Sobre as Águas

Arquivo : agosto 2015

Segundo evento teste da vela começa neste sábado na Marina da Glória
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Antonio Alonso

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan disputam o primeiro evento depois da confirmação nos Jogos Olímpicos

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan disputam o primeiro evento depois da confirmação nos Jogos Olímpicos

A Equipe Brasileira de Vela está pronta para a disputa do segundo e último evento-teste da modalidade para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A partir deste sábado (dia 15), os 15 representantes da delegação nacional competem no Aquece Rio Regata Internacional de Vela, na Baía de Guanabara, em mais uma importante etapa da preparação da equipe para a Olimpíada. Ao todo, 339 atletas, de 52 países, estão na Marina da Glória para a competição.

“Estamos bem preparados para o evento-teste. Agora com uma definição muito maior da equipe. Isso dá uma certa tranquilidade para quem já está classificado realizar treinos específicos e poder se dedicar à parte técnica. Neste evento, também teremos um ótimo ensaio dos Jogos. A equipe está concentrada num só lugar e isso vai dar um pouco mais do clima da Olimpíada”, afirmou o Coordenador Técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Torben Grael.

Já estão garantidos nos Jogos Olímpicos Robert Scheidt, na classe Laser; Fernanda Decnop, na Laser Radial; Patricia Freitas, na RS:X feminina; Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina; Jorge Zarif, na Finn; Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, na 470 feminina; e Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX. No evento-teste, eles terão a companhia de Henrique Haddad e Bruno Bethlem, na 470 masculina; Marco Grael e Gabriel Borges, na 49er; e Samuel Albrecht e Isabel Swan, na Nacra 17.

“A equipe está com uma expectativa alta para o evento. Todos treinaram focados nesta competição. É uma simulação da Olimpíada, com disputa na raia olímpica. E teremos aqui a maioria dos nossos adversários dos Jogos, embora alguns países ainda não tenham realizado as seletivas. Mas vai servir para medir bem o nível”, disse Patricia Freitas, que disputou as Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012.

Com uma participação olímpica no currículo (Londres-2012), Ana Barbachan destaca a importância do evento-teste. “A organização está testando tudo para os Jogos e nós, atletas, queremos fazer o nosso melhor como se já fosse a Olimpíada. Já estamos com o clima olímpico e isso é importante para nos prepararmos tecnicamente e emocionalmente”.

Maior atleta medalhista olímpico do Brasil, Scheidt busca a reação no evento-teste. Dono de cinco medalhas em Olimpíadas, sendo duas de ouro, o paulista operou o joelho esquerdo em março por conta de uma lesão. “Tive alguns problemas físicos no início do ano. É uma temporada de altos e baixos, sem tantos picos de desempenho como eu desejaria. Mas eu me sinto ainda muito motivado para escalar essa montanha mais uma vez. Quero reagir no evento-teste. Ir bem na competição seria bem importante neste momento”, disse Scheidt.

A CLASSIFICAÇÃO OLÍMPICA

Para definir os representantes na Rio 2016, a CBVela adotou o critério de avaliação do desempenho nas principais competições nacionais e internacionais em 2013,2014 e 2015. Por meio de análises dos resultados, o Conselho Técnico da Vela (CTV) define o representante. Para fechar a Equipe Brasileira de Vela nos Jogos faltam as classes 470 masculina, 49er e Nacra 17.

Nas duas primeiras, a vaga deve ser definida nas raias olímpicas, na Copa Brasil de Vela, em Niterói (RJ), em dezembro. Porém, existe a possibilidade de uma classificação antecipada. No Mundial de 470, em Haifa, em Israel, caso uma das duplas se posicione dentro do top 15 com o dobro mais um de posições à frente da outra, garante a vaga na Rio 2016.

A 49er segue o mesmo critério para o Mundial, mas com uma outra possibilidade de classificação antes da Copa Brasil de Vela. Caso uma das duplas chegue à frente no Sul-Americano e no Mundial, ambos disputados em Buenos Aires, na Argentina, em novembro, fica com a vaga nos Jogos.

