Sobre as Águas

Arquivo : julho 2015

Chineses se destacam no primeiro dia de disputas da RS:X na SIVRJ
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Antonio Alonso

Vento fraco favoreceu os orientais, que são menores e mais leves

Começou nesta sexta-feira no Iate Clube do Rio de Janeiro a disputa da classe RS:X na 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro. E com o vento fraco, típico desta época do ano, quem se destacou foi a equipe da China. O motivo: os velejadores são menores, mais leves e mais acostumados a velejar nestas condições.

“Os chineses são muito levinhos e com o vento mais fraco vão embora. Eu consigo me recuperar no popa, que exige mais força na bombada, mas quando o vento aumenta um pouco, eles acabam ficando para trás.  Estou feliz de ter feito um dia bom, estou vindo de um campeonato muito importante, que foi o Pan, e sigo para o Evento Teste, que também é importante, então estou tendo uma espécie de treino de luxo, com competidores de alto nível e organização excelente”, disse Bimba, medalha de ouro em Toronto.

O brasileiro venceu as duas últimas regatas do dia e aparece na segunda colocação, empatado com o espanhol Ivan Pastor e apenas um ponto atrás do chinês Wang Alchen, primeiro colocado.

Entre as mulheres, a inglesa Isobel Hamilton teve um dia tão bom quanto Bimba, já que também venceu as duas últimas regatas do dia. Na sequência, em segundo, terceiro e quarto aparecem as velejadoras da China.

Para este sábado estão programadas mais três regatas, tanto para os homens quanto para as mulheres. A largada está prevista para as 12h.

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela.

 


8ª na Semana de Vela do Rio, Fernanda Decnop vê evolução
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Antonio Alonso

A velejadora Fernanda Decnop encerrou sua participação na Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro na oitava colocação. A pouco mais de uma semana do evento teste olímpico, e com algumas das melhores do mundo na raia, Fernanda gostou da competição e se sente preparada para o que vem pela frente. “Velejei sempre junto, na frente, acho que o nível das brasileiras está evoluindo e estou muito feliz com o resultado. Tem ainda que evoluir uma coisa ou outra, melhorar uma coisinha no popa, mas o resultado foi muito positivo”. Veja a fala completa de Fernanda:


Definidos os primeiros campeões da Semana Internacional de Vela do RJ
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Antonio Alonso

Nova Zelândia, Austrália, Bélgica e Áustria conquistaram o ouro nas classes Finn, Laser Standard, Laser Radial e Nacra 17

O pódio da classe Laser. Foto: Fred Hoffmann

O pódio da classe Laser. Foto: Fred Hoffmann

A quinta-feira foi um dia de verão em pleno inverno no Rio de Janeiro. E a mistura de sol e vento foi o desfecho perfeito para as classes Laser Radial e Standard, Finn e Nacra 17 que estão no Iate Clube do Rio de Janeiro disputando a 28ª Semana Internacional de Vela.  Depois de quatro dias de competições os estrangeiros mostraram que estão bem preparados para a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e venceram em todas as categorias.

Na classe Laser Radial, o campeão foi o australiano Tom Burton, número um do ranking da Federação Internacional (ISAF). Tom abriu três pontos de vantagem sobre o neozelandês Sam Meech, segundo colocado. Completa o pódio o também australiano Matt Wearn, segundo colocado no ranking mundial. O melhor brasileiro foi João Oliveira, na quinta colocação.

“As regatas foram bastante disputadas. Estou velejando bem e estou com a cabeça focada na maré e no vento. Então enquanto conseguir fazer isso, vou continuar velejando bem. Já estive aqui por três vezes e quanto mais venho, melhor é”, disse Tom.

Entre as meninas do Laser Radial, o pódio também foi 100% estrangeiro. A vitória ficou com a belga Evi Van Acker, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, seguida pela americana Erika Reinecke e pela sueca Josefin Olsson. Fernanda Decnop, que acabou de conquistar a medalha de bronze no Pan de Toronto, foi a melhor brasileira, na oitava colocação.

“Foi uma semana bastante difícil, com condições bastante desafiadoras e maré completamente maluca. Aprendi muito, o que é a coisa mais importante que levo desta semana. Fico feliz com o bom resultado e com a preparação para o Evento Teste”, disse Evi.

