Sobre as Águas

Arquivo : setembro 2014

Yacht Club Santo Amaro na maior regata do mundo
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Antonio Alonso

ycsa claus embarcadoO Yacht Club Santo Amaro (YCSA) está entre os 676 clubes náuticos de todos os continentes que levaram cerca de 16 mil velejadores neste domingo (21) à lagos, represas, rios e oceanos, motivados pela Bart’s Bash Regatta, ação social destinada a inspirar futuros velejadores, formar profissionais em marinharia e cooperar com instituições beneficentes por meio da Andrew Simpson Sailing Foundation, criada na Inglaterra em 2013, logo após a morte do campeão olímpico britânico “Bart” Simpson em pleno treino para a America’s Cup, em São Francisco (EUA).

O YCSA levou para a Represa Guarapiranga 33 embarcações tripuladas por 56 velejadores, que disputaram regata de 5.800 metros, dividida em duas pernas. O barco Lightning, comandada por Claudio Biekarck, o Claus, campeão brasileiro, pan-americano e mundial da classe, foi o Fita Azul, primeiro a cruzar a linha de chegada, após 1h14m56, em uma disputa que teve todos os componentes climáticos: chuva, sol, frio, calor, vento fraco e vento moderado, soprando de sul a sudoeste, entre três e nove nós (5 a 16 km/h).

“É muito legal essa iniciativa que mobiliza os velejadores em todo o mundo. Depois de uma perda imensa, como a do Bart, é mais do que justo dedicarmos essa homenagem ao velejador. É uma ação que também ajuda a trazer mais gente para a vela”, considerou Claus, que dividiu a raia com veleiros de várias outras classes entre Optimist, a mais numerosa com oito barcos, Laser, Day Sailer, Snipe e Marreco. Todos partiram em largada única e velejaram no mesmo percurso. Como técnico da equipe olímpica, o velejador paulista conviveu com Bart nas campanhas para os Jogos de Pequim e de Londres.

Ganhador de oito medalhas em Jogos Pan-americanos, Claus, considerado o guru de Robert Scheidt, um dos padrinhos da Bart’s Bash, correu ao lado de Marcos Ferrari e Caroline Sylvestre, dupla que está em campanha olímpica na classe Nacra para o Rio-2016. “Fiquei emocionada. É uma honra velejar ao lado do meu ídolo e técnico”, declarou Caroline, em reconhecimento ao talento de Claus. “Estamos felizes. Velejamos por uma causa nobre”, arrematou Ferrari.ycsa - trio fita azul

A vela, fator de inclusão social – Dieter von Staa, também com um barco Lightning, cruzou a linha de chegada alguns minutos após a tripulação de Claus e elogiou a iniciativa mundial “Adoro regatas de percurso e sou muito a favor de que a vela proporcione projetos de inclusão social. Como esporte, pode ajudar na formação de seres mais humanos. Quem veleja, com certeza não pensa em drogas. Só não consegui acompanhar o Claus. Até larguei na frente, mas depois eles passaram e foram embora”, resignou-se o associado do YCSA.

Na Optimist, os futuros integrantes do Audi YCSA Sailing Team velejaram como gente grande em meio aos barcos maiores. O primeiro a chegar foi Daniel Sylvestre, com 1h58. “Na ida não tinha vento, minha vela ficou batendo. Larguei mal, mas me recuperei perto da Ilha dos Amores e consegui montar a boia em primeiro. No fim a flotilha estava se aproximando de mim, mas aproveitei o vento em popa para vencer”, analisou o velejador de 11 anos.

O organizador da Bart’s Bash Regatta, Marco del Porto, coordenador de vela do YCSA, ficou entusiasmado por incluir o clube em um evento mundial. A regata foi filmada, fotografada e testemunhas assinaram os documentos que validam a prova. “Além de comprovarmos a realização da prova, dentro das exigências para que a quebra do recorde possa entrar no Guiness Book, ainda contribuímos com as instituições ajudadas pela Andrew Simpson Sailing Foundation”. A segunda edição da maior regata do mundo já está agendada: 20 de setembro de 2015.

Audi YCSA Sailing Team em Ilhabela – Terminou neste domingo (21) o Campeonato Paulista de Optimist e de 420 com mais cinco regatas no Canal de São Sebastião. A Optimist, com 35 barcos, teve como campeão Victor de Marchi, do Clube de Campo São Paulo, mas os velejadores do Audi YCSA Sailing Team conquistaram o pódio em várias categorias. Inácio Alzueta venceu na veterano mirim, Rafael Dutra foi o melhor principiante, Christine Reimer ganhou na feminina e Nicolas Bernal foi o terceiro colocado na veterano infantil.

A classe 420 reuniu 11 tripulações. O título ficou com a dupla do Audi YCSA Sailing Team formada por Eric Belda e Rodrigo Dabus. No feminino, a vitória foi de Olívia Belda e Marina Arndt.