A Nacra 17 terá como eventos finais o Sul-Americano, em dezembro, no Rio de Janeiro, e a Copa Brasil de Vela.

SOBRE A CBVELA

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (ISAF) e ao Comitê Olímpico do Brasil (COB). Tem o Bradesco como patrocinador oficial, o Grupo BG Brasil como co-patrocinador, a Slam como fornecedora oficial e a Richards como parceira. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: seis. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 17 medalhas em Jogos Olímpicos.


Equipe Brasileira de Vela já tem nove atletas confirmados para o Rio 2016
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Antonio Alonso

Confederação Brasileira de Vela confirma nomes dos dois representantes da classe Laser

A Equipe Brasileira de Vela está praticamente fechada para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Após a definição prévia dos nomes das classes RS:X (masculina e feminina), Finn, 49erFX e 470 feminina, a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) anuncia agora os representantes da classe Laser. Na Radial, Fernanda Decnop, de 28 anos, vai representar o Brasil pela primeira vez em uma Olimpíada. Na Laser Standard, o escolhido é Robert Scheidt, que, aos 42 anos, vai para sua sexta participação olímpica. A CBVela tem o Bradesco como patrocinador oficial, o Grupo BG Brasil como co-patrocinador, a Slam como fornecedora oficial e a Richards como parceira. Maior atleta medalhista olímpico do Brasil, Scheidt volta a disputar os Jogos na classe em que conquistou suas duas medalhas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004), depois de passagem pela Star. A decisão de já anunciar os dois atletas foi tomada após avaliação do Conselho Técnico da Vela (CTV) baseada nos resultados obtidos por ambos nas principais competições em 2013, 2014 e 2015. Os dois velejadores estarão em ação com a equipe brasileira durante a Regata Internacional de Vela, que serve de Evento-Teste para os Jogos Olímpicos e será disputada de 15 a 22 de agosto, na Marina da Glória.

Assim como Torben Grael, hoje Coordenador Técnico da CBVela, Robert Scheidt soma cinco medalhas em Jogos Olímpicos. O paulista tem, além dos dois ouros, duas pratas (em Sydney-2000, na Laser, e Pequim-2008, na Star) e um bronze (Londres-2012, na Star). “É um orgulho muito grande voltar a representar o Brasil numa Olimpíada, pelo momento que estou vivendo. Uma honra e uma grande oportunidade, ainda mais por disputar os Jogos no Rio, diante da família, dos amigos e da torcida brasileira. A competição com certeza terá uma energia
positiva enorme, e espero retribuir dando o meu melhor”, afirmou o velejador.

O bicampeão olímpico voltou a competir na Laser depois que a Federação Internacional de Vela (ISAF) optou pela exclusão da Star do programa olímpico. “Na minha última Olimpíada na Laser, em Atenas, eu vivia um momento bem diferente. Vinha de uma sequência de competições nessa classe, sem interrupções, o que é importante para você crescer nas disputas. Eu sempre digo que a experiência conta muito. Passei dois ciclos olímpicos na Star, uma classe que, até por ser mais técnica, acrescenta muito conhecimento à Laser. Mas o passado não garante o futuro. Tenho muito trabalho pela frente, muitos detalhes a aprimorar, para chegar ao Rio, em 2016, com boas chances de subir ao pódio mais uma vez”, avaliou.

Medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho, Fernanda é uma das atletas da nova geração da vela brasileira. No Rio, em 2016, ela será uma das velejadoras que tentará recolocar o Brasil no pódio após o terceiro lugar obtido por Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470 feminina, em Pequim-2008.

“Foi um trabalho muito duro para obter esta vaga. Por ser uma Olimpíada em casa, fico ainda mais feliz. Agora é trabalhar para conseguir uma medalha, representar bem o meu país numa edição que será especial por ser no Rio, com família e amigos por perto. Vai ser uma experiência incrível”, disse a atleta.

