Sobre as Águas

Arquivo : maio 2016

Semana de Vela de Ilhabela: Maestrale quer levar título da ORC para o Rio
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Antonio Alonso

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Maestrale é o nome de um vento de Noroeste muito forte, que sopra na Itália. Tem origem no mistral francês, ganhando ainda mais força quando passa pelos apeninos italianos. É também o nome de um dos concorrentes da Semana de Vela de Ilhabela 2016 na classe ORC C. O Skipper de 30 pés do comandante Adalberto Casaes entra na disputa, marcada para o período de 1 a 9 de julho, para defender o segundo lugar do ano passado. Em 2015, a tripulação, que fazia sua estreia na regata, perdeu o campeonato no desempate, com o mesmo número de pontos do vencedor, o To Nessa (Renato Faria).

”Começamos bem o ano de 2016 vencendo a Regata Caras e fomos campeões da recente e última Regata Taça Comodoro do ICRJ. Em 2015 levamos o título de barco do ano da ABVO e agora montamos uma ótima tripulação para correr o evento. A organização técnica da Semana de Vela de Ilhabela, aliada a uma raia que normalmente oferece ótimos ventos, atrai os melhores velejadores do país, onde os cariocas não poderiam ficar de fora”, disse o almirante Casaes, como é conhecido Adalberto Casaes por sua patente na Marinha.

Adalberto Casaes falou também sobre as equipes do Rio de Janeiro, que sempre participam em bom número da Semana de vela de Ilhabela. ”A flotilha de oceano do Rio de Janeiro é muito atuante e competitiva. As características geográficas com diversas ilhas ao largo do Rio ajudam a criar condições favoráveis para a prática da vela oceânica”.

O almirante Casaes morou na Itália e durante um curso de mestrado descobriu que os italianos consideram o Maestrale o senhor de todos os ventos. Isso inspirou o nome do barco construído no Rio Grande do Sul, em 2010. O projeto é do arquiteto naval argentino Nestor Volker.

AS CLASSES

BICO DE PROA – Divisão formada por veleiros de oceano, elegíveis pela Comissão Técnica, que não utilizam nenhuma regra de handicap.

CARABELLI 30 – Classe One Design de veleiros de 30 pés projetados pelo experiente velejador e projetista Horácio Carabelli.

CLÁSSICOS – Subdivisão especial da RGS para barcos certificados pela ABVClass e sem velas produzidas com material exótico.

HPE 25 – Os barcos da classe, de projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam uma classe nacional de produção em série.

HPE 30 – Com 30 pés, estes barcos também projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam a mais nova classe one-design do país.

IRC – Regra internacional que se destina a um amplo número de barcos, de vários tamanhos e formas, desde cruzeiros até os one-off de regata.

J/70 – Classe one-design internacional de barcos com apenas 22,75 pés mas extremamente velozes e ágeis.

MINI – Classe internacional formada por barcos de 21 pés projetados para encarar todos os desafios, inclusive travessias oceânicas.

ORC – Regra internacional do Offshore Racing Committee destinada a barcos com configurações de competição, de tipos e tamanhos diferentes.

RGS – A Regra Geral Simplificada é uma regra nacional caracterizada pela grande presença de vários barcos com perfil predominante de cruzeiro.

RGS SILVER – Divisão especial da RGS para barcos com no mínimo 28 pés, sem velas exóticas e aprovados pela Comissão Técnica da Semana de Vela.

SOTO 40 – Moderna classe One Design planadores criada pelo projetista argentino Javier Soto Acebal, formada por veleiros de 40 pés.

STAR – No Brasil é a classe de maior expressão olímpica, com a conquista de seis medalhas, além de seis títulos mundiais.

Mais informações:
Site oficial – svilhabela.com.br
Facebook – semanadeilhabela
Twitter – svilhabela
Instagram – svilhabela
Youtube – Semana de Vela de Ilhabela

Foto: Aline Bassi – Balaio


Três campeonatos seguidos para classe C30 em Ilhabela
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Antonio Alonso

C30 Caiçara em Ilhabela (Marcos Méndez/SailStation)

C30 Caiçara em Ilhabela (Marcos Méndez/SailStation)

 

A maratona de regatas para a competitiva classe C30 terá início nos próximas dias com a segunda etapa do Circuito Ilhabela de vela oceânica, tradicionalmente considerada como Warm Up para a Semana de Vela de Ilhabela que neste ano chega à 43ª edição. Paralelamente, será disputado o Campeonato Brasileiro de C30, com expectativa da flotilha nacional completa, com os nove barcos na raia.