Vitória de Martine no Mundial é evento histórico para Vela brasileira
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Antonio Alonso

A esta altura todos estamos comemorando o título Mundial de Martine Grael e Kahena Kunze em Santander, na Espanha. Merecido. A dupla venceu com uma velejada digna de melhores do mundo. Saíram atrás, sabiam o que tinham de fazer e, na última perna, ultrapassaram as dinamarquesas que até então seriam as campeãs mundiais.

Mas a vitória de Martine Grael e Kahena Kunze significa muito mais do que a revelação de um enorme talento, ou da consagração da filha de Torben Grael. Essa vitória é histórica dá à Vela brasileira uma dignidade que há muito tempo era devida. Se o bronze de Fernanda Oliveira e Isabel Swan na Olimpíada de 2008 tirou nossa vela feminina da pré-história, esse título de Martine Grael dignifica um país que nunca deu bola de verdade para suas velejadoras. Não foi por falta de professores, de clubes ou de talentos. Foi porque não demos bola mesmo. Nem precisamos olhar muito para trás, basta lembrar de outra dupla campeã mundial, Laura Zanni e Isabel Ficker, campeãs do Mundial da Juventude na 420 e que abandonaram o esporte pouco depois. Quem não se lembra do talento fenomenal de Mariana “Didi” Basílio? Outra também não encontrou no Brasil as condições para ser a atleta que poderia ter sido. Foi preciso o talento e a persistência até então inéditos, trazidos pela gaúcha Fernandinha Oliveira, para que o Brasil comemorasse uma medalha olímpica na vela feminina. Quatro décadas depois da nossa primeira medalha com os homens.

E não pensem que venho aqui fazer coro com os que pensam que o Brasil é péssimo, um país onde o esporte não é valorizado. Muito pelo contrário. O Brasil tem várias (mesmo) iniciativas inéditas em prol do Esporte de alto nível. A responsabilidade é nossa, torcedores, velejadores, técnicos, patrocinadores. Nós é que deixamos tantos talentos a um passo da glória. Entre outros motivos menores porque ainda somos, sim, machistas a valer.

Parabéns Martine e Kahena. Parabéns, mulheres. A Vela agradece. O Brasil agradece.

©jesusrenedo/sailingenergy

Martine e Kahena em ação no Mundial de Vela

Da MKT MIX:

Dupla garante a única medalha para o Brasil no Mundial de Vela; Martine e Kahena desembarcam no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, nesta segunda, 22/09, às 17:15

Domingo histórico para o esporte brasileiro. As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze, com apenas 23 anos, conquistaram o Mundial de Vela de Santander, na Espanha, pela classe 49erFX. O título coroou a temporada espetacular da dupla brasileira em 2014 e foi a única medalha do país na competição. A prata ficou com as dinamarquesas Ida Marie Nielsen e Marie Olsen e o bronze com as italianas Giulia Conti e Francesca Clapcich.

“É maravilhoso! Estamos muito felizes. Foi difícil, pois o vento estava bastante rondado, mas sabíamos tudo o que estávamos fazendo”, disse Martine Grael.

O campeonato começou com pouco vento e regatas canceladas, mas os três últimos dias de prova foram emocionantes. Martine e Kahena brigavam ponto a ponto com a dupla da Dinamarca Ida Marie Nielsen e Marie Olsen, e para a medal race a diferença entre elas era de apenas dois pontos, com as europeias na frente.

Para garantir o ouro, Martine e Kahena precisavam chegar na frente das dinamarquesas na final. Com uma largada não muito boa, as brasileiras fizeram uma prova de recuperação fantástica e na última volta ultrapassaram as adversárias. A partir daí foi só manter a calma e comemorar muito com o público que assistia tudo bem de perto.

“Foi muito bom disputar esta regata com tanta gente torcendo por nós. Foi emocionante”, disse Kahena Kunze.

O Mundial de Vela reuniu durante duas semanas os principais velejadores do mundo na baía de Santander. A competição, que terminou neste domingo, definiu 50% das vagas da Vela para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Por ser o país sede, o Brasil já possui vaga em cada uma das dez classes olímpicas.

Martine Grael e Kahena Kunze começaram a competir juntas na 49erFX no final de 2012, quando a classe foi oficializada pela ISAF. Mas a parceria de sucesso começou em 2009, quando a dupla foi campeã mundial junior na classe 420.

Na primeira temporada pela nova classe olímpica, em 2013, Martine e Kahena foram vice-campeãs mundiais, vice-campeãs europeias, campeãs do norte-americano de vela, campeãs da etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela e campeãs sul-americanas. Resultados que garantiram a liderança do ranking mundial da classe em novembro do ano passado. Desde então, a dupla brasileira reina absoluta no topo da classificação.

O Mundial é o sexto título de Martine Grael e Kahena Kunze em 2014. Nesta temporada as velejadoras também conquistaram as etapas de Hyères e Mallorca da Copa do Mundo de Vela da ISAF, a Semana Olímpica de Garda Trentino, a Copa Brasil de Vela e a medalha de ouro no Aquece Rio International Sailing Regatta, evento teste para os Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio. Além disso, foram também vice-campeãs dos campeonatos norte-americano e europeu, além do quarto lugar na etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela.