Scheidt e Fernanda se juntam a outros sete velejadores já garantidos nos Jogos Olímpicos do Rio. São eles Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49erFX; Jorge Zarif, na Finn; Patricia Freitas, na RS:X feminina; Ricardo Winicki Santos, o Bimba, na RS:X masculina; e Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, na 470 feminina. Todos estarão na disputa do evento-teste, a partir deste sábado, assim como Henrique Haddad e Bruno Bethlem (classe 470 masculina); Samuel Albrecht e Isabel Swan (Nacra 17); e Marco Grael e Gabriel Borges (49er).

A CLASSIFICAÇÃO OLÍMPICA

Para definir os representantes na Rio 2016, a CBVela adotou o critério de avaliação do desempenho nas principais competições nacionais e internacionais em 2013,2014 e 2015. Por meio de análises dos resultados, o CTV define o representante. Para fechar a Equipe Brasileira de Vela nos Jogos faltam as classes 470 masculina, 49er e Nacra 17.

Nas duas primeiras, a vaga deve ser definida nas raias olímpicas, na Copa Brasil de Vela, em Niterói (RJ), em dezembro. Porém, existe a possibilidade de uma classificação antecipada. No Mundial de 470, em Haifa, em Israel, caso uma das duplas se posicione dentro do top 15 com o dobro mais um de posições à frente da outra, garante a vaga na Rio 2016.

A 49er segue o mesmo critério para o Mundial, mas com uma outra possibilidade de classificação antes da Copa Brasil de Vela. Caso uma das duplas chegue à frente no Sul-Americano e no Mundial, ambos disputados em Buenos Aires, na Argentina, em novembro, fica com a vaga nos Jogos.

A Nacra 17 terá como eventos finais o Sul-Americano, em dezembro, no Rio de Janeiro, e a Copa Brasil de Vela.


Sem Martine e Kahena na raia, irmãs dinamarquesas Maiken e Anne-Julie vence
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Antonio Alonso

Martine Grael e Kahena Kunze têm dado todos os sinais que são fortíssimas concorrentes ao título olímpico no ano que vem no Rio. Infelizmente elas acabaram ficando fora justamente da Semana Olímpica do Rio, momento em que as melhores do mundo vieram ao Brasil para testar a raia. Sem as brasileiras, quem levou o título foi a dupla de irmãs dinamarquesas. Mariana Peccicacco conversou com elas:

Como foi a semana no Rio, disputada e com ventos fracos?
Foi uma boa semana pra nós. Muito difícil, mas parece que é assim que vai ser aqui: disputado, com ventos rondados mudando muito. Particularmente o Pão de Açúcar parece estar no meio do caminho [do vento] o tempo todo. Nós tentamos nesta semana guardar todas as informações que pudemos para os próximos eventos e conseguimos fazer uma boa competição.

Um grande começo em direção à Rio 2016…
Muito importante. Nós já tivemos aqui antes e é um lugar mesmo muito difícil de velejar, portanto é importante adquirir experiência e ir bem para que você tenha auto-confiança nas velejadas aqui no Rio. Foi importante, nós estamos muito importante.

E é bom velejar com a irmã?
Maike: É sim. Nós gostamos muito. Às vezes é difícil, mas na maior parte do tempo é gostoso.
Anne-Julie: E gosto porque ela é uma ótima timoneira.


Timoneiro do Team New Zealand vence 28ª Semana Internacional de Vela do Rio
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Antonio Alonso

Evento chega ao final após duas semanas e mais de 120 regatas

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Terminou nesta quinta-feira no Iate Clube do Rio de Janeiro a 28ª Semana Internacional de Vela. Foram 14 dias de competições e mais de 120 regatas realizadas na baía de Guanabara em um evento que contou com a presença de atletas de 28 países, sendo muitos campeões olímpicos e mundiais. Nesta última etapa estiveram na água as classes 49er, 49erFx e 470 masculino e feminino e os quatro pódios foram dominados por estrangeiros.

A classe 49er é a que merece maior destaque, pois foi vencida pelo timoneiro do Team New Zealand na próxima America’s Cup Peter Burling e seu companheiro de equipe Blair Tuke.