As regatas do Warm Up serão distribuídas em dois finais de semana (3 e 4, 10 e 11/6) no Canal de São Sebastião. Entre os dia 1º e 9 de julho as competições da C30 chegam ao ápice com regatas simultaneamente válidas, tanto pela Semana de Vela de Ilhabela quanto pelo Campeonato Brasileiro da classe. Na abertura do circuito de 2016, em março, a C30 foi emoção até o final. O barco Caballo Loco venceu a etapa com apenas um ponto de vantagem sobre o Caiçara, que também ficou um ponto à frente do terceiro colocado Barracuda.

“Para a próxima etapa da Copa Suzuki (Circuito Ilhabela) esperamos contar com seis barcos na raia, e para a Semana de Vela estamos considerando a participação dos nove barcos que compõem a flotilha de C30”, projeta o comandante do Caiçara, Marcos de Oliveira César. “Tenho observado a maioria dos comandantes reforçando suas equipes e mantendo segredo sobre novos tripulantes. Não será surpresa se os barcos se atracarem em match race (duelo barco a barco) durante as regatas em Ilhabela”, considera Marcos.

A flotilha da C30 é composta pelas seguintes embarcações: Caballo Loco (Mauro Dottori), Caiçara (Marcos de Oliveira César), Loyal (Marcelo Massa), Kaikias (Felipe Echenique), Barracuda (Humberto Diniz) e +Realizado (José Luis Apud), todos de São Paulo, além das três embarcações de Florianópolis: Zeus (Inácio Vandersen), Corta Vento (Gustavo Marcos) e Katana (César Gomes). O Loyal defende os títulos, Brasileiro e da Semana de Vela, enquanto o Caiçara é o atual campeão do Circuito Ilhabela.

Tripulação internacional – O barco de Florianópolis, Katana, correrá o Campeonato Brasileiro de C30 e a Semana de Vela de Ilhabela com uma equipe mesclada por norte-americanos e catarinenses. O comandante César Gomes Neto, recém-chegado de Miami onde residiu nos últimos nove anos, esteve no Brasil em meados de 2015 e disputou a Semana de Ilhabela como tático do Zeus, do Iate Clube de Santa Catarina, chegando em terceiro lugar na C30.

“Retornei ao Brasil em novembro de 2015 e terei de me adaptar ao barco. Velejei muito nos Estados Unidos, mas em outra classe, a Melges 20, tripulada por três velejadores. É bem diferente. Será um desafio divertido formar tripulação binacional com amigos que me sempre me acompanham na vela, nos dois países”, assegura o timoneiro César, do Katana.


Ventos fracos e rondados exigem técnica na Copa Yacht Club Paulista
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Antonio Alonso

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Capotada de Laser na Guarapiranga (Luhan Grolla/YCP)

 

A quarta etapa da Copa Yacht Club Paulista (YCP), encerrada neste domingo (22) na Raia 2 da Represa Guarapiranga, contou com 70 barcos inscritos e quatro regatas para a maioria das classes. Laser e Snipe foram as mais numerosas, enquanto a HPE 25 reservou disputa entre velejadores experientes como, André Fonseca, João Hackerott, Marcos Ferrari, Felipe Furquim, entre outros. No dia decisivo, as rajadas de noroeste chegaram a 12 nós (22 km/h) após a primeira largada. Em seguida, o vento rondou para norte e logo veio desafiadora calmaria.

A competitiva classe HPE 25 levou sete barcos à raia, com domínio da tripulação do YCP Sailing Team Pajero, formada por André Fonseca, o Bochecha; Sérgio Rocha, Juninho de Jesus e Amauri Gonçalves. “A primeira regata de hoje (domingo), com percurso barla-sota (duas boias) foi muito boa, mas na última, triangular, ficamos sem área suficiente para velejar e quase sem vento. Foi um fim de semana excelente, com quatro regatas bem disputadas”, relatou o velejador olímpico Bochecha, comandante do barco vencedor de três das quatro provas de HPE 25.

A mesma tripulação disputará a quinta etapa da Copa YCP em 11 e 12 de junho e no mês seguinte correrá de HPE 30 na Semana de Vela de Ilhabela. O segundo colocado foi o Rubber Soul, com Marcos Ferrari (YCSA), que obteve uma vitória, seguido pelo Sailing Team L200 Triton, com Maurício Bueno (YCP) no comando. Em outras classes, vitórias de: Arno Buchli Jr. (ASBAC) – Day Dailer, Lucas Haug (YCSA) – Laser 4.7 e Caio Luchini (CCC) – MT19, conforme súmulas provisórias. A Copa YCP tem realização da Fevesp com os apoios de: North Sails, Regatta Náutica, Carretas Náuticas Gagliotti e Jornal Almanáutica.