Resultado Mundial de Vela – 49erFX
1) Martine Grael e Kahena Kunze (BRA) – Ouro

2) Ida Marie Nielsen e Marie Olsen (DIN) – Prata
3) Giulia Conti e Francesca Clapcich (ITA) – Bronze

Acompanhe as notícias da dupla nas redes sociais:
Página oficial da dupla Martine Grael e Kahena Kunze


Charter leva experiência náutica a quem não tem barco
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Antonio Alonso

Empresa de Parati, RJ, oferece diferentes possibilidade de aluguel de barco, para velejadores experientes ou marinheiros de primeira viagem

Cabine do Jenneau 439

Cabine do Jenneau 439

Quando foi fundada, em 2013, a Wind Charter oferecia aluguel de barcos na região de Parati, no Rio de Janeiro. Hoje, um ano depois, a empresa oferece mais do que isso: proporciona novas experiências, tanto para aqueles que já têm alguma intimidade com o mar, como para marinheiros de primeira viagem.

Em seu portfólio estão dez barcos novíssimos, que vão de 34 pés (pouco mais de 11 metros) a 50 pés (16 metros), e uma imensa gama de atividades. Ao chegar na base, na Marina do Engenho, é possível, por exemplo, escolher entre alugar um barco com um skipper ou sair sozinho para curtir um ou mais dias com a família e amigos.

“Hoje nós oferecemos um tipo de charter que não existe no Brasil, que á a possibilidade de alugar vários barcos para fazer um cruzeiro em flotilha. Além disso, também temos a opção de velejar fora da região de Parati. Então se a ideia é ir do Rio de Janeiro até a Bahia, nós programamos tudo para que a experiência seja a mais agradável possível”, comenta Germano Pestana, sócio da empresa.

Novo modelo de negócios: A Wind Charter possui uma frota de 10 barcos, mas a ideia é aumentar este número através de um novo modelo de negócios, bastante utilizado fora do país, porém pouco conhecido por aqui. Chamado de “Ownership Program” (Programa de Propriedade), ele permite que aqueles que  tenham um barco ou que desejam comprar um, o disponibilize para aluguel, economizando assim com os gastos mensais e ainda lucrando.

 

wind_tapete“Este sistema é interessante para os dois lados, já que o dono do barco pode usufruir do seu bem por até 12 semanas por ano, não precisa se preocupar com marina, manutenção, marinheiro, e ainda ganha dinheiro com isso”, explica Germano. “Sempre que o dono do barco for velejar, ele estará impecável, pronto para zarpar.”

A Wind Charter estará no São Paulo Boat Show, que será realizado entre os dias 25 e 30 de setembro no Transamérica Expo Center.

Lipari 41 em Parati

Lipari 41 em Parati


Robert Scheidt é o quinto no Mundial de Santander
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Antonio Alonso

Scheidt, quinto no Mundial (Thom Touw)

Scheidt, quinto no Mundial (Thom Touw)

São Paulo – Robert Scheidt encerrou sua participação no Mundial de Vela de Santander, na Espanha, com o quinto lugar, nesta quinta-feira (18). Dono de onze títulos mundiais na Laser, o brasileiro foi o quarto colocado na medal race, chegando a duelar diretamente com o holandês Nicholas Heiner, campeão da regata e da competição, e ficou a apenas nove pontos da medalha de bronze. Completaram o pódio o australiano Tom Burton, vice-campeão, e o inglês Nick Thompson, medalha de bronze. A quinta-feira amanheceu com sol, temperatura em torno de 24 graus e ventos entre 14 e 18 nós (entre 25 e 35 km/h), condições ideais para as regatas decisivas do Mundial de Vela de Santander. Scheidt entrou na disputa da Laser em sexto lugar, precisando tirar 14 pontos de desvantagem sobre o terceiro colocado, Nicholas Heiner, e mostrou poder de reação. O brasileiro largou passando por trás dos velejadores que vinham do lado de onde o vento soprava e foi ganhando posições, passando em quarto lugar pela primeira boia, à frente de outros favoritos como o australiano Tom Burton e o inglês Nick Thompson, respectivamente sétimo e oitavo colocados na prova. Scheidt ainda brigou por posições com Heiner até a terceira boia, quando o holandês ganhou distância para garantir o inédito título mundial. “Claro que eu gostaria que o resultado tivesse sido um pouco melhor, mas fiz o melhor que pude. Tive uma boa largada, e foi uma bela medal race”, definiu Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze), entre as classes Laser e Star. A experiência de 11 títulos mundiais na Laser e outros três na Star, além de mais três medalhas de prata e uma de bronze, contou a favor de Scheidt no início da competição. O brasileiro chegou a liderar o Mundial já no segundo dia de disputas, com uma vitória e outros dois resultados entre os três primeiros colocados. Mas na fase final, o mau tempo e as poucas regatas disputadas com vento fraco pesaram na classificação do atleta, que competiu com outros 148 velejadores, na classe mais numerosa em Santander. “Não foi um grande campeonato para mim, mas o quinto lugar num Mundial não é para desprezar. Além disso, estou velejando bem, com uma boa velocidade, e melhorando da lesão que sofri no evento-teste no Rio”, analisou o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela. O próximo desafio de Scheidt é a Copa Brasil, em dezembro. “Agora é focar na preparação para os Jogos do Rio, para chegar bem em 2016. Temos esse evento em dezembro, o Pan-Americano no ano que vem.” O Mundial de Vela de Santander também é um evento pré-olímpico, valendo vaga para os Jogos do Rio de Janeiro/2016 para parte dos competidores. Os que não conseguirem se classificar durante o evento ainda terão outra chance em 2015, nos Mundiais de cada classe.

