Sobre as Águas

Arquivo : maio 2015

Realidade virtual mostra imagens nunca registradas da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A Volvo Ocean Race, Scopic e o Team SCA se juntaram para lançar o primeiro vídeo em 360 graus e realidade virtual da história da navegação oceânica. Imagens dos mares do Sul e do Cabo Horn são impressionantes

O grau de realidade do vídeo da quinta etapa da Volvo Ocean Race, entre Auckland (Nova Zelândia) e Itajaí (Brasil), é impressionante. A travessia do oceano mais perigoso do mundo foi gravada a bordo de Team SCA. Lançado nesta sexta-feira (29) na littlestar.com (ver aqui), o material mostra as dificuldades da equipe 100% feminina nos gelados mares do Sul.

Veja o vídeo

Não foi apenas o primeiro vídeo de navegação oceânica em 360º em realidade virtual, mas também a primeira gravação do Cabo Horn com a técnica. A produção, realizada entre Volvo Ocean Race, Team SCA, e a produtora Scopic, mostra alguns dos lugares mais remotos do planeta.

“O Cabo Horn nunca foi gravado em 360º, e a produção é tão difícil que havia dúvidas se seria possível fazer nas condições complicadas. A Anna Lena Ellend – repórter a bordo do Team SCA – trabalhou com seis câmeras independentes”, explicou Yori van Gerven, fundador do www.scopic.nl.

O vídeo permite ver o que passa a bordo em 360º utilizando as setas que aparecem na tela pelo mouse ou arrastrando a imagem nos aplicativos de celular com o Google Chrome e Android.

Para desfrutar da experiência de realidade virtual é necessário ver o vídeo com dispositivos como Google Cardboard ou óculos de realidade virtual.

Scopic (www.scopic.nl) é uma empresa de realidade virtual com sede em Amsterdam, especializada em produções 360 para web, smartphones, tablets, Oculus Rift e Samsung Gear VR.


Vitória holandesa na etapa de Portugal
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Resultado coloca Team Brunel novamente na disputa pelo título, seis pontos atrás do líder Abu Dhabi Ocean Racing. Em segundo chegou o MAPFRE, do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. Faltam duas etapas para o fim do campeonato

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O Team Brunel, barco comandado por Bouwe Bekking, venceu, nesta quarta-feira (26), a sétima etapa da Volvo Ocean Race, disputada entre Newport, nos Estados Unidos, e Lisboa, Portugal. A equipe da Holanda completou o percurso de 2.800 milhas náuticas em 9 dias, 11 horas, 9 minutos e 49 segundos. Em segundo lugar terminou o MAPFRE, seguido por Team Alvimedica, Dongfeng Race Team, Abu Dhabi Ocean Racing e Team SCA.

“Foi uma das mais fáceis e excitantes etapas ao mesmo tempo”, comemorou Bouwe Bekking, que disputa pela sétima vez a Volvo Ocean Race.”Os caras fizeram um grande trabalho, mas confesso que foi uma das mais calmas pernas transatlânticas que já naveguei. Foi um cruzeiro”.

O resultado coloca o barco holandês novamente na disputa do título da temporada. O Team Brunel está em terceiro no geral com 22 pontos perdidos. “Acredito que a situação tenha mudado um pouco. Após a etapa, a regata está aberta novamente. Nós ainda temos duas pernas para velejar e vamos continuar a lutar para a melhor posição no final”, disse Bouwe Bekking, do Team Brunel. O velejador holandês deu a volta por cima e pode ter apagado uma memória ruim. Em 2006, o atleta estava a bordo do Movistar, barco que naufragou no Atlântico Norte.

Volvo Ocean Race

O líder no geral é o Abu Dhabi com 16, seguido pelo chinês Dongfeng com 21. Os chineses tinham tudo para conseguir diminuir ainda mais a vantagem, mas acabaram perdendo posições e a gota d’água foi terminar em quarto – fora do pódio – 55 segundos atrás do Team Alvimedica. “Minha missão agora é me controlar e pedir desculpas à minha equipe. Não fui um bom comandante desta vez! Os atletas estavam bem pela manhã e eu não. Pode ser por isso que perdemos o terceiro lugar”, disse o decepcionado Charles Caudrelier, comandante do Dongfeng Race Team.