Na Finn, Jorginho Zarif, que já foi escalado pela Confederação Brasileira de Vela para mais uma vez representar o Brasil nos Jogos Olímpicos, mostrou que está bem preparado para a disputa do Evento Teste, próxima grande competição com foco em 2016, e encerrou a sua participação na terceira colocação, a apenas um ponto do segundo colocado, o holandês Peter Jan Postma. O vencedor foi o neozelandês Josh Junior, quinto colocado no ranking mundial.

“Foi muito bom, pude conhecer um pouco mais das raias e me acostumar um pouco mais com a maré e as rondadas de vento. Ainda teremos uma seletiva para as olimpíadas, mas é sempre bom vencer um campeonato, ainda mais no Rio”, disse Josh.

Na Nacra 17, única mista do programa olímpico, a briga esteve acirrada entre os estrangeiros, para ver quem ficava com o título, e entre os brasileiros, para ver quem seria a melhor dupla, uma vez que esta é uma das quatro classes que ainda não têm o representante brasileiro definido para os Jogos. No final o título ficou com o austríaco Thomas Zajac e sua parceira Tanja Frank. Juliana Mota e Leandro Azambuya foram os melhores brasileiros, na oitava colocação.

Nesta sexta-feira começam as regatas das classes RS:X masculina e feminina. Estão previstas nove regatas, sendo três por dia, com o descarte do pior resultado.

Para conferir os resultados completos, acesse www.sivrio.com.br.

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela.

 


Jorge Zarif assume a segunda colocação da Semana de Vela do RJ
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Antonio Alonso

Regatas de Nacra 17, Laser Radial e Standard e Finn terminam nesta quarta. Na quinta é a vez do RS:X

O primeiro dos três grupos de classes olímpicas que estão disputando a 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro está quase concluindo a sua série de regatas. Nesta quarta-feira foram disputadas mais duas regatas das classes Finn, Laser Standard e Radial, e três da Nacra 17. No final do dia, o melhor brasileiro é Jorge Zarif, que ocupa a segunda colocação na Finn.

“O dia foi muito difícil, com bastante variação de corrente, mas consegui ter um bom resultado, vencendo a primeira e terminando em segundo na segunda regata. Estou satisfeito com o treinamento que fizemos durante todo o mês e o barco parece estar bem rápido. A presença dos estrangeiros também ajuda muito. Eles são um parâmetro muito bom, pois o nível da classe no Brasil não é tão alto. Os que estão aqui estão sempre no top 10, então velejar com eles é importante para saber em que nível estou”, disse ele.

Nesta quinta serão disputadas as duas últimas regatas e Jorginho está com quatro pontos a mais que o neozelandês Josh Junior, líder da competição.

Na Laser Standard a briga segue entre os países da Oceania, com Austrália em primeiro e terceiro, e Nova Zelândia em segundo e quarto. Com a entrada do descarte do pior resultado, Tom Burton abriu três pontos de vantagem sobre Sam Meech, que por sua vez tem dois pontos a menos que Matt Wearn. O melhor brasileiro é João Oliveira, quinto colocado. Ainda faltam duas regatas para o fim e tudo pode mudar.

Entre as mulheres da Radial, a belga Evi Van Acker está cada vez mais consolidada na liderança, com quatro pontos de vantagem sobre a americana Erika Reinecke, segunda colocada. A inglesa Alison Young aparece em terceiro, com Odile Ginaid, melhor brasileira, apenas um ponto atrás e ainda na briga por medalha. Para esta quinta-feira também estão programadas mais duas regatas para elas.

Na única classe mista do programa olímpico, a Nacra 17, a entrada do descarte do pior resultado mudou completamente a súmula. Os argentinos Santiago Lange e Cecília Carranza, que tiveram uma terça-feira excelente e lideravam a competição, caíram para a terceira colocação geral. E com um terceiro, um segundo e um primeiro lugares nesta quarta-feira, os austríacos Thomas Zajac e Tanja Frank assumiram a liderança, com uma vantagem de sete pontos para os australianos Jason Waterhouse e Lisa Darmanin, segundos colocados. Nesta quinta-feira serão realizadas as últimas três regatas da série.

RS:X é a próxima classe a disputar a SIVRIO:

Com o final da competição da Laser, Finn e Nacra 17, os próximos a irem para a água serão os velejadores da classe RS:X. A competição para eles começa na quinta-feira ao meio dia e termina no próximo domingo. Estão previstas nove regatas, sendo três por dia, com o descarte do pior resultado.