Scheidt e o francês Bernaz na medal race (Thom Touw)

Scheidt e o francês Bernaz na medal race (Thom Touw)

Classificação final 1. Nicholas Heiner (NED) – 45 pp (3+10+1+4+3+[12]+12+10+2) 2. Tom Burton (AUS) – 51 pp (5+3+8+2+8+4+[16]+7+14) 3. Nick Thompson (GBR) – 55 pp (1+[18]+11+7+6+8+3+3+16) 4. Philipp Buhl (ALE) – 59 pp (15+2+20+6+[38]+1+1+2+12) 5. Robert Scheidt (BRA)- 64 pp (13+2+1+3+[50]+9+20+8+8) 6. Jean-Baptiste Bernaz (FRA) – 71 pp ([26]+15+2+9+11+6+13+11+4) 7. Charlie Buckingham (USA) – 73 pp (6+[23]+2+8+2+19+2+16+18) 8. Rutger Van Schaardenburg (NED) – 77 pp (14+1+1+[50]+21+3+14+17+6) 9. Sam Meech (NZL) – 84 pp (12+6+2+[43]+16+13+19+6+10) 10. Pavlos Kontides (CYP) – 93 pp (20+12+4+1+25+5+[48]+4+22) Campanha de Robert Scheidt na temporada 2014 Ouro na Copa Brasil – Niterói (BRA), janeiro Prata na etapa de Miami Copa do Mundo de Vela – Miami (USA), fevereiro 9º na etapa de Palma de Mallorca da Copa do Mundo de Vela – Palma de Mallorca (ESP), abril 4º na etapa de Hyères da Copa do Mundo de Vela – Hyères (FRA), abril Ouro na Semana Olímpica de Garda Trentino – Garda (ITA), maio 5º no Europeu de Vela – Split (CRO), junho Ouro no Sudeste Brasileiro de Laser – Rio de Janeiro (BRA), julho 4º no Aquece Rio International Regatta – Rio de Janeiro (BRA), agosto 5º no Mundial de Vela da ISAF – Santander (ESP), setembro Maior atleta olímpico brasileiro Laser Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013 *Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000 Star Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012* *Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012


Dia decisivo para Robert Scheidt no Mundial
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Antonio Alonso

Scheidt precisa de um dia perfeito em Santander (Thom Touw)

Scheidt precisa de um dia perfeito em Santander (Thom Touw)

A quarta-feira (17) será decisiva para Robert Scheidt no Mundial de Vela de Santander. Único campeão mundial da Laser na disputa, com 11 títulos, o brasileiro terá que fazer pelo menos dois bons resultados, no dia que define as dez vagas para a medal race. Scheidt fez um 9º e um 20º lugar nas regatas desta terça e passou para sexta posição geral, com 48 pontos perdidos. O líder é o australiano Tom Burton, com 30.

Depois de um dia praticamente sem vento, a terça-feira trouxe rajadas de até 10 nós (18 km/h) a Santander. Mas o vento muito rondado, aliado à correnteza da raia e à concentração de algas marinhas, dificultaram a tática dos velejadores da Laser, nas duas regatas. Uma terceira estava prevista, mas não chegou a ser realizada devido ao mau tempo no final da tarde. “Foi um dia dificílimo, de condições bem variáveis. Na segunda prova de hoje, ainda consegui me recuperar um pouco e ganhar algumas posições, mas terminei em vigésimo”, lamentou Scheidt.

Outras três regatas estão programadas para esta quarta-feira (17), último dia da fase final da competição. Os dez primeiros colocados vão para a medal race, que vale pontos dobrados, na quinta. Scheidt precisa diminuir a diferença de 12 pontos para o terceiro colocado, o inglês Nick Thompson, para garantir a chance de chegar à sua 19ª medalha em Mundiais – além dos 11 títulos na Laser, o brasileiro tem outros três na Star, mais três medalhas de prata e uma de bronze, somando as duas categorias.

“Amanhã temos três regatas previstas, será um dia desgastante. Tenho de largar bem e velejar o melhor possível, com decisões acertadas”, reforça o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela. Além de Scheidt, o Brasil é representado na Laser por Bruno Fontes, em quinto lugar, e Alex Veeren, o 64º colocado.

