Sobre as Águas

Arquivo : fevereiro 2015

Brasileiro ajuda barco espanhol a vencer quarta etapa da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O MAPFRE conquistou de maneira emocionante a quarta etapa da Volvo Ocean Race, disputada entre a China e a Nova Zelândia. Na manhã deste sábado (28), o barco espanhol cruzou a linha de chegada em primeiro após quase 21 dias de navegação. A diferença para o segundo colocado, o Abu Dhabi, e para o terceiro, o Dongfeng, foi de apenas oito minutos, numa perna de 5.264 milhas náuticas ou 9.748 quilômetros.

O resultado marca a evolução da equipe do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca na Volta ao Mundo, depois de amargar a última posição na primeira perna e dois quarto lugares nas seguintes.

“Foi fabuloso chegar a Auckland, uma das capitais mundiais da vela. Foi tudo perfeito. Um dia especial. Esperamos agora fazer igual agora no Brasil, na próxima etapa até Itajaí”, disse André ‘Bochecha’ Fonseca. No próximo dia 15 de marco, a flotilha parte da Oceania para Itajaí num percurso de 5.010 milhas ou 9.278 quilômetros. A etapa passará pelo Cabo Horn.

A vitória

A quarta etapa foi marcada por trocas constantes de posições desde a saída de Sanya até a aproximação à Cidade das Velas, mais conhecida como Auckland. Antes da entrada no Oceano Pacífico, duas equipes – Team SCA e Team Brunel – optaram por uma estratégia mais ao Norte. O MAPFRE ficou mais ao Sul no bloco dos líderes, mas acabou perdendo contato em alguns momentos.

“As últimas milhas foram bastante cansativas, com os barcos próximos e rápidos. Mas nossa equipe fez um trabalho importante e saímos com a vitória. Foi demais”, falou o brasileiro.

A equipe espanhola também teve um problema no aparelho que transmite os dados para a central. Eles ficaram quase quatro dias sem receber informações meteorológicas e sem abastecer fotos e vídeos, ou seja, velejando às cegas. Além desse problema, os ibéricos relataram furos no convés e seu tripulante Willy Altadill teve a mão quebrada.

“Estamos super felizes de estar aqui em Auckland. Foi uma perna muito difícil e disputada do começo ao fim. Tivemos um dia muito duro nos quilômetros finais”, disse o campeão olímpico Xabi Fernández, que comandou o barco no lugar do titular Iker Martínez. “Temos melhorado muito ao longo das últimas duas pernas. Nossa equipe é muito boa e espero que possamos agora mostrar ao mundo que podemos continuar assim”.

O MAPFRE conseguiu chegar à frente definitivamente a menos de 24 horas antes do fim, graças ao bom trabalho de seu navegador Jean Luc Nélias. O velejador decidiu se separar da costa para chegar a Nova Zelândia. Isso permitiu o avanço barco na calmaria da entrada neozelandesa.

Classificação

Com o resultado, o Abu Dhabi Ocean Racing e o Dongfeng Race Team dividem a liderança com oito pontos perdidos. O Team Brunel ainda não chegou, mas deve terminar em quinto, o que o deixaria em terceiro com 14 pontos. O MAPFRE é o quarto com 16. Mesma pontuação do Team Alvimedica, que foi o quarto nessa perna. O Team SCA está previsto para terminar em sexto e ocupará a mesma posição geral com 24 pontos. O Team Vestas Wind não largou mais uma vez.


Ninguém dorme até Auckland
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A reta final da quarta etapa da Volvo Ocean Race está emocionante, com diferença mínima entre três barcos no Oceano Pacífico. Abu Dhabi Ocean Racing, MAPFRE e Dongfeng Race Team se revezam na liderança, faltando menos de 800 quilômetros para cruzar a linha de chegada em Auckland, na Nova Zelândia. A distância entre o trio é menor do que dois quilômetros e, na prática, eles vão chegar na madrugada de sábado (28) à cidade neozelandesa. Por todos esses detalhes, ninguém dorme a bordo para aproveitar melhor as rajadas. “Temos estoque de goma de mascar de cafeína. Competir lado a lado com o adversário é complicado, pois são poucas as diferenças”, escreveu o repórter do Abu Dhabi, Matt Knighton.