As flotilhas de Laser e Snipe, contaram com mais de 20 barcos inscritos cada. Stefano Mazzaferro (YCSA) venceu na Laser Standart, enquanto Anderson Brandão (GVI) foi o primeiro colocado na Snipe nos resultados a serem confirmados. Na classe Star, o duelo ficou entre Marcelo Bellotti (YCP) e Fábio Bodra (YCSA) que levou a melhor. “Foi ótimo testarmos novas regulagens para os próximos campeonatos. Precisamos treinar muito para o 7º Distrito, em Santos; Semana de Ilhabela e Sul-Americano, em Brasília”, afirmou Bellotti que defenderá o título de Ilhabela em julho.

No hangar do YCP, antes das regatas, a atração foi a Clínica Norh Sails apresentada pelo argentino Gonzalo Veritz, campeão mundial de S40, com informações sobre ajustes adequados de velas. Para o diretor de Vela do YCP, Beto Hackerott, o evento precisa se tornar uma confraternização. “Há velejadores que vêm também pela parte social. O brunch, por exemplo, reuniu 90 velejadores. É um diferencial do YCP. Exceto Laser, devido à falta de vento, demais classes correram quatro provas diversificadas pelas rajadas de noroeste a nordeste. Foi difícil até para quem conhece bem a represa”, avaliou Beto.

Classic Sailing Festival – A primeira edição do evento, em 18 e 19 de junho, terá como principal objetivo resgatar a história da vela brasileira e reverenciar seus campeões. Jorge Zarif Neto, o Guga, receberá homenagem especial. O velejador olímpico e de oceano deixou legado relevante aos demais associados do YCP, entre eles seu filho Jorginho Zarif, campeão mundial e representante brasileiro da classe Finn nos Jogos Rio 2016.

O 1º Classic Sailing Festival terá ampla programação para o fim de semana, incluindo-se o primeiro Campeonato Brasileiro de Clássicos para as classes Star, Lightning, FD, Pinguim, Finn, Snipe, etc, e a Regata dos Campeões, em homenagem a Guga Zarif, aberta a todas as classes envolvidas. São esperados mais de 60 barcos.


Barco de 17 toneladas promete diversão na Semana de Vela de Ilhabela
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Antonio Alonso

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A Semana de Vela de Ilhabela, maior evento da modalidade da América Latina, terá 13 classes em 2016. Como a previsão é de mais de 120 veleiros na água, entre os dias 1 e 9 de julho, só nos resta concluir que haverá embarcações de vários tamanhos e velocidades. Sem se preocupar com resultado na súmula, o Pimenta IV, um 41 pés feito de aço, entra na disputa para se divertir. Com 17 toneladas para carregar, a equipe de Flávio Farkouh corre a regata em Ilhabela para ser campeã do título simbólico de tripulação mais alegre. ”Como estamos participando pela segunda vez da Semana da Vela de Ilhabela, não estamos preocupados em ganhar, mas sim juntar os amigos e ter uma semana alegre. Ano passado fazíamos churrasco o meio da regata, pois nunca tinha ninguém atrás de nós! Ainda brincávamos, vamos passar o rádio para o Cuca Sodré (presidente da comissão de regatas) e perguntar se ele quer que recolhamos a última boia”, disse o comandante do Pimenta IV. ”Já participei muitas vezes da semana, mas a do ano passado foi a melhor, alegria total, tripulação mais que amiga. Estamos mais preparados com velas novas e balão. Se tiver o prêmio de tripulação mais alegre com certeza será nosso. É muita bagunça, mas tudo com segurança”.

O barco de Flávio Farkouh é um Metalic Boat fabricado em 2008 feito para regata de longa duração, como a Recife Noronha – Refeno. ”Vamos dizer que é uma casa ambulante o Pimenta IV. Não foi desenhado para provas curtas pelo seu peso e mobilidade”.

As inscrições para a Semana de Vela de Ilhabela 2016 já começaram. Os tripulantes devem se inscrever no site oficial www.svilhabela.com.br. De 1º a 31 de maio, o valor é de R$ 260 por tripulante. Já de 1º a 20 de junho, o custo será de R$ 320. De 21 a 27 de junho passa a ser de R$ 420. As tripulações dos veleiros que ficarem em seus clubes, em amarras próprias ou outros locais fora o Yacht Club de Ilhabela terão 20% de desconto no valor da inscrição.