“Foi uma semana muito boa, com o tempo muito bom, de sol. Esta é uma regata preparatória para o Evento Teste, que simula as Olimpíadas, então é sempre bom vencer aqui no Rio. Estamos felizes em voltar para o 49er depois da Copa”, disse Peter.

Os brasileiros Marco Grael e Gabriel Borges, que estavam na 10ª colocação, não tiveram um bom dia e acabaram o evento em 12º. A outra dupla, formada por Dante Bianchi e Thomas Lowbeer ficou em 18º.

Entre as mulheres, o título ficou com as irmãs dinamarquesas Maiken e Anne Julie Schutt.

“Foi uma semana muito boa, muito difícil, mas sabemos que aqui é assim, com muita maré e vento bastante rondado, especialmente na raia do Pão de Açúcar. Aproveitamos bastante a semana para pegar o máximo de informações possíveis e estamos felizes com o resultado”, disse Maiken. “Estivemos aqui uma vez antes, mas é importante vir mais vezes para conhecer melhor a raia”, completou Anne Julie.

Apesar de inscritas, a única dupla brasileira da classe Martine Grael e Kahena Kunze não participou da competição por conta de eventos com os patrocinadores.

E se de um lado do clube estavam os bacos mais modernos do programa olímpico, do outro estavam os clássicos 470, com projeto de 1963. A flotilha masculina foi a mais numerosa da Semana Internacional de Vela e contou com 26 barcos, de 17 países. No final, o título ficou com o simpático – e por que não paciente – Luke Patience e seu parceiro Elliot Willis.

“Foi um campeonato muito bom, com a presença de todos os melhores do mundo. Bem complicado às vezes, mas nos divertimos muito! Não estamos totalmente prontos para o Evento Teste, mas esperamos estar quando começar”, disse Luke.

Entre as meninas o título ficou com a dupla neozelandesa Jo Aleh e Polly Powrie. “Foi ótimo velejar aqui, apesar de bem difícil em alguns momentos. Ainda temos mais uns dias de treino antes do Evento Teste e esperamos velejar melhor até lá”, disse Jo.

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan encerraram a participação na nona colocação.

Sul-Americano de 470

Para os meninos do 470 a competição também foi válida como Sul-Americano. Os gaúchos Geison Mendes e Gustavo Thiesen conquistaram o título pela terceira vez consecutiva. “Foi um campeonato de vento fraco, que provavelmente é a mesma condição que vamos encontrar nas Olimpíadas. Começamos o campeonato com a maré mais forte, diminuindo agora para o final e muitos dos gringos provaram que estão conhecendo bem as peculiaridades da baía. Se eles continuarem neste ritmo, vindo sempre para cá, não teremos tanta vantagem de sermos brasileiros e conhecermos a área de regata. Os períodos de treino que fizemos aqui foram bem produtivos e eficientes para termos o resultado que tivemos. Estamos bem contentes, especialmente pelo tri-campeonato sul-americano”, disse Geison.

Para conferir todos os resultados da competição acesse o site oficial: www.sivrio.com.br. A 28ª Semana Internacional de Vela do Rio tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela.

 


Skipper da America’s Cup lidera no Brasil, mas quer mais
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Antonio Alonso

Neozelandês que destronou Dean Barker lidera, mas quer mais

Quando a lenda Dean Barker foi supreendentemente sacada do Team New Zealand como skipper da America’s Cup, o nome do novato Peter Burling explodiu no cenário mundial. Foi ele quem comandou o barco dos neozelandeses na America’s Cup World Series, na etapa de Portsmouth, na Inglaterra, a primeira do ano. Logo depois de desembarcar dos catamarãs usados na preparação para a America’s Cup “de verdade”, Peter voou para o Brasil ao lado do proeiro Blair Tuke. Com cinco pontos de vantagem ao final do penúltimo dia, Peter não estava satisfeito com o resultado. Um dos favoritos para a medalha de ouro ano que vem na Olimpíada do Rio de Janeiro falou com o Blog Sobre as Águas. Veja a entrevista completa no vídeo acima ou leia. Abaixo, tradução livre da entrevista de Mariana Peccicacco com Peter Burning:

Peter, você está liderando a competição. Como está se sentindo velejando aqui no Rio?
É muito bom. Eu já velejei aqui algumas vezes, é um pouco difícil lá fora, com as marés e todas essas diferentes brisas que sopram. Mas estamos indo bem por enquanto.