Palavras dos brasileiros na Volvo Ocean Race

O barco espanhol MAPFRE, que chegou em segundo – menos de 22 minutos atrás do Team Brunel – tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como integrante. “Brigamos até o fim pela liderança. Velejamos juntos a etapa inteira e faltou pouco de velocidade na chegada. Vamos continuar nessa competição contra o Brunel nas próximas duas etapas. O barco andou rápido e respondeu na travessia transatlântica. A nossa equipe trabalhou muito bem do começo ao fim”.

Já o Team SCA chegou novamente em sexto lugar, como em todas as outras seis etapas. As meninas chegaram a liderar a regata e não deixaram os adversários escaparem tanto. Cruzaram a linha de chegada duas horas depois do vencedor. A holandesa Carolijn Brouwer, que morou muito tempo no Brasil, gostou do desempenho das meninas. “Foi minha terceira passagem pelo Atlântico e dessa vez foi diferente, pois fez menos frio e vento fraco. O resultado foi bom pra gente e o número final não mostra o esforço que estamos fazendo a bordo. Agora, as próximas pernas, que são mais curtas, podem nos favorecer”.

Volta do Vestas Wind e reta final

Após quatro meses reconstrução no estaleiro Persico, em Bergamo, na Itália, o barco Team Vestas Wind também chegou a Lisboa e será preparado para a largada da oitava etapa entre Portugal e França.

Ao longo dos próximos dias, a Volta ao Mundo terá seus capítulos finais com a perna até Lorient, na França, e depois o sprint para a Suécia – com uma parada de 24 horas em Haia, na Holanda. A regata termina em 27 de junho com a in-port race de Gotemburgo após nove meses e 38.739 milhas náuticas percorridas, visitando 11 portos e todos os continentes.


Team Brunel e MAPFRE lutam por vitória em Portugal
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Equipes da Holanda e Espanha devem ser as primeiras a cruzar a linha de chegada em Lisboa. Resultado volta a colocar dúvidas de quem será o campeão, pois o Abu Dhabi não deve pegar pódio pela primeira vez e vantagem para os adversários deve cair!

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A posição atualizada dos barcos pode ser acessada
no dashboard, clique aquiº MAPFRE given two-point penalty – read more

Faltando menos de 200 quilômetros para a chegada em Lisboa, Portugal, os barcos Team Brunel e MAPFRE estão mais próximos da vitória, apesar de que na vela oceânica tudo pode ocorrer. O barco holandês tem pequena vantagem sobre o espanhol, mas a aproximação ao Tejo sempre reserva surpresas. O Dongfeng, segundo na classificação geral, é o terceiro e acelera para tentar reduzir a vantagem na pontuação para os líderes Abu Dhabi. Os árabes, por sinal, sofrem na quinta colocação e rivalizam com o Team Alvimedica pela quarta posição. Se acabar assim, praticamente todas as equipes têm condições matemática de título após sete das nove etapas da regata. “Será uma autêntica corrida de velocidade até Lisboa”, explicou Gonzalo Infante, meteorologista oficial da Volvo Ocean Race. “Por isso as opções são poucas”.

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Pelos lados da Espanha, a esperança é vencer para tentar se aproximar dos três primeiros colocados no geral. “O Brunel anda muito bem e rápido. Agora entramos nas últimas horas e temos que prestar atenção em relação aos adversários e à zona de exclusão imposta pela organização na chegada”, disse o espanhol Iker Martínez, comandante do MAPFRE, barco que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. “A entrada no Tejo é complicada e pela hora de chegada – madrugada ou manhã na Europa – teremos pouco vento. Isso pode aproximar ainda mais as tripulações”.

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A chegada deve ocorrer entre 2h e 5h da manhã – horário de Basília – desta quarta-feira (27). Os fãs da Volvo Ocean Race podem assistir ao vivo do canal do Youtube ou dos aplicativos em Android aqui ou IOS aqui.


Júri internacional é convocado para analisar quatro casos
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Depois de alegadas violações das regras durante a sétima perna da Volvo Ocean Race, um júri internacional independente nomeado pela ISAF vai ouvir quatro casos de possíveis irregularidades durante a parada de Lisboa (história completa abaixo).