AS CLASSES

BICO DE PROA – Divisão formada por veleiros de oceano, elegíveis pela Comissão Técnica, que não utilizam nenhuma regra de handicap.

CARABELLI 30 – Classe One Design de veleiros de 30 pés projetados pelo experiente velejador e projetista Horácio Carabelli.

CLÁSSICOS – Subdivisão especial da RGS para barcos certificados pela ABVClass e sem velas produzidas com material exótico.

HPE 25 – Os barcos da classe, de projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam uma classe nacional de produção em série.

HPE 30 – Com 30 pés, estes barcos também projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam a mais nova classe one-design do país.

IRC – Regra internacional que se destina a um amplo número de barcos, de vários tamanhos e formas, desde cruzeiros até os one-off de regata.

J/70 – Classe one-design internacional de barcos com apenas 22,75 pés mas extremamente velozes e ágeis.

MINI – Classe internacional formada por barcos de 21 pés projetados para encarar todos os desafios, inclusive travessias oceânicas.

ORC – Regra internacional do Offshore Racing Committee destinada a barcos com configurações de competição, de tipos e tamanhos diferentes.

RGS – A Regra Geral Simplificada é uma regra nacional caracterizada pela grande presença de vários barcos com perfil predominante de cruzeiro.

RGS SILVER – Divisão especial da RGS para barcos com no mínimo 28 pés, sem velas exóticas e aprovados pela Comissão Técnica da Semana de Vela.

SOTO 40 – Moderna classe One Design planadores criada pelo projetista argentino Javier Soto Acebal, formada por veleiros de 40 pés.

STAR – No Brasil é a classe de maior expressão olímpica, com a conquista de seis medalhas, além de seis títulos mundiais.

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Medalhistas Torben Grael e Bruno Prada veem vela preparada para Rio 2016
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Antonio Alonso

Bruno Prada com Augie Diaz na Star Sailors League (Marc Rouiller/SSL)

Bruno Prada com Augie Diaz na Star Sailors League (Marc Rouiller/SSL)

Após a primeira edição do City Grand Slam de Hamburgo, as expectativas e projeções para os Jogos Olímpicos se intensificam naturalmente. A regularidade da vela brasileira na competição coloca a modalidade como a terceira mais bem sucedida em número de medalhas. Nosso velejadores já frequentaram o pódio olímpico 17 vezes, atrás apenas do vôlei (20), incluindo-se praia, e do judô (19).

Os medalhistas olímpicos Torben Grael, com cinco conquistas, e Bruno Prada, com duas, foram as atrações brasileiras nas regatas válidas pela Star Sailors League (SSL) e cumpriram suas tarefas, chegando em sétimo e sexto lugares, respectivamente, entre 86 tripulações. Torben viajou direto de Hyères, onde coordenou a equipe olímpica na etapa francesa da Copa do Mundo, para Hamburgo, na Alemanha.

“A equipe está bem balanceada. Temos a experiência do Robert (Scheidt), da Fernandinha (Oliveira), do Bimba (Ricardo Winick), mesclada a velejadores mais jovens. Será necessário equilíbrio, Competir em casa vai servir tanto para estimular quanto para pressionar”, avalia Torben, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Vela, que prefere não cogitar desempenhos pessoais. “Conta de medalhas não existe, esporte não é matemática. Às vezes, nem o principal dos favoritos consegue a medalha, mas temos chances reais e queremos manter a tradição da vela”.

A maior conquista olímpica de Torben é o bicampeonato na classe Star ao lado de Marcelo Ferreira, além de mais uma prata e dois bronzes. Bruno Prada tem prata e bronze na mesma classe, correndo com Robert Scheidt. “O Brasil irá para os Jogos com um time forte, basta analisarmos os quatro últimos anos. Robert (Laser), Martine e Kahena (49erFX), Fernanda (470) e Jorginho Zarif (Finn), têm todas as condições de brilhar. As Pranchas a Vela e a Nacra podem ir para a medal race, enquanto as classes Laser Radial, 470 masculina e 49er terão ótima oportunidade para adquirir experiência única”, considera Bruno.