Há alguns dias você estava competindo na Americas Cup World Series, foi fácil mudar de barco tão rápido?
Eu obviamente estou muito feliz por ter conseguido o timão [do Team New Zealand] na Americas Cup World Series. Parece que estamos velejando bem aqui, obviamente estamos felizes, mas ainda tem trabalho pela frente, só um pouquinho.

E agora vocês já estão conhecendo a raia?
Esta é a quarta vez que velejamos aqui no Brasil. Achamos que sim, mas quando pensamos que estamos conhecendo a área de regata, tudo muda. Apesar da confiança, não existe nada como ser um velejador local aqui.


Estrangeiros dominam o penúltimo dia da Semana Internacional de Vela do RJ
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Antonio Alonso

Nova Zelândia lidera em duas das quatro classes. Brasil tem três duplas no top 10

O penúltimo dia da 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro terminou com domínio estrangeiro nas raias da baía de Guanabara. A Nova Zelândia lidera em duasclasses, enquanto a Austrália lidera em uma e a Dinamarca em outra. O vento entrou um pouco mais cedo e a Comissão conseguiu realizar as regatas do dia mais as que estavam em atraso tanto na raia do Pão de Açúcar, quando na da Escola Naval.

Entre os homens do 49er, Peter Burling e Blair Tuke abriram cinco pontos de vantagem após nove regatas e se preparam para comemorar mais um título em águas brasileiras.

“Nós gostamos muito de velejar aqui. O dia estava bem desafiador, com muitas rajadas. Estamos velejando bem, mas os resultados não estão tão bons quanto gostaríamos. Ainda precisamos treinar mais para o Evento Teste. Quando achamos que estamos conhecendo a área de regata, tudo muda. Apesar da confiança, não existe nada como ser um velejador local aqui”, disse Peter, que é o timoneiro do Team New Zealand na próxima America´s Cup. Juntos eles venceram o Evento Teste e o Campeonato Intergalático de 2014. Marco Grael e Gabriel Borges são os melhores brasileiros, na 10ª colocação.

Entre as mulheres, Alex Maloney e Molly Meech, conterrâneas de Peter e Blair, não tiveram um dia tão bom e caíram para a segunda colocação. Com duas vitórias e um segundo lugar, as dinamarquesas Maiken Schutt e Anne-Julie Schutt assumiram a ponta. Nesta classe não há representantes brasileiras. Martine Grael e Kahena Kunze, que estão inscritas, acabaram não velejando por conta de compromissos com patrocinadores.

Nos 470, os australianos Mathew Belcher e Will Ryan estão se sentindo em casa no Rio de Janeiro. Eles venceram três das seis provas disputadas até agora e também caminham para mais um título nas águas dos Jogos Olímpicos de 2016.

“Nós amamos o Rio, é um lugar incrível. Hoje foi um dia especial para nós, pois é aniversário do nosso técnico [o ucraniano Victor Kovalenko, que fez 65 anos] e por isso tentamos ganhar todas as regatas. Fomos mal na terceira regata, depois de vencer as duas primeiras, mas estamos felizes da forma como as coisas estão acontecendo. É muito legal liderar o evento com tantos caras bons”, disse Mathew, que venceu o Evento Teste e a Copa Brasil em 2014. Entre os brasileiros, os melhores são Geison Mendes e Gustavo Thiesen, na sétima posição.

Entre as mulheres, a dupla neozelandesa Jo Aleh e Polly Powrie abriram seis pontos de vantagem sobre as inglesas Hannah Mills e Saskia Clark. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan são as melhores brasileiras, em 10º.

Nesta quinta-feira a competição chega ao fim com a previsão de realização de duas regatas para os 470 e 3 para os 49er e 49erFX. A largada está programada para o meio dia, porém a previsão do tempo indica mais um dia de ventos fracos.

