Sobre as Águas

Arquivo : março 2015

Testado: calçado de neoprene com solado de borracha
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Antonio Alonso

Tá aqui uma coisa que eu gostaria de fazer mais neste blog. Caiu na minha mão (gentileza da Rafinha) um calçado para esportes náuticos, feito em neoprene e com solado de borracha. Confesso que tinha tudo para dar errado. Eu não sou muito animado com novidades e só não velejo sempre descalço quando vou pra água de Snipe porque invariavelmente eu machuco o pé em algum lugar do barco e só vou descobrir no dia seguinte.

O UFrog é bastante simples e prático, fácil de calçar e descalçar. A versão que eu testei foi a Tradicional Sport, na Guarapiranga, num dia de três regatas e ventos que variaram de sete a 14 nós. Eu vou colar aqui embaixo o informe completo do calçado, mas resumidamente, o slogan não poderia ser melhor: “você descalço”. O calçado é excelente para quem gosta da liberdade de não ter nada nos pés. Ao mesmo tempo, funciona para como proteção (não só contra o frio, mas também contra inevitáveis pancadinhas e arranhões).

Pode ser encomendado no site www.ufrog.com.br por pouco mais de R$ 100. Justo.

Fico por aqui. Se você quer mais informação, segue o release completo da marca:

UFrog é ideal para corrida na areia da praia, pilates, prática de SUP, área de piscina, com solado que não escorrega e material que ajuda no melhor desempenho.

Pensando em oferecer conforto e segurança para os pés durante essas práticas nasceu o uFrog, calçados especiais desenvolvidos com tecnologia exclusiva para dar a sensação de se estar descalço. Ideal para esportes náuticos, prática de SUP – Stand Up Paddle, corrida na praia, pilates, convivência na piscina ou em ambientes molhados e até mesmo para atividades corriqueiras indoor, o uFrog é a extensão do próprio corpo, feito de neoprene e solado especial de borracha.

Com modelos diferenciados, abertos com alça, fechados e em diversas cores e estampas, o uFrog possui as linhas masculina, feminina, kids e baby. Inspiradas nas tendências de moda, além dos clássicos lisos, há também diversas estampas sofisticadas como o xadrez e divertidas como a Collection em estampas coloridas e animal print.

“Desenvolvemos um calçado confortável, flexível e aderente. Ele auxilia na prática de pilates e slackline, por exemplo, é excelente para se usar a bordo ou no SUP, pois não escorrega, e ainda um aliado para segurança de crianças em ambientes molhados e até mesmo em parques de diversão com piso acolchoados ou infláveis”, explica Meg Gonzaga idealizadora do produto.

FLEXÍVEL E ADERENTE – Os produtos uFrog são feitos em Neoprene, nome comercial do lastômero sintético, que é uma borracha sintética de alta qualidade revestida com tecidos dos dois lados. É um material altamente resistente e que possui grande maleabilidade, repele o calor e a umidade o que o torna impermeável. A versão uFrog Air possui uma tecnologia de perfuração da borracha interna no neoprene, permitindo maior circulação do ar e facilitando a transpiração dos pés. O solado aderente de borracha foi inspirado nos pneus de chuva dos automóveis.

Onde Usar?

uFrog Tradicional – indicado para atividades dentro da água como: barcos a vela, stand up paddle, jet ski, corrida na praia e hidroginástica.

uFrog Air – indicado para atividades fora da água como: pilates, viagens longas, parquinhos infantis, slackline, escritório e em casa.

SOBRE A UFROG

Foi da necessidade de Meg, velejadora, que surgiu a ideia de criar o uFrog. Proeira de Santa Catarina sentia falta de um calçado para participar das regatas. “Os que têm disponíveis no mercado deixavam meus pés molhados, gelados e com a possibilidade de causar algum acidente ao escorregar e cair”, explica.

Inicialmente como uma start up, há três anos duas grandes empresas acreditaram no potencial do produto e investiram todo o seu conhecimento nas áreas de consultoria organizacional, estruturação comercial e vendas, gerando novas oportunidades de crescimento. A primeira empresa foi o Grupo PRODATA e em seguida a UniveB®, Universidade de Vendas do Brasil. O objetivo é fazer da uFrog referência em calçados especiais para as mais diversas atividades profissionais e esportivas que exijam uma tecnologia exclusiva para melhorar suas performances com segurança nas áreas que atuam.