Depois de alegadas violações das regras durante a sétima perna da Volvo Ocean Race, foi anunciada, nesta terça-feira (26), a convocação de um júri internacional independente nomeado pela ISAF para ouvir quatro casos durante a parada de Lisboa

O Team SCA deve responder por dois casos: que elas navegaram contra o fluxo em uma área de separação de tráfego (TSS), e, além disso, velejaram em uma zona proibida da regata, em Rhode Island Sound.

O Dongfeng e o MAPFRE também estão enfrentando protestos que eles navegavam contra o fluxo em uma TSS.

A Comissão de Regata trouxe todos os casos para o júri e o mesmo terá poder de decidir sobre a penalização mais adequada para as equipes.

Nenhuma data foi estabelecida para as audiências, embora os organizadores da regata pretendem resolver o assunto o mais rapidamente possível após a chegada da flotilha em Lisboa, prevista para quarta-feira (27).

Mais informações no site www.volvooceanrace.com ou no link.


Pressão aumenta na chegada a Lisboa
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Sétima etapa se aproxima do fim e barcos aceleram para somar menos pontos visando o fim do campeonato. Líder na classificação geral, Abu Dhabi Ocean Racing está distante do pódio e se resultado permanecer, Dongfeng e Team Brunel voltam para a briga

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O Abu Dhabi Ocean Racing vive uma situação inusitada até então na Volvo Ocean Race. Líder da classificação geral e terminando no pódio em todas as seis etapas concluídas, o barco árabe é obrigado a acelerar mais nos próximos dias para não ver sua diferença de seis pontos para o vice-líder Dongfeng Race Team ruir. A equipe ocupa provisoriamente a quinta posição na perna entre os Estados Unidos e Portugal e a diferença para o bloco da frente está em 40 quilômetros. Até o Team SCA, que está em sexto, coloca pressão no Azzam no Atlântico Norte.

“Todos nós queremos desesperadamente entrar no vento. Estamos agora lutando pelo quarto lugar neste cruzeiro pelo Atlântico Norte”, escreveu Matt Knighton, repórter a bordo do Abu Dhabi.

Antes da regata começar, em outubro do ano passado, o comandante britânico Ian Walker tinha como meta ficar no top três em cada perna para garantir a vitória na classificação geral. Até o momento, o plano foi realizado com perfeição que incluiu duas vitórias em duas pernas.

Os barcos devem chegar na manhã desta quarta-feira (27) em Lisboa para concluir a sétima etapa. Depois de uma parada de 11 dias em Portugal para manutenção dos barcos, a flotilha foca suas atenções no dia 7 de junho, saída para as duas pernas finais, França (Lorient) e Suécia (Gotemburgo), esta última com um pequeno pit-stop na Holanda. A regata termina em Gotemburgo,o em 27 de junho depois de 38.739 milhas náuticas em nove meses, visitando 11 portos em todos os continentes.


A volta do Team Vestas Wind
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A incrível jornada de Chris Nicholson e sua equipe para voltar à Volvo Ocean Race continua. O barco reconstruído partiu do estaleiro italiano Persico para Lisboa.

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A posição atualizada dos barcos pode ser acessada
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O Team Vestas Wind está prestes a voltar à Volvo Ocean Race depois que o barco ficou espetado em um banco de areia no Oceano Índico, durante a segunda etapa da regata. Reconstruído, o veleiro deixou, nesta sexta-feira (22), o estaleiro Persico, que fica em Bergamo, na Itália, com destino a Lisboa, em Portugal. O objetivo da equipe é correr as últimas pernas da Volta ao Mundo. O comandante australiano Chris Nicholson acompanhou todo o processo de perto e classificou o retorno como um ‘milagre moderno alcançado’. Pelos danos causados no impacto e pelo tempo de reconstrução – quatro meses de trabalho – a afirmação do atleta não é nada exagerada.

“É uma grande conquista para todos, pois o trabalho foi difícil. Tinha tanta coisa pra fazer que quase decidimos não voltar. Temos um novo barco”, disse Chris Nicholson. “Conseguimos, inclusive, adiantar nossa programação de liberação em um dia. Isso pode significar mais horas na água treinando”.

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O plano da equipe é transportar o barco por navios e caminhões para Lisboa para se juntar aos outros seis times, que neste momento disputam no Atlântico Norte a sétima etapa.