O comandante do barco árabe projetou mais emoção e menos sono até o final. “É impossível não dizer que o final de regata será apertado e emocionante”, disse Ian Walker.”Vamos continuar com velocidade e muito trabalho”.

Pelos lado do Dongfeng nada de relaxar. “É difícil ver a liderança escapar de você após tantos esforços por dias. Tudo desaparece em poucos minutos”, disse Martin Stromberg, tripulante do Dongfeng, que agora está em segundo, atrás do líder provisório Abu Dhabi. O MAPFRE do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca estava em terceiro na primeira atualização da tarde desta quinta-feira (26).

A previsão das próximas horas é de ventos fracos, principalmente na aproximação a Auckland. O final de regata promete ser cansativo e imprevisível mais uma vez.


Troca de liderança constante na quarta etapa da Volvo Ocean Race
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Faltando menos de mil quilômetros para o final da quarta etapa da Volvo Ocean Race, entre a China e a Nova Zelândia, pelo menos três equipes estão se revezando na liderança da flotilha. Dongfeng, Abu Dhabi e MAPFRE são, nessa ordem, os que estão mais próximos de Auckland. Nas últimas 24 horas cada um liderou um pouco. Levando em conta os últimos resultados das pernas, será impossível prever quem vai vencer a etapa da Oceania.

“Três dias de regata pela frente e alguns obstáculos nos separam de uma vitória sonhada em Auckland. Temos a pressão novamente de sermos líderes. O MAPFRE, por exemplo, não tem nada a perder, eles são muito agressivos taticamente. Enquanto isso, o Abu Dhabi ficará na nossa cola para aproveitar o bote final”, disse Charles Caudrelier, comandante do chinês Dongfeng Race Team.

Vanuatu, Fiji e Nova Caledônia ficaram para trás. A cada dia que passa, a cada milha mais ao sul, o frio aumenta um pouco.”O clima a bordo é bom e estamos ansiosos para alcançar esse pódio muito desejado. Apesar disso, o trabalho dos atletas é intenso, com poucas horas de sono e muita exigência”, contou o repórter do MAPFRE, Fran Vignale.

A última atualização da manhã desta quarta-feira (25) aponta a seguinte ordem de classificação: Dongfeng, Abu Dhabi, MAPFRE, Team Alvimedica, Team Brunel e Team SCA. A previsão é que o primeiro colocado termina a prova até o sábado (28).


De último a primeiro. Dongfeng reage e toma ponta na quarta etapa da VOR
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O barco chinês Dongfeng Race Team assumiu, neste domingo (22), a liderança provisória da quarta etapa da Volvo Ocean Race, disputada entre a China e a Nova Zelândia. Depois de figurar por vários dias na parte de trás da classificação, inclusive em último, a equipe asiática aproveitou melhor as zonas de instabilidade do Oceano Pacífico Sul. Os chineses trouxeram os espanhóis do MAPFRE e os árabes Abu Dhabi com eles. Pior para o Team Brunel, que liderou a regata durante a semana semana inteira, e caiu para quarto.

“Nós estamos sorrindo novamente. É uma recompensa do trabalho feito”, disse o comandante Charles Caudrelier. A equipe precisou ter cuidado ao reparar um problema no mastro. Coube a Kevin Escoffier escalar e consertar. “Depois de duas horas de trabalho duro em 25 metros de altura, o Kevin conseguiu colar a peça que havia saído da trilha. Foi difícil porque nesse ponto qualquer movimento no barco é amplificado”, explicou Charles Caudrelier.

