Sobre as Águas

Arquivo : outubro 2016

Próxima edição da Volvo Ocean Race começa em 22 de outubro de 2017
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Antonio Alonso

Foto: David Ramos/Volvo Ocean Race

Foto: David Ramos/Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race 2017-18 tem data oficial para começar! Os barcos deixam a cidade espanhola de Alicante rumo às 45 mil milhas náuticas da volta ao mundo em 22 de outubro do ano que vem. A regata passará por 11 cidades-sede, incluindo a brasileira Itajaí e a portuguesa Lisboa. A organização anunciou também a data da In-port Race – regata realizada em todas as paradas. A primeira de Alicante será dia 14 de outubro. A Volvo Ocean Race vai anunciar as datas de início para o resto das pernas nas próximas semanas.

“Faltando exatamente um ano para a largada, a nossa contagem regressiva começou. Os velejadores podem esperar uma largada inesquecível de Alicante, onde fica a nossa casa. Eles já entram de cara num sprint rumo à capital portuguesa”, disse o CEO da regata, Mark Turner. ”O estaleiro naval baseado em Lisboa será muito importante para as equipes durante todo o período de treinamento”.

A in-port Race de Lisboa será no sábado dia 28 de outubro, antes do início da segunda etapa, que será no domingo, 5 de novembro. Pelo Atlântico, os veleiros descem até a Cidade do Cabo, na África do Sul, para uma batalha de 7 mil milhas náuticas. A In-port Race africana será na sexta-feira, 8 de dezembro, e largada da terceira perna será dada dois dias mais tarde, em 10 de dezembro. “A Cidade do Cabo tem uma relação especial com a regata. Nossos barcos param no local desde a primeira edição, em 1973. Da África do Sul, a flotilha parte para os mares do sul – Oceano Antártico, que é o foco desta edição”, acrescentou Turner.

Nas últimas duas semanas, a Volvo Ocean Race fez uma série de anúncios relacionados à próxima edição da regata. As novidades são:

* Mudança nas regras da tripulação em relação às mulheres
* Novo comunicador que permitirá que os atletas enviem atualizações das suas mídias sociais a partir dos oceanos
* Construção de um oitavo barco Volvo Ocean 65 para se juntar à flotilha existente
* Introdução de novas bases das equipes nas cidades-sede
* Catamarãs M32 para os clientes acompanharem as regatas de perto
* Disputa da Rolex Fastnet Race e Prólogo
* Novo sistema de pontuação para incentivar a tomada de riscos estratégicos
* Todos os barcos equipados hidro-geradores
* Rodízio da função do repórter a bordo – OBR
* Data da largada em 22 de outubro de 2017

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race


Brasil reforça a proa na Star Sailors League Finals em Nassau
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Antonio Alonso

O líder do ranking, Bruno Prada, com Jorge Zarif (Studio Borlenghi / SSL)

O líder do ranking, Bruno Prada, com Jorge Zarif (Studio Borlenghi / SSL)

A tradição e a força da vela brasileira têm elevado ainda mais o nível das competições organizadas pela já consolidade Star Sailors League (SSL), idealizada há pouco mais de três anos pelos próprios velejadores de Star. No final deste ano os brasileiros levarão seu talento às Bahamas para a quarta edição da SSL Finals, de 27 de novembro a 3 de dezembro. Os proeiros contribuirão de forma efetiva para impulsionar os barcos do País entre a flotilha de 25 tripulações.

Com premiação total de U$ 200.000, o evento contará com Henry Boening, o Maguila, na proa de Robert Scheidt, com Guilherme de Almeida, o Madá, ao lado de Torben Grael, além do tetracampeão mundial e líder no ranking da SSL, Bruno Prada. O Brasil ainda poderá ter mais dois proeiros consagrados em Nassau. O atual campeão sul-americano Samuel Gonçalves, o Samuca, e o campeão brasileiro de Star, Arthur Lopes, o Tutu.

