiro de 2018
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Auckland
In-Port Race de Auckland – 10 de março de 2018
Largada da perna 6 – 18 de março de 2018
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Itajaí
In-Port Race de Itajaí – 20 de abril de 2018
Largada da perna 7 – 22 de abril de 2018
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Newport
In-Port Race de Newport – 19 de maio de 2018
Largada da perna 8 – 20 de maio de 2018
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Cardiff
In-Port Race de Cardiff – 8 de junho de 2018
Largada da perna 9 – 10 de junho de 2018
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Gotemburgo
In-Port Race de Gotemburgo – 17 de junho de 2018
Largada da perna 10 – 21 de junho de 2018
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Haia
In-Port Race de Haia – 30 de junho de 2018

Austrália na Volvo Ocean Race:

11 velejadoes australianos participaram na edição de 2014-15: Will Oxley (Alvimedica), Phil Harmer e Luke Parkinson, Sophie Ciszek, Stacey Jackson e Liz Wardley (SCA), Andrew Cape (Brunel), Chris Nicholson, Tom Johnson e Tom Addis (todos Team Wind Vestas), e Jack Bouttell (Dongfeng Race Team).

A Volvo Ocean Race visitou a Austrália sete vezes antes: Sydney em 1973-74, 1997-98 e 2001-02, Fremantle em 1989-90, 1993-94 e 1997-98 e Melbourne em 2005-06.

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Foto: Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race

Foto: Rob Blackburn

Foto: Rob Blackburn

Foto: Rob Blackburn

Foto: Rob Blackburn


Cape2Rio termina com recorde do Mussulo 40 no Rio de Janeiro
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Antonio Alonso

Foto: Publius Vergilius

Foto: Publius Vergilius

Foram quase duas semanas e 3.500 milhas pelo Oceano Atlântico, a partir da Cidade do Cabo. A tradicional regata Cape2Rio, realizada desde 1971, terminou no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (18) reservando espaço para algumas boas surpresas.

Com apenas dois tripulantes a bordo, um deles brasileiro, o barco angolano Mussulo 40 mostrou um desempenho à altura de equipes e embarcações mais robustas. O barco foi o quarto a chegar à Marina da Glória, o primeiro na categoria Double Hand, primeiro na categoria Double Hand a chegar à Marina da Glória, com um tempo recorde de 16 dias, 14 horas, 22 minutos e 12 segundos que valeu a vitória na classe. Até então, o melhor índice era do Privateer, com 17 dias, 20 horas e 43 minutos na edição de 2014.

“Apesar de uma largada largada ruim, por conta de problemas técnicos, conseguimos nos superar, aproveitar todo o potencial do Mussulo 40 para vento forte e rapidamente recuperamos o tempo perdido. Desde o início da regata, nos mantivemos entre as primeiras posições”, afirma o comandante angolano José Guilherme Caldas, que formou a dupla vitoriosa com o skipper brasileiro Leonardo Chicourel.

Mesmo com as dificuldades impostas, a dupla conseguiu completar as 3500 milhas da Cape2Rio antes do previsto – inicialmente a previsão era entre 18 e 20 dias de regata. “Os últimos dias da prova foram de paciência e estratégia. Além da embarcação ter entrado numa zona de pressão, sem vento, registramos uma avaria no sistema de piloto automático, o que exigiu a pilotagem do barco em 100% do tempo”, completa Caldas.

O Mussulo 40, junto com o Mussulo III, integra uma iniciativa inédita da Angola Cables no apoio ao iatismo na África. A relação entre a empresa e a vela começou por acaso, justamente quando um grupo de velejadores angolanos pediu apoio para participar da regata Cape2Rio de 2014. “Parabéns ao team Mussulo 40. Estamos muito orgulhosos do esforço feito pelo comandante José Guilherme e pelo Leonardo Chicourel para completar a prova em tempo recorde. A Cape2Rio e as adversidades que apresenta aos velejadores servem como um teste de habilidade e estratégia que oferece muitas lições sobre trabalho em equipe e perseverança ao longo do caminho “, diz Antonio Nunes, CEO da multinacional de telecomunicações.

A Angola Cables também patrocina dois velejadores do Clube Náutico de Luanda, que recentemente participaram do Campeonato Africano de Vela em Luanda. “A vela é uma modalidade desportiva que envolve estratégias intensas, exige estar preparado para qualquer eventualidade e responder rapidamente às mudanças no ambiente; muito parecido com o nosso negócio. Existem ainda outros paralelos, como o fato de ser praticada à base de água e de termos milhares de quilómetros de cabos de fibra óptica no fundo do mar como parte da criação de redes intercontinentais de alta velocidade”, conclui António Nunes.


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