A queda de produção do Team Brunel e a subida do Dongfeng tem relação com a zona dos Doldrums desta parte do Pacífico. Na maioria das vezes, os barcos pegam pouco vento. Mas desta vez, porém, são boas as condições de navegação depois de cruzar o Equador.

“As últimas 24 horas têm sido boas. Fomos abençoados com condições de vento para navegar por muito mais do que era esperado com base em estatísticas históricas”, falou o repórter a bordo do MAPFRE, Francisco Vignale.

A tendência é que a flotilha diminua um pouco a velocidade na aproximação a Fiji. O destino final da quarta etapa é Auckland, na Nova Zelândia. Faltam aproximadamente 3.300 quilômetros.


Volvo Ocean Race: Doldrums do Pacífico podem mudar posições na etapa
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A quarta etapa da Volvo Ocean Race continua emocionante e indefinida com a aproximação da flotilha aos Doldrums do Pacífico. A área próxima à Linha do Equador sempre é marcada por ventos indecifráveis, que invariavelmente atrapalham a ação das equipes. E não é só lá Oceania que eles existem. Nas duas primeiras pernas, as equipes tiveram que lidar com os Doldrums.

Por enquanto, o holandês Team Brunel sustenta a liderança da etapa quatro, mas a diferença que já foi superior a 100 quilômetros diminuiu. Abu Dhabi e Team Alvimedica, segundo e terceiro respectivamente, estão na cola. E ainda faltam quase 5.000 quilômetros para a perna entre a China e a Nova Zelândia terminar.

“Está tão perto, mas ainda está tão longe. Se você olhar no mapa, na hora vai pensar que a Nova Zelândia está próxima, mas na prática, vendo a quilometragem, a realidade é diferente”, escreveu Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel. “Estamos próximos da Linha do Equador e parece ter mais vento. Vamos aproveitar todas as brechas”. Distinguir as nuvens mais favoráveis ​​é um trabalho qualificado e todos os seis navegadores serão testados literalmente nos próximos dias.

O MAPFRE, barco espanhol com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, está em quarto provisoriamente, seguido por Team SCA e Dongfeng fechando a flotilha no Pacífico. O time da Espanha informou que resolveu parte de um problema de comunicação, que deixou a embarcação às cegas por quase quatro dias.


Líderes da VOR sofrem na quarta etapa. Nada de comemorar o Ano Novo Chinês
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A quarta etapa da Volvo Ocean Race tem uma situação inédita. O barco Dongfeng Race Team, atual líder da classificação geral, amarga a última colocação da flotilha. A equipe chinesa encontra dificuldades para voltar a ter contato com o pelotão da frente no Oceano Pacífico, liderado pelo holandês Team Brunel. Por isso, os tripulantes não querem nem saber de comemorar o Ano Novo Chinês, que vale a partir desta quinta-feira (19).

“A condição que estamos não é legal. Todo mundo está decepcionado e também um pouco chateado. O trabalho é intenso a bordo”, disse Yang ‘Wolf’ Jiru, tripulante chinês do Dongfeng Race Team. “Nosso foco é na regata! Eu não tenho muito desejo de celebrar o Ano Novo Chinês, a única coisa que pretendo é ligar para os meus familiares à meia-noite”.

Um dos motivos desta queda de rendimento foi um problema numa peça do mastro. O outo foi uma decisão errada de estratégia. Fatos normais numa regata tão longa. “Fomos mais conservadores”, contou Charles Caudrelier, comandante do Dongfeng Race Team.

O barco da China estava no pelotão da frente após a passagem pelas Filipinas, mas acabou adotando uma estratégia diferente. Quem fez ao contrário foi o Team Brunel, que deixou a lanterna para assumir a ponta. A última atualização da manhã desta quarta-feira (18) indicou o Abu Dhabi, em segundo, o Team Alvimedica, em terceiro, o MAPFRE, em quarto, e o Team SCA, em quinto.

A quarta etapa da Volvo Ocean Race é disputada entre Sanya, na China, e Auckland, na Nova Zelândia. A perna deve ter seu vencedor até 1º de março.