Para conferir os resultados completos, acesse www.sivrio.com.br.

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela e da Feverj


Segundo dia da Semana de Vela do RJ tem disputa acirrada entre brasileiros
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Antonio Alonso

Classes Nacra 17 e Laser Radial têm disputa particular entre três barcos

A previsão do tempo indicava que a terça-feira seria de vento fraco no Rio de Janeiro, porém, diferente de segunda, ele apareceu cedo e com boa intensidade, permitindo a realização de boas regatas na 28ª Semana Internacional de Vela, promovida pelo Iate Clube do Rio de Janeiro até o próximo dia 6. As classes Finn, Laser Radial e Standard completaram as duas regatas previstas para o dia antes das 15h, mesmo horário que os Nacra 17 terminaram as três programadas para eles.

Conforme previsto na Instrução de Regatas, existe um rodízio de raias e desta vez os Nacra 17 velejaram mais próximos do Pão de Açúcar. Os argentinos Santiago Lange e Cecilia Carranza fizeram a melhor média do dia, com um segundo e dois primeiros lugares, abrindo dois pontos de vantagem sobre os austríacos Thomas Zajac e Tanja Frank, segundos colocados.

“É um prazer estar aqui. Estamos velejando bem, mas ainda podemos melhorar. Temos que passar muito tempo aqui no Rio, pois a raia é muito difícil e temos que treinar muito mais. Adoro velejar aqui. Quanto mais eu velejo aqui, mais gosto”, disse Santiago, que tem em seu currículo dois bronzes olímpicos na classe Tornado, em Atenas e em Pequim, e já está com o passaporte carimbado para o Rio 2016.

E se os estrangeiros já definiram seus representantes Olímpicos, por aqui a briga está acirrada. A Nacra 17, assim como a Laser Radial e a Standard, a 470 masculina e a 49er, ainda não tem uma equipe definida e muita coisa poderá mudar até dezembro, quando será disputada a Copa Brasil de Vela. Juliana Mota e Leandro Azambuya literam a flotilha verde e amarela, com Samuel Albrecht e Isabel Swan empatados, com 34 pontos cada. Logo em seguida aparece João Bulhões e Gabi Nicolino, com 35.

“A baía de Guanabara fica linda com tantos barcos, tantos estrangeiros. A nossa flotilha não está tão grande, o que nos permite ousar um pouco mais e testar largadas e velocidade, por exemplo. É como um treino de luxo. Uma experiência bem boa”, disse Juliana Mota.

Assim como na Nacra 17, na Laser Radial a briga está acirrada entre as brasileiras. Odile Ginaid é a primeira, com 23 pontos, na 4ª colocação. Tina Boabaid aparece em seguida, com 29 pontos, e Fernanda Decnop vem logo depois, com 30.

“A primeira regata foi muito difícil. A maré estava bastante confusa e não tive o melhor resultado. Na segunda eu consegui velejar melhor, mesmo com o vento mais forte. Estava sem escorar desde antes do Pan, que foi um campeonato de vento fraco, então fiquei feliz de estar mais rápida do que as adversárias. Competir em casa é sempre bom. A gente meio que conhece, mas ainda assim é complicado, pois a maré muda de uma hora para a outra. T”, disse Fernanda, que acabou de conquistar a medalha de bronze no Pan e velejou na raia da Escola Naval.

Na classe Laser Standard, depois do triplo empate desta segunda, o neozelandês Sam Meech assumiu a ponta, com um ponto de vantagem sobre o australiano Tom Burton. O brasileiro melhor colocado é João Oliveira, na quarta colocação.

Na Finn, o neozelandês Josh Junior teve um dia perfeito e venceu as duas provas do dia. Jorginho Zarif segue como o melhor brasileiro, na quarta colocação.

Nesta quarta-feira a competição continua com regatas a partir das 12h. Para conferir os resultados completos, acessewww.sivrio.com.br.