Mas para colocar o veleiro na disputa foi preciso uma operação de logística especial que começou no ano passado, dias depois do acidente. A empresa GAC içou o barco dos recifes de coral e um navio Maersk Line transportou a embarcação até a Malásia. De lá, o Team Vestas Wind foi para o estaleiro Perisco, na Itália. A construção de um barco leva, no mínimo, oito meses, mas conseguiram em metade do tempo.

“O estaleiro Persico assumiu o risco de fazer este projeto. Eu tiro o meu chapéu pra eles. Foi um milagre moderno. Sem esses caras isso não teria acontecido”, finalizou Chris Nicholson.

Enquanto isso, no meio do Atlântico, os outros seis barcos disputam a sétima etapa de Newport até Lisboa. A diferença do líder provisório – Dongfeng Race Team – para o último – Team SCA – era menor do que 15 quilômetros na última posição registrada da manhã desta sexta-feira.

A bordo do MAPFRE, o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca escreveu sobre a etapa. “Agora vamos um pouco mais ao Norte, perto da zona de exclusão de gelo. Parece que os barcos que estão por aqui andam mais rápido. Em pouco tempo vamos rodear por Leste o anticiclone dos Açores. Vamos com boa velocidade e as mudanças de vela são mais por questões de regata do que pelo andamento e rendimento do barco. A bordo estamos otimistas e seguimos lutando”.

Nos últimos dias, os tripulantes estudaram os modelos meteorológicos que receberam da organização para decidir que rota seguir tendo em vista o anticiclone dos Açores. Os barcos devem chegar em Lisboa até a próxima quarta-feira (27).


COPA SWIFT SPORT repleta de atrações para os velejadores em Ilhabela
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Antonio Alonso

1ª Etapa da Copa Swift Sport em Ilhabela

Além das disputas em quatro dias de regatas, a partir deste fim de semana (23 e 24, 30 e 31 de maio), a 2ª Etapa da Copa Swift Sport, válida pelo Circuito Ilhabela de vela oceânica, oferecerá aos velejadores várias atrações e promoções no Yacht Club de Ilhabela (YCI). As tripulações conhecerão o lançamento da Suzuki, o S-Cross, nova geração de crossover; participarão do sorteio da Wind Charter e ainda contarão com serviços sem custo da veleria North Sails.

Das quatro etapas anuais da Copa Swift Sport, esta segunda tem o apelo de anteceder a Ilhabela Sailing Week (ISW), por isso é chamada de Warm Up para a ISW, que neste ano será disputada de 4 a 11 de julho. A competição que reúne as classes C30, HPE, IRC, RGS Geral e RGS Cruiser, será especial para a HPE nesta etapa porque as regatas serão simultâneas ao Campeonato Brasileiro da classe, entre 28 e 31 de maio.

“Se a primeira etapa já foi ótima com nove barcos HPE, a segunda será ainda melhor, com tripulações vindas de outros estados, além de São Paulo. Espero pelo menos 20 veleiros na raia, não apenas pelo Brasileiro, mas também pela proximidade da Ilhabela Sailing Week”, considera Fábio Bocciarelli, comandante do Atrevido, vice-campeão da Ilhabela Sailing Week em 2014, atrás do Ginga, líder da HPE na Copa Swift Sport 2015. Na primeira etapa, em março, correram 32 barcos, entre todas as classes.

Inscrições – Serão feitas no YCI em 22 e 23 de maio. Dia 22 das 18h às 21h e dia 23 das 8h às 11h30 na secretaria do evento no YCI, com valor de R$ 85,00 por tripulante, exceto tripulante-mirim, isento de taxa. A classe HPE 25, excepcionalmente, terá 50% de desconto devido ao Campeonato Brasileiro, disputado simultaneamente no segundo fim de semana.

Medição para Ilhabela Sailing Week – Nos dias 30 e 31 de maio, a organização da classe RGS, com coordenação de Martin Bonato e do medidor Alexandre Martin, estará no Yacht Club de Ilhabela para prestar serviço especial às tripulações que desejarem medir seus barcos na classe RGS para correr a 42ª Ilhabela Sailing Week, principal competição de oceano da América Latina, entre os dias 4 e 11 de julho.