Como líder do ranking dos proeiros, Bruno tem o privilégio de decidir com qual timoneiro quer velejar. O medalhista olímpico justifica a escolha por Jorge Zarif, parceiro do Yacht Club Paulista (YCP). “O talento do Jorginho é indiscutível e ainda teremos um mês pela frente para uma boa preparação. Neste ano estou muito mais leve, cerca de 100 quilos, e terei a oportunidade de formar tripulação com peso máximo de 200 quilos em um lugar onde os ventos são fortes. Vai contribuir para o desempenho”.

Bruno relata também, a condição privilegiada que a competição deste ano adquiriu após os Jogos Rio 2016. “A SSL Finals vai reunir o maior número de medalhistas olímpicos e campeões mundiais da história da vela. Será uma grande honra velejar em um local incrível com formato de regatas classificatórias e eliminatórias, o que garante a emoção das grandes batalhas do esporte. Teremos todos os ingredientes de um evento épico: ídolos, tradição e entretenimento”.

Motivação especial para Maguila – O proeiro de Niterói (RJ) conquistou recentemente o Hemisfério Oriental de Star, ao lado do norte-americano Augie Diaz, na Croácia e ocupa a 12ª posição no ranking dos proeiros da SSL. “Recebi o convite do Robert (Scheidt) e estou muito honrado. Formar dupla com quem já foi campeão da SSL Finals nos coloca entre os favoritos. Nosso objetivo é chegar às regatas eliminatórias porque a partir das quartas de final todos têm chances”, afirma Maguila, quarto colocado em 2014 com Jorge Zarif.

Maguila tem treinado no Rio de Janeiro e pretende estar preparado para qualquer condição a ser enfrentada no Caribe. “A tendência é de ventos fortes na raia próxima ao Nassau Yacht Club (NYC), o que me agrada muito. Para o público que acompanha a transmissão ao vivo pela internet as regatas tornam-se ainda mais emocionantes. Porém em 2015, predominou o vento fraco e como não podemos escolher, precisamos nos prevenir”, considera o proeiro de Scheidt.

Ao contrário de Maguila, o proeiro de Torben, Guilherme de Almeida, se pudesse escolheria ventos mais fracos. “Se ventar forte será difícil ganhar do Robert e da molecada que correu de Laser nos Jogos Olímpicos do Rio, mas se o vento estiver mais fraco poderemos chegar na frente”, deseja Madá, sétimo colocado com Torben no Lake Grand Slam da SSL em 2015 na Suíça e pela segunda vez na final das Bahamas.

Diante das necessidades de Madá em sua clínica dermatológica “Dr. Guilherme de Almeida”, em São Paulo, Torben tem velejado com Arthur Lopes, com quem venceu o Brasileiro de Star há um mês em Cabo Frio (RJ). “Torben e Tutu vão chegar a Nassau com uma semana de antecedência para treinar e ajustar o barco. Vamos correr com um barco italiano novo, modelo Lillia, com as mesmas velas utilizadas quando ficamos em quinto lugar da Bacardi Cup, em Miami. Estou otimista com mais uma disputa pela SSL, uma garantia para o futuro da classe Star”, exalta o médico e velejador.


Volvo Ocean Race promove mudanças na função de repórter a bordo
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Antonio Alonso

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race começa repaginar o conceito do repórter a bordo para a edição 2017-18, que terá início em outubro do ano que vem. A organização terá um esquadrão de jornalistas multimídia disponível para toda a flotilha ao contrário da temporada passada onde os OBR (sigla em inglês da função) eram exclusivos das equipes.

Os profissionais de mídia serão mais flexíveis e a decisão será feita etapa por etapa. “Queremos ter mais de um estilo de OBR para as equipes. Eles serão treinados para esse papel. Queremos fazer igual a um repórter de guerra cobrindo o conflito na linha de frente”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner.