Classificação após sete regatas e um descarte

1. Tom Burton (AUS) – 30 pp (5+3+8+2+8+4+[16])
2. Nicholas Heiner (NED) – 33 pp (3+10+1+4+3+[12]+12)
3. Nick Thompson (GBR) – 36 pp (1+[18]+11+7+6+8+3)
4. Charlie Buckingham (USA) – 39 pp (6+[23]+2+8+2+19+2)
5. Philipp Buhl (ALE) – 45 pp (15+2+20+6+[38]+1+1)
6. Robert Scheidt (BRA)- 48 pp (13+2+1+3+[50]+9+20)
7. Rutger Van Schaardenburg (NED) – 54 pp (14+1+1+[50]+21+3+14)
8. Christopher Barnard (USA) – 54 pp (7+11+10+2+13+[32]+11)
9. Jesper Stalheim (SWE) – 55 pp (12+4+5+5+[30]+11+18)
10. Jean-Baptiste Bernaz (FRA) – 56 pp ([26]+15+2+9+11+6+13)
11. Bruno Fontes (BRA) – 58 pp (4+7+9+3+[34]+14+21)
70. Alex Veeren (BRA) – 75 pp (28+11+[36]+14+22)


Scheidt segue na briga por medalha em Santander
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Antonio Alonso

Scheidt em quarto lugar no Mundial (Thom Touw)

Scheidt em quarto lugar no Mundial (Thom Touw)

O mau tempo voltou a ser vilão no Mundial de Vela de Santander, interrompendo as regatas deste domingo (14), primeiro dia da fase final. Apenas uma prova foi realizada na classe Laser, antes da chegada de uma tempestade. Após escapar na largada, Robert Scheidt foi desclassificado, mas segue firme na briga por uma vaga na medal race, em busca do seu 12º título mundial. O brasileiro está em quarto lugar, com 19 pontos perdidos, diferença de apenas oito em relação ao novo líder, o holandês Nicholas Heiner.

O domingo começou com clima agradável, em torno dos 25 graus, mas o vento rondado de até 10 nós (18 km/h) tornou a correnteza na raia espanhola mais forte e instável. Apenas a flotilha ouro da Laser, com Robert Scheidt, conseguiu correr uma regata antes da tempestade que se formou no final da tarde.

“Nas condições que estamos enfrentando, com ventos fracos, largar bem é fundamental para ficar entre os primeiros colocados de uma flotilha grande, com 49 barcos. Para largar bem você precisa correr alguns riscos. Hoje o vento estava jogando muito para fora da linha de partida, o que favorecia os erros, conforme aconteceu com vários velejadores. Eu exagerei, fui agressivo demais, e acabei desclassificado”, esclareceu Scheidt. Ele e outros dez competidores, entre eles o croata Tonci Stipanovic, número 1 do mundo na Laser, estavam acima da linha de partida no momento da largada e receberam a pontuação equivalente ao número total de barcos mais um.

Mesmo com a penalidade recebida, o brasileiro, único campeão mundial da classe em Santander, com 11 títulos, segue com boas chances de pódio, já que a maioria dos primeiros colocados estão próximos uns dos outros na classificação geral. “É uma pena ter feito esse resultado, porque queimei o meu descarte e preciso ir bem de qualquer jeito nas próximas regatas. Mas também não posso ser muito conservador, pelo que aconteceu. Os riscos vão continuar existindo e tenho que fazer a minha regata, continuar velejando bem. Será bom o dia de descanso (previsto para esta segunda-feira) para eu colocar a cabeça no lugar e voltar com força total na terça (16)”, completou o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela. Além de Scheidt, o Brasil é representado na Laser por Bruno Fontes, em quinto lugar, e Alex Veeren, o 64º colocado.

O Mundial de Santander reservou a segunda-feira (15) como descanso para os velejadores da Laser, mas, dependendo das condições do vento, o dia pode ser aproveitado para a realização de mais uma regata. A classe tem mais cinco provas previstas até quarta-feira, quando serão definidos os dez competidores que seguirão para a medal race, valendo pontos dobrados, na disputa do título e do pódio.

Classificação após cinco regatas e um descarte

1. Nicholas Heiner (NED) – 11 pp (3+[10]+1+4+3)
2. Charlie Buckingham (USA) – 18 pp (6+[23]+2+8+2)
3. Tom Burton (AUS) – 18 pp (5+3+[8]+2+8)
4. Robert Scheidt (BRA)- 19 pp ([13]+2+1+3)
5. Bruno Fontes (BRA) – 23 pp (4+7+9+3+[34])
6. Nick Thompson (GBR) – 25 pp (1+[18]+11+7+6)
7. Jesper Stalheim (SWE) – 26 pp (12+4+5+5+[30])
8 Lorenzo Chiavarini (GBR) – 27 pp (2+14+[29]+6+5)
9. Ryan Palk (AUS) – 28 pp (5+9+13+1+[27])
10. Giovanni Coccoluto (ITA) – 30 pp (1+9+[36]+13+7)
64. Alex Veeren (BRA) – 53 pp (28+11+[36]+14)