“Queremos facilitar o processo de medição oferecendo o serviço aos comandantes que pretendem correr na RGS. Basta levar a embarcação ao Yacht Club de Ilhabela durante o segundo final de semana da 2ª Etapa da Copa Swift Sport. O certificado será emitido sem qualquer custo”, afirma o diretor da Comissão de Regatas (CR), Carlos Sodré, o Cuca. Os interessados em aproveitar a oportunidade devem entrar em contato com a organização pelo e-mail: cuca@dialdata.com.br ou pelo fone: (11) 9 7147-4229. O agendamento é indispensável.

North Sails e Wind Charter – A North Sails oferecerá serviços sem custo aos participantes da Copa Swift Sport. As velas a serem reparadas devem ser entregues até às 17h00, ao lado da sala-rádio, no YCI. A devolução será feita às 10h00 do dia seguinte, no mesmo local. Contatos: Renê (12) 9 8164-9815, Gabriel (12) 9 8124-8124 ou Alex (12) 9 9785-4558. Haverá ainda sorteio da Wind Charter, de Paraty, de dois dias de velejada em um Sun Odyssey 439 para duas tripulações.

Café e cerveja – No estande da Suzuki, os velejadores ainda poderão saborear café Nespresso e participar do sorteio de uma máquina para prepará-lo. Após as regatas, o espaço ainda oferecerá a tradicional canoa de cerveja em meio à confraternização dos competidores na varanda do YCI. A organização e realização da Copa Swift Sport são do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster de Suzuki Veículos, patrocínios de Ser Glass e F7 Blindagens e apoios de Revista Mariner, Ancoradouro, Rádio Antena 1, North Sail, Sail Station, Wind Charter e Prefeitura Municipal de Ilhabela.

Fan page no Facebook – A COPA SWIFT SPORT tem página no Facebook para divulgar as informações sobre a competição, velejadores e classes. Além disso, o espaço na internet é um ponto de encontro virtual para atletas, árbitros e fãs da modalidade. Para curtir e ter acesso às atualizações, basta acessar o Facebook e digitar Copa Suzuki Jimny – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica.


Marinha do Brasil preparada para 42ª Ilhabela Sailing Week
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Antonio Alonso

Veleiro Brekelé, da Marinha - Marcos Mendez/sailstation.comA 42ª Ilhabela Sailing Week, entre 4 e 11 de julho, contará com o prestígio da Marinha do Brasil e de seus dedicados velejadores, tanto da Escola Naval, do Rio de Janeiro, quanto do Colégio Naval, de Angra dos Reis. Há quase três décadas a importância da competição tem levado anualmente os veleiros tripulados por aspirantes e oficiais ao Yacht Club de Ilhabela para correr na Capital Nacional da Vela.

O envolvimento com a Ilhabela Sailing Week levou a Marinha além da participação de seus barcos. Tornou-se parceira do evento. Ao longo dos anos, fragatas e outros navios, como o Cisne Branco, deram o tiro de largada para a abertura da competição. A Regata Alcatarzes por Boreste, incluída na programação em 1999, passou a ser disputada em homenagem à Marinha. Neste ano, a tradicional prova será “Regata Alcatrazes Marinha do Brasil em homenagem aos 150 anos da Batalha Naval do Riachuelo”, travada em 1865 no rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, Argentina.

Em 2014, o Grêmio de Vela da Escola Naval teve o privilégio de vencer a primeira edição da disputa por equipes na Ilhabela Sailing Week. “Neste ano temos uma motivação a mais, vamos defender o título por equipes. Esse tipo de disputa é muito comum nas regatas da Inglaterra. Foi uma ideia ótima do Yacht Club de Ilhabela”, afirma o instrutor de vela Ricardo Lebreiro, o Riquinha, 62 anos, dos quais 30 dedicados aos alunos da Escola Naval.

A equipe campeã em 2014 contou com os barcos Brekelé, Quiricomba, Dourado e Bijupirá para conquistar o troféu de posse transitória Pen Duick II, veleiro que levou o navegador francês Éric Tabarly a vencer a regata transatlântica inglesa Ostar em 1964. Neste ano, Marlin e Albatroz também devem representar a Marinha na Ilhabela Sailing Week. Riquinha será novamente o técnico da flotilha. O Quiricomba foi campeão na RGS A em 2013 e vice em 2014, enquanto o Albatroz vem de duas medalhas de bronze seguidas na RGS B.