Para conferir todos os resultados da competição acesse o site oficial: www.sivrio.com.br. A 28ª Semana Internacional de Vela do Rio tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela.

 


Espanha, França e Nova Zelândia lideram a Semana de Vela do Rio de Janeiro
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Antonio Alonso

O segundo dia de regatas das classes 470, 49er e 49er FX foi longo, com mais espera pelo vento

Não tem jeito, o vento não quer mesmo aparecer neste inverno ensolarado do Rio de Janeiro. Mais uma vez os velejadores que estão disputando a 28ª Semana Internacional de Vela no Iate Clube do Rio de Janeiro ficaram em terra por mais de uma hora esperando até que uma brisa um pouco mais forte soprasse na baía de Guanabara.

Na raia do Pão de Açúcar, os 470 puderam fazer as duas regatas programadas para o dia e voltaram para terra já próximo das 17h

“Estamos muito contentes, pois conseguimos ler bem a área de regata graças ao nosso treinador, que nos deu as dicas bem claras sobre o que estaria acontecendo. Cumprimos o plano e estávamos com boa velocidade, então o negócio é só velejar pra frente. Passamos as duas últimas semanas treinando aqui, sempre no mesmo horário, com o mesmo vento, então quando se conhece, fica um pouco mais fácil”, disse o espanhol Onán Rodríguez, que ao lado de Juan Cabrera lidera a competição.

Entre as meninas, as francesas Camille Lecointre e Hélène Defrance seguem na liderança. “Foi muito difícil. Na primeira regata estávamos em primeiro, em último, em primeiro de novo, em último de novo… Muitos barcos chegaram juntos, então nem sei como fomos. Na segunda acabamos na quarta colocação, então posso dizer que foi um bom dia. Esta é a quarta vez no Rio e sabemos que ainda temos que treinar muito. Aqui é um lugar muito especial!”, disse Camille, que foi sétima na primeira regata.

Na raia da Escola Naval estavam os barcos mais rápidos, das classes 49er e 49erFX. Ao contrário desta segunda-feira, foram as meninas que correram mais regatas hoje, três no total, contra duas dos homens. Alex Maloney e Molly Meech lideram a competição com duas vitórias hoje entre as meninas. Os conterrâneos da Nova Zelândia Peter Burling e Blair Tuke, lideram entre os homens, com uma vitória hoje.

“A velejada foi muito gostosa, com vento bastante rondado. Estamos felizes em voltar a velejar no Rio, mas cada dia é um novo desafio”, disse Alex.

Quem merece destaque hoje entre os brasileiros é a dupla Marco Grael e Gabriel Borges, da 49er. Os meninos terminaram a segunda regata da série na segunda colocação e subiram para oitavo geral. “Este é o segundo ano que temos os estrangeiros aqui treinando com a gente e estamos tentando nos acertar para o Evento Teste, que será muito importante para nós. As condições destes últimos dois dias não foram tão boas, o vento entrou sempre tarde e, por isso, o dia acabou tarde. Mas para o inverno está bom, que normalmente não venta. Temos que aproveitar as condições como estão, pois, é o que vamos encontrar no Evento Teste e nos Jogos Olímpicos”, disse Marco.

Nesta quinta-feira a previsão é de que até três regatas sejam disputadas pelos 470 e até quatro pelos 49er e 49er FX.

Para conferir todos os resultados da competição acesse o site oficial: www.sivrio.com.br. A 28ª Semana Internacional de Vela do Rio tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela.

 


Brasileiras estreiam na vice-liderança do Sul-Americano de 470 no ICRJ
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Antonio Alonso

Competição faz parte da 28ª Semana Internacional de Vela e segue até a próxima quinta-feira

Começou nesta segunda-feira no Iate Clube do Rio de Janeiro a última etapa da 28ª Semana Internacional de Vela, com regatas para as classes 49er, 49erFx e 470 masculino e feminino. Assim como tem sido nos últimos dias, o vento demorou a aparecer e a Comissão de Regatas deixou os velejadores esperando por mais de uma hora em terra, antes de mandar as quatro flotilhas para a água. As regatas começaram em torno das duas da tarde, com vento bastante fraco.