A uFrog tem fabricação e desenvolvimento próprios com sede em Garopaba (SC) e distribuição para todo o Brasil. É possível comprar na loja online da marca.

Serviço:
Loja online: www.ufrog.com.br
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Tags : produtos


Mensagem de Bochecha do Cabo Horn
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Antonio Alonso

O velejador do MAPFRE enfrenta as dificuldades da quinta etapa da Volvo Ocean Race, a mais longa e perigosa do evento de volta ao mundo. Bochecha e sua equipe passaram pelo Cabo Horn e já estão no Atlântico na direção de Itajaí, no Brasil.

O barco deve chegar no fim de semana de Páscoa ao destino pós mais de doze mil quilômetros de travessia desde a Nova Zelândia. O vídeo é gravado do Cabo Horn.


Optimist, Snipe, HPE e Star: Bellotti escolhe classe dos campeões
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Antonio Alonso

Crédito: Aline Bassi/Balaio

Crédito: Aline Bassi/Balaio

Nas últimas semanas, o Sobre as Águas coloca informações sobre o Brasileiro de Star 2015, marcado entre os dias 3 e 5 de abril, no Yacht Club Paulista, em São Paulo. O evento contará com a participação de feras e ícones da classe, como os medalhistas olímpicos Lars Grael e Bruno Prada. Outros caras como o Marcelo Bellotti apostam na Star, mesmo a categoria fora da Olimpíada. Antes do 30, o Bellotti já experimentou Snipe e HPE, por exemplo, e agora aposta as fichas na classe dos campeões.

“Competir ao lado de campeões e dos melhores atletas em atividade, além de ser motivo de orgulho, é também bastante motivador. Gosto de desafios ousados, pois isso me instiga a aprimorar cada vez mais”, conta Marcelo Bellotti, que em 2015 conta com apoio da F7 Blindagens automotivas e da SER Glass.

Com a ajuda do proeiro Marcos Lagoa, Marcelo pretende consolidar a Belloti’s Sailing, uma equipe de vela que tem participação em várias categorias e foi criada para ajudar na formação de novos talentos, no cenário da vela nacional.


Dia agitado com quebra de mastro e passagem pelo Cabo Horn
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A segunda-feira (30) foi uma das mais agitadas da história da Volvo Ocean Race com a quebra do mastro do barco chinês Dongfeng Race Team e a informação de que as primeiras equipes contornaram o Cabo Horn, ponto chave da quinta etapa da Volta ao Mundo. A perna, entre a Nova Zelândia e o Brasil, é a mais longa e desgastante da competição, com mais de 12 mil quilômetros de regata.

Nas primeiras horas da madrugada, a organização da Volvo Ocean Race recebeu o aviso da quebra do mastro do Dongfeng. O barco chinês disputava a liderança da etapa contra o Team Alvimedica, mas foi obrigado a parar por causa do problema. A tripulação foi surpreendida por um estalo forte. Era o mastro que havia se quebrado. Ninguém se feriu a bordo.

O comandante Charles Caudrelier disse que o mastro quebrou do nada com cerca de 30 nós de vento. “Não somos capazes de navegar em segurança. Precisamos agora avaliar como vamos chegar em Itajaí”.

O plano agora do Dongfeng é seguir para o Ushuaia, na Argentina, para tentar estabilizar a embarcação antes de voltar para o caminho até Itajaí, em Santa Catarina, parada final da quinta etapa. Essa estratégia é fundamental para a equipe, que lidera o campeonato ao lado do Abu Dhabi. Eles devem perder seis pontos pelo sexto lugar e não oito pela desistência.

Momento histórico: Cabo Horn

A passagem pelo Cabo Horn é especial para todos os velejadores. É a meca para os atletas da vela oceânica e quem contorna o ponto mais ao Sul da América pode colocar essa façanha no currículo. Os primeiros a passar pelo local foram os turcos/norte-americanos do Team Alvimedica. A façanha ocorreu no início da tarde desta segunda-feira. Depois foi a vez do Abu Dhabi, seguido por MAPFRE e Team Brunel

“A regata é muito competitiva, mas essa etapa é diferente. Contornar o Cabo Horn em primeiro foi especial”, disse Charles Enrigh, comandante do Team Alvimedica.

O brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca tirou uma foto com a bandeira do Brasil na passagem pelo Cabo Horn. “É um momento que fica pra sempre. Todos os barcos querem cruzar o Cabo Horn em primeiro. É uma maneira de comprovar que a equipe é forte e preparada. É mais pelo ego do que pela necessidade. Muita coisa vai ocorrer após a chegada ao Atlântico depois do cabo”.

A previsão é de ventos superiores a 40 nós nas próximas horas após o contorno do Cabo Horn. “Certamente não vamos dormir, pois vamos nos preparar para a entrada de uma frente fria com ventos fortes”, completou o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. “A gente está em uma rotina bastante exaustiva para recuperar as posições perdidas. A boa notícia é que estamos rápidos nessa passagem pelo Cabo Horn”.

Os barcos devem chegar em Itajaí durante o feriado de Páscoa. A Vila da Regata na cidade catarinense abre na próxima sexta-feira (4).


Lars Grael quer hexa de Star
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Antonio Alonso

Em busca do Hexa: Velejador Lars Grael disputa Brasileiro da classe Star

Foto: Balaio de Idéias

Em busca do Hexa: Velejador Lars Grael disputa Brasileiro da classe Star
Tradicional campeonato será realizado no Yacht Club Paulista durante o feriado de Páscoa

Ícone do esporte brasileiro, o velejador Lars Grael disputará, mais uma vez, o Campeonato Brasileiro de Star 2015. O evento, marcado para o feriado de Páscoa, promete ser um dos mais equilibrados da história. Além do medalhista olímpico, outros campeões da modalidade estarão na raia do Yacht Club Paulista, incluindo Bruno Prada e Reinaldo Conrad. “O Campeonato Brasileiro de Star é um dos mais tradicionais da vela brasileira”, disse Lars Grael, que terá como proeiro Samuel Gonçalves. Os dois têm o objetivo de subir ao pódio novamente, depois da prata do ano passado em Brasília (DF).

Apenas o irmão dele, Torben Grael – atual campeão com Gustavo Almeida – tem mais conquistas na classe. O bicampeão olímpico foi medalha de ouro no Brasileiro de Star por sete vezes, incluindo uma como proeiro.

O velejador Lars Grael destacou a importância do campeonato ser realizado na Represa do Guarapiranga, em São Paulo (SP). “A represa da Guarapiranga é um dos berços da vela brasileira e local de formação de grandes velejadores nacionais como Robert Scheidt, Alex Welter, Reinaldo Conrad e Jorg Bruder”.

A primeira flotilha de Star na Guarapiranga foi a Flotilha São Paulo (SP) que foi oficializada pela ISCYRA em 1949. Posteriormente em 1960, fundou-se a Flotilha Guarapiranga (GuB).

Serviço
Local: Yacht Club Paulista
Endereço: Estrada do Itupu, 1077- Chácara Vista Alegre – Guarapiranga – São Paulo
Horários: As regatas da série estão programadas para as 14h para o dia da estreia. No sábado (4) serão às 13h e no domingo (5) às 12h.

O Campeonato Brasileiro de Star 2015 tem organização da ARNOVA Design Thinkers, Yacht Club Paulista – YCP, 7º distrito da Classe Star e Confederação Brasileira de Vela – CBVELA. Os apoiadores são Wine, Água Mineral Frescca, Fogo de Chão, Santa Constancia, Honey Stinger.


Barcos da Volvo Ocean Race se aproximam do Cabo Horn
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

As equipes que disputam a quinta etapa da Volvo Ocean Race se aproximam de um dos trechos mais significativos da regata: o Cabo Horn. O ponto mais ao Sul da América é a Meca dos velejadores de oceano e está no meio do caminho da etapa entre a Nova Zelândia e o Brasil. As condições de navegação ao redor do cabo são bastante complicadas, o que dá mais emoção ao feito.

“A expectativa é bem grande aqui a bordo do MAPFRE. Estamos próximos ao Cabo Horn em condições de ventos fortes, bastante onda e muito frio. Condições desagradáveis. Os cinco primeiros barcos estão próximos, com diferença pequena entre eles”, disse André ‘Bochecha’ Fonseca.

A previsão é que os barcos contornem o Cabo Horn nesta segunda-feira (30), mas é impossível dizer quem fará primeiro. A última parcial da manhã deste domingo (29) indicava a seguinte ordem: Team Alvimedica, MAPFRE, Dongfeng, Team Brunel e Abu Dhabi. A diferença do primeiro ao quinto era menor do que 15 quilômetros. Apenas o Team SCA, time formado só por mulheres, está mais distante do pelotão da frente.