“Ter repórteres dedicados a bordo nos barcos inseridos na ação foi um passo inovador quando foi introduzido pela primeira vez na edição de 2008-09. Agora é hora de evoluir. Seu único trabalho será contar a história da equipe de maneira mais precisa. Acho que só compartilhamos até agora 5% do que se passa a bordo. A ideia é chegar a 15%. Queremos passar a informação mais rapidamente possível, sem deixar de ter equilíbrio”.

De acordo com o chefe de TV da Volvo Ocean Race, Leon Sefton, a mudança é fundamental na forma como esse conteúdo é colhido a bordo. “Os OBR não serão capazes de criar vínculo de longo prazo com suas equipes. Poderíamos perder oportunidades de contar histórias interessantes com esse tipo de relacionamento. Rodando os profissionais acreditamos que eles possam fazer realmente o papel do jornalista”.

O processo de treinamento dos OBR já foi iniciado pela Volvo Ocean Race. O grupo foi fechado em setembro após análise dos currículos. Profissionais de 126 países mandaram seus currículos, incluindo repórteres de guerra, aventura, documentaristas e outros mais.

Os barcos Volvo Ocean 65 têm equipamentos de alto nível para gerar e transmitir conteúdo dos pontos mais distantes do oceano via-satélite fornecidos pela Cobham SATCOM e Inmarsat.

Os veleiros estão sendo readequados para a próxima edição no estaleiro naval da regata em Lisboa, Portugal. Todos os barcos vão ter mais dois novos ângulos de câmera fixa, levando o total para seis posições de imagens. Cada OBR terá acesso adicional à câmeras de visão noturna e de ação, enquanto os drones e as máquinas para gerar imagem em 360 graus também serão usados.

“Nós fomos os primeiros a usar drones nos oceanos para gerar conteúdo na edição 2014-15. Além disso, inovamos ao colocar imagens em 360 graus diretamente dos oceanos e transmitimos ao vivo a sondagem do Cabo Horn. Vamos continuar a inovar” disse Sefton.


Barcos da Volvo Ocean Race equipados com novos hidro-geradores
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Antonio Alonso

Foto: Marc Bow/Volvo Ocean Race

Foto: Marc Bow/Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race anuncia a instalação de novos hidro-geradores nos barcos para a edição 2014-15 da regata de Volta ao Mundo.

Os veleiros de 65 pés terão inicialmente uma fonte de energia de backup para o motor Volvo Penta. Todos os oito barcos – os sete da última edição, além do novo one-design que será construído no estaleiro Perisco Marine, na Itália, terão o gerador, que pode fornecer energia suficiente para executar os sistemas de bordo essenciais em caso de falha mecânica. Além disso, o hidro-gerador reduz a quantidade de combustível consumido pelo sistema eletrônico e não interfere na velocidade.

Um barco já foi instalado com a unidade para testes e os resultados têm sido significativos, de acordo com o diretor de manutenção Volvo Ocean Race, Nick Bice. “Nos últimos anos, a gente trabalha arduamente na busca por energias alternativas. O hidro-gerador é similar a um pequeno motor de popa, com uma hélice que gira com a água que flui, gerando energia elétrica de volta para as baterias no barco. Nossos testes não mostraram nenhum impacto perceptível no desempenho de velocidade”.

A velejadora Liz Wardley, que disputou dias edições da Volvo Ocean Race, está próxima da construção e re-fit dos barcos atualmente. Segundo ela, o hidro-gerador é eficiente. “Já foi provado o que a unidade pode fazer. A agora só precisamos provar sua confiabilidade não apenas como uma fonte de energia de backup, mas um fornecedor principal”.

O reequipamento de toda a flotilha está atualmente em curso no estaleiro naval em Lisboa. Até junho de 2017 – quatro meses antes do início da próxima edição – os veleiros serão entregues. A regata começa em Alicante em outubro de 2017 e terá 45 mil milhas náuticas ao redor do planeta, terminando na holandesa Haia oito meses depois.