O tetracampeão mundial de Star reserva otimismo à parte para falar das possibilidades do parceiro de barco e amigo há 25 anos, Robert Scheidt, que poderá chegar à impressionante marca do sexto pódio nos Jogos do Rio. “O Robert vai chegar muito forte. Ele está evoluindo na hora certa, tem moral de sobra e os adversários o respeitam demais. Ele joga a pressão para cima dos caras”, enfatiza Bruno, que aponta quatro países entre os mais bem cotados na vela olímpica. “Vejo Inglaterra, Austrália, França e Holanda muito bem preparados”. Bruno e Robert conquistaram duas medalhas em Olimpíadas, Pequim (prata) e Londres (bronze). Juntos, ainda faturaram o tricampeonato mundial de Star.


André Fonseca será comandante na Semana de Vela de Ilhabela
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Antonio Alonso

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O velejador André ‘Bochecha’ Fonseca (foto – esquerda) será comandante de um barco na Semana de Ilhabela. Na edição de 2016 do maior evento de vela oceânica da América Latina, que será disputada de 1º a 9 de julho, o catarinense, que habitualmente veleja na função de tático, será o líder do Phoenix, da classe HPE30. O atleta é considerado um dos melhores velejadores do País. Seu currículo com participações em três Olimpíadas, três Volvo Ocean Race e inúmeros títulos da Semana de Vela de Ilhabela fazem com que seja disputado por várias tripulações. ”É uma novidade, mas a minha função original de tático me deu bagagem para chegar até aqui. É uma questão natural. Os táticos são os que organizam tudo a bordo e a minha responsabilidade nas regatas sempre foi muito grande”, disse André ‘Bochecha’ Fonseca.

O comandante do Phoenix está contente com a oportunidade de ajudar a desenvolver a classe HPE30 no Brasil, assim como fez com a C30. Os dois barcos farão parte da Semana de Vela de Ilhabela 2016 e a organização projeta realizar um Grand Prix dos 30 pés na segunda (4) e terça-feira (5). ”São duas categorias com desenhos muito bons, a HPE30 tem quatro barcos no Brasil e a C30 nove. Ambos são ótimos de navegar e muito competitivos. O mais legal de tudo isso é o design único, que dá igualdade à disputa” , contou o velejador, que se tornou pai recentemente. O menino Rafael nasceu em maio em Santa Catarina. André ‘Bochecha’ Fonseca também dividirá a função em Ilhabela no Phoenix com a de técnico do Itajaí Sailing Team.

Mais de 30 barcos já confirmaram a participação nas regatas de 2016 em classes de monitipo, como a HPE30, e as de rating, que precisam de uma fórmula para definir o vencedor. Quatro países devem disputar o maior evento de vela oceânica da América Latina: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Inscrições

As inscrições para a Semana de Vela de Ilhabela 2016 já começaram. Os tripulantes devem se inscrever no site oficial www.svilhabela.com.br. De 1º a 31 de maio, o valor é de R$ 260 por tripulante. Já de 1º a 20 de junho, o custo será de R$ 320. De 21 a 27 de junho passa a ser de R$ 420. As tripulações dos veleiros que ficarem em seus clubes, em amarras próprias ou outros locais fora o Yacht Club de Ilhabela terão 20% de desconto no valor da inscrição.

AS CLASSES

BICO DE PROA – Divisão formada por veleiros de oceano, elegíveis pela Comissão Técnica, que não utilizam nenhuma regra de handicap.

CARABELLI 30 – Classe One Design de veleiros de 30 pés projetados pelo experiente velejador e projetista Horácio Carabelli.

CLÁSSICOS – Subdivisão especial da RGS para barcos certificados pela ABVClass e sem velas produzidas com material exótico.

HPE 25 – Os barcos da classe, de projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam uma classe nacional de produção em série.

HPE 30 – Com 30 pés, estes barcos também projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam a mais nova classe one-design do país.

IRC – Regra internacional que se destina a um amplo número de barcos, de vários tamanhos e formas, desde cruzeiros até os one-off de regata.

J/70 – Classe one-design internacional de barcos com apenas 22,75 pés mas extremamente velozes e ágeis.

MINI – Classe internacional formada por barcos de 21 pés projetados para encarar todos os desafios, inclusive travessias oceânicas.

ORC – Regra internacional do Offshore Racing Committee destinada a barcos com configurações de competição, de tipos e tamanhos diferentes.

RGS – A Regra Geral Simplificada é uma regra nacional caracterizada pela grande presença de vários barcos com perfil predominante de cruzeiro.