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Segundo dia da Semana de Vela do RJ tem disputa acirrada entre brasileiros
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Antonio Alonso

Classes Nacra 17 e Laser Radial têm disputa particular entre três barcos

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A previsão do tempo indicava que a terça-feira seria de vento fraco no Rio de Janeiro, porém, diferente de segunda, ele apareceu cedo e com boa intensidade, permitindo a realização de boas regatas na 28ª Semana Internacional de Vela, promovida pelo Iate Clube do Rio de Janeiro até o próximo dia 6. As classes Finn, Laser Radial e Standard completaram as duas regatas previstas para o dia antes das 15h, mesmo horário que os Nacra 17 terminaram as três programadas para eles.

Conforme previsto na Instrução de Regatas, existe um rodízio de raias e desta vez os Nacra 17 velejaram mais próximos do Pão de Açúcar. Os argentinos Santiago Lange e Cecilia Carranza fizeram a melhor média do dia, com um segundo e dois primeiros lugares, abrindo dois pontos de vantagem sobre os austríacos Thomas Zajac e Tanja Frank, segundos colocados.

“É um prazer estar aqui. Estamos velejando bem, mas ainda podemos melhorar. Temos que passar muito tempo aqui no Rio, pois a raia é muito difícil e temos que treinar muito mais. Adoro velejar aqui. Quanto mais eu velejo aqui, mais gosto”, disse Santiago, que tem em seu currículo dois bronzes olímpicos na classe Tornado, em Atenas e em Pequim, e já está com o passaporte carimbado para o Rio 2016.

E se os estrangeiros já definiram seus representantes Olímpicos, por aqui a briga está acirrada. A Nacra 17, assim como a Laser Radial e a Standard, a 470 masculina e a 49er, ainda não tem uma equipe definida e muita coisa poderá mudar até dezembro, quando será disputada a Copa Brasil de Vela. Juliana Mota e Leandro Azambuya literam a flotilha verde e amarela, com Samuel Albrecht e Isabel Swan empatados, com 34 pontos cada. Logo em seguida aparece João Bulhões e Gabi Nicolino, com 35.

“A baía de Guanabara fica linda com tantos barcos, tantos estrangeiros. A nossa flotilha não está tão grande, o que nos permite ousar um pouco mais e testar largadas e velocidade, por exemplo. É como um treino de luxo. Uma experiência bem boa”, disse Juliana Mota.

Assim como na Nacra 17, na Laser Radial a briga está acirrada entre as brasileiras. Odile Ginaid é a primeira, com 23 pontos, na 4ª colocação. Tina Boabaid aparece em seguida, com 29 pontos, e Fernanda Decnop vem logo depois, com 30.

“A primeira regata foi muito difícil. A maré estava bastante confusa e não tive o melhor resultado. Na segunda eu consegui velejar melhor, mesmo com o vento mais forte. Estava sem escorar desde antes do Pan, que foi um campeonato de vento fraco, então fiquei feliz de estar mais rápida do que as adversárias. Competir em casa é sempre bom. A gente meio que conhece, mas ainda assim é complicado, pois a maré muda de uma hora para a outra. T”, disse Fernanda, que acabou de conquistar a medalha de bronze no Pan e velejou na raia da Escola Naval.

Na classe Laser Standard, depois do triplo empate desta segunda, o neozelandês Sam Meech assumiu a ponta, com um ponto de vantagem sobre o australiano Tom Burton. O brasileiro melhor colocado é João Oliveira, na quarta colocação.

Na Finn, o neozelandês Josh Junior teve um dia perfeito e venceu as duas provas do dia. Jorginho Zarif segue como o melhor brasileiro, na quarta colocação.

Nesta quarta-feira a competição continua com regatas a partir das 12h. Para conferir os resultados completos, acessewww.sivrio.com.br.

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Semana do Rio: Juliana Mota é a melhor do Brasil na Nacra 17
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Antonio Alonso

Juliana Mota na Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro

Mesmo reclamando das condições do vento e do lixo na ria de Guanabara, Juliana Mota é a melhor do Brasil na classe Nacra 17 depois de dois dias de regatas na Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro. Juliana é timoneira e veleja com o proeiro Leandro Azambuya. Depois de seis regatas disputadas (a metade do previsto para a competição), Juliana e Leandro ocupam a oitava colocação, empatados em pontos com a dupla favorita para conquistar a vaga olímpica do Brasil: Samuel Albrecht e Isabel Swan. Até agora, os estrangeiros têm dominado a classe olímpica dos multicascos. Os argentinos Santiago Lange e Cecilia Saroli têm apenas 10 pontos perdidos, 24 a menos que a melhor dupla do Brasil. Na sequência estão austríacos (12 pontos perdidos), e espanhois (18).