Para o 470, que correu na raia da Escola Naval, as regatas também são válidas como Campeonato Sul-Americano, porém apenas uma prova foi realizada. Entre os homens, os líderes são os atuais campeões mundiais, os australianos Mathew Belcher e Wil Ryan. Entre as mulheres, Camilla Lecointre e Hélène Defrance, da França, lideram, com as brasileiras Fernanda Oliveira e Ana Barbachan em segundo.

“Foi um dia bem difícil, com muita corrente, e estamos felizes com o resultado. É a primeira regata de um campeonato difícil, com bastante gente boa. Este é o nosso primeiro evento depois da confirmação para os Jogos. Depois de Hyères priorizamos o treino no Rio ao invés de participar de competições, justamente por conta do Evento Teste. Vai ser uma semana bem dura, a condição está bem difícil, então temos que festejar quando temos um dia bom e saber que nem todos os dias serão assim, mas faremos o possível para que sejam”, disse Fernanda, dona da única medalha da vela feminina brasileira, o bronze em Pequim 2008.

Os meninos do Brasil também foram bem e Henrique Haddad e Bruno Bethlem ocupam a quinta colocação, enquanto Geison Mendes e Gustavo Thiesen aparecem em nono, dentre 25 barcos.

Já na raia do Pão de Açúcar, duas regatas foram disputadas pelas mulheres do 49er FX e três pelos homens do 49er. No final do dia, as norueguesas Helene Naess e Marie Ronningen lideram entre as meninas, com as holandesas Nina Keijzer e Claire Blom em segundo e Griselda Kling e Sara Tan, de Cingapura, em terceiro. Entre os homens, os franceses Manu Dyen e Stephane Christidis estão em primeiro, com os britânicos Dylan Fletcher e Alain Sign em segundo, seguidos pelos poloneses Iukasz Przybytek e Pawel Kolodzinski em terceiro.

“Foi um dia bem complicado,  estava difícil identificar na água o que era a troca de maré e o que era vento. Esta é uma área de regata bastante complicada, mas parece que conseguimos velejar bem, sempre nos mantendo perto da flotilha, sem fazer nada muito estúpido. Esta é a nossa quinta vez no Brasil, então estamos nos sentindo como locais. Estamos mais acostumados com a maré, então a preocupação é mais com a regata do que com estes fatores externos”, disse Alain Sign.

Nesta terça-feira a previsão é de que até duas regatas sejam disputadas pelos 470 e até três pelos 49er e 49er FX.

Para conferir todos os resultados da competição acesse o site oficial: www.sivrio.com.br. A 28ª Semana Internacional de Vela do Rio tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela.

 


Após ouro no Pan, Bimba conquista Semana Internacional de Vela do Rio
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Antonio Alonso

Orientais dominam o pódio entre as mulheres

O domingo foi de sol forte e vento fraco no Rio de Janeiro. Novamente os velejadores que estão disputando a 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro ficaram por mais de uma hora em terra esperando o vento aparecer na baía da Guanabara. Quando ele finalmente deu as caras, a Comissão de Regatas conseguiu realizar as três regatas programadas para o dia, encerrando a competição das classes RS:X masculina e Feminina com seis, das nove provas previstas inicialmente.

Como estavam correndo apenas duas classes, foi utilizada apenas uma raia, a do Pão de Açúcar, considerada por muitos como a mais difícil dos Jogos do Rio 2016, por conta da corrente e vento rondado. No final, o brasileiro Bimba Winicki, ouro no Pan de Toronto, mostrou que conhece bem o baía e venceu a competição.