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ricardo Pinto / Volvo Ocean Race

Foto: Ricardo Pinto / Volvo Ocean Race


Volvo Ocean Race tem novo sistema de pontuação
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Antonio Alonso

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

Foto: Amory Ross / Team Alvimedica / Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race está revolucionando o sistema de pontuação para a edição 2017-18, que começa em outubro do ano que vem. O intuito será incentivar as equipes a se arriscarem nas suas estratégias nas etapas pelos mares do sul principalmente. Serão concedidos diversos bônus, que podem fazer a diferença no final da competição e certamente podem dividir a flotilha nos oceanos.

Em relação à edição passada, o vencedor passa a ser quem somar o maior número de pontos. Entram bonificações especiais para o vencedor de cada etapa, que irá marcar um ponto a mais. Ficaria 10 por uma vitória, 8 para o segundo, 7 para o terceiro e assim por diante.

As duas pernas do Oceano Austral (mares do sul), que são Cidade do Cabo para Hong Kong e Auckland para Itajaí (SC), além da etapa do Atlântico Norte entre Newport e Cardiff, valem o dobro de pontos.

Haverá um ponto de bônus para o primeiro time a contornar o Cabo Horn – um dos locais mais cobiçados pelos velejadores de oceano do planeta. Outro ponto será dado para a equipe com o melhor tempo percorrido geral da Volvo Ocean Race.

Como na edição 2014-15, as In-port Races – Regatas Locais – farão parte de um campeonato paralelo e servirão como desempate ao final da competição. A regata começa em Alicante em outubro de 2017 e terá 45.000 milhas náuticas ao redor do planeta. A competição acaba no porto holandês de Haia.

As mudanças de pontuação são as primeiras mudanças confirmadas em uma série de opções que estão sendo consideradas pela organização. “A mudança para barcos de design único na temporada 2014-15 foi fantástica, pois a regata foi parelha. No entanto, as equipes foram mais conservadoras com medo de serem deixadas para trás”, explicou Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “Queremos incentivar que os velejadores encarem riscos estratégicos. Os navegadores precisam usar mais seu próprio julgamento em determinados momentos”.

Charles Caudrelier, que comandou o barco chinês Dongfeng Race Team em 2014-15, comentou: “Acho que esses pontos de bônus serão interessantes. É bom ter um ponto para contornar o Cabo Horn em primeiro lugar. Muitas das vezes, o barco passa em primeiro por lá e fica para trás. ninguém merece isso. O modo invisível é interessante também e fizemos em regatas passadas”.

Na semana passada, a Volvo Ocean Race fez anúncios importantes sobre regras da tripulação em relação às mulheres, além de um novo sistema de comunicação da tripulação – permitirá que os atletas enviem atualizações de mídias sociais a partir dos oceanos, a construção de um oitavo Volvo Ocean 65, da introdução de novas bases das equipes nas cidades-sede, a utilização de catamarãs M32 para os convidados e entrada dos veleiros na disputa da Fastnet Race para testes.

Foto: Matt Knighton / Abu Dhabi Ocean Racing / Volvo Ocean Race

Foto: Matt Knighton / Abu Dhabi Ocean Racing / Volvo Ocean Race

Foto: Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Foto: Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race


Volvo Ocean Race terá duas regatas de treino antes de começar pra valer
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Antonio Alonso

Foto: IAN ROMAN/Volvo Ocean Race

Foto: IAN ROMAN/Volvo Ocean Race

ALICANTE, Espanha – A comissão organizadora da Volta ao Mundo colocou como obrigação para as equipes a disputa da Fastnet Race e mais um Prólogo entre Lisboa e Alicante. O objetivo é preparar os times para a edição 2017-18, que começa em outubro do ano que vem e terá passagens em 11 cidades-sede, incluindo uma brasileira e uma portuguesa.

Em agosto de 2017, a flotilha faz o primeiro teste na imprevisível Rolex Fastnet Race. Os veleiros partem de Cowes Week, na Isle of Wight, no Reino Unido, e navegam por 600 milhas pelo mar britânico até Plymouth. De lá, os times seguem (só eles) para Lisboa, em Portugal, para a chamada Leg Zero (perna zero). A capital portuguesa é a base dos barcos, onde fica o Boatyard. E enfrentam mais desafio antes da Volta ao Mundo começar. Para completar o Prólogo, as tripulações correm de Lisboa até Alicante e ficam na Espanha até a data da largada.