Como a Semana do Rio está sendo disputada na raia olímpica de 2016, algumas das melhores equipes do planeta estão por aqui. São 11 dias de competição. Os primeiros a irem para a água foram os velejadores de Nacra 17, Finn, Laser Standard e Laser Radial feminino. A premiação será feita no dia 30. No dia 31 é a vez das classes RS:X masculina e feminina, que velejam até o dia 2 de agosto. Entre os dias 3 e 6 será a vez das classes 49er, 49er FX, 470 masculino e feminino. Para estas duas últimas a competição também valerá como Sul-Americano.

Clique aqui para ver todos os resultados da Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro.

 


Estrangeiros dominam o primeiro dia da Semana Internacional de Vela do Rio
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Antonio Alonso

A flotilha de Nacra 17 do Brasil, no registro de Fred Hoffmann

A flotilha de Nacra 17 do Brasil, no registro de Fred Hoffmann

A segunda-feira começou agitada no Iate Clube do Rio de Janeiro. Isto por que as classes Nacra 17, Finn e Laser Radial e Standard disputaram as primeiras regatas da 28ª Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro. O único detalhe é que o principal convidado, o vento, chegou um pouco atrasado! As regatas estavam marcadas para começar às 12h, porém a Comissão de Regatas optou por deixar os velejadores esperando em terra até que o mínimo de vento aparecesse na baía de Guanabara. Quando foi 12h45 a bandeira que sinaliza este retardamento foi arriada e uma hora depois a primeira largada pôde ser dada.

Foram usadas duas das raias que serão usadas nas Olimpíadas. No Pão de Açúcar ficaram os Lasers Standard e Radial e o Finn. Entre os homens da Standard, o dia terminou com um empate triplo entre os três primeiros: o australiano Tom Burton e os neozelandeses Matt Wearn e Sam Meech.

“Estava muito rondado e foi muito difícil. Esta é a minha terceira vez no Brasil, então estou ficando acostumado com estas condições. Gosto muito de velejar aqui, sempre mais quente do que velejar em casa”, disse Meech.

Entre as meninas da Radial, a surpresa veio por conta da catarinense Tina Boabaid, que venceu a primeira regata do dia. “Estava bastante rondado. Acabei largando mal, mas me recuperei até cruzar a linha em terceiro. Dei sorte que a holandesa Marit Bowmeester e a chinesa Zhang Dongshuang largaram escapado, então acabou que a vitória foi minha”, disse Tina. A líder é a brasileira Odile Ginaid.

Na Finn, o líder é o neozelandês Josh Junior. Jorge Zarif, que já foi indicado pela Confederação como o representante brasileiro nos Jogos Olímpicos, aparece na terceira colocação.

E se não foi fácil para os velejadores desta raia, também não foi fácil para a Comissão de Regatas. Os juízes comandados por Cuca Sodré tiveram bastante trabalho para conseguir fazer uma raia perfeita. “O vento deu uma rondada, tivemos que anular a primeira regata da Finn e reposicionar tudo para o novo vento, mas no geral deu tudo certo!”, comentou Cuca.

Na raia da Escola Naval, o vento estava mais constante, o que facilitou para os velejadores da classe Nacra 17. Depois de três regatas, os austríacos Thomas Zajac e Tanja Frank lideram a competição. Samuel Albrech, que fez a sua estreia com Isabel Swan é o melhor brasileiro, na 8ª colocação.

Para esta terça a ideia é de que sejam realizadas mais três regatas para a Nacra e duas para as demais classes. No entanto, a previsão do tempo não está muito boa e indica novamente ventos fracos.

Para conferir os resultados completos, acesse www.sivrio.com.br.

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Quem compara medalhas do Pan e da Olimpíada não entende nada de esporte
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Antonio Alonso

Foto: Ricardo Taves/Agência Corinthians

 Felipe França, a “única” medalha olímpica no Pan. (Ãhn???) Foto: Ricardo Taves/Agência Corinthians

Estou contaminado. Contra minha vontade, tornei-me um mau-humorado passivo. Se meu time perde, é porque é um bando de pernas-de-pau. Se meu time ganha, alguém tem um ótimo motivo pra me convencer da mesma coisa: são um bando de pernas-de-pau! É inapelável.