Duas voltas no planeta, velejando e ensinando – Neste ano, o time da Marinha mais uma vez estará completo para competir. “Levaremos mais de 50 velejadores a Ilhabela. Nossas embarcações têm comandante, imediato, navegador, chefe de convés, intendente, funções que a maioria dos barcos civis não tem. Essa cancha proporciona aos aspirantes, assumir posto em qualquer navio, após se tornarem oficiais. Eles adquirem muito conhecimento em marinharia”, orgulha-se Riquinha, com quase duas voltas e meia em torno da Terra, acumuladas em regatas e viagens pela Escola Naval.

“Somadas, são mais de 51 mil milhas, incluindo-se deslocamentos e competições. Lembro-me de cinco vezes a Salvador-Rio, 25 Santos-Rio, 18 Semanas de Ilhabela, fora circuitos no Rio de Janeiro, Búzios, Florianópolis, Ubatuba e Angra dos Reis”, relata o técnico de vela que leva sentimento especial pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI), não apenas pela lembrança de regatas disputadas no Canal de São Sebastião.

Ação rápida no YCI – “Estávamos correndo a Santos-Rio há alguns anos com o Bijupirá, um Beneteau 40.7. O barco começou a fazer água. Estava adernado, com vento leste, e por isso a bomba para extrair a água não pegava direito. Depois de checagem geral nos equipamentos não detectávamos a origem da água a bordo”, conta Riquinha, que chegou a se preocupar com a segurança de seus alunos.

“Além da bomba, usávamos dois baldes, mas não adiantava. Na Ponta do Boi (sul de Ilhabela) a situação começou a ficar crítica. A velocidade do barco caiu de repente de oito para quatro nós. Foi então que vi a vela-balão boiando acima da cama na cabine de proa e constatei que uma camiseta havia entupido o paiol. A água entrava por cima e não tinha como sair”, relata o instrutor que a essa altura já havia acionado a estação Delta 24 (sala-rádio do YCI).

“A caixa de âncora estava uma piscina e a água batia no joelho da garotada. Pensei: vou afundar. A proa entrou na água como um submarino, até o mastro. Depois voltou para trás”, enaltece. Com o inusitado problema detectado, a experiência de Riquinha e dos alunos fez com que a embarcação se mantivesse à tona. “A Delta 24 acionou a Marinha. Com muita competência, as meninas da sala-rádio coordenaram toda a operação de salvatagem madrugada adentro. Depois, paramos no YCI e no dia seguinte retiramos quase cem baldes d’água de dentro do barco. Sou muito grato ao Yacht Club de Ilhabela”.

Inscrições abertas – As inscrições para a Ilhabela Sailing Week estão abertas e seguem até 1º de julho. As tripulações interessadas em participar da 42ª edição podem aproveitar o primeiro período com descontos, até 4 de junho, e antecipar a inscrição pelo site: http://www.ilhabelasw.com.br/2015/.


Barcos passam por perigosa área do naufrágio do Titanic
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Sétima etapa da Volvo Ocean Race avança pelo Atlântico Norte rumo a Portugal. No limite das zonas de exclusão de gelo, equipes enfrentam o frio e se deparam com outros problemas, como pequenas colisões com objetos na água

A flotilha da Volvo Ocean Race passa por uma das águas mais famosas do mundo. Foi no Atlântico Norte que ocorreu o naufrágio do Titanic, no ano de 1912. A história, que virou filme sucesso de bilheteria, é de um transatlântico que bate numa enorme massa enorme de gelo. Para evitar que o problema se repetida, a organização da regata fez uma zona de exclusão para a sétima etapa, que saiu dos Estados Unidos com destino a Portugal. Nesta quinta-feira (21), as seis equipes não passaram muito distantes do local – 75 milhas (138 quilômetros) ao sul do naufrágio do Titanic.

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Porém, o fato que mais prejudicou uma das equipes foi uma simples caixa de madeira. O barco Abu Dhabi Ocean Racing, líder da classificação geral, foi obrigado a perder um tempo para tirar o objeto da quilha. Um tripulante mergulhou na água fria – 10 graus – para arrumar o problema. O time árabe volto para a regata e ocupa a terceira posição na etapa.