RGS SILVER – Divisão especial da RGS para barcos com no mínimo 28 pés, sem velas exóticas e aprovados pela Comissão Técnica da Semana de Vela.

SOTO 40 – Moderna classe One Design planadores criada pelo projetista argentino Javier Soto Acebal, formada por veleiros de 40 pés.

STAR – No Brasil é a classe de maior expressão olímpica, com a conquista de seis medalhas, além de seis títulos mundiais.

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Foto: Flavio Perez – OnboardSports


Retorno do Loyal na Semana de Vela 2016
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Antonio Alonso

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O barco Loyal está confirmado na disputa da Semana de Vela de Ilhabela 2016, que será disputada de 1º a 9 de julho, no litoral norte paulista. Ausente de todas as competição da vela oceânica desde a última edição, a equipe do comandante Marcelo Massa conseguiu driblar a crise econômica e confirmar a entrada de dois patrocínios para defender o título da classe C30. ”Acredito que será um grande evento como sempre, muito competitivo e muito técnico. Todas as tripulações estão se preparando muito para mais uma Semana de Vela e claro todos querem ganhar. A Epson e a Walex são fundamentais para que nosso orçamento seja cumprido a risca e desta forma nos deixando mais competitivos”, contou Marcelo Massa, que começou a correr como comandante em 2003 e perdeu as contas de quantas semanas tem no seu currículo. ”Meu último campeonato oficial na modalidade foi exatamente a Semana de Vela de 2015 e o Campeonato Brasileiro de C30, que corremos em paralelo em julho. Com muito esforço conseguimos ganhar os dois”.

O nome Loyal é tradicional na Semana de Vela de Ilhabela. O barco dominou os pódios nas edições passadas nos monotipos, mas a temporada de 2009 foi a mais especial para Marcelo Massa. Foi nesse ano que o velejador ganhou seu primeiro título como comandante e timoneiro. Na época, o barco mediu na classe ORC. ”Acho que o segredo é querer ganhar, acreditar sempre, montar uma boa equipe e principalmente treinar muito. Ninguém ganha nada se não treinar, eu posso dizer que fazemos isso muito mais que os outros competidores, mas é a formula do sucesso”.

Mais de 30 barcos já confirmaram a participação nas regatas de 2016. Quatro países devem disputar o maior evento de vela oceânica da América Latina: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

foto: Marcos Mendez


50 dias para a Semana de Vela de Ilhabela 2016
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Antonio Alonso

Semana de Vela de Ilhabela

A Semana de Vela de Ilhabela 2016 começa em 1º de julho e vai até o dia 9, ou seja, nesta quarta-feira (11) começa a contagem regressiva de 50 dias para a competição. O maior evento de vela oceânica da América Latina chega à sua 43ª edição e terá a participação de mais de mil velejadores espalhados em 13 classes. Serão mais de 100 regatas disputadas com as presenças de ídolos do esporte nacional e até de fora do País. Os atuais campeões da classe ORC já estão inscritos: o Cristabella do Uruguai tentará mais um título nas águas do litoral norte paulista.”A semana de vela de Ilhabela é um campeonato com muita história com os melhores do Brasil na raia. Por isso é sempre muito difícil. Temos orgulho de ter vencido no ano passado e vamos com muito entusiasmo para defender o título”, disse o uruguaio Martin Meerhoff, timoneiro do Cristabella. Na ORC, sigla de Offshore Racing Committee, os barcos são de diferentes tipos e tamanhos e é preciso uma fórmula para apontar um vencedor.

Outra presença marcante é o retorno de Felipe Furquim, um dos nomes de destaque da modalidade no País. Um dos responsáveis pela popularização da classe HPE, que hoje conta com mais de 50 barcos no Brasil, o velejador retorna ao evento depois de sete anos de ausência. Desta vez, Felipe Furquim vai correr de HPE30, uma versão maior e mais desenvolvida do modelo anterior. ”Sempre gostei do desafio de desenvolver uma classe. A versão de 25 pés foi assim e está espalhada pelo Brasil. Agora é a vez do HPE30, um barco fantástico e bom de velejar”. No caso dos HPEs a regra diz que quem chegar em primeiro é o vencedor, pois os barcos são iguais.

Já se inscreveu?

As inscrições para a Semana de Vela de Ilhabela 2016 já começaram. Os tripulantes devem se inscrever no site oficial www.svilhabela.com.br. De 1º a 31 de maio, o valor é de R$ 260 por tripulante. Já de 1º a 20 de junho, o custo será de R$ 320. De 21 a 27 de junho passa a ser de R$ 420. As tripulações dos veleiros que ficarem em seus clubes, em amarras próprias ou outros locais fora o Yacht Club de Ilhabela terão 20% de desconto no valor da inscrição.