Desde o primeiro dia de Pan-Americano eu acompanho a mesma coisa: medalha de Pan não vale nada; na Olimpíada esse cara não teria chance, o nível é muito baixo… Ora, eu me pergunto: Como esse pessoal conseguiu calcular as medalhas na Vela? E nas lutas? A cereja do bolo veio depois das provas da natação. “Vitoriosa no Pan, natação ganharia apenas uma medalha olímpica”. Afinal, parece uma tarefa fácil: é só comparar os tempos, né? Né não, campeão.

A comparação na natação é provavelmente a maior prova de que esse mau-humor está a serviço da mediocridade. Existe uma coisa chamada “periodização”. Nos esportes individuais, a periodização é o mapa da mina. Nenhum nadador faz tempo de final olímpica o ano todo, os atletas chegam nesses tempos depois de uma fase de “descanso” específico, chamada polimento. Se você erra essa periodização e seus melhores tempos chegam antes da hora, você errou o mapa da mina. O Mundial de natação começa em menos de uma semana. Ou seja, não era mesmo pra ninguém estar “voando” nesse Pan. Nossa “única medalha” na natação pode significar duas coisas: ou o Felipe França vai detonar no Mundial (o que eu acho provável); ou ele errou a periodização. Isso nem é tão complicado de saber, qualquer criança que nadou Jogos Regionais sabe.

O Campeonato Mundial de Natação começa em menos de uma semana. Ou seja, se eu estiver errado vai ser fácil de me desmascarar.

Além do erro “técnico” nessa comparação, tem o erro conceitual. Existe neste mundo outra coisa, muito valiosa e pouco valorizada, chamada “cultura esportiva”. É importante levar para o Pan gente que nunca vai ganhar medalha olímpica? Eu acho que sim, como é importante ter que nunca será campeão mundial velejando no seu clube todo fim de semana. O fim último do esporte pra nossa civilização não é ganhar medalha olímpica. Alguém tem ideia de qual seria? Eu tenho a impressão de que velejadores leitores desse blog têm algumas respostas para essa pergunta.

Estou devendo uma avaliação dos nossos atletas do Pan, prometo voltar com esse assunto.


Semana Internacional de Vela do RJ terá grande participação de estrangeiros
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Antonio Alonso

 

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A partir do próximo dia 27, velejadores de mais de dez países estarão reunidos no Iate Clube do Rio de Janeiro para a disputa da 28ª Semana Internacional de Vela. Nomes como os australianos campeões mundiais de 470 Matthew Belcher e Will Rian, e o espanhol Íker Martinez, comandante do Desafio Mapfre na última Volvo Ocean Race, já confirmaram a sua presença e usarão a competição como treino de luxo para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

“Correr em casa é super especial, é o lugar aonde aprendemos a velejar e onde sempre treinamos. Estamos acostumados com o clube, o vento e a temperatura, o que lá fora é sempre um problema. O Rio é único, marés e rajadas que sempre surpreendem. Infelizmente para nós o vento será fraquinho nessa semana.  Vamos para a água tentando manter aqui no Rio o bom ritmo que tínhamos no Mundial”, disse Kyra Penido Mirsky, que veleja com o marido André Mirsky na classe Nacra 17.

Além do casal, também merecem destaque as medalhistas de prata no Pan de Toronto na classe 49er FX Martine Grael e Kahena Kunze, e os medalhistas de ouro Ricardo Bimba Winicki e Patricia Freitas, ambos da classe RS:X. Os quatro já estão classificados para as Olimpíadas do Rio 2016. Fernanda Decnop, bronze na Laser, ainda não foi confirmada nos Jogos, mas também estará na competição.

Programação:

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro reunirá as dez classes olímpicas em 11 dias de competições. Os primeiros a irem para a água serão os velejadores de Nacra 17, Finn, Laser Standard e Laser Radial feminino. A premiação será feita no dia 30. No dia 31 é a vez das classes RS:X masculina e feminina, que velejam até o dia 2 de agosto. Entre os dias 3 e 6 será a vez das classes 49er, 49er FX, 470 masculino e feminino. Para estas duas últimas a competição também valerá como Sul-Americano.

Para mais informações, fotos e resultados, acesse o site oficial www.sivrio.com.br

 

A Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro tem a organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e conta com o apoio da CBVela e da Feverj.