“Nós não temos de pensar em vencer a perna, mas ganhar o campeonato. A estratégia de Ian Walker foi sempre terminar as etapas entre os três primeiros”, explicou Matt Knighton, repórter do Abu Dhabi Ocean Racing.

Além dos imprevistos, do fantasma do Titanic e do frio, a sétima etapa da Volvo Ocean Race é a mesma onde ocorreu a última morte e o último naufrágio da regata. Em 2006, o holandês Hans Horrevoets morreu ao ser varrido do convés por um onda. No mesmo período, o barco Movistar naufragou no Atlântico. O comandante do Team Brunel, Bouwe Bekking, viveu essas duas experiências. “Eu não penso mais sobre isso. Foi uma pena, pois era uma campanha muito bem preparada. Serviu de alerta”.

Em duras condições meteorológicas, o Bouwe Bekking do Movistar na época viveu um dilema: ou tentar salvar seu navio ou não colocar a tripulação em risco. Ele escolheu a segunda opção e seus companheiros foram resgatados pelo ABN AMRO TWO, que também estava o corpo do falecido Hans Horrevoets.

Bouwe Bekking admitiu que o aniversário do ocorrido serviu como um lembrete dos perigos do Atlântico, embora tivesse certeza de que os Volvo Ocean 65 são mais bem preparados e robustos para os desafios do oceano.

A sétima etapa é liderada provisoriamente pelo MAPFRE, do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. Team Brunel, Abu Dhabi, Team Alvimedica, Dongfeng e Team SCA estavam atrás na primeira posição da tarde desta quinta-feira. A diferença entre eles é menor do que 15 quilômetros. Os barcos devem chegar a Lisboa no início da semana que vem.


Uma visão de futuro
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race, projeta até 10 barcos na edição 2017-18 da regata. Investimentos em comunicação serão feitos para trazer ainda mais emoção a bordo

A próxima edição da Volvo Ocean Race já começa a ser pensada e as projeções para a temporada 2017-18 são animadoras. O novo e melhorado barco Volvo Ocean 65 vai custar o mesmo valor do atual, as regras devem ser mais simplificadas, os equipamentos de comunicação de ponta e muito mais. Contente com a edição em andamento, o CEO da Volta ao Mundo, Knut Frostad, revelou ao público em Newport, nos Estados Unidos, as intenções para o evento seguinte. A mais significativa afirmação do representante maior da Volvo Ocean Race foi que a edição 2017-18 poderá ter até 10 barcos correndo.

“É uma grande conquista ter barcos para duas edições. Queremos também que novas equipes se juntem à regata. Projetamos de oito a 10 veleiros como ideal”, disse Knut Frostad.

Todos os sete barcos idênticos da 12ª edição do evento, que termina em Gotemburgo, na Suécia, no fim de junho, serão devolvidos para uso em 2017-18, mas a regata vai construir mais dependendo da demanda.

Knut Frostad revelou que os custos de um recém-construído Volvo Ocean 65 continuam em € 4,5 milhões, o mesmo valor de três anos atrás quando o novo barco foi lançado. Melhorias serão feitas nos modelos atuais, mas a confiabilidade e a segurança permanecem como figuras centrais do projeto.

As melhorias serão anunciadas em uma feira de bacos na Holanda, em novembro deste ano. A flotilha será reaparelhada entre novembro de 2016 e maio 2017.

O CEO da regata disse também que pretende ver a bordo melhorias de comunicações para manter a mídia abastecida a todo instante. Está prevista até a utilização de drones para cobertura das provas. “Cada barco vai levar um desses drones. Eu tenho 100% de certeza que vai acontecer”.

Em abril, durante a parada de Itajaí (SC), Knut Frostad chegou a dizer que o Brasil merecia ter novamente um barco para a próxima edição. “Quem sabe o Brasil 2?”, disse o ex-integrante da tripulação verde-e-amarela na edição 2005-06.

O futuro foi projetado pelo representante da regata. E o presente? Neste sábado (16) ocorre a In-port Race de Newport e no dia seguinte os barcos deixam os Estados Unidos com destino a Portugal para a sétima etapa da Volvo Ocean Race.

Acompanhe tudo ao vivo no site www.volvooceanrace.com