Barco de brasileiro veleja no escuro, após perder comunicação com a central
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

O barco espanhol MAPFRE está praticamente sem comunicação durante quase três dias durante a travessia da quarta etapa da Volvo Ocean Race. Um problema a bordo impede a equipe, que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, de receber dados importantes para o andamento da regata, como previsão do tempo. O Controle da Regata foi alertado sobre a situação no fim de semana e, desde então, trabalha com os seus fornecedores para encontrar uma solução.

Gonzalo Infante, que dirige o departamento, disse nesta segunda-feira (16) que não estava claro exatamente o que causou o problema na transmissão. “Nós ainda podemos enviar e receber mensagens de texto simples, mas não é possível enviar dados meteorológicos detalhados. Isso tem impactado a sua capacidade de tomar decisões estratégicas – eles estão navegando às cegas”, disse Gonzalo Infante.

Direto da sala de controle, Gonzalo Infante disse que os fornecedores de hardware e software de comunicações do barco buscam diagnóstico e correção. O repórter a bordo do MAPFRE, Francisco Vignale, escreveu direto do Oceano Pacífico: “Nós só temos e-mail funcionando. O trabalho de Jean Luc Nélias, nosso navegador, é muito limitado. Não podemos prever e nem executar estratégias de rota”. O Sat C funciona ainda e é usado para transmissão mais básica.

Além disso, a tripulação é incapaz de enviar imagens ou vídeos, que têm mantido seus muitos fãs sem atualização do progresso do barco. Vignale acrescentou: “Estamos todos bem, apesar de não dar para falar nossas famílias. Cada um de nós deseja enviar apenas um ‘oi’. Esperamos resolver este problema o mais rapidamente possível – ainda há um longo caminho a percorrer nesta perna”.

Apesar de seus desafios, o MAPFRE está na briga pelo pódio, ocupando a terceira colocação após a atualização do início da tarde. A etapa é liderada pelo Team Brunel, que adotou a melhor estratégia de ir mais a norte. Atrás está o Abu Dhabi. A passagem pelos Doldrums pode mudar as cartas da perna entre a China e a Nova Zelândia.


Quem está certo na VOR? Estratégias diferentes dividem a flotilha
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

Mais um fato chama atenção na quarta etapa da Volvo Ocean Race, entre a China e a Nova Zelândia. Depois de três dias com muito vento contra e ondas gigantes, as equipes colocam em prática suas estratégias para entrar com mais velocidade no Oceano Pacífico. O Team SCA e o Team Brunel escolheram o caminho mais ao Norte, beirando Taiwan, e os outros quatro barcos seguiram a rota tradicional, ou seja, pelas Filipinas. A perna deve terminar em no máximo três semanas na cidade neozelandesa de Auckland.

As equipes devem esperar cerca de uma semana para descobrir se suas táticas estavam certas. Aparentemente, quem escolheu as Filipinas está levando vantagem. Na última atualização desta quarta-feira, Abu Dhabi, MAPFRE, Team Alvimedica e Dongfeng já abriram mais de 150 quilômetros de vantagem para os dois que ficaram por Taiwan. Na prática, Team SCA e Team Brunel vão navegar quase 500 quilômetros a mais do que seus quatro rivais.

“Até agora, a previsão do tempo diz que os dois têm razão, mas devemos esperar de seis a sete dias – ou até mais – para sabermos com certeza. Os barcos vão entrar nos Doldrums, virando uma loteria”, disse o meteorologista oficial da regata, Gonzalo Infante. “Esta perna marca a maior separação da flotilha desta edição”.

A boa notícia é que o mar está mais calmo, causando menos desconforto e enjoos do que na saída da China. “Imagine estar em uma montanha russa por mais de 60 horas consecutivas. É mais ou menos isso que sentimos. Você quer que ela pare, mas não há nenhuma chance disso”, disse Stefan Coppers, repórter a bordo do Team Brunel.