“Treinamos durante meses sozinho. Por isso, é bom correr regatas reais contra os adversários. É muito diferente, pois navegamos sob pressão. Isso é um bom teste para o barco”, disse o francês Charles Caudrelier, que comandou o barco chinês Dongfeng Race Team. “Fiz algumas Fastnet, umas com muito vento e outras não. É um percurso bom, muito divertido e interessante para navegar ao redor da costa britânica, com o efeito das correntes. Em dois ou três dias, você tem um monte decisão para tomar”.

Richard Mason, diretor de operações da Volvo Ocean Race, destaca a importância de ganhar milhas antes da regata. “Serão momentos fundamentais para o andamento das equipes. Os velejadores podem aprender mais sobre o barco. Digo que a Fastnet está na lista das melhores regatas do mundo e todo atleta quer correr”.

Os sete Volvo Ocean 65 construídos para a edição anterior serão usados na próxima. Os barcos estão em Lisboa, local do estaleiro da regata. O oitavo está sendo construído.

Na semana passada, a Volvo Ocean Race fez anúncios importantes sobre regras da tripulação em relação às mulheres, além de um novo sistema de comunicação da tripulação – permitirá que os atletas enviem atualizações de mídias sociais a partir dos oceanos, a construção de um oitavo Volvo Ocean 65, da introdução de novas bases das equipes nas cidades-sede e a utilização de catamarãs M32 para os convidados.

Foto: Amory Ross/Team Alvimedica

Foto: Amory Ross/Team Alvimedica

Foto: Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Foto: Yann Riou / Dongfeng Race Team / Volvo Ocean Race

Foto: Marc Bow/Volvo Ocean Race

Foto: Marc Bow/Volvo Ocean Race


Robert Scheidt busca o bi na Star Sailors League Finals
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Antonio Alonso

Robert Scheidt e Bruno Prada na SSL em Nassau. (Studio Borlenghi/SSL)

Robert Scheidt e Bruno Prada na SSL em Nassau. (Studio Borlenghi/SSL)

As cinco medalhas olímpicas e os 14 títulos mundiais de Robert Scheidt confirmaram, logo no primeiro ano de existência da Star Sailors League (SSL), a força da liga criada pelos próprios velejadores da classe Star. Ao lado de Bruno Prada, o bicampeão olímpico da Laser venceu a edição inaugural da SSL Finals em dezembro de 2013, em Nassau. Neste ano, Scheidt estará de volta às Bahamas entre 28 de novembro e 4 de dezembro em busca do segundo título.

Depois da quarta colocação na Laser nos Jogos Rio 2016, Scheidt terá a oportunidade de retornar à classe que lhe rendeu duas medalhas olímpicas e três títulos mundiais. “Acho que será um campeonato diferente em relação ao que fizemos em 2013, quando eu e o Bruno vínhamos de um ciclo olímpico. Velejei pouco de Star nos últimos três anos e preciso recuperar o ritmo”, considera Scheidt que neste ano correrá ao lado de Henry Boening, o Maguila. O ciclo olímpico de Star culminou com a medalha de bronze para a dupla brasileira nos Jogos Londres 2012.

“Teremos agora em outubro uma semana para treinos intensivos no Rio de Janeiro. Já velejei algumas vezes com o Maguila. É um excelente proeiro e podemos fazer um bom resultado em Nassau”, revela Scheidt que pretende chegar às Bahamas alguns dias antes do início da competição para treinar e fazer os ajustes finais na própria raia onde serão disputadas as regatas com os 25 melhores timoneiros e proeiros da temporada de 2016. Maguila ocupa a 12ª colocação no ranking da SSL.