Scheidt é o novo líder do Mundial
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Antonio Alonso

Scheidt, na liderança em Santander (Ivan Zedda/Isaf Sailing World Cup 2014)

Scheidt, na liderança em Santander (Ivan Zedda/Isaf Sailing World Cup 2014)

Robert Scheidt fez valer, neste sábado (13), a experiência como único campeão mundial da Laser na raia de Santander. Em busca do 12º título na competição, o velejador superou a estreia regular e venceu a primeira regata do dia, no Mundial de Vela na Espanha. Ainda foi o terceiro colocado na prova que encerrou a fase classificatória, assumindo a liderança com 6 pontos perdidos, à frente do holandês Nicholas Heiner e do australiano Tom Burton, seu principal adversário. A etapa final será disputada a partir deste domingo (14).

O sábado começou quente, com 26 graus, rajadas de vento de até 20 nós e disputas bem mais equilibradas na Laser. Correndo na flotilha vermelha, Robert Scheidt foi quem melhor aproveitou as condições do clima, liderando a primeira regata, à frente de nomes fortes da classe como o cipriota Pavlos Kontides, vice-campeão mundial em 2013, o inglês Nick Thompson e o francês Jean-Baptiste Bernaz.

“O vento estava difícil, com muita corrente na raia. Marguei bem melhor nas duas regatas de hoje e velejei com mais consistência”, festejou Scheidt, maior atleta olímpico brasileiro, com cinco medalhas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star.

No final da tarde, a chegada da chuva interrompeu as regatas da Laser Radial e da estreante RS:X. Já em andamento, a prova da flotilha vermelha da Laser, de Robert Scheidt, foi a última do dia, encerrando a fase classificatória. “Consegui uma pequena vantagem na liderança, mas temos seis regatas pela frente e o nível vai subir ainda mais, com muitos pontos em jogo. Este será um campeonato em que a média de resultados prevalecerá. Espero manter os bons resultados amanhã”, observou o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela. Também representando o Brasil na disputa da Laser no Mundial de Santander, Bruno Fontes fechou a etapa em quarto lugar, enquanto Alex Veeren ficou com a 59ª posição.

Os velejadores voltam à água já neste domingo (14), para a disputa da fase final do Mundial de Vela de Santander. As flotilhas serão reagrupadas em ouro, que segue na disputa por medalha, e prata, com mais seis regatas previstas. Os dez primeiros colocados na flotilha ouro vão para a medal race, valendo pontos dobrados, na quinta-feira (18).

Classificação após quatro regatas e um descarte

1. Robert Scheidt (BRA)- 6 pontos perdidos ([13]+2+1+3)
2. Nicholas Heiner (NED) – 8 pp (3+[10]+1+4)
3. Tom Burton (AUS) – 10 pp (5+3+8+2)
4. Bruno Fontes (BRA) – 14 pp (4+7+[9]+3)
5. Jesper Stalheim (SWE) – 14 pp ([12]+4+5+5)
6. Ryan Palk (AUS) – 15 pp (5+9+[13]+1)
7. Charlie Buckingham (USA) – 16 pp (6+[23]+2+8)
8. Pavlos Kontides (CYP) – 17 pp ([20]+12+4+1)
9. Juan Ignácio Maegli Aguero (GUA) – 18 pp (3+1+[50]+14)
10. Nick Thompson (GBR) – 19 pp (1+[18]+11+7)
59. Alex Veeren (BRA) – 53 pp (28+11+[37]+14)


Número 1 da 49er, Martine Grael estreia segunda-feira no Mundial
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Antonio Alonso

Atuais líderes do ranking mundial na classe 49erFX, as velejadoras brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze iniciam no próximo dia 15 de setembro a busca por mais uma conquista inédita: o Mundial da Federação Internacional de Vela (ISAF), em Santander, na Espanha. Durante a competição, que até o dia 21 reúne os principais atletas da vela do mundo, serão definidas 50% das vagas dos Jogos Olímpicos Rio 2016 – por ser o país sede, o Brasil já possui vaga em cada uma das dez classes olímpicas.

A dupla brasileira desembarcou na Espanha, há pouco mais de duas semanas, cheia de confiança na bagagem. E não é para menos: Martine e Kahena já conquistaram cinco títulos em 2014, entre eles o Aquece Rio, evento teste disputado na Baía de Guanabara em agosto, e as etapas de Hyéres e de Mallorca da Copa do Mundo de Vela.

“Essa é a competição mais importante do ano. Sabemos que as outras equipes virão com força máxima para buscar a classificação para os Jogos Olímpicos, mas estamos focadas na nossa preparação e confiantes”, disse Kahena Kunze.

Para faturar o título inédito, as brasileiras, que foram vice-campeãs na temporada passada, terão de superar uma disputa acirrada com as grandes rivais na temporada: as dinamarquesas Ida Marie Baad Nielsen e Marie Thusgaard e as francesas Sarah Steyaert e Julie Bossard.