“Ganhar campeonato é sempre bom! Este foi o segundo consecutivo que venci aqui na Baía de Guanabara, mas sigo sempre com o pé no chão. É bom chegar de um Pan-Americano e logo em seguida correr um evento com três ingleses bons, três chineses bons, dois espanhóis bons, argentinos… Tinha muita gente boa, mas sei que falta muita gente, que nem todo mundo está dando o seu melhor ou está com seu melhor equipamento. Mas o que importa é que teve um campeonato com seis regatas e que eu venci. Estou muito feliz e espero fazer um bom Evento Teste”, disse ele. Completaram o pódio o chinês Wang Alchen e o espanhol Ivan Pastor.

Já entre as mulheres o pódio contou com duas orientais: Chan Hei Man, de Hong Kong, ficou com o ouro, enquanto Sun Jiali, da China, ficou com o bronze. A espanhola Blanca Manchón ficou com a prata.

Tradicionalmente os orientais velejam melhor no vento fraco. A explicação vem do biótipo deles: são menores e mais leves e, por isso, acabam andando mais. E a prova disso pode ser vista no resultado feminino, que contou com mais duas chinesas entre as cinco melhores. Entre os homens, o quinto colocado também é da China. Alchen chegou a liderar a competição, mas acabou perdendo o ouro por um ponto para o brasileiro.

Sul-Americano de 470 começa nesta segunda:

Nesta segunda-feira começam as disputas das classes 49er, 49er FX e 470 masculino e feminino. Para estas duas últimas o evento também será válido como Campeonato Sul-Americano. Grandes nomes da modalidade que já garantiram a vaga para 2016 aproveitam a competição para conhecer melhor as raias olímpicas.

Na 470 feminina, merecem destaque as neozelandesas Jo Aleh e Polly Powrie, medalha de ouro em Londres 2012, campeãs mundiais em 2013, vice-campeãs em 2014 e campeãs do Evento Teste do ano passado; as britânicas Hannah Mills e Saskia Clark, medalha de prata em Londres 2012 e bronze no Mundial da Isaf em 2014, e as brasileiras Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, já classificadas para o Rio 2016. Fernanda tem, ao lado de Isabel Swan, a única medalha da vela feminina brasileira, o bronze, conquistado em Pequim 2008.

Entre os homens, vale ficar de olho nos australianos Mathew Belchert e Will Ryan, bi-campeões mundiais em 2013 e 2014, bi-campeões europeus também em 2013 e 2014 e campeões do Evento Teste no ano passado; os britânicos Luke Patience e Elliott Willis, prata em Londres 2012; e os cariocas Henrique Haddad e Bruno Bethlem, e os gaúchos Geison Mendes e Gustavo Thiesen, que estão na briga pela vaga brasileira nas Olimpíadas.

A lista completa da 49er e da 49er FX será divulgada nesta segunda-feira.

Para conferir todos os resultados da competição acesse o site oficial: www.sivrio.com.br. A 28ª Semana Internacional de Vela do Rio tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela.


Falta de vento cancela regatas da RS:X na Semana de Vela do RJ
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Antonio Alonso

A Cidade Maravilhosa amanheceu sob forte névoa e calor de quase 30 graus

O sábado foi mais um dia de verão em pleno inverno carioca. Sol, calor de quase 30 graus e uma névoa que tapou a linda paisagem da baía de Guanabara impediram a entrada do convidado principal da 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro: o vento. A Comissão de Regatas bem que tentou, mas foi tecnicamente impossível montar a raia das classes RS:X masculino e feminino. Duas horas depois de saírem para o mar, os velejadores estavam de volta no Iate Clube do Rio de Janeiro, sede da competição.

“Fizemos várias tentativas, mas quando Papai do Céu não quer, não adianta insistir”, brincou Cuca Sodré, chefe da comissão de regatas.

Uma largada da classe masculina chegou a ser dada, porém cinco minutos depois o vento rondou 90 graus, obrigando a CR a anular a prova. Com isso a competição das pranchas chega ao seu final neste domingo, com a realização de no máximo seis regatas (três foram disputadas nesta sexta, com vento fraco). A partir da quinta regata haverá o descarte do pior resultado e como a previsão do tempo indica novamente ventos fracos, muita coisa pode acontecer.

Para conferir os resultados completos, acesse www.sivrio.com.br.

A 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e apoio da CBVela.


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