O campeonato é liderado pelo Dongfeng Race Team, que fez dois segundos lugares e ganhou a etapa anterior. O segundo colocado no geral é o Abu Dhabi.


Condições extremas marcam primeiras 48 horas da quarta etapa da VOR
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

As primeiras 48 horas da quarta etapa da Volvo Ocean Race foram bastante complicadas para os velejadores das seis equipes que disputam a Volta ao Mundo. Os competidores já sabiam das condições extremas após a largada, com muito vento batendo de frente – média de 25 nós – e ondas grandes. A perna entre a China e a Nova Zelândia está longe de terminar e a ordem agora é trabalhar dobrado, pelo menos até acessar o Oceano Pacífico. “É como rodeio de touro”, escreveu o argentino Francisco Vignale, repórter a bordo do MAPFRE. “Nós ainda estamos enjoados”.

A situação nos mares do Sul da China deve melhorar nesta quarta-feira (11), após a flotilha deixar as Filipinas, mas os primeiros dias foram bem ruins para os atletas. E olha que tem mais de 8 mil quilômetros pela frente até Auckland. “Muito vento contrário e forte, além de ondas batendo. Serão dias de trabalho a bordo”, descreveu o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, também velejador do MAPFRE. “Nosso objetivo é tentar poupar o material. A gente sabe que até chegar às Filipinas precisamos ter cuidado”.

E a falta de sono desde que deixaram a ilha tropical chinesa de Sanya certamente não estava nos planos. “Ninguém pregou o olho durante as últimas 48 horas”, disse Matt Knighton, repórter a bordo do Abu Dhabi. “Cada onda que bate te acorda e quase te joga pra fora do beliche”.

Na última atualização da tarde desta terça-feira (10), o Dongfeng seguia na liderança, acompanhado de perto por Abu Dhabi e MAPFRE. Mais atrás estão Team Alvimedica, Team Brunel e Team SCA.


Começou a quarta etapa da VOR. Mais vento e a Cidade das Velas no GPS
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Antonio Alonso

Volvo Ocean Race

A Volvo Ocean Race chega à sua quarta etapa, após a histórica parada chinesa de Sanya. Os seis barcos da Volta ao Mundo partiram, neste domingo (8), para Auckland, na Nova Zelândia, a chamada Cidade das Velas. O percurso terá quase 10.000 km e é o último antes de chegar ao Brasil. A expectativa de conclusão da prova é de três semanas e a previsão é de mais vento em relação às etapas anteriores. O time a ser batido será o Dongfeng Race Team, atual líder do campeonato e empolgado por ter dominado à parada em sua casa.

Como manda a regra da Volvo Ocean Race, os barcos fizeram uma espécie de percurso entre boias antes de seguir viagem até o próximo destino. O público que lotou a marina de Sanya viu uma largada emocionante. E foi assim até mar aberto. As equipes navegaram por quase 14 quilômetros até a marca ao lado da grande estátua de Buda chamada de Guan Yin, cartão-postal da ilha chinesa. O monumento é um dos mais altos do mundo, com 108 metros de altura.

Volvo Ocean Race

Várias equipes se revezaram na liderança nas primeiras horas de prova e o time do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca está no pelotão da frente. O objetivo do MAPFRE é pegar pódio. “Vamos em busca de mais um bom resultado. Estamos em constante melhora”, disse o atleta olímpico catarinense. “Eu acho que os Doldrums serão uma parte importante do percurso, são muito instáveis, com ventos imprevisíveis onde um barco pode ter vento bom e os outros podem pegar merreca. Vamos tentar chegar bem e ter um pouco de sorte para atravessar”.

Logo de cara, as equipes pegam quatro dias duros de contra-vento na região das Filipinas. No caminho para Auckland, o percurso inclui uma zona de exclusão em Sanya, para evitar o contato com a zona militar do exército chinês. Em seguida, eles serão obrigados a passar por um waypoint nas Ilhas Salomão.