Diante da necessidade de obter ritmo em período reduzido, Scheidt acredita que poderá contar com situação favorável em Nassau. “Preferimos vento forte e as condições na raia costumam apresentar vento de médio para forte, o que seria ideal para nós. Vamos correr contra velejadores muito bons e tenho a certeza de que esta será uma edição especial da SSL Finals com muitas estrelas mundiais, medalhistas olímpicos do Rio e meus adversários da Laser. Será fantástico e estou super animado”, prevê Scheidt.

No embalo dos Jogos Rio 2016
– O paulista de 43 anos afirma que não é possível apontar apenas um favorito entre tantos velejadores consagrados, mas cita os nomes de timoneiros que considera candidatos ao pódio: Torben Grael, Xavier Rohart (FRA), George Szabo (EUA), Augie Diaz (EUA), Diego Negri (ITA), além dos campeões olímpicos deste ano no Rio de Janeiro, Tom Burton (AUS) na classe Laser e Sime Fantela (CRO), na 470.

“A SSL está ganhando a cada dia mais reconhecimento internacional. O nível dos velejadores confirma a evolução e é muito importante para nós que se torne um evento ainda mais global em favor não apenas da classe Star, mas da vela de uma forma geral”, destaca Scheidt. A SSL Finals distribui premiação geral de U$ 200.000. Além do título em 2013, Scheidt foi quinto colocado em 2014, velejando com Bruno Prada nas duas edições. Boening ficou em quarto lugar em 2014 ao lado de Jorge Zarif.


Convidados VIP assistem Volvo Ocean Race de perto em catamarãs
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Antonio Alonso

volvo ocean race

ALICANTE, Espanha – Os convidados dos patrocinadores e apoiadores da Volvo Ocean Race 2017-18 poderão assistir às regatas a bordo dos modernos catamarãs da classe M32, que serão literalmente arquibancadas móveis.

O objetivo é gerar mais experiência para os convidados. O diretor de prova, Phil Lawrence, revelou que os barcos M32 pesam apenas 510 kg e podem navegar na maioria das condições de tempo, se transformando em arquibancadas para acompanhar as regatas de perto, principalmente as In-port Race, que são realizadas nas 11 cidades-sede.

“Podemos literalmente colocar os convidados na linha de largada para que eles experimentem uma emoção realmente única. Precisamos maximizar esta oportunidade e atrair patrocinadores.”

“Tivemos mais de 70.000 clientes corporativos na última edição da Volvo Ocean Race. Queremos obter o maior número na próxima dentro da água”. A pioneira nesse tipo de ação foi a regata Extreme Sailing Series.

Em 2014-15, a Volvo Ocean Race teve mais de 2.400 clientes corporativos a bordo dos Volvo Ocean 65. Com a adição dos M32, esse número aumentará quatro vezes pulando para quase 10.000. Os organizadores da regata irão fornecer para cada equipe um M32 em suas cores.

Projetado pelos suecos Göran Marström e Kåre Ljung, o catamarã M32 oferece uma mistura única de simplicidade e facilidade de condução, combinado com construção leve e desempenho emocionante.

“Esta parceria com a Volvo Ocean Race é muito importante para nós”, disse Håkan Svensson, CEO da Aston Harald AB e proprietário dos direitos e design do catamarã M32. “Nós usamos a Volvo Ocean Race como uma plataforma muito bem sucedida para fazer negócios”.

Para mais informações sobre o M32 Catamaran visite www.m32world.com.

Na semana passada, a Volvo Ocean Race começou a fazer anúncios importantes sobre regras da tripulação e outras novidades para a próxima temporada. Entre as mais importantes estão a construção do oitavo barco e entrada de mais mulheres a bordo.

Foto: Ian Roman


Volvo Ocean Race monta bases nas cidades-sede
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Antonio Alonso

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ALICANTE, Espanha – A Volvo Ocean Race apresenta mais uma novidade para a temporada 2017-18 da volta ao mundo.