Vila da Regata

A Vila da Regata de Itajaí será aberta na próxima sexta-feira (4) e a expectativa dos organizadores locais é atrair quase 300 mil pessoas até a largada da próxima etapa. Direto do barco, o catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca mandou seu recado. “A expectativa de chegar em Itajaí e no Brasil é muito grande. Sei que o pessoal da Vila da Regata está a todo vapor preparando tudo para a nossa chegada. Estamos aqui no MAPFRE dando o máximo para terminar numa boa posição a regata”.

Os barcos devem cruzar a linha de chegada no feriado de Páscoa. A quinta etapa da Volvo Ocean Race é a mais longa, fria e perigosa do evento, com mais de 12 mil quilômetros de travessia. A prova começou na semana retrasada em Auckland, na Nova Zelândia.


Brasileiro da Volvo Ocean Race afirma: “Estou congelando como pinguim”‏
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A quinta etapa da Volvo Ocean Race segue gelada e bastante disputada na aproximação ao Cabo Horn. Os barcos que seguem rumo ao Brasil se revezam na liderança do percurso e, na maioria das vezes, têm contato visual, algo raro numa regata longa. Entre as equipes que disputam o primeiro lugar da perna está o MAPFRE, do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. O atleta reconhece que a prova está bastante equilibrada nos Mares do Sul e que todos estão 100% focados para chegar o mais rápido possível em Itajaí. O maior desejo é fugir do frio, que chega a ficar a baixo de zero.

“Muitas vezes, quando você está com as mãos no leme o sangue não chega às mãos. Elas ficam congeladas e você tem que se mover para esquentar. O vento voltou a aumentar um pouco e nos obriga a fazer mais manobras e nos movimentar mais. Os dias com pouco vento e muito frio demoram muito pra passar e você acaba congelado como um pinguim”, disse André ‘Bochecha’ Fonseca. “Eu sou brasileiro, criado no clima tropical. Por isso não vejo o frio muito bem. É difícil acertar, mas todo mundo tem o mesmo problema nessa etapa da Volta ao Mundo. Eu acho que vai piorar nos próximos dias na aproximação ao Cabo Horn”.

O brasileiro explica que até mesmo o suor do corpo é gelado. “Fica tudo mais potencializado com as roupas molhadas. Não só pela água do mar, mas também pelo suor. Se você coloca um monte de roupas e começa a trabalhar duro a bordo, o suor do seu corpo se transforma em água e você fica todo molhado. Se usar pouca roupa, passa frio”.

A últimas horas nos mares do Sul foram bem desgastes para os atletas. A mudança na liderança é constante. Parece um match race ou uma in-port race – aquelas realizadas próximas à praia. Na atualização da tarde deste sábado (28), o MAPFRE de Bochecha aparecia em quinto, mas bem próximo do líder Team Brunel. “Vamos acelerar rumo ao Cabo Horn e é interessante ver quem chegará lá primeiro. Em seguida, haverá cerca de 2.000 quilômetros até Itajaí. Não vejo a hora de chegar em casa para tomar um banho quente e comer um churrasco. Vamos terminar a prova provavelmente no feriado de Páscoa”, finalizou André ‘Bochecha’ Fonseca.

A flotilha deve contornar o Cabo Horn na próxima segunda-feira (30). A quinta etapa, que saiu de Auckland, na Nova Zelândia, é a mais longa da Volvo Ocean Race, com mais de 12 mil quilômetros.


Campeonato Brasileiro de Star 2015 reúne melhores do País em São Paulo
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Antonio Alonso

A classe mais vitoriosa da vela do País fará seu principal evento no feriadão de Páscoa

Crédito: A2photolab

A classe mais vitoriosa da vela do País fará seu principal evento no feriadão de Páscoa

A classe Star vive um momento especial no Brasil. Mesmo fora do calendário olímpico, a categoria que mais deu alegrias ao esporte nacional tem cada vez mais participantes e o alto nível das regatas só aumenta. No feriado de Páscoa, os principais nomes da modalidade disputam, em São Paulo (SP), o Campeonato Brasileiro de Star 2015. Estarão na raia da Guarapiranga ídolos como os medalhistas olímpicos Lars Grael, Reinaldo Conrad e Bruno Prada, por exemplo. “Vai ser o maior campeonato de Star dos últimos tempos no Brasil”, declarou Bruno Prada, considerado o melhor proeiro do mundo. Com duas medalhas olímpicas, o atleta será parceiro do campeão pan-americano Alexandre Paradeda.