Sobre o Mundial

A competição terá o mesmo formato olímpico, com uma fase classificatória, mais a medal race, em que participam apenas os dez melhores colocados e tem pontuação diferenciada. Além da 49erFX, haverá regatas nas classes 49er, Laser Radial, Laser Standard, 470, Finn e Nacra. A delegação brasileira conta com 34 atletas e 12 técnicos, incluindo Torben Grael, pai de Martine e coordenador técnico da equipe olímpica brasileira.

A cada ciclo olímpico a ISAF promove um evento mundial reunindo todas as classes com o objetivo de definir parte das vagas para os Jogos Olímpicos. Em 2007 o Mundial foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo da Rio 2016 a ideia foi adiantar o evento em um ano para que cada país possa ter mais tempo para definir e treinar sua equipe.

Ao todo são esperados mais de 1250 atletas, em mais de 900 barcos, de 84 países. Aqueles que não conseguirem se classificar para os Jogos Olímpicos Rio 2016 terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a vaga.

Acompanhe as notícias da dupla nas redes sociais:
Página oficial da dupla Martine Grael e Kahena Kunze

Kahena Kunze e Martine Grael com o técnico Javier Torres

Kahena Kunze e Martine Grael com o técnico Javier Torres


Ilhabela recebe o Paulista de Optimist e 420
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Antonio Alonso

Regata de OP e 420 (Volnys Bernal/YCSA)

Regata de OP e 420 (Volnys Bernal/YCSA)

Os jovens velejadores do Audi YCSA Sailing Team disputam a segunda etapa do Campeonato Paulista de 420 e Optimist nos dois próximos finais de semana (13, 14, 20 e 21/9) em Ilhabela, com sede na Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação, no Pequeá. São esperadas mais de 50 embarcações, considerando-se as duas classes. As flotilhas do Yacht Club Santo Amaro, mais acostumadas à Represa Guarapiranga, terão nova oportunidade de competir na Capital Nacional da Vela.

Estão programadas doze regatas para cada classe ao longo do campeonato, com previsão de três largadas por dia. Seis provas são suficientes para validar a etapa. A diferença está nos descartes. Na Optimist, a partir da sexta regata haverá um descarte e após a nona, dois descartes, enquanto na 420 o pior resultado será excluído a partir da décima prova. Depois de 11 regatas, dois resultados serão desprezados pelas duplas.

O coordenador da classe 420 em São Paulo, Erik von Fritsch, destaca a importância de se levar os velejadores paulistanos para o litoral norte. “Esperamos 10 barcos para esta etapa do Paulista. Para a classe, velejar em Ilhabela é sempre uma oportunidade de evolução. O vento forte e o mar moderado permitem a montagem de raias maiores e o velejo é sempre de alta qualidade. A organização da Secretaria de Esportes sempre nos recebe muito bem e são muito competentes no gerenciamento das regatas”, elogia Erik, lembrando que o Campeonato Brasileiro de 420 será em Ilhabela, em Janeiro de 2015.

A Taça Almirante Tamandaré disputada em março da Represa Guarapiranga valeu como primeira etapa do Campeonato Paulista e também somou pontos para o ranking da Classe Optimist São Paulo (COSP). A Escola de Vela de Ilhabela (EVI) e o Audi YCSA Sailing Team dominaram o pódio, com José Godinho (EVI) em primeiro, Thomas Roth (YCSA) em segundo e Martin Chao (YCSA) em terceiro. Godinho também lidera o ranking da temporada, com Martin em segundo e Diego Zabeu (EVI) em terceiro lugar. Eles estão confirmados entre aproximadamente 40 velejadores que estarão embarcados para competir na ilha.

Disputa de 420 na Guarapiranga (Volnys Bernal/YCSA)

Disputa de 420 na Guarapiranga (Volnys Bernal/YCSA)

Flotilha do YCSA completa na 420 – Para a classe, a primeira etapa do estadual foi disputada em abril, também na Guarapiranga, com sede no YCSA e título da dupla da casa, Gabriel Elstrodt e Philipp Essle, com três vitórias em seis regatas. Antonio Aranha e Stephan Kunath (YCSA) ficaram na segunda colocação, enquanto a dupla formada pelo carioca Leonardo Lombardi (ICRJ) e o paulista Alexander Essle (YCSA) ficou em terceiro. Giuliana Tozzi e Marina Arndt formaram a melhor tripulação feminina, em duelo equilibrado com Helena de Marchi e Elisa von Fritsch.