As cidades-sede do evento terão bases das equipes, com a parte de montagem, local para atividades de parceiros e integração entre os atletas. Além do estaleiro naval itinerante, os espaços das equipes poderão ser visitados pelo público.

“Nós estamos tentando trazer cada vez mais os fãs para dentro da regata. Queremos que eles possam ter uma ideia de o que realmente acontece lá”, disse Richard Mason, Diretor de Operações. “As bases são para as equipes, e seus parceiros, mas também são uma interface aberta para o público.”

O objetivo é limitar os custos e complexidades operacionais para as equipes. As novas bases serão montadas pela Volvo Ocean Race fazendo com que os times se concentrem na parte esportiva.

“Eu me lembro quando era criança e a regata visitou Auckland, minha cidade natal. Fui conhecer Sir Peter Blake, que me deu o leme do seu barco. Na hora senti que isso iria fazer da minha vida. ”

Os boxes das equipes ficarão na Vila da Regata e, além da vantagem de trazer os fãs mais próximos à ação na costa, o novo projeto facilita o transporte para a água, economizando espaço valioso e tempo que o evento viaja ao redor do planeta.

“Na Volvo Ocean Race o timing é tudo. A capacidade de construir e desmontar estas bases rapidamente é vital”, disse Quérine van Osch, diretora da Volvo Ocean Race. “Estamos sempre buscando a inovação em tudo o que fazemos, e esta solução é incrível. Vamos reduzir espaço em até 60%. ”

Fotos: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

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Volvo Ocean Race confirma a construção de oitavo barco
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Antonio Alonso

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Barco será lançado em maio do ano que vem, cinco meses antes da largada. Modelo se junta aos outros sete Volvo Ocean 65, que passam por processo de revisão. A equipe do novo barco será anunciada no início de 2017.

A Volvo Ocean Race confirmou, nesta quarta-feira (10), a construção do seu oitavo barco, que será usado já na edição 2017-18 da regata de volta ao mundo. O veleiro de design único (Volvo Ocean 65) se junta aos outro sete que estavam na temporada passada e passam por um processo de revisão e adequação. “Não era esperada a construção de mais um barco. Agora temos uma grande chance de ter oito na próxima regata”, falou Nick Bice, diretor de barcos e manutenção da Volvo Ocean Race.

A edição passada teve ao todo sete veleiros, que foram construídos de maneira igual pela própria organização. A regra persiste para o ano que vem. “Não haverá absolutamente nenhuma vantagem em termos de desempenho ou de confiabilidade. O novo barco será idêntico aos outros sete”, completou Nick Bice.

“Todos os Volvo Ocean 65 foram construídos com objetivo de serem usados em duas edições pelo menos. Vale dizer que os da temporada passada estão em boas condições”.

A Persico Marne, que fará a construção do novo barco na Itália, vai usar os mesmos moldes dos outros. Após a conclusão, o veleiro será entregue ao The Boatyard – estaleiro naval situado em Lisboa, Portugal, onde passará por testes de medição rigorosa.

“Quando se trata de medição, criamos um processo totalmente transparente. Qualquer pessoa de qualquer equipe pode ver os barcos sendo medidos em nossas instalações”, disse Nick Bice.

A organização da regata já faz na capital portuguesa o processo de readequação dos barcos. O objetivo é garantir que a estrutura e todos os equipamentos aguentem as 45 mil milhas náuticas da Volvo Ocean Race 2017-18. Será feito um upgrade nos equipamentos de comunicação, segurança, energia e na parte elétrica.

A Volvo Ocean Race larga de Alicante, na Espanha, em outubro de 2017, e termina sua jornada por 11 cidades em oito meses na parada de Haia, na Holanda. Brasil e Portugal serão destinos da volta ao mundo em Itajaí e Lisboa, respectivamente.

Foto: Rick Deppe / Volvo Ocean Race

Foto: Rick Deppe / Volvo Ocean Race

Foto: Marc Bow / Volvo Ocean Race

Foto: Marc Bow / Volvo Ocean Race