O engajamento dos velejadores anima a organização. “A classe Star continua muito forte no Brasil e no mundo. Temos tradição na categoria e os velejadores estão empolgados com o equilíbrio e alto nível técnico das regatas”, disse Marcelo Sansone, organizador do evento. “Os velejadores estão cada vez mais se dedicando à classe Star. A tendência é que mais atletas entrem nas disputas”.

São esperadas mais de 30 duplas nas águas da Represa do Guarapiranga, em São Paulo (SP), para o Campeonato Brasileiro de Star 2015. O evento será sediado no Yacht Club Paulista.

 


Diferença mínima entre barcos esquenta disputa da mais gelada etapa da VOR
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Cinco dos seis barcos que disputam a quinta etapa da Volvo Ocean Race podem assumir a qualquer momento a liderança nos mares do Sul. O equilíbrio entre as equipes é traduzido nos números informados pela organização nesta quinta-feira (26). O líder provisório é o chinês Dongfeng com menos de 20 quilômetros para o quinto colocado Abu Dhabi. Apenas o Team SCA está longe dessa briga. Parece que a chegada em Itajaí, em Santa Catarina, será emocionante.

“O ambiente a bordo é excelente, mas será ainda melhor quando cruzarmos o Cabo Horn”, disse Yann Riou, repórter a bordo do Dongfeng.

Na véspera, a liderança estava com o MAPFRE, que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como integrante. “A regata está bastante difícil e gelada. Queremos chegar o mais rápido possível para receber o carinho do público”. Os espanhóis estão em terceiro no momento.

A previsão é que os barcos cheguem no Brasil durante a Páscoa. O campeonato é liderado por Abu Dhabi e Dongfeng.

Iceberg

Um bloco gigante de gelo se desloca na direção dos barcos. O iceberg tem mais de um quilômetro de comprimento e 150 metros de largura, além de ter 25 milhões de toneladas. A organização estabeleceu limites para evitar que um colisão ocorresse. A última vez que um barco da Volvo Ocean Race colidiu com um iceberg foi na edição 2001-02. Foi o News Corporation.


Acharam o Nemo! Barcos passam por ponto mais remoto do planeta‏
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Depois de um jornada sofrida nas últimas horas, com direito à manobras radicais e perigosas nos mares do Sul, a flotilha da Volvo Ocean Race achou o Nemo. Não se trata do desenho animado, mas do ponto de terra mais remoto do planeta, que ficou famoso pela obra Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne, do ano de 1870. Também conhecido como Polo da Inacessibilidade do Pacífico, o ponto mais distante do planeta só pode ser acessado de barco. O Ponto Nemo é o tipo de lugar, como dizem os velejadores, onde qualquer pequeno problema pode ser grave.

O primeiro a passar por essa marca foi o MAPFRE, que surpreendentemente assumiu a liderança da quinta etapa da Volta ao Mundo, perna entre a Nova Zelândia e o Brasil. O brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, que integra o barco espanhol, disse, nesta quarta-feira (25), que a tripulação sofre bastante com o frio, mas que todos estão acelerando para segurar a ponta. “Faz muito frio aqui e a gente ainda está no meio do caminho até o Cabo Horn. Ainda falta muita regata, mas estamos felizes por liderar a etapa. Enfrentamos a perna mais difícil, pois pegamos ondas e ventos fortes”.

Sobre as manobras arriscadas da véspera, chamadas de jibe chinês, o atleta olímpico contou que a tripulação passou bem pela situação. O barco, que pegava muito vento, ficou bem adernado, com as velas quase coladas na água. Veja as imagens impressionantes. “Pegamos uma situação fora do controle. É como se um carro capotasse. Conseguimos nos recuperar, consertar as coisas e voltar com força”.

Os barcos devem chegar no Cabo Horn até o início da próxima semana e depois começar a subida pelo Atlântico para Itajaí. Na última atualização da tarde desta quarta-feira, o MAPFRE é seguido de perto por quatro barcos: Team Brunel, Team Alvimedica, Abu Dhabi e Dongfeng. Apenas o feminino Team SCA está milhas mais distante.