Entre as duplas confirmadas estão, Eric Belda e Rodrigo Dabus, campeões da Taça Humboldt, Antonio Aranha e Alexander Essle, André Fiuza e Setphan Kunath; Luiza Ferreira e Lisa Reimer, além de Helena de Marchi e Marina Bomeisel que ainda não definiram seus proeiros, ou proeiras. Erik von Fritsch faz um alerta aos velejadores paulistanos, para que não corram o risco de perder a largada em Ilhabela. “A raia montada no Canal de São Sebastião, fica a 30 ou 40 minutos, de reboque, da sede do evento. Para quem planeja descer a serra no sábado (13), primeiro dia de competição, recomendo chegar com antecedência. A fila da balsa no último final de semana (6 e 7) chegou a seis horas de espera”.

A previsão para o primeiro fim de semana da segunda etapa do Paulista é de ventos entre 9 e 11 nós (16 a 20 km/h) no sábado, soprando na direção leste. No dia seguinte, a intensidade deverá ser semelhante segundo a Tempo Ok!, porém, variando de nordeste a leste. A temperatura máxima chega aos 24 graus no sábado e aos 26 no domingo. Não há probabilidade de chuva. As largadas estão previstas para meio-dia aos sábados e às 11h aos domingos.

Yacht Club Santo Amaro – Fundado em 1930, o YCSA consolidou-se ao longo de oito décadas como um celeiro de campeões da vela à margem da Represa de Guarapiranga, extremo sul de São Paulo. Conhecido também por Clube dos Alemães, devido à origem de seus fundadores, o YCSA sustenta como principal missão revelar os talentos para a vela brasileira. Campeões e medalhistas olímpicos, mundiais e pan-americanos como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista elevaram o Brasil em suas conquistas nas principais competições mundiais.

Audi YCSA Sailing Team – Foi formado no início de 2014 com o objetivo de reforçar a missão de formar os futuros velejadores. O projeto abrange 40 atletas da Vela Jovem distribuídos entre as classes Optimist, 420, Laser, 29er e Byte. O apoio está voltado para a aquisição de barcos e velas, contratação de técnicos especialistas nas classes envolvidas e viabilização de viagens para intercâmbio e disputa das principais competições internacionais. Robert Scheidt, o maior atleta olímpico brasileiro em todos os tempos e ganhador de 14 títulos mundiais entre as classes Laser e Star, é o embaixador da marca no País.


BMW Motorrad/Biotec rumo ao Norte-Americano de Hobie Cat 16
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Antonio Alonso

Marcos Ferrari e Caroline Sylvestre (Divulgação)

Marcos Ferrari e Caroline Sylvestre (Divulgação)

O próximo desafio de Marcos Ferrari e Caroline Sylvestre, da equipe BMW Motorrad/Biotec, é o Norte-Americano de Hobie Cat 16, que reunirá os melhores nomes da classe no continente entre 22 e 26 de setembro, em Lewes, Delawere. A competição integra a campanha de Ferrari e Sylvestre por uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de Toronto/2015. Medalha de bronze em 2012, a dupla volta à disputa com o status de melhor do Brasil.

Marcos e Caroline ganharam destaque nesta temporada com o Mundial de Hobie Cat 16, em Jervis Bay, Austrália, em fevereiro. Na edição mais bem disputada da história da competição, com 388 duplas de 27 países distribuídos entre os seis continentes, os dois conquistaram o 26º lugar, melhor colocação entre os brasileiros. A performance valeu a indicação para o Hobie World Cat 2014, evento que reúne dez equipes entre as principais do mundo, representando seus países, e que neste ano foi disputada em Sylt, Alemanha, entre 21 e 24 de agosto.

Campanha para o Pan-Americano/2015 (Divulgação)

Campanha para o Pan-Americano/2015 (Divulgação)

“Foi uma experiência diferente de tudo a que estamos acostumados. O Mar do Norte, local das regatas, é uma região extremamente agressiva, com ondas de até 1,5 m, ventos fortes e muita correnteza. E, para chegar à área das provas, era preciso ultrapassar a arrebentação, o que exigia saber o timing exato da pausa entre o final de uma série de ondas e o início de outra. A cada final de prova, um atleta da equipe corria para uma marca laranja no centro da praia para determinar sua colocação. Na sequência, todos voltavam para a água passando novamente pela arrebentação, até a marca de largada”, lembra Marcos Ferrari.

A dupla da BMW Motorrad/Biotec deixou Sylt comemorando o quinto lugar, entre dez das melhores equipes de Hobie Cat 16 no mundo. “Tivemos sorte de ter condições para velejar. A cada dia o vento vinha de uma direção diferente. E como o sol se põe apenas às 21 horas, muitas vezes as provas terminavam depois das 19 horas. Mas nós sempre buscamos as condições mais difíceis para se velejar. Temos um ditado que é ‘tudo é difícil até se tornar fácil’”, destaca Caroline Sylvestre.

A próxima competição de Marcos e Caroline será o Campeonato Norte-Americano em Lewes, Delaware. A competição vale uma vaga para os Jogos Pan-Americanos de 2015 em Toronto. A equipe da BMW Motorrad/Biotec, que conta com o apoio de GARMIN, OAKLEY, Tecelagem Santa Constância e Companhia Athlética, por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, já tem uma medalha de bronze na competição, conquistada em 2012 em Los Angeles.