AS CLASSES

BICO DE PROA – Divisão formada por veleiros de oceano, elegíveis pela Comissão Técnica, que não utilizam nenhuma regra de handicap.

CARABELLI 30 – Classe One Design de veleiros de 30 pés projetados pelo experiente velejador e projetista Horácio Carabelli.

CLÁSSICOS – Subdivisão especial da RGS para barcos certificados pela ABVClass e sem velas produzidas com material exótico.

HPE 25 – Os barcos da classe, de projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam uma classe nacional de produção em série.

HPE 30 – Com 30 pés, estes barcos também projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam a mais nova classe one-design do país.

IRC – Regra internacional que se destina a um amplo número de barcos, de vários tamanhos e formas, desde cruzeiros até os one-off de regata.

J/70 – Classe one-design internacional de barcos com apenas 22,75 pés mas extremamente velozes e ágeis.

MINI – Classe internacional formada por barcos de 21 pés projetados para encarar todos os desafios, inclusive travessias oceânicas.

ORC – Regra internacional do Offshore Racing Committee destinada a barcos com configurações de competição, de tipos e tamanhos diferentes.

RGS – A Regra Geral Simplificada é uma regra nacional caracterizada pela grande presença de vários barcos com perfil predominante de cruzeiro.

RGS SILVER – Divisão especial da RGS para barcos com no mínimo 28 pés, sem velas exóticas e aprovados pela Comissão Técnica da Semana de Vela.

SOTO 40 – Moderna classe One Design planadores criada pelo projetista argentino Javier Soto Acebal, formada por veleiros de 40 pés.

STAR – No Brasil é a classe de maior expressão olímpica, com a conquista de seis medalhas, além de seis títulos mundiais.

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Foto: Flavio Perez – OnboardSports


Primeira parada: Lisboa
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Antonio Alonso

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Lisboa, uma das cidades-sede de maior sucesso na história recente da Volvo Ocean Race, foi escolhida como a primeira parada da edição 2017-18 da regata de Volta ao Mundo.

No ano que vem, a stopover de Lisboa será diferente: uma rápida pausa dos veleiros após a largada em Alicante, na Espanha. Além disso, a organização anunciou que os portugueses serão uma base especial do Boatyard, o estaleiro que a Volvo Ocean Race desenvolveu para dar todo suporte às equipes e seus Volvo Ocean 65. O estaleiro naval de Lisboa irá complementar o centro de serviços em Alicante, que também servirá como base de treinamento e apoio.

“Temos dois motivos para comemorar nossos laços estreitos com a cidade de Lisboa. Em primeiro lugar, a capital portuguesa será um destino vibrante logo de cara, garantindo um início em grande estilo para a edição 2017-18. Em segundo lugar, Lisboa nos oferece a localização perfeita para estabelecer uma base de operações com estaleiro naval. Os barcos que formarão a flotilha para a 13ª edição serão atualizados na capital portuguesa e as equipes terão um local ideal para fazer o treinamento”, avaliou Antonio Bolaños López, CEO da Volvo Ocean Race. 

A capital de Portugal recebeu o evento nas edições de 2011-12 e 2014-15, sempre atraindo um grande público para recepcionar os barcos vindos da América.

Fernando Medina, prefeito de Lisboa, emendou: “Vamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para tornar o estaleiro naval um grande sucesso.”

Lisboa, que será a primeira parada depois de Alicante, é mais um ponto confirmado, unindo-se à Cidade do Cabo, Hong Kong, Auckland, Newport (Rhode Island), Cardiff, Gotemburgo e Haia, destino final da edição 2017-18. Mais stopovers serão anunciadas nas próximas semanas.

O australiano Nick Bice, coordenador do Boatyard, comemorou o novo local: “Lisboa tem infinitas possibilidades para nós. O estaleiro naval é um antigo mercado de peixe nas docas de Lisboa. As opções de treinamento são ilimitadas! O vento é garantido em qualquer estágio nos trechos de mar e há também a possibilidade de treinar no rio Tejo”.

“Eu gostaria de agradecer a todos os envolvidos para fazer este projeto ambicioso acontecer, em particular ao Governo de Portugal e às autoridades locais de Lisboa. Estamos ansiosos para a construção de uma parceria de trabalho, que começou nas edições 2011-12 e 2014-15 da regata. O futuro não poderia ser mais emocionante”, finalizou Antonio Bolaños López, CEO da Volvo Ocean Race.

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race


Primeiro City Grand Slam de Hamburgo é da França
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Antonio Alonso

Campeões Xavier Rohart e Pierre Ponsot (Marc Rouiller/SSL)

Os campeões Xavier Rohart e Pierre Ponsot (Marc Rouiller/SSL)

Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot são os campeões do inédito City Grand Slam da Star Sailors League (SSL). Além de 3.000 pontos no ranking da SSL, faturam 25.000 dos 100.000 mil dólares da premiação geral. Superaram intensa batalha entre 86 tripulações em cinco dias de regatas no Lago Alster. Os percursos barla-sota (formados por duas boias) proporcionaram disputas barco a barco, levando emoção a cerca de 100.000 pessoas que se espalharam às margens do lago ao longo da competição, transformando-o em arena da vela.

As 14 regatas tiveram audiência de mais de 80.000 internautas que tiveram o privilégio de acompanhar as emoções ao vivo em todo o mundo. A estrutura do Norddeutscher Regatta Verein, clube anfitrião, foi considerada excelente tanto pelos velejadores quanto pela organização, promovendo um ambiente de rivalidade saudável e de confraternização entre os participantes. Os associados vibraram com o hino francês e o champagne da vitória para a dupla “azul”.

“Posso dizer que foi ótimo, porque sabia que seria muito difícil”, comentou o campeão Xavier Rohart. “Neste formato, em cada flotilha você nunca sabe se será o primeiro ou o último. Na final, depois de uma grande largada, pensei: esta é a nossa chance. Estávamos sob pressão, mas conseguimos um bom ângulo e mantivemos a liderança até a linha de chegada”, relatou Rohart que elogiou seu proeiro. “Estávamos treinando juntos para os Jogos de Londres, mas os resultados estão aparecendo mais recentemente. Foi especial vencer com o Ponsot”.

A segunda colocação ficou com o norueguês Elvind Melleby e com o norte-americano Josh Revkin, que somaram 2.764 pontos no ranking da Os SSL e receberam 15.000 dólares. Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, da Polônia, foram os terceiros colocados, com 2.528 pontos, mais 10.000 dólares. Os italianos Negri e Lambertenghi ficaram em quarto, recebendo 2.292 pontos e 8.000 dólares. O ranking da SSL será atualizado na próxima semana. Os mais bem colocados disputarão a SSL Finals no final do ano nas Bahamas.

Duelo brasileiro no Lago Alster (Marc Rouiller/SSL)

Duelo brasileiro no Lago Alster (Marc Rouiller/SSL)

Brasileiros chegam até as semifinais – A penúltima regata do City Grand Slam de Hamburgo acabou com a esperança de título para Torben Grael e Bruno Prada, que encerraram a competição em sétimo e sexto lugares, respectivamente. Torben e Stefano Lillia (ITA) foram penalizados por interferirem no rumo do francês Xavier Rohart. Bruno e Augie Diaz sentiram o desgaste do Mundial conquistado há menos de um mês. Os estreantes Francisco Siemsen e Arthur Lopes terminaram em 16º lugar.

“O sexto lugar confirma nossa média no campeonato, mas o dia de hoje (sábado) foi cruel. Velejamos mal, tomamos decisões erradas e ainda sentimos fisicamente. O Augie (62) é o mais idoso entre os dez finalistas. Isso acaba pesando”, avaliou Bruno, tetracampeão mundial de Star e duas vezes medalhista olímpico na mesma classe.

Torben venceu as quartas de final e parecia pronto para chegar à decisão. Na semifinal, uma penalidade interpretada pelos juízes como interferência ilegal no rumo do adversário, fez com o brasileiro tivesse de “pagar” uma volta de 360 graus em torno do eixo do próprio barco. Situação irrecuperável em uma regata de apenas 35 minutos. “O francês (Xavier) se aproveitou para forçar a situação. É justo, mas eticamente não esperava essa atitude dele. Valeu disputar uma competição tão bem organizada”.

O próximo evento da Star Sailors League será a Final SSL, o encontro literal das estrelas da vela, levando a Nassau, nas Bahamas as duplas mais bem ranqueadas da temporada. O torneio de 250 mil dólares está previsto para novembro. Para resultados completos, histórias, fotos e vídeos, acesse o site oficial do SSL City Grand Slam: http://city.starsailors.com